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Quinta-feira, Outubro 15, 2026
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Supostos grupos terroristas atacam Muidumbe e fazem 14 reféns

Um ataque perpetrado por supostos grupos terroristas na região de Muidumbe culminou na morte de pelo menos quatro pessoas e no rapto de 14, segundo informações divulgadas por fontes locais à Lusa. 

O incidente ocorreu na zona baixa de Naneve, na aldeia de Nangunde, onde as vítimas foram surpreendidas durante uma actividade de destilação de nipa, uma bebida alcoólica tradicional, na passada terça-feira.

De acordo com testemunhos, os insurgentes cercaram os indivíduos que se encontravam a trabalhar e exigiram que os seguissem a uma distância de menos de um quilómetro. Durante a acção, dois homens foram abatidos e outros dois, incapazes de escapar devido ao seu estado de embriaguez, foram igualmente mortos.

Relatos de populares indicam que algumas das vítimas foram assassinadas após terem afirmado não dispor do valor exigido para a sua libertação. Os corpos foram enterrados na quarta-feira por elementos da força local.

As notícias não se limitam ao ataque em Nangunde; ainda segundo as fontes, pelo menos seis pessoas foram raptadas na segunda-feira na aldeia de Xitaxi, localizada entre 50 e 60 quilómetros da sede distrital de Muidumbe, ao longo da estrada nacional EN380. A situação de insegurança na província de Cabo Delgado, rica em gás natural, é alarmante, dado que a região tem estado a enfrentar uma insurgência armada desde 2017, que já ceifou mais de 6.600 vidas e forçou 1,2 milhão de cidadãos a deslocarem-se.

Um relatório recente das Nações Unidas sublinha que os incidentes associados ao conflito aumentaram 10% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, evidenciando o uso crescente de raptos para resgates e recrutamento forçado, incluindo de crianças. O relatório, intitulado “Moçambique: O custo da inacção”, descreve a deterioração da situação de segurança no norte do país e destaca o impacto negativo da violência sobre a população civil.

Actualmente, cerca de 1,38 milhões de pessoas enfrentam as consequências da deslocação em Cabo Delgado, que inclui aproximadamente 662 mil deslocados internos, além de 722 mil habitantes que regressaram às suas comunidades de origem.

As Nações Unidas alertam que por trás dos dados estão histórias de famílias obrigadas a deixar as suas casas repetidamente, crianças cuja educação foi comprometida e comunidades cujos meios de subsistência e acesso a serviços essenciais foram destruídos.

Pai admite culpa pela queda fatal do filho em Chipre

Joshua Foster, de 37 anos, assumiu a culpa pela morte do seu filho de dois anos, que caiu do quarto andar de um hotel em Chipre em Julho passado.

O incidente ocorreu no dia 12, durante as férias da família, num hotel de cinco estrelas na região de Paphos.

Joshuancia artificial, poderá enfrentar uma pena de até quatro anos de prisão, sendo a sentença conhecida no próximo dia 5 de Outubro.

No fatídico dia, o pai e a mãe das crianças estavam hospedados com os filhos de cinco e dois anos, respectivamente. Durante a espera pelo elevador, Joshua brincava com o filho ao colo, sem notar que a janela do hotel se encontrava aberta. O que começou como um momento familiar alegre transformou-se rapidamente, que ocupa uma posição de responsabilidade na KPMG na área de inteligê numa tragédia quando a criança, ao escapar dos braços do pai, caiu do quarto andar do Hotel King Evelthon Beach.

Os serviços de emergência foram accionados às 18h40 locais, mas, infelizmente, a criança sofreu ferimentos graves na cabeça e não sobreviveu, tendo o óbito sido declarado no Hospital de Paphos. Joshua Foster foi detido quatro horas após o incidente, após ser acusado de negligência. Inicialmente, passou oito dias na prisão, até que as autoridades alteraram a acusação para um ato imprudente, temerário ou perigoso.

Na audiência final, realizada na terça-feira no Tribunal Distrital de Paphos, Joshua assumiu a responsabilidade, conforme explicado pelo seu advogado, Alexandros Alexandrou. O advogado sublinhou que não houve intenção de causar mal e que a situação resultou de um momento de distracção, com consequências trágicas. O pai declarou-se culpado não apenas para encerrar o processo, mas também para poder regressar ao seio da família, compartilhar o luto e prestar apoio neste momento difícil.

Nampula supera crise de combustível com reabastecimento garantido

A escassez de combustível que afectou a província de Nampula foi finalmente resolvida. O governador, Eduardo Abdula, fez um anúncio público, informando que foram feitas diligências eficazes e que, neste momento, a província já dispõe de mais de cem mil litros de gasolina.

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), todas as bombas de combustível na cidade e no distrito de Nampula foram reabastecidas. O comunicado destaca que o abastecimento normal se inicia hoje, após um período de interrupção que se deveu ao atraso do navio cargueiro, previsto para atracar no Porto de Nacala ainda esta semana.

As autoridades locais apelaram à calma da população, assegurando que a situação está sob controlo e que medidas estão a ser implementadas para evitar futuras rupturas no abastecimento. A escassez de gasolina, que chegou a motivar manifestações por parte dos operadores de táxi-mota devido à falta do produto, levou o governador a comprometer-se a intensificar a fiscalização das bombas de combustíveis na região.

A população pode, assim, esperar um regresso à normalidade no que concerne ao abastecimento de combustível, com a garantia das autoridades de que estão a ser tomadas todas as precauções necessárias para assegurar a estabilidade deste serviço essencial.

Moçambique analisa reformas económicas com FMI em Nova Iorque

Uma delegação moçambicana iniciou, esta semana, um ciclo de reuniões com representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Nova Iorque, com o objectivo de discutir reformas económicas e a actual situação orçamental do país.

Os encontros estão a decorrer no âmbito das assembleias anuais do FMI e do Banco Mundial, que reúnem líderes e autoridades de diversas nações para debater questões financeiras globais. Esta edição do evento é crucial para Moçambique, uma vez que o país procura estabilizar a sua economia e implementar medidas que promovam um desenvolvimento sustentável.

Os representantes moçambicanos destacaram a necessidade de reformas estruturais, que visam fortalecer as instituições financeiras e promover a transparência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos. Durante as reuniões, foram abordados temas como a redução da dívida pública, a melhoria da eficiência fiscal e o fomento de um ambiente propício para o investimento privado.

O FMI, por sua vez, manifestou-se disponível para apoiar Moçambique na implementação dessas reformas, reconhecendo os desafios colocados pela actual conjuntura económica, marcada por altas taxas de inflação e instabilidade nos mercados globais.

As discussões em Nova Iorque são vistas como uma oportunidade importante para o governo moçambicano articular parcerias e buscar soluções que contribuam para a recuperação económica do país, que tem enfrentado dificuldades financeiras nos últimos anos. A expectativa é que os resultados dos diálogos levem à formulação de um plano de acção que beneficie a população e fortaleça a economia nacional.

Vagas de emprego do dia 24 de Setembro de 2026

Foram publicadas hoje, dia 24 de Setembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Emergency Project Manager

A Norwegian Refugee Council (NRC) pretende recrutar um (1) Emergency Project Manager. Saiba mais.

2. Vaga para Procurement Senior Officer

A UNOPS pretende recrutar um (1) Procurement Senior Officer. Saiba mais.

3. Vaga para HR Generalist

A DHL pretende recrutar um (1) HR Generalist. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para The Minor Hotels is hiring a Food & Beverage Supervisor

A Minor Hotels pretende recrutar um (1) Food & Beverage Supervisor. Saiba mais.

2. Vaga para Restaurant Supervisor

A Minor Hotels pretende recrutar um (1) Restaurant Supervisor. Saiba mais.

3. Vaga para Finance & Compliance Specialist – FCI Project

A World Vision pretende recrutar um (1) Finance & Compliance Specialist – FCI Project. Saiba mais.

4. Vaga para Coordenador Técnico de Educação

A World Vision pretende recrutar um (1) Coordenador Técnico de Educação. Saiba mais.

5. Vaga para Well Services & Integrity Artisan

A Sasol pretende recrutar um (1) Well Services & Integrity Artisan. Saiba mais.

6. Vagas para NDT & Welding Inspectors

A SGS pretende recrutar NDT & Welding Inspectors. Saiba mais.

7. Vaga para Técnico/a de Suporte IT

A Mota-Engil pretende recrutar um/a (1) Técnico/a de Suporte IT. Saiba mais.

8. Vaga para Human Resources Coordinator

A Norwegian Refugee Council (NRC) pretende recrutar um (1) Human Resources Coordinator Mozambique Pemba. Saiba mais.

9. Vaga para Assistant Executive Housekeeper

A Minor Hotels pretende recrutar um (1) Assistant Executive Housekeeper. Saiba mais.

10. Vaga para HR Expat Coordinator

A McDermott International pretende recrutar um (1) HR Expat Coordinator. Saiba mais.

11. Vaga para Técnico de Armazém

A MD Consultores pretende recrutar um (1) Técnico de Armazém. Saiba mais.

12. Vaga para Crane Eletrical Technician

A DP World pretende recrutar um (1) Crane Eletrical Technician. Saiba mais.

13. Vaga para Senior Technical Advisor, Tobacco Control, Eastern and Central Africa Region

A Vital Strategies pretende recrutar um (1) Senior Technical Advisor, Tobacco Control, Eastern and Central Africa Region. Saiba mais.

14. Vaga para Senior Structural Engineer

A McDermott International pretende recrutar um (1) Senior Structural Engineer. Saiba mais.

15. Vaga para Principal Project Engineer (Eng)

A McDermott International, Ltd pretende recrutar um (1) Principal Project Engineer (Eng). Saiba mais.

16. Vaga para Technical Field Services Engineer

A Versalis International pretende recrutar um (1) Technical Field Services Engineer (Oilfield Chemicals). Saiba mais.

17. Vagas para Representantes de Desenvolvimento de Vendas – Nível 1 – SDR/ Pré-Vendas

A RHDC – Consultoria & Serviços pretende recrutar doze (12) Representantes de Desenvolvimento de Vendas – Nível 1 – SDR/ Pré-Vendas. Saiba mais.

18. Vaga para Procurement Intern

A DP World pretende recrutar um (1) Procurement Intern. Saiba mais.

19. Vaga para Plant Manager

A BESIX Group pretende recrutar um (1) Plant Manager. Saiba mais.

20. Vaga para Grant Accountant

A World Vision pretende recrutar um (1) Grant Accountant. Saiba mais.

21. Vaga para Especialista de Compras e Logística

A MD Consultores pretende recrutar um (1) Especialista de Compras e Logística. Saiba mais.

22. Vaga para Communications Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Communications Officer. Saiba mais.

23. Vaga para Financeiro – Senior

A Home Center pretende recrutar um (1) Financeiro – Senior. Saiba mais.

24. Vaga para Construction Engineer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1)  Construction Engineer. Saiba mais.

25. Vaga para Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Manager. Saiba mais.

26. Vagas para Health and Nutrition Officers

A Johanniter International Assistance pretende recrutar Health and Nutrition Officers. Saiba mais.

27. Vaga para Health and Nutrition Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Health and Nutrition Manager. Saiba mais.

28. Vaga para Food Security and Livelihoods (FSL) Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Food Security and Livelihoods (FSL) Officer. Saiba mais.

29. Vaga para Food Security and Livelihoods (FSL) Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Food Security and Livelihoods (FSL) Manager. Saiba mais.

30. Vaga para Enfermeira do Centro de Saúde e Bem-Estar (H&WC)

A Academia Aga Khan Maputo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Enfermeira do Centro de Saúde e Bem-Estar (H&WC). Saiba mais.

Transportadores propõem aumento das tarifas em 5 meticais na cidade de Maputo

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo recebeu um pedido formal dos transportadores, solicitando um aumento de 5 meticais na tarifa do transporte público. 

O requerimento encontra-se actualmente em análise pela edilidade, numa altura em que os preços das passagens na cidade variam entre 15 e 18 meticais, conforme a distância da rota.

A decisão sobre o ajuste tarifário será tomada após negociações com o Governo central, que tem concedido subsídios aos operadores através da Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO), com o objectivo de mitigar o impacto dos aumentos de custos para a população.

Paralelamente, o município apela aos munícipes para denunciarem à Polícia Municipal quaisquer práticas irregulares, como o encurtamento de rotas ou cobranças indevidas por parte dos “chapeiros”. A medida visa garantir um serviço de transporte mais justo e seguro para todos os cidadãos.

Rick, da dupla Rick & Renner, morre em acidente de helicóptero no Brasil

O cantor brasileiro Rick, conhecido pela sua actuação na dupla sertaneja Rick & Renner, faleceu aos 59 anos após um trágico acidente aéreo na serra de Santa Catarina, no sul do Brasil. O incidente ocorreu na tarde de segunda-feira, 21 de Julho, e envolveu outras quatro pessoas.

O helicóptero, um modelo Bell 430 com matrícula PP-MGR, foi encontrado pelas autoridades na manhã de terça-feira, 22 de Julho. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, não houve sobreviventes, confirmando cinco mortes.

Além do cantor Rick, estavam a bordo o empresário e coach Bruno Avelar, o fotógrafo e filmmaker Paulo Soares, o piloto Antônio e o copiloto Leopoldo, cujos sobrenomes ainda não foram divulgados.

A notícia da tragédia abalou o meio musical e os fãs da dupla, que se destacou por sucessos ao longo de sua carreira. As autoridades estão a investigar as causas do acidente.

Detido cidadão suspeito de falsificação de contratos de arrendamento no Porto

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de um cidadão estrangeiro com 36 anos, afirmando que este é suspeito de falsificar contractos de arrendamento e de auxiliar na imigração ilegal na região do Grande Porto.

Segundo informações divulgadas pela PJ, o indivíduo é acusado de ter elaborado centenas de contractos de arrendamento falsos. A finalidade desses documentos era facilitar a emissão de atestados de residência nas juntas de freguesia do Porto e zonas circundantes, o que permitiria a posterior legalização dos envolvidos em território nacional.

A PJ indicou que, com o auxílio destes contractos fraudulentos, cidadãos estrangeiros poderiam dar início aos seus processos individuais na Autoridade para a Imigração e Mobilidade (AIMA). Esta operação resulta de um inquérito que investiga crimes de auxílio à imigração ilegal com fins lucrativos e a falsificação de documentos, tendo este caso representado a segunda detenção até ao momento.

O detido, que reside em Portugal, será apresentado a um primeiro interrogatório no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, onde será avaliada a sua situação legal.

Saúde avança com motorizadas para rastreamento e vacinação em distritos chave

O sector da saúde em Moçambique recebeu um importante impulso com a entrega de dez motorizadas, que irão operar em igual número de distritos.

Esta iniciativa visa melhorar as condições de rastreio, monitorização e deteção de doenças, especialmente aquelas que podem ser prevenidas através da vacinação.

A aquisição das motorizadas, que contou com um financiamento de 1.2 mil meticais pelo Governo em colaboração com a Aliança Global para a Vacinação (GAVI), promete agilizar a resposta a emergências de saúde pública. Além disso, será um contributo significativo no seguimento de casos a nível comunitário, permitindo intervenções mais rápidas e eficazes.

Os distritos de Mecanhelas, Cuamba, Mandimba, Lichinga, Lago, Mavago, Mecula, Chimbunila, Marrupa, juntamente com o Serviço Provincial de Saúde, foram os seleccionados para receber os novos meios, numa escolha fundamentada na localização estratégica, na densidade populacional e nas precariedades das vias de acesso que enfrentam.

Silva Livone, responsável pela entrega das motorizadas, afirmou que esta decisão teve em consideração factores que afectam a eficiência do sector de saúde, assegurando que as comunidades beneficiadas terão uma assistência reforçada.

O compromisso do Governo em melhorar as condições de saúde no país continua a ser evidente através de iniciativas que visam não apenas a aquisição de equipamentos, mas também a melhoria da qualidade de vida da população moçambicana.

Mambas ganham reforços para a qualificação ao CAN 2027

Geny Catamo e Bruno Langa uniram-se aos treinos da Selecção Nacional de Futebol de Moçambique, os Mambas. A integração dos jogadores ocorre na sequência da preparação para a vital dupla jornada de qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) de 2027, onde a equipa nacional defrontará Senegal e Sudão.

Os dois atletas, que jogam em clubes internacionais, respectivamente no Sporting de Portugal e no Qarabag do Azerbaijão, juntaram-se aos restantes convocados no segundo dia de trabalho da selecção, que está a ser realizado na Lalgy Arena.

Conforme reportado pelo jornal Desafio, a chegada gradual dos jogadores em competição no exterior permite ao selecionador Chiquinho Conde consolidar o grupo para se preparar convenientemente para os dois confrontos decisivos. Moçambique receberá a equipa do Senegal na próxima sexta-feira, às 15h00, no Estádio Nacional do Zimpeto. A selecção nacional voltará a actuar em casa no dia 29 deste mês, no mesmo horário e local, enfrentando o Sudão.

KwaMakhutha: Grupo armado invade casa e mata 11 pessoas

Um tiroteio em massa ocorrido na noite de ontem no bairro KwaMakhutha resultou na morte de pelo menos 11 pessoas, incluindo uma mulher grávida. O atentado deixou ainda três feridos e gerou um clima de consternação entre os residentes da área.

As vítimas encontravam-se reunidas numa casa quando foram atacadas por um grupo de homens armados que invadiram o local e começaram a disparar de forma indiscriminada. Durante a fuga, os agressores incendiaram a viatura de uma das vítimas, aumentando o pânico entre os presentes.

As autoridades sul-africanas já iniciaram uma investigação sobre as circunstâncias do ataque. Até ao momento, as motivações por trás desta tragédia permanecem desconhecidas.

Este incidente recorda um massacre ocorrido em Janeiro de 1987 na mesma região, onde 13 pessoas foram mortas por homens armados que utilizavam armas do tipo AK-47. Naquela ocasião, o ataque visou a residência de um activista do partido UDF, Bheku Ntuli, que não se encontrava em casa.

Moçambique e Angola fortalecem laços com acordo de cooperação em migração

Os governos de Moçambique e de Angola fortaleceram os seus laços bilaterais com a assinatura de um Acordo de Cooperação no Domínio da Migração, numa cerimónia ocorrida na Cidade de Maputo.

Este evento teve lugar no âmbito de uma visita de trabalho de quatro dias da delegação angolana, liderada pelo Ministro do Interior, Manuel Gomes da Conceição Homem, que decorreu entre os dias 20 e 23 de setembro, a convite do seu homólogo moçambicano, Paulo Chachine.

A visita é uma consequência das recomendações resultantes da VI Reunião dos Ministros do Interior e Administração Pública da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada em Luanda em outubro de 2025. O encontro em Maputo, que se iniciou com uma reunião de peritos no Polana Serena Hotel a 21 de setembro, teve como objetivo aprofundar a colaboração estratégica nas áreas de segurança e ordem interna entre os dois países.

As principais deliberações acordadas na reunião ministerial incluem o aumento do intercâmbio de informações e a partilha de experiências em áreas como a proteção e segurança nas fronteiras, segurança rodoviária, proteção do meio ambiente e recursos naturais, além do policiamento comunitário.

Os ministros comprometeram-se a dar continuidade às ações de formação para os efetivos das polícias, migração e proteção civil de ambos os países, quer em Moçambique, quer em Angola. Na esfera da Proteção Civil e Bombeiros, os governos reiteraram a intenção de consolidar unidades de busca e salvamento, assegurando apoio mútuo em situações de emergência, por meio da troca de peritos, partilha de informações e experiências relativas à antecipação e monitorização de eventos hidrológicos.

A assinatura formal do Acordo sobre a Cooperação no Domínio da Migração marcou o auge da visita, estabelecendo um quadro jurídico sólido para a cooperação entre Moçambique e Angola e promovendo uma partilha contínua de informações entre os dois países.

Trump renomeia inteligência artificial para superinteligência

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a mudança do nome da Inteligência Artificial, que passará a ser denominada “Superinteligência”.

O anúncio foi feito durante o seu discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas, onde Trump justificou que o termo “artificial” implica uma conotação de falsidade, defendendo que a nova designação reflecte mais adequadamente a realidade desta tecnologia. “Não é falsa, é extraordinária”, afirmou o chefe de Estado.

Trump indicou que, a partir de agora, todos os documentos oficiais do Governo norte-americano deverão utilizar o novo termo, que considera “muito melhor e mais adequado”. Durante o seu discurso, o Presidente manifestou a esperança de que outras nações sigam o exemplo norte-americano na adopção desta nova terminologia.

Ainda não se esclareceram os procedimentos que levarão à implementação desta mudança terminológica. Trump revelou que, na véspera, realizou duas sondagens na rede social Truth Social para determinar o novo nome a ser adoptado, com “Superinteligência” a obter a preferência.

Em meio a preocupações globais sobre os riscos associados à inteligência artificial, o Presidente Trump garantiu que não limitará o progresso neste campo, descrevendo-o como “maior do que a Revolução Industrial”. Contudo, prometeu supervisionar este sector de perto através do Departamento da Justiça.

Beira: Casal espancado e amarrado durante assalto em Inhamízua

Na madrugada de terça-feira, a tranquilidade do 22.º bairro, em Inhamízua, na cidade da Beira, foi interrompida por um violento assalto perpetrado por um grupo de oito indivíduos armados com catanas. Durante a invasão, os assaltantes espancaram e amarraram um casal, deixando-os em estado de choque.

Segundo as vítimas, os invasores conseguiram arrombar a porta principal da residência, trancando os filhos num quarto antes de exigirem dinheiro aos pais. O assalto resultou na subtracção de 12 mil meticais, sete telemóveis, vários electrodomésticos e produtos alimentares.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, Honório Chimbo, confirmou a ocorrência e revelou que já existem pistas sobre os suspeitos. As autoridades garantem que a situação está a ser investigada e que se espera um esclarecimento em breve.

A comunidade local expressa preocupação com a crescente insegurança na região, responsabilizando a falta de medidas eficazes de prevenção criminal. As autoridades estão cientes da tensão gerada e prometem intensificar as operações de segurança nas áreas mais vulneráveis.

Crianças pequenas são as mais afectadas pela mortalidade do Ébola na RDCongo

Em reportagens recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), foi revelado que as crianças com menos de 5 anos na República Democrática do Congo (RDCongo) sofrem a maior taxa de mortalidade decorrente do vírus Ébola, que ultrapassa os 60%. 

Este dado chocante contrasta com a taxa de mortalidade em adultos, que se situa cerca de 40%. A OMS destacou que as crianças representam igualmente a maior parte das mortes ocorridas fora de centros de tratamento, frequentemente em casa ou em instituições de saúde que não as identificam como doentes.

Daniel Youkee, líder da equipa de gestão de casos de Ébola da OMS, explica que as crianças pequenas apresentam uma reserva fisiológica menor e um sistema imunitário ainda em desenvolvimento. Como resultado, necessitam de cuidados especiais e acompanhamento constante. A OMS alertou sobre a urgência de fortalecer a partilha de conhecimentos técnicos, bem como melhorar o acesso a equipamentos e medicamentos, que muitas vezes são escassos.

O especialista propõe que os kits de abastecimento padronizados devem incluir equipamento e medicamentos adaptados às necessidades pediátricas, além de sublinhar a importância de formar o pessoal em directrizes específicas para este grupo etário.

Relatórios do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) indicam que a actual epidemia de Ébola já resultou em 3.699 mortes, com 7.672 casos confirmados. Nas últimas 24 horas, foram registadas 23 mortes e 58 novos casos. O INSP também reportou 15 altas de doentes que superaram a doença, elevando o total de recuperações para 1.879, com 886 pessoas hospitalizadas ou em isolamento no momento.

A taxa de mortalidade actual se estabelece em 48,2%, assumindo que este é já o episódio de Ébola mais mortífero da história da RDCongo, superando o surto ocorrido entre 2018 e 2020, conforme os dados da OMS.

França enfrenta escassez de combustíveis e preços recordes em alta

A França está a lidar com uma crise de escassez de combustíveis em diversas estações de serviço. A situação agrava-se numa semana em que os preços da gasolina e do gasóleo atingiram valores recorde na Europa.

Aproximadamente 20% dos postos de abastecimento no país esgotaram o stock de pelo menos um tipo de combustível rodoviário, levando o Governo francês a introduzir medidas para mitigar o risco de falta de produto.

Entre as soluções apresentadas, o gasóleo de verão poderá continuar a ser comercializado até Novembro, em vez de ser substituído pelo gasóleo de inverno, que é adaptado a temperaturas mais baixas. O presidente Emmanuel Macron enviou uma missiva à Comissão Europeia, solicitando um alívio nas normas regulamentares que regem a indústria refinadora, grande parte das quais se baseia em objectivos ambientais.

A escassez de combustíveis em França tende a ocorrer sempre que se anunciam aumentos expressivos de preços, motivando os condutores a correrem às bombas para abastecer os seus veículos antes que os custos subam ainda mais. Nesta semana, o preço do gasóleo atingiu 2,4 euros por litro, enquanto a gasolina custa aproximadamente 2,22 euros por litro. No entanto, a petrolífera Total está a oferecer preços mais competitivos, fixando o gasóleo em 2,25 euros e a gasolina a menos de 2 euros por litro, numa tentativa de atrair clientes de outras gasolineiras.

Esta política comercial tem atraído muitos consumidores, especialmente aqueles que habitualmente abasteciam em grandes cadeias de supermercados. Apesar de a Total ter estimado um custo da ordem dos 250 a 300 milhões de euros com esta estratégia, a empresa argumenta que o foco deve estar em evitar a aprovação de uma taxa extraordinária sobre os lucros, como aconteceu em Portugal.

O ministro da Economia, Roland Lescure, indicou que, na manhã de segunda-feira, 17% das mais de 9.000 estações de serviço do país enfrentavam ruptura em pelo menos um combustível, com 91% das estações afectadas a pertencerem à Total. Surpreendentemente, mesmo com a maior pressão sobre os preços do gasóleo, a gasolina é o combustível que mais falta nas estações de serviço em França.

Adicionalmente, a França depende de importações para abastecer as suas necessidades de combustíveis, especialmente gasóleo, e a escassez de água em vários rios tem impactado o transporte fluvial destes produtos. Roland Lescure minimizou os receios de uma crise de abastecimento no país, assegurando que os stocks estratégicos estão adequados e que as refinarias operam em pleno, garantindo a continuação do fornecimento nos próximos dois meses. Contudo, o prolongamento da instabilidade no Médio Oriente poderá aumentar a insegurança no aprovisionamento do mercado.

No que toca às importações, a Galp afirmou que a sua refinaria de Sines está a ajustar a produção de jet fuel e diesel conforme as necessidades do mercado nacional. A empresa assegurou que as importações estão garantidas até ao final de outubro, em conformidade com as necessidades do mercado, também durante a paragem programada para manutenção de uma das suas unidades.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, comentou a situação, destacando a segurança das reservas de combustível para aviação, que estão a níveis superiores aos do ano anterior.

No entanto, frisou a importância de uma utilização consciente dos combustíveis, visto que o seu consumo aumentou este ano, malgrado o acentuado aumento dos preços. Dados recentes indicam que o consumo de gasolina subiu 4% e o de gasóleo 1% em comparação com o mesmo período do ano passado, refletindo um aumento de procura mesmo com os preços em alta.

Moçambique defende novas estratégias para reforçar o controlo de mosquitos

Um webinar em celebração do Dia Mundial do Mosquito sublinhou a urgência de implementar uma abordagem integrada no combate aos mosquitos, que abarque vigilância entomológica, novas tecnologias, gestão de criadouros, melhorias habitacionais e investigação científica.

O director do Programa Nacional de Controlo da Malária, Stélio Tembe, abriu a sessão destacando a necessidade de actualizar constantemente as estratégias de controlo de vectores, tendo em conta as mudanças no comportamento dos mosquitos, a resistência aos insecticidas, as alterações climáticas, a urbanização e as transformações ambientais.

A importância de intervenções como redes mosquiteiras tratadas com insecticida e a pulverização intradomiciliária foi reafirmada, ao mesmo tempo que se defendeu um aumento da vigilância entomológica e o investimento em novas ferramentas. “O futuro do controlo vectorial não se vincula a uma única solução, mas sim à destreza de conjugar intervenções, inovar, incrementar a vigilância e utilizar evidências científicas,” acentuou Tembe.

Uma nota informativa do Centro de Investigação em Saúde da Manhiça (CISM), na província de Maputo, enfatizou a relevância de um conhecimento mais profundo sobre os mosquitos para orientar as intervenções. Durante o webinar, a doutoranda Dulcisária Marrenjo, da Faculdade de Medicina da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), apresentou uma análise do comportamento dos mosquitos e suas implicações para o combate à malária.

Com base em dados de vigilância entomológica, a investigadora revelou que vários dos principais vectores de malária em Moçambique são activos tanto no interior como no exterior das habitações, com períodos críticos de picadas entre as 18h00 e 19h00 e ao amanhecer, entre as 05h00 e 06h00. Marrenjo alertou para a necessidade de repensar as estratégias de prevenção, que tradicionalmente focam na protecção dentro das casas.

Na sequência, Henis Sitoe, representante do Departamento de Doenças Negligenciadas do Ministério da Saúde, abordou a situação da filaríase linfática, conhecida como elefantíase, e as perspectivas para a sua eliminação como problema de saúde pública. Sitoe destacou a existência de lacunas significativas de conhecimento sobre os vectores da doença em Moçambique, enfatizando a necessidade de gerar evidências locais que possibilitem uma melhor compreensão desta problemática.

Este conhecimento é especialmente relevante, uma vez que Moçambique estabeleceu a meta de eliminar a filaríase linfática como problema de saúde pública até 2030. O webinar, organizado pelo CISM em colaboração com o Programa Nacional de Controlo da Malária (PNCM) e a Associação Pan-Africana de Controlo de Mosquitos (PAMCA Moçambique), reuniu investigadores, profissionais de saúde, estudantes e outros intervenientes, que discutiram novas abordagens no controlo de vectores e das doenças que estes transmitem.

Vagas de emprego do dia 23 de Setembro de 2026

Foram publicadas hoje, dia 23 de Setembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para The Minor Hotels is hiring a Food & Beverage Supervisor

A Minor Hotels pretende recrutar um (1) Food & Beverage Supervisor. Saiba mais.

2. Vaga para Restaurant Supervisor

A Minor Hotels pretende recrutar um (1) Restaurant Supervisor. Saiba mais.

3. Vaga para Finance & Compliance Specialist – FCI Project

A World Vision pretende recrutar um (1) Finance & Compliance Specialist – FCI Project. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Coordenador Técnico de Educação

A World Vision pretende recrutar um (1) Coordenador Técnico de Educação. Saiba mais.

2. Vaga para Well Services & Integrity Artisan

A Sasol pretende recrutar um (1) Well Services & Integrity Artisan. Saiba mais.

3. Vagas para NDT & Welding Inspectors

A SGS pretende recrutar NDT & Welding Inspectors. Saiba mais.

4. Vaga para Técnico/a de Suporte IT

A Mota-Engil pretende recrutar um/a (1) Técnico/a de Suporte IT. Saiba mais.

5. Vaga para Human Resources Coordinator

A Norwegian Refugee Council (NRC) pretende recrutar um (1) Human Resources Coordinator Mozambique Pemba. Saiba mais.

6. Vaga para Assistant Executive Housekeeper

A Minor Hotels pretende recrutar um (1) Assistant Executive Housekeeper. Saiba mais.

7. Vaga para HR Expat Coordinator

A McDermott International pretende recrutar um (1) HR Expat Coordinator. Saiba mais.

8. Vaga para Técnico de Armazém

A MD Consultores pretende recrutar um (1) Técnico de Armazém. Saiba mais.

9. Vaga para Crane Eletrical Technician

A DP World pretende recrutar um (1) Crane Eletrical Technician. Saiba mais.

10. Vaga para Senior Technical Advisor, Tobacco Control, Eastern and Central Africa Region

A Vital Strategies pretende recrutar um (1) Senior Technical Advisor, Tobacco Control, Eastern and Central Africa Region. Saiba mais.

11. Vaga para Senior Structural Engineer

A McDermott International pretende recrutar um (1) Senior Structural Engineer. Saiba mais.

12. Vaga para Principal Project Engineer (Eng)

A McDermott International, Ltd pretende recrutar um (1) Principal Project Engineer (Eng). Saiba mais.

13. Vaga para Technical Field Services Engineer

A Versalis International pretende recrutar um (1) Technical Field Services Engineer (Oilfield Chemicals). Saiba mais.

14. Vagas para Representantes de Desenvolvimento de Vendas – Nível 1 – SDR/ Pré-Vendas

A RHDC – Consultoria & Serviços pretende recrutar doze (12) Representantes de Desenvolvimento de Vendas – Nível 1 – SDR/ Pré-Vendas. Saiba mais.

15. Vaga para Procurement Intern

A DP World pretende recrutar um (1) Procurement Intern. Saiba mais.

16. Vaga para Plant Manager

A BESIX Group pretende recrutar um (1) Plant Manager. Saiba mais.

17. Vaga para Grant Accountant

A World Vision pretende recrutar um (1) Grant Accountant. Saiba mais.

18. Vaga para Especialista de Compras e Logística

A MD Consultores pretende recrutar um (1) Especialista de Compras e Logística. Saiba mais.

19. Vaga para Oficial de Procurement

A Bureau Veritas pretende recrutar um (1) Oficial de Procurement. Saiba mais.

20. Vaga para Communications Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Communications Officer. Saiba mais.

21. Vaga para Financeiro – Senior

A Home Center pretende recrutar um (1) Financeiro – Senior. Saiba mais.

22. Vaga para Construction Engineer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1)  Construction Engineer. Saiba mais.

23. Vaga para Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Manager

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25. Vaga para Health and Nutrition Manager

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27. Vaga para Food Security and Livelihoods (FSL) Manager

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28. Vaga para Enfermeira do Centro de Saúde e Bem-Estar (H&WC)

A Academia Aga Khan Maputo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Enfermeira do Centro de Saúde e Bem-Estar (H&WC). Saiba mais.

Vokalani estreia-se com dois álbuns que celebram a fé, as línguas e a identidade musical moçambicana

Khensani e Yimbelelani marcam a estreia discográfica de Vokalani, um projecto coral que procura recuperar a força do canto colectivo africano, valorizar línguas moçambicanas e transportar para as plataformas digitais cânticos ligados à fé, à igreja e à memória musical de diferentes comunidades.

A música coral religiosa que durante décadas ecoou dentro das igrejas, comunidades e celebrações moçambicanas está a encontrar novos espaços de circulação através do Vokalani, projecto musical que chega ao mercado com dois álbuns lançados num curto espaço de tempo: Khensani e Yimbelelani.

Os dois trabalhos estabelecem desde o início a identidade do grupo. Em vez de abandonar as referências locais em busca de uma sonoridade inteiramente internacional, Vokalani parte das línguas, melodias, estruturas corais e formas colectivas de cantar que fazem parte da experiência musical de várias comunidades moçambicanas, dando-lhes uma apresentação adaptada ao actual mercado digital.

O projecto coloca no centro a voz colectiva.

Há vozes que conduzem as canções, momentos de resposta do coro, harmonias construídas em diferentes camadas e arranjos que procuram conservar a sensação de uma comunidade reunida para cantar. É uma abordagem particularmente ligada à tradição coral africana e à experiência das igrejas moçambicanas, onde muitas canções atravessaram gerações essencialmente através da transmissão oral.

Com Khensani, Vokalani apresentou-se oficialmente ao público. Poucas semanas depois, o lançamento de Yimbelelani ampliou esse universo e reforçou uma proposta que combina música gospel, tradição coral, diversidade linguística e identidade africana.

Khensani: um primeiro álbum construído em torno da gratidão

Cover

O primeiro capítulo desta trajectória chama-se Khensani.

O título está associado à ideia de agradecimento e gratidão, conceito que atravessa grande parte da experiência religiosa expressa no álbum.

Com 13 faixas, Khensani funciona como a apresentação formal do universo musical de Vokalani. A espiritualidade ocupa uma posição central, mas a identidade do trabalho não se limita ao conteúdo das letras. Está igualmente presente na forma como as músicas são interpretadas.

As vozes aparecem como elemento dominante dos arranjos, reproduzindo uma dinâmica próxima dos grandes grupos corais e das congregações: uma voz pode iniciar determinada frase, o conjunto responde e as harmonias vão sendo acrescentadas progressivamente.

Esta construção permite que o ouvinte reconheça elementos familiares da música religiosa africana mesmo quando as canções recebem uma produção mais contemporânea.

O álbum começou a chegar às plataformas digitais no início de Setembro de 2026, representando a entrada oficial de Vokalani no mercado fonográfico.

Khensani não surge, contudo, apenas como uma colecção de músicas religiosas. O álbum estabelece vários dos princípios que passariam a definir o projecto: valorização das línguas africanas, protagonismo das vozes, recuperação de repertórios relacionados com a vivência cristã moçambicana e uma produção que procura ligar tradição e contemporaneidade.

Entre os elementos presentes no repertório encontra-se também a relação com cânticos que fazem parte da tradição religiosa em Xitsonga/Changana.

É o caso de composições construídas em torno do agradecimento a Deus, das bênçãos recebidas e da relação entre o crente, Jesus Cristo e o Espírito Santo, temas recorrentes no repertório cristão tradicional cantado nas comunidades.

Em vez de tratar essas referências como elementos pertencentes exclusivamente ao passado, Vokalani procura colocá-las dentro de uma nova realidade de consumo musical.

Agora, uma música que anteriormente poderia circular principalmente entre membros de determinada igreja, comunidade ou região pode ser encontrada através de serviços internacionais de streaming.

É uma alteração significativa na forma como este repertório pode ser preservado e descoberto.

Da igreja para as plataformas digitais

Durante décadas, uma parte importante da música religiosa moçambicana existiu fora das estruturas convencionais da indústria discográfica.

As canções eram aprendidas nas igrejas, transmitidas entre gerações, adaptadas a diferentes coros e, em alguns casos, cantadas durante anos sem que existisse uma gravação comercial amplamente disponível.

Este contexto ajuda a compreender a proposta de Vokalani.

O projecto encontra na distribuição digital uma forma de registar e fazer circular uma tradição musical que historicamente dependeu muito mais da comunidade do que dos meios formais de publicação.

O streaming altera essa relação.

Uma música cantada numa língua moçambicana deixa de estar limitada geograficamente ao local onde essa língua é predominante. Pode chegar à diáspora, a comunidades religiosas noutros países e também a ouvintes que simplesmente procuram música coral africana.

Neste sentido, Khensani funciona simultaneamente como álbum de estreia e como declaração daquilo que Vokalani pretende representar.

Mas essa intenção torna-se ainda mais evidente no segundo trabalho.

Yimbelelani amplia a proposta de Vokalani

Cover Small

Depois de Khensani, Vokalani regressou com Yimbelelani, um álbum de 15 faixas que aprofunda a dimensão coral, linguística e cultural iniciada no primeiro lançamento.

O próprio título resume parte dessa proposta.

“Yimbelelani” significa “Cantai”.

Mais do que simplesmente designar uma faixa ou um álbum, a palavra funciona como um convite colectivo.

Cantai.

Uma expressão curta, mas particularmente adequada a um projecto cuja identidade depende precisamente da participação de várias vozes.

Se Khensani se organiza simbolicamente em torno da gratidão, Yimbelelani coloca o acto de cantar no centro.

O resultado é um segundo álbum que parece expandir a dimensão comunitária de Vokalani.

Yimbelelani reúne cânticos interpretados em Changana, Ronga, Chope e Chichewa, assumindo deliberadamente uma identidade multilingue.

A escolha é particularmente significativa num país cuja diversidade cultural não pode ser representada por uma única língua.

Um álbum onde diferentes línguas encontram a mesma voz

Moçambique possui dezenas de línguas utilizadas diariamente em diferentes regiões do país. Essa diversidade também está profundamente presente na música religiosa.

Durante muitos anos, diferentes comunidades cristãs desenvolveram repertórios próprios ou traduziram e adaptaram cânticos às línguas locais.

Yimbelelani procura colocar parte dessa diversidade dentro do mesmo trabalho.

A presença de Changana, Ronga, Chope e Chichewa permite que o álbum ultrapasse a associação do Vokalani a uma única região linguística.

Em vez disso, começa a construir uma identidade mais abrangente.

As diferenças entre as línguas permanecem audíveis, mas são ligadas através da mesma estética coral.

O denominador comum é a voz africana colectiva.

Esta opção distingue também Yimbelelani de grande parte da produção gospel contemporânea, frequentemente dominada por português ou inglês.

No universo de Vokalani, uma língua africana não funciona como elemento ocasional introduzido numa música predominantemente escrita noutra língua.

Ela é o próprio veículo da canção.

É nela que se louva, agradece, pede perdão, anuncia o Evangelho e se expressa a relação com Deus.

Um repertório construído entre louvor, gratidão e evangelização

Youtube video

Yimbelelani desenvolve vários temas recorrentes na experiência cristã.

O louvor surge naturalmente como um dos principais, mas o álbum também aborda gratidão, perdão, entrega, missão e evangelização.

O alinhamento inclui músicas como Yimbelelani, A Twalisiwe Xikwembu, Oyera Tikuimba Hosana, Khanimambo Hosi, Se Ndza Khensa Hi Moya, A Hi Yeni Xiluvelweni Xa Hosi, Ndi Ta Humexa A Mhamba, Yamukela A Mhamba Yanga, Hosi Tatana Hi Dzivaleli, Rhuma Mina e Loko A Evangeli, entre outros temas.

Os próprios títulos evidenciam a diversidade linguística que Vokalani pretende preservar.

Em Rhuma Mina, por exemplo, a mensagem está relacionada com a disponibilidade para ser enviado e anunciar o Evangelho.

Já Loko A Evangeli coloca igualmente a evangelização e a Palavra no centro da composição.

Outras faixas abordam directamente o agradecimento, a misericórdia ou a entrega espiritual.

A música que dá nome ao álbum, Yimbelelani, representa talvez da forma mais directa a identidade deste segundo trabalho.

O cântico está ligado à tradição coral cristã em Changana e assenta numa estrutura naturalmente adequada ao canto colectivo, com diferentes vozes e momentos em que o conjunto assume a interpretação.

O carácter responsorial dessas músicas é importante para compreender a sonoridade do álbum.

Não são canções concebidas apenas em torno da figura convencional de um vocalista principal acompanhado instrumentalmente.

Mesmo quando existe uma voz em destaque, o coro permanece estruturalmente importante.

A música é construída para dar a sensação de que várias pessoas estão a participar da mesma declaração de fé.

Oyera Tikuimba Hosana e a presença do Chichewa

A diversidade de Yimbelelani torna-se particularmente visível em Oyera Tikuimba Hosana, uma das faixas que ajudam o álbum a ultrapassar o espaço linguístico do sul de Moçambique.

A presença do Chichewa acrescenta outra dimensão à proposta do disco e aproxima o repertório de comunidades linguísticas de outras regiões de Moçambique e da África Austral.

É precisamente esta combinação que transforma Yimbelelani num projecto mais amplo do que uma simples continuação de Khensani.

O segundo álbum demonstra que Vokalani pretende explorar diferentes tradições dentro da mesma identidade musical.

A unidade não depende de todas as canções utilizarem a mesma língua.

Depende da forma como são cantadas.

Uma identidade profundamente coral

Num mercado em que muitos projectos são construídos em torno de um artista individual, Vokalani apresenta-se assumidamente como uma entidade colectiva.

O coro não aparece simplesmente como acompanhamento.

É parte essencial da personalidade musical do grupo.

A alternância entre vozes masculinas e femininas, respostas colectivas, harmonias e momentos de maior intensidade procura recuperar uma característica essencial da música tradicional e religiosa africana: cantar como actividade comunitária.

Em muitas tradições musicais africanas, a separação rígida entre intérprete e público nunca foi absoluta.

Quem escuta pode responder.

Quem acompanha pode bater palmas.

Uma frase iniciada por uma voz pode ser terminada por dezenas.

Essa lógica está presente na base artística do Vokalani.

Ao transportá-la para gravações destinadas ao streaming, o projecto procura conservar uma sensação que normalmente é associada à actuação ao vivo.

Tradição africana com produção contemporânea

Apesar da forte ligação à tradição, Vokalani não procura simplesmente reproduzir o passado.

Os arranjos exploram também elementos contemporâneos da música africana.

As vozes tradicionais e estruturas de coro podem ser combinadas com percussão, linhas de baixo pronunciadas, ritmos modernos e influências que dialogam com géneros actualmente populares na região.

A produção procura, assim, construir uma ponte entre duas realidades.

De um lado está a memória da igreja, dos coros, dos cânticos transmitidos entre gerações e das celebrações comunitárias.

Do outro estão as plataformas digitais, os auscultadores, as redes sociais e uma geração habituada a descobrir música através de algoritmos internacionais.

Vokalani posiciona-se precisamente entre estes dois espaços.

Preservar não significa manter a música parada no tempo

Um dos desafios enfrentados por repertórios tradicionais está na preservação.

Quando determinada música depende exclusivamente da transmissão oral, a sua continuidade fica ligada à existência de pessoas capazes de a ensinar à geração seguinte.

A gravação cria outro tipo de memória.

Não substitui a tradição oral, mas cria um registo que pode permanecer acessível.

No caso das línguas moçambicanas, existe também uma dimensão adicional.

A circulação de música em Changana, Ronga, Chope ou Chichewa através de plataformas globais significa que estas línguas passam a ocupar espaços habitualmente dominados por repertórios em inglês, francês ou português.

Uma pessoa que vive fora de Moçambique pode procurar uma música que conheceu durante a infância e encontrá-la num serviço utilizado internacionalmente.

Uma geração mais jovem pode descobrir um cântico através do telefone antes de o ouvir numa igreja.

São novas formas de transmissão cultural.

Khensani e Yimbelelani como dois capítulos da mesma proposta

Embora tenham conceitos próprios, os dois álbuns apresentam uma relação clara.

Khensani estabelece a gratidão como ponto de partida.

Yimbelelani transforma o canto num convite colectivo.

Gratidão e canto tornam-se, desta forma, os dois primeiros grandes eixos da discografia de Vokalani.

Há também continuidade na forma como ambos valorizam o coro e a espiritualidade.

O segundo trabalho, contudo, mostra uma expansão mais evidente em termos linguísticos e conceptuais.

Com 13 faixas no primeiro álbum e 15 no segundo, Vokalani chegou ao mercado com 28 músicas distribuídas entre os seus dois primeiros projectos de longa duração, um volume significativo para um grupo que acaba de iniciar oficialmente a sua discografia.

Esta sequência rápida de lançamentos permite também apresentar imediatamente ao público uma identidade mais completa.

Em vez de depender exclusivamente de singles isolados para explicar o conceito do projecto, os dois discos permitem observar diferentes dimensões da mesma proposta artística.

Uma estética que também procura preservar simplicidade

Vokalani Members Small

A identidade do Vokalani não se limita ao áudio.

O projecto tem adoptado uma linguagem visual minimalista, procurando evitar que a apresentação gráfica se sobreponha à música.

Essa abordagem coloca maior atenção no nome do projecto, nos títulos dos trabalhos e em elementos visuais relacionados com a espiritualidade, a paisagem e a arquitectura religiosa.

No caso de Yimbelelani, a ligação visual com a igreja reforça a origem e o contexto de parte do repertório.

A intenção é criar continuidade entre som e imagem sem transformar a componente religiosa numa estética excessivamente carregada.

Música moçambicana num espaço global

O lançamento de Khensani e Yimbelelani ocorre num período em que os serviços digitais alteraram profundamente as condições de distribuição de música produzida em países como Moçambique.

Um projecto independente pode actualmente colocar o seu catálogo nas mesmas plataformas utilizadas pelas maiores editoras internacionais.

Isso não elimina os desafios relacionados com promoção, descoberta de novos artistas ou monetização, mas reduz uma barreira histórica importante: a distribuição.

Para Vokalani, esta transformação tecnológica cria uma possibilidade particularmente relevante.

Um projecto que canta em línguas nacionais pode chegar simultaneamente a ouvintes dentro de Moçambique e a moçambicanos espalhados pelo mundo.

A diáspora passa, por isso, a constituir também um público natural.

O mesmo acontece com ouvintes da África Austral que partilham proximidades linguísticas, culturais ou religiosas com o repertório apresentado pelo grupo.

Um projecto onde a língua é parte da música

Existe outro aspecto importante na proposta de Vokalani: as línguas não são tratadas simplesmente como instrumentos de tradução.

A sonoridade de cada língua afecta o ritmo, a colocação das palavras e a própria maneira como o coro interpreta determinada composição.

Changana não soa como Ronga.

Ronga não soa como Chope.

Chichewa acrescenta outra estrutura fonética e musical.

Ao preservar essas diferenças, o grupo mantém elementos que poderiam desaparecer caso todas as músicas fossem adaptadas para uma única língua de maior circulação comercial.

É também neste ponto que os dois álbuns assumem uma dimensão cultural que ultrapassa a sua classificação como música gospel.

São gravações religiosas, mas simultaneamente registos de formas específicas de cantar, pronunciar e estruturar música em diferentes comunidades africanas.

Uma estreia construída a partir da memória colectiva

Khensani e Yimbelelani colocam Vokalani numa posição particular.

O projecto não procura inventar uma tradição nova.

Parte de referências que já existem na memória religiosa e musical das comunidades e procura apresentá-las através de uma linguagem de produção adequada ao presente.

Isso significa que algumas músicas podem provocar reconhecimento imediato em ouvintes que cresceram em determinados ambientes religiosos.

Para outros, poderá ser o primeiro contacto com esse repertório.

É neste encontro entre reconhecimento e descoberta que se situa grande parte da proposta do Vokalani.

As canções podem remeter à igreja, à infância, à família, às celebrações comunitárias ou simplesmente ao som de várias vozes africanas cantando juntas.

Mas agora esse universo está disponível num formato diferente.

Está no streaming.

Está nas redes sociais.

Está acessível através de um telefone.

E pode atravessar fronteiras sem abandonar a língua em que nasceu.

Vokalani inicia uma discografia com identidade própria

Com apenas dois álbuns, Vokalani já estabelece uma linha artística claramente identificável.

Há uma forte presença da música cristã, uma opção consciente pelo canto coral, valorização das línguas moçambicanas e africanas, influência da tradição musical do país e abertura para formas contemporâneas de produção.

Khensani apresentou essa identidade através da gratidão.

Yimbelelani ampliou-a através de um convite: Cantai.

Juntos, os dois trabalhos representam a entrada do Vokalani na música publicada profissionalmente e dão início a uma discografia que procura colocar a tradição coral africana dentro de uma nova realidade de distribuição.

Num período em que a música pode atravessar continentes em poucos segundos, Vokalani parece partir de uma ideia simples: chegar mais longe não precisa significar abandonar as raízes.

Pelo contrário.

No caso deste projecto, são precisamente as raízes — as línguas, as vozes, os cânticos e a memória colectiva — que constituem o ponto de partida.

Khensani e Yimbelelani já se encontram disponíveis nas plataformas digitais.

Assalto brutal deixa um morto e um ferido em Nhamatanda

Um violento assalto ocorrido no quarto bairro Mecuzi-Nhamalendja, no distrito de Nhamatanda, culminou na morte de um homem de 43 anos e deixou sua esposa gravemente ferida.

O incidente, que teve lugar recentemente, foi confirmado pelo porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Sofala, Honório Chimbo.

Segundo as informações disponíveis, seis indivíduos invadiram a residência do casal, onde a agressão se desenrolou com o uso de catanas, facas e paus. O homem, após ser brutalmente atacado, não sobreviveu e faleceu no Hospital Rural de Nhamatanda. A mulher, que sofreu graves ferimentos, recebeu tratamento e foi suturada com seis pontos na cabeça.

Em outro incidente relacionado, uma idosa de 80 anos perdeu a vida em circunstâncias trágicas no bairro Lamego, também em Nhamatanda, ao ser carbonizada devido ao incêndio de sua residência. As autoridades acreditam que o ato possa ter sido motivado por crenças supersticiosas.

A polícia já deteve três suspeitos envolvidos no assalto, enquanto as autoridades continuam a investigar as causas do incêndio que vitimou a idosa.

Mais informações sobre os acontecimentos estão em desenvolvimento.

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