O ministro do Interior, Paulo Chachine, revelou que a recente onda de desinformação sobre o alegado atrofiamento de órgãos genitais masculinos já resultou em 39 mortos e 74 feridos em diversas províncias do país, com maior impacto em Cabo Delgado, Nampula, Niassa e Zambézia.
Além disso, 132 indivíduos foram detidos, acusados de envolvimento em agressões físicas e linchamentos de cidadãos inocentes.
Durante a cerimónia de abertura do ano lectivo de 2026 da Escola de Sargentos da Polícia (ESAPOL), realizada em Metuchira, província de Sofala, o ministro descreveu a situação como “deplorável e condenável”, alertando para o clima de pânico, desconfiança e violência provocados por tais boatos, que têm consequências graves para a sociedade.
“Este fenómeno, que se manifestou pela primeira vez no dia 18 de Abril em Cabo Delgado, já contabiliza 93 casos, com 74 feridos e 39 óbitos”, afirmou Chachine.
Face ao aumento da violência, o governante apelou à unidade nacional para combater a propagação de rumores e prevenir novos ataques a inocentes. “Devemos unir esforços contra este mal que, se persistir, colocará em risco a nossa harmonia social”, enfatizou.
Chachine reiterou a urgência em desmantelar a narrativa em torno do alegado fenómeno, que classificou como inexistente, argumentando que o seu propósito é desviar a atenção da população das actividades produtivas e fomentar instabilidade social. “São muitas vidas inocentes perdidas por causa de algo que não existe”, frisou.
Com os tumultos associados à difusão de desinformação, 132 indivíduos estão detidos por alegado envolvimento em actos de agressão e linchamento, conforme os dados apresentados pelo ministro.
Adicionalmente, Chachine instou as autoridades policiais a reforçarem a vigilância e a actuar prontamente para impedir qualquer tentativa de propagação de informações que possam causar desordem pública, ao mesmo tempo que incentiva a população a denunciar quaisquer manifestações que ameacem a paz social.
A intervenção do ministro foi marcada pelo trágico balanço associado a esta onda de desinformação, uma questão que tem preocupado as autoridades moçambicanas.














