O livro do aluno de Ciências Sociais da 6ª Classe, de distribuição gratuita, apresenta erros que iniciam na página 48, em que se discute os “reinos e impérios antigos”. O livro, elaborado por Firoza Bicá, avança que o Grande Zimbabwe, que existiu entre 1250 e 1450, tinha como limites, a norte, o Mar Vermelho e o Golfo de Aden.
Já na página 59, o livro defende que Moçambique já faz parte da África Oriental, tal como a Zâmbia, Zimbabwe e Malawi, pelo que, na página 78, a região da África Austral aparece apenas com cinco países, nomeadamente, África do Sul, Botswana, Eswatini, Lesotho e Namíbia.
MINEDH pede desculpas
Em conferência de imprensa, na tarde deste domingo, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano pede desculpas aos alunos, pais e encarregados de Educação pelo erro detectado em conteúdo do livro da disciplina de Ciências Sociais da sexta classe.
A porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, Gina Guibunda, reconheceu o possível constrangimento causado pelo lapso.
“Sabemos que o facto de o livro estar na posse dos alunos, dos professores e ou encarregados de Educação também, pode ter criado algum constrangimento e por este motivo o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano pede desculpas aos pais e ou encarregados de Educação, aos alunos principalmente por este embaraço causado nesta página do livro”, disse.
Gina Guibunda avança que o sector da Educação vai distribuir, a partir desta segunda-feira, pelas escolas uma errata com vista a correcção da falha contida no livro de Ciências Sociais da sexta classe.
De acordo com aquela responsável, a produção da errata não irá acarretar custos adicionais ao Ministério porque é possível produzi-la em apenas uma página. Também será enviada por meios electrónicos aos gestores escolares, que terão a responsabilidade de imprimi-la e distribui-la aos professores e alunos.
Já a Comissão de Inquérito será liderada pela Inspecção-Geral da Administração Pública, contando com a participação da Inspecção do MINEDH. Porém, Guibunda disse ainda ser prematuro avançar quanto tempo os trabalhos irão levar devido à complexidade do assunto.
No entanto, a porta-voz do MINEDH minimiza o problema, alegando que o conteúdo ainda não foi leccionado. “Quero tranquilizar os pais que este conteúdo ainda não foi leccionado. Quando chegar o momento de ser leccionado, a errata certamente estará na posse dos professores, a partir da qual vão poder conduzir o processo de ensino e aprendizagem”, defendeu.
Vendedores do Mercado Municipal de Frango e Magumba, na Cidade de Maputo, negam a gestão da CTA e ameaçam voltar a praticar a sua actividade na praia de Costa do Sol.
Há discórdia e falta de comunicação no Mercado Municipal de Frango e Magumba, na Cidade de Maputo. Os vendedores dizem que não sabiam que houve passagem de pastas na gestão daquela infra-estrutura.
O facto é que, na sexta-feira, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique e o Conselho Municipal da Cidade de Maputo trocaram de pastas, num memorando que deixa a CTA como gestora do Mercado de Frango e Magumba, por um período de oito anos.
Em declarações ao O País, a presidente da Associação dos Vendedores de Frango e Magumba (AFRAMA), Sandra Matsinhe, diz que soube da mudança da gestão pela reportagem do O País “Para estar neste mercado, não coordenamos com a CTA, mas sim com o Município [de Maputo]. Não temos nenhum memorando com a CTA, não queremos trabalhar com esta instituição. Eles devem resolver o seu problema. Nós queremos trabalhar com o Conselho Municipal que foi quem nos tirou de onde estávamos.”
A secretária da AFRAMA, Angelina, explica que, pouco antes de a obra ser entregue aos vendedores, em Dezembro de 2021, a CTA teria entregado contratos que firmavam acordos de arrendamento dos contentores da marginal, e os vendedores deveriam pagar à CTA três mil Meticais mensais de renda por cada contentor.
“De acordo com esses contratos, não pagamos taxas, mas renda, estipulada em três mil Meticais. Aliado a isso, queriam ainda que pagássemos três mil e quinhentos Meticais para garantir a instalação da corrente eléctrica, mas nós negamos”, revelou.
Cinco meses passam desde a sua inauguração, mas os vendedores continuam a lamentar a falta de energia, além de existirem apenas duas cozinhas repartidas entre os pouco mais de 200 utilizadores, outro facto que eleva ainda mais a insatisfação no mercado dos contentores.
Inaugurando em 2021, o Mercado de Frango e Magumba surgiu para pôr fim ao problema da venda desordenada na praia da Costa do Sol. Entretanto, com um tom de insatisfação, os vendedores ameaçaram voltar, caso o Município de Maputo não retroceda na sua decisão.
“Queremos pagar uma taxa mais ou mesmo igual a de outros mercados. Pode não ser tal e qual, porque sabemos que estamos numa zona nobre, mas três mil não vamos pagar”, afirmou um vendedor.
“Vamos ficar fora, vamos fechar todos os quiosques e vendermos fora. Preferimos voltar à nossa antiga forma”, secundou Victória Francisco, conselheira da AFRAMA.
A infra-estrutura foi financiada pela Confederação das Associações Económicas e, desde que o mercado foi inaugurado, a gestão era feita pelo Conselho Municipal da Cidade de Maputo.
Dezasseis Pessoas perderam a vida na madrugada deste sábado, na vizinha áfrica do sul, em consequência de um acidente de viação que envolveu 10 viaturas, incluído um transporte público de passageiros que estava lotado.
O acidente que causou morte 16 pessoas ocorreu por volta das 02:00 deste sábado, na N3 entre Peter Brown Drive e a rampa de Chatterton Road em Pietermaritzburg, quando supostamente se soltaram as rodas de um camião, tendo causado o seu capotamento.
Nesta sequânica, de acordo com a SABC, foram arrastados outros nove veículos, dos quais um camião, uma camioneta, dois transportes públicos e cinco outros veículos.
O porta-voz do Departamento Provincial de Transportes, Kwanele Ncalane, disse acreditar-se que todas as mortes tenham ocorrido em apenas um dos transportes públicos lotados.
Apesar de informações avançadas indicarem que o autocarro partia de Joanesburgo para Harding, as autoridades dizem estar ainda a apurar.
Numa altura em que a Rússia ganha terreno na região do Donbass, os líderes da França e da Alemanha pediram numa chamada telefónica com Moscovo que Vladimir Putin fale directamente com Volodymyr Zelensky para tentar encontrar um cessar-fogo.
Emmanuel Macron e Olaf Scholz pediram no sábado a Vladimir Putin que aceite abrir uma negociação directa o mais rapidamente possível com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tendo em vista a construção de um cessar-fogo que coloque um ponto final na invasão da Ucrânia por parte da Rússia.
Na chamada telefónica, os dois líderes pediram ainda a libertação dos 2.500 soldados ucranianos capturados na siderurgia de Azovstal e o levantamento do bloqueio a Odessa, de forma a não causar uma crise alimentar mundial devido à exportação de cereais que se faz a partir desta região. Putin terá respondido positivamente a este pedido, dizendo que vai permitir a passagem de navios não militares.
Esta chamada entre Paris, Berlim e Moscovo acontece numa altura em que as forças russas já tomaram a cidade de Lyman, um dos pontos estratégicos do Donbass no leste da Ucrânia. Este é um marco importante na invasão, já que a partir desta pequena cidade de 20 mil pessoas, os russos podem progredir para outras regiões do Leste ucraniano como Sloviansk e Kramatorsk, a capital da parte de Donetsk ainda controlado pelos ucranianos.
O Presidente Zelensky reconheceu que a situação “é muito difícil” em Donbass, mas promete fazer tudo para proteger o seu território, segundo uma mensagem gravada em vídeo. As autoridades ucranianas fazem hoje um novo apelo à doação de armanento, pedindo equipamento mais pesado para combater Moscovo.
Já os russos continuam a fazer prova da força do seu arsenal bélico ao anunciarem mais um lançamento bem sucedido do míssil supersónico Zircon que pode atingir alvos até 1.000 quilómetros de distância.
Evaristo Carvalho, ex-Presidente da República de São Tomé e Príncipe, morreu na noite de sábado aos 80 anos de idade, vítima de doença prolongada.O antigo chefe de Estado de São Tomé e Príncipe, no poder entre 2016 e 2021, era um histórico da política são-tomense, tendo sido primeiro-ministro em governos de iniciativa presidencial, assim como Presidente da Assembleia Nacional, ministro e deputado.
Reagindo ao seu falecimento, o seu sucessor, o actual Presidente, Carlos Vila Nova, expressou o seu sentimento de pesar, considerando que “é um momento de dor”. No mesmo sentido, o governo são-tomense decretou cinco dias de luto nacional para “prestar tributo” ao antigo Presidente Evaristo Carvalho.
“Evaristo do Espírito Santo Carvalho foi figura ímpar do panorama político e da administração pública de São Tomé e Príncipe durante toda a sua vida e será sempre lembrado como homem íntegro, de diálogo e amigo do seu povo, tendo se revelado durante toda a sua vida como grande figura do Estado e nacionalista”, declarou em nome do governo o secretário de Estado da Comunicação Social.
O partido de que era membro Evaristo Carvalho, a Acção Democrática Independente (ADI, oposição) saudou hoje a memória do ex-Presidente são-tomense, descrevendo-o como dirigente ponderado, dialogante e defensor intransigente do Estado Direito Democrático.
“Manifestamos todo o nosso reconhecimento àquele que foi um dos mais altos dirigentes do nosso partido o ADI, saudamos a memória de um Presidente da República defensor intransigente do Estado de Direito Democrático, ponderado e dialogante, que soube tudo fazer para preservar a estabilidade política e contribuir assim para o desenvolvimento harmonioso da nossa nação”, lê-se numa nota da ADI enviada à imprensa.
O antigo Presidente da República Fradique de Menezes (2002-2011) que trabalhou com Evaristo Carvalho, disse que o seu desaparecimento físico representa uma grande perda para o país. “Convivemos, convivi algum tempo Evaristo Carvalho. Achei-o alguém muito interessante, muito inteligente do ponto de vista administrativo. Achei-o alguém de diálogo, calmo, alguém que compreendia muito bem tudo o que se podia passar no exercício de Presidente da República naquela altura”, recordou Fradique de Menezes.
A Comissão Nacional dos Direitos Humanos está preocupada com a observância dos direitos dos cidadãos nas zonas afectadas pelos ataques terroristas. Em causa estão os relatos da contínua ocorrência de ataques ainda que de forma esporádica em distritos como Macomia, onde a população já estava de regresso as suas zonas.
“Sob o ponto de vista dos direitos humanos, estamos preocupados porque a esperança era de que as pessoas iam regressar o mais breve possível inclusive a comissão esteve em Palma, Mocímboa da Praia exatamente também para de forma independente avaliar as condições de regresso das populações”, explicou o activista a RFI.
Os últimos ataques ocorridos no distrito de Macomia na semana passada, onde sete pessoas foram decapitadas, veio levantar um novo debate sobre a segurança nas zonas declaradas livres dos terroristas.
“E essas notícias não são animadoras sob o ponto de vista dos direitos humanos e sob ponto de vista humanitário porque as pessoas serão obrigadas a mudar de ideias em relação ao regresso para as suas zonas. Portanto é o que nós estamos a fazer, acompanhar e recomendar as instituições de direito para tomar as medidas urgentes com vista ao restabelecimento da situação”, declarou Luís Bitone.
A Comissão Nacional dos Direitos Humanos garante a monitorização permanente da situação em alguns distritos como Mocímboa da Praia e Palma para o regresso seguro da população às suas zonas de origem.
É o retomar do fôlego da ofensiva militar da Rússia na Ucrânia. Moscovo intensificou os bombardeamentos no leste ucraniano.
Pelo menos 10 pessoas morreram e 35 terão ficado feridas perto da cidade de Dnipro, durante ataques com mísseis russos contra uma base da Guarda Nacional, divulgaram as forças de defesa territorial locais, esta sexta-feira.
O Governo de Kiev reconhece que as tropas russas controlam praticamente a localidade de Lyman, uma cidade essencial pois conduz aos os centros regionais de Sloviansk e de Kramatorsk.
Severodonetsk, na província de Lungansk, está quase cercada. As autoridades locais afirmam que a destruição é quase total, 90% dos edifícios ou foram arrasados ou estão, pelo menos, estão danificados.
O Kremlin anunciou ter destruído mais 550 alvos militares ucranianos, na quinta-feira, e garantiu que pelo menos 250 soldados ucranianos terão morrido durante a operação.
Em Kharkiv, as sirenes de ataque aéreo voltaram a ouvir-se na manhã desta sexta-feira. A segunda maior cidade da Ucrânia foi alvo de mísseis de curto-alcance. Apesar de terem sido obrigados a recuar, há uns dias, as forças invasoras russas continuam a fazer-se sentir presentes.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy acusou o russo Vladimir Putin de perpetrar um genocídio na região do Donbass.
A República Democrática do Congo (RDCongo) suspendeu os voos da companhia de bandeira ruandesa Rwandair em protesto contra o alegado apoio do Ruanda ao movimento rebelde 23 de Março (M23), anunciou hoje o Governo congolês.
“Tendo em conta o apoio do Ruanda aos terroristas M23, foi decidido suspender imediatamente os voos da Rwandair para o nosso país. Um aviso ao Governo ruandês, que está a perturbar o processo de paz” na RDCongo, disse o porta-voz do Governo, Patrick Muyaya, na sua conta do Twitter.
A decisão foi tomada após uma reunião extraordinária do Alto Conselho de Defesa, presidida pelo chefe de Estado congolês, Félix Tshisekedi.
As autoridades da RDCongo também convocaram o embaixador ruandês acreditado no país para o notificar da “total desaprovação do Governo congolês”, de acordo com extratos da reunião publicados hoje pelos meios de comunicação locais.
As Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) reconquistaram esta semana várias localidades antes controladas pelo M23 após fortes combates no nordeste do país.
Kinshasa confiscou vários equipamentos militares aos rebeldes e recolheu testemunhos da população local que, na sua opinião, provam que o M23 tem o apoio do exército ruandês, acusação negada pelo Governo de Kigali.
O governo congolês também censura o Ruanda por tentar bloquear os esforços de paz no quadro do processo de Nairobi, onde as conversações com grupos rebeldes que operam no leste do país começaram em abril passado.
Kinshasha declarou o M23 um “movimento terrorista” e este foi excluído das conversações.
Ambos os países solicitaram esta semana a intervenção do Mecanismo Reforçado de Verificação Conjunta (EJVM), estabelecido pela Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL) para investigar incidentes de segurança nos seus 12 Estados-membros, que incluem o Ruanda e a RDCongo.
Pelo menos 75.000 pessoas foram deslocadas das suas casas na última semana pelos combates, confirmaram fontes da ONU à Efe.
Um jovem de 19 anos, Giuseppe D’Anna, pediu a namorada de 76 em casamento e partilhou o vídeo do momento no TikTok, o que motivou bastantes críticas na Internet devido à diferença de idades entre os dois.
Giuseppe, que tem mais de 240 mil seguidores na rede social, publicou uma compilação de imagens na terça-feira, onde surge ajoelhado perante a namorada, a pedi-la em casamento, beijando-a de seguida, com a mulher a segurar balões em forma de coração.
O rapaz preparou tudo para o momento tão importante. Com balões e um anel de diamante, Giuseppe pediu à mulher que fosse sua esposa, para iniciarem juntos uma nova etapa.
O vídeo, com a legenda “a nossa promessa”, já teve milhões de visualizações.
O jovem partilhou também uma fotografia que mostra o anel com que fez o pedido, referindo que “é apenas o começo de uma longa história”.
Esta não é a primeira vez que um casal com uma grande diferença de idades ganha esta visibilidade nas redes sociais.
O treinador do Liverpool, Jürgen Klopp, considera que o Real Madrid é “ligeiramente favorito” para a final da Liga dos Campeões de futebol, hoje, pela sua maior experiência em finais de competições europeias.
“Quem é favorito? Não é fácil responder a essa pergunta, mas vocês já viram as reviravoltas do Real Madrid, uma equipa que nunca perde uma final. Então, eu diria que eles são ligeiramente favoritos, pela sua maior experiência nestes jogos decisivos”, afirmou Klopp, na antevisão da final de sábado, que se disputará no Stade de France, em Paris.
No entanto, o técnico alemão deixa o aviso: “Se estivermos ao nosso melhor nível, somos uma equipa muito difícil de bater. É preciso aprender-se a ganhar, ninguém te ensina, eu aprendi da forma mais dura perdendo muitas finais na minha vida, mas, felizmente, as últimas temo-las ganhado. Mas, esta equipa aprendeu, tem feito um trabalho incrível desde há alguns anos”.
Na final da ‘Champions’ de 2018, disputada em Kiev, entre o Real Madrid e o Liverpool, o internacional egípcio Mohamed Salah guarda uma má memória, não só pela derrota (3-1), mas também por ter saído lesionado aos 30 minutos, numa disputa com Sérgio Ramos, que lhe provocou uma lesão no ombro que o forçou a abandonar o relvado.
Questionado sobre o “desejo de vingança” de Salah, Klopp diz que não é essa a maior motivação do seu jogador.
“Todos nós perdemos naquele dia. Ele lesionou-se no início do jogo e entendo que encare as coisas de modo distinto. Cada jogador tem a sua maneira de se motivar, se o que se passou há cinco anos servir de motivação para ele, tudo bem, mas tenho a certeza que não é essa a sua única motivação. Temos tantos motivos para dar tudo amanhã [sábado]”, frisou.
O treinador germânico falou ainda de Sadio Mané, para dizer que está na “melhor forma” da sua vida, mas ressalva que para conquistar a ‘Bola de Ouro’, ou se é Messi ou Cristiano Ronaldo, ou tem de se ganhar a Liga dos Campeões.
“Se o Liverpool a vencer, então Mané terá mais chances de conquistar a Bola de Ouro”, observou Klopp, para quem a perda do título inglês para o Manchester City, de Pep Guardiola, é passado e que, agora, a equipa “está focada em jogar a final da melhor competição do mundo, num estádio fantástico”.
O alemão expressou ainda a sua preocupação com o palco da final, tendo em conta que um novo relvado foi instalado há 24 horas.
“Normalmente, quando dizemos que o relvado está novo, é uma boa notícia. Mas este relvado foi instalado ontem [quinta-feira]”, disse, entre risos, acrescentando: “Alguém terá achado boa ideia mudar o relvado dois dias antes do jogo. Não é a melhor notícia, mas é para as duas equipas”.
O técnico alemão referiu até um detalhe, o que de que “as linhas onde foram colocados pedaços de relva são visíveis”, situação que, confessa, não está habituado, mas sossegou de alguma maneira “ao ver os árbitros verificar o relvado e a bola a rolar normalmente”.
O treinador do Real Madrid preparou atempadamente e bem a equipa para a final da Liga dos Campeões, mas não está convencido que seja suficiente para vencer o Liverpool, porque no futebol há coisas que não se controlam.
“Tivemos tempo para preparar bem esta final, vamos dar o melhor, mas não estou convencido de que seja suficiente para ganhar, porque no futebol há coisas que não controlas. Merecemos chegar à final pela nossa qualidade, porque se não a tivéssemos não chegaríamos lá, mas não chega no futebol de hoje. Ao talento, é preciso juntar o compromisso. A história do Real Madrid empurrou-nos nas dificuldades e, para ganhar esta final, teremos de o merecer”, disse o técnico italiano, no lançamento da final da Liga dos Campeões, frente aos ingleses Liverpool.
Para Ancelotti, a sua equipa terá de fazer um jogo em que mostre as suas qualidades, “as mesmas que mostrou ao longo da temporada, na qual teve um compromisso coletivo excecional e as suas individualidades fizeram a diferença nos momentos importantes”, perante um Liverpool que vai fazer “um jogo intenso e de muita verticalidade”.
“Tenho boa memória de todas as minhas finais e é um pouco estranho pensar que aquela em que a minha equipa [o AC Milan] jogou melhor, frente ao Liverpool, em 2005, perdeu. Não vou dizer aos jogadores para jogarem mal, mas, numa final, tudo pode acontecer e há que estar preparado para isso”, referiu Ancelotti.
O italiano recordou o telefonema inesperado que recebeu de José Ángel Sánchez, diretor-geral do clube, e do presidente Florentino Pérez, há um ano, que o levou a trocar tudo para voltar ao Real Madrid.
“Penso muitas vezes na chamada que tive há precisamente um ano de José Angel e do presidente. Encaro isso com naturalidade, como esta final, que é um grande êxito para todos nós. Sabemos muito bem o que é a exigência e a história deste clube, por isso foi muito importante ganhar o que ganhámos [Liga e Supertaça espanhola] e chegarmos a esta final”, acrescentou Ancelotti.
O técnico italiano, que já conquistou três edições da Liga dos Campeões, revela que o ambiente entre os seus jogadores está tranquilo e que a equipa lida muito bem com este tipo de jogos, até porque os jogadores mais experientes ajudam os mais jovens a estar motivados e confiantes.
Reconhece que o pico de ansiedade surgirá nas horas que antecedem a partida, mas tem um segredo para a combater: “Olho para a cara dos meus jogadores e sei que eles me vão transmitir confiança. Entre eles, há uma grande referência, o Karim Benzema. Hoje é um jogador mais personalizado, mais liderante, dentro e fora do campo. O que não mudou nele foi a sua qualidade e a sua humildade”.
Aí está o jogo mais esperado a nível de clubes: A final da Liga dos Campeões coloca frente a frente Real Madrid e Liverpool, numa reedição da final de 2018, ganha claro está pelos merengues, o maior ‘papa-copas’ da história da competição milionária e também da antiga Taça dos Campeões.
Frente a frente vão estar duas superequipas que estão a patentear autênticas épocas de sonho. O Liverpool falhou por um triz a conquista da Premier League, depois de ter terminado a um ponto do campeão City. Em caso de sucesso, os ‘reds’ podem conquistar até três títulos este ano, depois dos triunfos na Taça da Liga inglesa e Taça de Inglaterra.
Já o Real Madrid, depois de garantir o título de campeão espanhol, procura o 14.o troféu da Champions, liderado claro está por Karim Benzema, que já trintão, atravessa a melhor forma de sempre, bem ladeado por Vinícius Junior e com as pedras basilares Luka Modric e Toni Kroos.
O Liverpool tem um ligeiro favoritismo, mas o Real Madrid promete desafio. Seja qual for o resultado, tanto as equipas como os adeptos merecem estar em Paris. O jogo tem início às 21 horas, hora da Europa Central.
Segundo o Presidente da República, Filipe Nyusi, todas as bases da Renamo deverão encerrar até ao fim de 2022, sendo que até à data 12 das 16 bases da Renamo foram totalmente encerradas, tendo-se realizado actividades num total de 13 bases, incluindo uma base principal em Gorongosa, província de Sofala.
“Até ao fim de 2022, as quatro bases restantes da RENAMO poderão ser encerradas”, afirmou o chefe de Estado na abertura da quinta sessão do comité central da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), partido no poder, do qual é presidente.
“A base de Cuamba foi desactivada recentemente, a 11 de Maio, tendo sido desmobilizadas 281 pessoas. Note-se que 68% de todos os beneficiários do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração foram alcançados e estão, agora, nas suas casas no processo de reinserção em quase todos os distritos do país. Até ao fim de 2022, as quatro bases em falta poderão ser encerradas, sendo que as que faltam são de Montepuez, Mocuba, Sabié e a última em Gorongosa.
Segundo Nyusi, todas as bases encerradas serão alvo de visitas regulares para verificar a sua inactividade.
Apesar do sucesso do DDR, prosseguiu, o Governo vai continuar o diálogo com a Renamo visando a preservação da paz: “Defendemos que a paz, estabilidade, unidade e progresso devem constituir o interesse supremo de todos os moçambicanos”, concluiu Filipe Nyusi.
As autoridades ruandesas procederam na quinta-feira ao enterro dos restos mortais de quase 9.200 vítimas do genocídio de 1994 no Memorial do Genocídio de Nyanza, localizado nos arredores da capital, Kigali.
De acordo com o jornal ruandês The New Times, os restos mortais de 9.181 vítimas foram exumados em diferentes áreas dos distritos de Nyarugente e Kicukiro e transferidos para o memorial para um enterro digno após os massacres de há quase 30 anos.
A maioria dos restos mortais – cerca de 9.000 – foi descoberta em Kabuga-Gahoromani, um bairro densamente povoado nos arredores de Kigali, enquanto 181 estavam localizados no Hospital Universitário de Kigali e no sector Mageragere, no distrito de Nyarugenge.
O funeral fez parte dos eventos do 28.º aniversário do genocídio e contou com a presença do presidente da câmara de Kigali, Pudence Rubingisa, que lamentou que “as vítimas do genocídio ainda estejam a ser exumadas” e acrescentou que as autoridades estão a trabalhar para continuar esse trabalho.
“Dar um enterro decente às vítimas desempenha um importante papel na cura dos corações feridos dos sobreviventes do genocídio e abre caminho à promoção da unidade e da reconciliação”, argumentou.
“Ainda estamos à procura e a reunir provas”, acrescentou.
Na mesma cerimónia, o ministro da Unidade Nacional, Jean-Damascène Bizimana, pediu aos sobreviventes que continuem a dar provas de superação e afirmou que “os que escondem informações (sobre o local onde as vítimas foram enterradas) continuam a querer prejudicar os sobreviventes, num sinal de ideologia negativa e negação”.
Cerca de 800.000 ruandeses, a grande maioria deles tutsis e hutus moderados, foram assassinados por extremistas hutus ao longo de quase três meses em 1994.
Valas comuns ainda estão a ser descobertas, especialmente porque prisioneiros condenados que cumpriram sentenças deram informações sobre o local onde enterravam ou abandonavam as vítimas.
As raízes do conflito entre hutus e tutsis remontam a várias gerações, embora a morte, em 06 de Abril, do então Presidente do Ruanda, Juvenal Habyarimana, quando seu avião foi derrubado – no qual também viajava o Presidente de Burundi, Cyprien Ntaryamira – rapidamente desencadeou massacres liderados pela milícia hutu Interahamwe.
A Interahamwe e outros membros das forças ruandesas lançaram uma campanha de execuções que durou cem dias, muitas vezes massacrando as vítimas nas respectivas residências, em igrejas, estádios de futebol ou em barricadas.
A organização e rapidez da campanha, que incluiu a execução da então primeira-ministra, Agathe Uwilingiyimana, e dos 10 ‘capacetes azuis’ belgas que tinham a missão de a proteger, apontam para um plano elaborado pela liderança do Governo, assumido por extremistas do poder hutu, apesar das tentativas de reconciliação após os acordos de Arusha.
Finalmente, o genocídio foi interrompido depois de a Frente Patriótica Ruandesa, liderada pelo actual Presidente do Ruanda, Paul Kagame, e formada por tutsis contrários ao governo de Habyarimana, conseguiu entrar na capital e acabar com os assassínios.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para o seu cliente um (1) Representante de Vendas a Moto. Saiba mais.
A All Around Medical Solutions, Lda empresa de emergências medicas pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Gestor de Créditos e Cobrança. Saiba mais.
A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Controlo de Qualidade para Maputo. Saiba mais.
A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Transcom encontra-se a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Responsável Geral de Serviços Administrativos e Financeiros Académicos. Saiba mais.
O Conselho Norueguês para Refugiados (NRC), está a recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Coordenador de Aconselhamento de Informação e Assistência Jurídica (M/F). Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Atendimento ao Cliente. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Contabilista de Custos. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Contabilista de Contas a Receber. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Recursos Humanos. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal uma (1) Directora Administrativa. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Mecânico de Motores. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente de Limpeza. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Distrital de Operações. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Provincial de Informação Estratégica. Saiba mais.
O seleccionador Nacional de Futebol, Chiquinho Conde, anunciou esta sexta-feira, a convocatória final para as partidas com o Ruanda e o Benin inseridos na 1.ª e 2.ª jornas, respectivamente, do Grupo L de qualificação ao CAN-2023.
A partida com o Ruanda realiza-se a 2 de Junho e seis dias, a 8, será a vez do Benim cruzar o caminho dos Mambas.
Confira a convocatória final
Guarda-redes – Ernan (UD Songo), Ivane (Associação Black Bulls) e Víctor, do Costa do Sol);
Defesas – Ifren (UD Songo), Clésio (Marítimo), Reinildo (Atlético de Madrid), Bruno Langa (Des.Chaves), Edmilson (UD Songo), Zainadine Jr (Marítimo) e Martinho (Associação Black Bulls);
Médios – Kambala (Baroka FC), Shaquille (Ferroviário de Maputo), Amadu (UD Songo), Kito (Ferroviário de Maputo) e Dominguez (Royal AM);
Avançados – Reginaldo (Dínamo Tirana), Stanley Ratifo (CFR Pzorheim), Geny Catamo (Sporting), Melque (Associação Black Bulls) e Gildo (Amora).
Ainda ontem, os Mambas perderam por 2-1 frente a Black Bulls, em jogo de treino inserido no plano de preparação do combinado nacional.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de frio intenso nos meses de Junho e Julho, em todo o país.
O meteorologista, Acácio Tembe, disse hoje, à Rádio Moçambique, que neste período, as temperaturas mínimas poderão estar abaixo dos dez graus centígrados.
Entretanto, para este fim-de-semana, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê bom tempo em todo o país.
Crocodilos continuam a fazer vítimas mortais e a causar ferimentos graves a pessoas nos rios do distrito de Malema, na província de Nampula.
Na última terça-feira, precisamente nas margens do rio Mutivaze, uma mãe e seu filho foram brutalmente atacadas por um crocodilo e, por conta dos ferimentos graves, encontram-se a receber cuidados médicos no centro de saúde de Malema.
De acordo com a RM, a mãe do menor conta que depois de ver seu filho atacado e a ser arrastado para a água pôs-se a lutar contra o crocodilo, que causou ferimentos graves aos dois.
“Ia lavar pratos e tomar banho no rio, de repente vi o crocodilo a levar meu filho, não fiquei desesperada, fui lutar, retirei o meu filho da boca dele, mordeu-me os braços e o tronco, mas salvei as nossas vidas”- disse a mãe do menor.
O enfermeiro em serviço no centro de saúde de Malema, indicou que as duas vítimas, já estão fora do perigo, mas ainda continuam internados.
O director do Serviço distrital das actividades económicas em Malema, António Ipo, relatou a Rádio Moçambique que de Janeiro a esta parte do ano, houve registo de quatro vitimas mortais dos nove ataques por crocodilos ocorridos na sua maioria no rio Malema.
As duas últimas subidas do preço dos combustíveis estão a trazer apertos nas contas dos transportadores, que vêem o seu negócio ameaçado. A Associação dos Transportadores Rodoviários na Cidade de Maputo reuniu-se, ontem, 27, junto dos seus associados, para discutir propostas de aumento da tarifa.
“Estamos a fazer cálculos, para sentarmos com quem de direito, no sentido de termos uma tarifa que possa cobrir os próximos momentos, porque, se nos precipitarmos, vamos pedir, por exemplo, um aumento de cinco Meticais que poderá não nos satisfazer”, explicou o presidente da ATROMAP, Batista Macuvele em declarações ao O País.
As propostas são várias, mas os transportadores apontam as tarifas com base nas quais o negócio passaria a ser rentável – três Meticais, ou seja, na rota que, actualmente, se pagam 12 Meticais, passaria a custar 15 Meticais.
Estas reivindicações de subida do preço do chapa vem se juntar aos apelos feitos pelo presidente da Fematro, Sancho Mavunja, durante uma conferência de imprensa em que a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) reagiu ao último reajuste do preço dos combustíveis para o sector empresarial privado.
Na ocasião Mavunja disse que, após o aumento do preço dos combustíveis, os prejuízos causados pela subida generalizada de produtos e serviços estão a aumentar drasticamente para os operadores. Com efeito, o vice-presidente da FEMATRO disse que o reajuste do preço do transporte deveria ser automático.
Contudo, sem datas concretas, a ATROMAP promete, para breve, o anúncio da proposta final de reajuste da tarifa do transporte público. A última subida do preço do “chapa” aconteceu em Janeiro de 2022, quando o aumento foi de três Meticais, na região metropolitana do Grande Maputo, mas a gasolina, por exemplo, registou uma subida cumulativa de 17 Meticais.
Todos os salários dos militares passam a ser pagos através dos ramos do Exército, da Marinha e da Força Aérea, contrariamente ao que aconteceu por décadas, em que as folhas eram elaboradas por financeiros e comandantes dos pelotões e quartéis militares, a ordem foi dada pelo Chefe do Estado-Maior, o Almirante Joaquim Mangrasse
A medida, segundo avança o Jornal a Carta que cita fontes militares, visa estancar o saque anual de mais de 672 milhões de Meticais nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
Para além do processamento ser feito a partir dos ramos, Mangrasse determinou também que os ordenados sejam pagos por escala, começando o ramo da Marinha, seguindo o ramo da Força Aérea e, por fim, o ramo do Exército.
As fontes confidenciaram que, apesar de alguns militares terem sido atingidos pela medida, o facto é que a situação veio acabar com muitos desmandos que se assistiam nas FADM, em que até desmobilizados, filhos, amantes e trabalhadores de altas patentes, generais e antigos combatentes auferiram durante décadas salários, subsídios e benesses que eram para militares reais.
As mudanças operadas no pagamento dos salários vêm na sequência da descoberta nas folhas salariais e nas listas de escalas para operações militares de mais de sete mil militares fantasmas nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). O rombo deixou vários militares no activo sem salários do mês de Maio, incluindo aqueles que se encontram a estudar com bolsas de estudo no estrangeiro.
Refira-se que um outro escândalo que se assiste nas FADM tem a ver com a questão do subsídio de deslocação, que a nível do Estado foi estipulado em seis mil Meticais por dia, caso o funcionário esteja fora da sua jurisdição de trabalho. Entretanto, este subsídio não é atribuído a todos os membros das FADM, principalmente, parte significativa do pessoal que se encontra no Teatro Operacional Norte (TON) e outros locais do país. As fontes revelaram que os abrangidos nunca chegam a receber qualquer explicação sobre o destino dos valores monetários que deveriam ser pagos.
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