O ex-presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, manifestou-se publicamente contra o governo vigente, acusando-o de levar a cabo uma campanha de perseguição aos antigos ministros do seu executivo.
Chakwera alega que tal perseguição inclui intimidações, detenções ilegais e abuso de poder.
Numa declaração incisiva, o ex-estadista sublinhou que as evidências não se restringem a meros casos isolados, mas sim a uma estratégia sistemática que envolve buscas policiais sem respeito pelos direitos dos cidadãos. Chakwera revelou que contactou directamente o actual Presidente, Arthur Peter Mutharika, para expressar a sua indignação face a um padrão crescente de detenções motivadas politicamente, especialmente direccionadas a membros do Partido do Congresso do Malawi (MCP).
O ex-presidente citou incidentes concretos, como a tentativa de busca na sua residência e a detenção de vários colaboradores, incluindo o seu assessor, a antiga secretária de estado e o antigo ministro da Indústria e Comércio. Chakwera também mencionou as prisões de outros membros seniores do seu partido, como Richard Chimwendo Banda, Jessie Kabwila e Ezekiel Ching´oma, todos com ligações ao governo anterior.
Embora tenha reconhecido a legitimidade das autoridades policiais em proceder a detenções quando existem provas consistentes, Chakwera foi claro ao afirmar que as acções em curso têm motivação política. Sentindo a necessidade de dialogar com o actual líder, enfatizou que ambos compartilham a responsabilidade de proteger a estabilidade, a democracia e a paz no país.
Em um apelo à comunidade internacional, Chakwera pediu vigilância à sociedade civil, às instituições legais, organizações de direitos humanos, meios de comunicação e cidadãos em geral, alertando que o abuso do poder policial representa uma ameaça significativa à ordem constitucional no Malawi.
Esta declaração de Lazarus Chakwera surge num contexto de crescente tensão política e levanta questões críticas sobre o futuro do país.
















