O Parque Nacional da Gorongosa está a organizar um workshop dirigido a mulheres, com o propósito de fomentar a participação feminina nas actividades de conservação ambiental em Moçambique.
A informação foi divulgada esta semana por Dadzie Tarua, técnico do laboratório do parque, durante uma apresentação das actividades que a instituição tem desenvolvido no âmbito da conservação e da investigação científica. A apresentação ocorreu no contexto de uma excursão destinada a jornalistas da província de Manica.
Durante o evento, Dadzie Tarua estendeu um convite às mulheres jornalistas para que se inscrevam no workshop, que terá como foco o fortalecimento de conhecimentos acerca da conservação da biodiversidade, bem como de outras iniciativas relacionadas com a protecção ambiental.
A realização deste workshop reflete um compromisso com a inclusão e a valorização do papel das mulheres nas questões ambientais e na gestão dos recursos naturais do país.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) efectuou a detenção de um motorista na zona de Malhampsene, no município da Matola, sob a acusação de contrabando de aproximadamente 40 mil litros de combustível com destino à África do Sul.
Carmínia Leite, porta-voz da PRM na província de Maputo, informou que o condutor pretendia comercializar o combustível de forma clandestina no posto administrativo de Ressano Garcia. Durante uma operação de fiscalização, os agentes solicitaram a documentação da viatura e da carga. No entanto, o suspeito apresentou dificuldades em comprovar a legalidade do transporte.
O comportamento do motorista gerou suspeitas entre os policiais, levando-os a realizar uma inspecção minuciosa ao camião. Durante a revista, foram descobertas várias chapas de matrícula estrangeiras, o que levantou questões sobre a possível utilização dessas placas para facilitar a circulação entre os dois países sem levantar desconfianças.
O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) foi notificado e confirmou que o combustível se destinava ao mercado sul-africano, afirmando que não existia autorização para a sua comercialização em território nacional.
O motorista, inicialmente, negou as acusações, indicando que apenas seguia ordens superiores e rejeitando qualquer intenção de desvio. Contudo, após a detenção, admitiu que tinha a intenção de encaminhar a mercadoria para Ressano Garcia.
A Feira Internacional de Maputo (FACIM) deste ano contará com um pavilhão estruturado exclusivamente para as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), num esforço para fortalecer a presença e as oportunidades deste sector crucial da economia moçambicana.
A iniciativa foi anunciada hoje pelo Secretário Permanente do Ministério da Economia, Jorge Jairoce, durante a Segunda Reunião de Articulação com o Sector Privado, realizada na capital. Jairoce sublinhou a importância do pavilhão unificado, que visa facilitar a criação de parcerias estratégicas, contribuindo assim para a melhoria do ambiente de negócios em Moçambique.
No mesmo evento, o Ministério da Economia lançou a fase-piloto de uma plataforma digital destinada a facilitar o acesso das MPMEs a serviços, oportunidades de financiamento e novos mercados. Esta plataforma representa um passo significativo na modernização e apoio ao desenvolvimento das pequenas empresas no país, promovendo uma economia mais dinâmica e inclusiva.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu os esforços de Moçambique na implementação do Plano Nacional de Eliminação da Cólera, com a meta de erradicação até 2030.
Este anúncio sublinha o compromisso do país em enfrentar esta doença que tem afectado diversas comunidades.
O Plano, com um orçamento estimado em 31 mil milhões de meticais, foca na expansão do acesso à água potável, no reforço da vigilância epidemiológica, na vacinação preventiva e no saneamento adequado. Estas medidas são essenciais para garantir a saúde pública e prevenir surtos futuros.
Durante uma entrevista sobre a participação de Moçambique na Septuagésima Nona Assembleia Mundial da Saúde, realizada na passada semana em Genebra, o Ministro da Saúde, Ussene Isse, destacou que o país serve de exemplo na prevenção e erradicação da cólera, conforme salientado pela OMS.
A implementação deste plano visa não apenas a saúde imediata da população, mas também o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida em Moçambique.
O Ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Estêvão Pale, defendeu que a gestão sustentável dos recursos naturais é fundamental para o desenvolvimento da economia azul.
As suas declarações foram proferidas durante a cerimónia de abertura do 6.º Fórum Sino-Africano sobre Ciência e Tecnologia Marinha, realizado na cidade chinesa de Hangzhou.
O ministro sublinhou que Moçambique se posiciona como um destino estratégico no Oceano Índico, assumindo-se como um actor emergente na economia azul e na transição energética global. “A verdadeira riqueza dos nossos recursos não reside apenas no subsolo ou no mar, mas na forma como são geridos para promover o desenvolvimento sustentável”, afirmou. Pale salientou que Moçambique deve participar na economia azul não apenas como fornecedor de recursos, mas também como produtor de conhecimento, inovação e soluções sustentáveis.
O governante elucidou que a Estratégia Nacional para o Desenvolvimento da Economia Azul visa o uso sustentável dos recursos marinhos, o fortalecimento da resiliência costeira, a promoção da investigação científica e a atracção de investimentos sustentáveis.
Foi ainda destacada a evolução na exploração de gás natural em águas profundas, com referência ao projecto Coral Sul FLNG e ao futuro desenvolvimento de recursos na Bacia do Rovuma, localizada na província norte de Cabo Delgado. O Projeto Coral Sul, ancorado na Área 4 da bacia do Rovuma, iniciou operações em Novembro de 2022, com a produção de gás destinada aos mercados europeu e asiático.
O ministro expressou a intenção de aprofundar a cooperação com a China em áreas como ciência marinha, governação oceânica, monitorização ambiental, inovação tecnológica e resiliência climática. O Fórum Sino-Africano sobre Ciência e Tecnologia Marinha reúne governos, investigadores, universidades e instituições internacionais para discutir soluções inovadoras para a gestão sustentável dos oceanos e o fortalecimento da cooperação entre a China e os países africanos.
Nos últimos três meses, pelo menos quatro depósitos de medicamentos de diferentes unidades sanitárias situadas nos distritos de Ngaúma, Muembe, Mavago e Mecula, na província do Niassa, foram assaltados por indivíduos desconhecidos.
Os fármacos armazenados nas referidas unidades foram alvo de saque, gerando preocupação nas comunidades locais.
A informação foi divulgada pelo secretário de Estado no Niassa, Silva Livone, durante uma saudação à Polícia da República de Moçambique (PRM), no contexto das celebrações do 51.º aniversário da corporação. Nesta ocasião, o secretário apelou à PRM para intensificar os esforços na investigação destes crimes, enfatizando a importância de responsabilizar os autores de forma exemplar.
Livone destacou que o roubo de medicamentos representa uma grave ameaça à saúde pública, comprometendo o acesso da população a fármacos essenciais. “Os autores destes actos devem ser punidos de forma exemplar, porque o desvio de medicamentos coloca em risco a saúde e a vida dos cidadãos”, asseverou.
O secretário também solicitou à Polícia de Trânsito que aumente as patrulhas e operações de fiscalização em viaturas, com o intuito de desmantelar o circuito de transporte e comercialização clandestina de medicamentos pertencentes ao Sistema Nacional de Saúde.
Na recente conferência de imprensa, o Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária em 9,25 por cento.
Esta determinação surge num contexto de elevado uncertainty relacionado com o conflito no Médio Oriente e as suas repercussões sobre a cadeia logística, bem como sobre a oferta e os preços de combustíveis e alimentos.
O governador Rogério Zandamela justificou esta decisão, salientando que as incertezas geopolíticas têm um impacto significativo na economia nacional. Durante a mesma conferência, Zandamela fez saber que as previsões de inflação foram revistas em alta, reflectindo a necessidade de um acompanhamento mais atento à situação económica.
Além disso, o governador comunicou que o Banco Central está preparado para assegurar a importação de bens e serviços durante um período de cinco meses, reforçando assim a sua capacidade de resposta às necessidades do mercado moçambicano.
A Eazi Access pretende recrutar trinta (30) Operadores de Máquinas (Telehandler e MEWP-Mobile Elevating Work Platform/Charry Picker e Scissor Lift). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Educação em Emergências – ECHO REACH (Cabo Delgado). Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo “A”, pretende admitir, para o seu quadro de pessoal em Maputo, um (1) Mecânico Auto. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo “A”, pretende admitir para o seu quaro de pessoal em Maputo um (1) Serralheiro. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil pretende contratar Empresa para Conceção, Decoração e Fornecimento de Mobiliário para Duas Salas de Reuniões e Decoração do Pátio no escritório do CESC – Maputo. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Impacto e Gestão de Conhecimento – Baseado(a) – Nampula. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Comunicações (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar quatro (4) Oficiais de Educação (Manhiça, Moamba, Matutuine e Magude). Saiba mais.
Na província do Niassa, foram apreendidas seis armas de fogo, das quais cinco são caçadeiras e uma é uma pistola, acompanhadas das respectivas munições.
Esta operação decorreu este ano e resultou na recuperação do material bélico que estava na posse de quatro quadrilhas dedicadas ao roubo de bens em residências, na via pública e em estabelecimentos comerciais, com particular incidência nas cidades de Cuamba, Lichinga, Mandimba e Marrupa.
A colaboração entre a Polícia da República de Moçambique (PRM) e a comunidade, aliada a actividades inspectivas realizadas pelas autoridades, desempenhou um papel fundamental na neutralização das quadrilhas e na apreensão das armas de fogo. Esta informação foi divulgada pelo comandante provincial da PRM em Niassa, Celestino Vianeque, durante um evento em que felicitou os órgãos de governação descentralizada, em alusão às festividades do 51.º aniversário da corporação.
Segundo o comandante, a desarticulação das quadrilhas e a apreensão das armas contribuíram para uma redução significativa da criminalidade, estimada em cerca de 16,6 por cento, em comparação com o mesmo período do ano anterior. No presente ano, foram registados 55 casos criminais de diversas naturezas, em contraste com as 66 ocorrências verificadas no ano passado.
O trabalho contínuo das autoridades visa garantir a segurança e a tranquilidade da população na região.
O Seleccionador Nacional de Futebol de Moçambique, Chiquinho Conde, anunciou a convocatória de 25 jogadores para a próxima Janela FIFA, agendada para Junho.
Nos dias 7 e 9 de Junho, os “Mambas” irão enfrentar as selecções da Indonésia e de Omã, respetivamente, no Estádio Utama Gelora Bung Karno, localizado em Jacarta.
Entre os convocados, sobressaem os regressos de Luís Miquissone, que representa o Al-Ahly SC da Líbia, e Amâncio Canhemba, conhecido por “Neymar”, do Ferroviário de Nacala. Eles irão integrar o meio-campo, juntamente com Manuel Kambala do Polokwane City, Amade Momade do Costa do Sol, Alcides Raice da UD do Songo, e os estreantes Xamin Chalinda do Chingale de Tete e Nélio Matsinhe, do Ferroviário de Maputo.
No que diz respeito à baliza, Conde convocou Ernan Siluane da Associação Black Bulls, Ivane Urrubal do Desportivo de Pemba e Kimiss Zavala do CS Marítimo. A linha defensiva, que é composta por nove jogadores, inclui Edmilson Dove, actualmente no Al-Quwa Al-Jawiya do Iraque. Ele lidera um sector que inclui Valter Nhacussa e Bhéu Januário, ambos do Ferroviário da Beira, assim como a dupla da Black Bulls, Celton Jamisse e Manuel Cumbane.
Para o ataque, foram chamados Dayo António do Ferroviário da Beira, Ângelo Cantolo da Black Bulls e Chamito Alfândega, que joga no Varzim, em Portugal.
Os encontros em solo asiático são fundamentais para que Chiquinho Conde possa testar novas estratégias tácticas e consolidar a equipa, numa fase preparatória para o Campeonato Africano das Nações de 2027, especialmente após a saída de três capitães, nomeadamente Dominguez, Mexer e Reinildo Mandava.
O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, veio a público esclarecer a recente crise de combustíveis que resultou em longas filas de veículos em postos de abastecimento em Maputo e outras cidades do país.
Durante uma conferência de imprensa realizada na manhã de segunda-feira, Zandamela vincou que esta situação não se deve apenas a factores locais, mas também à falência de distribuidores de combustível e à escassez de moeda estrangeira, especialmente dólares americanos.
O governador afirmou que as instituições bancárias comerciais têm estado a financiar as importações de combustíveis, mas as entidades que deveriam ter acesso a estas garantias de crédito encontram-se em dificuldades financeiras. “Os postos de abastecimento estão, por diversas razões, em situação de insolvência; não possuem meticais entre outros problemas”, salientou.
Normalmente, os distribuidores de combustíveis dependem de garantias bancárias, denominadas em dólares, para efectuar os pagamentos pelos produtos que demandam nos portos. Contudo, muitos distribuidores enfrentam a impossibilidade de adquirir estas garantias junto dos bancos comerciais.
A crise do sector está a ser exacerbada pela guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, bem como pelo encerramento do Estreito de Ormuz, que responde por quase 20% do comércio mundial de petróleo. Este contexto levou o governo a aumentar, no início de Maio, os preços dos principais combustíveis em até 45,5%.
Cerca de 80% das importações de combustível de Moçambique são efectuadas através de rotas ligadas ao Estreito de Ormuz, tornando a situação geopolítica no Médio Oriente potencialmente devastadora para a economia nacional.
Zandamela salientou, no entanto, que o papel dos bancos no processo de importação, incluindo a emissão de garantias para compras externas, está a ser cumprido. “Observamos que os bancos estão a fazer tudo o que é possível para apoiar. Os dados demonstram que eles estão comprometidos e priorizam a fartura do combustível nas suas decisões relacionadas com a alocação de fundos em moeda estrangeira”, afirmou.
O governador acrescentou que as instituições bancárias estão a priorizar a emissão de garantias para estas importações, embora a concessão dependa da solidez financeira dos distribuidores de combustível. “Não temos um problema na emissão de garantias para aqueles mutuários que possuem o perfil de crédito apropriado e a capacidade necessária”, assegurou.
Em relação ao uso das garantias disponíveis, Zandamela indicou que a utilização por parte dos retalhistas de combustível está bem abaixo dos limites, o que leva a que “o processo de alocação de fundos para as importações de combustível seja monitorado de perto pelo governo”.
O Instituto Confúcio da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) realizará amanhã a fase final do concurso de língua chinesa para estudantes universitários, intitulado “Chinese Bridge” (Ponte Chinesa).
Este evento, que se insere sob o lema “Um Mundo, Uma Família”, tem como objectivo promover o intercâmbio cultural e linguístico entre os povos.
O concurso tem também a importantíssima função de seleccionar os estudantes moçambicanos que representarão o país na grande final mundial, a ser realizada na China.
Estão previstas intervenções do reitor da UEM, Manuel Guilherme Júnior, e da embaixadora da China em Moçambique, Zheng Xuan, que irão margear a cerimónia, reforçando a colaboração entre Moçambique e a China.
O evento promete ser uma excelente oportunidade para fomentar o aprendizado da língua chinesa e fortalecer os laços de amizade entre as duas nações.
Mais de vinte pessoas foram hospitalizadas na segunda-feira em Tóquio, no Japão, após um ataque com uma “substância tóxica” desconhecida, que foi lançada junto a uma caixa multibanco num centro comercial. As vítimas relataram um “forte odor” que provocou náuseas e irritação na garganta.
Segundo os bombeiros, um total de 25 pessoas foram encaminhadas para hospitais, mas o seu estado de saúde não inspira preocupações. A polícia está a investigar o incidente e acredita que a substância utilizada pode ter sido gás pimenta ou algo similar. As autoridades estão a trabalhar para identificar o responsável pelo ataque.
O incidente gerou preocupação entre os frequentadores do centro comercial, que se mostraram alarmados com a situação. As equipas de emergência actuaram rapidamente para garantir a segurança do local e prestar assistência às vítimas. A investigação continua em curso para esclarecer os detalhes do ocorrido e evitar novos incidentes semelhantes.
Sete indivíduos estão presos numa cave na região central do Laos desde a semana passada, após terem entrado no local em busca de ouro. A actividade, comum entre os habitantes da província de Xaisomboun, é desaconselhada pelas autoridades devido aos riscos associados.
O grupo entrou na cave entre os dias 19 e 20 de maio, mas as fortes chuvas provocaram cheias repentinas que bloquearam a saída, conforme relatado pelas equipas de resgate do Laos e da Tailândia, segundo a agência Associated Press.
Bounkham Luanglath, líder dos Voluntários de Resgate para o Povo do Laos, informou que uma das pessoas do grupo conseguiu escapar antes que a saída fosse bloqueada e alertou as autoridades sobre a situação. O estado de saúde das sete pessoas ainda é desconhecido.
Luanglath acrescentou que a cave é um local frequentemente visitado pelos aldeões em busca de depósitos de ouro, mas que as autoridades já emitiram vários avisos para que a população evite a entrada por razões de segurança.
Equipes de resgate da Tailândia chegaram ao local no domingo para prestar assistência às autoridades locais. Os mergulhadores estão a navegar pelas áreas inundadas da cave em direcção à zona onde se acredita que o grupo esteja preso.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Laos optou por não comentar a situação até o momento. As operações de resgate continuam a decorrer, com a esperança de que os sete indivíduos sejam encontrados em segurança.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, desconsiderou o cessar-fogo em vigor e anunciou, na segunda-feira (25), um aumento das operações militares contra posições do Hezbollah no Líbano.
Em um comunicado divulgado através do Telegram, Netanyahu afirmou que a ofensiva tem como objectivo “esmagar” as forças do grupo libanês.
“Eu ordenei uma aceleração ainda maior de nossas operações,” destacou o premiê israelense em seu pronunciamento.
Mais cedo, as Forças de Defesa de Israel (FDI) já haviam reportado uma série de ataques contra o Líbano, assim como lançamentos de drones do Hezbollah em direcção ao território israelense. No domingo, os bombardeios resultaram na morte de pelo menos 11 libaneses, entre os quais se encontravam seis mulheres e uma criança, segundo informações do Ministério da Saúde local.
Os novos ataques ocorreram após a morte de um soldado das FDI no sul do Líbano. Desde o início do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã, a situação no Líbano tem se deteriorado. O Hezbollah, em apoio a Teerã no confronto, lançou ofensivas contra Israel, sendo retaliado pelas FDI.
Em 16 de Abril, o governo norte-americano anunciou um cessar-fogo de 10 dias no Líbano, coincidente com uma trégua entre os EUA e o Irã. Este acordo foi posteriormente estendido no final de Abril por mais 45 dias; no entanto, ambas as partes continuaram a realizar bombardeios mútuos.
Estima-se que desde o início da trégua, cerca de 600 libaneses tenham perdido a vida, a maioria deles civis. Nas últimas semanas, o Irã tem enfatizado que a cessação dos ataques israelenses contra o Líbano é uma de suas exigências para estabelecer um acordo com os EUA que ponha fim à guerra no Oriente Médio.
Um grupo de jovens atacou um hospital na República Democrática do Congo com o intuito de recuperar os corpos de duas vítimas do vírus Ebola para as suas famílias.
O incidente ocorreu no Hospital Geral de Mongwalu, onde a polícia local teve de disparar tiros para o ar para dispersar a multidão enfurecida. Um dos corpos em questão pertence a um padre, uma figura religiosa bem conhecida na comunidade local.
A Cruz Vermelha, em colaboração com as autoridades, está a realizar enterros seguros sob protecção policial, com o objectivo de evitar a propagação do vírus. Apesar desses esforços, três voluntários já perderam a vida após contrair o vírus. Os rituais funerários tradicionais têm sido identificados como um dos principais responsáveis pela transmissão do Ebola.
É importante destacar que o corpo de uma vítima do vírus Ebola permanece altamente contagioso, uma vez que o agente patogénico continua vivo e se multiplica nos tecidos e fluidos corporais. A contaminação ocorre através do contacto directo com sangue, secreções ou pele lesionada.
O director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que o número de casos suspeitos de Ebola no leste da RDC já ultrapassou 900, com 101 casos confirmados. O Ministério da Saúde congolês reportou, até o momento, 204 mortes entre 867 casos suspeitos.
Na sexta-feira, a OMS elevou o risco de disseminação nacional do vírus no país para o nível “muito alto”, enquanto o risco para a região é considerado “alto” e, globalmente, “baixo”. Além disso, o vírus já se espalhou para a Uganda vizinha, onde o número de casos confirmados aumentou para cinco no último fim-de-semana.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (Africa CDC) alertou que outros países do continente, como Angola, Burundi, República Centro-Africana, Etiópia, Quénia, Ruanda, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia, também estão em risco de enfrentar surtos.
A empresa de engenharia italiana Renco revelou que uma central solar de 20 megawatts, localizada no distrito de Mecufi, na província de Cabo Delgado, poderá entrar em operação em Dezembro de 2026.
Pier Evangelista, director da Renco em Moçambique, declarou em entrevista à AIM que a iniciativa visa fortalecer o acesso à electricidade na região de Mecufi, em colaboração com a Electricidade de Moçambique (EDM), a empresa pública do sector eléctrico.
Este projecto é considerado uma das ambiciosas iniciativas de investimento privado na área da energia a nível provincial, sendo desenvolvido por Renco em parceria com investidores privados nacionais e a EDM. “O projecto permitirá a injecção de energia limpa na rede nacional e melhorará a segurança energética da região norte do país. Prevemos concluir as obras até Dezembro de 2026, disponibilizando cerca de 20 megawatts à rede nacional”, afirmou Evangelista.
Com um orçamento estimado em 30 milhões de euros (34,8 milhões de dólares americanos na actual cotação), a infra-estrutura surge numa altura em que Moçambique procura diversificar suas fontes de produção energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, intensificando os investimentos em energias renováveis.
Segundo Evangelista, o financiamento do projecto está a ser garantido através de um modelo de financiamento de projectos, envolvendo a participação directa da Renco e o apoio de um banco multilateral, demonstrando a confiança internacional no potencial energético do país.
Além do impacto no fornecimento de energia, a central solar de Mecufi também está a gerar efeitos positivos no panorama económico e social da província. Neste momento, cerca de 130 trabalhadores estão directamente envolvidos na construção da infra-estrutura, beneficiando de formação prática e especializada na montagem de centrais solares.
Evangelista afirmou que o projecto representa uma oportunidade para o desenvolvimento de competências técnicas numa área que poderá moldar o futuro energético de Moçambique. “Os trabalhadores adquirirão experiência importante na construção de centrais solares, que esperamos que seja a solução para o futuro do país”, concluiu.
Embora se preveja uma redução na mão-de-obra após a conclusão dos trabalhos, Evangelista garantiu que uma parte significativa dos trabalhadores continuará ligada ao projeto, especialmente nas áreas de operação e manutenção da central.
Iniciou-se na província de Sofala, uma campanha de distribuição de redes mosquiteiras, com o objectivo de prevenir e combater a malária.
A iniciativa abrange todos os distritos da região, à excepção da cidade da Beira, onde serão distribuídas mais de um milhão e quinhentas mil redes.
Bélio Castro, Chefe de Departamento de Saúde Pública na Direcção Provincial de Saúde de Sofala, fez um apelo à população para colaborar com as autoridades de saúde, a fim de assegurar o êxito desta campanha, que se estenderá por cinco dias.
A participação da comunidade é fundamental para o êxito desta importante ação de saúde pública, que visa reduzir a incidência da malária, uma das doenças que mais afecta a população moçambicana.
A União Europeia propõe-se mobilizar mais de 300 milhões de euros em investimentos para Moçambique, no âmbito da estratégia Global Gateway.
A informação foi revelada em Maputo, pelo embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonino Maggiore, durante o lançamento do 2.º Fórum de Negócios Moçambique–União Europeia e da 5.ª Conferência Empresarial “Energias Renováveis em Moçambique” (RENMOZ 2026).
Segundo o diplomata, aproximadamente 178 milhões de euros deverão ser captados durante o Fórum de Negócios que decorrerá nos dias 9 e 10 de Junho, enquanto outros 120 milhões serão mobilizados na RENMOZ 2026, marcada para os dias 11 e 12 de Junho, ambos em Maputo.
“Mobilizar o investimento europeu e promover um crescimento económico inclusivo e sustentável em Moçambique é o nosso objectivo central”, afirmou Antonino Maggiore. O embaixador enfatizou que ambos os eventos constituem momentos cruciais da estratégia Global Gateway em Moçambique, resultantes de um ano de preparação conjunta entre a União Europeia e o Governo moçambicano.
A promoção de negócios, a energia e a implementação de investimentos que tenham um impacto directo na economia nacional serão o foco das discussões. O chefe da delegação europeia expressou confiança no potencial estratégico do país: “Acreditamos em Moçambique”.
Maggiore sublinhou que o fórum não se limitará a um espaço de debate institucional, mas funcionará como uma plataforma orientada para resultados concretos. “O Fórum não é e não será um encontro para privados. Trabalhámos para garantir que seja um espaço para resultados, investimentos tangíveis e projectos de implementação”, destacou.
Os eventos esperam reunir líderes governamentais, empresas moçambicanas e europeias, investidores internacionais, instituições financeiras e organizações de apoio ao sector privado. Até ao momento, segundo os organizadores, cerca de 100 empresas europeias e 200 empresas moçambicanas já se inscreveram.
O Fórum de Negócios irá focar-se em quatro sectores estratégicos no âmbito do Global Gateway: conectividade e corredores de desenvolvimento, transformação digital e inovação, energias renováveis e transição verde, agronegócio e turismo sustentável.
Os corredores económicos de Nacala, Beira e Maputo foram destacados como essenciais para fortalecer a integração regional e dinamizar o comércio e a industrialização.
No que diz respeito à área energética, a RENMOZ 2026 deverá revelar novos projectos de grande dimensão, incluindo concursos para mini-redes financiados pela União Europeia, investimentos em centrais solares e novas oportunidades relacionadas com a transição energética.
Um tubo de canalização de água rompeu-se na intersecção entre a rua da Rádio e a Santa Sé, na cidade de Maputo. Este incidente provocou o alagamento de uma das vias que cruza a avenida Samora Machel.
A cena causou confusão entre aqueles que passavam pelo local, que inicialmente podiam confundir a situação com as consequências de uma forte chuva. No entanto, tratava-se de água a jorrar de um tubo danificado, dispersando-se pela estrada.
O incidente gerou severos transtornos a automobilistas, motociclistas e residentes que habitualmente utilizam aquela via para aceder a áreas residenciais nas proximidades.
Marcos Guambe, um frequentador das ruas da cidade, relatou: “Por volta das 9h30, vinha da avenida Samora Machel e notei um grande volume de água a descer pela rua. Fui ver o que se passava e deparei-me com um tubo a rebentar.”
Por sua vez, Leonel Mutisse, um munícipe, expressou a sua preocupação em relação à situação. “O problema é a falta de manutenção. Esses tubos são antigos e já estão enferrujados,” afirmou.
As autoridades locais ainda não se pronunciaram sobre as medidas que serão tomadas para resolver o problema.
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