O director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou-se contra a saída dos Estados Unidos da agência das Nações Unidas, afirmando que os argumentos apresentados pelo governo americano são infundados.
Tedros sublinhou que tal decisão compromete a segurança não apenas dos Estados Unidos, mas também do mundo.
Em uma publicação na rede social X, o responsável da OMS reafirmou que a organização sempre manteve um diálogo aberto com os Estados Unidos, respeitando a soberania de cada nação membro. A retirada dos EUA, que se tornou efectiva após um período regulamentar de um ano, foi ordenada pelo então presidente Donald Trump logo após o seu regresso à presidência, em Janeiro de 2021.
Robert Kennedy Jr., secretário de Saúde dos Estados Unidos, apoiou a decisão, comentando no X que a administração está a “recuperar a independência” e a “proteger a segurança americana”. Juntamente com o secretário de Estado, Marco Rubio, Kennedy Jr. criticou a OMS, apontando falhas durante a pandemia de Covid-19 e alegando que a organização tem actuado contra os interesses dos Estados Unidos.
Este contexto levanta preocupações sobre a futura colaboração global em saúde pública e o impacto que a ausência dos Estados Unidos na OMS poderá ter na gestão de crises sanitárias e na resposta a pandemias.
















