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Multidão invade hospital na RDC para recuperar corpo de padre que morreu de ebola

Um grupo de jovens atacou um hospital na República Democrática do Congo com o intuito de recuperar os corpos de duas vítimas do vírus Ebola para as suas famílias. 

O incidente ocorreu no Hospital Geral de Mongwalu, onde a polícia local teve de disparar tiros para o ar para dispersar a multidão enfurecida. Um dos corpos em questão pertence a um padre, uma figura religiosa bem conhecida na comunidade local.

A Cruz Vermelha, em colaboração com as autoridades, está a realizar enterros seguros sob protecção policial, com o objectivo de evitar a propagação do vírus. Apesar desses esforços, três voluntários já perderam a vida após contrair o vírus. Os rituais funerários tradicionais têm sido identificados como um dos principais responsáveis pela transmissão do Ebola.

É importante destacar que o corpo de uma vítima do vírus Ebola permanece altamente contagioso, uma vez que o agente patogénico continua vivo e se multiplica nos tecidos e fluidos corporais. A contaminação ocorre através do contacto directo com sangue, secreções ou pele lesionada.

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O director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que o número de casos suspeitos de Ebola no leste da RDC já ultrapassou 900, com 101 casos confirmados. O Ministério da Saúde congolês reportou, até o momento, 204 mortes entre 867 casos suspeitos.

Na sexta-feira, a OMS elevou o risco de disseminação nacional do vírus no país para o nível “muito alto”, enquanto o risco para a região é considerado “alto” e, globalmente, “baixo”. Além disso, o vírus já se espalhou para a Uganda vizinha, onde o número de casos confirmados aumentou para cinco no último fim-de-semana.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (Africa CDC) alertou que outros países do continente, como Angola, Burundi, República Centro-Africana, Etiópia, Quénia, Ruanda, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia, também estão em risco de enfrentar surtos.

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