O Ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Estêvão Pale, defendeu que a gestão sustentável dos recursos naturais é fundamental para o desenvolvimento da economia azul.
As suas declarações foram proferidas durante a cerimónia de abertura do 6.º Fórum Sino-Africano sobre Ciência e Tecnologia Marinha, realizado na cidade chinesa de Hangzhou.
O ministro sublinhou que Moçambique se posiciona como um destino estratégico no Oceano Índico, assumindo-se como um actor emergente na economia azul e na transição energética global. “A verdadeira riqueza dos nossos recursos não reside apenas no subsolo ou no mar, mas na forma como são geridos para promover o desenvolvimento sustentável”, afirmou. Pale salientou que Moçambique deve participar na economia azul não apenas como fornecedor de recursos, mas também como produtor de conhecimento, inovação e soluções sustentáveis.
O governante elucidou que a Estratégia Nacional para o Desenvolvimento da Economia Azul visa o uso sustentável dos recursos marinhos, o fortalecimento da resiliência costeira, a promoção da investigação científica e a atracção de investimentos sustentáveis.
Foi ainda destacada a evolução na exploração de gás natural em águas profundas, com referência ao projecto Coral Sul FLNG e ao futuro desenvolvimento de recursos na Bacia do Rovuma, localizada na província norte de Cabo Delgado. O Projeto Coral Sul, ancorado na Área 4 da bacia do Rovuma, iniciou operações em Novembro de 2022, com a produção de gás destinada aos mercados europeu e asiático.
O ministro expressou a intenção de aprofundar a cooperação com a China em áreas como ciência marinha, governação oceânica, monitorização ambiental, inovação tecnológica e resiliência climática. O Fórum Sino-Africano sobre Ciência e Tecnologia Marinha reúne governos, investigadores, universidades e instituições internacionais para discutir soluções inovadoras para a gestão sustentável dos oceanos e o fortalecimento da cooperação entre a China e os países africanos.
















