A União Europeia propõe-se mobilizar mais de 300 milhões de euros em investimentos para Moçambique, no âmbito da estratégia Global Gateway.
A informação foi revelada em Maputo, pelo embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonino Maggiore, durante o lançamento do 2.º Fórum de Negócios Moçambique–União Europeia e da 5.ª Conferência Empresarial “Energias Renováveis em Moçambique” (RENMOZ 2026).
Segundo o diplomata, aproximadamente 178 milhões de euros deverão ser captados durante o Fórum de Negócios que decorrerá nos dias 9 e 10 de Junho, enquanto outros 120 milhões serão mobilizados na RENMOZ 2026, marcada para os dias 11 e 12 de Junho, ambos em Maputo.
“Mobilizar o investimento europeu e promover um crescimento económico inclusivo e sustentável em Moçambique é o nosso objectivo central”, afirmou Antonino Maggiore. O embaixador enfatizou que ambos os eventos constituem momentos cruciais da estratégia Global Gateway em Moçambique, resultantes de um ano de preparação conjunta entre a União Europeia e o Governo moçambicano.
A promoção de negócios, a energia e a implementação de investimentos que tenham um impacto directo na economia nacional serão o foco das discussões. O chefe da delegação europeia expressou confiança no potencial estratégico do país: “Acreditamos em Moçambique”.
Maggiore sublinhou que o fórum não se limitará a um espaço de debate institucional, mas funcionará como uma plataforma orientada para resultados concretos. “O Fórum não é e não será um encontro para privados. Trabalhámos para garantir que seja um espaço para resultados, investimentos tangíveis e projectos de implementação”, destacou.
Os eventos esperam reunir líderes governamentais, empresas moçambicanas e europeias, investidores internacionais, instituições financeiras e organizações de apoio ao sector privado. Até ao momento, segundo os organizadores, cerca de 100 empresas europeias e 200 empresas moçambicanas já se inscreveram.
O Fórum de Negócios irá focar-se em quatro sectores estratégicos no âmbito do Global Gateway: conectividade e corredores de desenvolvimento, transformação digital e inovação, energias renováveis e transição verde, agronegócio e turismo sustentável.
Os corredores económicos de Nacala, Beira e Maputo foram destacados como essenciais para fortalecer a integração regional e dinamizar o comércio e a industrialização.
No que diz respeito à área energética, a RENMOZ 2026 deverá revelar novos projectos de grande dimensão, incluindo concursos para mini-redes financiados pela União Europeia, investimentos em centrais solares e novas oportunidades relacionadas com a transição energética.
















