O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou na quinta-feira a lei que revoga a ratificação do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT), tendo como pano de fundo o conflito na Ucrânia e a crise com o Ocidente.
O tratado de 1996 proíbe todos os testes de armas nucleares, embora nunca tenha entrado em vigor porque alguns países importantes – incluindo os Estados Unidos e a China – nunca o ratificaram.
Putin disse no início de outubro que o seu país poderia revogar a ratificação do CTBT em resposta ao fato de os Estados Unidos nunca o terem ratificado.
“Não estou pronto para dizer se devemos ou não retomar os testes”, acrescentou, ao mesmo tempo que elogiava o desenvolvimento de novos mísseis que podem transportar ogivas nucleares.
Desde o início do conflito na Ucrânia, em fevereiro de 2022, funcionários do alto escalão do governo russo ameaçaram em diversas ocasiões utilizar armas nucleares, embora em outras Putin tenha demonstrado cautela a este respeito.
Entretanto, na semana passada, o presidente russo supervisionou exercícios de mísseis balísticos para preparar as suas tropas para um “ataque nuclear massivo” de retaliação. O projeto de lei para revogar o tratado foi aprovado pelo Parlamento Russo no mês passado.
Embora nunca tenha entrado em vigor, o acordo foi ratificado por 178 países, incluindo as potências nucleares França e Reino Unido, e tem valor simbólico.
Os proponentes dizem que o acordo estabelece uma norma internacional contra os testes de armas nucleares, mas os críticos afirmam que o acordo não será concretizado sem as ratificações das principais potências nucleares.
Assim, o parlamento russo ratificou o acordo em junho de 2000, seis meses depois de Putin se ter tornado presidente.
Moçambique prevê produzir 160 mil toneladas de castanha de caju em 2024, um aumento superior a 1,5 por cento face à estimativa deste ano, apesar dos efeitos climáticos, segundo informação governamental, citada pela Lusa.
Segundo documentos de suporte ao Plano Económico e Social do Orçamento do Estado para o próximo ano, em discussão na Assembleia Nacional, esta produção deriva de 9 milhões 734 mil cajueiros, de 188 mil 983 produtores, em todo o país.
No documento, prevê-se “que o incremento do volume de produção da castanha de caju passe de cerca de 157 mil 496 toneladas para cerca de 160 mil toneladas em 2024”.
Em 2020, a produção moçambicana de castanha de caju foi 139 mil 945 toneladas e no ano seguinte de 144 mil 823 toneladas.
“As previsões indicam que o ano de 2024 será marcado pela ocorrência do fenómeno ‘El Niño’, que influencia o clima em Moçambique provocando fenómenos climatéricos adversos, podendo causar escassez de precipitação nas zonas sul e centro, e cheias na zona norte do país, com impactos significativos no sector agrário”, alerta-se ainda no documento do Governo.
Durante grande parte do século passado, Moçambique foi o maior produtor mundial de castanha de caju e recebeu em 1960 a primeira fábrica de processamento do continente, actividade que entrou em declínio após a independência, em 1975.
No momento, estima-se que mais de um milhão de famílias moçambicanas cultivam e vendem caju e o sector de processamento emprega mais de 8 mil pessoas no país.
Já nos primeiros seis meses, a exportação de castanha de caju por Moçambique rendeu 53 milhões de dólares, mais do que todo o ano passado, sendo o principal produto agrícola vendido pelo país ao exterior.
“A forte pressão sobre a despesa pública, num contexto de fraca arrecadação de receitas e de limitadas fontes de financiamento externo, está a contribuir para o aumento do risco fiscal e do endividamento interno”.
Entretanto, o pronunciamnto foi feito pelo Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, durane o 48º Conselho Consultivo deste banco que decorre na cidade de Inhambane, acrescentando que o aumento da despesa decorre sobretudo da implementação da reforma salarial por via da Tabela Salarial Única, e dos gastos relacionados ao ciclo eleitoral.
Por causa disso, e a título de exemplo, Zandamela afirmou que o stock da dívida pública interna que em 2022 situou-se em 275 mil milhões de meticais, aumentou para 327 mil milhões de meticais, perfazendo um crescimento de cerca de 19 por cento.
Palestinians search for survivors after an Israeli airstrike on buildings in the refugee camp of Jabalia in the Gaza Strip on October 9, 2023. - Israel relentlessly pounded the Gaza Strip early Monday as fighting raged with Hamas around the Gaza Strip and the death toll from the war against the Palestinian militants surged above 1,100. (Photo by Mohammed ABED / AFP)
O exército israelita elevou para 242 o número oficial de pessoas sequestradas nos ataques terroristas de 07 de outubro pelo grupo islamita palestiniano Hamas contra Israel, em que morreram mais de 1.400 pessoas.
Numa conferência de imprensa, o porta-voz militar israelita, contra-almirante Daniel Hagari, disse que o exército notificou as famílias de 242 reféns que estão atualmente detidos na Faixa de Gaza.
Hagari sublinhou que o número de sequestrados ainda não é definitivo, uma vez que o exército continua a investigar o paradeiro de algumas pessoas que foram dadas como desaparecidas.
O número de 242 de sequestrados não inclui os quatro reféns libertados: Judith e Natalie Ra’anan, mãe e filha com dupla nacionalidade israelita-americana, as idosas israelitas Yocheved Lifshitz e Nurit Cooper e o soldado Ori Megidish, que terá sido resgatado pelo exército no domingo à noite.
Contudo, o movimento islamita palestiniano Hamas afirmou no dia 27 de outubro que não fará distinção entre reféns israelitas ou de outras nacionalidades em possíveis libertações futuras.
Pelo menos 247 pessoas foram feitas reféns a 7 de outubro pelo Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e é considerado terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia, após o ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados.
Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
Entretanto, o conflito já provocou milhares de mortos e feridos, entre militares e civis, nos dois territórios.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou o Hospital Distrital de Machaze, na província de Manica. Construído com financiamento do Estado no valor de 382.290.220,70, o hospital está apetrechado com equipamento moderno e tem capacidade para 200 camas.
É constituído por bloco operatório, maternidade, fisioterapia, enfermaria geral, casa mãe-espera, morgue com capacidade para seis corpos e com possibilidade de evoluir para 12. Possui, igualmente, quatro moradias tipo-4 e duas tipo-2.
Alimentado por um posto de transformação de 500KVA, gerador de emergência e reservatório de água, a unidade sanitária está implantada em 6,7 hectares e foi construído de raiz no âmbito da iniciativa Presidencial “Um Distrito, Um Hospital Distrital”, cujo objectivo é acelerar a implementação e apetrechamento de infra-estruturas de saúde para o funcionamento de hospitais de nível distrital com todos serviços.
Contudo, após a inauguração da infra-estrutura, Filipe Nyusi, que ofereceu igualmente uma ambulância, percorreu os vários compartimentos e dialogou com os técnicos afectos àquela unidade sanitária. Por fim, dirigiu-se à população apelando melhor conservação do hospital.
O hospital vai beneficiar sobretudo a população do distritos de Machaze e Mussurize, em Manica; Massangena, na província de Gaza, e Chibabava, em Sofala.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Educação. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director Adjunto – Técnico (DCOP). Saiba mais.
A Solidarités International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Actividade de Segurança Alimentar e Meios de Subsistência. Saiba mais.
A Moçambique Ship Services (MSS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista de Logística Internacional (Gestão Portuária/Exportação). Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Enfermeiras de Saude Materno Infantil (ESMI). Saiba mais.
A SETH – Sociedade de Empreitadas e Trabalhos Hidráulicos, S.A. – Sucursal de Moçambique está a recrutar um (1) Técnico de Higiene, Ambiente e Segurança no Trabalho – (HAST). Saiba mais.
Estrangeiros que ficaram em Gaza quando eclodiu a guerra após o ataque do Hamas contra Israel, a 7 de outubro, começam a sair do território palestiniano na quarta-feira.
“Um primeiro grupo de pessoas com passaportes estrangeiros vai atravessar o terminal de Rafah para o Egito na quarta-feira”, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) um funcionário do terminal de Rafah, que pediu para não ser identificado.
Esta fonte não deu pormenores sobre o número de pessoas nem o momento da passagem. Segundo embaixadas estrangeiras, cidadãos de 44 países e 28 agências, organizações oficiais e organizações não governamentais estrangeiras encontram-se na Faixa de Gaza.
Em Rafah, no lado egípcio, os canais de televisão próximos dos serviços secretos mostraram imagens em direto de uma fila de ambulâncias a entrar no terminal, estando prevista, durante o dia, a transferência de 81 palestinianos feridos para hospitais egípcios, de acordo com funcionários egípcios e palestinianos.
Contudo, na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas desde 2007, mais de 8500 pessoas morreram e milhares ficaram feridas nos bombardeamentos israelitas, realizados em represália pelo ataque do 7 de outubro, que fez mais de 1.400 mortos.
Um responsável médico da cidade egípcia de Al-Arich, cerca de 40 quilómetros a oeste de Rafah, disse na terça-feira à AFP que “foi instalado um hospital de campanha de 1300 metros quadrados em Sheikh Zueid”, cerca de dez quilómetros a oeste de Rafah.
Em Washington, terça-feira à noite, o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Matthew Miller, referiu “muito bons progressos” na questão da possível passagem através de Rafah de americanos e cidadãos com dupla nacionalidade retidos em Gaza.
O Conselho Constitucional moçambicano deu provimento ao recurso da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), que contestava o apuramento eleitoral das autárquicas de 11 de outubro em Quelimane, que dava vitória à Frelimo.
A Renamo, que governa atualmente o município de Quelimane, capital da província da Zambézia, solicitava neste recurso, entre outros pontos, que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) fosse “intimidada” para, “em sede da centralização do apuramento geral das eleições de 11 de outubro”, ter “em consideração os votos reclamados referentes a 39 mesas”.
“Em face ao exposto, os juízes deste Conselho Constitucional deliberam (…) dar provimento parcial ao recurso interposto quanto ao pedido referente às 39 atas e editais”, lê-se no acórdão de 31 de outubro do Conselho Constitucional, órgão que decide contenciosos eleitorais em última instância.
Neste acórdão, o Conselho Constitucional refere que em sede de apuramento geral, o CNE “decidiu por consenso processar os editais e atas em alusão, sem embargo da sua reverificação no processo próprio, de validação das eleições”.
No entanto, a Renamo afirma que através da contagem paralela feita com recurso aos editais e atas das mesas de voto venceu a eleição no município de Quelimane, uma das oito autarquias que controlava em Moçambique. Contudo, na proclamação dos resultados eleitorais, em 26 de outubro, a CNE anunciou que a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder) venceu em 64 das 65 autarquias que foram a votos em 11 de outubro, tendo o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) conquistado o município da Beira.
Para estas eleições, o município de Quelimane contava com 180 assembleias de voto, distribuídas por 29 locais, com 130.691 eleitores.
De acordo com dados da Comissão de Eleições de Moçambique, em Quelimane, a Frelimo, partido no poder, venceu com 38.592 votos (49,43%), contra 36.393 (46,62%) da Renamo, principal partido de oposição, e 2.789 votos (3,56%)do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força política parlamentar.
As sextas eleições autárquicas em Moçambique estão a ser alvo de duras críticas vindas de diferentes partidos de oposição e da sociedade civil, que denunciam uma “megafraude” no escrutínio, com destaque para a falsificação de editais, com algumas decisões de tribunais distritais a reconhecerem irregularidades no processo.
O principal partido da oposição tem promovido marchas de contestação aos resultados das eleições de 11 de outubro, juntando milhares de pessoas em diferentes pontos país para exigir a “reposição da verdade eleitoral”.
Mais de 100 pessoas foram detidas e várias outras acabaram feridas em vários pontos do país, sobretudo nas cidades de Nampula, Nacala-Porto e Maputo, como consequências das escaramuças entre as autoridades e os manifestantes na sexta-feira.
As sextas eleições autárquicas em Moçambique decorreram em 65 municípios do país no dia 11 de outubro, incluindo 12 novas autarquias, que pela primeira vez foram a votos.
Segundo a legislação eleitoral moçambicana, os resultados do escrutínio ainda terão de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional (CC), máximo órgão judicial.
A época de comercialização da castanha de caju está à porta e os maiores produtores do país preparam-se para conseguir superar as metas alcançadas no ano passado, tanto em termos de produção como no processamento e a respectiva comercialização.
Contudo, para a campanha de comercialização 2023-24, o Governo moçambicano fixou o preço de referência da castanha de caju em 35 Meticais por quilograma, o que corresponde a cerca de 0,5 de dólar norte-americano.
Com isso, o quilograma da castanha de caju em bruto deverá ser adquirido ao produtor ao preço de 35 Meticais, um valor relativamente baixo em relação ao que foi praticado na última campanha, que era de 37 Meticais.
Enquanto aguardam a época de comercialização, os produtores preparam-se. A título de exemplo, nas províncias de Nampula, Cabo Delgado, Inhambane e Gaza já distribuíram mudas para a renovação do cajual e estão no processo de pulverização das árvores para combater pragas.
Segundo apurámos, só na província de Nampula, foram distribuídos cerca de dois milhões de mudas para a renovação do parque cajuícola que é composto, maioritariamente, por árvores antigas. Ao mesmo tempo, decorrem campanhas para o tratamento químico daquelas árvores com vista a combater doenças e ainda luta contra as queimadas descontroladas que, em algum momento, tendem a contribuir para a redução do cajual.
O Presidente da Alemanha pediu desculpa pelos abusos cometidos pelas forças coloniais alemãs na Tanzânia, numa visita à região de Ruvuma, onde ocorreu um massacre de nativos africanos no início do século XX.
“Eu curvo-me às vítimas do domínio colonial alemão. Como Presidente alemão, gostaria de pedir perdão pelo que os alemães fizeram aos vossos antepassados”, disse Frank-Walter Steinmeier, em Songea, segundo um documento disponibilizado à agência France-Presse (AFP) pela presidência.
Entre 1905 e 1907, as tropas coloniais alemãs massacraram entre 200.000 e 300.000 representantes dos Maji-Maji após uma rebelião, de acordo com dados facultados por historiadores.
“Tenho vergonha do que os soldados coloniais alemães fizeram aos vossos antepassados”, reiterou.
A visita à Tanzânia de Steinmeier ocorre ao mesmo tempo que a do rei Carlos III do Reino Unido ao Quénia, que também condenou os abusos coloniais das tropas britânicas.
No entanto, o império colonial alemão prolongou-se por vários países africanos, como o Burundi, Ruanda, Tanzânia, Namíbia e Camarões, tendo deixado de existir após a Primeira Guerra Mundial.
O Ministério da Saúde da Autoridade Palestiniana alertou que o único hospital em Gaza que trata doentes com cancro foi obrigado a encerrar por falta de combustível.
Em comunicado, que cita o ministro da Saúde palestiniano, Mai al Kaila, refere-se que o hospital da Amizade Turco-Palestiniana cessou as operações “como resultado dos bombardeamentos das forças de ocupação (Israel)” na segunda e terça-feira e depois de ter ficado sem combustível.
Face a esta situação, alertou o ministro, está em causa o tratamento e a “vida de 70 doentes oncológicos.”
Mai al Kaila chamou a atenção para as condições de saúde catastróficas na Faixa de Gaza devido à ofensiva militar israelita em retaliação por ataques do movimento islamita Hamas contra Israel, e referiu que outros 2.000 pacientes oncológicos suscitam preocupação, numa altura em que 16 dos 35 estabelecimentos médicos do enclave deixaram de funcionar por falta de combustível.
O governante adiantou ainda que o maior hospital de Gaza, o centro médico Al Shifa, “deixará de funcionar em menos de 24 horas” devido à escassez de gasolina, indicando que neste momento apenas estão a funcionar os serviços de emergência, cirurgia, rim, terapia intensiva e incubadoras, uma vez que a mão de obra existente não consegue cobrir as necessidades.
Gaza está sujeita a um cerco israelita que impede praticamente a entrada de alimentos, água, medicamentos e combustível no enclave, com a exceção de cerca de 216 camiões que transportavam mantimentos e que entraram nos últimos dias no posto transfronteiriço de Rafah com o Egito.
No entanto, pela primeira vez desde o início do conflito, a passagem abriu parcialmente para a saída de cerca de 80 feridos de Gaza e de aproximadamente 400 pessoas com cidadania estrangeira presas na Faixa de Gaza.
O grupo islamita do Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados que assassinaram cerca de 1.400 pessoas e fizeram mais de duas centenas de reféns.
Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e que é classificado como terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
De acordo com o ministério da Saúde do Hamas, os bombardeamentos que Israel tem levado a cabo em Gaza, depois de ter sido atacado pelo Hamas em 07 de outubro, fizeram mais de 8.300 pessoas e mais de 21 mil feridos,
O exército israelita bombardeou o campo de refugiados de Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, matando pelo menos 145 pessoas.
Entre as vítimas, segundo o exército israelita, encontra-se Ibrahim Biari, comandante do batalhão central de Jabaliya do Hamas e um dos líderes responsáveis pelo ataque a Israel de 07 de outubro.
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro foi condenado no final da noite desta terça-feira, 31 de outubro, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a uma nova inelegibilidade por abuso do poder político. Em junho, o mesmo TSE já tinha tornado Bolsonaro inelegível até 2030 num outro processo.
Ao contrário do que aconteceu no julgamento realizado em junho passado, quando o ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente na tentativa de reeleição de Bolsonaro, general Braga Neto, foi ilibado, desta feita o militar foi também tornado inelegível. Com isso, Braga Neto, em quem Jair Bolsonaro apostava todas as fichas para a disputa das municipais do ano que vem na cidade do Rio de Janeiro, fica impossibilitado de disputar essa eleição.
Contudo, as condenações de Bolsonaro e de Braga Neto foram decididas por cinco votos a favor das punições e dois votos contra após dois dias de julgamento. Jair Bolsonaro ainda enfrenta outras 11 ações no TSE por diversos crimes eleitorais, além de várias outras que tramitam no STF, Supremo Tribunal Federal, neste caso por ataques à democracia e suposto incentivo à tentativa de golpe de Estado desencadeada em 8 de janeiro passado por bolsonaristas radicais, que invadiram e depredaram o tribunal, o Congresso e o palácio presidencial.
Braga Neto e Bolsonaro foram condenados agora por terem usado indevidamente as comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil, em 7 de setembro do ano passado, para fazerem propaganda eleitoral em favor da candidatura de ambos às presidenciais de outubro, que acabaram por perder. Bolsonaro, então candidato à reeleição, mudou o cenário das cerimónias militares do centro do Rio de Janeiro para a Praia de Copacabana, naturalmente lotada num feriado de sol, para aparentar um apoio maior, e após o desfile oficial desceu do palco onde esteve como presidente da República e subiu num outro, bem ao lado, onde fez um inflamado discurso eleitoral, misturando os dois atos.
No entanto, a nova sentença contra Bolsonaro não é cumulativa com a anterior, ou seja, mesmo tendo duas condenações diferentes o ex-presidente continua inelegível somente até 2030. Mas fica mais difícil conseguir reverter essas duas condenações, pois terá de apresentar recursos contra uma de cada vez e esperar a tramitação, o que torna praticamente inviável o seu projeto de se candidatar novamente à presidência do Brasil em 2026.
A Medicina Legal do Hospital Central de Maputo (HCM), maior unidade sanitária do país, não dispõe de um laboratório forense de biologia molecular para testes de ADN, único exame que pode conferir paternidade ou maternidade a cem por cento.
A situação está a dificultar o andamento e conclusão dos processos vindos do Tribunal de Menores da Cidade de Maputo, que absorve aproximadamente 50 por cento das solicitações de perícia para a averiguação de paternidade ou maternidade.
No entanto, a preocupação foi manifestada por vários intervenientes que, na semana finda, participaram no Simpósio sobre a Jurisdição de Menores e Direitos Conexos, evento realizado em Maputo, organizado pelo Tribunal de Menores da Cidade de Maputo, alusivo aos 30 anos da instituição.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Autoridade Palestiniana acusou Israel de “aprofundar o genocídio” contra a população palestiniana com os ataques que atingem hospitais na Faixa de Gaza.
“Atacar os hospitais que ainda restam na Faixa de Gaza aprofunda o genocídio cometido pelo Estado ocupante, privando os cidadãos e os doentes do seu direito às formas mais simples de tratamento de saúde”, declarou em comunicado o MNE.
Entretanto, no texto afirma-se que apesar de milhares de pessoas se terem refugiado em hospitais para fugir aos bombardeamentos, Israel continua a atacar as instalações na Faixa de Gaza, controlada desde 2007 pelo movimento islamita palestiniano Hamas.
“Parar a guerra é a abordagem correta para proteger os civis e assegurar as suas necessidades básicas”, afirmou.
A Autoridade Palestiniana voltou a apelar à comunidade internacional para ouvir “os gritos e o sofrimento” dos palestinianos.
O representante palestiniano pediu ainda à comunidade para ouvir os testemunhos de organizações como o Comité Internacional da Cruz Vermelha, que têm denunciaram o colapso das infraestruturas hospitalares na Faixa de Gaza.
Contudo, o comunicado reiterou ainda a condenação dos ataques israelitas que atingem os hospitais ainda operacionais, as ambulâncias e as equipas médicas que trabalham na Faixa de Gaza.
O último balanço de mortos feito pelo ministério sob o controlo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) é de mais de 8.500 mortos, consequência dos ataques israelitas em resposta ao ataque do Hamas, a 07 de outubro, que fez 1.400 mortos e cerca de 240 reféns.
Um cidadão de 38 anos está sob custódia policial na Direcção Distrital do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), na cidade da Matola, indiciado no crime de tráfico de drogas.
A corporação encontrou na posse do suspeito, na paragem João Mateus, igualmente na cidade da Matola, três quilogramas de haxixe divididas em quatro barras.
No entanto, o porta-voz do SERNIC na província de Maputo, Henriques Mendes, realçou que a maior parte de casos criminais é antecedida do consumo de estupefacientes, situação que obriga as autoridades policiais a juntarem forças e buscar soluções rápidas para estancar este problema.
“Estamos a trabalhar no sentido de chegar aos fornecedores assim como aos locais de produção. Esta é a primeira detenção por tráfico de haxixe este ano. Trata-se de uma droga cara e de baixo consumo em relação à cannabis sativa e cocaína”, frisou.
Mendes, que apresentou o suspeito ontem à imprensa, estimou que cada barra de haxixe custa em média cerca de 20 mil meticais e com a quantidade apreendida o indiciado ganharia 80 mil.
A dívida pública dos EUA já supera os US$ 30 trilhões, e os pagamentos de juros anuais romperam a barreira do US$ 1 trilhão.
Além disso, foram divulgados dados surpreendentemente positivos sobre a produção industrial e sobre as vendas no varejo nos EUA. Esses fatores influenciaram o aumento das taxas de juros de longo prazo, com as taxas de dez anos atingindo 5%, e as de 30 anos, 5,10%.
Contudo, as hipotecas de longo prazo custam hoje mais de 8% ao ano. Os dirigentes do Federal Reserve (Fed) têm sinalizado a possibilidade de interromper o aumento dos juros curtos, e isso traz algum alívio para os mercados; argumentam que a alta das taxas longas pode, por si só, compensar a necessidade de se elevar as taxas curtas.
Se a tensão externa persistir, o Fed poderia até reverter o movimento de redução de seu balanço, adquirindo títulos do Tesouro americano para tentar conter o aumento das taxas. É importante destacar que existe um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de títulos de longo prazo nos Estados Unidos devido à redução da demanda por parte dos asiáticos e à interrupção das compras pelo Fed, bem como ao grande déficit fiscal do governo dos EUA, que coloca mais títulos no mercado.
Além disso, há preocupações com o possível fechamento do governo americano (shutdown) devido à falta de acordo no Congresso sobre o limite da dívida. A contagem regressiva de 30 dias para resolver essa questão também está preocupando os mercados.
O último relatório “Livro Bege” também mostrou que a economia americana está mais forte do que se imaginava no terceiro trimestre. Portanto, além das tensões no Oriente Médio que pressionam os preços de petróleo e inflação, também é preciso acompanhar de perto a situação nos Estados Unidos.
Uma boa notícia recente para os mercados foi o crescimento do PIB da China de 4,9% no terceiro trimestre, superando as estimativas de 4,5%. A produção industrial chinesa também subiu, assim como as vendas no varejo, sugerindo um sólido desempenho econômico, apesar dos desafios enfrentados pelo setor imobiliário.
No Brasil, o presidente do Banco Central reforçou a visão de que o ritmo adequado de corte da Taxa Selic é de 0,50%. O cenário mais provável é de terminarmos o ano com uma Taxa Selic de 11,75%, com cortes de 0,50% na próxima reunião de novembro e mais 0,50% na última reunião do ano, em dezembro.
O Índice Geral de Preços da FGV (IGP) na segunda prévia teve uma alta de 0,64%, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) registrando alta de 0,14%, o Índice Nacional de Construção Civil (INCC-M) com alta de 0,28% e o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subindo 0,83%.
Isso se deve, em parte, ao aumento do preço do petróleo, que afeta praticamente todos os bens da economia. A desvalorização do real tem um impacto inflacionário direto nos preços no atacado. Itens exportados e importados, como soja, milho, trigo, café, cimento, petroquímicos, máquinas, asfalto etc, ficam mais caros em reais devido à desvalorização da moeda brasileira.
Apesar de o IPCA estar controlado, o cenário de preços no atacado é mais desafiador e pode exercer pressão sobre a inflação no Brasil no futuro. As notícias sobre atividade econômica foram menos favoráveis, com queda nas vendas no varejo e no setor de serviços em agosto. Isso contribui para um cenário mais desafiador no terceiro trimestre, com um nível de atividade mais lento devido à ainda elevada Taxa Selic.
Entretanto, o crescimento brasileiro nos trimestres anteriores foi impulsionado pelo setor de commodities, por petróleo e agronegócio, em vez de um aumento significativo no consumo interno, no varejo ou nos serviços.
O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, anunciou que todos os os bancos comerciais já se encontram totalmente integrados na nova plataforma, incluindo as Instituições de Moeda Electrónica.
“A nova plataforma de processamento da SIMOrede tem a vantagem de oferecer uma diversificada gama de produtos e serviços entre novos e antigos, com destaque para a interoperabilidade entre as Instituições de Moeda Electrónica, bancos e outros prestadores de serviços financeiros”, disse.
No entanto, trata-se da transição da Rede Única Nacional de Pagamentos Electrónicos para a nova plataforma de processamento de pagamentos electrónicos, fornecida pela Euronet, que, de acordo com Zandamela, se encontra numa fase bastante avançada.
“Com a nova plataforma conseguimos cumprir com os mandatos internacionais dos sistemas de pagamentos, que impõem a tecnologia CONTACTLESS para todos os cartões bancários e terminais POS, tecnologia essa que oferece maior segurança e comodidade para os utentes”, frisou.
As autoridades do Níger confirmaram que houve uma tentativa de fuga do presidente Mohamed Bazoum, deposto por um golpe de Estado e sequestrado, apesar de os seus advogados terem negado essa versão do novo regime.
O Procurador-geral junto do Tribunal de Recurso de Niamei, Salissou Chaibou, confirmou a tentativa de fuga, rejeitando a tese dos advogados do ex-presidente de que tudo não passa de uma encenação política.
Em 20 de Outubro, advogados do presidente deposto no golpe de Estado de 26 de Julho no Níger, Mohamed Bazoum, rejeitaram as acusações dos militares no poder de que este terá tentado uma fuga.
Chaibou afirmou que houve de facto um “plano de exfiltração” que o regime militar tinha anunciado em meados de Outubro.
“Na noite de 18 para 19 de Outubro (o ex-presidente) Bazoum, a sua família, os seus seguranças e os seus cozinheiros, transportando vários pacotes, foram detidos (…) por agentes da guarda presidencial, enquanto se dirigiam para a saída do palácio”, denunciou Chaibou.
O procurador acrescentou que um veículo os esperava “com vista a transportá-los para uma casa” num distrito de Niamei, “identificada como pertencente a Mohamed Ben Hamaye, antigo membro da guarda próxima de Bazoum (…) e alegado mentor da operação”.
Contudo, Chaibou informou que “uma busca cuidadosa dos pacotes e uma busca realizada na residência do ex-presidente levaram à descoberta de grandes somas de dinheiro em CFA (francos) e moedas estrangeiras, assim como vários bens preciosos”, para além de 10 telemóveis destruídos.
Além disso, Chaibou denunciou que Bazoum cometeu actos de espionagem, com o envio de “informações sobre o dispositivo da guarda presidencial” para agências francesas.
O procurador disse ainda que 23 civis e militares foram detidos em conexão com este caso, lembrando que ainda há uma investigação em curso.
Mohamed Bazoum recusa demitir-se e continua na sua residência presidencial, onde está detido com a mulher e o filho desde o golpe que o derrubou em 26 de Julho.
No entanto, a França tem apoiado o presidente deposto Mohamed Bazoum e, tal como muitos outros países e organizações, tem apelado à sua libertação.
Em 18 de Setembro, o presidente deposto apelou aos tribunais da África Ocidental para que o libertassem e para o restabelecimento da ordem constitucional no Níger.
Desde o golpe de Estado, o país tem sido alvo de sanções económicas internacionais e muitos países suspenderam a sua ajuda orçamental.
Após o ataque de Israel ao campo de refugiados de Jabaliya, as brigadas Al-Qassam, braço armado do grupo extremista Hamas, anunciaram na quarta-feira (01) que sete reféns morreram.
De acordo com o grupo, entre as vítimas estão três “titulares de passaportes estrangeiros”. Entretanto, as nacionalidades não foram reveladas. A informação foi divulgada por meio de um grupo no Telegram.
Na terça-feira (31), as forças israelenses tomaram o centro de comando do Hamas no campo de refugiados de Jabaliya em um ataque que deixou ao menos 50 mortos. Israel alegou que eles eram terroristas, porém, o Crescente Vermelho Palestino afirmou que corpos de ao menos 25 civis foram recuperados no campo.
O ministro do Interior de Moçambique disse no parlamento que a polícia já apreendeu 59 engenhos explosivos de fabrico caseiro nas mãos de manifestantes contra os resultados das eleições autárquicas, assinalando que “é inquestionável a perigosidade” destas ações.
“De referir que nestas manifestações, registamos um fenómeno novo de uso de engenhos explosivos de fabrico caseiro por parte dos cidadãos manifestantes. Assim, foram apreendidos, de mãos alheias, 59 engenhos, sendo 55 na cidade de Maputo e quatro na cidade de Nampula. Isto não é civilização”, afirmou Pascoal Ronda.
Ronda falava em resposta a uma pergunta da bancada da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, que acusa a Polícia da República de Moçambique (PRM) de reprimir as manifestantes contra os resultados das eleições autárquicas de 11 de outubro por serem atos promovidos pela oposição.
Contudo, o ministro do Interior considerou “inquestionável a perigosidade destas manifestações”, sustentando que as autoridades registaram 130 protestos contra os resultados eleitorais, sendo “25 de caráter violento”.
Pascoal Ronda afirmou que pessoas desconhecidas “detonaram 12 engenhos explosivos na viatura do diretor do STAE [Secretariado Técnico de Administração Eleitoral] da autarquia de Quelimane”, província da Zambézia.
Entretanto, na sequência dos atos violentos associados às eleições autárquicas, foram detidos 237 indiciados, dos quais 149 na província de Nampula, 33 na província da Zambézia, 23 na cidade de Maputo, 16 na província do Niassa, 11 na província de Sofala e cinco na província de Tete.
“Importa esclarecer que todas as detenções ocorridas no âmbito das manifestações resultam da violação da lei e não de qualquer pertença a qualquer filiação partidária”, enfatizou Pascoal Ronda.
Uma pessoa perdeu a vida na cidade de Nacala e quatro agentes da polícia ficaram feridos, incluindo um que teve um dos braços amputados, acrescentou Ronda.
Aquele governante avançou ainda que os distúrbios resultaram igualmente em danos materiais no património público e privado, incluindo em quatro ambulâncias.
O ministro do Interior defendeu que a atuação da polícia visa a proteção dos manifestantes e da ordem, segurança e tranquilidade públicas, para que o direito à manifestação não entre em “colisão” com outros direitos fundamentais.
Pascoal Ronda sustentou que os incidentes relacionados com as eleições autárquicas seriam piores sem a intervenção da polícia.
O principal partido da oposição tem promovido marchas de contestação aos resultados das eleições de 11 de outubro, juntando milhares de pessoas que denunciam uma alegada “megafraude” no escrutínio.
As sextas eleições autárquicas em Moçambique, decorreram em 65 municípios do país, incluindo 12 novas autarquias, que pela primeira vez foram a votos.
Os resultados apresentados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique indicam uma vitória da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, em 64 das 65 autarquias do país, enquanto o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido, ganhou apenas na Beira.
Segundo a legislação eleitoral moçambicana, os resultados do escrutínio ainda terão de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional (CC), máximo órgão judicial eleitoral do país.
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