O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo proferiu, recentemente, uma condenação de 16 anos de prisão a Tito Coutinho e Marcelino Valentim, ambos culpados pelo crime de homicídio agravado na forma tentada.
A acção criminosa, de carácter violento, foi dirigida a um jovem de 17 anos, que foi amarrado e queimado no bairro das Mahotas.
Além da pena de prisão, a 10.ª Secção Criminal estipulou que os arguidos deverão pagar solidariamente uma indemnização de 200 mil meticais à vítima, representada pelos seus tutores legais.
Segundo os factos estabelecidos na sentença, os eventos ocorreram na madrugada de 6 de Março deste ano, quando o adolescente regressava para casa após assistir a um jogo de futebol. Ao passar pela residência dos arguidos, foi interrogado sobre a sua localização e, após a resposta, acabou por ser perseguido e acusado de furto.
O jovem foi atado com fios de energia, tendo os braços e pernas imobilizados para trás. Enquanto se encontrava em situação de domínio, foi alvo de agressões físicas, sendo esbofeteado repetidamente pelos acusados, que interrogaram-no acerca de um furto alegado ocorrido na sua casa.
Segundo a juíza Ivandra Uamusse, os arguidos, com a vítima ainda amarrada, recorreram a petróleo usado para incêndios, despejando-o na área do pescoço e ombro do jovem antes de atearem fogo.
As implicações desta condenação visam reafirmar a posição da justiça moçambicana face a comportamentos criminosos que atentam contra a vida e a dignidade humana.
As autoridades americanas anunciaram a detenção de um homem de 30 anos, James Cody Bryant, no estado de Washington, por suspeita de conivência num atentado perpetrado numa escola no Canadá em Fevereiro deste ano.
O ataque, que teve como autor Jesse Van Rootselaar, uma mulher transgénero de 18 anos, resultou na morte de oito pessoas, incluindo seis alunos e uma professora assistente.
Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Bryant teve várias interacções com a autora do ataque, oferecendo-lhe conselhos técnicos, enviando-lhe dinheiro para a compra de sapatos utilizados durante o atentado e planeando uma transmissão ao vivo dos eventos. O procurador do distrito ocidental de Washington, Neil Floyd, afirmou que Bryant possuía a informação necessária para alertar as autoridades, mas optou por não o fazer, encorajando a atiradora.
O tiroteio ocorreu na Escola Tumbler Ridge, situada na província da Colúmbia Britânica, onde a atiradora também foi encontrada morta pela polícia, aparentemente após ter cometido suicídio. Antes do ataque na escola, Rootselaar havia assassinado a mãe e o irmão, com as autoridades a referirem um histórico de problemas mentais da jovem.
Relatos indicam que, durante as suas conversas, Rootselaar discutiu cenários de violência com armas com um chatbot da OpenAI, levando alguns funcionários a sugerir que as autoridades canadenses fossem alertadas. No entanto, esse pedido foi recusado pela liderança da empresa, resultando numa acção judicial por parte das famílias das vítimas.
Bryant e Rootselaar conheceram-se três anos antes do ataque, através da plataforma Omegle. Durante a sua comunicação, Bryant chegou a sugerir à jovem que apagassem o histórico das conversas e que utilizassem uma VPN para evitar detecções ao publicarem um vídeo do tiroteio. No dia do atentado, continuou a aconselhá-la, mesmo após os homicídios de sua família.
As investigações continuam enquanto as autoridades analisam as implicações da colaboração entre o detido e a atiradora.
Ossufo Momade, presidente da Renamo, deslocou-se à cidade de Nampula para realizar uma conferência de imprensa onde reafirmou a sua posição à frente do partido.
Durante o encontro, Momade sublinhou que não tenciona abandonar a liderança através de métodos coercivos, reforçando o seu compromisso em dirigir a formação política de forma estável e orientada para o diálogo.
O líder da Renamo fez referência às recentes tensões internas no partido, afirmando que mudanças na liderança devem ocorrer apenas por meio de processos democráticos e legítimos. Momade enfatizou a importância da união e da concertação entre os membros da Renamo, apelando à continuidade da luta pelos direitos dos moçambicanos.
Na sua intervenção, o político garantiu que irá manter a sua agenda focada na promoção da paz e na defesa dos interesses do povo moçambicano. Este enfoque, segundo Momade, é crucial para enfrentar os desafios socioeconómicos que o país enfrenta actualmente.
Vários apoiantes de Ossufo Momade estiveram presentes no evento, manifestando a sua solidariedade e apoio à liderança do presidente do partido. A conferência, que contou com a presença de jornalistas e observadores, foi marcada por um ambiente de afirmação e determinação dos líderes da Renamo.
Os próximos passos da Renamo, assim como as possíveis repercussões nas dinâmicas políticas em Moçambique, permanecem em foco à medida que o partido continua a trabalhar para consolidar a sua posição no cenário político nacional.
O preço de referência da castanha de caju ao produtor foi estabelecido em 48 meticais por quilograma para a campanha 2026/2027, um incremento de três meticais em comparação com o valor praticado na campanha anterior.
A decisão foi oficializada na quarta-feira, 7 de Outubro, em Maputo, durante a primeira sessão do Comité de Amêndoas, que contou com a presença de representantes do Governo, produtores e operadores da indústria do caju.
O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, sublinhou que a definição deste novo preço é um passo significativo para proporcionar maior previsibilidade aos intervenientes da cadeia de valor do caju. Além disso, é uma medida para manter a produção deste produto estratégico economicamente atractiva para os produtores nacionais.
Na campanha 2025/2026, o preço de referência tinha sido fixado em 45 meticais por quilograma. Para a nova campanha, foram levados em consideração factores como os custos de produção, a qualidade da castanha, as flutuações nos preços internacionais, a taxa de câmbio, a capacidade da indústria nacional e as condições de procura nos mercados principais.
Roberto Albino também destacou que o mercado internacional do caju é altamente competitivo, onde a evolução dos preços da castanha em bruto, custos de transporte e logística, bem como as condições de oferta nos países produtores e processadores, impactam a remuneração dos diversos intervenientes.
O ministro enfatizou a importância de equilibrar a remuneração dos produtores com a competitividade da cadeia de valor, especialmente em relação à indústria nacional de processamento e aos operadores de comercialização e exportação. A nova referência de 48 meticais por quilograma visa, portanto, fortalecer a cadeia de valor do caju, apoiar a indústria nacional e optimizar a posição de Moçambique nos mercados internacionais.
Lionel Messi, o icónico capitão da seleção argentina, fez a sua despedida no último jogo da Albiceleste no Estádio Monumental, em Buenos Aires.
A partida, que contou com uma assistência de cerca de 85 mil fãs, foi marcada por uma atmosfera de grande emoção, repleta de homenagens ao jogador que dedicou mais de duas décadas à seleção.
Durante a celebração da sua última exibição, os adeptos foram brindados com palmas, música, drones e um espectáculo de fogo de artifício. Messi, emocionado, expressou o seu agradecimento aos presentes, afirmando: “É difícil dizer alguma coisa hoje. Há muitas emoções, muita coisa passa-me pela cabeça. Obviamente, a primeira coisa em que penso é no meu pai. Só me resta agradecer. Defender esta camisola durante todo este tempo foi um enorme orgulho para mim.” O atleta concluiu a sua carreira internacional com 208 internacionalizações e 126 golos, tornando-se no jogador com mais tentos e mais jogos pela Albiceleste, e levantou cinco títulos importantes, incluindo o Mundial de 2022.
A noite culminou com uma vitória confortável da Argentina sobre o Benin, por 3 a 0, onde Messi teve um papel decisivo, contribuindo com duas assistências e marcando um golo de penálti.
O Banco de Moçambique, em colaboração com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), retomou o diálogo e anunciou um novo mecanismo destinado a estimular o crédito às empresas.
Este esforço visa aumentar a produção nacional, promover a substituição de importações e impulsionar o crescimento das exportações.
A medida foi revelada durante o encontro CPMO+1, onde as duas instituições discutiram os principais desafios que afectam a economia e o sector privado. O encontro teve como propósito apresentar a evolução recente da economia, esclarecer as decisões de política monetária e ouvir as preocupações e sugestões dos empresários.
No cerne do encontro, foi divulgado um regime de financiamento com duração de 18 meses, permitindo aos bancos comerciais deduzir das suas reservas obrigatórias um montante correspondente aos novos créditos concedidos a empresas que contribuam para a substituição de importações ou o aumento das exportações. Para os financiamentos destinados a investimentos, será utilizada a taxa MIMO, actualmente fixada em 9,5%. Para os financiamentos de tesouraria, será aplicada uma margem adicional.
Este mecanismo será apoiado pelo Fundo de Garantia Mutuária, com o intuito de minimizar os riscos associados ao financiamento empresarial e facilitar o acesso ao crédito. Tal iniciativa surge num contexto onde o aumento da liquidez no sistema bancário ainda não resultou num crescimento significativo do crédito à economia.
Segundo o Banco de Moçambique, apesar da redução nas taxas de juro, o estoque de crédito mantém-se relativamente estável. A situação indica que as dificuldades no acesso ao financiamento não se devem apenas ao custo do dinheiro, mas também a factores de risco e limitações na oferta de crédito.
Durante o encontro, a recuperação económica foi classificada como lenta, ainda influenciada por vários factores, como vulnerabilidades estruturais, choques climáticos e políticos, elevado endividamento público interno, fraca capacidade produtiva e dependência de financiamento externo. Apesar destes obstáculos, o Banco de Moçambique sublinhou a resiliência do sistema financeiro e os níveis confortáveis das reservas internacionais.
A política monetária continuará a focar-se na estabilidade de preços, num contexto ainda repleto de riscos, como a inflação importada, os preços dos combustíveis e alimentos, tensões geopolíticas, choques climáticos e a evolução da dívida pública. Na última sessão, o Comité de Política Monetária (CPMO) decidiu manter a taxa MIMO em 9,5% e o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional em 29%, assim como as demais condições do corredor operacional.
A CTA acolheu positivamente o novo mecanismo, considerando-o uma mudança significativa na utilização de instrumentos de política monetária para apoiar a economia. No entanto, alertou que a melhoria de alguns indicadores macroeconómicos ainda não se reflete numa recuperação equivalente da situação das empresas.
A eficácia da nova medida dependerá da existência de critérios claros de elegibilidade, procedimentos simples e rápidos, e, especialmente, do acesso efetivo das pequenas e médias empresas ao financiamento. A CTA manifestou a sua disponibilidade para colaborar na divulgação do mecanismo, na identificação de projetos elegíveis e na monitorização das principais dificuldades enfrentadas pelas empresas.
O encontro também abordou a questão cambial. Em resposta às preocupações do sector privado, o Banco de Moçambique anunciou que está a desenvolver uma plataforma de monitorização das operações cambiais realizadas pelos bancos comerciais. Esta plataforma deverá permitir acompanhar os fluxos de divisas, as necessidades dos importadores e as operações dos exportadores, com implementação prevista até ao final do ano.
Ao término da reunião, o Banco de Moçambique e a CTA concordaram em tornar permanente e mais operacional o diálogo entre as duas instituições, criando um espaço regular para que as preocupações do setor privado sejam integradas nas definições, regulamentações e implementações das medidas de política económica.
O governo de Moçambique defende um endurecimento das penas para os contrabandistas de castanha de caju, considerando que a actual abordagem, que classifica algumas infracções como meras questões administrativas, não é suficiente.
A declaração foi feita pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, durante a primeira sessão do Comité de Amêndoas, realizada na capital do país.
Nos últimos três anos, cerca de 35 mil toneladas de castanha de caju foram contrabandeadas, resultando num prejuízo directo ao Instituto de Amêndoas estimado em 457 milhões de meticais, equivalentes a aproximadamente 7,2 milhões de dólares. O ministro sublinhou a necessidade de tratar o contrabando como um crime, destacando que a penalização rigorosa é essencial para travar esta prática, que prejudica o país não só na perda de receitas, mas também impede que Moçambique beneficie das receitas cambiais geradas pela exportação do produto.
Roberto Albino citou empresas a exportar castanha para países como a Índia e o Vietname sem o devido registo e pagamento das taxas correspondentes. Para combater este fenómeno, propôs uma maior intervenção por parte das instituições de justiça e a revisão do tratamento a casos em que recursos públicos são desviados pelo contrabando.
O ministro apelou ainda aos assessores jurídicos para identificarem as situações que merecem enquadramento criminal, a par de sugerir a digitalização das operações de comercialização da castanha de caju. Esta medida tem por objectivo assegurar uma melhor rastreabilidade das transacções e minimizar as oportunidades para o contrabando.
Albino fez um alerta para o aumento da sobretaxa de exportação, que irá passar de 18% para 22%, o que poderá intensificar a pressão sobre o produto e promover a evasão fiscal. Para isso, defendeu a necessidade de um reforço na fiscalização e uma actuação coordenada entre as instituições responsáveis pela fiscalização, justiça e gestão do sector, tendo em vista a protecção da cadeia de valor da castanha de caju e a garantia de que os benefícios desta actividade permaneçam em Moçambique.
A Relação de Lisboa considerou que o suspeito do ataque com coquetel Molotov à Marcha da Vida, identificado como Nelson Vassalo, é fortemente indiciado por ter ateado o rastilho do engenho antes de o lançar na direção dos manifestantes.
Segundo o documento a que o Observador teve acesso, os desembargadores descrevem que o engenho foi lançado de forma semelhante a uma granada. Embora a chama tenha se apagado durante o voo, a gasolina atingiu várias pessoas, incluindo um bebê de apenas quatro meses.
Os julgadores ressaltam que o desfecho do ataque teve um papel considerável do acaso, afirmando que, caso a chama não se tivesse apagado, a situação poderia ter resultado em queimaduras graves ou até mortes entre os manifestantes.
A investigação do Ministério Público deverá ser concluída até 16 de outubro, data em que termina a prisão do responsável pelo ataque. A Relação decidiu manter a prisão preventiva de Vassalo e validou as suspeitas de terrorismo apresentadas pela acusação.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo decidiu afastar Mário Forquilha da liderança do Movimento PODEMOS, em virtude de uma sentença que considera a sua liderança ilegítima.
A decisão surge no âmbito de um processo judicial instaurado por membros da própria estrutura do partido, que contestavam a legalidade da sua eleição.
O juiz responsável pelo caso, na leitura do acórdão, sustentou que existem irregularidades processuais que invalidam a eleição de Forquilha, ocorrida em 2021. Durante o julgamento, foi invocada a falta de quórum nas assembleias que decidiram a sua candidatura, bem como a ausência de transparência nos processos internos do partido.
A resolução do tribunal gerou reacções diversas entre os militantes do PODEMOS, com alguns a celebrarem a decisão como um triunfo da democracia interna. Outros, no entanto, expressaram descontentamento, alegando que a divisão do partido poderá intensificar-se após este desfecho judicial.
Pelas redes sociais, Forquilha manifestou a sua incredulidade face à decisão, afirmando que tenciona recorrer da sentença a instâncias superiores. A falta de uma posição unificada entre os dirigentes do partido neste momento crítico levanta preocupações sobre o futuro do PODEMOS no cenário político moçambicano.
O partido, que emergiu como uma força relevante nas últimas eleições, encontra-se agora numa fase de incerteza, à medida que procura estabilizar a sua liderança e garantir a continuidade das suas actividades políticas. Os próximos dias serão cruciais para compreender as repercussões desta decisão e o impacto que terá na política nacional.
O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a sua esposa, Cilia Flores, estão a ser investigados por possíveis acusações de tortura contra cidadãos norte-americanos detidos sob a custódia do Governo de Caracas.
A informação foi divulgada por várias fontes conhecedoras do processo, incluindo uma confirmação por parte de um funcionário norte-americano.
Estas novas alegações relacionam-se com a detenção ilegal de mais de dez cidadãos dos Estados Unidos em prisões venezuelanas, sendo que a investigação pode envolver outros suspeitos. Barry Pollack, advogado de Maduro, esclareceu, em declarações à CBS News, que não recebeu qualquer notificação acerca destas acusações, que deverão ser oficialmente anunciadas na quinta-feira.
Nos últimos anos, diversos cidadãos norte-americanos relataram casos de tortura nas prisões da Venezuela. Matthew Heath e Osman Khan, que foram libertados em Outubro de 2022, processaram Maduro em 2025, alegando ter sido vítimas de eletrocussão, afogamento, ameaças de agressão sexual e isolamento em celas, com Heath tendo, inclusive, tentado o suicídio durante a detenção. Outros cidadãos, como os conhecidos CITGO 6, um conjunto de seis executivos de empresas petrolíferas norte-americanas detenidos em 2017, também apresentaram queixas similares.
Maduro e Flores foram capturados por forças norte-americanas na noite de 3 de Janeiro de 2026, pondo fim a 13 anos de um governo marcado por denúncias de violação dos direitos humanos e repressão da oposição.
A CESAL Moçambique pretende contratar um(a) Consultor(a) individual ou equipa consultora para realizar a Avaliação Externa Final do Projecto Makultura – “Cultura, Conhecimento E Novas Tecnologia Ao Serviço Da Justiça Global Em Maputo”. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar três (3) Psicólogos – Ancuabe/Macomia/Chiure. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Inclusão Social – Gênero e Inclusão da Deficiência (Chiure). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar três (3) Oficiais de Saúde e Nutrição (Ancuabe, Chiure e Macomia). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Saúde e Nutrição (Chiure). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Finanças (Pemba). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Senhas de Assistência em Dinheiro (CVA) – Pemba. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar quatro (4) Motoristas (Ancuabe, Chiure e Macomia). Saiba mais.
A Save the Children International (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com enfoque no bem-estar da criança, está a recrutar um(a) Gestor(a) de MEAL para Maputo. Saiba mais.
A PSI Moçambique, organização não-governamental internacional que implementa programas de saúde pública em parceria com o Governo de Moçambique e parceiros de desenvolvimento, pretende recrutar um(a): Representante Nacional. Saiba mais.
A JustaPaz – Centro de Transformação de Conflitos, Governação e Direitos Humanos está a contratar serviços de Consultoria para a Avaliação do Projecto. Saiba mais.
Um cidadão queniano residente na República Democrática do Congo (RDC) morreu de Ébola, num hospital em Nairóbi. Esta é a primeira morte registada por este vírus no Quénia.
Segundo revelou esta terça-feira o ministro da Saúde queniano, Aden Duale, o homem contraiu a infecção há cerca de um mês na RDC, tendo viajado de avião para Nairóbi no sábado, 3 de Outubro, onde acabou por falecer dois dias depois.
As autoridades de saúde já activaram os protocolos de emergência. Os familiares da vítima e todos os passageiros que partilharam o voo com o paciente serão colocados sob vigilância e observação médica.
“Quero tranquilizar a população e evitar que se instale o pânico, porque todos os dispositivos estão activos para limitar a propagação da doença”, declarou o ministro Aden Duale.
Estudantes e professores saíram massivamente às ruas em diversas cidades francesas intensificando a vaga de manifestações que se arrasta desde Setembro contra a precariedade no sistema educativo.
Os protestos foram marcados por confrontos com a polícia e pelo incêndio de barricadas em vários pontos do país.
Segundo os dados mais recentes do Ministério da Educação de França, as aulas foram suspensas em pelo menos 891 estabelecimentos de ensino, embora o Sindicato dos Estudantes do Ensino Médio afirme que o número de escolas encerradas atinge as 1.800.
O Ministério do Interior francês contabilizou mais de 86 mil participantes nos protestos durante o período da manhã, com milhares de pessoas a concentrarem-se também no centro de Paris durante a tarde, dirigindo críticas directas ao Presidente Emmanuel Macron.
Escalada de violência e vários feridos
O movimento de contestação, que iniciou em Setembro nos subúrbios de Paris, alastrou-se rapidamente a mais de 30 cidades francesas, incluindo grandes centros urbanos como Marselha, Nantes, Toulouse, Lyon e Rennes.
O que começou como uma vaga de manifestações pacíficas degenerou em episódios de vandalismo e violência policial. Segundo estimativas das autoridades governamentais, o saldo de feridos inclui:
215 estudantes;
85 professores e funcionários escolares;
715 agentes policiais.
Entre os casos mais graves registados, um jovem de 15 anos perdeu uma mão devido à explosão de uma granada durante os protestos na cidade de Lens, no norte do país.
Na sequência do II Conselho Coordenador do sector, realizado na cidade da Beira, a ministra das Finanças, Carla Louveira, anunciou que o Governo moçambicano iniciará o pagamento de mais de 80 mil milhões de meticais referentes a dívidas acumuladas junto dos fornecedores.
Durante a sua intervenção, a ministra destacou a urgência de passar das palavras à acção, sublinhando que um diagnóstico minucioso identificou uma dívida total de 81,3 mil milhões de meticais. Deste montante, aproximadamente 38,9 mil milhões correspondem a despesas já registadas e não pagas a fornecedores, acrescendo a um passivo potencial de 33,1 mil milhões de meticais.
Para recuperar a confiança entre o Estado e o sector empresarial, o plano delineado inclui a validação rigorosa de toda a dívida anterior em um prazo de 90 dias. O Executivo prevê um desembolso anual de 6 mil milhões de meticais, com prioridade para pequenos fornecedores e áreas fundamentais, como saúde, educação e defesa.
A ministra alertou que actualmente, cerca de 86% da receita mensal do país é absorvida por salários e dívidas, resultando em espaços limitados para novos investimentos. Desta forma, foi enfatizada a necessidade de disciplina na gestão das despesas de pessoal, incluindo o combate a salários fantasmas e a continuidade das auditorias à folha salarial por meio dos sistemas e-SNGRH e e-Folha.
No que respeita à digitalização, o Ministério das Finanças anunciou o fim dos concursos públicos em papel, estabelecendo que todas as aquisições do Estado deverão ser executadas de forma electrónica e centralizada. Para garantir esta transição, a Central de Aquisições do Estado (CAE) terá um prazo até Dezembro de 2026 para finalizar as condições físicas, institucionais e operacionais necessárias, para que as primeiras aquisições centralizadas possam ser realizadas no início de 2027.
O evento concluiu com um gesto solidário, onde funcionários do Ministério das Finanças conseguiram angariar 333.111 meticais, com o intuito de apoiar o Centro de Acolhimento de Velhice de Nyangau, localizado nas imediações da Beira.
Um empresário moçambicano foi condenado a mais de 11 anos de prisão federal no âmbito de uma investigação da Força-Tarefa de Segurança Interna dos Estados Unidos relacionada com uma conspiração de lavagem de dinheiro no Distrito Oriental do Texas, conforme anunciado pelo Procurador dos EUA, Jay R. Combs.
Norolamin Gulam, de 53 anos, nacional de Moçambique e residente em Portugal, reconheceu a sua culpabilidade na conspiração para cometer lavagem de dinheiro e, a 15 de Setembro de 2026, foi sentenciado a 135 meses de prisão federal pelo Juiz Federal Amos L. Mazzant. Gulam foi também obrigado a pagar uma multa de 7,5 milhões de dólares.
O empresário liderava o agora falido Grupo Maiaia, sediado na cidade portuária de Nacala, na província de Nampula. Segundo informações apresentadas em tribunal, desde 2021, Gulam foi identificado como o líder de uma organização transnacional de lavagem de dinheiro com ligações em várias regiões, incluindo Europa, África, Sudeste Asiático, Estados Unidos, e América Central e do Sul. Utilizando diversas empresas e empreendimentos imobiliários, Gulam lavou montantes que ascendem a milhões de dólares provenientes do tráfico de drogas. Estima-se que Gulam tenha sido responsável pela lavagem de, pelo menos, 500 milhões de dólares em moeda norte-americana.
Este caso faz parte da iniciativa da Força-Tarefa de Segurança Interna (HSTF), estabelecida pela Ordem Executiva 14159, voltada para a protecção dos cidadãos americanos contra a invasão. A HSTF constitui uma parceria governamental abrangente, dedicada à eliminação de cartéis criminosos, gangues estrangeiras, organizações criminosas transnacionais e redes de contrabando e tráfico humano que actuam nos Estados Unidos e fora destes.
A HSTF mobiliza a totalidade dos recursos das autoridades de aplicação da lei dos Estados Unidos para identificar, investigar e processar o leque completo de crimes cometidos por estas organizações, que historicamente têm alimentado a violência e a instabilidade. A Força-Tarefa coloca especial ênfase na investigação e efectuação de processos contra aqueles envolvidos no tráfico de crianças ou em outros crimes relacionados com menores.
Moçambique e Tanzânia intensificam a sua colaboração no sector da Defesa e Segurança, numa altura em que os desafios transfronteiriços exigem uma articulação mais estreita entre os dois países.
A revitalização da cooperação bilateral iniciou em Dar es Salaam, com a realização da Reunião de Peritos da VII Sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança (CCPDS).
Esta reunião, que antecede um encontro ministerial agendado para quarta-feira, serve para avaliar as decisões tomadas na última sessão da CCPDS, que ocorreu em Maputo em Julho de 2025, e para definir respostas conjuntas aos problemas que afligem tanto Moçambique como a Tanzânia, assim como a região em geral.
A sessão inaugural foi presidida pelo Secretário Permanente do Ministério da Defesa e Serviço Cívico da República Unida da Tanzânia, Faraj Kasidi Mnyéep, e co-presidida pelo seu homólogo moçambicano, Casimiro Augusto Mueio. Ambos os países estão empenhados em transformar a CCPDS num instrumento eficaz de coordenação face a desafios de segurança que ultrapassam as suas fronteiras.
Na abertura dos trabalhos, Mueio defendeu uma abordagem que privilegie discussões francas e abertas, sublinhando a importância de maximizar as capacidades e experiências dos participantes para encontrar soluções comuns na defesa dos interesses de ambas as nações. O dirigente moçambicano enfatizou que os resultados desta reunião devem servir para aprofundar os laços de amizade e cooperação entre Maputo e Dodoma, assim como para reforçar a coordenação bilateral em resposta aos desafios de segurança que afectam os dois países e o espaço regional.
A realização do encontro em Dar es Salaam é particularmente relevante, pois está inserida numa estratégia de consolidação de mecanismos de resposta conjunta e de troca de experiências entre as estruturas de Defesa e Segurança de Moçambique e Tanzânia. Os trabalhos dos peritos visam preparar o terreno para a Reunião Ministerial da VII Sessão da CCPDS, agendada para o dia 7 de Outubro, sob a direcção dos Ministros da Defesa de ambos os países.
A expectativa recai sobre a avaliação dos progressos alcançados e a atribuição de um novo impulso à cooperação bilateral em matéria de Defesa e Segurança, num cenário regional que requer respostas coordenadas e uma maior articulação entre os países vizinhos.
Spain's Carlos Alcaraz hits a return against Czech Republic's Jiri Lehecka in the men's singles final during the Japan Open tennis tournament at the Ariake Tennis Forest Park in Tokyo on October 6, 2026. (Photo by Rie KIKUCHI / AFP)
O tenista espanhol Carlos Alcaraz fez o seu regresso ao circuito ATP após uma ausência de quase oito meses, ao conquistar o torneio de Tóquio.
Na final, Alcaraz impôs-se ao checo Jiri Lehecka, 19.º classificado do ranking, com um resultado de 7-6 (7-4) e 6-4, numa partida que durou uma hora e 37 minutos. Este triunfo marca o segundo ano consecutivo em que o espanhol se coroa campeão no torneio japonês.
A temporada de Alcaraz foi marcada por uma lesão no pulso, que o afastou das competições de Roland Garros e Wimbledon. O atleta, que ocupa actualmente a terceira posição no ranking mundial, disputou a sua primeira final desde o Masters 1.000 de Monte Carlo, realizado em Abril. Em declarações após a vitória, Alcaraz expressou a sua satisfação, afirmando: “É muito especial vencer um título novamente. Já tinha passado algum tempo. Vencer um troféu no meu segundo torneio desde o regresso é fantástico.”
Carlos Alcaraz, que conquistou o seu 27.º título da carreira, tinha começado a temporada de forma promissora, tendo triunfado no Open da Austrália, o primeiro Grand Slam do ano, e no torneio de Doha, onde ergueu pela última vez um troféu em Fevereiro.
Por outro lado, Jiri Lehecka viu-se a perder pela sexta vez em finais, sendo esta a sua segunda derrota em 2026, após a derrota no Masters 1.000 de Miami. O tenista checo mantém um palmarés de dois títulos, ambos obtidos na Austrália, em Adelaide (2024) e Brisbane (2025).
Moçambique e Qatar estabeleceram um novo acordo que visa criar um quadro legal para o recrutamento e emprego de trabalhadores moçambicanos no Qatar, promovendo vias seguras, regulares e ordenadas.
Este entendimento foi assinado pela Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, durante o Diálogo de Doha sobre Migração Laboral, que decorre em Dar-es-Salaam, na Tanzânia.
Nesta ocasião, a ministra Ivete Alane destacou que o processo de formalização deste acordo representa uma importante iniciativa do Governo para aumentar as oportunidades de emprego para os moçambicanos fora do país. O acordo tem como prioridade a salvaguarda dos direitos dos trabalhadores, garantindo-lhes maior protecção no contexto laboral.
Ivete Alane também abordou os desafios e as potenciais oportunidades que a contratação de mão-de-obra moçambicana nos países do Médio Oriente pode trazer para o desenvolvimento do país. Com a assinatura deste acordo, Moçambique reforça o seu compromisso em promover a migração laboral segura e digna para os seus cidadãos.
A Polícia Sul-Africana anunciou o desmantelamento de um laboratório de droga localizado na província do Noroeste, próximo de Hartbeespoort. Esta acção resulta de uma investigação que visou o combate a actividades ilícitas relacionadas com o tráfico de substâncias controladas.
Segundo o comunicado oficial da polícia, os agentes conseguiram identificar uma instalação dedicada à produção ilegal de Mandrax, uma droga com graves riscos à saúde pública. Neste momento, ainda decorrem apurações sobre a quantidade de substância apreendida e o respectivo valor de mercado.
A operação foi desencadeada após os agentes da Polícia de Prevenção do Crime de Hartbeespoort terem recebido informações relevantes sobre suspeitas de actividades criminosas numa propriedade da área. Os dados foram posteriormente partilhados com os Serviços de Informação Criminal de Brits e com a Unidade Canina de Hartbeespoort, que colaboraram na verificação das informações antes de proceder à ação policial.
Durante a operação, quatro suspeitos foram detidos. Entre eles, um cidadão zimbabueano de 39 anos e três mulheres com idades compreendidas entre os 23 e os 29 anos. Todos os detidos enfrentam acusações de posse ilegal de armas de fogo e munições, assim como de tráfico e produção de droga. Os suspeitos deverão ser presentes em tribunal em breve, no Tribunal Judicial de Brits.
Este desmantelamento ocorre num contexto em que a polícia sul-africana tem intensificado os seus esforços no combate ao tráfico de drogas. No mês passado, também foi descoberto um laboratório de Mandrax em Erasmia, na vizinhança de Pretória, onde foram encontrados equipamentos avaliados em mais de 100 milhões de rands, cerca de 400 milhões de meticais. As autoridades estão a aprofundar as investigações sobre o tráfico de drogas relacionadas com rotas internacionais.
O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) recebeu um workshop dedicado às tecnologias de satélite, com a participação de especialistas e representantes de diversas instituições do sector das comunicações.
O evento visou promover a troca de conhecimentos e fortalecer as capacidades locais no domínio das comunicações via satélite.
Durante o workshop, foram discutidos temas como a evolução das tecnologias de satélite, a sua aplicação nas comunicações e no desenvolvimento socioeconómico e os desafios enfrentados pelo sector em Moçambique. Os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos sobre as inovações tecnológicas que estão a revolucionar as comunicações, enfatizando a importância da integração das tecnologias de satélite nas infraestruturas de comunicação do país.
O director do INCM, na sua intervenção, destacou a relevância do evento para a capacitação dos técnicos e a necessidade de adaptação às novas tecnologias, de forma a garantir um serviço de qualidade e acessível a toda a população. O workshop contou ainda com demonstrações práticas de equipamentos e discussões sobre as melhores práticas na implementação de soluções de comunicação via satélite.
O evento foi considerado um passo importante na promoção da literacia digital e na criação de oportunidades para o desenvolvimento de parcerias estratégicas entre instituições públicas e privadas, fundamentais para o avanço das tecnologias de comunicação em Moçambique.
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