Durante o mês de Maio, um total de 5.302 cidadãos moçambicanos foram deportados dos países vizinhos por permanência e entrada ilegais.
Estes indivíduos encontravam-se a trabalhar em condições clandestinas, o que resultou numa cifra alarmante que marca um aumento de aproximadamente 38% em comparação ao mesmo período de 2022, quando foram registadas 3.841 deportações.
A informação foi divulgada pelo porta-voz do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), Juca Bata, que destacou que entre os deportados, cerca de 800 indivíduos foram vítimas de xenofobia. Os restantes foram expulsos em razão de terem violado as normas de entrada, permanência ou exercício de actividades laborais exigidas pelas autoridades dos países anfitriões.
Esta situação revela a crescente vulnerabilidade dos trabalhadores moçambicanos que buscam melhores oportunidades além-fronteiras, reflectindo não apenas a complexidade da migração na região, mas também os desafios enfrentados por aqueles que tentam sobreviver em mercados de trabalho hostis.














