O Secretário de Estado para os Transportes, Chinguane Mabote, apelou à paciência durante o processo de reestruturação da companhia aérea pública, Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).
Esta iniciativa insere-se na estratégia do governo para construir uma rede de transportes moderna que impulsione o desenvolvimento socioeconómico do país.
Como parte do plano de reestruturação, a LAM está agora sob a gestão de três empresas públicas: a Companhia dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), a seguradora EMOSE, cada uma detendo 15,4% das acções da LAM, e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), empresa responsável pela operação da barragem de Cahora Bassa no rio Zambeze, na província central de Tete, que possui 25,2% das acções.
Esta medida surge num momento crítico, em que a LAM tenta recuperar-se de uma situação de falência, devido a dívidas superiores a 230 milhões de dólares com fornecedores, resultado de casos de desvio de fundos.
Em 2024, a companhia estava sob a gestão da empresa sul-africana Fly Modern Ark (FMA), contratada pelo governo na tentativa de reverter a situação financeira da companhia. No entanto, os esforços não foram suficientes para sanar os problemas enfrentados.
Durante uma visita de trabalho às instalações da LAM, o Secretário de Estado sublinhou que a transportadora nacional é um activo estratégico para a integração territorial, desenvolvimento do turismo, expansão do comércio e deslocação de pessoas entre as províncias do país e a região.
“Manifestamos confiança no processo de modernização da companhia aérea e exortamos as equipas técnicas e de gestão a manterem-se focadas na segurança, pontualidade e eficiência operacional”, afirmou Mabote.
O secretário também reuniu-se com a cadeia de logística e serviços de transporte aéreo em Moçambique, que inclui os Serviços de Manuseamento de Aeroportos de Moçambique (MAHS), a Mozambique Express (MEX) e a SMS Catering.
Conforme o Plano Director de Aviação Civil (PDAC 2026-2045), o governo planeia investir mais de 710 milhões de dólares em aviação civil até 2045, abrangendo a modernização de aeroportos, sistemas de navegação aérea e segurança, prevendo que Maputo receba cerca de 2,8 milhões de passageiros por ano.
Do investimento total previsto, 440 milhões de dólares serão direcionados para a modernização da infraestrutura aeroportuária, representando quase dois terços do montante total.














