Sociedade PR Chapo convoca academia a enfrentar ameaças à segurança nacional em Moçambique

PR Chapo convoca academia a enfrentar ameaças à segurança nacional em Moçambique


O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, instou a Academia de Estudos Estratégicos Avançados (AAEE) a desempenhar um papel central na geração de conhecimento para enfrentar o terrorismo, o crime organizado e outras ameaças emergentes à segurança nacional.

A declaração foi feita em Maputo, durante a cerimónia de posse de António Supeia como chanceler da AAEE e Nelson Rego como vice-chanceler da mesma instituição.

Chapo referiu que o país está a ser confrontado com ameaças cada vez mais complexas que exigem inteligência, investigação científica e pensamento estratégico, superando as respostas militares tradicionais. “O terrorismo na província do Cabo Delgado, os sequestros, o tráfico de drogas, o cibercrime, a exploração ilegal de recursos naturais e a desinformação constituem desafios reais que requerem pessoal altamente qualificado e respostas integradas do Estado”, afirmou.

O Presidente enfatizou que a AAEE deve ultrapassar a visão de uma mera instituição educativa, devendo tornar-se um verdadeiro centro nacional de pensamento estratégico ao serviço do Estado moçambicano. Ele ressaltou a importância de contar com especialistas capazes de realizar análises aprofundadas e encontrar soluções concretas para os principais desafios de segurança e desenvolvimento.

Entre as prioridades destacadas, Chapo salientou a necessidade de um estudo aprofundado sobre o terrorismo em Cabo Delgado, que inclua a identificação das suas origens, redes de financiamento e métodos de recrutamento, bem como estratégias para fortalecer a resiliência das comunidades afectadas.

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O Presidente também solicitou uma investigação mais aprofundada sobre sequestros, crime organizado transnacional, tráfico de drogas, cibercrime e a disseminação de notícias falsas nas redes sociais.

“Precisamos de um pensamento estratégico produzido em Moçambique, para Moçambique. Desejamos soluções adaptadas à nossa realidade. A segurança nacional deixou de ser apenas uma questão militar; tornou-se multidimensional e depende cada vez mais da qualidade do pessoal encarregado da sua gestão”, declarou.

Chapo acrescentou que a Academia é uma instituição vital para defender a soberania do Estado, a integridade territorial e os interesses estratégicos. “O nosso dever é proteger os avanços conseguidos através dos sacrifícios de gerações de moçambicanos e preparar o país para os desafios futuros”, sublinhou.

Segundo o Presidente, a conquista da independência económica é a missão primária da atual geração, afirmando que “este objetivo requer o fortalecimento da agricultura, da indústria, da educação, da saúde e da infraestrutura, assim como o combate à corrupção”.

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