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Terça-feira, Novembro 3, 2026
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Expansão dos autocarros eléctricos no transporte público até 2025

Até ao final do próximo ano, o país receberá 300 autocarros de transporte público movidos a electricidade. O memorando de entendimento que viabiliza este projecto foi assinado ontem entre a METROBUS e a Corporação Financeira Internacional.

Esta nova frota, que deverá estar completa até ao final de 2025, será gerida pela empresa privada de transportes rodoviários e ferroviários, METROBUS, com financiamento assegurado pela Corporação Financeira Internacional, uma entidade ligada ao Banco Mundial.

Embora a quantia do investimento não tenha sido divulgada, o governo compromete-se a garantir a concretização dos projectos, que poderão ser replicados nos próximos anos em outras regiões do país, além da Cidade e Província de Maputo.

“O financiamento e as garantias necessárias para que este projecto se realize estão integrados no nosso plano de mobilidade para a área metropolitana do Grande Maputo. Este plano inclui concessões de longo prazo, cujo modelo está em estudo e desenvolvimento para aplicação em Maputo e em outras partes do país,” explicou Amilton Alissone, vice-ministro dos Transportes e Comunicações.

Amad Camal, CEO da Sir Motor, empresa proprietária da METROBUS, afirmou que o projecto já está em andamento e o financiamento obtido permitirá aumentar a frota. “Em Outubro, irão chegar 10 autocarros de 18 metros, pagos pela METROBUS, e a mesma operação será repetida em Fevereiro. Estes primeiros veículos são apenas o início, pois o contrato programa prevê a chegada de 300 autocarros,” garantiu Camal.

Com esta iniciativa, o país passa a integrar a lista de utilizadores de energias limpas no transporte público. Os centros de carregamento dos autocarros começarão a ser instalados a partir de Julho do próximo ano.

Com a entrada em operação destes novos veículos, a METROBUS planeia lançar novas rotas para melhorar o transporte no norte de Maputo, aumentando a capacidade de transporte, que actualmente é de 12 mil passageiros por dia.

Hamas denuncia detenção de presidente do parlamento palestiniano e apela à ação internacional

O Hamas apelou a todas as organizações de defesa dos direitos humanos para condenarem a detenção de Aziz Dweik e tomem medidas urgentes para pressionar Israel a libertá-lo.

O exército israelita deteve na quinta-feira Aziz Dweik, presidente do parlamento palestiniano, durante uma operação na cidade de Hebron, na Cisjordânia, anunciou o grupo islamita Hamas, ao qual Dweik pertence.

Fontes de segurança citadas pela agência noticiosa palestiniana WAFA informaram que a operação resultou na detenção de três pessoas, incluindo Dweik, que havia sido libertado há poucos dias pelas autoridades israelitas.

Até ao momento, o Governo de Israel não comentou esta nova rusga na Cisjordânia, segundo a agência espanhola Europa Press.

O Hamas condenou a detenção de Dweik como “brutal e vingativa, apenas alguns dias após a sua libertação”. O grupo afirmou num comunicado divulgado pelo diário palestiniano Filastin, ligado ao Hamas, que “a ocupação [Israel] está a tentar quebrar a determinação de Dweik”.

Além disso, o exército israelita também ainda não se pronunciou sobre a operação na Cisjordânia, mas anunciou na quinta-feira ter matado um comandante e atirador da força de elite Nukhba do Hamas num ataque aéreo em Beit Hanoun, no norte de Gaza.

Num vídeo divulgado pelo exército, é possível ver um homem a caminhar num telhado durante cerca de seis segundos, quando um obus atinge o local e tudo se desfaz em fumo, segundo a agência espanhola EFE. O exército israelita identificou o homem como Ahmed Hassan Salame Alsauarka e afirmou que “ele levou a cabo ataques contra comunidades israelitas no sul de Israel durante o massacre de 07 de Outubro”.

Os ataques de Outubro de 2023 desencadearam a guerra em curso entre Israel e o Hamas, resultando em dezenas de milhares de mortos.

Quatro detidos na Beira por falsificação de documentos e tráfico de droga

Quatro indivíduos foram detidos pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) na cidade da Beira, acusados de falsificação de documentos e tráfico de droga.

Os detidos são Júlia M. e J. Luís, indiciados pela falsificação de recibos de pagamento de propinas a um instituto de formação, e T. Joaquim e J. António, suspeitos de venda de droga.

Segundo o porta-voz do SERNIC, Alfeu Sitoe, Júlia M., estudante do curso de Técnico de Medicina Geral no Instituto Galeno, tentou pagar dois meses de propinas atrasadas com um recibo falsificado. A tentativa foi descoberta graças à atenção do responsável do Instituto, que notificou as autoridades.

“Graças à vigilância do responsável do Instituto, que ao perceber a fraude alertou a polícia, conseguimos deter a aluna e J. Luís, responsável pela falsificação dos talões de propinas. Durante as diligências, foram apreendidos dois laptops, cinco impressoras, uma máquina de encadernação e duas colunas de som”, relatou Sitoe.

Na mesma operação, foram encontrados diversos documentos falsificados, incluindo certificados de habilitações literárias de várias instituições de ensino públicas e privadas, cartas de condução, livretes, e credenciais de estágio.

Júlia M., estudante há dois anos, confessou ter pago 450 meticais por um recibo falsificado e expressou arrependimento pela tentativa de enganar a instituição onde estuda.

Em relação ao tráfico de droga, Alfeu Sitoe informou que T. Joaquim foi detido na sua residência, no 9º Bairro Munhava-Central, identificado como um ponto de venda de cannabis sativa. J. António foi detido na sua casa, onde foram encontrados cigarros de soruma prontos para venda, três caixas de papel para preparar droga, e plásticos utilizados para o seu processamento e venda a granel.

Ambos os acusados de tráfico de droga afirmaram ser apenas consumidores de cannabis.

Grupos armados na Venezuela recrutam crianças em situação de vulnerabilidade

A organização não governamental Observatório Venezuelano da Violência (OVV) alertou para o recrutamento de crianças e adolescentes em situação vulnerável por grupos armados na Venezuela.

“Temos documentado este fenómeno desde 2017. Há crianças apanhadas por grupos armados basicamente por causa da fome. Eles seduzem-nas oferecendo pães, bananas e os bens mais básicos que as suas famílias não podem garantir”, explicou Glória Perdomo, coordenadora do OVV, em entrevista à rádio católica Fé e Alegria Notícias.

A investigadora e activista dos direitos humanos das crianças e prevenção da violência do OVV destacou que esta situação ocorre “com crianças afectadas pela separação da família, crises escolares, exclusão ou abusos, e que vivem em situação de pobreza extrema, especialmente desde 2016 e 2017”.

“As necessidades das crianças são compreendidas e exploradas pelos grupos armados. Eles percebem a sua vulnerabilidade e a possibilidade de aliciá-las. Oferecem bens, dinheiro, e fazem-nas sentir importantes, dando-lhes apoio e reconhecimento”, explicou.

Glória Perdomo acrescentou que os grupos armados também utilizam “adolescentes para recrutar outras raparigas, com o intuito de exploração sexual, sob a falsa promessa de que se tornarão modelos ou conseguirão bons empregos para ajudar as suas famílias”.

Há ainda relatos de que grupos armados usam crianças como mensageiros ou vigilantes, para confrontar outros grupos ou cometer crimes mais graves, sob o pretexto de que, sendo menores de idade, não serão detidas ou enfrentarão a justiça.

“Estão a enganá-las, porque há responsabilidade penal, se houver um julgamento, mas o adolescente deixa-se seduzir por estes grupos”, frisou.

A OVV não divulgou o número de casos documentados, nem de crianças recrutadas pelos grupos armados no país.

Em Abril de 2022, uma investigação da ONG Rede de Centros Comunitários de Aprendizagem (Cecodap), criada pelo lusodescendente Fernando Pereira, divulgou um relatório que aponta a falta de alimentos, a violência doméstica e o abandono escolar como factores determinantes para que as crianças venezuelanas sejam aliciadas por organizações criminosas.

O relatório denuncia que grupos criminosos se aproveitam das necessidades das famílias nas favelas, afirmando que a sedução de crianças “é uma forma de escravidão moderna” muito comum nos bairros Cota 905, La Vega e El Cementerio, em Caracas.

Na maioria dos casos, as crianças e adolescentes são recrutados de maneira forçada e começam por aprender “cânones de comportamento” que permitem detectar potenciais membros, além de serem utilizados como ‘gariteros’ (vigilantes) em zonas empobrecidas da capital venezuelana.

A investigação da Cecodap identificou quatro níveis nas estruturas criminosas: mensageiro, ‘garitero’, traficante e malandro.

O mensageiro ou moço de recados é responsável pela compra de bens para os chefes da organização criminosa. O ‘garitero’ vigia uma área específica e comunica qualquer anomalia às chefias. O traficante é encarregado da distribuição, venda e cobrança de subornos, enquanto os malandros controlam áreas segundo as regras do grupo e executam actividades criminosas, entre outras funções.

Governo de Moçambique prorroga concessão de gasoduto da MGC por 15 anos

O governo moçambicano decidiu prolongar a concessão do gasoduto detido pela empresa Matola Gás Company (MGC) por um período adicional de 15 anos, garantindo assim o transporte de gás natural desde o posto administrativo de Ressano Garcia, no distrito de Moamba, até à cidade da Matola, na província meridional de Maputo.

Esta decisão foi tomada durante a 19ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada em Maputo.

Segundo um comunicado enviado hoje à Agência de Informação de Moçambique (AIM), a prorrogação da concessão permitirá novos investimentos estimados em 300 milhões de dólares, cujas obras deverão começar ainda este ano.

O investimento tem como objetivo a implantação de novas infraestruturas e a conexão das instalações existentes da MGC, permitindo a recepção de volumes de Gás Natural Liquefeito (GNL) regaseificado pela Beluluane Gás Company (BGC).

A Matola Gás Company, fundada em 2004, dedica-se ao transporte, distribuição e comercialização de gás natural produzido em Moçambique, utilizado como fonte de energia para várias unidades industriais na província de Maputo. A empresa é maioritariamente detida pelo governo moçambicano, através da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), e pela empresa sul-africana de energia, Gigajoule International.

O gasoduto operado pela MGC possui uma extensão de cerca de 100 quilómetros, estabelecido através de um acordo de concessão com o governo para distribuição na província de Maputo. O gasoduto inicia em Ressano Garcia, onde se conecta ao gasoduto principal proveniente dos campos de exploração de Pande e Temane, na província de Inhambane, com destino à África do Sul.

Actualmente, o gás natural fornecido pelo gasoduto da MGC é utilizado por várias indústrias, incluindo a fábrica de alumínios Mozal, a fábrica de cimento da Cimentos de Moçambique e outras 18 empresas localizadas na província de Maputo.

Na mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou o regulamento da Lei do Audiovisual e do Cinema, que estabelece os mecanismos de aplicação desta lei, melhorando o funcionamento e articulação dos intervenientes da cadeia de valor da indústria audiovisual e cinematográfica.

Adicionalmente, o governo aprovou o regulamento antidoping no desporto, um instrumento que define as normas de controlo do doping para todas as actividades desportivas realizadas em território nacional, abrangendo atletas, técnicos, dirigentes desportivos e todas as entidades envolvidas em actividades desportivas no país.

Por fim, foi também aprovado o regulamento de Segurança Social Obrigatória, cuja alteração visa adequar as normas à Lei do Trabalho, garantindo a concessão e pagamento dos subsídios por maternidade e paternidade.

Alfredo Magumisse critica a liderança de Ossufo Momade na Renamo

O deputado da Assembleia da República e membro destacado do partido Renamo, Alfredo Magumisse, expressou fortes críticas à liderança de Ossufo Momade, destacando o seu silêncio e a falta de acções concretas em preparação para as próximas eleições gerais.

Segundo Magumisse, o espírito de vingança que permeia o partido pode prejudicar o desempenho da Renamo nas eleições.

Alfredo Magumisse, que serve no seu segundo mandato como deputado da Assembleia da República e foi candidato derrotado nas recentes eleições internas para a presidência da Renamo, manifestou a sua frustração com a inactividade de Ossufo Momade na promoção do partido em direcção às eleições de Outubro.

Magumisse convocou a imprensa esta quarta-feira para alertar sobre a falta de ação de Momade, 33 dias após a sua reeleição para a liderança do partido. “Este país não está sendo governado e todos sabem disso. A Renamo é a alternativa. O presidente Ossufo tem que mostrar que ele é a alternativa para o poder. Ele tem que fazer a pré-campanha”, afirmou Magumisse.

Para Magumisse, Ossufo Momade deveria aproveitar a divulgação das decisões do congresso e a apresentação dos órgãos essenciais do partido como uma oportunidade para iniciar a pré-campanha eleitoral.

A insatisfação de Magumisse, deputado pelo círculo eleitoral de Manica, também se deve a um suposto ambiente de desigualdade dentro do partido, caracterizado por nepotismo, vingança e perseguição. Ele sublinha que os possíveis conflitos internos não devem comprometer o desempenho da Renamo nas eleições, razão pela qual faz este apelo à liderança.

Ex-Presidente da Zâmbia envolvido em escândalos de corrupção no E-swatini

O antigo presidente da Zâmbia, Edgar Lungu, está alegadamente envolvido em escândalos de corrupção no E-swatini, segundo a investigação “Swazi Secrets” do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), sediado em Washington.

A investigação “Swazi Secrets” aborda fluxos de dinheiro suspeitos no E-swatini, analisando 890.000 registos internos da Unidade de Informação Financeira do E-swatini (EFIU), com a participação de 38 jornalistas de 11 países.

Segundo informações do ICIJ divulgadas recentemente, investigadores zambianos redigiram um pedido de cooperação aos seus homólogos do E-swatini em 2019 para investigar Lungu. No entanto, só em 6 de Dezembro de 2021 é que os investigadores de crimes financeiros da Zâmbia enviaram um memorando confidencial ao E-swatini, país anteriormente conhecido como Suazilândia.

Neste memorando, o Centro de Informações Financeiras da Zâmbia (ZFIC) apresentava alegações sérias de que Edgar Lungu acumulou riqueza através de actividades corruptas. O documento também mencionava Michelo Shakantu, um magnata da construção zambiano-suazi, casado com Pholile Dlamini-Shakantu, ministra dos Negócios Estrangeiros e antiga ministra da Justiça do E-swatini.

Uma das principais alegações indicava que a empresa de Shakantu, Inyatsi Road Construction, obteve vários contractos de construção de estradas, oferecendo subornos em forma de terrenos e presentes monetários a indivíduos de alto nível. Lungu teria sido um dos beneficiários desses presentes, com Shakantu comprando um terreno para ele em 2018 numa luxuosa propriedade de golfe no E-swatini.

A propriedade em questão é o Nkonyeni Residential Golf Estate, localizado no coração rural do E-swatini. Em 2018, a imprensa local noticiou que Lungu planeava construir uma mansão de dois andares no valor de 4 milhões de dólares nesse terreno, levantando questões sobre o financiamento da construção.

Na época, Dora Siliya, então ministra da informação da Zâmbia, afirmou que o terreno foi um presente do rei do E-swatini, Mswati III, a Lungu, considerando a oferta normal. No entanto, meios de comunicação do E-swatini informaram que a propriedade não pertencia a Lungu, mas sim a uma empresa de Shakantu, que também teria acções na empresa de telecomunicações Swazi Mobile em nome de Lungu.

O memorando confidencial do ZFIC, datado de Agosto de 2019, ligava a propriedade de Nkonyeni a alegados subornos relacionados com contractos de construção na Zâmbia. O documento citava relatos da imprensa de que o terreno presenteado fazia parte dos 90 lotes pertencentes à Inyatsi Properties Ltd, outra empresa de Shakantu.

A investigação não avançou até Dezembro de 2021, quando Lungu perdeu as eleições presidenciais para Hakainde Hichilema. Quando Hichilema assumiu a presidência, a Zâmbia era considerada a nação mais endividada de África, segundo o ICIJ.

Maurice Nyambe, diretor-executivo da Transparência Internacional da Zâmbia, suspeita que o atraso na investigação foi devido à interferência política, dado que a direcção do ZFIC é nomeada pelo presidente, aumentando o potencial de influência presidencial sobre a direcção.

Após a publicação de “Swazi Secrets” em 15 de Abril, um ministro zambiano desafiou Lungu a explicar o financiamento de quaisquer investimentos no E-swatini, incluindo a propriedade de Nkonyeni. Em resposta, Lungu negou no Facebook possuir propriedades no E-swatini.

Documentos divulgados no início de 2022 indicam que a EFIU não conseguiu associar directamente qualquer propriedade ou conta no E-swatini a Lungu. A propriedade de Nkonyeni estava registada em nome do Link Trust, representado por Michelo Shakantu, ligando Lungu a Shakantu, apesar da propriedade ainda não estar desenvolvida.

Duas mulheres julgadas por espalhar boatos sobre primeira-dama de França

Duas mulheres começaram a ser julgadas no Tribunal Penal de Paris por disseminarem na internet o boato de que a esposa do presidente francês, Emmanuel Macron, mudou de sexo, um rumor que rapidamente se tornou viral.

Desde a eleição de Emmanuel Macron em 2017, uma teoria conspiratória tem circulado regularmente nas redes sociais. Esta teoria afirma que Brigitte Macron, nascida Trogneux, nunca existiu, sendo, na verdade o seu irmão, Jean-Michel, que assumiu essa identidade após uma suposta mudança de sexo, conforme reportado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

As duas rés, Amandine Roy, uma médium, e Natacha Rey, que se autodenomina “jornalista autodidata independente”, estão a ser julgadas por divulgarem uma entrevista de quatro horas no YouTube, em 2021, onde alegavam um “engano, fraude e mentira de Estado”.

Natacha Rey não compareceu à audiência devido à doença, enquanto Brigitte Macron está a ser representada pelo seu advogado.

No seu canal “Mediumnisation”, um “meio de comunicação alternativo” agora encerrado, Amandine Roy, de 49 anos, descreveu a sua actividade no tribunal: “Utilizo as minhas capacidades (como médium) para fazer uma leitura mais pessoal da actualidade”.

Relativamente ao resto, Roy minimizou o caso, afirmando que Natacha Rey estava “desesperada por expor o seu trabalho, eu só acedi ao seu pedido”.

Quando questionada sobre a credibilidade da tese apresentada por Natacha Rey, Amandine Roy respondeu, segundo a AFP: “Ela andava a pesquisar este assunto há três anos, não é como se o tivesse tirado da cartola”.

Num vídeo exibido durante a sessão de hoje no tribunal, Natacha Rey declarou que “ninguém pode provar o contrário” e apresentou uma tese surpreendente baseada na falsificação de registos civis ou de certidões de casamento, na largura da pélvis de Brigitte Macron ou na profundidade dos seus olhos, afirmando que “as mulheres têm olhos muito mais suaves”.

O rumor de uma vasta conspiração, seguido de acusações mais graves de pedofilia contra a primeira-dama, chegou aos Estados Unidos, onde se tornou viral entre alguns movimentos de extrema-direita, especialmente no contexto da campanha presidencial, reporta a AFP.

Putin presenteia Kim Jong-un com luxuosa limusine em visita à Coreia do Norte

Durante uma visita oficial à Coreia do Norte, o presidente russo Vladimir Putin presenteou o líder norte-coreano Kim Jong-un com uma limusine de luxo, avaliada em R$ 1,5 milhão.

O veículo, um Aurus Senat, foi utilizado pelos dois líderes para um passeio pelas ruas de Pyongyang, com Putin ao volante e Kim no lugar do copiloto.

A entrega do presente e o passeio ocorreram após a assinatura de um acordo de parceria estratégica entre os dois países na quarta-feira, 19 de Junho. Embora o conteúdo exacto do documento não tenha sido divulgado, sabe-se que o acordo prevê assistência mútua em caso de agressão, reflectindo as profundas mudanças na situação geopolítica global, conforme declarado pelo Kremlin.

Kim Jong-un ficou impressionado com o Aurus Senat, que combina elementos de design dos sedãs soviéticos ZIL e do clássico britânico Rolls-Royce Phantom. Esta admiração foi manifestada durante uma visita anterior a Putin no extremo oriente da Rússia, no ano passado.

As negociações entre Putin e Kim duraram cerca de duas horas e foram precedidas por amplas discussões. Durante o encontro, Kim Jong-un expressou seu “total apoio e solidariedade” ao governo, exército e povo russo na condução da operação militar na Ucrânia, destacando o compromisso da Coreia do Norte com a protecção da soberania, dos interesses de segurança e da integridade territorial da Rússia.

Este presente de luxo e a assinatura do acordo estratégico marcam um fortalecimento das relações entre a Rússia e a Coreia do Norte, num momento em que ambos os países enfrentam tensões crescentes com os Estados Unidos, considerados por eles como um inimigo comum.

Governo moçambicano elimina taxas para produção de videoclipes

Produzir videoclipes e realizar pesquisas em Moçambique já não implica o pagamento de taxas. Esta decisão foi anunciada pelo governo na terça-feira, juntamente com a redução dos custos para diversas actividades de produção audiovisual e cinematográfica.

Para incentivar, promover e proteger o desenvolvimento das actividades audiovisuais e cinematográficas no país, o Conselho de Ministros, reunido na sua 19ª sessão ordinária, aprovou a revisão do Decreto n.º 41/2017, de 04 de Agosto, sobre o Regulamento da Lei do Audiovisual e do Cinema.

Este decreto revisto cria, essencialmente, condições para simplificar os procedimentos relacionados com o licenciamento, alinhando-se com a directiva de desburocratização em curso na Administração Pública do país.

As medidas incluem a aceleração do licenciamento electrónico, tornando-o mais acessível ao cidadão, a isenção de taxas de autorização para filmagem de videoclipes, a redução das taxas de cedência de excertos de imagens do arquivo nacional de filmes para produtoras nacionais e estrangeiras, a isenção das taxas de pesquisa ou pré-produção de filmagens nacionais e a eliminação da taxa de visionamento para salas de cinema.

Segundo o Ministério da Cultura e Turismo, o decreto revisto representa um aumento no investimento público destinado à promoção da produção audiovisual e cinematográfica nacional, além de encorajar o desenvolvimento da indústria musical.

Este decreto foi resultado de um extenso processo de consulta com os principais intervenientes da cadeia de valor do audiovisual e cinema em todo o território nacional, bem como de consultas a especialistas internacionais na matéria.

Roubo de Cabos Eléctricos: Pai e Filho detidos em Massinga

Na província de Inhambane, os residentes de Minga, Morrumbene e da cidade de Massinga foram afectados por incursões criminosas que resultaram na vandalização de postes de transformação de energia eléctrica. As autoridades locais detiveram um pai, de 38 anos, e seu filho, de 17, ambos naturais do distrito de Morrumbene, acusados de formar uma quadrilha para roubar cabos de cobre desses postes.

Os suspeitos, actualmente detidos no distrito de Minga, admitiram ter cometido os actos criminosos como meio de subsistência. Em entrevista à Polícia da República de Moçambique (PRM), eles revelaram que vendiam o cobre roubado por 250 meticais o quilo, sendo Ernesto, o pai, identificado como comprador frequente do material.

“Fui convidado pelo meu pai para trabalhar nesse ramo. Já fizemos isso várias vezes”, disse o filho, que também afirmou não estar matriculado numa instituição educativa. Além da prisão da dupla, a PRM também deteve um homem de 50 anos, apontado como comprador dos cabos de cobre subtraídos.

Os agentes da PRM conseguiram esclarecer nove casos de vandalismo de postes de energia, anteriormente atribuídos a desconhecidos, após a captura dos envolvidos. Moradores locais testemunharam frequentes interrupções no fornecimento eléctrico devido aos actos criminosos perpetrados pela quadrilha.

É importante mencionar que os detidos não são naturais do distrito de Minga, mas deslocaram-se de Morrumbene com o intuito de cometer tais crimes. A polícia conseguiu recuperar uma quantidade significativa de material eléctrico, incluindo cabos de cobre, que supostamente foram roubados dos postes de transformação na região.

O pai e o filho foram capturados durante uma operação nocturna no último Domingo, numa ação que visava pôr fim às actividades criminosas que afectavam gravemente a comunidade local. A PRM continua a investigar o caso para garantir a segurança e a integridade dos serviços eléctricos na província.

Presidente da Guiné-Bissau Honrado com a Chave da Cidade de Maputo

Hoje, a cidade de Maputo prestou uma homenagem especial ao Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, no âmbito da sua visita oficial a Moçambique. O evento foi marcado pela entrega da Chave da Cidade de Maputo, simbolizando a amizade e cooperação entre os dois países.

Segundo uma nota divulgada pelo Município de Maputo, a cerimónia foi presidida por Rasaque Manhique, Presidente do Conselho Municipal. Esta distinção representa um gesto de boas-vindas e reconhecimento ao líder guineense, reforçando os laços históricos e diplomáticos que unem Moçambique e a Guiné-Bissau.

A entrega da chave, um ato simbólico e cerimonial, é uma tradição que demonstra respeito e acolhimento ao homenageado, permitindo-lhe, simbolicamente, acesso a todos os recantos da cidade. Este gesto enfatiza o compromisso de Maputo em fortalecer a cooperação bilateral e a solidariedade entre as nações lusófonas.

O Presidente Umaro Sissoco Embaló, que se encontra em visita oficial a Moçambique, expressou a sua gratidão pela calorosa receção e pela honra concedida, reafirmando o desejo de aprofundar a colaboração em diversas áreas de interesse mútuo, como a economia, a cultura e a educação.

Esta homenagem ocorre num contexto de crescente intercâmbio e colaboração entre os países de língua portuguesa, sublinhando a importância das relações diplomáticas e do diálogo contínuo para o desenvolvimento e prosperidade comuns.

A cerimónia de entrega da Chave da Cidade de Maputo a Umaro Sissoco Embaló é, assim, um marco significativo nas relações entre Moçambique e a Guiné-Bissau, reforçando os laços de amizade e cooperação que têm sido cultivados ao longo dos anos.

Desmaios colectivos levam a encerramento da Escola Secundária de Messica

A Escola Secundária de Messica em Manica, enfrenta um encerramento prolongado devido a “manifestações espirituais” e casos recorrentes de desmaios colectivos entre os alunos. A situação levou à interrupção das actividades lectivas há cerca de duas semanas.

Segundo testemunhos de estudantes como Jaime Augusto, residente, a escola tem sido palco de episódios frequentes de desmaios, inicialmente isolados e agora em números alarmantes. “No início eram apenas alguns desmaios, mas agora acontece com muitos alunos diariamente”, relatou Abel.

Durante as manifestações espirituais, que também acontecem frequentemente, tem havido episódios de violência que marcas visíveis no recinto escolar. A administração da escola decidiu suspender as aulas temporariamente.

Para os alunos afectados, como os entrevistados pela equipa de reportagem, a continuidade do processo educativo tem sido comprometida, pois não há aulas presenciais nem alternativas online disponíveis. O encerramento das actividades educativas levanta preocupações sobre o impacto académico e o futuro dos estudantes, como destacou Abel, que está no 12.º ano.

Espera-se que a situação seja normalizada em breve, aguardando-se uma intervenção decisiva por parte das autoridades educativas para restaurar a ordem e permitir o regresso seguro dos alunos às aulas.

Guarda morto por cão raivoso na Matola

Um homem foi brutalmente atacado e morto por um cão raivoso no município de Matola, gerando um clamor por medidas de segurança na comunidade. O incidente ocorreu na manhã desta segunda-feira (17), no quarteirão A2 de Matola Rio, e deixou os residentes em choque.

Detalhes do IncidenteO ataque fatal aconteceu quando um cão, pertencente a uma residência local, atacou um segurança da mesma casa. O homem foi mordido repetidamente até sucumbir aos ferimentos. O ataque ocorreu durante o período matinal e deixou a comunidade em estado de alerta.

Segundo testemunhas, o ataque foi tão violento que os gritos de socorro da vítima acordaram os vizinhos. Jacinta Pereira da Costa, uma moradora da área, contou que inicialmente pensou tratar-se de um assalto. “Às 6 da manhã, ouvi gritos de socorro. Pensei que fosse um roubo, mas quando saí, vi que o socorro era pedido na casa ao lado”, relatou.

A polícia foi accionada e teve de escalar o muro da residência para verificar a situação. “Os cães da casa agrediam o guarda e acabaram por matá-lo. A polícia subiu pelo muro e encontrou o corpo já sem vida”, descreveu Jacinta.

O corpo do segurança foi removido do local pela polícia e transportado numa carrinha de rodas para o posto policial, um procedimento que expôs a gravidade da situação e a falta de recursos adequados. “Foi muito triste, nem carro havia para tirar o corpo, tivemos de cobri-lo com uma capulana para evitar que as crianças vissem”, lamentou a moradora.

Este não é um caso isolado. Moradores expressaram suas preocupações sobre a frequência dos ataques de cães na área. “Eu já passei por uma situação semelhante com os cães da vizinhança. Os donos não controlam os animais, e isso causa medo entre os residentes”, explicou outra vizinha.

A comunidade está agora a exigir acções concretas das autoridades. Muitos pedem que os cães sejam removidos ou abatidos para garantir a segurança dos moradores. “O cão deve proteger a casa contra ladrões, não atacar o guarda”, protestou Jacinta, ecoando o sentimento de muitos na área.

O incidente provocou uma onda de indignação e tristeza. A comunidade organiza-se para pressionar as autoridades locais a tomarem medidas urgentes para evitar futuros ataques. Uma reunião com representantes da polícia e da administração municipal está prevista para os próximos dias, onde se espera discutir soluções para este problema crescente.

As autoridades ainda não emitiram uma declaração oficial sobre o incidente, mas a comunidade de Matola Rio pede justiça e segurança, esperando que este trágico acontecimento leve a mudanças significativas na gestão de animais perigosos na área.

Novo viaduto promete melhorar escoamento das águas pluviais em Nkobe

O escoamento da água da chuva deverá melhorar significativamente na próxima época chuvosa e ciclónica, com a construção de um viaduto na estrada Machava Km 15-Nkobe, no município da Matola. As obras, iniciadas recentemente, visam evitar a concentração de águas pluviais tanto nas residências quanto na via pública, que frequentemente fica interditada devido às inundações urbanas.

Os residentes da Machava Km 15 consideram esta iniciativa positiva, mas permanecem céticos quanto à sua eficácia total no combate às inundações na região. “Há quase um mês que acompanhamos as obras. No entanto, a construção da ponte e a colocação das condutas não serão suficientes para resolver o problema das inundações no bairro. A construção do viaduto não está a ser acompanhada pela abertura de valas de drenagem e não sabemos por onde as águas serão escoadas”, afirmou Márcia Maravilhoso, residente no quarteirão 12.

João Mutisse, outro residente, referiu que as obras têm criado constrangimentos aos utentes da via, especialmente nas horas de maior movimento. “O trânsito fica condicionado, funcionando apenas uma faixa para os dois sentidos, o que causa grandes atrasos”, comentou.

A melhoria do escoamento das águas pluviais é uma medida essencial para mitigar os impactos das inundações que afetam a Machava Km 15. No entanto, para que esta intervenção seja realmente eficaz, os moradores insistem na necessidade de um planeamento mais abrangente que inclua a abertura de valas de drenagem adequadas. A gestão eficaz das águas pluviais é crucial para a prevenção de futuras inundações e para garantir a segurança e a qualidade de vida dos habitantes da região.

FMI aprova desembolso de 55,9 milhões de euros para Moçambique

O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai liberar, nos próximos dias, mais de 55,9 milhões de euros para Moçambique, no âmbito do Programa de Facilidade de Crédito Alargado.

Recentemente, o Governo e o FMI assinaram um acordo técnico sobre políticas económicas para concluir a quarta avaliação do Programa de Assistência a Moçambique. Este acordo visa melhorar a governação, aumentar a transparência na gestão das contas públicas, promover o investimento privado, apoiar a produção interna e fortalecer a posição externa do país.

O FMI destaca, em comunicado, que as perspectivas a médio prazo para o sector extractivo são promissoras, com a expectativa de que os grandes projectos de gás natural liquefeito retomem as suas atividades em breve.

Moçambique comprometeu-se a implementar medidas de reforma em várias áreas, visando reforçar o cumprimento das obrigações fiscais, melhorar a prestação de serviços públicos, aumentar a transparência nas compras públicas, proteger os gastos destinados aos mais vulneráveis e aprimorar a gestão e supervisão das empresas estatais.

Uma equipa do FMI, liderada por Pablo Lopez Murphy, manteve discussões presenciais com o Governo moçambicano, em Maputo, de 2 a 15 de Maio deste ano. Segundo Murphy, “as autoridades moçambicanas e a equipa do FMI chegaram a um acordo técnico sobre políticas económicas para concluir a quarta avaliação do acordo de Facilidade de Crédito Alargado. Uma vez aprovado pela administração do FMI e concluído pelo conselho executivo, Moçambique terá acesso imediato a 55,9 milhões de euros.”

A equipa do FMI projeta um crescimento económico de 4,3% para Moçambique em 2024. Espera-se que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) fora do sector mineiro acelere de 2,2% em 2023 para 3,5% em 2024, apesar das condições financeiras restritivas que continuam a impactar a atividade económica.

Candidatos a governadores de província já são conhecidos

Os três principais partidos políticos com assento no parlamento de Moçambique já anunciaram os seus candidatos a governadores de província para as próximas eleições. Entre as províncias de destaque, Maputo promete ser um dos principais palcos de disputa.

Na província de Maputo, Manuel Tule, actual governador e candidato pela Frelimo, enfrentará António Muchanga da Renamo e Fátima Mimbire do MDM. Tule, de 53 anos, é docente e antigo membro da Assembleia Provincial. Ele assumiu o cargo de governador após substituir Júlio Parruque, agora edil da Matola. Muchanga, político da Renamo, já disputou e perdeu a província em 2019 e sofreu derrotas contestadas nas eleições autárquicas de 2018 e 2023. Já Fátima Mimbire, uma activista social estreante na política, representa o MDM, apesar de não ser membro do partido.

A província da Zambézia também promete uma disputa acirrada. Manuel de Araújo, actual edil de Quelimane e candidato da Renamo, enfrentará Pio Matos, o governador actual da província. Araújo tenta recuperar de sua derrota nas eleições de 2019. O MDM aposta em Bruno Dramusse, cabeça de lista nas autárquicas de 2019, embora enfrente uma dura concorrência.

Em Sofala, outra província de grande interesse, Lourenço Bulha, o actual governador da Frelimo, tentará manter o seu posto contra André Magibire da Renamo, antigo Secretário-Geral do partido, e José Domingos, também ex-Secretário-Geral do MDM.

A província de Manica verá Francisca Tomás, actual governadora pela Frelimo, enfrentar Saimone Macuiane da Renamo, numa tentativa de recuperar o domínio perdido há 10 anos. O MDM aposta em Elisa Sabão para esta região.

Na província de Nampula, a corrida parece menos emotiva, com três estreantes: Eduardo Abdula pela Frelimo, padre Fernão Magalhães pelo MDM e Abiba Lia pela Renamo. A Frelimo decidiu não renovar com o actual governador, Manuel Rodrigues, propondo Abdula como seu substituto.

Estas eleições prometem ser intensas, com candidatos de destaque e uma forte bagagem política, especialmente nas províncias de Maputo, Zambézia, Nampula, Sofala e Manica.

Novas notas do metical geram conflitos entre transportadores e passageiros

Alguns transportadores semi-colectivos de passageiros e vendedores informais têm recusado aceitar moedas e notas da nova série do metical, em vigor desde Domingo, 16 de Junho, alegando serem falsas. Esta situação deve-se, na maioria, à falta de informação entre os operadores sobre a entrada em circulação da nova série da moeda nacional, originando acalorados debates com os passageiros no momento de pagamento.

Sandra Xavier relatou à nossa reportagem um incidente ocorrido na Segunda-feira. Como habitualmente, apanhou um “chapa” para o seu local de trabalho. Ao chegar ao destino, tentou pagar a tarifa com uma nota de cem meticais da nova série, mas o cobrador, apoiado pelo condutor, recusou-se a aceitá-la, alegando desconhecimento da mesma. A situação embaraçou os passageiros, até que um deles se ofereceu para pagar a tarifa com uma moeda de dez meticais da série antiga. “Foi uma situação muito constrangedora. Senti-me como se tivesse feito algo ilícito”, afirmou Sandra Xavier.

José Nunes partilhou uma experiência semelhante no mercado Waresta, onde quase foi agredido por um vendedor de ovos. Ao tentar pagar com uma nota de quinhentos meticais da nova série, o vendedor recusou-se a aceitá-la, acusando-o de tentar enganá-lo com uma nota falsa. “Chamou os seus colegas para me agredirem, mas o pior não aconteceu graças a um senhor que lhes informou que se tratava de uma nova nota em circulação”, explicou José Nunes.

Os entrevistados apelaram ao Banco de Moçambique e às autoridades para intensificarem a divulgação de informação sobre a nova série do metical, de modo a evitar que pessoas mal-intencionadas se aproveitem do desconhecimento geral para introduzir notas falsas no mercado, prejudicando assim a economia do país.

Incêndio em Nhamatanda provoca morte de dois adolescentes

Dois adolescentes perderam a vida na madrugada desta quarta-feira no distrito de Nhamatanda, província de Sofala, devido a um incêndio que consumiu uma residência de construção precária.

O Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) foi acionado para combater as chamas, mas, ao chegar ao local, o fogo já havia destruído a habitação, não sendo possível resgatar os jovens a tempo.

Fernando Faria, porta-voz do Comando Provincial do SENSAP em Sofala, indicou que a causa provável do incêndio poderá ter sido uma vela acesa ou uma lareira, elementos comuns em residências desta natureza e que frequentemente resultam em tragédias similares.

Futuro de Chiquinho Conde na seleção nacional continua incerto

A continuidade de Chiquinho Conde como treinador da seleção nacional de futebol, os Mambas, mantém-se envolta em incertezas. Ontem, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat, confirmou que o contrato de Conde, que termina no próximo mês, ainda está em vigor. No entanto, Sidat expressou descontentamento com a conduta do técnico, sugerindo uma deterioração nas relações entre ambos.

“Não posso confirmar se renovaremos ou não. Temos ouvido rumores de que ele pode assinar com outro clube. Ainda temos 40 dias de negociação. Ele foi valorizado na seleção e talvez consiga um novo contrato. Sabemos que tem propostas mais vantajosas, superiores a 120 salários mínimos. Assim como ele está a considerar outras ofertas, também estamos a preparar os nossos planos A, B ou C. Mas é essencial haver respeito e gratidão para com a entidade patronal”, afirmou Sidat.

O presidente da FMF garantiu que, em breve, a federação se pronunciará sobre a situação contratual de Chiquinho Conde. “Posso confirmar que Chiquinho ainda é nosso funcionário e, a seu tempo, faremos um comunicado oficial. Ele está atualmente em Portugal, mas esperamos sentar-nos e discutir o futuro do futebol nacional”, disse Sidat.

Sidat também refutou as alegações de sabotagem ao trabalho do selecionador. “Os nossos objetivos eram claros: trazer vitórias. Recebemos várias propostas e contactámos treinadores como Augusto Inácio e Carlos Queiroz. Quando soubemos do interesse de Chiquinho Conde, reunimo-nos com o vice-presidente da FMF para as seleções nacionais, Martinho ‘Paito’ Mucuane, que hoje tem uma má relação com o treinador e está proibido de entrar no autocarro da seleção. Investimos significativamente para trazer Chiquinho e pagamos-lhe o equivalente a 120 salários mínimos para vencer. A ideia de que estamos a sabotar o seu trabalho não faz sentido”, sublinhou Sidat.

O presidente da FMF também abordou o processo de naturalização de jogadores para os Mambas. “A naturalização tem sido uma mais-valia para a seleção. Bruno Wilson, Kadre, Ejaita, Stephen e Hammed já são moçambicanos. Diogo Calila, do Santa Clara, está a caminho, e identificámos outros quatro filhos de moçambicanos que jogam na Alemanha e que também serão naturalizados”, revelou.

Feizal Sidat agradeceu ainda ao público pelo apoio contínuo. “Quero enaltecer todos os moçambicanos que têm acompanhado o desenvolvimento da seleção e da FMF, incluindo os militares que garantem a nossa segurança em Cabo Delgado. Agradeço também aos 40 mil adeptos que estiveram no ENZ e aos 30 milhões de moçambicanos que apoiaram os Mambas. Todos nós fazemos parte desta vitória, inclusive os jornalistas que acompanham o desempenho da seleção”, concluiu.

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