O Hamas apelou a todas as organizações de defesa dos direitos humanos para condenarem a detenção de Aziz Dweik e tomem medidas urgentes para pressionar Israel a libertá-lo.
O exército israelita deteve na quinta-feira Aziz Dweik, presidente do parlamento palestiniano, durante uma operação na cidade de Hebron, na Cisjordânia, anunciou o grupo islamita Hamas, ao qual Dweik pertence.
Fontes de segurança citadas pela agência noticiosa palestiniana WAFA informaram que a operação resultou na detenção de três pessoas, incluindo Dweik, que havia sido libertado há poucos dias pelas autoridades israelitas.
Até ao momento, o Governo de Israel não comentou esta nova rusga na Cisjordânia, segundo a agência espanhola Europa Press.
O Hamas condenou a detenção de Dweik como “brutal e vingativa, apenas alguns dias após a sua libertação”. O grupo afirmou num comunicado divulgado pelo diário palestiniano Filastin, ligado ao Hamas, que “a ocupação [Israel] está a tentar quebrar a determinação de Dweik”.
Além disso, o exército israelita também ainda não se pronunciou sobre a operação na Cisjordânia, mas anunciou na quinta-feira ter matado um comandante e atirador da força de elite Nukhba do Hamas num ataque aéreo em Beit Hanoun, no norte de Gaza.
Num vídeo divulgado pelo exército, é possível ver um homem a caminhar num telhado durante cerca de seis segundos, quando um obus atinge o local e tudo se desfaz em fumo, segundo a agência espanhola EFE. O exército israelita identificou o homem como Ahmed Hassan Salame Alsauarka e afirmou que “ele levou a cabo ataques contra comunidades israelitas no sul de Israel durante o massacre de 07 de Outubro”.
Os ataques de Outubro de 2023 desencadearam a guerra em curso entre Israel e o Hamas, resultando em dezenas de milhares de mortos.

















