O candidato presidencial apoiado pelo partido PODEMOS, Venâncio Mondlane, declarou que a quarta e última fase de contestação, por si convocada, será revelada na próxima segunda-feira, 11 de Novembro.
A decisão surge num contexto de agitação política e social em Moçambique, onde Mondlane destacou a necessidade de uma pausa nas manifestações de rua, sublinhando que “temos pessoas que precisam de tratamento médico, temos pessoas que têm de ser enterradas, pessoas que têm de voltar ao trabalho”.
Embora as grandes manifestações estejam suspensas durante o fim-de-semana, o candidato assegurou que as manifestações simbólicas, através da tradição das panelas, continuarão a ser realizadas à hora habitual. “Sexta, sábado e domingo, a única coisa que vamos fazer é continuar com a manifestação das panelas”, afirmou Mondlane.
O candidato prometeu que na segunda-feira irá divulgar tanto as medidas que serão implementadas como a data de início da quarta fase das manifestações, que visam a “salvação e libertação do país”. Mondlane alertou que esta nova etapa será “extremamente dolorosa”, uma vez que o regime em vigor parece estar a optar por um caminho de confronto com a população. “O regime quer usar apenas a força das armas contra o povo, quer continuar a assassinar o povo”, enfatizou.
Além disso, Mondlane expressou preocupações sobre o impacto económico que as acções do governo poderão ter. “A economia de Moçambique vai ser afectada de uma forma severa”, disse, ressaltando que “as medidas vão ser demasiado pesadas e duras”, uma vez que, segundo ele, o regime não respeita os interesses da população, mas apenas os seus próprios lucros.
Na conferência de imprensa realizada na tarde de hoje, o presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, reiterou a continuidade das manifestações até que se restabeleça a “verdade eleitoral”. As declarações de Mondlane e Forquilha refletem um clima de crescente tensão política no país, onde as expectativas em relação ao futuro permanecem incertas.
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A Amnistia Internacional emitiu um apelo ao Governo moçambicano na quinta-feira, exigindo o término da violenta repressão pós-eleitoral que tem marcado o país, à medida que se aproxima uma marcha convocada pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane.
A organização defende que é fundamental respeitar o direito à liberdade de expressão de todos os cidadãos.
Em comunicado divulgado hoje, a Amnistia Internacional classifica a actual crise em Moçambique como “a pior repressão dos últimos anos contra os protestos” e recorda que, até ao momento, a polícia já causou a morte de mais de 20 pessoas, além de ferir e prender centenas de outros indivíduos.
“As últimas duas semanas em Moçambique foram marcadas por um derramamento de sangue completamente desnecessário, uma vez que as autoridades tentaram parar um movimento de protesto pacífico com força letal”, pode ler-se na nota.
As manifestações foram desencadeadas pelo anúncio da Comissão Nacional de Eleições (CNE), que no passado dia 24 de Outubro declarou Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), vencedor da eleição presidencial com 70,67% dos votos. Venâncio Mondlane, que se posicionou em segundo lugar com 20,32%, não reconhece os resultados, os quais ainda carecem de validação pelo Conselho Constitucional.
Após uma série de protestos que paralisaram o país, Mondlane convocou uma paralisação geral de sete dias a partir de 31 de Outubro, culminando na manifestação de hoje em Maputo.
A Amnistia Internacional sublinha ainda que, além da repressão violenta, o Governo moçambicano tem restringido o acesso à Internet em todo o país e bloqueado as redes sociais durante quase uma semana. A organização também denuncia o assassinato de duas figuras da oposição, Elvino Dias e Paulo Guambe, e afirma que o líder da oposição, Venâncio Mondlane, se encontra escondido por temer pela sua segurança.
Citado na nota, o director regional adjunto da Amnistia Internacional para a África Oriental e Austral, Khanyo Farise, enfatiza: “As pessoas nem sequer podem protestar nas suas próprias casas sem correrem o risco de serem atingidas por gás lacrimogéneo pela polícia”.
O porta-voz do Governo, Filimão Suaze, revelou, a descoberta de uma nova reserva de gás natural na Área PT5-C, localizada na província de Inhambane, na região sul da baía de Moçambique.
A descoberta, designada como Baubap 1, ocorreu durante as operações de perfuração destinadas à pesquisa e exploração de hidrocarbonetos, onde se verificou a presença de gás natural abaixo do horizonte G8.
“Análises subsequentes confirmaram que se trata de uma nova descoberta”, afirmou o porta-voz do executivo, sublinhando a importância deste achado para o sector energético do país.
Embora as quantidades exactas de gás descoberto ainda não tenham sido determinadas, Filimão Suaze indicou que os trabalhos de aferição estão em curso. Esta fase será crucial para avaliar a qualidade comercial da reserva, o que influenciará as futuras estratégias de monitorização e exploração.
O bloco PT5-C é operado em parceria entre a Sasol Mozambique, que detém 70% do interesse participativo, e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 30%. Esta colaboração entre o sector privado e o governo é vista como uma oportunidade promissora para o desenvolvimento económico da região e do país.
A descoberta de Baubap 1 representa um passo significativo para Moçambique na sua busca por recursos energéticos, podendo fortalecer a posição do país no mercado de hidrocarbonetos e a contribuir para o seu crescimento sustentável nos próximos anos. A comunidade e os investidores aguardam com expectativa os resultados dos próximos estudos que poderão revelar o potencial desta nova reserva.
A Autoridade Sul-Africana de Gestão de Fronteiras anunciou que a reabertura da fronteira de Lebombo, que liga a África do Sul a Moçambique, só ocorrerá após a obtenção de garantias de passagem segura para pessoas e bens.
A decisão surge em resposta a uma onda de protestos que têm afectado o posto de Ressano Garcia, do lado moçambicano.
Mike Masiapato, director da referida autoridade, afirmou que o encerramento temporário da fronteira pretende proteger as infraestruturas sul-africanas, numa altura em que a instabilidade na região levanta preocupações sobre a segurança nas operações de fronteira.
Os protestos em Moçambique têm gerado um clima de incerteza e, para mitigar os impactos económicos, as autoridades sul-africanas sugerem que os transportadores de minérios que costumam utilizar o Porto de Maputo recorram, por enquanto, aos portos de Durban e Richards Bay, na África do Sul. Esta medida visa garantir a continuidade das operações comerciais enquanto as questões de segurança não forem devidamente resolvidas.
A situação na fronteira de Lebombo continuará a ser monitorizada, com a expectativa de que a normalização aconteça assim que as condições de segurança forem asseguradas.
Um grupo de manifestantes protagonizou uma tumultuosa acção, derrubando o portão de acesso ao centro comercial Shoprite, localizado na zona de Malhangalene, junto à Praça da Paz e à Avenida Acordos de Lusaka.
O incidente ocorreu nas primeiras horas do início das manifestações, que têm agitado a capital moçambicana.
De acordo com informações recolhidas no local, os manifestantes conseguiram arrombar a loja OK Mobiliários, onde procederam ao saque de diversos electrodomésticos. A situação gerou grande alvoroço na área, com a polícia a tentar controlar os ânimos e restaurar a ordem.
As razões por detrás das manifestações ainda não foram confirmadas, mas fontes locais mencionam descontentamento generalizado em relação a questões económicas e sociais na região. Até ao momento, não há registo de feridos, mas a tensão permanece elevada.
Na sequência da sua derrota nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, Kamala Harris, candidata democrata, dirigiu-se ao público na quarta-feira, expressando a sua gratidão pelo apoio recebido durante a campanha, apesar do resultado não ter sido o esperado.
Em declarações emocionadas, Harris afirmou que continua com o “coração cheio” e que acredita na resiliência do povo americano.
A ex-candidata sublinhou a importância da esperança, afirmando que a luz da América permanecerá sempre a brilhar, contanto que os cidadãos mantenham a fé e a determinação na luta pelos seus ideais. Harris agradeceu ainda à sua família e ao presidente Joe Biden pelo apoio constante durante a sua jornada política.
Demonstrando desportivismo, Kamala Harris revelou que contactou Donald Trump para o felicitar pela vitória e pela sua nova eleição à presidência. Apesar de aceitar o resultado, a democrata afirmou que nunca desistirá do sonho de uma América onde todos possam ter aspirações e onde as mulheres possam decidir sobre os seus próprios corpos. “A luta pela igualdade não tem cor nem origem”, afirmou.
A ex-vice-presidente fez um apelo à juventude, reconhecendo que é normal sentirem-se frustrados com a situação actual, mas incentivando-os a não desistirem de transformar o mundo num lugar melhor. “Vocês têm o poder e nunca ouçam quando alguém vos diz que algo é impossível porque nunca foi feito antes”, enfatizou.
Kamala Harris recordou ainda que a lealdade do povo deve ser para com a Constituição e não para com um presidente ou um partido político. “Lutar pelo nosso País vale sempre a pena”, concluiu, deixando uma mensagem de esperança e determinação.
O Conselho Constitucional (CC) de Moçambique anunciou que irá analisar os recursos apresentados pelos partidos Podemos e Renamo, que pedem a recontagem geral de votos nas recentes eleições, conforme anunciado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) a 24 de Outubro.
Os dois partidos, em recursos separados, alegam a ocorrência de múltiplas irregularidades eleitorais que, segundo afirmam, poderão ter culminado em fraudes. O CC sublinha que ambos os partidos apresentaram provas substanciais, incluindo actas, editais, vídeos e gravações de áudio, contestando a Deliberação nº 105/CNE/2024.
O Podemos, em seu pedido, solicita ao CC que ordene à CNE a repetição do apuramento geral, utilizando os cadernos de registo de cada mesa de voto e as cópias distribuídas aos partidos concorrentes. Além disso, o partido pede que seja apurado o número real de votantes da diáspora, a anulação das eleições em distritos onde foram impedidos de fiscalizar e uma verificação dos números de votantes nas diversas eleições.
Por sua vez, a Renamo requereu ao CC a recontagem dos votos, a requalificação de votos nulos e brancos, bem como a verificação dos mandatos atribuídos na Assembleia da República e nas Assembleias Provinciais.
Ainda no mesmo contexto, o partido PAHUMO também se dirigiu ao CC, contestando a percentagem de votos obtida nas eleições para a Assembleia Provincial, que não corresponde ao número de assentos que lhes foi atribuído. O PAHUMO solicitou a verificação da distribuição de mandatos realizada pela CNE.
O Conselho Constitucional agora remeteu os recursos dos três partidos para o processo de validação das eleições, segundo os respectivos enquadramentos legais, aguardando assim os pronunciamentos pertinentes por parte do CC.
A análise destes recursos é um importante passo para a transparência e a credibilidade do processo eleitoral em Moçambique, num momento em que a confiança nas instituições democráticas é crucial.
O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, fez um apelo à responsabilidade das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, instando-os a manter a ordem e a tranquilidade pública, ao mesmo tempo que respeitam os direitos dos cidadãos.
Este apelo surge num contexto de crescente tensão social, onde as manifestações têm sido uma ferramenta de expressão popular.
Chissano sublinhou a importância de que todos os segmentos da sociedade civil se unam esforços para promover a contenção e o diálogo, evitando assim a escalada de conflitos que possam resultar em actos de vandalismo. “É fundamental que a sociedade se mobilize para garantir que a voz do povo seja ouvida, mas sem comprometer a paz e a segurança que todos merecemos”, afirmou.
O ex-líder também fez questão de frisar que as manifestações, embora legítimas, não devem ultrapassar os limites do respeito pela ordem pública. “As manifestações são um direito consagrado, mas devem ser exercidas para não perturbar a harmonia social”, reforçou Chissano, apelando à consciência cívica de todos os cidadãos.
Este alerta de Joaquim Chissano surge num momento em que o país enfrenta desafios sociais e políticos, e sublinha a necessidade de um compromisso colectivo para a preservação da paz e da estabilidade em Moçambique.
A Guardia Civil deteve pelo menos três indivíduos nos últimos dias em resposta aos protestos ocorridos em Paiporta durante a visita da família real e do presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez.
Entre os detidos, destaca-se um homem de 41 anos, natural da localidade, que foi acusado de ter agredido a viatura do presidente com um pau, provocando a quebra do vidro traseiro do automóvel. Este indivíduo não possui antecedentes criminais.
A situação em Paiporta surge num contexto de grande tensão, numa altura em que a região ainda se recupera dos danos provocados pela tempestade DANA, que deixou um rasto de destruição e inundações. Infelizmente, a tragédia também tem sido aproveitada por criminosos, resultando em uma onda de pilhagens e furtos em várias localidades.
Desde o início das inundações, a polícia já deteve mais de 190 pessoas, a maioria delas por furtos de peças de automóveis.
As equipas de resgate continuam os trabalhos de busca por desaparecidos, num cenário alarmante onde já foram contabilizados 217 mortos e 89 pessoas ainda estão desaparecidas. Existe a possibilidade de que algumas destas vítimas estejam entre os 62 corpos resgatados, cuja identificação ainda não foi possível. As autoridades temem que alguns corpos tenham sido arrastados para o mar pelas fortes correntes. Até ao momento, pelo menos três corpos foram localizados em diferentes praias, incluindo Pinedo, Saler e Mareny Blau.
Em resposta à catástrofe, as ajudas anunciadas na passada terça-feira resultaram em mais de 4500 pedidos de apoio em apenas 24 horas, provenientes de pessoas que perderam bens ou que tiveram as suas residências gravemente afectadas.
O Banco Europeu de Investimento, por sua vez, anunciou, na quarta-feira, a mobilização de 900 mil milhões de euros destinados à reconstrução das infraestruturas afetadas pelas cheias, oferecendo assim um alívio e esperança às comunidades devastadas.
A cidade e a província de Maputo estão a enfrentar restrições de água desde a madrugada de quarta-feira, resultantes de oscilações na corrente eléctrica que afectam a Estação de Tratamento de Água de Umbeluzi.
A informação foi avançada pela empresa Águas da Região Metropolitana de Maputo (AdRMM).
De acordo com um comunicado emitido pela AdRMM, estas oscilações provocaram uma diminuição na capacidade de distribuição, resultando em bolsas de falta de água e baixa pressão em vários pontos da rede de abastecimento. A empresa apela à compreensão da população, enquanto se esforça para mitigar os efeitos desta situação.
A AdRMM assegura que equipas técnicas estão a trabalhar arduamente para a normalização rápida do serviço, com o objectivo de restabelecer o fornecimento de água a todos os munícipes o mais brevemente possível.
A empresa recomenda aos consumidores que utilizem a água de forma consciente e evitem desperdícios, enquanto a situação se mantém sob controlo.
Uma vigília pacífica organizada por estudantes junto ao Ministério da Educação, Ensino Superior e Investigação Científica foi reprimida pela polícia na quarta-feira.
Os jovens manifestaram a sua oposição ao recente aumento das mensalidades nas escolas superiores do Estado, uma decisão que gerou descontentamento generalizado entre a comunidade académica.
Os estudantes empunhavam cartazes com mensagens como “Não acabem com a educação”, “Queremos ir à escola” e “Deem-nos nossos direitos, publiquem os nossos resultados”. A manifestação, que tinha como objectivo chamar a atenção para o impacto do aumento das propinas, foi abruptamente dispersada pelas autoridades, resultando em confrontos.
Januário Pedro Meb, porta-voz dos estudantes, reportou ter sido espancado durante a intervenção policial. Com um dos olhos inflamado devido às agressões, Meb qualificou a ação da polícia como uma violação dos direitos dos estudantes, frisando que a vigília era uma manifestação pacífica.
A Rádio Capital FM noticiou que cerca de dez estudantes foram detidos e que os agentes de segurança confiscaram os telemóveis de alguns manifestantes, sob a alegação de que gravavam a ação policial.
A controvérsia surge na sequência de um despacho do Ministério da Educação, que determinou o pagamento de propinas mensais de 10 mil CFA (aproximadamente 16 dólares) para estudantes de licenciatura e 7.500 CFA (12 dólares) para os de bacharelato nas sete unidades do ensino superior estatais. Anteriormente, os estudantes de licenciatura pagavam uma média anual de 53 mil CFA (86 dólares) e os de bacharelato 43 mil CFA (70 dólares).
Até ao momento, o Ministério da Educação não se pronunciou sobre os acontecimentos ou sobre as preocupações levantadas pelos estudantes. A situação continua a gerar um clima de tensão entre a comunidade académica e as autoridades, enquanto os estudantes exigem uma revisão da nova política de propinas.
Yaqub Sibindy, Presidente do Partido Independente de Moçambique (PIMO), fez um apelo ao candidato presidencial Venâncio Mondlane para suspender as manifestações que têm ocorrido no país, argumentando que estas têm gerado consideráveis prejuízos sociais.
Durante uma conferência de imprensa realizada esta quarta-feira, na capital moçambicana, Sibindy enfatizou que ainda é prematuro recorrer a manifestações, uma vez que os resultados finais das eleições gerais ainda não foram anunciados. “As manifestações, neste momento, apenas contribuem para a desestabilização e não trazem soluções para as questões que nos afligem”, afirmou.
O líder do PIMO sugeriu que Mondlane deve, em vez disso, optar pelo diálogo com outros actores políticos. “É fundamental haver uma conversa aberta e construtiva para resolver quaisquer divergências relacionadas com o processo eleitoral. A união e o entendimento são essenciais para o progresso do nosso país”, concluiu Sibindy.
Com a instabilidade política a aumentar em algumas regiões, a declaração do líder do PIMO vem sublinhar a necessidade urgente de um ambiente de cooperação e diálogo entre as diversas forças políticas em Moçambique.
A sentença do ex-ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang, está marcada para o dia 20 de Novembro de 2024, conforme confirmado por um juiz da cidade de Nova Iorque.
A informação foi avançada pela Zitamar News, que citou uma comunicação oficial do tribunal norte-americano.
No âmbito do processo que o envolve, Chang está a solicitar a obtenção dos seus registos médicos do Metropolitan Detention Center, onde se encontra detido. Esta ação faz parte dos preparativos que antecedem a sua sentença.
Em 8 de Agosto, Manuel Chang foi condenado por um tribunal federal dos EUA por conspiração para cometer fraude electrónica e lavagem de dinheiro. O ex-ministro foi considerado culpado de comprometer Moçambique na garantia de 2 mil milhões de dólares em empréstimos, destinados à aquisição de material de segurança e equipamentos de pesca da construtora naval libanesa Privinvest. Este caso está intimamente ligado ao escândalo conhecido como “dívidas ocultas” ou “título de atum”.
O veredicto foi proferido por um júri federal em Nova Iorque, como noticiado pela agência Associated Press (AP). As acusações contra Chang incluem a aceitação de subornos e a conspiração para desviar fundos que deveriam ser utilizados para a protecção e expansão das indústrias de gás natural e pesca em Moçambique, num esquema que visava enriquecer e enganar investidores.
Apesar das graves acusações, Manuel Chang, que exerceu funções como responsável financeiro do país entre 2005 e 2015, declarou-se inocente das charges. Os seus advogados argumentam que o antigo ministro actuou conforme desejado pelo seu governo ao assinar os contractos de empréstimos, sustentando que não existem provas de uma contrapartida financeira em favor do então governante.
Entre 2013 e 2016, três empresas sob controlo do Governo moçambicano contraíram empréstimos insignificantes em relação ao valor total mencionado, junto de importantes bancos internacionais, um facto que tem levantado preocupações sobre a gestão financeira do país.
A situação de Manuel Chang continua a ser acompanhada com atenção, tanto em Moçambique como a nível internacional, dado o impacto significativo que o caso “dívidas ocultas” teve sobre a economia do país e a confiança dos investidores.
A polícia moçambicana recorreu ao uso de granadas de gás lacrimogéneo no centro da capital, Maputo para conter os protestos convocados pelo líder da oposição, Venâncio Mondlane.
O início da ação policial ocorreu cerca das 09h20 locais, levando à dispersão inicial dos manifestantes que se haviam reunido para uma marcha em resposta aos resultados das eleições presidenciais, anunciados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) no dia 24 de Outubro.
Apesar da intervenção das forças de segurança, os manifestantes rapidamente retornaram ao local, reagindo ao gás lacrimogéneo com pedras e garrafas, resultando em pelo menos um ferido entre os protestantes. A tensão nas ruas de Maputo foi visível, com a presença reforçada de policiais e militares, incluindo viaturas blindadas e elementos da Unidade de Intervenção Rápida (UIR).
Os manifestantes, que se deslocaram dos subúrbios em direcção ao centro da cidade, encontraram uma rua quase deserta, com a maioria dos estabelecimentos encerrados e as actividades reduzidas ao mínimo. Importa também referir que, tal como na semana anterior, a população enfrenta severos condicionalismos no acesso à internet, especialmente nas redes sociais.
Os protestos foram desencadeados pela declaração da CNE que atribuiu a vitória ao candidato da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Daniel Chapo, que obteve 70,67% dos votos, enquanto Venâncio Mondlane, que contestou os resultados, ficou em segundo lugar com 20,32%.
Mondlane e seus apoiantes não reconhecem os resultados, que ainda aguardam validação pelo Conselho Constitucional. Após os tumultos e bloqueios nas ruas, Mondlane convocou uma paralisação geral de sete dias, que começou em 31 de Outubro, culminando no protesto de hoje.
A Ordem dos Advogados de Moçambique expressou preocupações sobre a escalada da violência, alertando para a possibilidade de um “banho de sangue” caso não haja um diálogo genuíno entre as partes envolvidas.
Na quinta-feira marca o oitavo dia consecutivo de paralisação e manifestações em todo o país, com a resposta policial a incluir o uso de gás lacrimogéneo e disparos para dispersar os grupos de manifestantes, que por sua vez têm cortado avenidas, lançado pedras e incendiado bens públicos e privados.
A situação continua a evoluir, e as autoridades estão em alerta máximo para evitar uma escalada de violência nas próximas horas.
A selecção moçambicana de basquetebol sénior masculina não irá marcar presença na segunda janela de qualificação para o Afrobasket de Angola 2025, agendada para os dias 22 a 24 de Novembro, em Dakar, Senegal.
A confirmação foi feita pelo presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), Paulo Mazivila, durante uma comunicação aos órgãos de imprensa, na passada terça-feira, dia 5.
Segundo a publicação do jornal Desafio, a FMB enviou um ofício à FIBA-África no passado domingo, a notificar sobre a incapacidade da selecção de integrar o Grupo “A” de apuramento para a competição do próximo ano. Paulo Mazivila explicou que a falta de recursos financeiros foi o principal obstáculo para a deslocação da equipa ao Senegal.
Apesar dos esforços realizados junto do Governo e de empresas locais, todas as tentativas de viabilizar a participação da selecção foram infrutíferas.
O dirigente elucidou que, face a esta situação, a FMB optou por notificar a FIBA-África com a devida antecedência, uma vez que a não comunicação poderia resultar numa penalização para Moçambique, incluindo uma suspensão de dois anos e uma multa de 50 mil dólares.
Com a desistência de Moçambique, a FIBA-África decidiu integrar o Marrocos na competição, que assim se junta ao Sudão do Sul, República Democrática do Congo e Mali na luta pela qualificação. É importante destacar que, após esta janela qualificativa, uma terceira e última fase de apuramento está prevista para Fevereiro de 2025, onde os três primeiros classificados garantirão a sua presença no Afrobasket de Angola.
Vale ainda ressaltar que a selecção moçambicana não participa numa fase final do Afrobasket desde 2017, quando o torneio foi co-organizado pelo Senegal e Tunísia. A ausência da equipa moçambicana neste ciclo competitivo levanta preocupações sobre o futuro do basquetebol no país e a sua capacidade para competir ao mais alto nível.
O posto fronteiriço de Ressano Garcia encontra-se encerrado após um acto de vandalização perpetrado, por um grupo de supostos manifestantes. A notícia foi confirmada pelo chefe do posto, Ezaldo Chachuaio, que lamentou a situação.
Este incidente provocou perturbações significativas nas operações do posto, que é um dos principais pontos de passagem entre Moçambique e a África do Sul. A vandalização causou danos nas infraestruturas que, segundo Chachuaio, afectarão, temporariamente, o fluxo de pessoas e mercadorias na região.
As autoridades locais estão a investigar as circunstâncias que rodearam o ato de vandalismo e apelam à população para manter a calma e colabore com as forças de segurança. O encerramento do posto visa garantir a segurança tanto dos utentes como dos funcionários que ali operam.
As repercussões deste encerramento serão acompanhadas de perto, dado o impacto significativo que pode ter nas trocas comerciais e na mobilidade das comunidades locais.
Venâncio Mondlane, um dos principais opositores ao regime da FRELIMO, partido no poder em Moçambique há quase 50 anos, anunciou o cancelamento do seu plano de regressar à capital moçambicana para liderar os mega protestos por si convocados.
A decisão foi tomada em resposta à crescente preocupação com a sua segurança, especialmente após a trágica morte de dois dos seus correligionários.
No passado dia 19 de Outubro, os corpos do advogado Elvino Dias e do mandatário do partido Podemos, Paulo Guambe, foram encontrados com marcas de 25 tiros, num ato de violência que abalou a nação e foi amplamente interpretado como uma intimidação dirigida a Mondlane. A brutalidade do ataque levantou alarmes sobre a segurança dos opositores políticos e a liberdade de expressão em Moçambique.
Os protestos que estavam agendados para hoje, 7 de Novembro, representam o clímax da terceira fase de uma greve geral e da contestação social convocada por Mondlane. Estes eventos são considerados um marco significativo no levantamento popular contra o regime vigente, que muitos acusam de práticas fraudulentas nas eleições.
Em entrevista à AFP antes do protesto, Mondlane descreveu Moçambique como estando num “momento crucial”. Relatou que existe uma “atmosfera revolucionária” no país, indicando que a população se encontra à beira de uma “transição histórica e política única”. O candidato presidencial independente, que se encontra actualmente no estrangeiro, lamentou não poder comparecer aos protestos devido a questões de segurança.
Donald Trump fez história ao vencer as eleições presidenciais nos Estados Unidos, regressando à Casa Branca como o 47.º presidente do país, quatro anos após ter deixado o cargo.
Durante um vibrante discurso de vitória, realizado no Centro de Convenções de Palm Beach, na Flórida, Trump afirmou tratar-se de “uma vitória política nunca antes vista” na história norte-americana, mesmo antes de alcançar os 270 votos eleitorais necessários para consolidar a sua vitória.
O ex-presidente conseguiu triunfar em estados chave, conhecidos como ‘swing states’, incluindo a Carolina do Norte, a Geórgia e a Pensilvânia, sendo a vitória no Wisconsin o ponto culminante que selou o seu regresso à Sala Oval.
No seu discurso, Trump, acompanhado pela esposa Melania Trump, pelo candidato a vice-presidente J.D. Vance e pelo presidente da Câmara dos Representantes, enfatizou a necessidade de “unir o país” e de “ajudar o país a curar-se”. Ele declarou que a sua presidência futura será marcada por uma “nova era dourada” para os Estados Unidos.
“Este foi o maior movimento político que alguma vez se viu nos EUA. Vamos ajudar o nosso país a sarar. Vamos arranjar o nosso país”, afirmou Trump, numa clara alusão à sua intenção de restaurar a prosperidade e a unidade nacional.
O novo vice-presidente, J.D. Vance, também sublinhou o impacto da liderança de Trump, prometendo que, sob a sua orientação, o país não deixará de lutar pelos sonhos dos cidadãos e que regressará economicamente mais forte.
Trump não se esqueceu de agradecer aos seus eleitores e a todas as figuras que apoiaram a sua candidatura, incluindo Elon Musk, a quem elogiou efusivamente, afirmando que “temos de proteger os nossos génios, não temos assim tantos”.
Com um apelo à reconciliação, Donald Trump reiterou que “é tempo de voltar a unir o país”, deixando claro que está determinado a cumprir as suas promessas e a recompensar os seus apoiantes.
A vitória de Trump marca um momento decisivo na política norte-americana, prometendo um futuro repleto de desafios e oportunidades.
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A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Igualdade de Género e Inclusão Social. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Monitoria, Avaliação, Pesquisa e Aprendizagem. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Programa CASH+ (Assistência Monetária e Voucher). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Administração. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador(a) de Controle Interno, Compliance e Salvaguarda. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador(a) de Controle Interno, Compliance e Salvaguarda. Saiba mais.
Três pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas após o desabamento de uma formação rochosa ("chaminé de fada") na região da Capadócia, na Turquia.
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O Tribunal Judicial de Nampula interveio para suspender uma tentativa de ocupação e limpeza de um terreno no bairro de Muahivire-Expansão.
A acção foi promovida...