Milhares de cidadãos georgianos manifestaram-se nas ruas da capital em resposta à vitória do partido no poder, Sonho Georgiano, nas eleições legislativas realizadas a 26 de Outubro.
A oposição denunciou o processo eleitoral como fraudulento, alegando a interferência da Rússia e irregularidades nas votações.
Os manifestantes, empunhando bandeiras da Geórgia e da União Europeia, concentraram-se em frente ao parlamento, exigindo a convocação de novas eleições sob supervisão internacional e uma investigação minuciosa sobre as alegações de fraude eleitoral.
Giorgi Vashadze, líder da Coligação do Movimento Nacional de Unidade, declarou que a oposição “lutará até ao fim”. Vashadze afirmou ainda: “As eleições foram massivamente fraudulentas, é por isso que não reconhecemos os resultados eleitorais”, conforme reportado pela agência Lusa.
Em resposta a esta situação, os líderes da oposição georgiana prometeram boicotar as sessões parlamentares e realizar protestos regulares até que as suas exigências sejam atendidas.
A Comissão Eleitoral Central anunciou que o partido no poder, Sonho Georgiano, obteve aproximadamente 54% dos votos, desmentindo as alegações de fraude feitas pela oposição.
Em uma reviravolta significativa, o Arcebispo da Cantuária, Justin Welby, anunciou a sua demissão na terça-feira, em face de um inquérito que revela o encobrimento de agressões físicas e sexuais perpetradas em campos de férias para jovens cristãos ao longo de várias décadas.
A decisão surge após uma pressão crescente e críticas contundentes, que culminaram em pedidos explícitos pela sua saída.
Na sua declaração de renúncia, Welby afirmou: “É muito claro que devo assumir a responsabilidade pessoal e institucional pelo longo e retraumatizante período entre 2013 e 2024.” O líder religioso expressou a expectativa de que a sua saída sublinhe a seriedade com que a Igreja de Inglaterra encara a necessidade de mudança, reiterando o compromisso em criar um ambiente mais seguro para todos.
Apesar de ter inicialmente manifestado a intenção de permanecer no cargo, a crescente indignação pública e as declarações de figuras influentes, como a bispo de Newcastle, Helen-Ann Hartley, que considerou a sua posição “insustentável”, fizeram com que Welby reconsiderasse a sua posição. Hartley e outros membros da assembleia nacional da Igreja solicitaram a sua demissão, afirmando que havia perdido a confiança do clero.
Stephen Cherry, reitor da capela do King’s College de Cambridge, sublinhou a dor sentida pela comunidade de vítimas e criticou a falta de resposta da Igreja às queixas, argumentando que Welby já não tinha legitimidade para ocupar o cargo.
Os apelos por sua saída foram amplificados por vítimas do falecido advogado John Smyth, que, por décadas, abusou de jovens em campos de férias cristãos no Reino Unido, Zimbabué e África do Sul. Andrew Morse, uma das vítimas, expressou que a demissão de Welby representa uma oportunidade para reparar os danos causados pela abordagem inadequada da Igreja em relação aos casos de abuso.
Recentemente, a Igreja divulgou os resultados de uma investigação independente, que revelou que Smyth abusou sexualmente, psicologicamente e fisicamente de cerca de 115 rapazes e jovens desde a década de 1970.
O relatório, elaborado por Keith Makin, criticou Welby por não reportar os abusos às autoridades quando recebeu informações sobre eles em Agosto de 2013, pouco após assumir o cargo de Arcebispo da Cantuária.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Moçambique anunciou, na terça-feira, a abertura de 208 processos-crimes contra indivíduos envolvidos em manifestações violentas que resultaram no vandalismo de bens públicos.
O objectivo, segundo a PGR, é responsabilizar tanto os autores morais como materiais dos actos de vandalismo, bem como assegurar a reparação financeira ao Estado.
No mesmo comunicado, o comandante-geral da Polícia da República de Moçambique enfatizou a necessidade de um “basta” às manifestações violentas que têm perturbado a ordem pública. A PGR, na sua nota, revelou que as investigações em curso abrangem uma variedade de crimes, incluindo homicídios, ofensas corporais, danos patrimoniais e incitamento à desobediência colectiva.
A instituição também mencionou a investigação de conluios para a prática de crimes contra a segurança do Estado e a alteração violenta do Estado de direito.
O Ministério Público assegurou que as investigações não se limitarão aos 208 processos já instaurados, podendo haver a abertura de novos processos conforme a apuração dos fatos avance.
Além disso, a PGR fez um apelo à sociedade, alertando que todos os envolvidos em actos de violência serão identificados e levados à justiça. A procuradoria promete agir com imparcialidade e transparência, assegurando o cumprimento da lei.
No comunicado, a PGR classificou como ilegais as manifestações que não são comunicadas previamente às autoridades competentes, destacando a importância de informar sobre a data, hora e itinerário das mesmas.
Na passada sexta-feira, Rafael Ortiz, de 29 anos, e as suas três filhas foram encontrados sem vida no Rio Paraná, numa situação que levanta pesadas suspeitas de um ato de desespero e vingança.
As autoridades acreditam que o homem terá amarrado as filhas ao seu corpo antes de saltar de uma ponte, como uma forma de retaliar a ex-mulher, Nancy Mabel Zorrilla Torres, que se recusou a retomar a relação.
Segundo o jornal britânico The Mirror, objectos pessoais de Ortiz, incluindo a sua carteira e as mochilas das crianças, foram descobertos numa canoa próxima ao local, o que reforçou a hipótese de suicídio.
Os corpos das menores, Emma Sofia, de apenas um ano, Liz Araceli, de cinco, e Fatima, de sete anos, foram localizados a cerca de 80 quilómetros do ponto de desaparecimento, cinco dias após o início das buscas.
A mãe das crianças, de 23 anos, havia denunciado o sequestro das filhas às autoridades, tendo obtido a custódia das crianças após se ter afastado de Ortiz em Setembro, devido a casos de violência doméstica. Luísa Torres, tia das vítimas, revelou que o suspeito enviou uma mensagem ameaçadora a Nancy no sábado anterior ao trágico acontecimento, afirmando: “se não voltares para mim, vamos todos saltar para o Rio Paraná”.
A Electricidade de Moçambique (EDM), através da sua área de serviço ao cliente em Chókwè, reportou um alarmante total de vinte e oito casos de vandalização e roubo de materiais eléctricos entre Janeiro e Agosto deste ano.
Este aumento dos delitos está a afectar significativamente a distribuição de energia na região.
Os incidentes registados estão predominantemente associados ao roubo de cabos eléctricos, essenciais para a alimentação de residências e postos de transformação de energia. Esta situação não só compromete o fornecimento de energia eléctrica, como também gera preocupações acerca da segurança pública na área.
O director da EDM em Chókwè, Júlio Simango, revelou que, em resposta a estes crimes, foram instaurados vinte e oito processos-crime, que actualmente seguem os trâmites legais nos órgãos de administração da justiça. Simango enfatizou a necessidade de medidas mais robustas para combater esta onda de vandalismo, que tem causado um prejuízo significativo à empresa, estimado em mais de trezentos mil meticais.
A EDM Chókwè é responsável pelo fornecimento de energia a onze distritos das províncias de Gaza e Maputo, atendendo a uma carteira de clientes de cento e trinta e seis mil, seiscentos e sessenta e cinco consumidores.
A continuidade deste tipo de criminalidade poderá comprometer não apenas a qualidade do serviço prestado, mas também a confiança dos consumidores na empresa.
Nos últimos anos, Moçambique tem registado um aumento significativo no número de casos de cancro da mama, uma situação alarmante que, apesar do aumento da consciencialização sobre a importância do rastreio, é agravada pela escassez de serviços de quimioterapia e radioterapia.
Esta realidade tem levado muitas pacientes a enfrentarem consequências graves devido ao diagnóstico tardio e à falta de tratamento adequado.
Um caso emblemático é o de Nazalda Manuel Lassido, uma jovem que vivia uma vida saudável até ao seu diagnóstico em 2014. Após a detecção da doença, Nazalda iniciou um tratamento hospitalar, mas devido a constrangimentos logísticos e dificuldades de mobilidade, não conseguia realizar os acompanhamentos recomendados. O resultado foi trágico: em 2023, um nódulo anteriormente tratado reapareceu de forma muito mais agressiva, levando à necessidade de cirurgia.
A amputação da mama de Nazalda ocorreu no Hospital Geral de Lichinga, na província de Niassa, onde foi informada da gravidade da sua condição. Após a cirurgia, as pacientes devem receber consultas de seguimento para a realização de quimioterapia ou radioterapia, porém, Nazalda não teve acesso a quimioterapia na sua região. Um ano depois, em Outubro, foi transferida para o Hospital Central de Nampula, onde o médico António Carlos confirmou que a paciente se encontrava num estágio avançado da doença.
A falta de condições adequadas para o início da quimioterapia em Lichinga foi um factor determinante para a progressão do cancro. Sérgio Ferrão, médico oncologista responsável pela quimioterapia de Nazalda, assinalou que a escolha do tratamento depende de múltiplos factores, e a jovem mãe, que já havia iniciado o tratamento, mostrou-se mais optimista, mesmo face às dificuldades do processo.
Para o sucesso do tratamento, é crucial que Nazalda mantenha um nível adequado de sangue, capaz de suportar as exigências do tratamento. Contudo, a situação é ainda mais grave para muitos outros pacientes diagnosticados com diferentes tipos de cancro, que enfrentam a incerteza em relação à sua possibilidade de tratamento.
A única máquina de radioterapia existente no país, localizada no Hospital Central de Maputo, encontra-se avariada desde Março, o que significa que cerca de 50 pacientes por dia estão sem acesso a este crucial tratamento. Inaugurada em 2019, a máquina representa uma esperança vital no combate ao cancro em Moçambique, mas a sua paragem prolongada levanta sérias preocupações sobre a capacidade do sistema de saúde em responder a esta crescente epidemia.
Pelo menos 11 empresas na capital moçambicana, Maputo, encerraram temporariamente as suas portas em consequência das vandalizações e distúrbios ocorridos durante as manifestações convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane.
A confirmação foi feita na terça-feira por empresários locais, que apelam ao Governo para melhorar a comunicação em torno da situação, de modo a evitar o “caos” que se instalou na cidade.
O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Vuma, destacou que, até ao momento, não se registaram encerramentos definitivos de empresas, mas sim uma tentativa de repor o funcionamento das infraestruturas afectadas. “Temos um conjunto de 11 empresas, na sua maioria na cidade de Maputo. Até agora, as iniciativas de encerramento que testemunhamos têm a ver com a reposição das actividades”, afirmou.
Desde 21 de Outubro, Moçambique tem enfrentado uma onda de paralisações e manifestações, instigadas por Venâncio Mondlane, que não aceita os resultados das eleições gerais que deram a vitória a Daniel Chapo e à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder.
As manifestações, que frequentemente se tornaram violentas, resultaram em mortes, feridos, detenções, destruição de infraestruturas e saques a estabelecimentos comerciais, sendo o dia 7 de Novembro especialmente marcado por actos de vandalismo.
Vuma citou o exemplo da cadeia de supermercados sul-africana Shoprite, que se viu forçada a encerrar temporariamente as suas lojas em Maputo após as manifestações. Relatou que duas das suas lojas foram alvo de vandalização, onde os agressores não utilizaram portas ou chaves, mas sim quebraram vidros e portas de entrada.
A CTA expressou preocupação com casos de vandalização de infraestruturas públicas e privadas e pediu ao Governo que acompanhe os incidentes que envolvem, alegadamente, a actuação das autoridades policiais.
Vuma referiu-se a imagens que circularam nas redes sociais, nas quais membros da polícia moçambicana aparecem supostamente a recuperar produtos de saques durante os tumultos. “A nossa preocupação é que a informação é fundamental, e se um vídeo que exibe o saque circula e envolve aqueles que nos devem proteger, a nossa preocupação aumenta na ausência de uma comunicação clara das autoridades”, sublinhou.
O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, general Biague Na Ntan, abordou as celebrações dos 60 anos das Forças Armadas e as iminentes manifestações anunciadas por duas coligações políticas.
Na sua intervenção, o general alertou que o nível de segurança foi elevado para “prontidão combativa completa”, o que implica a mais elevada disposição das forças para enfrentar qualquer eventualidade.
“As forças armadas têm três etapas fundamentais na prontidão combativa: permanente, elevada e completa. Neste momento, estamos de prontidão combativa completa – que é o nível mais alto de prontidão combativa. Estamos prontos para defender o que é nosso. Quando estamos neste nível, estamos dispostos a cumprir qualquer missão ou ameaça. Vamos responder a qualquer um que tente perturbar o país no dia 16”, declarou Biague Na Ntan.
As manifestações, convocadas pelas coligações eleitorais API (Aliança Patriótica Inclusiva) e PAI – Terra Ranka, estão previstas para os dias 14, 15 e 16 de Novembro, e visam protestar contra a alegada falta de democracia e o uso abusivo do poder por parte do Supremo Tribunal de Justiça e do Presidente da República.
O ex-primeiro-ministro Baciro Djá, representante da API, advertiu no último domingo que, caso não seja marcada uma nova data para as eleições legislativas dentro de 72 horas, não haverá “16 de Novembro para ninguém”.
Em resposta a estas declarações, o general Na Ntan foi enfático: “Vamos comemorar o nosso dia, quem quiser participar que participe. Não estamos a ameaçar ninguém, não vamos dizer nada a ninguém, mas não queremos nenhuma perturbação, não iremos admitir nenhuma perturbação.”
A província de Nampula, em Moçambique, registou um desempenho notável na captura de pescado, superando a meta estabelecida para o ano em curso.
Até Setembro deste ano, foram apanhadas cerca de cento e cinco mil toneladas de pescado diverso, o que representa uma significativa excedência em relação à meta anual de cem mil e quatrocentas toneladas.
Zacarias Taiar, Delegado Provincial da Administração Nacional da Pesca em Nampula, confirmou a informação, revelando que a captura inclui aproximadamente duzentas e vinte e seis toneladas provenientes de aquacultura de pequena escala.
Os distritos de Angoche, Moma, Mogincual e Ilha de Moçambique destacam-se como os maiores contribuidores para este sucesso, evidenciando a riqueza pesqueira da região.
Taiar salientou que o sector da pesca tem desempenhado um papel fundamental na economia da província nos últimos anos, apesar dos desafios impostos pelas mudanças climáticas que afectam o país. O impacto positivo do sector é visível na vida de muitas comunidades que dependem da pesca para a sua subsistência.
Segundo o censo realizado em 2022, Nampula alberga cerca de 99 mil e trezentos pescadores, que operam entre artesanais e semi-industriais, nos dez distritos banhados pelo Oceano Índico.
Este número sublinha a importância do sector pesqueiro não apenas na economia, mas também na cultura e no modo de vida dos seus habitantes.
A N´weti, Organização não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais Distritais de Mudança Social e Comportamento (MSC) para Água, Saneamento e Higiene (ASH). Saiba mais.
A N´weti, Organização não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Promotores Comunitários de Mudança Social e Comportamento (MSC) para Água, Saneamento e Higiene (ASH). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador(a) de Controle Interno, Compliance e Salvaguarda. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para a realização de um estudo de viabilidade na Zambézia e Nampula pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de Engajamento Comunitário. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para a realização de um estudo de viabilidade na Zambézia e Nampula pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos de Florestais. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para a realização de um estudo de viabilidade na Zambézia e Nampula pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista Ambiental. Saiba mais.
A Fundação AVSI para a realização de um estudo de viabilidade na Zambézia e Nampula pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Sociais – Perfil Agrícola. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director de Gestão de Awards e Conformidade de Doadores. Saiba mais.
A AIFO Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor Distrital (Actividades Comunitárias de Deficiência e Inclusão). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Chief of Party (COP). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Chief of Party Técnico Adjunto (DCOP). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Finanças e Administração. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Igualdade de Género e Inclusão Social. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Monitoria, Avaliação, Pesquisa e Aprendizagem. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Programa CASH+ (Assistência Monetária e Voucher). Saiba mais.
Uma tragédia abalou a pequena vila da Macia, no distrito de Bilene, na passada semana, com a morte de uma jovem de 19 anos, alegadamente forçada por um casal a consumir uma quantidade não especificada de medicamentos.
O incidente levanta questões sobre a violência e a coerção nas relações interpessoais.
De acordo com informações avançadas pela Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza, a jovem mantinha uma relação amorosa com um homem de 30 anos, que se encontrava casado. Após a revelação da relação a terceiros, o jovem, temendo represálias, decidiu confrontar a vítima de forma violenta.
Relatos indicam que o homem, acompanhado da sua esposa, dirigiu-se à residência da jovem, onde, sob ameaças e coação, a obrigaram a acompanhar-lhes para um local desconhecido. Foi nesse espaço que, segundo as autoridades, a jovem foi forçada a ingerir uma quantidade substancial de comprimidos.
Após perceberem que a jovem se encontrava em estado crítico, o casal transportou-a para o Centro de Saúde da Vila de Macia, onde, infelizmente, a jovem acabou por falecer. Júlio Nhamussua, porta-voz da PRM, confirmou a morte da vítima, que chocou a comunidade local.
Na sequência dos eventos, o casal foi detido e levado para as celas do Comando Distrital da Polícia. Contudo, a situação atingiu um ponto trágico, uma vez que o jovem acabou por tirar a própria vida na prisão, somando à dor e ao sofrimento já experimentados pela família da vítima.
O aeroporto internacional Toussaint Louverture, em Port-Au-Prince, foi encerrado na passada segunda-feira, após um incidente alarmante em que grupos armados dispararam contra um voo comercial que se preparava para aterrar na capital haitiana.
O ataque levou várias companhias aéreas a suspender as suas operações para o país, gerando uma onda de preocupação entre os viajantes e as autoridades.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal britânico The Guardian, um voo da Spirit Airlines, proveniente de Fort Lauderdale, na Florida, estava a poucos metros de completar a aterragem quando foi alvo de disparos, resultando em ferimentos ligeiros numa hospedeira. A companhia aérea, em conjunto com a embaixada dos EUA, confirmou que o voo foi rapidamente desviado para a República Dominicana, onde aterrou sem registar feridos entre os demais passageiros.
Em resposta ao tiroteio, o aeroporto interditou todos os voos comerciais e emitiu um alerta de segurança. A embaixada dos Estados Unidos manifestou estar ciente da situação crítica, referindo que grupos armados têm tentado bloquear o trânsito para e de Port-Au-Prince, o que pode incluir violência e interrupções nas estradas, portos e aeroportos.
A Spirit Airlines informou que o avião afectado foi retirado de serviço, e que um novo avião será utilizado para transportar os passageiros e a tripulação de volta a Fort Lauderdale. Outras companhias aéreas, como a JetBlue Airways e a American Airlines, também anunciaram a suspensão dos seus voos para o Haiti.
A JetBlue, por sua vez, decidiu estender a interrupção das suas operações até 2 de Dezembro, após descobrir danos causados por uma bala num avião que regressava de Port-Au-Prince. Um dos voos da companhia para Nova Iorque aterraram sem incidentes, mas uma inspecção pós-voo revelou posteriormente que o exterior da aeronave havia sido atingido.
Este incidente ocorre num momento delicado para o Haiti, que recentemente viu a tomada de posse de um novo primeiro-ministro interino, que prometeu esforços para restaurar a paz no país.
Contudo, a situação nas ruas de Port-Au-Prince continua tensa, com relatos de tiroteios entre gangues e as autoridades policiais. A agitação fez com que muitas escolas encerrassem as suas portas, enquanto os civis buscavam abrigo em meio ao pânico generalizado.
Um incêndio devastador consumiu um número indeterminado de bancas no Mercado Central da vila de Macomia, numa ocorrência que gerou grande preocupação entre os habitantes e comerciantes locais.
O fogo, que iniciou por volta das 18 horas, foi identificado como resultante de um curto-circuito nas instalações eléctricas que servem o mercado, conforme informou o administrador local, Tomás Badae.
A mobilização da população e dos vendedores foi rápida, sendo que estes se uniram para debelar as chamas, conseguindo controlar a situação por volta das 21 horas. O mercado, situado na região conhecida como Quatro Caminhos, ao longo da Estrada Nacional 380, era um ponto vital de comércio e abastecimento para a comunidade.
As autoridades de Macomia ainda se encontram em processo de avaliação dos estragos causados pelo incêndio, que poderá afectar gravemente a economia local. Macomia, um distrito que se esforça para se reerguer dos devastadores efeitos do terrorismo, vê neste incidente um duro golpe para os comerciantes que lutam para restabelecer os seus negócios e oferecer produtos essenciais à população que regressa.
A Polícia da República de Moçambique confirmou a detenção de dois dos seus agentes, surpreendidos a tentar vender seis quilos de metanfetamina na cidade de Maputo.
A droga em questão tinha sido desviada de um lote apreendido em Fevereiro deste ano, no distrito de Inhassoro.
A situação foi revelada através de um vídeo amador, enviado por um dos agentes a um potencial comprador de drogas, onde se mostrava a mercadoria à venda. No entanto, o vídeo exibia apenas dois quilos da substância, enquanto na realidade os agentes possuíam um total de seis quilos, que pretendiam comercializar por 170 mil Meticais, com o cliente final situado na África do Sul.
A detenção dos elementos da polícia ocorreu durante um processo de venda. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SNIC) foi responsável pela sua captura, após uma investigação minuciosa.
Em contacto com a imprensa, a porta-voz do comando da polícia em Inhambane confirmou a detenção dos agentes, mas recusou-se a fornecer mais pormenores sobre o caso. Segundo informações recolhidas pelo jornal O País, os agentes já foram pronunciados pelo Tribunal Judicial de Inhambane, e o julgamento está agendado para ocorrer ainda este ano.
Na sequência das tensões políticas que têm marcado o país, Venâncio Mondlane, líder da oposição em Moçambique, lançou um apelo à população para se manifestar em todas as 11 capitais provinciais, bem como em portos e fronteiras.
Na sua recente transmissão em directo na rede social Facebook, Mondlane anunciou que a “quarta etapa” da contestação ao processo eleitoral de 9 de Outubro será marcada por uma paragem geral das actividades, com o objectivo de demonstrar o cansaço do povo face à situação actual.
“Durante três dias vamos nos manifestar. Depois faremos uma pausa”, afirmou Mondlane, que se encontra em exílio, instando a população a concentrar-se em cada capital provincial, incluindo a cidade de Maputo. O líder opositor garantiu que o protesto também será direccionado contra os “raptos e sequestros” que têm assolado o país, bem como contra “o assassinato do povo”.
O apelo à manifestação, agendada para o período entre os dias 7 e 9 de Novembro, tem como objectivo alavancar a adesão da sociedade civil, incluindo os camionistas, para que estes se juntem à causa. “Não obrigamos ninguém a aderir à manifestação. Passamos os valores da manifestação e quem quiser adere”, sublinhou.
Mondlane também comentou sobre o impacto da manifestação nacional de 7 de Novembro em Maputo, que provocou um dia de caos na capital moçambicana, afirmando que a sua intenção nunca foi promover um golpe de Estado. “Não vamos desistir”, reiterou, reforçando a determinação da oposição em continuar a luta pelos direitos do povo moçambicano.
Uma tragédia abalou a comunidade do bairro Chingodzi, na cidade de Tete, onde uma idosa de aproximadamente 80 anos foi brutalmente assassinada pelo seu neto, de 32 anos, numa suposta crença de que a avó praticava feitiçaria.
O crime, que chocou os residentes locais, ocorreu há poucos dias e está a ser investigado pelas autoridades.
Segundo a porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Celina Roque, o neto terá utilizado um pilão para golpear a avó na cabeça, provocando a morte da idosa. As motivações por detrás do ato violento ainda estão a ser apuradas, mas o indiciado aparentemente acredita que a sua avó estava envolvida em práticas de feitiçaria.
Roque confirmou que o suspeito foi detido e que o processo judicial está em curso, com o intuito de responsabilizá-lo pelo crime cometido. Em declarações à imprensa, o neto confessou o ato, manifestando arrependimento e admitindo não compreender o que o levou a agir daquela forma.
A cena do crime deixou a comunidade local em estado de choque, levantando preocupações acerca das crenças em feitiçaria que ainda persistem em algumas áreas de Moçambique. O caso sublinha a necessidade de um debate mais amplo sobre a violência familiar e as superstições que perpetuam tragédias como esta.
O distrito de Lalaua está a dar passos significativos na prospecção de recursos minerais, com especial ênfase na exploração de ouro e pedra-ferro.
A informação foi divulgada pelo Administrador do distrito, Alfredo Matata, durante uma recente comunicação à imprensa.
Segundo Matata, a exploração da pedra-ferro está a decorrer na localidade de Nakessa, onde uma empresa já iniciou o processo de extracção deste mineral. Este desenvolvimento é visto como um impulso económico para a região, que se encontra em busca de diversificação de recursos.
Além da exploração industrial, Matata também destacou a actividade de garimpeiros locais, que têm estado a extrair pequenas quantidades de ouro. Embora a produção ainda seja modesta, a presença de garimpeiros indica um potencial significativo para o futuro.
O Administrador revelou que a administração local está a trabalhar na mobilização das pessoas envolvidas na exploração de recursos minerais, incentivando a formação de associações. O objectivo é promover uma actividade mineradora mais organizada, livre e transparente, através da concessão de senhas mineiras, que regulamentam a prática da mineração.
O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) apelou esta semana à abertura de uma investigação sobre as causas e circunstâncias da morte do padre Fernão Magalhães Raúl, que se apresentou como cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) para o cargo de governador da província de Nampula nas eleições de 9 de Outubro.
A ONG sublinha a importância de esclarecer os factos para evitar especulações que possam envolver pessoas e instituições.
Em comunicado, o CDD afirma que “se os resultados mostrarem que se tratou de morte natural, coloca-se uma pedra sobre o assunto, mas um resultado contrário abre caminho para outra investigação para dizer a quem interessaria a morte”.
O corpo do padre Magalhães foi encontrado na sua residência, localizada no bairro de Namutequeliua, em Nampula, onde residia apenas com empregados. A descoberta do corpo ocorreu após a preocupação de uma irmã do sacerdote, que estranhou o silêncio do irmão. Ao tentar contactá-lo, notou que o telefone estava desligado e decidiu deslocar-se à sua casa. Ao chegar, encontrou as portas trancadas e sem sinais do irmão, o que a levou a chamar o pai para abrir a residência. Foi então que o corpo foi encontrado na sala.
O CDD acrescenta que o padre Magalhães enveredava pela política em meio a desavenças com a Igreja Católica, que proíbe clérigos de concorrer a cargos políticos. “Na eventualidade de a morte não ter sido natural, será inevitável a criação de campos de especulação com associações às desinteligências que o finado tinha com a Igreja Católica”, recordou a organização, aludindo ao assassinato de Mahamudo Amurane, ex-cabeça-de-lista do MDM, há sete anos.
Num momento de crise dentro do MDM, o partido, que já liderou Nampula, poderá agora reconsiderar a sua estratégia política, uma vez que Magalhães havia sido considerado uma potencial figura para as próximas eleições autárquicas. Se a morte não for considerada natural, surgirão novas especulações sobre as motivações políticas que poderão ter estado na origem do ocorrido.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) revelou, na passada segunda-feira, que ainda não possui quaisquer pistas sobre o paradeiro do empresário português que foi sequestrado há alguns dias, quando deixava o seu veículo na capital moçambicana.
Em conferência de imprensa, o SERNIC informou que a investigação está em curso e que, assim que houver desenvolvimentos significativos, convocará os órgãos de comunicação social para disponibilizar mais informações sobre o caso.
A entidade policial aproveitou a ocasião para confirmar que o automóvel incendiado recentemente na Matola foi, de facto, utilizado pelos sequestradores durante a execução do rapto.
O sequestro do empresário português gerou preocupação entre a comunidade local e as autoridades, que continuam a intensificar os esforços para esclarecer o ocorrido e localizar a vítima. A situação levanta questões sobre a segurança na região e a necessidade de medidas adicionais para proteger cidadãos e residentes.
O Governo da Índia formalizou, no passado sábado, a entrega de duas embarcações de intercepção rápida (FIC) a Moçambique, com o objectivo de reforçar as capacidades do país no combate ao terrorismo e à insurgência que afecta a província de Cabo Delgado.
A cerimónia decorreu no porto de Nacala e incluiu a presença de várias figuras importantes, entre as quais o alto-comissário da Índia em Moçambique, Robert Shetkintong, e o conselheiro de Defesa da Índia em Maputo, Coronel Puneet Attri.
As embarcações, com propulsão a jacto de água, foram recebidas pelo secretário permanente do Ministério da Defesa Nacional de Moçambique, Augusto Casimiro Mueio, que destacou a importância deste gesto no fortalecimento da segurança marítima do país.
Com uma velocidade máxima de 45 nós e um alcance de 200 milhas náuticas, estas FIC são dotadas de uma tripulação de cinco pessoas e estão equipadas com metralhadoras e cabinas à prova de bala, permitindo uma resposta eficaz às ameaças marítimas.
Este ato de entrega insere-se na política de colaboração da Índia com países amigos da Região do Oceano Índico (IOR), reforçando o compromisso de Nova Deli em capacitar as forças de segurança marítima na região. Desde 2019, a Índia já havia disponibilizado outros dois grandes navios interceptores a Moçambique, assim como duas embarcações da mesma classe em Janeiro de 2022.
A Marinha indiana é considerada um importante parceiro na segurança marítima por diversas nações da IOR, destacando-se na luta contra a pirataria, o tráfico de drogas e de pessoas, a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, bem como o terrorismo marítimo.
Para além disso, a Marinha indiana tem sido uma das primeiras a prestar assistência humanitária em casos de catástrofes naturais e durante outras crises, como a pandemia de Covid-19.
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