Uma árvore de Natal flutuante com 56 metros de altura desabou sobre trabalhadores durante uma tempestade em Maricá, no Rio de Janeiro, na segunda-feira.
O acidente resultou na morte de uma pessoa e deixou outras duas feridas.
De acordo com informações veiculadas pela imprensa brasileira, as vítimas desceram da estrutura quando foram alertadas pelas autoridades sobre o agravamento das condições meteorológicas. No entanto, a queda da árvore ocorreu de forma abrupta, surpreendendo os trabalhadores.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o desespero das pessoas que tentavam escapar da árvore em queda, nadando em direcção à segurança.
O homem que perdeu a vida no incidente foi rapidamente transportado para um hospital na região. Infelizmente, quando chegou à unidade hospitalar, já se encontrava sem vida, conforme relatado pelo portal G1.
As Alfândegas de Moçambique anunciaram a proibição da importação, comercialização e utilização de objectos pirotécnicos e fogos de artifício, popularmente conhecidos como “paixões”, durante o período festivo de 2024/2025.
De acordo com uma circular enviada à redacção da Folha de Maputo, esta medida tem como principal objectivo salvaguardar a saúde pública, face aos riscos inerentes ao manuseamento destes materiais.
O uso indiscriminado de fogos de artifício tem sido associado a diversos incidentes que, em muitas ocasiões, resultaram em ferimentos graves e em danos materiais significativos.
A circular específica que a determinação entra em vigor de forma imediata, obrigando todos os despachantes, agentes económicos e demais partes envolvidas a cumprir rigorosamente a nova norma.
As autoridades apelam à colaboração de todos os cidadãos para garantir um ambiente seguro durante as festividades, prevenindo assim potenciais acidentes que possam comprometer a integridade física da população.
Quinze vidas foram tragicamente ceifadas e numerosas infra-estruturas socioeconómicas foram severamente danificadas na sequência da passagem do ciclone tropical Chido, que atingiu as províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa.
As autoridades continuam a monitorizar a situação, que se revela alarmante.
Luísa Meque, presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), anunciou os primeiros dados sobre o impacto do fenómeno natural, durante uma conferência realizada no distrito de Memba, em Nampula.
Segundo Meque, cerca de 100.162 pessoas, equivalentes a 20.000 famílias, foram afectadas, o que sublinha a gravidade da situação.
A responsável revelou que, até ao momento, foram registadas 5.832 casas parcialmente destruídas e 55 casas totalmente arrasadas. “Estes números são preliminares e o levantamento continua em curso. Relativamente à frota pesqueira, recebemos informação de que 69 embarcações estão desaparecidas e 102 foram completamente destruídas pelo ciclone. Além disso, 26 redes de pesca foram também perdidas”, afirmou Meque.
A reunião do Comité Operativo de Emergência, que deu origem a estas declarações, teve como objectivo analisar a situação e planear as próximas etapas para ajudar as comunidades afectadas.
Com as severas consequências deixadas pelo ciclone, as autoridades apelam à solidariedade e apoio da população e de organizações, enquanto as operações de socorro e assistência continuam a ser organizadas.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável de Preparação e Resposta à Emergências (HEPR). Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Informática e Comunicação. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior Provincial de Monitoria e Avaliação – OVC. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de Apoio Técnico. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Apoio Psicossocial. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Supervisores Distritais. Saiba mais.
A SAMA – Sacos de Matutuine, S.A pretende recrutar um (1) Facility Maintenance and Repair Technician (Construction Maintenance and Project Management). Saiba mais.
A SAMA – Sacos de Matutuine, S.A pretende recrutar um (1) Senior Electrician/ Electronics Technician – Industrial Production Machinery Maintenance (Woven Sack Manufacturing). Saiba mais.
O partido PODEMOS apresentou, no sábado, em uma conferência de imprensa, um recurso ao Conselho Constitucional em protesto contra os resultados das eleições realizadas a 9 de Outubro.
Segundo a formação política, o recurso é aplicável a todas as três eleições ocorridas simultaneamente, nomeadamente a eleição presidencial, legislativa e provincial.
Dinis Tivane, porta-voz do PODEMOS, afirmou que a metodologia utilizada pelo Conselho Constitucional para validar os resultados não assegura a verdade eleitoral. O partido expressou a sua insatisfação em relação ao processo de verificação realizado pela entidade, considerando-o insatisfatório e carecedor de rigor.
“O Conselho Constitucional afirma ter em mãos as actas e editais da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e de diversos partidos. Contudo, a comparação efectivada carece de critérios adequados, uma vez que, se os dados de um partido coincidirem com os da CNE, estes são automaticamente considerados válidos. Esta abordagem não nos convence e rejeitamos categoricamente essa metodologia”, destacou Tivane.
O porta-voz do PODEMOS sublinhou ainda a importância de uma análise mais profunda dos dados. “Estávamos à espera que a Doutora Lúcia Ribeiro abordasse a necessidade de uma perícia dos dados, não apenas a sua informatização. O processo de informatização mencionado é superficial e não inclui uma análise crítica dos dados apresentados”, acrescentou.
De acordo com Tivane, a deliberação 105 da CNE, que encerra o apuramento dos resultados a todos os níveis, já abrange as três eleições, tornando desnecessário a apresentação de múltiplos recursos. “A nossa contestação refere-se a essa deliberação, que em si já abarca as três eleições em discussão”, afirmou.
Tivane fez também um apelo à conformidade do Conselho Constitucional com a lei, enfatizando que este órgão deve funcionar como um tribunal, focando-se na legalidade dos actos e procedimentos eleitorais. “O Conselho Constitucional deve garantir que a lei seja respeitada e, caso existam irregularidades, deve remeter os casos a quem de direito para serem corrigidos. O seu papel não é contar actas, mas sim assegurar a justiça e a legalidade do processo eleitoral”, concluiu.
Cerca de 200 mil clientes estão actualmente sem electricidade nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, no norte de Moçambique, devido aos devastadores efeitos da passagem do ciclone Chido, conforme anunciou a Electricidade de Moçambique (EDM) esta tarde.
Segundo um comunicado da EDM, a situação, que se instalou na noite de sábado, afecta numerosos distritos, incluindo Mecufi, Metuge, Macomia, Quissanga, Ilha do Ibo, Muidumbe, Mueda, Nangade, Palma, Mocímboa da Praia, Chiúre, Ancuabe, Montepuez, Namuno e Meluco, bem como a cidade de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, e os distritos de Eráti e Memba, em Nampula.
A empresa estatal afirma que “como consequência, cerca de 200 mil clientes estão sem energia”. Apesar das difíceis condições climáticas que dificultam o acesso e as comunicações, a EDM assegura que os seus técnicos estão a trabalhar no terreno para restaurar o fornecimento eléctrico o mais rapidamente possível, realizando intervenções nos equipamentos danificados.
O ciclone tropical intenso Chido, classificado como nível 3 na escala de intensidade que vai de 1 a 5, atingiu a zona costeira do norte de Moçambique na noite de sábado para domingo. Embora tenha enfraquecido para uma tempestade tropical severa, continua a afectar severamente Cabo Delgado e Nampula, trazendo chuvas intensas que ultrapassam os 250 mm em 24 horas, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas fortes.
Segundo o Centro Nacional Operativo de Emergência (CNOE), esta situação apresenta um elevado risco de inundações urbanas e erosão nas cidades de Pemba, Nacala e Lichinga, assim como em áreas baixas e ribeirinhas das bacias dos rios Muaguide, Megaruma e Lúrio.
A ONG ActionAid já reportou os primeiros efeitos do ciclone, destacando a limitação nas comunicações, particularmente nas zonas costeiras.
O impeachment do presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, foi aprovado por uma expressiva maioria na Assembleia Nacional.
A decisão ocorre na sequência de uma polémica relacionada com a declaração e revogação de uma lei marcial em menos de seis horas, que gerou descontentamento generalizado e confrontos nas ruas.
A votação, que culminou com 204 votos a favor e 85 contra, superou o limiar necessário de dois terços dos votos da Assembleia, contabilizando 300 assentos. Três parlamentares abstiveram-se, enquanto outros oito optaram por votar em branco.
O presidente Yoon, que havia decretado a lei marcial no dia 3 de Dezembro, justificou a medida como um meio de “limpar elementos pró-Coreia do Norte”, o que provocou um forte clamor e a condenação tanto por parte da oposição como de figuras do seu próprio governo.
A lei marcial, que substituiu temporariamente a legislação civil por normas militares, conferiu amplos poderes ao Executivo, resultando no fechamento do Parlamento e na restrição dos direitos civis. Em discurso oficial, Yoon declarou: “Declaro lei marcial para proteger a livre República da Coreia da ameaça das forças comunistas norte-coreanas, para erradicar as desprezíveis forças antiestatais e pró-norte-coreanas que estão saqueando a liberdade e a felicidade do nosso povo e para proteger a ordem constitucional livre.”
A imposição da lei marcial não contou com o apoio dos membros do governo, que expressaram suas objecções. A tensão aumentou quando as forças armadas e a polícia foram mobilizadas em resposta a protestos em frente à Assembleia Nacional, resultando em confrontos entre manifestantes e autoridades.
O Ministério da Defesa do Níger confirmou que uma série de ataques mortais, perpetrados por homens armados em motociclos, atingiu diversas aldeias na região fronteiriça com o Burkina Faso.
Esta área tem sido um foco de intensa actividade por parte de grupos extremistas, incluindo facções ligadas ao Estado Islâmico e à rede terrorista Al-Qaida, conforme revelado num comunicado transmitido pela televisão estatal.
Embora a nota oficial não tenha especificado as datas dos incidentes, uma fonte local, contactada pela agência de notícias EFE, indicou que os ataques ocorreram entre a passada sexta-feira e sábado, e que o número de mortos pode ser significativamente superior ao inicialmente reportado.
Os grupos extremistas que operam no Níger, assim como em Mali e Burkina Faso, têm como alvo tanto as comunidades civis das aldeias como as forças militares do país.
Este aumento da violência ocorre num momento em que a segurança no Níger se deteriorou consideravelmente, sendo o último ataque letal contra as forças de defesa e segurança registado há poucos dias, resultando na morte de dez soldados e deixando oito feridos.
Dados do Projecto de Dados sobre Localização e Eventos de Conflitos Armados (ACLED) revelam que entre maio de 2023 e maio de 2024, o Níger registou a morte de 1.460 pessoas em eventos violentos atribuídos a grupos não estatais, enquanto 997 foram vítimas de ações das forças estatais.
O Níger, que se encontra sob a administração de uma junta militar desde Julho de 2023, é considerado um dos países mais pobres do continente africano, ocupando a 189.ª posição entre 195 países no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU.
Segundo o Índice de Pobreza Multidimensional, cerca de 91% da população do Níger vive em condições de pobreza.
Em resposta ao pedido do Conselho Constitucional (CC), a organização não-governamental (ONG) que teve acesso à comunicação, confirmou que recolheu editais das eleições gerais realizadas a 9 de Outubro nas províncias de Sofala, Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa.
A ONG destacou, em sua comunicação, a existência de “discrepâncias gravosas” entre os resultados das mesas de voto e os editais divulgados pelos órgãos eleitorais, especialmente nas províncias de Nampula e Zambézia.
Entre as irregularidades apontadas estão a anulação e invalidação de votos da oposição, a troca e o enchimento de cadernos eleitorais, bem como deficiências na iluminação em vários locais de Cabo Delgado, Niassa e Sofala. Além disso, a organização denunciou a falta de cumprimento dos termos de participação na fase de apuramento dos votos conforme a legislação vigente.
A ONG, reafirmando o seu “compromisso com a verdade eleitoral”, expressou a sua convicção de que os documentos solicitados pelo CC poderiam ser utilizados para legitimar uma eventual fraude eleitoral, motivo pelo qual não partilhará as informações em sua posse. “Sugerimos que o CC, além de solicitar actas e editais, busque manter um contacto com as organizações da sociedade civil credíveis, para apresentarem uma visão global de todo o processo, em que poderão contar connosco no que for necessário”, acrescentou.
Na semana passada, o consórcio eleitoral moçambicano Mais Integridade também se recusou a enviar actas e editais ao CC, sustentando razões semelhantes para não se tornar uma fonte de “deturpação da verdade”.
A presidente do CC, Lúcia Ribeiro, afirmou que o órgão analisará as discrepâncias nos resultados anunciados das eleições gerais, embora tenha enfatizado que não está a realizar uma recontagem de votos. “Dizer que o CC não está a fazer a recontagem de votos”, esclareceu Ribeiro, justificando que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) já havia reconhecido discrepâncias entre as três eleições, mas que não teve tempo para verificar.
Ribeiro sublinhou a responsabilidade do CC em entender a origem das discrepâncias e a razão pela qual estas ocorreram. “O CC, sendo um órgão jurisdicional, não pode vir dar essa mesma resposta. Mas fica uma curiosidade e uma responsabilidade e um dever de perceber por que razão é que há discrepância”, afirmou.
O governo da Itália anunciou a concessão da cidadania italiana ao presidente argentino de extrema-direita, Javier Milei.
A decisão foi tomada com base na elegibilidade de Milei, que é descendente de italianos, conforme revelou uma fonte próxima à administração italiana.
Milei, que se encontra em Roma, aproveita a visita para se reunir com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e participar de um evento promovido pelo seu partido de extrema-direita, o Fratelli d’Italia. A visita assinala o fortalecimento das relações entre os dois líderes, que já estabeleceram um vínculo próximo ao longo dos últimos meses.
No mês passado, em um gesto que chamou a atenção da mídia, Milei presenteou Meloni com uma estatueta de si próprio segurando uma motosserra, uma referência ao seu icónico gesto durante a campanha presidencial, quando frequentemente brandia uma motosserra eléctrica em seus comícios. Este ato simbólico ressalta a afinidade política entre ambos, que partilham uma visão conservadora e populista.
Além de Javier Milei, sua irmã, Karina, também foi agraciada com a cidadania italiana, conforme reportou a agência de notícias ANSA. Segundo informações, os pedidos de cidadania foram processados de forma célere pelas autoridades romanas, evidenciando a importância atribuída a esta relação bilateral.
Desde a sua detenção em Setembro, o famoso rapper e produtor musical Sean Combs, mais conhecido pelo seu nome artístico “Diddy”, tem sido alvo de uma avalanche de acusações graves.
Apesar de reiterar a sua inocência através da sua equipa legal, o Ministério Público, juntamente com os advogados das alegadas vítimas, afirma possuir provas robustas que sustentam as queixas.
As mais recentes acusações incluem a violação de três homens, que alegam que o artista terá introduzido substâncias ilícitas nas suas bebidas, levando-os a um estado de inconsciência, durante o qual foi perpetrado o abuso. Entre as vítimas, destaca-se um ex-funcionário de “Diddy”, que relata ter sido atacado sexualmente num hotel em Nova Iorque após um encontro com o rapper para tratar de um pagamento.
Segundo o relato, após consumir uma bebida, o homem sentiu-se progressivamente cansado e desmaiou, apenas recuperando a consciência para perceber a gravidade da situação.
O advogado das vítimas, Tony Buzbee, não tem poupado esforços para mobilizar vítimas de supostos abusos por parte de “Diddy”. Recentemente, foi inaugurada uma linha telefónica gratuita destinada a qualquer pessoa que tenha sido vítima do músico, que já recebeu mais de 3 mil chamadas desde o seu lançamento. O número de processos judiciais contra o produtor musical tem aumentado exponencialmente, com cerca de 300 queixas formalizadas até ao momento.
Adicionalmente, uma mulher, que afirma ter sido violada por “Diddy” e pelo rapper Jay-Z durante uma festa no ano 2000, quando tinha apenas 13 anos, fez uma declaração controversa. Apesar de ter admitido ter fornecido informações que não correspondem à verdade, a vítima decidiu manter a sua acusação.
As acusações contra “Diddy” não se limitam apenas a abusos sexuais; ele também enfrenta acusações de suborno e intimidação de homens, mulheres e crianças para a realização de actos sexuais não consensuais. Além disso, ele é acusado de extorsão e conspiração para tráfico sexual, bem como de explorar redes de prostituição.
Com a crescente atenção mediática e a gravidade das alegações, este caso continua a desenvolver-se, prometendo desvelar mais detalhes nos próximos dias.
O governo ugandês anunciou, no domingo, que mais de 5.000 famílias serão reassentadas na zona leste do país, em resposta à ameaça iminente de deslizamentos de terra provocados por uma fissura significativa nas montanhas.
Esta decisão surge após uma tragédia ocorrida no final de Novembro passado, quando intensas chuvas provocaram o desmoronamento de encostas, resultando na morte de pelo menos 36 pessoas no distrito de Bulambuli. Dezenas de indivíduos continuam desaparecidos e cinco aldeias foram severamente afectadas pela lama.
A ministra de Estado para a assistência e preparação para catástrofes, Lillian Aber, alertou para o risco de uma nova catástrofe devido ao surgimento de uma “grande fenda na terra” que se estende por cerca de 70 quilómetros. “Isto é suficiente para desencadear a evacuação imediata da população e não esperar por uma evacuação forçada”, declarou Aber à AFP. “Não podemos ficar à espera que aconteça uma catástrofe”, acrescentou a ministra, enfatizando a urgência da situação.
O governo estabeleceu um prazo de duas semanas para que os residentes deixem as suas casas voluntariamente, antes que as autoridades intervenham para obrigar a evacuação. Os deslocados receberão um “pacote de reinstalação em dinheiro e terras”, conforme garantiu a ministra.
A ordem de evacuação abrange os distritos montanhosos de Bulambuli, Mbale, Sironko, Kapchorwa, Kween, Bukwo e Bududa. As recentes estações chuvosas na África Oriental têm sido particularmente severas, exacerbadas pelo fenómeno meteorológico El Niño, que tem intensificado as chuvas na região.
É relevante recordar que, durante a última estação chuvosa, entre Março e Maio, duas pessoas morreram no Uganda, enquanto o vizinho Quénia registou, no mesmo período, pelo menos 228 óbitos, 72 desaparecidos e mais de 200.000 deslocados.
O ciclone Chido, que atingiu a ilha de Mayotte no passado sábado, já causou centenas, possivelmente milhares de mortes, segundo as autoridades locais. Este ciclone é considerado o mais violento que o território francês no Oceano Índico já enfrentou em quase um século.
Inicialmente, as autoridades relataram pelo menos 11 mortes, mas a situação parece ter evoluído de forma alarmante, com prejuízos significativos, incluindo a destruição de edifícios essenciais, como o hospital local e diversas habitações precárias. A contagem das vítimas, segundo o Ministério do Interior francês, apresenta-se como um desafio, e até ao momento, não é possível confirmar um número definitivo.
Em uma declaração solene, o presidente francês Emmanuel Macron expressou a sua solidariedade com os habitantes de Mayotte, afirmando: “Quero expressar meus sentimentos aos nossos compatriotas em Mayotte que enfrentaram, nas últimas horas, algo terrível, e que, para alguns, perderam tudo, inclusive a vida.” A situação foi discutida durante uma breve conversa entre Macron e o Papa Francisco na Córsega.
As autoridades locais já haviam avisado que a avaliação completa dos danos humanos e materiais poderia demorar vários dias. Preocupações emergentes relacionadas ao acesso a alimentos, água potável e alojamento emergencial estão a aumentar a tensão na ilha.
Em resposta à crise, a administração da ilha de Reunião anunciou a implementação de uma ponte marítima e aérea para ajudar Mayotte.
Esta operação, que liga as duas ilhas a cerca de 1.400 km de distância, inclui o envio de um primeiro navio da Marinha Nacional francesa com 80 toneladas de materiais, que abrange medicamentos, alimentos e equipamentos essenciais para restaurar os serviços de água e electricidade.
O ministro do Interior da França, Bruno Retailleau, manifestou a sua preocupação com o elevado número de vítimas e está programado para visitar a ilha em breve. Para coordenar as acções de resposta à crise, foi agendada uma reunião de emergência que ocorrerá duas vezes ao dia.
Um incêndio de grandes proporções deflagrou na tarde deste sábado numa área de processamento de carvão mineral pertencente à empresa Vulcan Moçambique, localizada na Mina de Moatize, em Tete.
O incidente, que ocorreu durante trabalhos de soldagem, foi causado pela queda de faíscas de um eléctrodo sobre um produto químico, conforme comunicado emitido pela empresa.
O fogo teve início na área designada como Usina 2, onde é processado o carvão, e rapidamente se alastrou devido à presença de materiais químicos de alta combustão nas proximidades. De acordo com fontes internas, a primeira ação dos bombeiros da empresa foi isolar as chamas na área já afectada, com o intuito de evitar a sua propagação.
Graças à prontidão e eficácia das equipas de emergência da Vulcan, o incêndio foi controlado sem haver necessidade de recorrer aos serviços de emergência do Serviço Nacional de Salvamento e Protecção (SENSAP). Não foram registados feridos nem danos materiais significativos, segundo a mesma fonte.
Em resposta ao incidente, a Vulcan Moçambique emitiu um comunicado onde reafirma o seu compromisso com a segurança. “A Vulcan reconhece que, na tarde de sábado, foi registado um incêndio numa das suas áreas operacionais, provocado pela queda acidental de faíscas sobre um produto químico. Graças à rápida intervenção das nossas equipas de emergência, o fogo foi prontamente controlado, sem registo de feridos ou danos materiais”, afirmou a empresa.
O Centro de Saúde de Nametil, que abrigava o Centro de Tratamento de Doenças Diarreicas e Cólera, encontra-se encerrado após um acto de vandalismo ocorrido na última sexta-feira.
O incidente resultou na evacuação dos cinco pacientes que ainda se encontravam internados, obrigando-os a regressar às suas residências. O Presidente da República expressou o seu lamento e preocupação com o potencial alastramento da doença.
De acordo com testemunhos locais, o centro foi atacado na tarde de sexta-feira por indivíduos que, aparentemente, se encontravam fardados como membros das Forças de Defesa e Segurança.
Sérgio Gravício, um residente de Nametil, reportou que houve mortes durante a invasão, afirmando que “uma pessoa foi morta e o dinheiro foi levado. Os agressores usavam fardas de polícia.” Gravício também manifestou estranheza em relação ao uso de armas de fogo por parte dos atacantes, uma vez que a criminalidade na área normalmente não envolve tal armamento.
Com a vandalização, o Centro de Tratamento de Doenças Diarreicas e Cólera, que tinha sido estabelecido com o apoio de Médicos Sem Fronteiras, ficou sem condições de funcionamento.
Emmanuel Impissa, administrador do distrito de Mogovolas, confirmou que o centro tinha a finalidade de isolar os doentes de cólera de outras enfermidades, sublinhando que “esta situação foi alimentada por desinformação, alegando que os profissionais de saúde estariam a propagar a cólera.”
As autoridades locais expressam grande preocupação com o destino dos doentes que foram forçados a sair do centro. “Estávamos a conseguir controlar o surto”, afirmou Impissa, revelando que, antes da vandalização, seis pacientes estavam internados. “Não sabemos como vão lidar com suas roupas ou utensílios. O receio é que, impulsionados pelo medo, alguns tenham saído do distrito em busca de refúgio em Nampula ou Angoche, o que pode levar à propagação da doença.”
As novas tarifas para o transporte inter-provincial em Moçambique, que incluem um desconto de 10%, entraram em vigor.
Esta iniciativa, anunciada pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, visa atenuar os efeitos das recentes manifestações pós-eleitorais que marcaram o país.
Durante a conferência de imprensa realizada esta quinta-feira, o Ministro Magala destacou as principais medidas implementadas pelo governo, sublinhando que o desconto de 10% nas tarifas de transporte será válido até ao dia 15 de Janeiro de 2025. “Esta é uma ação concreta do governo para ajudar a população a lidar com o impacto das manifestações e garantir uma mobilidade mais acessível”, afirmou.
Além do desconto nas tarifas de transporte, o governo anunciou também a isenção de taxas de manuseamento de produtos alimentares no Porto de Pescas de Maputo, abrangendo até 94 toneladas, também durante o mesmo período.
Estas medidas visam não apenas facilitar a circulação da população entre as províncias, mas também contribuir para a estabilidade social e económica do país neste momento delicado.
A expectativa é que a implementação destas tarifas com desconto traga alívio às famílias moçambicanas e promova um ambiente de maior tranquilidade nas próximas semanas.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, de 79 anos, teve alta do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, neste domingo, apenas cinco dias após ter sido submetido a uma cirurgia intracraniana de emergência para estancar uma hemorragia interna.
A alta foi anunciada em conferência de imprensa pela equipa médica que acompanhou o tratamento do chefe de Estado.
O cardiologista Roberto Kalil, que liderou a equipe médica, informou que Lula permanecerá na capital paulista até à próxima quinta-feira, quando será reavaliado por meio de novos exames, incluindo uma tomografia craniana. Apenas se os resultados forem satisfatórios, o presidente poderá retornar a Brasília.
Lula já se preparava para voltar ao Palácio da Alvorada, onde, a 19 de Outubro, sofreu uma queda na casa de banho, resultando num corte na nuca que necessitou de cinco pontos de sutura. Esta queda foi a causa da hemorragia intracraniana que levou à intervenção cirúrgica.
Apesar de estar de volta ao seu gabinete, o veterano político terá de respeitar restrições rigorosas durante pelo menos 30 dias. Embora possa retomar suas actividades normais de despachos, está proibido de realizar exercícios físicos, esforços excessivos e de participar em viagens longas.
Dados alarmantes divulgados pela Plataforma Eleitoral Decide revelam que, após as manifestações que se seguiram às eleições gerais de 9 de outubro, pelo menos 130 pessoas perderam a vida e 385 foram vítimas de disparos.
A situação, que tem gerado preocupação a nível nacional e internacional, retrata um cenário de crescente instabilidade e descontentamento popular.
Além dos trágicos números de mortos e feridos, a organização reporta que cerca de 2.000 pessoas sofreram ferimentos durante os confrontos, enquanto 3.636 foram detidas pelas autoridades e cinco permanecem desaparecidas.
As manifestações, que surgiram em resposta aos resultados eleitorais contestados, foram convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, que conta com o apoio do partido Podemos.
Mondlane, assim como vários partidos da oposição e organizações da sociedade civil, denunciou irregularidades durante o processo eleitoral, considerando-o marcado por fraudes que comprometeram a legitimidade das eleições. A insatisfação com os resultados e a exigência de uma revisão do processo têm mobilizado um número crescente de cidadãos nas ruas.
Em resposta a estas manifestações, o porta-voz do Comando Geral da Polícia da República de Moçambique, Orlando Modumane, afirmou que crianças, adolescentes e pessoas em estado de vulnerabilidade, como os que sofrem de demência ou embriaguez, estariam a ser utilizadas nos protestos, os quais, segundo ele, não respeitam as normas legais e o Estado de Direito.
O Movimento L.U.T.O. por Moz promoveu, no sábado, uma manifestação artística na Avenida 10 de Novembro, na zona baixa da capital moçambicana, congregando dezenas de artistas com o intuito de apelar ao diálogo entre as partes envolvidas nos recentes protestos pós-eleitorais.
A iniciativa visa encorajar a resolução pacífica dos conflitos que têm marcado o país, onde já se registaram mais de cem mortes e milhares de feridos desde o início das manifestações.
Os artistas participantes expressaram a sua preocupação com a actual situação de crise em Moçambique, que, segundo muitos, é a mais grave desde a introdução das eleições multipartidárias em 1994. “Estamos em pleno caos agora e acho que a nossa missão é minimizar os danos que ainda podem acontecer. O Governo deve estar preparado para ceder”, declarou o músico Stewart Sukuma, um dos rostos visíveis do evento.
Através de diversas performances artísticas, o movimento procurou transmitir uma mensagem de reconciliação, ao mesmo tempo que fez um apelo contundente à protecção dos direitos humanos. “Este evento visa passar uma imagem de união e esperança, repudiando a violação dos direitos fundamentais de todos os cidadãos”, sublinhou Sukuma.
Os organizadores do movimento reiteraram a necessidade urgente de diálogo entre as partes envolvidas nas manifestações, enfatizando que o entendimento mútuo é essencial para evitar mais tragédias e promover a paz em Moçambique.
Como tal, a comunidade artística mostrou-se disposta a contribuir para um futuro mais harmonioso no país, unindo-se em torno de uma causa que transcende a arte e busca a justiça social.
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O aclamado músico moçambicano Stewart Sukuma recebeu uma homenagem no Festival Nostalgia 2026, em reconhecimento ao seu inestimável contributo para a valorização e divulgação...
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