Dados alarmantes divulgados pela Plataforma Eleitoral Decide revelam que, após as manifestações que se seguiram às eleições gerais de 9 de outubro, pelo menos 130 pessoas perderam a vida e 385 foram vítimas de disparos.
A situação, que tem gerado preocupação a nível nacional e internacional, retrata um cenário de crescente instabilidade e descontentamento popular.
Além dos trágicos números de mortos e feridos, a organização reporta que cerca de 2.000 pessoas sofreram ferimentos durante os confrontos, enquanto 3.636 foram detidas pelas autoridades e cinco permanecem desaparecidas.
As manifestações, que surgiram em resposta aos resultados eleitorais contestados, foram convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, que conta com o apoio do partido Podemos.
Mondlane, assim como vários partidos da oposição e organizações da sociedade civil, denunciou irregularidades durante o processo eleitoral, considerando-o marcado por fraudes que comprometeram a legitimidade das eleições. A insatisfação com os resultados e a exigência de uma revisão do processo têm mobilizado um número crescente de cidadãos nas ruas.
Em resposta a estas manifestações, o porta-voz do Comando Geral da Polícia da República de Moçambique, Orlando Modumane, afirmou que crianças, adolescentes e pessoas em estado de vulnerabilidade, como os que sofrem de demência ou embriaguez, estariam a ser utilizadas nos protestos, os quais, segundo ele, não respeitam as normas legais e o Estado de Direito.















