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Segunda-feira, Junho 15, 2026
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Funcionários da Saúde abandonam doentes numa unidade sanitária em Homoíne

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Os doentes e seus acompanhantes, quando se aperceberam da presença da equipa da Rádio Moçambique, pensaram que se tratava do pessoal médico.

Em Homoíne, província de Inhambane, funcionários da Saúde abandonam uma unidade sanitária, deixando os doentes à sua sorte. Os mesmos estão afectos ao posto sanitário de Madumo, em Mupebua, uma localidade do interior do distrito, com pouco mais de doze mil habitantes. Foi por cerca de 14h00 de segunda-feira que a Rádio Moçambique escalou aquela região, onde o pessoal afecto àquela unidade sanitária, nomeadamente, uma agente de medicina e uma servente, estava ausente.

No local, estavam três doentes, todos deitados, um dos quais aparentemente em estado grave, aguardando desde as primeiras horas da manhã pela chegada do referido pessoal, que, segundo os residentes das proximidades daquela unidade sanitária, não se faziam ao local desde a semana anterior.

País volta a adoptar educação pré-escolar

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O vice-ministro da Educação moçambicano, Augusto Luís, disse à Lusa em Gondola, centro de Moçambique, que a estratégia, já encaminhada para o Conselho de Ministros, deverá, numa fase piloto, abranger 10 distritos das províncias de Maputo e Gaza (sul), Tete (centro) e Nampula e Cabo-Delegado (norte).

‘Vamos reintroduzir a pré-escola para socializar o ensino, para que o aluno entre no ensino primário com uma base, de identificar letras e sons’, disse Augusto Luís, para quem, até 2015, todas as crianças devem ter oportunidade de concluir uma educação básica de qualidade.

A definição da Estratégia Nacional Holística do Desenvolvimento Integral da Criança em Idade Pré-escolar ‘é prioritária para a socialização da criança e para que desenvolva a linguagem, alicerçando os pressupostos necessários para enfrentar, com sucesso, todas as fases subsequentes de aprendizagem’, disse.
Ainda segundo o governante, em paralelo está previsto o aumento da rede escolar por via de programa de construção acelerada, gestão escolar, expansão de ensino bilingue, saneamento e saúde escolar, além da promoção de ingresso no ensino na idade certa.

Ainda no quadro da melhoria de ensino, o MINED introduziu no ano passado o ‘Provinha’ para testar a leitura das crianças no ensino primário na capital do país, Maputo, estando prevista a sua expansão para as províncias devido aos bons resultados da estratégia…

Reparações localizadas: Obras arrancam este mês na EN6

Finalmente, arrancam no dia 20 deste mês as obras de reparação localizadas na Estrada Nacional Número Seis (EN6), no troço Beira-Inchope, avaliadas em mais de 135 milhões de meticais.
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Para o efeito, parte do material para a dinamização da empreitada, que será levada a cabo pela empresa MCA, já se encontra no estaleiro, no posto administrativo de Tica, distrito de Nhamatanda, em Sofala.

Dados oficiais indicam que diariamente circulam pela EN6 uma média de três mil camiões, grande parte dos quais transportando mercadorias de e para os países do hinterland, sendo que o Porto da Beira é considerado o principal ponto de partida e chegada. Por conseguinte, a degradação daquela rodovia influencia negativamente nas trocas comerciais entre Moçambique e os seus vizinhos da região austral de África e não só. Por outro lado, é pela EN6 que se efectua a comunicação entre a cidade da Beira e as restantes partes do país, facto que garante o abastecimento à população local em produtos alimentares básicos, sobretudo os produzidos nos distritos de Sofala ou noutras províncias, sendo assim a sua transitabilidade imprescindível.

Falando recentemente na 1ª Sessão Ordinária deste ano da Comissão Provincial de Estradas, em Sofala, o delegado da Administração Nacional de Estradas (ANE), Belmiro Rodolfo, explicou que enquanto os trabalhos não começam, decorrem actividades preliminares que incluem tapamento de buracos nas secções mais críticas, com saibro, execução de trabalhos com betão, como a reparação de guardas das pontes e pontões e ainda trabalhos de drenagem.

Ele revelou, na mesma ocasião, que o empreiteiro ainda não possui na obra todo o equipamento previsto, mas espera-se que até ao final da 1ª quinzena deste mês o mesmo esteja no terreno, facto que vai garantir a real intervenção na EN6, a partir da referida data.

Entretanto, Belmiro Rodolfo recordou que o anterior concurso realizado em Março reprovou todos os concorrentes por não reunirem as condições exigidas para a execução das empreitadas nos troços Beira-Tica e Tica-Inchope…

70% de indústrias não investem na formação de trabalhadores

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Cerca de 70% de 174 pequenas e médias empresas moçambicanas do ramo industrial não investem no treinamento da sua força de trabalho, segundo um estudo desenvolvido pela Associação Industrial de Moçambique (AIMO), realçando que aquela situação está na origem da fraca competitividade das firmas nacionais.

Apesar de benefícios fiscais concedidos a firmas que apostam na formação da sua força laboral, “a maior parte das empresas não está familiarizada com o Código de Benefícios Fiscais, em vigor desde 2009”, de acordo com resultados daquela pesquisa, divulgada, esta Segunda-feira, em Maputo, durante a II Conferência sobre Competitividade e Industrialização de Moçambique.

Entretanto, a pesquisa destaca que muitas empresas alegam a complexidade do processo de obtenção de isenção e o “facto de o benefício fiscal ser dependente do lucro realizado nos primeiros cinco anos, quando a lucratividade das empresas industriais requer um período mais longo”.

Por outro lado, a maior parte das empresas abrangidas pelo estudo reconhece limitações na competência da sua mão-de-obra, “mas, mesmo assim, não investe no seu treinamento”, acrescenta ainda a AIMO.

Por seu turno, Agostinho Vuma, vice-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), indicou que o dificil acesso e custos de financiamento, limitado uso de tecnologias modernas, falta de certificação e burocracia nos processos de importação de matérias-primas são outros constrangimentos que concorrem para a baixa competitividade das empresas nacionais.

A crescente exploração de recursos minerais estratégicos torna urgente a existência de uma estratégia de formação de uma classe laboral mais qualificada, “na medida em que Moçambique deixa de ser uma economia meramente agrícola, para se tornar num país com uma indústria em ascensão e com reconhecimento internacional”, segundo ainda Agostinho Vuma.

Refira-se que a cerimónia de abertura foi orientada pelo ministro das Obras Públicas e Habitação, Cadmiel Muthemba.

Mais um prémio internacional para o filme "Dina"

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Se Moçambique fosse um Reino e Dina, a Rainha, então, esta seria a mais feliz do país. De qualquer modo, diante dos acontecimentos, não se pode afirmar que os seus criadores não sejam os realizadores cinematográficos mais orgulhosos que o país possui. É que o documentário Dina acaba de arrecadar mais um prémio, desta vez, o sexto prémio, em mais um festival internacional de cinema.

Depois de “Special Jury Prize” conquistado na última edição do “Festival Lusófono e Francófono de Montpellier” (Fest’Afilm) realizado em França, O documentário moçambicano DINA – produzido pela Mahla Filmes – arrecadou mais um prémio, desta vez, no Festival Internacional de Cinema Vues d´Afrique, totalizando desta forma seis prémios.

Com mais este troféu esta curta-metragem consolida-se como o filme moçambicano de ficção com mais prémios internacionais ao vencer a categoria Prix de l’Organisation Internationale de la Francophonie du meilleur court-métrage, Afrique Connexion.

A 28ª edição do Festival Internacional de Cinema Vues d´Afrique decorreu entre 27 de Abril e sei de Maio em curso e constitui-se como um espaço de projecção do cinema africano e das Caraíbas, tendo decorrido em Montreal, no Canadá.

A conquista de prémios internacionais por DINA, (uma história que expõe os problemas da violência doméstica vivida por uma família moçambicana) está a tornar-se tradição. Na qualidade de melhor curta-metragem já recebeu prémios em países como Nigéria, Burundi, Camarões e Zimbabwe. Ora, diferentemente dos quatro primeiros prémios já mencionados, o “Special Jury Prize” carrega-se de especial importância por ser o primeiro galardão a ser conquistado fora do continente africano.

No entanto, a ausência dos seus mentores no referido festival, realizado em França, pode ser considerado com uma nódoa que caiu no melhor pano. Faltaram fundos para o deslocamento dos realizadores – Mickey Fonseca e Pipas Forjaz – rumo ao país de Montesquieu.

“DINA conta a história de uma adolescente de 14 anos cuja vida sofre profundas mudanças depois de descobrir que está grávida. Fauzia, mãe de Dina, rapidamente percebe que este novo drama familiar terá como consequência para a família o agravamento da violência cometida pelo seu próprio marido, Remane, contra ela e a filha. No tribunal, Fauzia enfrenta Remane pela última vez”.

Escrita por Mickey Fonseca, a curta-metragem DINA integra uma série de quatro documentários moçambicanos “retratando a problemática da violência baseada no género, e especificamente a violência doméstica contra a mulher”. Tal série de filmes produzidos pela Mahla Filmes para a “N´weti Comunicação Para Saúde”, uma organização não-governamental, em 2010, contando com o financiamento da Embaixada do Reino dos Países-Baixos.

Não conhece? Assista agora AQUÍ!

Parlamento continua apreciar “Pacote Legislativo Anti-Corrupção” de forma fragmentada

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A Assembleia da República (AR) de Moçambique aprecia esta quarta-feira a informação da comissão dos assuntos constitucionais e direitos humanos e de legalidade sobre a revisão do código penal em vigor.  Contudo, e contrariamente a proposta do Governo, o processo de aprovação deste que é conhecido como “Pacote Legislativo Anti-Corrupção” está a acontecer e vai prosseguir de forma fragmentada.

Entretanto esta Terça-feira o Centro de Integridade Publica (CIP) divulgou um documento onde enfatiza que desta forma fragmentada a aprovada pelo Parlamento da alteração da Lei Orgânica da Procuradoria-Geral da República e o Estatuto dos Magistrados do Ministério Público (LOPGR) assim como a aprovação da Proposta de Lei de Protecção de Vítimas, Denunciantes, Testemunhas e Outros Sujeitos Processuais (LPVDT) são ainda parcialmente inaplicáveis na parte referente ao Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), concretamente no que se refere às competências conferidas por lei a este Gabinete para instruir e acusar crimes de corrupção e conexos e nalgumas atribuições relacionadas com o exercício da sua actividade processual.

Segundo o CIP o facto das Propostas de Lei do “Pacote Legislativo Anti-Corrupção” não entrarem em vigor (quase) na mesma ocasião já começou a originar situações de inaplicabilidade imediata de determinados dispositivos legais e a se colocar em causa a harmonia do quadro legal Anti-Corrupção.

Ainda de acordo com o CIP “presentemente, as acções que a AR vem seguindo não respondem aos compromissos de combate à corrupção plasmados na Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção já ratificada por Moçambique e pela Convenção da União Africana e Protocolo da SADC, também já ratificados.”

Governo pede esclarecimento a FMF sobre jogo dos mambas no Irão

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O Governo moçambicano quer esclarecimentos da Federação moçambicana de Futebol (FMF) sobre o processo da deslocação da selecção nacional de futebol, os ‘Mambas’, ao Irão, onde realizou um jogo amigável no passado dia 2 de Maio.

Segundo o jornal Noticias, o Ministério da Juventude e Desportos (MJD) intimou já a FMF para esclarecer detalhadamente todo o processo que culminou com a deslocação dos “Mambas” aquele país politicamente contestado pelo Ocidente.

Supõe-se que o MJD pretende se inteirar sobre os motivos que levaram os Mambas a irem jogar naquele pais numa data que fosse data-FIFA e o que terão recebido para se apresentarem num país que está sob sanções do Conselho de Segurança da ONU, devido ao seu programa de enriquecimento do urânio.

A deslocação dos “Mambas” ao Irão pode não ter agradado a alguns países com quem Moçambique mantém boas relações e que condenam o regime Mahmoud Ahmadinejad. Naquele jogo, os “Mambas” perderam por 3-0.

A selecção iraniana é treinada pelo luso – moçambicano, Carlos Queirós.

Trabalhadores do ISCAM solicitam intervenção do Primeiro-Ministro

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Funcionários do Instituto Superior de Contabilidade e Auditoria de Moçambique (ISCAM), em verdadeiro “pé de guerra” com a direcção daquela instituição a quem acusam de “arrogância, nepotismo e perseguição de trabalhadores”, já submeteram uma carta à Inspecção Geral do Ministério da Educação (MINED) e pedem que o Primeiro-Ministro, Aires Ali, nomeie novo director.

A carta, cuja cópia está em poder do Correio do manhã, foi submetida ao MINED no dia 20 de Abril de 2012, quase duas semanas depois de o nosso jornal ter reportado em exclusivo o clima de clivagem entre a direcção do Instituto Superior de Contabilidade e Auditoria e a massa laboral.

Na referida carta, o grupo de funcionários revoltosos com a situação afirma que o ISCAM não parece ser uma instituição de ensino superior.

Comparam-na a um “quartel nazi”, sob ordens de Adolf Hitler, na Alemanha, uma vez que, alegadamente, “o director deste estabelecimento de ensino, João Moreno, intimida os funcionários e faz da instituição sua propriedade, juntamente com a Drª Anatólia”.

“Será que Moreno e Anatólia são insubstituíveis?”, questiona o grupo de funcionários descontentes, pedindo a quem de direito para solucionar rapidamente o problema que, no seu entender, passa necessariamente pela substituição de João Moreno no cargo, “porque ele é uma aberração, não serve para a instituição que se pretende tenha mudanças e se desenvolva (…) não serve, se calhar houve erro de escolha”, salienta a carta submetida à Inspecção Geral do Ministério da Educação.

De referir que esta instituição conta com 61 docentes, dos quais seis a tempo inteiro.

LDH aposta em esquadras especiais para prevenir linchamentos de supostos criminosos

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A Liga dos Direitos Humanos em Tete está a implementar um projecto de sensibilização e criação de esquadras apropriadas para o encaminhamento de supostos criminosos, com o objectivo de estancar a onda de linchamentos.

Segundo a Rádio de Moçambique, que cita a presidente da Liga dos Direitos Humanos, trata-se das província de Maputo, Sofala e Manica que estão a ser abrangidas por este projecto, financiado pelos Governo do Canadá e Suíça.

Maria Alice Mabote disse que o projecto consiste na sensibilização das comunidades e criação de esquadras especializadas para onde serão encaminhados os supostos criminosos, muitos dos quais são linchados por populares.

A escolha destas três províncias deve-se ao facto de liderarem a lista dos linchamentos no país, embora não tenha apresentado números.

A presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos referiu que neste momento o projecto já arrancou na província de Maputo, onde está em curso a reabilitação três esquadras nos bairro

Ex-ministro da Justiça e ex-deputado disputam cargo de Provedor de Justiça em Moçambique

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O ex-ministro da Justiça moçambicano José Abudo e o presidente do partido Monamo, pequena força política extraparlamentar, Máximo Dias, disputam o cargo de primeiro Provedor de Justiça do país, que vai ser eleito na actual sessão parlamentar.

Segundo a agência Lusa, o cargo de Provedor de Justiça em Moçambique foi criado pela Constituição da República em vigor desde 2005, mas manteve-se vago até ao momento por o seu preenchimento não ter sido agendado pela Assembleia da República.

José Abudo, juiz de profissão, concorre ao cargo por designação da bancada maioritária da Frelimo. Abudo reúne por isso amplas possibilidades de ser eleito, uma vez que a FRELIMO tem uma esmagadora maioria de 191 dos 250 assentos do parlamento.

Máximo Dias, advogado e ex-deputado, disputa a vaga por indicação do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), partido com apenas oito deputados no parlamento.

O principal partido da oposição, a Renamo, que detém 51 assentos, não apresentou nenhum candidato, por razões desconhecidas, mas aparentemente relacionadas com as poucas hipóteses de vitória de um candidato da oposição, face à maioria qualificada da Frelimo.

Na audição pela Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e da Legalidade da Assembleia da República, José Abudo indicou a tutela dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos como o enfoque da sua actuação, caso seja eleito. Já Máximo Dias comprometeu-se “a estar à altura das expectativas dos cidadãos”, se for eleito.

Bebé morre sufocado por álcool de mãe embriagada

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Uma mulher está a contas com as autoridades policiais de Inhambane, indiciada de ter morto o seu próprio bebé por excesso de consumo de álcool.

A vítima era uma recém-nascida, com cerca de um mês, e terá perdido a vida sufocada pelo intenso cheiro de álcool da bebida injerida pela progenitora. Esta, dizem as fontes da polícia, não prestou os devidos cuidados ao dormir com o seu bebé, dado o estado de embriaguez em que se encontrava.

O caso ocorreu em Rumbana, o bairro mais populoso da cidade da Maxixe. A vizinhança, segundo escreve a Rádio Moçambique, é que denunciou o caso às autoridades policiais, o que culminou com a recolha da suposta autora do crime aos calabouços.

Financiamento ao CNCS foi cortado de 90 para 3 milhões de meticais

Com este corte, o CNCS fica mais fragilizado e não terá capacidade para se reerguer e financiar projectos de combate à doença
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Os doadores internacionais reduziram os fundos que alocavam ao Conselho Nacional de Combate à Sida (CNCS) de 90 milhões de meticais para apenas 3 milhões. Com este corte, o CNCS fica mais fragilizado e não terá capacidade para se reerguer e financiar projectos de combate à doença. A crise financeira que se abate sobre o CNCS poderá afectar vários programas de resposta nacional ao HIV/SIDA em curso um pouco por todo o país, que se mostravam eficazes sobretudo na região centro onde se assiste a uma redução de infecções.

INTERPOL instala-se na Beira

A Polícia Internacional (INTERPOL) está desde a semana passada na cidade da Beira e no corredor com o mesmo nome à procura de viaturas supostamente roubadas na República da África do Sul e em outros países vizinhos.
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Isso, no âmbito dos acordos existentes na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) no tocante ao crime transfronteiriço.

O chefe da Secção de Imprensa do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, Mateus Mazive, confirmou a existência de uma equipa da INTERPOL na Beira e assegurou que já há muitas viaturas recolhidas no âmbito da referida campanha. Mazive não revelou o número exacto dos carros parqueados, mas assegurou que a operação está a surtir os efeitos desejados.

`Confirmo, sim, que a INTERPOL está na nossa cidade para fiscalizar viaturas, com o objectivo de descobrir as que, eventualmente, foram roubadas na África do Sul, em particular, e em outros países da região Austral de África, no geral. A operação está a acontecer na cidade da Beira e vai abranger ainda todo o Corredor da Beira´ – explicou Mateus Mazive.

Vários agentes de diferentes especialidades da corporação do nosso país, com destaque para a Polícia de Trânsito e de Protecção, estão espalhados em toda cidade da Beira, principalmente em rodovias tidas como estratégicas e de maior movimentação, auxiliando a vigilância em alusão.

Este facto está a agudizar o engarrafamento que já é uma realidade na capital provincial de Sofala, sobretudo nas horas de ponta. Informações em nosso poder dão conta que muitos proprietários de viaturas compradas na vizinha África do Sul optam por parqueá-las em casa com medo que sejam recolhidas pela INTERPOL.

`Muitos dos nossos carros trazem documentação aparentemente legal e foram importados da África do Sul e outros adquiridos mesmo nas garagens das cidades da Beira e Maputo, mas quando aparece a INTERPOL são considerados quentes. Por isso, não entendemos como estas coisas funcionam´, disse um residente da cidade da Beira, identificado pelo nome de João António, entrevistado pelo Notícias.

Entretanto, aliado à operação da INTERPOL, a Polícia de Trânsito está a desenvolver uma campanha de educação rodoviária aos cidadãos de modo a reduzir o registo de acidentes de viação, que diariamente vão causando luto na cidade da Beira, em particular, e no país, em geral…

São esperados mais de 120 mil candidatos nos exames extraordinários

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Estão marcados para a primeira semana de Julho, os exames extraordinários da 10ª e 12ª classe. Em relação a estes últimos, a Comissão Nacional de Exames espera que 120 mil candidatos concorram às diversas disciplinas desta classe.

O mesmo cenário não se verifica na 10ª classe, onde o número de candidato tende anualmente a reduzir.

Jafete Mabote, Director do Conselho Nacional dos Exames Certificação e Equivalência, justifica esta redução pelo facto do ensino à distância estar a absorver muitos estudantes das 10ª classe.

Mais adiante, Mabote referiu-se à importância deste processo e lamentou o desempenho dos candidatos, muito aquém do desejado.

Nas escolas, a agitação das inscrições, que teve início na semana finda, já começou. Aliás, em algumas disciplinas, para surpresa de muitos candidatos, as vagas já estão preenchidas.

A inscrição para os exames termina no dia 16 do mês em curso.

Indivíduo ameaça despejar seus familiares no bairro 25 de Junho “B”

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Atormentada e sem saber para onde ir, é a situação duma família residente no bairro 25 de Junho “B”, cidade de Maputo, que nos últimos dias, viu o seu próprio primo a fazer uma série de ameaças, caso esta não abandone a dita habitação dentro de trinta dias.

Zulmira é solteira nasceu e vive nesta casa há mais três décadas. Contou à TIM que herdou-a dos seus progenitores, não entendendo o motivo pelo qual Pedrito, seu primo, pretende agora desalojá-la.

Jacó, irmão mais velho de Zulmira, explica que a habitação pertence aos seus pais há mais de quarenta anos.

Vizinhos, bem como o chefe de quarteirão, entendem não haver motivos suficientes para Pedrito despejar os próprios primos, uma vez que o ele mesmo possui a sua própria residência, também ela herdada dos seus progenitores.

À nossa reportagem, Pedrito não conseguiu esconder o nervosismo, tendo as suas explicações sido muito pouco convincentes.

Para intimidar os seus primos, Pedrito descarregou no terreno areia grossa, para subsequentes obras.

No local, a TIM ficou a saber que Irene, a suposta proprietária do imóvel, foi penalizada com uma multa de dois mil e quinhentos meticais, tendo ficado ainda responsável pela limpeza do quarteirão durante trinta dias.
Esta penalização ficou a dever-se ao facto de não ter comparecido a uma das audiências do tribunal local.

Lixo inquieta munícipes de Monapo

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A população do município de Monapo, na província de Nampula, está preocupada com a precariedade em que se encontram as ruas, os mercados, as escolas e os locais públicos, devido à quantidade de lixo naqueles locais.

Segundo alguns munícipes entrevistados pela nossa reportagem, grande parte dos locais públicos não beneficia de recolha de resíduos sólidos há mais de uma semana. Amina Joaquim, de 36 anos de idade, afirmou que no mercado central de Monapo há uma enorme quantidade de lixo que ainda não foi removido, apesar de se cobrar taxas diárias.

“O município está preocupado com dinheiro e não com o bem-estar do povo, daí que arrancam-nos o dinheiro e não fazem nada em prol do desenvolvimento da vila”, disse Amina que acusa o edil como sendo burlão da população, pois, depois de ser eleito, pouco se reúne com os munícipes, muito menos realiza actividades que garantem o bem de todos.

“Nesta vila, se não há casos de doenças é porque Deus gosta desta população e não nos quer ver mal. O edil e o seu elenco querem ver todo o povo doente ou morto”, acusou para depois afirmar que na vila de Monapo, além dos problemas ligados à higiene, há falta de água potável, vias de acesso em bom estado e tantos outros serviços.

Laura Matias Israel, de 26 anos de idade, afirmou que o mandato de João Luís, presidente do município de Monapo, não trouxe melhorias, ou seja, nenhuma componente do seu manifesto eleitoral foi realizado.

Apesar de passar um grande rio com o mesmo nome de distrito, a população ainda debate-se com problemas de água potável e a população tem vindo a disputar com animais o precioso líquido.

“Se repararmos a componente de lixo podemos-nos considerar os donos porque o município não consegue remover a nível da vila que ainda consideramos pequena”, disse.

Laura Israel disse ainda que na vila de Monapo há lixo por quase todos os locais, principalmente nos mercados.

“Quando vamos aos mercados da vila, os consumidores perdem vontade de comprar algo devido à precariedade do mercado, porque as pessoas afastam o lixo e colocam a sua mercadoria para vender”, disse.

Abudo Mamugi, de 30 anos de idade, afirmou que na vila de Monapo a população vive sem nenhum comando e os que pagam o imposto estão a ser burlados, pois pagam e não têm benefícios. “No mercado onde as pessoas são cobradas todos os dias ainda há muito lixo”, disse.

Entretanto, o presidente do município de Monapo, João Luís, na sua intervenção começou por dizer que considera legítimas as preocupações da população, mas justifica-se dizendo que o município possui somente um único tractor em estado obsoleto que se dedica à recolha de lixo, daí que há muitas dificuldades em responder à demanda.

João Luís disse que nesta fase em que o município encontra-se vai ter que sofrer na componente da recolha de lixo porque segundo ele há outras áreas que o seu elenco achou prioritárias.

O edil de Monapo afirmou que apesar de tudo o seu elenco vai trabalhar no sentido de alocar-se um tractor para substituir o tractor que encontra-se estragado.

Num outro ponto, o nosso entrevistado referiu que, neste momento, o município de Monapo está junto de alguns municípios de Portugal a criar esforços no sentido de serem financiados projectos que visam apoiar o na componente de saúde, Higiene, Água e construção de escolas.

Acidente de viação faz 3 óbitos e fere 25 pessoas após presidência aberta de Armando Guebuza

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Três óbitos, um ferido grave e 25 ligeiros é o balanço de um acidente de viação, ocorrido, Sexta-feira, no posto administrativo de Dacata, distrito de Mossurize, quando as vítimas saíam da visita presidencial em Mandie.

Os óbitos faziam parte de 4 feridos graves do acidente, no qual um deles era menor, acabaram por perder a vida em Espungabeira, no mesmo distrito, depois de serem atendidos no pronto-socorro em Dacata.

Estes foram atendidos no Centro de Saúde de Dacata, que por falta de pessoal e meios tiveram de ser transferidos para Espungabeira.

O caso aconteceu quando uma viatura da marca Toyota, caixa aberta, cuja identificação da matrícula não foi possível apurar, na altura conduzido por Wilson Sitole, despistou-se e acabou por capotar.

Segundo testemunhas no local, são causas do acidente o excesso de velocidade e condução em estado de embriaguez. “Nós pedimos a esse motorista para nos levar de volta para Dacata, só que ele estava sob efeito de álcool. O tapom de trás não estava seguro, o que facilitou para que as pessoas tivessem aquela queda”, disse uma das vítimas do sinistro, Manuel Mbofana.

O motorista Wilson Sitole, residente do distrito de Mossurize, afirma ter visto a sua viatura capotar de repente, sem saber exactamente o que causou o incidente.

O Planalto perguntou se teria consumido álcool, o que estava visível, eis que respondeu que “eu bebi pouco, mas o acidente não foi por causa da bebida”, o mesmo motorista não tem carta de condução.

Por esta razão, a polícia vai encaminhá-lo para tribunal onde vai responder por condução ilegal e também por homicídio, visto a probabilidade de fazé-lo intencionalmente.

João Maluane, chefe do posto policial de Dacata, sublinhou que caso desta natureza, em que motoristas conduzem sob efeito de álcool, excesso de velocidade e falta de habilitações para conduzir é encaminhado para as instâncias superiores.

Segundo Maluane, há muitos casos em que cidadãos conduzem viaturas sem carta de condução e licença do mesmo, acrescentou que isto é porque os agentes de trânsito não circulam naquela zona.

“Neste distrito, muita gente não tem carta de condução, nem licença de viatura, é por isso que se tem registado muitos acidentes, porque as pessoas não têm noção do perigo disto”, concluiu João Maluane.

Aliás, a visita presidencial foi marcada por acidentes de viação, tendo começado, Sexta-feira, dia em a assessora do Chefe de Estado, Marlene Magaia, o motorista do carro em que seguia para Gôndola, despistou e embateu contra um poste de energia.

Ela teve apenas entorse no pé direito, na altura o motorista disse que não sabia como aconteceu, visto que de repente viu a curvar demais o volante e, tendo se despistado para a mata, optou em embater num tronco de energia para reduzir a velocidade, pois caso contrário os danos seriam maiores.

Padres convocam imprensa para denunciar violência em Maputo

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A Conferência dos Religiosos de Moçambique, uma organização católica, convocou para hoje uma conferência de imprensa, visando denunciar a onda de violência contra os padres. A conferência, a decorrer nas instalações do Instituto Superior Maria Mãe de África, pelas 11 horas, é convocada na sequência do assassinato, na noite da última quinta-feira, por um grupo de seis malfeitores, do padre Valentim Camale, da paróquia Santa Teresinha Menino de Jesus, localizada no bairro Liqueleva, no Município da Matola.
Trata-se do segundo caso, depois de na sexta-feira Santa três padres da paróquia Santo António da Malhangalene terem sido amarrados, durante cerca de uma horas, e roubados bens, incluindo dinheiro, uma situação que não só deixou em choque os crentes, como também as próprias vítimas.

Padre Valentim Camale foi espancado por instrumentos contundentes, durante o assalto,  até perder a vida. Igualmente, o guarda dessa paróquia contraiu ferimentos graves.

consta que os referidos malfeitores introduziram-se na residência paroquial por volta das 20h00.

Tribunal manda libertar agentes da Polícia detidos sem culpa formal

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O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo acaba de ordenar a soltura provisória dos sete agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) que se encontravam detidos por ordens da PIC – Polícia de Investigação Criminal.

Os mesmos são acusados de tentativa de assassinato do recentemente exonerado director da PIC, ao nível da Cidade de Maputo, o inspector Dias Balate. Os referidos agentes eram responsáveis pela guarnição das empresas de Momed Satar, vulgo Nini Satar.

Os agentes estão em liberdade provisória sob termo de identidade e residência. O tribunal concluiu não existir razões suficientes para manter os agentes detidos. O tribunal também fixou uma caução de 100 mil meticais para cada agente, mas, segundo fontes policiais eles não conseguiram pagar o montante mas mesmo assim foram postos em liberdade.

Os agentes estão acusados pela PIC de tentativa de assassinato do antigo director da PIC, Dias Balate, em conivência com a esposa de Nini Satar, de nome Sheila Adão Issufo, que também tinha sido detida acusada do mesmo crime, mas foi restituída à libertada tal como os agentes.

Sheila Adão Issufo acabou sendo também posta em liberdade mediante o pagamento de uma caução no valor de 100 mil meticais, depois do juiz da 7ª Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo concluir que não havia razão suficiente para a manter detida.

Em sede do Tribunal, os agentes negaram as acusações de que teriam sido aliciados pela família Satar para matar o ex-director da PIC, e disseram apenas que guarneciam as empresas de Nini Satar a mando do próprio comando da PRM da cidade de Maputo, em regime de policiamento…

Dhlakama sugere que sociedade civil seja excluída da CNE

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Numa altura em que tarda o consenso sobre a composição e designação dos membros da Comissão Nacional de Eleições (CNE), o líder da Renamo, falando em Nampula, defende que a nova legislação eleitoral deve excluir a sociedade civil, por essa ser mais perigosa do que os membros dos partidos políticos.

Contrário à premissa de que a sociedade civil é o garante da não partidarização dos órgãos eleitorais e o maior avanço conseguido até agora na lei eleitoral, o presidente da Renamo defende a exclusão da `sociedade civil da CNE´.

Num encontro havido em Nampula, onde estiveram presentes ex-vereadores dos municípios de Nacala-Porto e Ilha de Moçambique, antigos deputados da Assembleia da República, a Renamo pretendia analisar o seu posicionamento político face ao impasse relativo à revisão da legislação eleitoral na Assembleia da República.

O líder da Renamo justifica a decisão recorrendo a dois aspectos: primeiro, porque as eleições interessam aos partidos políticos e não à sociedade civil; segundo, porque, em Moçambique, a sociedade civil é controlada pela Frelimo que beneficia dela.

A Renamo defende também que a eleição dos vogais da CNE obedeça a um princípio de paridade e não de proporcionalidade. Na lógica da Renamo, a Frelimo, a Renamo e o MDM deverão ter, cada, cinco membros na CNE. Os partidos extra-parlamentares não devem ser ignorados: estes deverão ter dois representantes na CNE.

Quanto ao STAE, a Renamo defende que este seja composto por membros de partidos políticos e não meros técnicos. A Renamo defende ainda que o STAE seja um departamento da Comissão Nacional de Eleições, o que contraria a visão da Frelimo de reduzir o papel daquele órgão, retirando-lhe todas as competências executivas…

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