O Ministro dos Recursos Minerais de Moçambique, Estêvão Pale, apelou ao sector privado para intensificar os seus investimentos com o intuito de expandir a rede eléctrica do país.
A sua intervenção teve lugar durante a V Conferência Empresarial sobre Energias Renováveis em Moçambique (RENMOZ-2026), realizada na cidade de Maputo.
O ministro destacou que a recente aprovação da nova legislação sobre electricidade visa atrair mais investimento para Moçambique, promovendo maior transparência e segurança jurídica. “Moçambique acredita numa transição energética equilibrada e inclusiva, reconhecendo o papel fundamental das energias renováveis na expansão do acesso à energia e na redução das emissões. Compreendemos que diferentes países enfrentam realidades distintas”, afirmou.
Estêvão Pale sublinhou que o gás natural continuará a desempenhar um papel relevante como fonte de energia de transição, contribuindo para a segurança energética, industrialização e geração de receitas para o desenvolvimento do país, além da gradual integração de fontes renováveis na matriz energética nacional. “Os nossos recursos energéticos são abundantes e diversificados, com mais de 18 Gigawatts de energia hidroeléctrica, 23 Gigawatts de energia solar e recursos eólicos resilientes em várias regiões costeiras e interiores”, acrescentou.
O ministro enfatizou que o sector privado tem um papel central na implementação da visão energética do executivo moçambicano.
Ricardo Pereira, líder da Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER), informou que, no âmbito da Iniciativa Global Gateway, a União Europeia confirmou um investimento de 300 milhões de euros em Moçambique, dos quais 178 milhões de euros estão destinados à energia, agroindústria, transformação digital e outros sectores. “O embaixador da UE deixou claro que, através da RENMOZ, alcançaremos resultados adicionais e coerentes”, afirmou.
Mayra Pereira, responsável pela Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER), referiu que, nos últimos anos, “Moçambique revelou uma visão clara para o seu futuro energético, colocando a transição energética no centro da agenda de desenvolvimento, competitividade, inclusão e resiliência climática”. Ela acrescentou: “Continuamos esta jornada, mas com responsabilidade acrescida, transformando o interesse em compromisso, investimentos e resultados concretos para o país e as suas comunidades”.
















