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Segunda-feira, Junho 15, 2026
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Sismo de 4.6 graus na escala de Richter estremece Zambézia

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Moçambique volta a ser sacudido por um sismo, desta vez na província da Zambézia, Centro do país, com uma magnitude de 4.6 graus na escala de Richter.

De acordo com os dados que nos foram enviados pelo Ministério dos Recursos Minerais e confirmados no site que regista todos os sismos que ocorrem no mundo, o tremor deu-se pelas duas horas, nove minutos e 23 segundos, com epicentro a 14 quilómetros de profundidade, nas coordenadas 15.994 Sul e 36.058 Este, no posto administrativo de Molumbo,  cerca de 100 quilómetros a Norte de Milange-sede.

Manica terá mais 9 unidades sanitárias

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A província de Manica vai contar, a partir deste ano, com mais nove unidades sanitárias nos distritos e postos administrativos mais necessitados em infra-estruturas sanitárias, disse o director provincial de Saúde, Juvenaldo Amós, na abertura do Conselho de Coordenação Provincial de Saúde, que decorre no distrito de Nhamatanda, província de Sofala. Para tal, já estão alocados 40.3 milhões de meticais para a construção de quatro centros de saúde, faltando o desembolso de outros 19 milhões para a construção de cinco maternidades em alguns centros de saúde que ainda não dispõem de maternidades.
De acordo com o director provincial de Saúde de Manica, um dos centros de saúde será construído na cidade de Chimoio, no Bairro da Vila Nova, no âmbito do acompanhamento da expansão da cidade.

Quatro crianças somalis encontradas mortas em Tete

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Alegadamente abandonadas por um motorista que transportava imigrantes num contentor.

Quatro crianças oriundas da Somália foram encontradas mortas numa estrada de Tete, centro de Moçambique, alegadamente abandonadas por um motorista que transportava imigrantes num contentor, denunciou ontem a ONU.
Em declarações a jornalistas, o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Machiel Salomons, mostrou-se chocado com o caso, ocorrido no passado dia 01 de Abril no posto administrativo de Chioco, no distrito de Changara, em Tete.
No último mês, o representante do ACNUR efectuou uma visita de trabalho às províncias de Tete e Cabo Delgado (Norte), por onde entram milhares de requerentes de asilo em Moçambique. “Infelizmente, desde o ano passado, o nosso escritório do ACNUR Moçambique tem verificado que os requerentes de asilo são retornados para outros países. Isso viola não só o direito internacional, mas também as leis nacionais”, disse Machiel Salomons.
O responsável chefiou uma equipa de técnicos do ACNUR que, durante uma semana, esteve em algumas zonas fronteiriças para avaliar o nível de tratamento dos requerentes de asilo no país por parte das autoridades moçambicanas.
“Sabemos que o Governo está muito preocupado com os movimentos irregulares e também com a imigração ilegal.

Restaurantes a céu aberto

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Na urgência de ganhar a vida, centenas de moçambicanos tomam as refeições na via pública indiferentes às condições de higiene em que os alimentos são confeccionados e servidos, até porque o que importa é enganar a fome, obter energia e continuar a sua luta pela sobrevivência. Do outro lado da barricada, estão os fomentadores desta “indústria” de comida que prosperam, ainda que informalmente.

Ao despontar do dia, centenas de mulheres deixam as suas casas para garantir o sustento das suas famílias através de comercialização de refeições ao longo das artérias da cidade de Maputo.

Diga-se de passagem, nos últimos tempos, essa actividade informal tem vindo a ganhar força, principalmente na zona baixa da urbe assim como nos mercados formais, informais e locais de grande movimentação de pessoas, o negócio de comida tomou uma dimensão imensurável de tal modo que a cada esquina é possível encontrar pelo menos uma vendedeira.

No mercado do Xipamanine, um dos maiores da capital do país, a azáfama é de bradar aos céus. Para quem por lá ganha o sustento diário do seu agregado familiar, o dia começa relativamente cedo. Por volta das 6h00 da manhã, já estão posicionados por detrás das suas respectivas bancas improvisadas de madeira.

Neste mercado, existe uma área especí ca onde mulheres de diferentes idades se juntam e confeccionam alimentos para a posterior comercialização aos demais vendedores e pessoas que trabalham nas imediações e que, por razões de tempo, não podem ir à casa.

Expostas à poeira, centenas de pessoas tomam as duas primeiras refeições do dia naquele mercado. Pedro Sambo é um exemplo disso. Com 28 anos de idade, vive maritalmente e tem dois lhos. Presentemente, reside no bairro Polana Caniço e dedica-se à comercialização de roupas usadas, vulgo calamidade, desde 1998.

Natural de Gaza, chegou à cidade de Maputo a convite de um amigo que também se dedica ao mesmo negócio. No início, comprava e revendia apenas um fardo de roupa, e, com o decorrer do tempo, passou a adquirir grandes quantidades.

A sua carga horária é de 18 horas e trabalha de segunda a domingo. Inevitavelmente, e como não podia deixar de ser, estando a trabalhar a uma longa distância de casa, isso impossibilita-o de interromper a jornada temporariamente para tomar a refeição com a família.

“No princípio, trazia a marmita de casa e durante o período da tarde alimentava-me, mas, às vezes, a comida estragava-se. Para não morrer à fome, passei a comprar as refeições nas bancas daqui do mercado”, conta.

Sambo a rma que, apesar dos preconceitos que possam estar à volta das refeições feitas na rua, são muitas as pessoas que delas bene ciam. “Agora as pessoas não precisam de ir à casa para tomar o pequeno-almoço, por exemplo”, diz.

Comida para todos

Na baixa da cidade de Maputo e não só, os pratos variam de 25 a 100 meticais e a sopa custa entre 15 e 30 meticais. Neste ponto, há sempre uma avalanche de pessoas. Dentre várias actividades comerciais praticadas, a confecção e venda de refeições a céu aberto é o que mais chama à atenção.

Ainda que não dispondo de dados numéricos ou estatísticos de quantas pessoas se fazem àquele local, diga-se, em abono da verdade, que dezenas de milhares de moçambicanos desempregados ganham a vida através daquela actividade.

Inimigas de estômagos vazios

As vendedeiras de comida são uma espécie de inimigas de estômagos vazios. Os clientes assíduos são os vendedores informais xos e ambulantes, que fazem daquele mercado a segunda casa.

“Com apenas 30 meticais consigo comprar um prato de comida, não penso duas vezes para sentar e tomar a refeição, seja onde for. Não posso ir comer na barraca porque não tenho quem possa tomar conta do meu negócio na minha ausência”, diz Adamo Sale, vendedor de material eléctrico, que a rma que, para além de os pratos serem de qualidade, os preços são acessíveis.

“Também os ricos comem nas barracas”

Engana-se quem se der ao luxo de pensar que as pessoas que consomem refeições nas barracas ou ao ar livre são apenas as de classe baixa ou marginais. Há trabalhadores de empresas de renome situadas nas redondezas que diariamente acorrem àquele lugar, entre noutros mercados da cidade de Maputo, para tomarem as refeições.

Sebastião Daniel trabalha numa instituição situada ao longo da Avenida 25 de Setembro, próxima do Mercado Central. É morador do bairro Patrice Lumumba, no município da Matola. À semelhança de outros, quando tem fome, dirige-se a uma das barracas no interior do mercado.

“Nos primeiros dias, desprezava quem comesse nas barracas. Na verdade, fazia-o sem a mínima consciência das circunstâncias que provavelmente ditam a realidade”, conta para depois acrescentar que “as pessoas alimentam-se seja onde for por necessidade, os preconceitos vão desaparecendo à medida que o tempo passa”.

“O que não mata engorda(?)”

O mercado Malanga não é uma excepção, mas sim uma regra. Neste local, há quase tudo para todos. Os preços dos pratos variam entre os 25 e 80 meticais.

A partir das 12h00 a pacata zona onde as vendedeiras preparam e vendem as refeições ca abarrotada de pessoas que desejam comer alguma coisa. Por vezes, a fome é maior a tal ponto que os clientes já nem se preocupam com a higiene ou como as refeições são confeccionadas.

As moscas aproveitam-se da falta de higiene colectiva e da distracção das vendedeiras para pousarem nos pratos e panelas.

Os insectos mais atrevidos até chegam a mergulhar nas panelas de caril, e ao cliente só cabe mandar vir o “tacho”, consumir e matar a fome, fazendo, deste modo, jus ao adágio popular segundo o qual “o que não mata, engorda”.

A saúde pública pode estar em causa, se tivermos em conta as condições em que nalgumas vezes as refeições são confeccionadas. Ainda que a intenção primeira passe por matar a fome, alguns consumidores pouco se importam com as repercussões que a imundice pode ter nas suas vidas.

E as cozinheiras, que dizem?

Anita Zavala, de 29 anos de idade, é natural de Manjacaze, província de Gaza, e mãe de três lhos. Há sensivelmente três anos decidiu enveredar pelo negócio de refeições no mercado Ben ca.

Durante quase dois anos confeccionava refeições para os trabalhadores afectos a uma empresa de construção civil que estava a erguer uma estância hoteleira algures na praia da Costa do Sol, na cidade de Maputo.

“Quando as obras de construção do referido hotel terminaram, o meu negócio também parou. Mas, como queria dar continuidade, vim arranjar um espaço aqui neste mercado, embora seja uma banca que se encontra num avançado estado de degradação”, conta.

Diariamente, esta jovem mulher, para responder e satisfazer à procura, prepara uma variedade de comida, começando pelo guisado de vaca, peixe, estufa de peru, passando pelo fígado até as verduras.

Um negócio rentável

A confecção e venda de comida em lugares públicos tem sido uma bóia de salvação para muitas famílias moçambicanas que se encontram no eterno sofrimento e mergulhadas numa pobreza que teima em não passar.

Anita diz que o seu negócio é lucrativo, e a cada dia que passa sente-se na obrigação de aumentar a quantidade dos alimentos. Começou com esta actividade cozinhando diariamente dois quilogramas de arroz, uma quantidade que esgotava no mesmo dia.

“Presentemente, cozinho cinco quilos de arroz, aumentei a quantidade de outros ingredientes que uso na confecção das refeições”, comenta ajuntando de seguida que de há um tempo a esta parte a sua vida e, consequentemente, da sua pacata família tende a melhorar.

Os obstáculos

No entanto, a degradação das bancas a gura-se um grande problema para esta jovem. A sua pequena banca coberta de chapas de zinco esburacadas e enferrujadas deixa iminente o perigo, pois a qualquer altura o tecto pode desabar.

Os problemas não param por aqui. Quando chove a situação torna-se mais crítica. “Esta banca cá submersa, as panelas não escapam à fúria das águas da chuva e o negócio cá parado”, a rma e acrescenta que por mais que os clientes apareçam, não existem condições de alojamento.

Se para a Júlia vender cinco quilos de arroz não é algo de outro mundo, o mesmo não se pode dizer relativamente a Guidinha, de 37 anos de idade, casada e mãe de cinco lhos.

“Por dia preparo dois quilogramas de arroz, além de outros alimentos para o caril, mas não consigo esgotar estas quantidades no mesmo dia. Às vezes, volto para a casa com as tigelas cheias de comida e isso constitui um prejuízo para mim”, considera.

“A hora que regista maior a usência dos clientes é no intervalo das 13 às 14 horas, durante este tempo não se descansa, temos que os atender da forma mais rápida possível para que não levem muito tempo à espera”, comenta.

A falta de espaço

A nossa reportagem deslocou-se também ao município da Matola, concretamente ao mercado Patrice Lumumba, onde a realidade (também) é desoladora. As “cozinheiras do povo” exercem a sua actividade em condições, diga-se, inaceitáveis, principalmente para a confecção de alimentos.

A falta de um espaço (con)digno para a confecção e venda de refeições é um grande problema que quase tira o sono às “inimigas de estômagos vazios”. “Eu ocupei uma área de 1,5 metro quadrado, é um espaço muito pequeno, os clientes não podem sentar-se enquanto passam as refeições.

Como os clientes não podem comer em pé, tive de ocupar uma parte do corredor do mercado que separa as bancas para colocar troncos de árvore e fazê-los de bancos”, diz uma das vendedeiras.

“No ano passado sofri uma queimadura no braço, enquanto tentava tirar um fogão de um lado para o outro. Tudo isto aconteceu porque não havia espaço para arrumar as panelas, bacias e outros utensílios”, lamenta.

Não obstante os problemas com que as senhoras se debatem no seu negócio, elas asseguram de pés juntos que com o dinheiro da venda de refeições conseguem suportar as despesas escolares dos seus lhos, fazer o rancho para a família, e muito mais.

A dupla realidade de Marracuene

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O Distrito de Marracuene, na província de Maputo, é um exemplo claro de uma contraditória realidade a que se assiste um pouco por todo este país. Por um lado temos os governantes que nas vilas vivem um el dorado, e por outro, e mais penoso, temos os que vivem nas localidades, literalmente esquecidos.

O fosso entre os ricos e os pobres em Moçambique ainda está longe de se reduzir. Os abastados convivem literalmente ao lado dos famintos e carenciados, os que têm falta de tudo e que constituem a maioria dos que vivem uma triste e desumana realidade deste país.

Para quem visita a vila sede de Marracuene e não alargar o horizonte para lá do interior, pode chegar a conclusões precipitadas e pensar ou dizer que quando se fala daquele distrito apenas se refere à vila, onde, à custa do dinheiro do erário público, vivem as estruturas do distrito.

De referir que todos os serviços básicos estão con finados na vila distrital. A população tem de percorrer quilómetros para encontrar uma unidade sanitária, escolas, mercado formal, entre outros.

Com 666 km² e uma população estimada em 157 642 habitantes, o distrito de Marracuene está dividido em dois postos administrativos, nomeadamente Machubo e Marracuene. Fazem parte do primeiro posto administrativo as localidades de Macandza e aula e do segundo, Nhomgonhama, Michafutene, Vila de Marracuene, entre outras.

À medida que se vai mais para o interior, vislumbra-se a dor, miséria e sofrimento por que passam algumas famílias. Falta-lhes de tudo um pouco. Em caso de doença não podem ir ao hospital porque não existem unidades sanitárias. Por falta de escolas, muitas crianças tornam-se trabalhadoras, usando a sua escassa força para trabalhos pesados, como corte de lenha, caniço e produção de carvão.

Viver sem paz

Nas localidades de aula e Macandza, os dias não são como podem parecer. Na calada da noite, a circulação dos moradores é restrita e condicionada, impondo-se uma espécie de recolher obrigatório.

A falta de policiamento comunitário e a pouca ou quase inexistente presença dos agentes da Polícia da República de Moçambique em acções de patrulha abrem um espaço de manobra aos malfeitores que fazem tudo a seu bel-prazer, perturbando a ordem e tranquilidade públicas naquelas zonas.

Zacarias Mondlane reside em Machubo há mais de 20 anos e já teve a oportunidade de testemunhar vários episódios. Segundo afi rma, os problemas do passado não são tão preocupantes como os de hoje. “Nas noites quase que não se pode circular, pois é nesse período que os malfeitores se posicionam nas ruas, à caça dos transeuntes. Sempre ouvimos gritos de pessoas”.

Este morador, de 42 anos de idade, disse ainda que a falta de transportes de/ e para as localidades remonta já há anos. Para contornar a situação, algumas pessoas usam as suas viaturas de caixa aberta para fazer “chapa”.

“Somos transportados em péssimas condições, para além de que as tais carrinhas andam sempre apinhadas. Havendo um doente a bordo, a situação torna-se mais penosa devido à degradação das estradas”, ajunta.

Não menos preocupante é a onda de criminalidade que se vive em quase todo o distrito de Marracuene, principalmente nas zonas do interior, onde a população vive literalmente esquecida, entregue à sua sorte. Este é um problema antigo mas que tomou contornos alarmantes nos últimos dias, talvez pelo aparente crescimento que aquele distrito está a registar.

“Na minha zona os malfeitores actuam à solta. No mês passado, por volta das 21 horas, de regresso à casa depois de uma jornada laboral, fui interceptado por dois jovens empunhando armas brancas que me cercaram e pediram que eu tirasse tudo o que trazia na altura. Pensei que fosse brincadeira, insistiram, enquanto me desferiam alguns golpes no pescoço com uma catana. A minha vida estava em risco, tive de tirar e entregar-lhes tudo para salvaguardar a minha integridade física”, conta Baptista Macuácua, morador de Macandza.

Esta situação irá prevalecer enquanto os agentes da PRM não intervierem no sentido de impor e garantir a tranquilidade e ordem públicas. Os criminosos vão passeando a sua classe, mostrando a sua musculatura perante uma população indefesa.

Alfredo Maulele, de 37 anos de idade, viúvo e pai de cinco lhos mora nesta localidade há sensivelmente 10 anos. “Eu sou natural de Nampula, vim a Maputo à procura de melhores condições de vida. Dois anos depois, um familiar deu-me uma porção de terra aqui em Marracuene para eu construir”, conta.

Dos cinco lhos, apenas dois têm idade escolar, sendo que um tem sete anos e o outro 16, mas nenhum deles “conhece o banco da escola”.

“Eu sou desempregado, não tenho condições financeiras para matriculá-los. Ainda que eu tivesse dinheiro, não temos escolas aqui perto”, justi ca, acrescentando que a única instituição de ensino está a pouco menos de 20 quilómetros de casa, uma distância que dificilmente as crianças podem percorrer.

O mais agravante é que não existe transporte que permita a ligação entre as localidades e a vila sede do distrito.

Educação

O cenário que se vive na localidade de Nhamgonhama replica-se por outras, como aula e Macandza. Os residentes daquelas localidades, diferentemente dos que vivem nas imediações da vila, encontram-se num eterno sofrimento e literalmente esquecidos. Para poderem chegar a uma escola têm de percorrer mais de 10 quilómetros, geralmente a pé, pois não há transporte semi-colectivo.

As crianças destas três localidades, depois de concluírem a sétima classe, só podem fazer o nível secundário na Escola Secundária Gwaza Muthine, situada na vila sede de Marracuene. Entretanto, uma esmagadora maioria de petizes abdica da escola devido à distância.

“Se tivéssemos pelo menos uma escola em cada localidade as crianças não estariam a sofrer para estudar, o pior é que não temos transporte”, queixa-se Carlos Zunguene.

Trabalho infantil

Porque muitas crianças não frequentam a escola, a única alternativa que lhes resta é aplicar as suas minúsculas forças no trabalho, muitas vezes pesado, como o corte de lenha, produção de carvão, entre outros. Algumas fazem-no a mando dos pais ou irmãos mais velhos, independentemente das suas idades.

Um dos exemplos disso é Marito Machava, de 15 anos de idade, que vive na localidade de Nhamgonhama. Os pais matricularam- no na Escola Primária Completa de Marracuene, onde estudou até a 4ª classe. “Parei de estudar porque a escola fica longe de casa e, todos os dias eu ia e voltava a pé. Para eu não ficar sem fazer algo, o meu pai disse para passar a ir com ele ao mato para cortar lenha”.

Se Marito conseguiu fazer a 4ª classe, o mesmo não se pode dizer em relação a Alberto Mazize, que nunca foi à escola. Os motivos, segundo o pai, Bento Mazize, vão desde a falta de condições financeiras até a inexistência de escolas nas imediações.

“Eu vivo aqui nesta localidade há 30 anos, não temos sequer uma escola, o meu lho não pode conseguir percorrer cerca de 10 quilómetros todos os dias de/e para a escola. A única solução foi mandá-lo apascentar o gado (caprino)”, acrescenta.

Um distrito auto-suficiente

A imagem que Marracuene transmite é de um distrito até certo ponto auto-su ficiente. Do comerciante mais pacato até as grandes mercearias, nota-se a existência de produtos locais. Segundo Laura Nguenha, natural deste distrito, os residentes de Marracuene não precisam de “fazer muita ginástica” para comprar produtos alimentares.

“Temos aqui grandes machambas e aviários, o que garante a nossa alimentação durante todo o ano. Não precisamos de ir à cidade da Maputo para adquirir bens alimentícios, temos tudo aqui ao mesmo preço, por vezes mais baixo que o aplicado na cidade de Maputo”, ajunta.

Laura disse ainda que há pessoas em Marracuene que, na cidade de Maputo, só conhecem o mercado grossista do Zimpeto, por ser o único lugar a que recorrem para comprarem certos produtos.

A nossa fonte acrescenta ainda que quando os nativos saem do distrito de Marracuene para a cidade de Maputo fazem-no com o intuito de comprar vestuário, mas essa tendência tem estado a reduzir porque, nos últimos dias, têm aparecido pessoas que se dedicam à venda destes artigos, embora o façam aos fins-de-semana.

No entanto, nos casos em que têm de tratar de alguns documentos, os residentes daquela parcela do país vêem-se obrigados a dirigir-se à cidade de Maputo. “Por outro lado, temos a falta de algumas repartições para o atendimento público. Se não fosse por esses motivos, só iríamos à cidade de Maputo apenas para visitar familiares”, considera.

Batelão que move a economia

O batelão de Marracuene, que serve de transporte de pessoas e bens, ligando a sede distrital de Marracuene à zona de Macaneta, é também, diga-se, uma atracção turística. Com capacidade para acolher seis viaturas ligeiras, o mesmo circula das seis às 19 horas durante o meio de semana. Aos fins-de-semana, vai até à meia-noite para responder à procura.

Fonte próxima à administração de Marraucene disse que cada carro ligeiro paga pela viagem 180 meticais. Aos passageiros são cobrados quatro meticais por um bilhete de ida e volta.

Mais do que um simples meio de travessia sobre o rio Incomáti, o batelão alimenta a economia do distrito, pelo facto de ser o único meio de transporte que se encontra sob gestão da administração distrital e a principal fonte de receitas públicas ao nível de Marracuene.

“A função económica do batelão de Marracuene deve ser vista sob dois pontos de vista, primeiro pelas receitas que gera de forma directa e, segundo, pelos ganhos que produz de forma indirecta. Os directos têm a ver com as taxas cobradas no transporte de bens e pessoas. Por outro lado, este batelão fortalece o potencial turístico de Macaneta, que gera divisas para o distrito”, explica.

Um lastimável mercado de peixe

O mercado de peixe dos Belenenses na cidade de Nampula é o exemplo mais bem acabado de atentado à saúde pública. Diga-se em abono da verdade, os produtos são vendidos sem serem observados as condições básicas de higiene.

Grande parte dos munícipes de Nampula, no norte de Moçambique, tem vindo a comprar pescado no famoso mercado de peixe construído recentemente pelo Conselho Municipal da cidade de Nampula, localizado no bairro dos Belenenses, próximo à feira dominical.

Há tempos, as autoridades municipais criaram enormes expectativas nos vendedores de peixe e os consumidores que já estavam habituados a comprar aquele produto nos locais com péssimas condições higiénicas onde anteriormente se realizava aquela actividade secundária de pesca. Porém, as promessas não foram cumpridas.

Na verdade, volvidos sensivelmente dois anos desde que aqueles comerciantes aceitaram a proposta de se mudarem para o novo mercado, nada foi feito para melhorar as condições de trabalho dos vendedores, sobretudo no que respeita às infraestruturas, higiene, saneamento do meio e água potável para o tratamento dos seus produtos, entre outros problemas.

Os vendedores de peixe fresco, sobretudo os que saem dos distritos para vender os seus produtos, realizam a sua actividade em condições deploráveis de falta de higiene. Os locais são impróprios para o comércio, mas eles dedicam-se à venda de mariscos sob o olhar impávido das autoridades municipais que frequentemente passam por ali para cobrar a taxa diária.

As condições de conservação de mariscos é lastimável e grande parte dos produtos acaba por deteriorar-se, ou seja, devido à precariedade do espaço, a qualidade do peixe que se vende naquele famoso mercado é duvidosa.

“Conforme está a ver, não há condições para a actividade. A nossa sorte é que grande parte dos compradores que adquire o peixe é o pessoal que faz petiscos ou revende. Ou seja, quem vai consumir poucas vezes coloca os pés neste local devido às condições de higiene que o espaço oferece”, disse Lázaro Moisés, vendedor há bastante tempo.

Moisés a rmou que quando foram instados por diversas vezes pelos funcionários e o respectivo presidente do município para abandonarem o antigo mercado, a promessa era de que estariam num mercado modelo e com todas as condições.

“Mas depois de dois anos estamos aqui a implorar pelas nossas antigas bancas destruídas pois aqui não há nenhuma condição de trabalho e nem respeito à saúde da pessoa humana”, disse.

Lázaro Moisés fez saber que o que mais desgasta os vendedores e compradores é o facto de o município estar a cobrar as taxas diariamente e nada faz em prol daqueles que tanto contribuem para o desenvolvimento da urbe e do mercado dos Belenenses.

Além disso, segundo a mesma fonte, a primeira coisa que o edil construiu foi o mercado de peixe seco mas, apesar das obras de reabilitação, enfrenta as mesmas condições deploráveis de higiene.

“Todos os vendedores e consumidores quando precisam de fazer necessidades biológicas recorrem ao rio Muhala localizado no lado esquerdo do mercado”, realçou.

Rafael Ramos, vendedor de caranguejo no mesmo mercado, referiu que ao lado do edifício onde foi colocado o frigorí co que nunca chega a conservar os mariscos, o cheiro nauseabundo de peixe estragado invade as narinas.

Além desse problema, a falta de água potável, casas de banhos e de água para beber, falta de casas de balneários e a remoção de lixo são outras preocupações que afl igem os vendedores.

“Este município tem vindo a enganar-nos faz muito tempo. Primeiro, prometeram-nos um mercado modelo de primeira geração e deram-nos um de péssima e deplorável qualidade e, como se não bastasse, não removem o lixo. Neste mercado não há varredores mas existem muitos fiscais para cobrar a taxa diária e o imposto autárquico”, afi rmou Ramos.

A nossa fonte disse que, segundo as promessas do edil Castro San ns Namuaca, a intenção era criar melhores condições para os vendedores de peixe dos diferentes mercados da cidade, sobretudo o dos Belenenses, para garantir a realização das suas actividades em boas condições de higiene para que os compradores se sentissem mais à vontade ao adquirir os produtos naquele local.

“Esse lixo e a precariedade do local onde vendemos peixe deixa muito a desejar”, disse Faustino Licaneque, tendo acrescentado ainda que muitos clientes visitam o mercado mas desistem de comprar algo, devido ao estado precário em que o espaço se encontra.

E a feira dominical…

A feira dominical de Nampula tem sido considerada o espelho da cidade, principalmente para aqueles que visitam a urbe. Porém, na verdade, o que o município fez no referido recinto foram somente dois alpendres onde os vendedores de esculturas da arte maconde expõem as suas obras e o resto da população está entregue à sua própria sorte.

A feira dominical, em abono da verdade, não possui sequer condições para o número de pessoas que se fazem àquele local todos os domingos.

Mercado 25 de Junho

A nossa reportagem visitou alguns mercados da cidade de Nampula, principalmente os locais de venda de mariscos para colher o ponto de situação, tendo encontrado uma situação lastimável. Na verdade, o que veri ficámos foi um total desrespeito à pessoa humana, uma vez que a falta de condições higiénicas é alarmante.

O mercado 25 localiza-se no bairro de Muatala, no cruzamento entre as ruas da Solidariedade e dos Sem Medo. Segundo apurámos, o edil Namuaca havia prometido um mercado digno mas o que se viu foi uma estrutura precária. Os balneários existentes são usados pelos agentes da lei e ordem e os que podiam servir a população estão todos encerrados.

O Conselho Municipal de Nampula construiu um espaço para a montagem de um frigorí co, porém, foi montada a máquina há dois anos e a mesma chegou a funcionar. E os vendedores para conservarem o peixe recorrem a arcas frigorí cas individuais.

No mercado grossista da Aresta

No mercado grossista da Aresta, a situação de falta de higiene também é muito preocupante.

A maioria dos vendedores que realiza as suas actividades no mercado de Aresta tem recorrido às diferentes bancas e barracas não acabadas para fazer as suas necessidades biológicas. O lixo é outra situação que sobressai aos olhos de quem por lá passa.

Quando se chega no local de venda de peixe, o cenário é lastimável. Neste espaço, assiste-se à falta de água e tantos outros serviços que seriam bené ficos para os vendedores e a população que vai ao local para fazer compras.

Deputados exigem aumento salaria

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As três bancadas uniram-se na Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e da Legalidade e decidiram que caso o Código de Ética do Servidor Público, agora alterado para Lei de Probidade Pública, entre em vigor, o Governo deverá aumentar `adequadamente´ os salários dos 250 deputados. Há quem já apelide o exercício de `chantagem política´.

Isso porque o Código de Ética do Servidor Público, aprovado na generalidade na última quarta-feira, prevê que passe a ser proibido receber remunerações de outras instituições públicas ou de empresas que tenham participação do Estado, seja em forma de salário, senhas de presença ou honorários. Esta proibição não se aplica quando as remunerações provêm do exercício da docência em estabelecimentos de ensino públicos, nem os que resultem de fazer parte de delegação oficial, assim como as que advenham do desempenho de cargos em instituições de beneficência.

Aos deputados está ainda previsto que passe a ser igualmente vedada a possibilidade de celebrar directa ou indirectamente, ou por representação, contrato com a administração pública ou autárquica ou com empresas que tenham participação do Estado.

Neste aspecto, entende-se que contrata em forma indirecta quando alguns desses cargos nas empresas co-contratantes do Estado sejam desempenhados pelo cônjuge, irmão, ascendente ou descendente do deputado em qualquer grau da linha recta.

Vendo-se na possibilidade de, fora do parlamento, poder ganhar dinheiro apenas em actividades académicas, sendo que a maior parte dos deputados da Assembleia da República não tem competência académica, não restava outra alternativa senão pedir aumento salarial.

Portanto pode-se esperar que nos próximos dias, isto é, depois de a Lei ser aprovada em definitivo e quando for enviada ao PR para promulgação, a Assembleia da República envie a factura dos aumentos salariais ao Gabinete de Manuel Chang, dada a pressão que os deputados, principalmente os da Frelimo que tinham tachos nas empresas do Estado, estão a fazer a todos os níveis…

CIP acusa AR de prejudicar combate à corrupção

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Na quarta-feira, a AR aprovou na generalidade o polémico Código de Ética do Servidor Público, separado de outras leis do chamado Pacote Anti-Corrupção, contrariando a recomendação do Governo, o proponente da referida norma, e de consultores, para que o debate e aprovação fossem em conjunto, para garantir maior eficácia à iniciativa.

O Código de Ética do Servidor Público está a dividir profundamente os deputados do parlamento moçambicano, pois se for aprovado tal como foi proposto vai impedir que muitos deputados acumulem a função com cargos em empresas públicas.

Importantes empresas públicas como Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Petróleos de Moçambique e Cervejas de Moçambique (CDM) têm como presidentes deputados da Frelimo.

Numa posição que divulgou sobre o que considera `aprovação fragmentada´ do Pacote Anti-Corrupção, o CIP refere que a postura da Assembleia da República `é perniciosa´ para a eficácia do combate à corrupção em Moçambique. `Os passos já avançados começam a demonstrar o quão pernicioso e ineficaz se mostra partir para a aprovação fragmentada destas propostas e as razões da insistência dos técnicos e consultores que trabalharam na produção do pacote no sentido da aprovação conjunta destes instrumentos legais, na mesma sessão da AR, visando dotá-los de eficácia plena´, diz o CIP.

Para a organização, a aprovação em separado das normas contidas no Pacote Anti-Corrupção torna inaplicáveis vários instrumentos jurídicos integrados nesse conjunto, devido à relação entre os mesmos.

O centro acusa o parlamento moçambicano de violar os tratados das Nações Unidas, União Africana e Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), ao tirar eficácia ao Pacote Anti-Corrupção…

Cidade do Maputo: UE apoia projecto de água e saneamento

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A União Europeia (UE) vai desembolsar, dentro de duas semanas, quatro mil euros para financiar a segunda fase do programa de água e saneamento urbano que está a ser implementado nos bairros de Mavalane A, Inhagoia A e B e Luís Cabral, arredores da cidade de Maputo.

Paul Malin, embaixador-chefe da Delegação da UE em Moçambique, disse que o valor faz parte de um pacote de dois milhões de euros (cerca de 70 milhões de meticais) que aquele bloco europeu se prontificou a disponibilizar para financiar este projecto em quatro anos.

O diplomata falava quarta-feira, em Maputo, à margem da cerimónia que marcou a passagem do Dia da Europa. Adiantou que a iniciativa vinca o desejo da União Europeia em ver Moçambique a avançar na criação de um futuro melhor para todos.

Para marcar a passagem da data, o embaixador-chefe da UE em Moçambique ofereceu equipamento de limpeza de drenagens, recolha de lixo e construção de latrinas melhoradas aos bairros de Mavalane A, Inhagoia A e B e Mavalane.

Rosária Mabica, representante da ‘WaterAid’, organização que coordena o projecto, disse que na primeira fase três bairros ficaram conectados à rede da Águas de Moçambique o que beneficiou cerca de 30 mil pessoas.

“Foram construídas latrinas melhoradas para 7600 famílias que garantiram o acesso a condições de saneamento e higiene seguros em cinco bairros, beneficiando 46 mil pessoas e construídos sete blocos sanitários escolares que beneficiaram 109 mil pessoas”, disse Mabica.

Na segunda fase, o projecto prevê conectar mais quatro bairros à rede da empresa Águas de Moçambique, construir 20 quiosques de água, 20 fontanários, infra-estruturas que vão beneficiar 46 mil pessoas, 6615 latrinas a favor de 55434 indivíduos e sete blocos sanitários para escolas e 50 latrinas ecológicas, garantido boas condições de higiene para 101.439 pessoas.

Segundo a AIM, o projecto está a ser implementado pelas associações “Kutuanana Kamubukwana” (AKK), “PAMODZI” e “ESTAMOS”, sem fins lucrativos, que pretendem avançar na implementação de um projecto de reabilitação da rede de abastecimento de água e esperam rubricar, num futuro breve, um contrato com o Conselho Municipal para a recolha de lixo.

Conselho Constitucional valida resultados de Inhambane

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O Conselho Constitucional validou, ontem, os resultados das eleições intercalares do município de Inhambane e proclamou o candidato da Frelimo, Benedito Guimino, como vencedor do escrutínio.

Numa cerimónia oficial orientada pelo Conselho Constitucional, este órgão veio apenas confirmar o que já se sabia: candidato da Frelimo, Benedito Guimino, como vencedor das eleições intercalares para edil de Inhambane, com 12.720 votos, isto é, 78,53%, contra 3.478 votos do seu adversário Fernando Nhaca do MDM.

“O Conselho Constitucional valida os resultados da eleição intercalar do presidente do Conselho Municipal da cidade de inhambane, realizada a 18 de Abril de 2012. Proclama eleito presidente do Conselho Municipal da Cidade de Inhambane, o cidadão Benedito guimino”, disse Hermenegildo Gamito, presidente do Conselho Constitucional. Apesar de reconhecer que houve registo de  actos de desrespeito à lei eleitoral, como é o caso de destruição de material da campanha, Gamito disse que não houve necessidade de o seu órgão ser solicitado e, mesmo assim, afirma que o escrutínio foi justo e transparente, enaltecendo o papel da comunicação social no processo da transparência e publicação dos resultados.

Uma vez proclamado vencedor das eleições, aguarda-se o momento da investidura de Benedito Guimino como presidente do município de Inhambane e o arranque das suas actividades.

‘Pressionada algures’ AR aprova Código de Ética do Servidor Público

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A Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, aprovou hoje, na generalidade, a proposta de lei que aprova o Código de Ética do Servidor Público.

Trata-se de uma proposta submetida na AR em Outubro do ano passado, parte integrante de um pacote anti-corrupção que, entre vários instrumentos, também inclui a lei de protecção de Vítimas, Denunciantes e Testemunhas nos casos de crimes de corrupção.

Esta proposta de lei colheu consenso de todas as três bancadas da AR, designadamente da Frelimo, partido no poder, e da Renamo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), na oposição.

Falando durante a apresentação da proposta, a Ministra da Justiça, Benvinda Levy, disse que, em Moçambique, a legislação que regula matérias referentes a ética, conduta, conflito de interesse e declaração de bens dos servidores públicos existe de forma dispersa e até demasiado ampla, sobretudo quanto as pessoas visadas. Isso dificulta a sua apreciação e aplicação e, em alguns casos, gerando incoerência dos instrumentos normativos entre si e até uma certa ineficiência.

Ademais, a legislação actual restringe o seu âmbito de aplicação aos membros do Governo, com excepção do Presidente da República, aos titulares dos órgãos de soberania, sendo em relação à AR, ao Presidente da AR, o vice-Presidente e aos membros da Comissão Permanente; bem como aos juízes conselheiros, em relação aos tribunais.

1300 empregados domésticos encaminhados à polícia por roubo

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Cerca de 1300 empregados domésticos de diferentes regiões do país foram entregues pelos próprios patrões à Polícia da República de Moçambique (PRM), nos primeiros três meses do presente ano de 2012, acusados de furto de bens diversos nos seus locais de trabalho.

Aquele número representa, entretanto, uma redução de 217 casos em relação a igual período do ano anterior, segundo Pedro Cossa, portavoz do Comando-Geral da PRM, salientando que, em 2011, foram denunciados pelos seus empregadores perto de 1517 empregados domésticos.

Durante o seu habitual encontro semanal com a comunicação social, Cossa acrescentou que durante aquele período foram cometidos 188 homicídios voluntários, contra 210 registados em igual período do ano anterior, tendo a região Centro de Moçambique se destacado como zona onde se registaram mais crimes daquele género.

O porta-voz do Comando- Geral da PRM disse ainda que, na semana passada, 35 pessoas morreram vítimas de 67 acidentes de viação e outras 48 contraíram ferimentos graves, acrescentando que cinco automobilistas foram detidos por condução ilegal de viaturas e apreendidas cerca de 150 cartas de condução por excesso de velocidade e condução em estado de embriaguez.

Há “barulho” no reassentamento de 40 famílias retiradas da Julius Nyerere

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Cerca de 40 famílias retiradas das proximidades da Avenida Julius Nyerere, na cidade de Maputo, para darem lugar à reabilitação daquela via interrompida desde as enxurradas de 2000, reclamam a lentidão do processo do seu reassentamento e acusam o Conselho Municipal da urbe de fazer “promessas falsas”.

Apurou-se no local que parte daquelas famílias recebeu dinheiro do Conselho Municipal de Maputo para arrendar casas noutras regiões da cidade, enquanto decorrem procedimentos burocráticos para o seu reassentamento.

Entretanto, a situação está já a criar descontentamento das referidas famílias que se dizem “abandonadas” por o processo não estar concluído.

Entretanto, contactada a edilidade em relação àquela situação, o vereador de Infraestruturas do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Victor Fonseca, alegou não estar informado do assunto em reclamação, comprometendo-se, contudo, a informarse mais sobre o caso para, “em breve”, esclarecê-lo, o que não aconteceu até ao fecho desta edição.

Mais de metade da população rural depende de águas subterrâneas

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Em Moçambique existem cerca de 20 mil fontes de água captadas no sub-solo, inclusive algumas capitais provinciais – como Pemba, Quelimane, Tete e Xai-xai – dependem das águas subterrâneas. O abastecimento  apartir destas fontes é feito por pequenos operadores privados, cujo número tende a crescer e registam-se casos de poluição dos aquíferos (reservatórios de água), resultante da ocupação desordenada do solo para regular a exploração destas Águas por isso o Conselho de Ministros, reunido na XV Sessão Ordinária, aprovou esta semana, dentre várias matérias, o Regulamento de Pesquisa e Exploração de Águas subterrâneas.

Segundo o porta-voz do governo, Alberto Nkutumula, é cada vez mais preocupante a contaminação dos aquíferos no país, tais são os de Marracuene (província de Maputo), Nharitanda (Tete) e alguns situados nas zonas costeiras, como Inhambane. Tal fenómeno resulta do aumento da demanda na área do turismo nas zonas ao longo da costa.

Face a este fenómeno, há necessidade de criação de zonas de protecção de reservatórios de água, sobretudo nos casos em que este recurso hídrico é finito e limitado, impondo-se assim, uma exploração e uso racional da água.

No país registam-se casos em que se efectua abertura de furos de água, sem que se obedeça a critérios pré-definidos para o efeito. Tal resulta da falta de obrigatoriedade legal dos titulares de furos de água e entidades gestoras em relação ao trabalho que efectuam.

O objectivo desta proposta de lei, segundo Alberto Nkutumula, é de fixar um conjunto de normas e procedimentos que devem reger o licenciamento para pesquisa, captação e exploração de água no sub-solo. A mesma também estabelece critérios e requisitos necessários para abertura de furos e outras obras de captação de águas subterrâneas.

No que aos conteúdos diz respeito, este decreto aprovado pelo governo, prevê situações sujeitas a autorização e licenciamento. A pesquisa está sujeita a autorização. As entidades competentes para autorizar o licenciamento são, as administrações regionais das águas, os municípios bem como as direcções provinciais de Obras Públicas e Habitação.

Quanto as captações de águas subterrâneas ora construídas pelas entidades públicas estão isentas dos requisitos gerais para a captação de água, sem no entanto, descurar as exigências de qualidade, saúde e ambiente. As fontes de abastecimento de água púbicas estão igualmente isentas das taxas, quando este líquido é para fins domésticos e não comerciais.

No que a criação das zonas de protecção de aquíferos diz respeito, o Conselho de Ministros poderá em tempo oportuno determiná-las, sob proposta do Ministério das Obras Publicas e Habitação que superintende a área das águas.

Em caso de escassez de água no interesse público, a entidade licenciadora pode suspender ou revogar as autorizações ou licenças de captação e exploração de água.

Espera-se que com este regulamento, melhor a preservação dos recursos hídricos subterrâneos, conhecimento do potencial das águas subterrâneas, criação de um cadastro nacional das águas subterrâneas e finalmente disciplinar a captação e exploração das águas do sub-solo no país.

Gestão da Reserva do Niassa

Ainda na XV Sessão, o Conselho de Ministros também apreciou a estrutura sobre a administração da Reserva do Niassa, província do mesmo nome, no norte do país. A Reserva Nacional do Niassa, foi criada na década 50, até os dias de hoje ela tem sofrido algumas alterações na sua dimensão territorial.

Esta reserva no ano 2002 passou para a gestão de uma sociedade mista, composta pelo Instituto de Gestão de Empresas Participadas pelo Estado (IGEPE) e uma sociedade privada de investimentos do Niassa. O contrato de dez anos (2002-2012) ora rubricado, vai acabar em Setembro do corrente ano.

O porta-voz desta sessão, disse que o governo decidiu que o referido contrato não será renovado, isto porque o fim das reservas não é de índole lucrativa, mas sim de sustentabilidade dos recursos florestais e faunísticos lá existentes.

Com uma sociedade comercial e que tenha fins lucrativos, isso acaba colidindo com aquilo que são os objectivos do Estado. Portanto, o executivo entende que deverá-se arranjar um outro meio para a gestão daquela reserva e, o ideal não seria por uma sociedade comercial, mas sim, por uma fundação.

Detidos indiciados de castrar um menor de 11 anos em Tete

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Dois indivíduos foram detidos pela Policia da Republica de Moçambique (PRM) na província central de Tete indiciados de castrar os órgãos genitais de um menor de 11 anos para vende-los por 180 mil meticais.

Jaime Bazo, Porta-voz do Comando Provincial da PRM, em Tete, é citado pelo jornal “Noticias” desta Sexta-feira a revelar que o caso ocorreu no passado dia sete de Maio corrente por volta das 19.30 horas locais quando os indiciados aproximaram-se do menor que se encontrava a vender ovos cozidos.

“Os dois indivíduos aproximaram ao menino e consumiram alguns ovos e quando este exigiu o pagamento da conta, estes não quiseram pagar alegando que não traziam dinheiro, convidando o menor a acompanhar-lhes para a sua casa para receber o valor em causa”, disse Bazo.

Ao longo da caminhada, segundo Bazo, pegaram no menino e meteram-no na mata onde castraram-no. Jaime Bazo afirmou que depois do sucedido, a população comunicou o facto à PRM que de imediato iniciou as buscas pelo bairro, acção que culminou com a captura dos indiciados na posse dos respectivos órgãos.

Referiu que no interrogatório que se seguiu confirmaram o facto confessando que o objectivo era vender os órgãos humanos por 180 mil meticais a qualquer interessado.

“Porque o assunto deve ter alguém por detrás, estão em curso averiguações tendo em vista identificar outros elementos que podem sustentar esta acção criminosa”, disse a fonte policial.

Entretanto, os órgãos castrados foram entregues à Procuradoria da República e a vítima está a receber cuidados médicos na enfermaria de cirurgia do Hospital Provincial de Tete.

Moradores do Aeroporto ”A” insurgem-se contra as más condições da rua principal

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A acentuada degradação da Travessa do Aveiro acompanhado de águas turvas e cheiro nauseabundo revolta moradores do bairro do Aeroporto “A” em Maputo. As fábricas a funcionar em redor do bairro são apontadas como estando na origem do problema.

A Travessa do Aveiro, no bairro de Aeroporto ”A”, em Maputo. A artéria regista uma acentuada degradação, provocada por água turva e nauseabunda proveniente, não se sabe ao certo, se das fabricas em redor ou dos tubos da empresa águas da região de Maputo.

A verdade é que a via está num estado deplorável, contituindo um verdadeiro atentado à saúde pública.

Os moradores, bastante revoltados, dizem que o problema já tem barbas Brancas, sendo há muito tanto do conhecimento das estruturas do bairro como dos proprietários das fábricas.

 Mas muitos não responsabilizam somente as fábricas.

Os moradores explicam ainda que tudo começou quando a empresa FIPAG tentava colocar os tubos de canalização de água.

Doenças como a malária e a cólera são frequentes nesta zona, razão pela qual os moradores pedem a intervenção urgente de quem de direito.

PRM recupera mais de 2000 varões roubados num armazém na Matola

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Cinco indivíduos que vinham efectuando roubo de material de construção num armazém no bairro do Fomento, município da Matola, estão desde fim-de-semana último, detidos na quinta esquadra da Machava.

Foi com recurso a um camião que esta quadrilha, composta por cinco elementos, conseguiu roubar duas toneladas de varões em alguns armazéns no bairro do Fomento, município da Matola.

Este material de construção abastecia o mercado paralelo, ou melhor, algumas ferragens informais de Xikheleni, cidade da Matola, Infulene, Machava Socimol, entre outros pontos da cidade capital e província de Maputo.

A quadrilha já está nas mãos da PRM desde o último fim-de-semana.

Sob custódia policial, contaram como foram solicitados por um sujeito ainda em lugar incerto, de nome Namparanha, proprietário de um estabelecimento de venda de material de construção na zona de Pinheiros, localidade da Machava, município da Matola.

Refira-se que dois dos cinco indivíduos são vigilantes nos armazéns onde o material foi furtado, tendo o roubo acontecido pela calada da noite entre as 22 às 3h de madrugada.

Revisão do código penal só na sexta sessão OA

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Apreciação do projecto de revisão do código penal só será feita na sexta Sessão Ordinária da Assembleia da República, esta informação foi avançada hoje no parlamento.

Foi esta quarta-feira apresentado no parlamento moçambicano o ponto de situação da revisão do Código Penal. A informação sobre o ponto de situação da revisão do código penal foi apresentado pelo presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais Direitos Humanos e de Legalidade, Teodoro Waty, que assegurou que o estudo das contribuições feitas por diversas instituições aponta para uma necessidade de se criar uma maior eficácia nas penas aplicadas a casos ligados à criminalidade.

Waty, assegurou ainda que foram dadas também contribuições que visam encontrar soluções para uma eficaz socialização do delinquente.

Igualmente as diversas reclamações do procurador-geral da República Augusto Paulino, quanto à ineficácia de algumas leis, serão objecto de análise segundo o presidente desta que é a principal comissão do Parlamento Moçambicano, sendo que se espera que a proposta do ante-projecto do código Penal seja analisada entre Julho e Agosto, e o debate em plenário previsto apenas para sexta sessão Ordinária da Chamada casa do Povo.

Refira-se que a versão do Código Penal, actualmente vigente no país, data de 1986 e mostra-se incapaz de responder a exigências actuais.

Lixo inunda bairros e mercados da cidade de Quelimane

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A cidade de Quelimane tem estado a registar uma fraca recolha de resíduos sólidos por parte da edilidade, na sequência de falta de meios para o efeito. Este facto pode perigar a saúde dos munícipes daquela urbe, tendo em conta o nível acentuado de vulnerabilidade que a cidade apresenta no que tange a doenças endémicas, designadamente diarreias agudas e cólera.

Um pouco pelos cinco bairros da cidade de Quelimane, são visíveis os perigos que os resíduos sólidos representam, caso não seja invertido o cenário por parte da edilidade liderada por Manuel de Araújo. Aliás, De Araújo, quando chegou ao poder, a sete de Dezembro do ano passado, depois de vencer as eleições intercalares, garantiu prestar maior atenção à recolha de lixo,  de forma a colocar cada vez mais longe os problemas de saúde que muitos munícipes enfrentavam devido àquela problemática.

Contra todas as promessas, a realidade no terreno mostra que  muito deve ser feito para inverter a situação de lixo em Quelimane. De acordo com Joaquim Maloa, vereador para a área de meio ambiente, Jardins, saneamento e Cemitérios naquela autarquia, o lixo crescente que se verifica nas últimas semanas deve-se sobretudo à exiguidade de meios circulantes para a sua recolha.

Maloa explicou ao nosso jornal que a empresa Emusa, que funciona com fundos do Município na ordem de 700 mil meticais mensais, responsável pela recolha de lixo na urbe, não dispõe de meios suficientes para garantir a recolha permanente, de forma a descongestionar as lixeiras dos bairros. Ou seja, dos quatro camiões basculantes, dois estão operacionais e outros dois avariados. Igualmente, dos cinco tractores disponíveis, três é que estão em funcionamento, e os restantes dois avariados.

No entanto, por aquilo que a nossa reportagem constatou no parque da empresa Emusa, existem muitos meios circulantes – dentre eles tractores e camiões basculantes – que se encontram avariados há já bastante tempo devido à falta de manutenção.

O nosso jornal quis saber do vereador Joaquim Maloa se dois camiões basculantes e três tractores que se encontram em funcionamento não eram suficientes para manter a cidade de Quelimane limpa, ao que Maloa explicou que “não basta apenas os meios serem suficientes quando os munícipes não cumprem com as regras de deitar o lixo por volta das 17h30, horário estabelecido pela edilidade e que não está a ser cumprido pelos munícipes”.

 Neste sentido, o Conselho Municipal da cidade de Quelimane garante que vai proferir, ao nível dos bairros, palestras com vista a consciencializar os munícipes sobre o horário em que devem depositar os resíduos sólidos nas  lixeiras, de forma a garantir a recolha no tempo certo.

Mercados não escapam do mal

Os mercados Central e Brandão, na cidade de Quelimane, são, dentre vários, que apresentam fraca recolha de resíduos sólidos. Vendedores destes e outros mercados comercializam os seus produtos ladeados de quantidades enormes de lixo que chegam a produzir cheiro nauseabundo, e um volume considerável de moscas pousa nos produtos da primeira necessidade aí comercializados.

No Mercado Central, por exemplo, a equipa do nosso jornal conversou com Fátima Lourenço e Ricardo Fernando, que confeccionam e vendem alimentos em condições que atentam à saúde das populações, tudo devido ao lixo e circulação de águas negras lá existentes. Os nossos entrevistados lamentaram o facto de o processo de recolha de lixo nos mercados da cidade de Quelimane ainda ser lamentável. “Tal como estão a ver, nós os vendedores de comida confeccionamos alimentos em volta de quantidades de resíduos sólidos que igualmente têm estado a provocar cheiro desagradável, convidando, deste modo, muitas moscas que certamente vão pousando na comida dos clientes”,  disse Fátima Lourenço, reconhecendo os perigos que corre no meio de tanta imundície.

Mesmo posicionamento foi defendido por Ricardo Fernando, outro comerciante que contou ao nosso jornal que a edilidade de Quelimane pouco faz para a recolha do lixo nos mercados “mesmo sabendo que, diariamente, colectam receitas através de senha de mercados”.

Reconhecendo o problema e a falta da incapacidade da empresa Emusa fazer a recolha do lixo no tempo certo, Joaquim Maloa disse que a edilidade vai trabalhar em coordenação com comissões de mercados para encontrar formas de ultrapassar o assunto.

Nenhum caso de assalto a residências de padres foi esclarecido

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A Polícia da República de Moçambique confirma que nenhum caso relativo aos assaltos nas residências dos padres que se registam de forma sistemática na cidade e província de Maputo foi esclarecido e que a polícia está ainda a trabalhar para identificar os autores.

O porta-voz da Polícia ao nível do Comando Geral, Pedro Cossa, convidou, ontem, a imprensa para o habitual briefing semanal sobre a situação criminal no país. Curiosamente, ao longo do seu resumo, não mencionou nenhum caso relativo aos assaltos a residências dos padres que se registam de forma sistemática no país, muito menos o caso do assassinato do Padre Valentim Camala, da Igreja Católica, ocorrido no Bairro da Liberdade, província de Maputo, apesar de se ter registado na mesma semana de que fazia análise.

Quando questionado sobre o caso, disse que a polícia está ainda a trabalhar. “Estamos a trabalhar no assunto. Deixem-nos trabalhar, não só para esclarecer o caso, mas também para descobrir o móbil deste tipo de crimes”, disse Pedro Cossa.

Recorde-que o assassinato do Padre Valentim Camala é o segundo que envolve clérigos em menos de dois meses. O primeiro envolveu três padres da paróquia Santo António de Malhangalene, na cidade de Maputo, em plena Páscoa, que até hoje não foi esclarecido.

Sobre este caso, o porta-voz da polícia ao nível do Comando Geral disse ser ainda possível identificar os malfeitores, porque só a lei é que estabelece os intervalos para a investigação de um caso.

Os padres católicos culpam a polícia pelos altos índices de criminalidade que se registam no país, com enfoque para os assaltos às suas residências. Aliás, dizem que, de todos os casos denunciados à polícia, nenhum foi esclarecido.

Entretanto, ainda no seu briefing, Cossa disse que, no distrito de Namaacha, três pessoas foram detidas, indiciadas de transporte e uso de notas falas. As vítimas foram encontradas na posse de cerca de 350 mil randes falsos.

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