A relação entre Moçambique e os Emirados Árabes Unidos (EAU) continua a aprofundar-se, ganhando uma dimensão estratégica. O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e o Presidente dos EAU, Sheikh Mohamed Bin Zayed Al Nahyan, mantiveram um contacto telefónico que reafirmou o compromisso de elevar a cooperação bilateral para um novo patamar.
Durante a conversa, os líderes discutiram o estado das relações de amizade e solidariedade, salientando a intenção conjunta de fortalecer parcerias em áreas prioritárias como comércio, investimento, energia, infra-estruturas, agricultura, turismo e desenvolvimento sustentável.
Este diálogo surge num momento crucial, em que Moçambique busca consolidar alianças internacionais para impulsionar a sua transformação económica, enquanto os Emirados Árabes Unidos reforçam a sua presença e influência no continente africano através de investimentos e programas de cooperação.
Chapo expressou, na ocasião, o apreço do povo moçambicano pelo apoio contínuo dos Emirados Árabes Unidos, sublinhando a importância da contribuição deste país para o desenvolvimento económico e social de Moçambique. Em comunicado de imprensa, destacou a solidariedade demonstrada pelos EAU durante as recentes cheias que devastaram diversas regiões do país, através de assistência humanitária e iniciativas direccionadas às populações afectadas.
Os dois Presidentes ainda discutiram questões de interesse regional e internacional, enfatizando a relevância do diálogo e da cooperação multilateral na promoção da paz e estabilidade, num cenário internacional marcado por desafios económicos e geopolíticos complexos.
O actual estado das relações entre Moçambique e os Emirados Árabes Unidos é reconhecido como um dos mais dinâmicos na diplomacia moçambicana. Nos últimos anos, os contactos políticos e económicos entre os dois países têm sido intensificados, com registos de avanços significativos em investimento, comércio e cooperação para o desenvolvimento.
Maputo e Abu Dhabi prosseguem, assim, na consolidação de uma parceria assente na confiança mútua, solidariedade e uma visão comum de progresso.
















