27 C
Matola
Segunda-feira, Junho 15, 2026
Site Página 2411

Trabalhadores da Siner exigem cinco meses de salários em atraso

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

Quinta, 17 Maio 2012 17:29

inShare
Mais de sessenta trabalhadores da Siner Segurança afectos às cidades de Inhambane, Maxixe e vila municipal de Vilanculos amotinaram-se na semana passada na Praça dos Trabalhadores, na cidade de Inhambane, reclamando o pagamento de cinco meses de salário em atraso e a melhoria das condições de trabalho. Para além dos salários, os agentes exigem igualmente o pagamento de horas extraordinárias e equipamento de trabalho (botas, casacos de frio e capas de chuva).

O secretário do Comité Sindical da Siner Segurança, Reginaldo Amaral, disse que os trabalhadores estão agastados com a direcção da empresa pois há muito (2004) que não há aumento salarial. A tabela de remunerações é única, fixada em 2.510,00 meticais mensais, valor que está abaixo do salário mínimo nacional.

Como forma de resolver este problema, a Direcção Provincial de Trabalho de Inhambane notificou o director-geral da Siner Segurança para uma concertação tripartida envolvendo aquela instituição do Estado, o empregador e os trabalhadores, mas ele não compareceu, apesar de ter confirmado a sua presença, e em seu lugar mandatou o delegado provincial, João Alfagir, o que levou a Direcção Provincial do Trabalho a orientar o sindicato a deslocar- se à sede da empresa, localizada na cidade de Maputo.

“O sindicato não é promotor de greves e desordem dentro da empresa. A nossa função é promover o diálogo com o patronato. Tentámos negociar, mas não tivemos sucesso. Sempre prometem que vão melhorar as condições de trabalho, mas passam anos e tais melhorias nunca chegam”, disse Reginaldo Amaral, secretário do Comité Sindical.

Depois da pressão, a empresa pagou, no dia 9, antes da manifestação, um mês de salário em dívida a uma parte dos seus funcionários, o que não convenceu o sindicato, o qual afirma que “queremos o pagamento de todos os meses em atraso. Se pagam a uma parte como ficam os outros? Nós queremos um tratamento igual porque temos as mesmas necessidades”.

Todas as empresas de segurança privada em Inhambane atropelam a lei

A secretária provincial interina do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Segurança Privada, Carolina Muando, que também é funcionária da Siner Segurança, acusa todas as empresas de segurança que operam na província de Inhambane de atropelarem brutalmente a Lei de Trabalho.

Para sustentar a sua afirmação, a sindicalista explicou que tem recebido, com frequência, queixas de atrasos no pagamento de salários, carga horária excessiva, falta de uniforme de trabalho, expulsões arbitrárias, entre outras irregularidades.

Carolino Muando diz que a Siner “é a empresa mais problemática, das sete que existem em Inhambane. Os trabalhadores procuram dialogar com o patronato, mas este só promete e não aparece com soluções concretas para os problemas que nos inquietam.

Eu, por exemplo, sou vigilante “C” desde 2004 e recebo 2.510 meticais. Nunca tive um aumento salarial. Outro problema tem a ver com o não pagamento de horas extras. No princípio pagavam, mas depois entenderam que deviam suspender”, lamenta Carolina Muando.

Em relação às expulsões arbitrárias, a nossa fonte revelou que só este ano dois funcionários de duas empresas foram desvinculados sem o conhecimento da direcção do sindicado provincial do ramo.

Todavia, assegurou que os casos tendem a reduzir significativamente, fruto do trabalho de sensibilização feito nas empresas para os empregadores e empregados conhecerem os seus direitos e deveres. O ramo da segurança privada em Inhambane emprega mais de 1000 trabalhadores.

Governo vai transformar paiol de Malhazine em parque ecológico

436495736 0a5040ca49 z.jpg
O governo moçambicano aprovou, esta Quarta-feira, em Maputo, a transformação do Paiol de Malhazine, localizado nos arredores da cidade de Maputo, num parque ecológico, cuja finalidade é a preservação da natureza e dos ecossistemas, bem como o seu uso como local de utilidade pública.

Para o efeito, o Conselho de Ministros, reunido na sua 16ª sessão ordinária, aprovou dois decretos, sendo um que extingue o Paiol de Malhazine e transforma a área de Servidão Militar em Zona de Protecção Total e outro que cria a Reserva Nacional de Malhazine, designada por Parque Ecológico de Malhazine (EcoParque).

O EcoParque tem uma extensão de 568 hectares, na qual serão projectadas infra-estruturas de gestão, de recreio, de pesquisa, de assistência veterinária, bem como de lazer, incluindo espaços verdes que deverão acolher espécies animais representativas da fauna moçambicana, e outras de interesse comercial.

Segundo o porta-voz do governo e vice-Ministro da Justiça, Alberto Nkutumula, o material bélico que existia no paiol já foi retirado para um local seguro, porque, ao longo do tempo, as regiões circunvizinhas da área do paiol foram sendo povoadas por infra-estruturas económicas e sociais, tornando aquela região perigosa para a manutenção do paiol.

“Foi devido a estes factos que o Conselho de Ministros decidiu hoje extinguir o Paiol de Malhazine. Com a criação desta reserva pretende-se, dentre outros objectivos, proteger o meio natural e os ecossistemas lá existentes (fauna e flora) e preservar este legado ecológico que nunca foi usado, pois aquela área era de acesso restrito aos cidadãos”, disse Nkutumula.

O porta-voz do Governo disse ainda que se pretende, com esta decisão, dotar à cidade de Maputo e ao país de um espaço de observação e aprendizagem e de investigação ao serviço das gerações actuais e vindouras.

“No local, serão implantadas infra-estruturas científicas que vão permitir que se preserve o ambiente, sem deixar de proporcionar aos cidadãos um local de lazer e de estudo”, explicou.

O Paiol de Malhazine, o maior do exército moçambicano, existia desde o tempo colonial e, nos últimos tempos, foram ocorrendo alguns incidentes, com destaque para explosões de material bélico, que resultaram em vítimas humanas.

Em Março de 2007, por exemplo, explosões naquele arsenal provocaram a morte de mais de 100 pessoas e o ferimento de mais de 500. A transformação daquele local em Parque Ecológico ocorre numa altura em que a cidade de Maputo vem perdendo alguns dos seus “espaços verdes”, com as consequências dai decorrentes.

Nesta mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou o Regulamento sobre o Processo de Reassentamento resultante de actividades económicas e criando, igualmente, a Comissão Técnica de Acompanhamento e supervisão do Reassentamento.

Este regulamento, segundo Nkutumula, estabelece as regras básicas sobre o processo de reassentamento resultante das actividades económicas, efectuadas por pessoas singulares ou colectivas, nacionais ou estrangeiras, com vista a promoção da qualidade de vida dos cidadãos e a protecção do ambiente.

O Executivo moçambicano também aprovou os preços mínimos do algodão caroço, sendo que o da primeira qualidade é de 10,50 meticais (um dólar equivale a cerca de 27,6 meticais ao câmbio corrente) e o da segunda classe está fixado em oito meticais.

Estes preços entram em vigor a partir da presente campanha agrícola e representam uma descida de cerca de 30 por cento em relação a campanha anterior. Esta medida, de acordo com Nkutumula, resulta da queda do preço deste produto no mercado internacional.

Depois de na época passada ter atingido um recorde de 4.550 dólares/tonelada, hoje o preço do algodão situa-se em 2.000 dólares/tonelada.

Para além destas e outras matérias, o Conselho de Ministros ratificou o Acordo de Crédito celebrado entre o Governo de Moçambique e a Associação Internacional para o Desenvolvimento (IDA), no dia 04 de Maio corrente, em Maputo, num montante de 120 milhões de dólares norte-americanos, destinado a prestar assistência aos Municípios.

Moçambique com taxa de mortalidade infantil mais alta do mundo

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

Devido a factores como malária, diarreias, HIV/ SIDA e fraco acesso à água potável, Moçambique figura na lista dos países com as mais altas taxas de mortalidade infantil no mundo, segundo um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE), estimando em 93,6 o número de mortes que se registam por cada mil crianças nascidas com vida.

Aquela cifra coloca também Moçambique acima da média da maioria dos países da região da África Sub-sahariana, de acordo com Boaventura Cau, investigador do Departamento de Geografia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) que conduziu o estudo.

Apesar daquele cenário, os níveis de mortalidade de crianças moçambicanas de zero a 15 anos de idade têm vindo a reduzir de forma “muito significativa” nos últimos 15 anos, de acordo com aquela fonte, salientando que a taxa registada em 2007, por exemplo, foi de 145,7 mortes por cada mil crianças.

As províncias do Centro e Norte de Moçambique são as que registam maior ocorrência de mortes de crianças no país, segundo aquele pesquisador.

Cau apontou o sucesso das campanhas de vacinação, maior utilização de redes mosquiteiras para prevenção da malária e extensão da rede sanitária no país como alguns dos principais factores que contribuem para a diminuição da mortalidade infantil.

Em termos de população adulta, a fonte apontou a faixa dos 30 aos 40 anos de idade como a que regista mais casos de mortalidade no país, sendo a zona Sul do país a mais afectada devido aos elevados índices de HIV/SIDA.

Boaventura Cau falava esta quarta-feira ao Correio da manhã à margem de um encontro de divulgação de estudos temáticos baseados no Censo Populacional de 2007, promovido pelo Instituto Nacional de Estatística.

Durante o encontro que termina esta quinta-feira, em Maputo, serão apresentados mais de 14 temas sobre os níveis, tendências e diferenciais de fecundidade, movimentos migratórios, características do crescimento da população, estrutura de agregados familiares, características do parque habitacional, aspectos socioeconómicos da população com deficiência, orfandade em Moçambique, entre outras matérias.

Corpo exumado e entrega à família

LurdeS+R.jpg
FORAM ontem exumados os restos mortais de Lurdes R. Mubai, 23 anos, assassinada, esquartejada e enterrada no quintal da sua casa, no quarteirão 6 do bairro Ndlavela, município da Matola, pelo próprio marido identificado por J. Rufino. CAPITAL

Polícia conta apenas com meios possíveis – segundo Ministro do Interior nos 37 anos da PRM

dia+da+policia.jpg
A Polícia da República de Moçambique (PRM) dispõe somente de meios possíveis para garantir a ordem e segurança públicas, não sendo muitas vezes os ideais com vista a enfrentar a onda de criminalidade que fustiga o país.Maputo, Sexta-Feira, 18 de Maio de 2012:: Notícias

O Ministro do Interior, Alberto Mondlane, que ontem se pronunciou naqueles termos, referiu que actualmente a corporação se debate com insuficiência de efectivos e de viaturas. Contudo, mostrou-se confiante na melhoria do cenário à medida que o progresso socioeconómico nacional se for solidificando.

Falando em Maputo, após a deposição de uma coroa de flores no monumento dos heróis nacionais, por ocasião da celebração do 17 de Maio, no qual a PRM comemora, neste ano, o 37º aniversário da sua criação, o governante disse que, apesar da escassez de meios adequados, “apraz-nos ver que o país está em paz e vive-se com uma certa segurança e tranquilidade, graças, em parte, ao envolvimento da nossa Polícia”.

Alberto Mondlane disse ainda que o Ministério do Interior comunga as preocupações da população, ajuntando que a força continuará a dar o seu melhor para garantir segurança e bem-estar aos cidadãos e respectivos bens.

Por sua vez, Jorge Khálau, Comandante-Geral da PRM, afirmou que a força sob a sua liderança está a se aprumar para acompanhar os passos do país que está em franco crescimento.

Apelou à população para que continue a colaborar com a corporação, vigiando as suas zonas de residência e denunciando os criminosos que lá se instalarem.

Fazendo referência aos esforços em curso com vista à purificação das fileiras e imposição da ordem dentro da própria Polícia, Khálau foi peremptório: “não toleraremos infiltrados, continuaremos a combater os criminosos e os indisciplinados”.

Entretanto, questionado sobre a detenção de supostos bandidos pela Polícia e posterior soltura pelos tribunais, com destaque para o recente caso do assassinato de um padre da Igreja Católica em Liqueleva, município da Matola, Jorge Khálau mostrou-se agastado e recomendou que a pergunta fosse dirigida às instituições da Justiça.

Empreiteiros de obras problemáticas: Mais de 30 casos na Procuradoria em Sofala

DP 1 escolla.jpg
TRINTA e cinco casos, dos quais 33 de nível distrital e dois de categoria provincial, foram notificados e remetidos ao Ministério Público pela Direcção da Educação e Cultura de Sofala. Os processos estão relacionados com empreiteiros que burlaram o Estado, ao abandonarem obras de construção de 274 salas de aula, entre 2005 e 2010, em moldes de construções aceleradas de baixo-custo. Maputo, Sexta-Feira, 18 de Maio de 2012:: Notícias

Os trâmites legais dos referidos processos-crime decorrem desde o ano passado nos órgãos da Administração da Justiça e no Ministério da Educação, aguardando-se pelo seu desfecho o mais cedo possível. O facto compromete, sobremaneira, o cumprimento do plano estratégico do sector, sobretudo no que se refere à expansão da rede escolar e do ensino primário obrigatório.

Segundo o director da Educação e Cultura em Sofala, Pedro Mbiza, a província de Sofala lidera no país os casos de abandono da construção de salas de aula, por isso gostaria de ver os infractores que continuam a lesar o Estado, em avultadas somas monetárias, severamente punidos.

Consequentemente, revelou Mbiza, para além dos aludidos prevaricadores serem levados à barra do Tribunal, serão banidos da província, não podendo, inclusive, operar noutros cantos do país, onde são igualmente indiciados em casos de burla ao Estado, através de abandono de obras de construção de escolas.

A nossa delegação na Beira apurou que a entrega do dinheiro das obras na totalidade aos empreiteiros fez com que estes abandonassem as obras. A falta de clareza na definição dos critérios usados na adjudicação deste tipo de obras, no período em análise, em que tinha sido fixado o valor de mil dólares por cada sala, independentemente da sua localização geográfica, também contribuiu para o incumprimento.

Este facto, por outro lado, não permitiu a concentração de esforços dos empreiteiros que ganharam obras em diferentes áreas.
O sector da Educação fixou para este ano, em Sofala, a construção de 98 salas exclusivamente para construtores com garantia bancária, cujos fundos ainda não foram desembolsados. Com efeito, a província de Sofala assume no presente ano que não vai precisar de novas construções através do Fundo de Apoio ao Sector da Educação (FASE), enquanto não terminarem as obras abandonadas naquela região. As referidas obras foram, inicialmente, projectadas para beneficiar os empreiteiros locais que apresentassem certa idoneidade nesta matéria.

Entretanto, enquanto os empreiteiros não concluírem as salas de aula que se comprometeram a edificar, os petizes vão estudando ao relento, o que acaba interferindo no processo de ensino e aprendizagem.

Não há legislação que pune extracção de órgãos humanos em Moçambique

Augusto Paulino
Em Moçambique, não existe uma legislação clara que pune pessoas que extraem órgãos de seres humanos para fins obscuros. O procurador-geral da República, Augusto Paulino, diz que a única legislação existente no país, (Lei 6 e 7/2008, ambas de 9 de Julho), que versa sobre o trafico de seres humanos, não aborda assuntos ligados à extracção de órgãos.
“A Lei 6/2008 e 7/2008, ambas de 9 de Julho, não acautelam a protecção das vítimas de dos actos de extracção de órgãos. Da mesma forma, são omissas sobre esta matéria quaisquer convenções das Nações Unidas ou Protocolos Adicionais”.

Paulino considera que na ausência de instrumentos legais torna-se complicado combater este mal, que está a ganhar uma nova dinâmica não só em Moçambique como nos países vizinhos, por isso, apela para que se avance com medidas legislativas mais abrangentes.

“Há que se avançar com medidas legislativas de longo alcance que contribuam, decisivamente, para a prevenção e repressão de actos cujas conexões já ultrapassam os limites do nosso território, com tentáculos em países da região, o que exige acções de cooperação entre os países da SADC”.

O procurador-geral da República falava ontem, no distrito de Marracuene, em Maputo, a convite da Southern African Network Against Trafficking and Abuse os Children SANTAC, num seminário de formação de bispos católicos sobre matérias ligadas à violência, exploração e Direitos Humanos na África Austral.

Paulino foi convidado para falar das reacções do país contra o tráfico humano bem como dos desafios e perspectivas.
Reconhecendo a gravidade do assunto, o guardião da legalidade no Estado moçambicano explicou que a prevenção e combate contra estes crimes exige uma articulação entre diversos actores sociais, ao nível interno, bem como o fortalecimento de cooperação com países vizinhos, e com organismos internacionais vocacionados.

Candidatos a exames extraordinários indignados com interdição do talão de B.I

Candidatos a exames extraordinários indignados com interdição do talão de B.I

A fonte disse que na segunda-feira, dois estudantes foram interditos de fazer inscrição na Escola Secundária Josina Machel por terem apresentado o talão de B.I.

Os candidatos aos exames extraordinários, a terem lugar em Julho próximo, estão indignados pelo facto de serem impedidos de fazer inscrição com base no talão do Bilhete de Identidade (B.I), por aquele documento não constar da lista dos elegíveis para o efeito, pelo Ministério da Educação (MINED).

Segundo determina o MINED e o edital do Conselho Nacional de Exames, Certificados e Equivalência, no acto de inscrição os candidatos deverão apresentar, para além do Boletim de Inscrição, duas fotografias, fotocópia do B.I, passaporte, cartão de eleitor ou carta de condução.

Este facto está a preocupar os candidatos que entendem que o talão de B.I também deveria ser elegível para o efeito, por se tratar de um documento emitido por uma entidade oficial de Identificação Civil em Moçambique, razão pela qual deveria ser reconhecido para qualquer efeito em todo o território nacional desde que esteja dentro do prazo de validade.

Contrariando esta pretensão, Maria Matavele, directora-adjunta administrativa da Escola Secundária Josina Machel, disse que “nós trabalhamos com base no edital e não podemos violar a regra, temos que segui-la de forma fiel”.

Segundo Matavele, os estudantes, ao invés de se apresentarem na instituição primeiro para se certificarem dos requisitos exigidos, optam por fazer o depósito bancário do valor referente à taxa de inscrição e só depois é que se apresentam na secretaria da escola para fazer a sua inscrição.
“A questão é que os candidatos nem sempre são da Josina Machel, muitos são provenientes de outras escolas e não temos como comprovar a autenticidade dos documentos”, disse Matavele.

Instrutores e examinadores do INATTER acusados de extorsão

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

Candidatos a condutores de automóveis matriculados em várias escolas da cidade de Maputo reclamam pela morosidade na tramitação da documentação que lhes permitirá realizar exames teóricos de condução no Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATTER). Esta continua a ser a dor de cabeça para muitos instruendos que, não raras vezes, permanecem meses ou anos à espera que chegue a sua vez para o tão almejado exame que lhes habilite andar a “quatro rodas”.

“O País” testemunhou o caso de duas cidadãs, que não quiseram identificar-se por temer represálias, que estão numa escola algures na cidade de Maputo, desde Fevereiro de 2010 e que até agora o exame continua a ser uma miragem, alegadamente por falta de vontade por parte da escola, na submissão da documentação no INATTER, bem como devido à  alegada onda de cabritismo praticada, supostamente, pelos instrutores, acusados de cobrarem dinheiro para acelerar os processos e/ou dar parecer favorável aos instruendos.
De igual modo, instrutores e examinadores andam mancomunados para extorquirem os instruendos. Há quem diga que é quase impossível realizar exame prático sem dar luvas a estes. Nestas condições, há muitos cidadãos em várias escolas de condução à espera que chegue o seu dia “D”, passem meses ou anos.

Escolas desdramatizam e dizem que a culpa é dos instruendos

Procurámos ouvir a reacção das escolas de condução e estas sacodem o capote e lançam culpa aos candidatos que, várias vezes, não se empenham para o efeito. A falta de empenho caracterizada pelas ausências sistemáticas nas aulas teóricas, entre outras razões são apontadas (…) “não podemos submeter a exames um aluno que não comparece às aulas (…) o INATTER tem um programa que deve ser cumprido por todas as escolas.quando o aluno não comparece, fica complicado, por que há certo número de respostas correctas que o examinador exige, e vejo que muitos destes não reúnem condições para ir ao exame”, desabafa Afonso Mabucuro, instrutor da Escola de Condução Central, que em seguida acusa o órgão de tutela de morosidade na tramitação da documentação.

Cancros de útero e de mama mataram 27% das mulheres no país

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

Segundo Juvenaldo Amós, os distritos não conseguiram alcançar as metas estipuladas nos programas dos serviços materno-infantil e de vacinação programados para o primeiro trimestre sob orientação da Organização Mundial da Saúde.

Os cancros de útero e de mama foram responsáveis pela morte de 27% das mulheres, nos últimos anos, em todo o país. Os dados foram revelados durante o decurso do XL Conselho de Coordenação Provincial da Saúde de Manica, terminado ontem, no distrito de Nhamatanda, na província de Sofala.

Estes dados criam preocupação ao sector de saúde da província de Manica, o que o abrigou a começar com a expansão do programa de rastreio do cancro de cólon do útero e da mama nos distritos, de modo a controlar a doença que atinge as mulheres.
De acordo com o director provincial de Saúde de Manica, Juvenaldo Amós, a doença já começa a preocupar as autoridades de saúde, que já buscam saídas com vista a controlar as manifestações da mesma enquanto precoce.

Para o seu controlo, a Direcção Provincial de Saúde de Manica já iniciou com serviços inseridos no programa de rastreiro da doença no Hospital Provincial de Chimoio, estando os serviços já em expansão para todos os distritos de Manica.
No mesmo Conselho Coordenador foram discutidas as fragilidades verificadas nos serviços materno-infantil e programas de vacinação, registados nos distritos, no primeiro trimestre deste ano.

Alienação de Imóveis: Governo só atende cidadãos `importantes´

Alienacao.jpg
Os documentos submetidos por cidadãos simples, àquela direcção, solicitando a alienação dos imóveis a seu favor, ficam anos à espera da autorização do ministro das Finanças, enquanto os processos vindos de figuras influentes dão entrada e são aprovados num ápice.

O Canalmoz teve acesso a alguns documentos de pedido de alienação de imóveis em tramitação na Direcção Nacional do Património. Estes comprovam o tratamento desigual aos cidadãos, na Direcção Nacional do Património do Estado. Todos os pedidos de alienação de imóveis que dão entrada, são organizados em guias, com o número do processo e o nome do seu respectivo remetente, e posteriormente são enviados ao Gabinete do ministro das Finanças, para a autorização. A discriminação entre os `importantes´ e os `quaisquer´ começa aqui. Os pedidos dos cidadãos normais são preenchidos numa guia em manuscrito, enquanto os pedidos dos mais importantes são devidamente digitados em computador e depois impressos numa guia para posterior envio. É simplesmente esta a grande diferença, que atesta que este organismo do Estado discrimina os cidadãos.

Os pedidos dos cidadãos simples levam anos à espera de despacho de aprovação, enquanto as solicitações dos `importantes´ saem da Direcção do Património com a estampa `URGENTE´ e num ápice são aprovadas pelo ministro das Finanças, segundo explicação de fontes que acompanham os processos por dentro.

Tentamos falar com o director nacional do Património para ouvir a sua versão sobre estes factos de tratamento diferente que se dá aos cidadãos consoante o critério de importância de uns e outros. Não atende o telefone. Quando estivemos no gabinete dele não estava disponível. Por duas vezes nos dirigimos à instituição para o efeito. Continuámos a insistir até ao fecho desta edição. Como não nos permitiram ouvir a versão oficial sobre esta matéria, decidimos avançar com a publicação do que já apurámos…

Mais um voo cheio de estrangeiros com vistos falsos

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

A informação foi avançada ontem pelo porta-voz da PRM, Orlando Mudumane, recordando que esta é a segunda vez que dezenas de estrangeiros são recambiados a partir do Aeroporto Internacional de Maputo em menos de um mês. O motivo é o mesmo, porte de vistos falsos.

Mudumane disse que os imigrantes foram recambiados para os países de proveniência pelo mesmo voo que vinha da Etiópia, sendo 26 somalis, 10 paquistaneses e 10 bengalis e outros não identificados…

Joyce Banda entende que o sistema parlamentar moçambicano está muito avançado em relação ao do Malawi

Joyce Banda .png
A Presidente do Malawi, Joyce Banda, foi recebida esta segunda-feira pela presidente da Assembleia da República Verónica Macamo.

A estadista do Malawi assegurou que os parlamentos dos dois países precisam de manter parcerias com vista ao fortelecimento dos seus processos democráticos.

Banda, assegurou ainda que o sistema parlamentar de Moçambique é extremamente avançado em relação ao do seu país, onde os membros do governo podem ocupar em simultâneo o cargo de deputado

“A Primeira vez que vim a Moçambique encontrei um país totalmente destruído mas desta vez fiquei impressionada porque vejo que se registou uma grande mudança. Estou a ver uma situação que me impressiona cada vez mais.” Disse Banda

Este encontro entre Verónica Macamo e Joyce Banda, serviu também para os chefes das três bancadas parlamentares felicitarem a presidente do Malawi pelo cargo que ocupou após a morte do antigo chefe de estado.

Desconhecidos roubam armas da “guarda-fronteira” em Mandimba

armas.jpg
Desconhecidos, ainda a monte, assaltaram, há dias, um armazém com armamento da Polícia da Guarda-fronteira no distrito de Mandimba, província do Niassa.
Naquele posto fronteiriço com o Malawi, os meliantes roubaram duas armas do tipo AKM com as respectivas munições.
O governador do Niassa, David Malizane, disse à Rádio Moçambique que a situação é preocupante e há um trabalho em curso com vista ao esclarecimento do caso.
David Malizane, que falava no final da sua recente visita ao distrito de Lichinga, disse que preocupam ainda os crimes de espancamento que ocorrem na região, sendo alvos preferidos os motociclistas.

Adjudicados serviços de importação e fornecimento de gás à Petromoc

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

Assim, doravante, deixa de haver concurso público internacional para a contratação de uma empresa para o efeito. A medida visa dar resposta à crise de gás.

Refira-se que o mercado nacional foi afectado por uma grave crise de gás, em Dezembro último, devido à avaria da refinaria na África do Sul.
O despacho de Salvador Namburete atribui à petromoc a faculdade de efectuar negociações directas com dispensa de procedimento de concurso público.

O documento refere ainda que o despacho, ora exarado, conta com a concordância dos ministros das Finanças, Manuel Chang, e da planificação e desenvolvimento, Aiuba Cuereneia.

`Nos termos da lei, artigo 29 do Decreto 63/2006, de 26 de Dezembro (…), o Governo pode, por despacho do ministro que superintende a áreas das Finanças e da Planificação e Desenvolvimento, designar uma distribuidora de produtos petrolíferos, devidamente licenciada, para efectuar a importação de produtos petrolíferos com dispensa do procedimento de concurso público internacional, nos termos do artigo 43 do mesmo Decreto´, refere o despacho de Namburete…

Parceiros da Sociedade Civil e Moçambique em Acção promovem Fórum sobre criança com deficiência em Moçambique

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

O Fórum Social da Sociedade Civil para os Direitos da Criança, a Action Aid, a Plan Internacional, Movimento de Educação para Todos, em parceria com o grupo Soico, através do seu projecto Moçambique em Acção, promove, no dia 28 de Maio, uma conferência de reflexão sobre a criança com deficiência em Moçambique.
Com o encontro, estas organizações pretendem juntar, no mesmo espaço, vários actores do Governo e da sociedade civil, a fim de reflectirem sobre a problemática da criança com deficiência, conforme referiu o coordenador do Fórum, Albino Francisco: “pensamos que é preciso fazer um trabalho mais fundo e abrangente para protegermos a criança com deficiência.”
O objectivo da conferência é influenciar a implementação de políticas de protecção referentes a crianças com deficiência no país para salvaguardar os seus direitos, chamar atenção aos decisores para tomarem medidas que assegurem a sua protecção e igual acesso à educação, mas também sensibilizar e consciencializar os diferentes actores sobre os direitos e necessidades especiais das crianças com deficiência e incentivar a inclusão de todas na sociedade.
Em Moçambique, a população infantil representa cerca de 50 por cento do universo dos habitantes do país. Segundo dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos (MICS) divulgado em 2008, cerca de 14% de crianças com idades compreendidas entre dois e nove anos de idade são portadoras de, pelo menos, uma deficiência.

Apreendida madeira avaliada em cerca cinco milhões de meticais em Nampula

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

3 795 toros de madeira, dos quais 2 015 de pau-ferro e 1 780 de sândalo, foram apreendidos, na sexta-feira passada, num estaleiro clandestino, localizado numa mata, à saída da cidade de Nampula, nas proximidades do troço do distrito de Angoche.
Segundo as autoridades da Agricultura em Nampula, a madeira pertence à Green Timber, uma das cinco empresas que estiveram envolvidas no caso de 600 contentores de madeira, que estavam a ser exportados ilegalmente nos meados do ano passado, através do porto de Nacala. Em relação a esta apreensão, as informações ainda são escassez, mas sabe-se que foi mediante uma denúncia efectuada por um cidadão à procuradoria da república em Nampula, que, por sua vez, contactou com os serviços provinciais de floresta, fauna e bravia e com a polícia, que logo se fizeram ao local, onde,  de facto, encontram a madeira quantificada em 3 795 toros.
Estima-se que essa quantidade corresponda a 500 metros cúbicos, segundo os cálculos efectuados ao preço de dez mil meticais o metro cúbico, valor facultado pelo chefe dos serviços provinciais de floresta, fauna e bravia  em Nampula.

Crimes informáticos são o grande desafio da PRM na actualidade

Alberto
Os novos tipos de crime que despontam no país, como os sequestros, assaltos a sacerdotes, burlas na venda de imóveis, devem constituir preocupação dos agentes da lei e ordem.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) celebra, já na próxima quinta-feira, a passagem dos 37 anos da sua criação. E, para marcar a ocasião, foi ontem lançada a semana comemorativa, numa cerimónia dirigida pelo ministro do Interior, Alberto Mondlane. Na ocasião, o titular da pasta do Interior disse que muitos desafios se colocam hoje à PRM, com especial enfoque para os crimes informáticos que, nos últimos dias, têm estado a ganhar corpo no nosso país e que exigem que a polícia aprimore os seus conhecimentos de modo a saber lidar com a situação. Por isso, para Mondlane, há necessidade de se modernizar os equipamentos de laboratórios e formar mais agentes para lidar com este tipo de crimes. Dentre os crimes mais frequentes no país está a clonagem de cartões de crédito e débito dos bancos, crimes praticados através de redes sociais na internet, etc.

Khálau: “Continuarei intransigente… com o crime e indisciplina”

Jorge Khálau

O comandante-geral da República diz que não vai comentar vozes críticas contra si que surgiram após reafirmar que a polícia não depende de nenhum juiz para prender ou soltar seus agentes que tenham cometido alguma infracção. Mas perante à nossa insistência e quando questionado se ainda se sente com legitimidade para continuar a dirigir a polícia, Jorge da Costa Khálau disse que vai continuar, sim, a sua missão de combater a criminalidade, manter a ordem e tranquilidade pública e a disciplina no seio da Polícia da República de Moçambique (PRM) e que nunca irá recuar apesar das críticas.
Khálau diz que os resultados do seu trabalho são visíveis: “durante o fim-de-semana, a corporação conseguiu deter indiciados de terem assassinado um padre na sua residência no bairro de Liqueleva, no município da Matola, após um assalto que, igualmente, feriu um segurança. A PRM, segundo o seu comandante-geral, deteve ainda um grupo de supostos malfeitores que assaltavam empresas de origem chinesa na província de Maputo.
“A luta continua até ao último dia da minha missão, pois jurei para defender o país”, disse Khálau em jeito de remate contra todos os que defendem que seja demitido do cargo que ocupa e seja detido por ter ofendido a Constituição da República.
Aliás, esta pressão contra o dirigente da polícia moçambicana foi, mais uma vez, exercida no parlamento pelo chefe da bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique, Lutero Simango, no seu discurso de encerramento da V sessão ordinária da Assembleia da República, esta segunda-feira.

“Assaltantes a residências dos padres não têm respeito e seriedade”

Dom Francisco Chimoio.jpg
O arcebispo de Maputo, Dom Francisco Chimoio, diz que os indivíduos que protagonizam assaltos a residências paroquiais na cidade e província de Maputo mostram falta de seriedade e de respeito pelos bens alheios e vida das pessoas.
Segundo Chimoio, os bens dos outros devem ser respeitados, daí que se alguém não respeitar a vida do outro, automaticamente, não vai respeitar a sua própria vida. Diz ainda que há a necessidade de salvaguardar a própria vida e dos demais, por isso, apela às autoridades a combaterem o crime em todas as suas dimensões.
Recorde-se que, nos últimos tempos, as residências dos missionários católicos têm sido vítimas de assaltos à mão armada.

Últimas Notícias Hoje

Polícia recupera 30 cabeças de gado roubadas em Namaacha

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a recuperação de 30 cabeças de gado bovino que haviam sido roubadas de um cural no...

Ministro critica atrasos em fábrica de ração no Niassa

O ministro da Economia de Moçambique, Basílio Muhate, expressou descontentamento face à morosidade na entrada em operação da fábrica de processamento de ração localizada...

Jovem detido por roubo de 130 telemóveis em Lichinga

Um jovem de 32 anos encontra-se sob custódia na 1.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), suspeito de roubar aproximadamente 130 telemóveis...

Renamo na Zambézia acusa António Muchanga de alimentar divisões internas

Na cidade de Quelimane, o delegado político provincial da Renamo, Inácio Reis, manifestou-se em conferência de imprensa, levantando sérias acusações contra António Muchanga. Reis...