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Sábado, Abril 4, 2026
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Jornalista libertado pelas FARC na quarta-feira

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O jornalista francês Romeo Langlois, cativo pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia há quase um mês, será libertado esta semana.

A agência EFE cita uma nota da organização colocada na Internet e assinada pela guerrilha nas «montanhas da Colômbia» nas páginas da Frente 15 do Bloco Sul da organização: «A libertação do jornalista francês Romeo Langlois acontecerá na próxima quarta-feira, dia 30 de maio.»

No texto as FARC indicam que as coordenadas respetivas ao local onde Langlois será libertado serão entregues a uma missão humanitária da Cruz Vermelha.

Michelle Obama: se tivesse um dom gostaria de ser Beyoncé

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A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, confessou em entrevista à revista People que, se tivesse um “dom”, ela gostaria de ser a cantora Beyoncé.

“Se eu tivesse algum dom, seria Beyoncé. Seria uma grande cantora”, disse a esposa do presidente Barack Obama na entrevista, da qual foram divulgados alguns trechos antes da sua publicação, prevista para o dia 4 de junho. “O poder da música, ser capaz de tocar um instrumento (…) Parece que os músicos são os que mais se divertem”, acrescentou Michelle.

A primeira-dama é uma fã declarada da cantora americana Beyoncé, que acaba de retornar aos palcos após dar à luz ao seu primeiro filho, uma menina chamada Ivy Blue Carter, no último mês de janeiro. Segundo a emissora ABC, Michelle e as suas duas filhas, Malia e Sasha, terão estado neste sábado em Atlantic City, em Nova Jersey, para assistir a um show de Beyoncé.

Inspecção ao ensino superior vai arrancar a qualquer momento

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A inspecção às instituições do ensino superior em Moçambique vai arrancar a qualquer momento, anunciou o porta-voz do Ministério da Educação, Manuel do Rêgo, num encontro havido com jornalistas quinta-feira, em Maputo.

Professores sem o grau de licenciatura davam aulas no ISCTAC e Universidade Mussa Bin Bique

MINED encerra delegação de duas universidades

Para o efeito, foram criadas equipas de trabalho que, de acordo com a fonte, vão inspeccionar as instituições de ensino superior em todo o país, devendo começar com a Universidade Mussa Bin Bique (UMBB), sedeada em Nampula, e o Instituto Superior Alberto Chipande (ISTAC), baseada na cidade da Beira.

Estas duas instituições, nos últimos anos têm vindo a debater-se com vários problemas, e recentemente receberam uma ordem do Ministro da Educação para encerrar algumas delegações por funcionarem ilegalmente e sem as condições exigidas.

De salientar que estas inspecções vão ocorrer pela primeira vez no país, uma vez que até à data não existia um regulamento para a materialização desta actividade.

O regulamento da fiscalização do ensino superior foi aprovado em Junho do ano passado pelo Conselho de Ministros.

“As inspecções ao ensino superior vãi iniciar a qualquer momento. Desde a aprovação do regulamento em Junho do ano passado, estivemos a formar inspectores e já há equipas constituidas para fazer o trabalho”, referiu.

“A UMBB e o ISTAC serão as primeiras instituições de ensino superior a ser inspeccionadas pelas equipas de trabalho que a qualquer momento vão iniciar com as actividades”, acrescentou.

De acordo com o regulamento, as instituições de ensino superior, públicas e privadas passam a ser inspeccionadas ordinária e extraordinariamente.

A fiscalização, de carácter ordinário, é aquela em que a instituição alvo é comunicada com 10 dias de antecedência, e de carácter extraordinário, em que tal procedimento não é requerido.

O objectivo das inspecções é, fundamentalmente, controlar a organização e funcionamento das instituições de modo a aferir até que ponto elas cumprem com as normas existentes no país e garantir que a formação ministrada está de acordo com os objectivos pretendidos.

Nos últimos anos verifica-se no país um crecimento do número de instituições de ensino superior e de estudantes neste nível de ensino, entretanto, nem sempre este crescimento quantitativo tem sido acompanhado da devida qualidade.

A situação é reconhecida pelo governo, para quem a inspecção permitirá uma melhor articulação entre os conteúdos leccionados e os objectivos do Estado, nomeadamente em questões como a duração dos cursos, dos currículos e das infra-estruturas alocadas, entre outras matérias.

Por outro lado, tem-se registado muitas irregularidades do lado das instituições do ensino superior, que mais visam o lucro que contribuir para uma maior e melhor formação dos cidadaos.

Segundo Rêgo, estas situações mostram que há necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de diálogo entre as partes, maior conhecumento dos requisitos para o funcionamento de uma instituição deste nível de ensino e melhorar a monitoria e inspecção das mesmas.

Observadores da ONU não conseguem deter guerra civil na Síria

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Plano tecido por Kofi Annan para cessar conflitos na Síria ainda não conseguiu acabar com a violência no país. Observadores da ONU não podem fazer nada e não há alternativa realista ao plano de Annan.

Tropas do governo sírio e combatentes da oposição continuam torturando, assassinando e abusando da violência no país. A cada dia são registrados tiroteios, bombardeios e atentados.
Um ataque com tanques de guerra a prédios residenciais em Hula, a noroeste de Horms, centro dos protestos, morreram mais de 90 pessoas entre sexta-feira (25/05) e sábado (26/05), entre elas 32 crianças. Segundo informações fornecidas por ativistas, tropas do regime Assad atacaram a localidade de Taldo com canhões e morteiros.
A trégua, prevista pelo plano de Annan e teoricamente em vigor desde abril último, definitivamente só existe no papel. Cada vez mais combatentes da oposição estão se armando. Em uma declaração, o Exército Sírio Livre exigiu da ONU que acabe imediatamente com o conflito. Caso contrário, também não iria mais respeitar a trégua.
Uma comissão de inquérito da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas já temia, antes dos recentes acontecimentos, uma “militarização crescente” do conflito. Tendo em vista os terríveis massacres desde o início dos protestos no país, o major-general Robert Mood, coordenador da missão dos observadores da ONU na Síria, fala de uma “tragédia brutal”.
Em meados de maio, Mood havia se pronunciado com otimismo sobre a missão, prevendo um “apaziguamento imediato da situação” após a chegada dos observadores. Hoje, 260 já estão no país. A Alemanha também pretende participar da missão, com o envio de até 10 militares.
A tropa desarmada da ONU tem por função fiscalizar a implementação do Plano de Seis Pontos desenvolvido por Kofi Annan e pela Liga Árabe para a Síria. O plano prevê a retomada do diálogo político, o acesso ao país a ajuda humanitária, a libertação de presos políticos, a liberdade de ir e vir para jornalistas, bem como a liberdade de reunião e manifestação para a população em geral. Até agora, o regime não respeitou ainda de fato estas exigências, diz Corina Hauswedell, do Centro Internacional de Conversão, sediado em Bonn.
O presidente sírio, Bashar al Assad, queria, pelo que tudo indica, apenas ganhar tempo. Seu “sim” ao plano de Annan diminuiu, pelo menos a princípio, a pressão internacional sobre Damasco. Para pôr realmente um fim no conflito, Assad teria, contudo, que renunciar ou pelo menos entregar parte do poder à oposição.
“Mas isso certamente não está nos planos do regime”, analisa Hauswedell. Em vez disso, as tropas do governo continuam atacando com intensa brutalidade oposicionistas e manifestantes, como pôde ser observado no massacre em Hula.
Rolf Mützenich, porta-voz para questões de política externa da bancada do Partido Social Democrata (SPD), na Alemanha, também duvida da disposição de Assad em selar acordos. Por isso, diz ele, a pressão sobre o governo deveria aumentar: “Eu desejaria que o Conselho de Segurança da ONU optasse por uma resolução, a fim de exercer maior pressão sobre o regime”, diz Mützenich. No entanto, o Conselho encontra-se dividido, pois a China e a Rússia, países com poder de veto, defenderam o regime de Assad nos últimos meses, impedindo desta forma uma postura mais rígida contra a Síria.
Diante das complexas relações de poder dentro do Conselho de Segurança da ONU, alguns oposicionistas sírios pleiteiam um ataque militar ao país sem a aprovação do grêmio. Mützenich, por sua vez, rejeita esta possibilidade: “Ações unilaterais, levadas a cabo sem a legitimação do Direito internacional, não vão de forma alguma solucionar a situação”, diz o político. E o governo alemão defende uma postura semelhante. De qualquer forma, há, no momento, pouca disposição internacional no que diz respeito a uma intervenção militar na Síria.
A pesquisadora Hauswedell também rejeita o fornecimento de armas para a oposição. “Acreditamos que esta seja uma política kamikaze, também no sentido de uma regulamentação pacífica”. Já agora países da região do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita, o Catar e os Emirados Árabes Unidos apoiam a oposição financeiramente. Teoricamente, o dinheiro é destinado ao pagamento do soldo dos rebeldes. No entanto, não se pode afirmar com segurança que esses recursos não estejam sendo de forma alguma destinados à compra de armas.
Corinna Hauswedell acha que ainda está muito cedo para abdicar do plano de Annan. “Não há, no momento, nenhum outro caminho viável”, diz ela. Mützenich também acredita que é preciso manter os pés no chão. “Este é, no momento, o único plano no qual a comunidade internacional pelo menos tenta ir adiante. Infelizmente precisamos nos contentar com aquilo que está sendo viável no cenário internacional”, completa Mützenich.
Segundo ele, é preciso esperar para ver como a situação se desenvolverá depois que a missão estiver completa, com seus 300 observadores no país.
Mas uma coisa está clara para o major-general Robert Mood, diretor da missão de observadores da ONU na Síria: “Se os lados envolvidos no conflito não quiserem dar de fato uma chance para o diálogo, nós observadores não teremos como acabar com a violência a longo prazo, não importa quantos sejamos”, conclui.

Família morta em ataque da NATO

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Uma família de oito pessoas morreu após um ataque aéreo da NATO, na província de Paktia, no Afeganistão.

O porta-voz do governador provincial de Paktia, Rohullah Samon, explicou à agência Reuters que «o ataque matou quatro rapazes, duas meninas e duas mulheres, além de ferir outras duas pessoas».

Samon contou ainda que o ataque aéreo não foi coordenado com forças de segurança afegãs.

Os responsáveis locais já fizeram saber que as vítimas não estavam ligadas a redes terroristas.

O raide foi confirmado pela NATO. O porta-voz daquela organização confirmou que foi levado a cabo um ataque mas revelou que os alvos eram rebeldes.

Governo do Mali rejeita criação de ‘Estado islamita’ no norte

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O governo do Mali “rejeita categoricamente” a criação de um “Estado islamita” no norte do país pela rebelião tuaregue e pelo grupo islamita Ansar Dine, que anunciaram sua fusão, declarou neste domingo à AFP o porta-voz Hamadoun Touré.
“O governo de Mali rejeita categoricamente qualquer ideia de criação de um Estado de Azawad, e menos ainda de um Estado islamita”, afirmou Touré, ministro da Comunicação e porta-voz do executivo.
“Mali é um estado laico, que continuará sendo laico”, disse. A rebelião tuaregue e o movimento Ansar Dine, dois dos grupos que controlam o norte do Mali há quase dois meses, anunciaram no sábado sua fusão em um “memorando de entendimento”.
“O movimento Ansar Dine e o Movimento Nacional pela Libertação de Azawad (MNLA) proclamam sua autodissolução em Azawad (região do norte do Mali). Os dois movimentos criam o Conselho de Transição do Estado Islâmico de Azawad”, indicou o acordo.

Declarações de Lagarde sobre a Grécia provocam chuva de críticas

Karel Prinsloo, EPA
A Grécia reagiu com indignação às palavras da diretora geral do FMI que, em declarações a um diário britânico, acusou uma parte dos gregos de apenas quererem fugir aos impostos. Na entrevista ao jornal The Guardian, Christine Lagarde admitiu também ter mais simpatia pelas crianças da África subsaariana do que pela população de Atenas a braços com a austeridade. Em resposta, o dirigente dos socialistas gregos acusou a responsável do FMI de “insultar os gregos” enquanto que em França, uma porta-voz do governo de François Hollande considerou as palavras de Lagarde “simplistas e estereotipadas”.
Na entrevista publicada este sábado, a jornalista perguntou à diretora-geral do Fundo Monetário Internacional se apenas pensava em números e se lhe era difícil exigir ao povo grego medidas de austeridade, sabendo que as mesmas acarretam cortes em serviços tão fundamentais como os cuidados de saúde e da assistência social ou cuidados aos idosos. Lagarde respondeu pela negativa e justificou:

“Penso mais nas crianças que andam na escola, numa pequena aldeia do Níger, e que apenas têm duas horas de aulas por dia e são obrigadas a partilhar uma cadeira por três e mesmo assim estão desejosas de obter uma educação (…) porque penso que precisam ainda de mais ajuda do que o povo de Atenas”, disse.

“Aquela gente na Grécia que quer escapar aos impostos”

“Sabe que mais?” No que respeita a Atenas, penso em toda aquela gente que está sempre a tentar escapar aos impostos”, acrescentou, “Toda aquela gente na Grécia que quer escapar aos impostos”.

Questionada sobre os que na Grécia lutam todos os dias para sobreviver, privados de emprego e de serviços públicos, Lagarde disse também pensar neles: “ Acho que se deviam também ajudar a eles próprios coletivamente”, Como? “Pagando todos os seus impostos”, responde.

A dada altura a entrevistadora do The Guardian pergunta a Lagarde se com isto ela quer dizer aos gregos e a outros na Europa que “viveram à grande” e agora “é tempo de pagar a conta” e a diretora do FMI responde que é isso mesmo.

E quanto às crianças gregas, que de forma alguma podem ser tidas como responsáveis? “Bem, os pais são responsáveis não? Por isso os pais devem pagar os seus impostos”, remata a mulher que substituiu Dominque Strauss-Kahn à cabeça do FMI.

Venizelos diz que Lagarde humilhou os gregos

No próprio dia em que foram publicadas, estas declarações provocaram uma resposta irada do líder dos socialistas gregos, Evangelos Venizelos, que durante um comício em Atenas acusou Lagarde de insultar e humilhar os gregos”.

“Ninguém pode humilhar o povo grego durante a crise, e dirijo-me hoje em particular à senhora Lagarde (…), que com a sua posição insultou os gregos”, disse o líder do PASOK.

“Peço-lhe que reveja e reconsidere o que queria dizer”, acrescentou Venizelos, cujo partido, quando no governo, aplicou o programa de austeridade imposto pela troika em troca do empréstimo internacional e foi por isso cilindrado pelos eleitores nas últimas eleições.

Lagarde tenta explicar-se no Facebook

Logo que a entrevista foi publicada, milhares de comentários críticos, muitos deles vindos de internautas gregos, invadiram a página de Christine Lagarde no Facebook.

Sábado à noite, a diretora do FMI tentou suavizar de algum modo o impacto das suas declarações anteriores, publicando naquela rede social uma mensagem em que se diz “compadecida com a situação dos gregos”.

Na sua nota no Facebook, Lagarde explica que “parte importante” do esforço para ultrapassar a crise é “que todos partilhem equitativamente o fardo, especialmente os mais privilegiados e, especialmente, pagando os seus impostos”.

Syriza diz que gregos não precisam da compreensão de Lagarde

Já este domingo, o líder da coligação da esquerda radical grega Syriza, , criticou também as declarações da diretora do FMI afirmando que os gregos “pagam os seus impostos” e não precisam da compreensão de Christine Lagarde.

“Os trabalhadores gregos pagam os seus impostos”, que são muito pesados e, nalguns casos, “mesmo insuportáveis”, afirmou Tsipras.

“Sobre as recentes declarações da senhora Lagarde, a última coisa que a Grécia quer é a sua compreensão”, afirmou o líder do Syriza num comunicado.

Em relação à evasão fiscal Alexis Tsipras disse também que Christine Lagarde “devia dirigir-se ao (partido socialista) PASOK e à Nova Democracia (conservadores), para que eles expliquem porque não tocaram no grande capital e andam atrás do simples trabalhador há dois anos”.

O Syriza, que ficou em segundo lugar nas eleições de 06 de maio, opõe-se ao programa de austeridade exigido pelos credores da Grécia, entre os quais o Fundo Monetário Internacional (FMI), e pretende renegociar os termos do memorando assinado em troca do empréstimo internacional.

Porta-voz do governo francês diz que declarações são “simplistas e estereotipadas”

As críticas às declarações de Lagarde  vem também do seu país natal, a França.

Questionada sobre as declarações, a porta-voz do governo de François Hollande, Najat Vallaud-Belkacem, respondeu: “Acho-as um pouco simplistas e estereotipadas. Penso que, neste momento, não temos de dar lições à Grécia”.

Se a Grécia decidir sair do euro, depois das eleições legislativas de 17 de Junho, “isso seria um mau sinal, sem dúvida uma má escolha, para o conjunto dos parceiros europeus e para o resto do mundo”, acrescentou a porta-voz.

Líder da esquerda radical francesa diz que Lagarde se devia demitir

Lagarde já tinha sido anteriormente criticada pelo líder da esquerda radical francesa e ex-candidato presidencial Jean-Luc Melénchon, que considerou as declarações “indignas” e sugeriu que a diretora do FMI se demita.

“Com que direito fala ela desta forma aos gregos?”, questionou Mélenchon na televisão France 3. “São declarações indignas. Se houvesse uma moral política, Lagarde devia abandonar o cargo que ocupa”, acrescentou.

Adolescente alemã é resgatada após anos de cativeiro na Bósnia

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Uma adolescente alemã foi resgatada do cativeiro de um casal bósnio acusado de espancá-la e fazê-la passar fome por anos, além de prendê-la a arreiros de uma charrete para puxá-la.

A adolescente de 19 anos, mantida em uma aldeia na cidade de Kalesija no nordeste do país de 2004, foi salva, e o casal foi preso para investigação, segundo informaram promotores públicos neste domingo.

Damir Arnautovic, um porta-voz da promotoria em Tuzla, disse à Reuters que o estado físico e psicológico da mulher era ruim e que ela não tinha documentos. A vítima também não foi identificada.

Segundo Arnautovic, Milenko Marinkovic, 52 anos, e sua mulher Slavojka, 45, foram detidos sob a suspeita de tratar a mulher de forma desumana, “proibindo-a de qualquer contato com pessoas, e de frequentar a escola”.

A mãe da alemã foi casada com Marinkovic, apesar de a mulher ter outro pai. A sua mãe ainda vive na aldeia, mas não quis atender os repórteres. Arnautovic disse que a mãe foi interrogada pela polícia como testemunha e que sua participação estava sendo investigada.

Cazim Makalic, o vizinho que avisou a polícia do ocorrido, disse que a mulher era forçada a fazer trabalhos pesados e que tinha hematomas e cicatrizes. Makalic testemunhou que Marinkovic prendia a garota em uma charrete e obrigava-a a puxar o veículo com ele e seus amigos sentados nele, enquanto a chicoteava, ele disse. “Eu não podia mais vê-los batendo nela e a deixando passar fome”, contou.

A prisão do mordomo do Papa, o poder do secretário e os vendilhões

Paolo Gabriele era a primeira e a última pessoa a ver o Papa todos os dias, escreve o Corriere della Sera
Paolo Gabriele era a primeira e a última pessoa a ver o Papa todos os dias, escreve o Corriere della Sera
O mordomo da casa pontifícia foi ontem formalmente acusado de posse de documentos ilegais, depois de ter sido detido na quarta-feira. A detenção, anunciada apenas na sexta, aconteceu no mesmo dia em que o presidente do Instituto das Obras da Religião (IOR), o banco do Vaticano, foi forçado pelo conselho de supervisão a demitir-se. E na mesma semana em que um livro publicado em Itália divulga cartas e documentos sigilosos enviados ao Papa, ao seu secretário e a responsáveis do Vaticano (ver texto na página ao lado), com o objectivo de “expulsar os vendilhões do templo”.

A detenção do mordomo foi confirmada pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi: “A pessoa detida por posse ilegal de documentos confidenciais, encontrados no seu domicílio situado no território do Vaticano, é o senhor Paolo Gabriele, que permanece preso”, diz o comunicado. Gabriele será dos poucos leigos a viver, com a sua família, no interior do minúsculo Estado, tendo em conta as suas funções.

Sexta-feira, quando foi anunciada a detenção, o Vaticano não dissera quem era o suspeito, mas quer o jornal Il Foglio quer a agência italiana Ansa coincidiam em identificá-lo desde o início com o mordomo papal, de 46 anos. Definido como homem de confiança da pequena estrutura próxima de Ratzinger, de 85 anos, e uma das raras pessoas em contacto directo com Bento XVI, Gabriele está no lugar desde 2006.

A detenção surge após as fugas de documentos que começaram no final de Janeiro e se estenderam por quase todo o mês de Fevereiro. Há um mês, o Papa Bento XVI nomeou uma comissão de cardeais para averiguar de onde partiram. Pelos vistos, o primeiro resultado já apareceu e Gabriele, esclareceu o porta-voz, ficou “à disposição da magistratura vaticana para aprofundamentos ulteriores”.

De acordo com o comunicado oficial ontem divulgado, o acusado nomeou dois advogados, com quem já falou, e tem “todas as garantias jurídicas previstas pelo código penal e pelo procedimento em vigor no Estado da Cidade do Vaticano”.

Uma fonte não identificada, citada pela AFP, disse que o Papa ficou “triste e chocado” com este “caso doloroso”. “É tudo muito triste” é como outro responsável não identificado, citado pela Reuters, traduz o ambiente que reina no Vaticano. Mas fontes do Vaticano contactadas pelo PÚBLICO não acreditam que Gabriele seja o principal responsável pelas fugas de informação. Provavelmente, ele é apenas o elo mais fraco de um grupo de pessoas que pode mesmo envolver algum cardeal.

Em causa estará um ambiente de luta pelo poder, numa altura em que se começa a perceber que Bento XVI estará mais fragilizado. Sente-se no Vaticano, como o PÚBLICO noticiava em Abril, um clima de final de pontificado e adensam-se jogos – reais ou imaginários – para a sucessão do actual Papa. O cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano e número dois da hierarquia, tem sido um alvo privilegiado de críticas.

Inabilidade e ausência

O facto de Bertone não ser oriundo da carreira diplomática foi bem visto por muitos sectores, quando foi nomeado por Bento XVI – o actual Papa tinha chamado o cardeal para número dois da Congregação para a Doutrina da Fé. Mas, entretanto, a sua alegada falta de habilidade na gestão da máquina eclesiástica e o facto de se ausentar com frequência do Vaticano têm sido objecto de muitas críticas. Tal como a alegada incompetência dos mais directos colaboradores.

Em paralelo, emerge entretanto também o poder do secretário do Papa, o padre Georg Gänswein. Já com João Paulo II, à medida que a doença progredia e o Papa polaco ia ficando mais frágil, o papel do seu secretário ia sendo cada vez mais acentuado. Afinal, é o secretário quem controla a agenda do Papa.

Desde há quatro anos, quando saiu um segundo secretário, Gänswein ficou sozinho no cargo. Uma das conclusões que se retira do livro Sua Santidade – Os Dossiers Secretos de Bento XVI, publicado esta semana, é que emerge cada vez mais o poder do secretário. Os conflitos de poder são uma leitura possível para o outro caso que explodiu quarta-feira, quando o presidente do IOR (o banco do Vaticano) foi forçado a sair, depois de um voto de desconfiança do conselho de supervisão. O comunicado oficial dizia que, na reunião ordinária de dia 24, quinta-feira, o conselho analisara a questão do governo do IOR, que já despertara “uma progressiva preocupação” mas que, apesar das repetidas comunicações, “a situação deteriorou-se”. Por causa disso, o conselho “adoptou por unanimidade uma moção de censura ao presidente, por não ter desempenhado várias funções de importância primária para o seu cargo”.

Respeitado pelo Papa

O mais estranho é que Ettore Gotti Tedeschi, que tinha sido escolhido há dois anos e meio para o cargo, era muito respeitado pelo Papa (ver texto nestas páginas). A demissão surge num momento crucial: em Julho, um grupo de peritos europeus irá decidir se o Vaticano pode integrar a lista de estados transparentes na luta contra a lavagem de dinheiro.

O IOR teve uma vida polémica nas últimas décadas, com escândalos a envolver dirigentes e que misturavam a máfia, a maçonaria e os serviços secretos italianos. Há dois anos, Bento XVI dotou o IOR de nova legislação e regras mais rigorosas. Mas, recorda a AFP, essas regras foram retocadas, aparentemente para limitar a possibilidade de inquéritos retroactivos, o que teria desagradado a Gotti Tedeschi.

No final de 2010, o Papa criou ainda uma Autoridade de Informação Financeira (AIF), cujos poderes terão gerado debates acesos no Vaticano – e que podem ter sido mais um caso a levar à demissão do banqueiro, um profissional muito conceituado.

Pode haver outra razão: Gotti Tedeschi opôs-se a que o Vaticano salvasse financeiramente um hospital católico de Milão, o San Raffaele. O cardeal Tarcisio Bertone tinha a opinião contrária. Fontes consultadas pelo PÚBLICO não acreditam que este caso tenha sido decisivo para a saída, mas pode ter contribuído também para que tal acontecesse.

Uma das fontes contactadas diz que talvez Gotti Tedeschi se tenha deixado enlear pela teia de interesses contraditórios e dos grupos que se batem no interior do Vaticano. Verdade ou não, o Papa não tem sossego.

Colaborador de Mubarak paga multa de 4,8 milhões de euros por corrupção

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O antigo chefe de gabinete de Hosny Mubarak, chefe do regime egípcio deposto, foi condenado a cumprir sete anos de prisão, além, de ter de pagar uma multa de 36,3 milhões de libras egípcias, cerca de 4,8 milhões de euros.

A sentença foi ditada pelo Tribunal do Cairo, que julgou Zakaria Azmi. Este decorreu aberto, após o ex-ministro da Justiça, Assem Al-Gohari, o ter acusado de usar a sua posição para enriquecer. Segundo o antigo ministro, graças ao cargo que possuía, Azmi amealhou 42,6 milhões de libras egípcias, o equivalente a 5,6 milhões de euros.

A justiça egípcia resolve assim mais um caso, sendo que ainda falta o próprio Mubarak e o seu filho Gamal. O antigo líder egípcio, acusado da responsabilidade na mortede manifestantes durante a PrimaveraPrimavera Árabe, deverá conhecer o veredicto a 2 de junho.

Governo corta subsídio às panificadoras e preço do pão pode subir

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Já era previsível, mas faltava a confirmação. O Ministério da Indústria e Comércio acaba de cortar o subsídio às panificadoras, como resultado da queda do preço de trigo no mercado internacional e consequentemente em Moçambique.

O subsídio às panificadoras foi introduzido pelo Governo em 2010, quando o preço do trigo estava a níveis insuportáveis para os fabricantes de pão que viram o preço de 50 quilogramas de trigo disparar de 850 para 1050 meticais. Com a introdução de subsídios, a mesma quantidade saia a 850 meticais desde Setembro de 2010.

Entre as partes ficou acordado que logo que o preço voltasse aos 850 meticais ou menos que este valor, o Governo cortava os subsídios. E foi o que aconteceu recentemente, mas os operadores não concordam. Mesmo sem gravar a entrevista, o Presidente da Associação Moçambicana dos Panificadores, Victor Miguel disse que já mandou uma exposição ao Ministério da Indústria e Comércio, na qual demonstra que os panificadores para não agravarem o preço do pão nos próximos dias precisam de continuar a ser subsidiados.

Victor Miguel disse que os custos de produção do pão em Moçambique estão a aumentar. Argumentou que a subida do preço do fermento, das vitaminas, de energia, de combustível e salários está a sufocar a indústria panificadora.

Desde Fevereiro do presente ano, o preço de um saco de 50 quilogramas baixou de 930 para 850 meticais. Em 2010 para fazer face ao elevado custo de vida o Governo decidiu subsidiar as panificadoras que estavam na eminência de agravar o preço do pão. Para já não se sabe se o Governo vai introduzir outro tipo de subsídio ou vai deixar os panificadores agravarem o preço do pão.

Governo distancia-se de bolseiros moçambicanos no Sudão

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O Ministério da Educação veio a público ontem explicar que não tem nenhuma responsabilidade para com os estudantes bolseiros que se encontram no Sudão, uma vez que os jovens cidadãos moçambicanos foram enviados para aquele país por organizações islâmicas para perseguir objectivos de foro religioso.

Neste processo, segundo um comunicado do Instituto de Bolsa de Estudo do MINED citado pelo matutino Notícias, não houve, em nenhum momento, o envolvimento e muito menos o conhecimento do Ministério da Educação.

O IBE esclarece ainda que, em nenhum momento, durante a sua intervenção no Parlamento, o ministro Zeferino Martins chegou a se referir sobre um eventual regresso de estudantes bolseiros do Sudão mas sim, dos que lideraram a greve dos estudantes na Argélia. Reagindo aos últimos pronunciamentos dos próprios estudantes e da sociedade civil, segundo o qual um grupo de estudantes bolseiros no Sudão perdeu direito a bolsas de estudo e que, em consequência disso, serão recambiados, e que na mesma informação a sociedade civil indica que os mesmos estudantes foram deixados à sua sorte, onde o MINED não está a responsabilizar-se por eles, o IBE esclarece que o grupo “possui vínculo com organizações religiosas islâmicas e não foram obrigados pelo Governo a estudar no Sudão”.

“Os estudantes no Sudão não fazem parte do contingente de bolseiros moçambicanos sob a responsabilidade do Governo” – aponta o documento.

O IBE explica que recebeu uma comunicação de um cidadão moçambicano no Sudão, clamando por um apoio financeiro para ele e mais colegas a estudarem. Como a instituição desconhecesse a existência deste grupo naquele país, solicitou que o mesmo enviasse com urgência as suas preocupações e fornecesse uma lista nominal dos abrangidos e indicando possíveis nomes dos responsáveis pelo envio do grupo, para o estabelecimento dos contactos correspondentes.

“Foi nesta esteira que o MINED conseguiu contactar o representante da organização islâmica responsável pelo recrutamento de cidadãos moçambicanos para Sudão. Estamos a falar do senhor Tayob que se dignou a dar esclarecimentos. O programa em apreço data desde a década 80, quando o primeiro grupo de jovens cidadãos moçambicanos beneficiou de bolsas para estudos religiosos, concedidas pelo Instituto Islâmico Africano, sediada em Cartum, e financiadas pela Africa Muslim Agency, com apoio dos países árabes. Na altura, estes grupos gozavam de melhores condições de vida e de estudo, com direito a férias em Moçambique em cada dois anos e beneficiando de um subsídio mensal de 25 libras sudanesas, entre outras regalias. A partir de 1999, depois da Guerra do Golfo, a assistência aos bolseiros religiosos sofreu revezes, quando os países árabes deixaram de apoiar o Governo de Sudão” – indica o IBE.

Mais adiante, de acordo com a instituição, o cidadão admitido a bolsa de estudo assina um termo de compromisso com a organização islâmica no qual constam linhas gerais das regras e normas a ser seguidas na universidade sudanesa, dentre elas a responsabilidade individual de bilhete de passagem de ida e volta, o valor individual de 300 dólares que cada estudante deve possuir e levar consigo em mão.

“Actualmente, encontra-se no Sudão, um grupo de 45 cidadão moçambicanos a estudar e nem todos foram através da organização islâmica, visto que outros seguiram por meios próprios a partir de conhecimentos da existência desta universidade. Alguns não vivem no campus universitário, uns já são casados entre moçambicanos e outros com parceiros de outras nacionalidades. Estes estudantes têm recebido apoio simbólico de uma organização denominada Sautl Islam que envia valor monetário para sufragar necessidades primárias” – esclarece o MINED.

Um prédio, uma árvore: O caso do reflorestamento num prédio em Maputo

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À primeira vista parece inexplicável, ver um monstro de prédio, do topo à base, totalmente desabitado e a ficar “amarelecido” aos poucos, numa cidade em que não é fácil encontrar apartamentos quer para habitar como para escritórios. Falamos do prédio da ADENA na Rua da Mesquita No 33 baixa de Maputo.

Este edifício de três andares, com uma longa extensão (ocupa uma fachada que vai da rua de Bagamoyo à avenida Mártires de Inhaminga, sendo por aqui vizinha do Ministério dos Transportes e Comunicações), parece votado ao esquecimento, mesmo depois de, outrora ter sido um dos prédios mais movimentados da baixa, pela natureza do trabalho da Agencia Nacional de Despacho (ADENA). Ao que parece, a empresa deixou de funcionar há anos e nota-se que todos os seus compartimentos se encontram desocupados.

A degradação toma conta das instalações e disso são testemunhos as marcas de degradação externa, desde janelas quebradas a paredes já sem cor. E tudo indica que a mesma sorte deve ter a parte interna, aliás, na faixada frontal deste prédio, vemos diariamente as chamadas trabalhadoras de sexo num movimento de entrar e sair. Mas há mais que chama a atenção no edifício da ADENA: do lado de cima do alpendre do prédio cresce uma árvore, a caminho agora de frondosa, que já ganhou uma copa de fazer inveja a qualquer um que gostaria de ficar relaxado debaixo de uma boa sombra mesmo em alguns dias deste Inverno, já que o sol, ao que parece por conta do aquecimento global, chega a ser picante…

A árvore está a desenvolver como se ali houvesse um terreno argiloso e fértil. Está ali fresca e de boa saúde… e sem qualquer poda. E não será de estranhar que com este andar, a árvore chegue a um tamanho que irá afectar a estrutura do alpendre do prédio em que se desenvolve.

Neste momento não se sabe de quem é a responsabilidade para remover aquela árvore, se o Concelho Municipal de Maputo ou se o proprietário deste prédio: a ADENA.

A foto de Carlos Bernardo é um testemunho do que falamos, que aliás, pode ser de não estranhar mesmo tendo em conta que há falta de espaços para escritórios e habitação na capital. Ao que parece os proprietários da ADENA nem sequer estão preocupados com este facto, como se dissessem: o problema dos outros não é o nosso, por isso se não usamos o prédio o deixemos estar…

Com 12 pontos na agenda: Governo e privados renovam o diálogo

O Governo e o sector privado voltam a sentar-se à mesa do diálogo, no princípio do próximo mês, no âmbito do mecanismo de consulta estabelecido para a identificação, discussão e remoção de barreiras ao investimento no país.
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Rogério Manuel, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), disse ao “Notícias” que para o encontro a classe empresarial elegeu 12 pontos para serem discutidos na reunião a ser orientada pelo Primeiro-Ministro, Aires Ali.

Por razões estratégicas, Rogério Manuel não especificou a natureza dos assuntos a serem discutidos, preferindo apresentá-los primeiro ao Governo. “Não me sinto confortável em apresentar os pontos à comunicação social antes de os colocar ao Executivo, que é o nosso parceiro neste diálogo”.

No âmbito do mecanismo consultivo, o sector privado reúne-se duas vezes por ano com o Primeiro-Ministro para analisar e discutir matérias que constrangem o ambiente de negócios em Moçambique.

As reuniões com o Primeiro-Ministro são uma antecâmara da Conferência Anual do Sector Privado (CASP) que junta a CTA, na qualidade de órgão representativo do sector privado moçambicano, e todos os membros do Executivo, incluindo o Presidente da República.

Refira-se que no domínio fiscal, por exemplo, os temas que preocupam o empresariado moçambicano têm a ver com a necessidade de operacionalizar os tribunais fiscais para dar vazão a milhares de processos contenciosos nesta área.

Outra questão está relacionada com a capacitação do sector privado para o aproveitamento das oportunidades de negócios que se abrem no âmbito da implementação dos mega-projectos no sector mineiro. Actualmente, milhões de dólares não são aproveitados por empresas nacionais por não estarem em condições de fornecer bens e serviços de qualidade àqueles empreendimentos.

Regadio do Chókwè: Mais dez mil hectares serão reabilitados

UMA nova área do regadio do Chókwè, na província de Gaza, calculada em cerca de dez mil hectares, vai ser reabilitada, visando aumentar a sua capacidade de produção, avaliada em cerca de 35 mil hectares.
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O facto foi revelado ontem ao Presidente da República, durante a visita de trabalho que Armando Guebuza realizou ao local. A deslocação foi promovida pelo Ministério da Agricultura com o objectivo de o Chefe do Estado se inteirar do funcionamento do regadio.

Para o efeito, as autoridades nacionais estão a negociar a concessão de fundos junto do Governo chinês. O valor global ainda não foi revelado.

Aliás, com a restauração destes dez mil hectares, a área preparada para a prática da agricultura naquele regadio subirá para 24 mil hectares, uma vez que entre 2004 e 2006 foram reabilitados sete mil hectares, o correspondente a 21 por cento.

Aliás, neste momento, decorre a reabilitação de outros sete mil hectares, e as obras deverão estar concluídas até Dezembro de 2013.

A reabilitação dos primeiros sete mil hectares apresenta, segundo um documento da Hidráulica do Chókwè (HICEP), empresa pública que gere o empreendimento, um incremento significativo da produção agrícola.

Neste contexto, na presente campanha agrícola, dos sete mil hectares já reabilitados estão a ser explorados 6639, dos quais 5781 produziram, na primeira época, 4585 hectares de arroz e 1196 hectares de culturas diversas. Na segunda época, ainda em curso, estão a ser produzidos 858 hectares de culturas diversas, com destaque para hortícolas e cereais.

Para a cultura do arroz, o rendimento desta campanha situa-se em 4,32 toneladas por hectare, contra as anteriores 2,5 a três toneladas, da época anterior, por tonelada.

“Por sector de produção, temos 4,73 toneladas por hectare no sector comercial, cuja ceifa é mecânica, e 4,15 toneladas por hectare, para o sector familiar”, referiu o presidente da Hidráulica do Chókwè, Empresa Pública, Soares Xirinda.

O Regadio do Chókwè, construído nos anos 50, foi projectado para irrigar 33.848 hectares, com uma área potencial actual para agricultura de 23.848 hectares, reduzida devido à perda de 10.000 hectares por salinidade, provocada por problemas de drenagem; a infra-estrutura terciária foi danificada e os canais/valas assoreados pelas cheias de 2000. Os índices mais altos de produção do arroz foram alcançados na campanha 1974/75 na ordem de 70.000 toneladas.

Após a reabilitação dos primeiros sete mil hectares, das acções planificadas para garantir um serviço de rega e drenagem eficiente, destaca-se a limpeza de canais de rega para o fornecimento de água e a limpeza das valas de drenagem, principalmente nos campos de arroz, de modo a melhorar o rendimento das máquinas de ceifa.

Para imprimir maior dinâmica na realização desta actividade, foi reforçada a capacidade de manutenção da HICEP em 2011 com mais 3 escavadoras de braço longo.

Preços caem em três cidades

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OS centros urbanos que compõem o indicador geral de preços, nomeadamente as cidades de Maputo, Beira e Nampula, registaram, nos primeiros três meses deste ano, a queda da inflação anual.

Fim de semana cultural: Teatro para “aquecer” o Inverno

O INVERNO é a estação do ano menos preferida pela maioria dos moçambicanos, amantes do seu Verão tropical. Por razões óbvias, por estas alturas do ano preferem resguardar-se, substituindo os habituais locais de lazer por outros, nos limites da sua casa ou do seu quintal.
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No entanto, a estes, a Associação Cultural Girassol desafia a não darem férias às artes e aos espectáculos, propondo-lhes, a partir de hoje e durante todos os fins-de-semana, o IX Festival de Teatro de Inverno, que fará actuar nos palcos da Casa Velha e Centro Cultural Franco-Moçambicano grupos das cidades de Maputo, Matola, Inhambane e Beira.

Na estreia do festival, esta tarde no palco da Associação Cultural da Casa Velha, haverá dois espectáculos, realizando-se outros tantos amanhã no mesmo palco.

A primeira apresentação de hoje, que simboliza a abertura do festival, juntará actores a bailarinos e declamadores.

Seguidamente actuará o grupo Cikulupi, formado por estudantes de teatro da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, que apresentará a peça “Madjilka Prefere Silêncio”.

Amanhã, também na Casa Velha, actuarão os grupos Makwerhu, que apresentará “Bastidores da Corrupção II”, e Ximbitana, que exibirá “Exorcismo”.

O festival do Girassol tem a particularidade de acasalar a exibição artística com a componente formativa, já que para além de espectáculos contempla “workshop” destinados a fazer com que os fazedores da arte de representar nas províncias envolvidas capitalizem os pontos comuns e cresçam qualitativamente. Estão inscritas 18 grupos teatrais.

O Festival Teatro de Inverno é uma iniciativa da Associação Cultural Girassol que se realiza desde 2004 com o objectivo de apoiar os grupos amadores de teatro através da divulgação do seu trabalho artístico, associativismo cultural e formação de actores, tendo inicialmente sido de carácter competitivo.

Entretanto, o país está concentrado no apuramento das artes e artistas para a fase final do VIII Festival Nacional de Cultura, que terá lugar em Julho em Nampula. Assim, a cidade de Maputo, Sofala e Zambézia deverão apurar este fim-de-semana os seus representantes no encontro cultural nacional.

Conselho Municipal de Maputo fiscaliza escavações na via pública

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O Presidente do Município de Maputo, David Simango, aperta o cerco contra empresas que fazem escavações nas vias da capital, e que não se preocupam com a reposição das mesmas após a conclusão de suas obras.

Simango, explicou que todas obras que acontecem na cidade passam por uma autorização e fiscalização da edilidade.

Mas adiante o edil de Maputo, disse ter já notificado uma empresa de telefonia móvel devido às irregularidades cometidas pela mesma nos últimos tempos.

Por um lado as escavações nas vias de Maputo estão de certa forma a denegrir a imagem da cidade das acácias, e por outro, a condicionar o trânsito rodoviário.

Município de Maputo investe 50 milhões Mt na reabilitação de ruas

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“Já temos empreiteiros vencedores para este trabalho de terraplanagem, que poderá começar a qualquer momento”, disse Simango.

O município de Maputo vai investir, este ano, cerca de 50 milhões de meticais (cerca de 1.9 milhão de dólares norte-americanos), na terraplenagem de mais de uma dezena de ruas em zonas suburbanas da capital moçambicana, algumas das quais em avançado estado de degradação.

O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, David Simango, afirmando que já foram seleccionados empreiteiros para a execução das obras, em pelo menos quatro bairros, nomeadamente, Nlhamankulu, KaMaxakeni, KaMavota e KaMubukwane.

“Já temos empreiteiros vencedores para este trabalho de terraplanagem, que poderá começar a qualquer momento”, disse Simango, para depois anunciar que o município lançou, há dias, um concurso para a reabilitação da rua Dom Alexandre.
“O estudo técnico é que vai determinar se a Dom Alexandre vai ser asfaltada ou optar-se-á pela colocação de pavê, e, enquanto isso não acontecer, a rodovia vai beneficiar também da terraplanagem”.

Idosa vive na pobreza e no desamparo em Nampula

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Maria do Rosário Cintura, de 56 anos de idade, natural do distrito de Nampula-Rapale, no posto administrativo de Namaita, mãe de cinco filhos, dos quais dois perderam a vida entre 1999 e 2004, é uma mulher que vive no desamparo. Sem o que comer e nem perspectiva de receber assistência social, ela luta para se manter viva.

Residente no posto administrativo de Muatala, unidade comunal Matadouro, Maria do Rosário mora sozinha desde o ano 2000, após o falecimento súbito do seu esposo com que vivia há mais de 10 anos. Quando ficou viúva, o seu tio, já falecido, convidou-lhe a fixar residência na cidade de Nampula, onde lhe foi atribuído um espaço em que se encontra presentemente a viver.

A idosa, em contacto com a nossa equipa de reportagem, afirmou que depois de o tio perder a vida, começou uma nova maré de dificuldades. Ou seja, passados alguns meses, os sobrinhos obrigaram-na a abandonar o espaço onde está a viver, alegadamente porque ela devia regressar às suas origens. Porém, graças à intervenção das autoridades comunitárias locais, Maria do Rosário continua naquele lugar.

O outro drama é o facto de sofrer privações no que respeita à alimentação. Sem o que comer, ela luta todos os dias para se manter em pé. “Passo dois ou três dias sem comer nada. Às vezes, tenho a oportunidade de ter algumas refeições, sobretudo o almoço ou jantar, quando a minha filha consegue vender cabanga (bebida tradicional confeccionada com base em cereais) ou quando o negócio corre bem”, disse.

Maria do Rosário Cintura conta que durante a vida nunca se dedicou a alguma actividade de subsistência e, muito menos, se sentou no banco de uma escola, facto que ela acredita ser um dos principais motivos do sofrimento por que tem vindo a passar nos últimos dias.

“Muitas vezes, para ter o que comer, tenho ido ao mercado do Matadouro apanhar cabeças de peixe seco ou mesmo grãos de milho para torrar e alimentar-me de modo a não morrer à fome”, diz, para depois acrescentar que algumas pessoas de boa-fé é que lhe dão esmola, o que de, certo modo, garante a sua sobrevivência.

Quando perguntámos à nossa interlocutora se para comer recorreria ao pedido de esmola na via pública, ela disse que não gostaria de fazê-lo, até porque não passa pela sua cabeça tal possibilidade.

“Não quero pedir esmola, e nunca farei isso. Mas há pessoas que passam por minha casa e sugerem-me que vá à cidade pedir, mas eu nunca gostei e não espero enveredar por essa via porque irá piorar a minha angústia”.

A nossa fonte reconhece que o seu falecido tio era a única pessoa que lhe prestava assistência, ou seja, garantia todas as refeições do dia e supria todas as necessidades básicas. Porém, após a sua morte, ela tem vindo a depender do apoio das pessoas de boa-fé e da sua filha, que também não trabalha.

No interior da casa de Maria do Rosário a nossa equipa de reportagem testemunhou um cenário triste. Ela é uma mulher que precisa de amparo. A idosa dorme num espaço onde se encontram amontoados sacos. Além disso, a sua almofada é feita de palhas de milho e de trapos que, segundo ela, colhe nas diferentes alfaiatarias existentes naquela zona.

Todos os filhos são desempregados

Maria do Rosário Cintura contou-nos que dos seus três filhos que teve como resultado do seu casamento, um deles já tinha sido incorporado na PRM, depois de ter cumprido o Serviço Militar Obrigatório nos anos de 1985, mas veio a ser expulso por motivos que até hoje desconhece. Tanto o filho como a mãe não sabem dizer o que na verdade ditou a expulsão. Já lá vão 10 anos.

“O meu filho já foi por várias vezes procurar saber das razões da sua desvinculação, mas nunca teve uma resposta satisfatória ou convincente. Tenho a esperança de que um dia ele será incorporado nas fileiras da PRM”, acredita.

Em relação aos outros dois filhos, Maria do Rosário afirma que “nenhum trabalha ou já teve emprego. Nem o rapaz, tampouco a rapariga. Todos vivemos numa situação lastimável. Os homens casam-se com a minha filha e depois abandonam- na com filhos e nem sequer dão assistência às crianças”.

Forças para cultivar e lavrar a terra

Maria do Rosário Cintura já não tem forças para lavrar a terra. “Gostaria de voltar para a minha zona de origem, mas o que me impede é o facto de sentir que estou, cada vez mais, sem forças na medida em que já tenho uma idade avançada. Além disso, os meus familiares que vivem em Namaíta não querem viver com uma idosa como eu. Como não quero incomodar a ninguém, prefiro morrer à fome e não por discriminação ou maus-tratos”.

A nossa interlocutora avançou que nunca foi discriminada na vida, mas notou indícios porque das vezes que lá foi (à sua zona de origem) ouviu murmúrios e comentários segundo os quais as pessoas idosas dão muito trabalho.

Promessas falsas

Maria do Rosário revelou à nossa reportagem que já foi por várias vezes inscrita pelos secretários do grupo dinamizador do bairro para que pudesse beneficiar da pensão de velhice que alguns idosos têm vindo a receber no posto administrativo de Muatala, mas nunca chegou a ser chamada, não sabendo se o seu nome foi escolhido, se alguém está a usufruir do dinheiro ou se ainda tem de esperar.

“Os secretários inscreveram- me pelo menos duas vezes para receber dinheiro para eu poder sobreviver, mas ainda não recebi nada. Fui também inscrita para receber lajes para construir uma latrina melhorada e nunca mais vi as tais pessoas, até hoje. Tudo não passou de falsas promessas”.

Ameaças

Num outro ponto, a idosa fez saber que tem vindo a viver sob constante medo pelo facto de no local onde está localizada a sua residência existirem dois postos de transformação de energia eléctrica pertencentes à Electricidade de Moçambique que estão sempre a explodir e a arder. “A minha casa é de capim e receio que um dia ela venha a queimar”.

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