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Terça-feira, Abril 7, 2026
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Quatro menores violados em Maputo

Quatro menores violados em Maputo
A Polícia da República de Moçambique (PRM) revelou que na semana finda foram registados em todo território nacional quatro casos de violação sexual de menores. As vítimas têm idades que rondam entre os 10 e 14 anos e as violações aconteceram na cidade e província de Maputo.

Segundo o porta-voz do Comando-Geral da PRM, Pedro Cossa, os indiciados desta prática de crime são Abaldy, Hermelino, Gabriel e Silva, sendo que os dois primeiros têm 25 e 49 anos de idade respectivamente.

Pedro Cossa disse que trabalhos de vigilância e em colaboração com a população têm sido levados a cabo pela polícia de modo a desencorajar esta onda de violações que continua a ser uma grande ameaça no país.

“Os casos de violação sexual de menores, aumentam a cada dia que passa, por isso, há necessidade de se apostar cada vez mais em acções que possam abortar qualquer tentativa de violação. Portanto, precisamos de intensificar as campanhas de sensibilização para salvaguardar a integridade física e psicológica dos menores”, acrescenta Cossa.

Durante o período em análise foram registados em todo país, 132 casos de natureza criminal contra 152 do igual período do ano anterior, dos quais 106 esclarecidos, o que corresponde a uma resposta policial correspondente a 80%.

Dos casos de natureza criminal registados, 84 incidiram contra propriedades, 37 contra pessoas e 11 contra ordem, segurança e tranquilidade públicas. No rol das detenções recolheram em todo país, 1.389 pessoas, dos quais 151 por prática de delito comum e 1.258 por violação de fronteira.

Acidentes causam seis óbitos em Govuro

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Um aparatoso acidente de viação registou-se no distrito de Govuro, norte da província de Inhambane. O facto ocorreu quando uma viatura de marca Mercedes-benz, com chapa de inscrição CA-67-49 na altura conduzida por um cidadão nacional de nome Azarias, despistou-se e capotou de seguida, tendo tirado vida a seis pessoas que se faziam transportar na viatura.

A polícia, presume que o acidente tenha sido causado pelo excesso de velocidade. Dados da PRM dão conta ainda de que foram registados 42 acidentes de viação contra 58 do igual período do ano passado, dos quais resultaram em 27 óbitos, 37 feridos graves e 42 ligeiros.

Das sinistralidades rodoviárias ocorridas no período em análise, 27 foram do tipo atropelamento, seis choque entre carros, quatro do tipo despiste e capotamento e choque carro-moto.

Segundo Pedro Cossa, concorreram para as sinistralidades, o excesso de velocidade com oito casos, condução em estado de embriaguez quatro, entre outras causas.

No que tange ao combate e prevenção da sinistralidade rodoviária a polícia fiscalizou 21.872 viaturas, das quais 92 viaturas foram apreendidas, foram impostas 4.662 multas por diversas irregularidades, apreendidas 69 cartas de condução e recolheram aos calabouços oito pessoas por condução ilegal.

Construção civil: Falta de legislação encarece obras

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A ausência de uma legislação no ramo das obras públicas para o estabelecimento de critérios de fixação da margem de lucro a arrecadar por parte das empresas de construção civil que operam no país, é tida como sendo a principal causa que concorre para o alto custo com que os cidadãos se confrontam para aquisição ou contratação de serviços para construção de infra-estruturas como habitação e outras, de acordo com o presidente do Conselho de Administração do Fundo de Fomento da Habitação, Rui Costa.

Segundo ele, o país ainda não tem legislação que obrigue as empresas do ramo de construção civil a declarar a margem de lucro que obtém em cada empreitada que executam como acontece em muitos outros países com os quais o nosso tem relações de cooperação a vários níveis, uma situação que penaliza sobremaneira o cidadão que solicita serviços a uma entidade credenciada para construção da sua infra-estrutura social ou económica.

Presentemente, segundo Rui Costa, que falava em Nampula onde trabalhou recentemente, empresas de construção civil nacionais ou estrangeiras há que por ausência de um instrumento regulador em relação à margem de lucro, conseguem proveitos iguais ou superiores ao montante que corresponde ao custo real das despesas realizadas para aquisição de materiais e seu transporte, mão-de-obra e encargos fiscais no processo de edificação de infra-estruturas solicitadas por singulares ou pelo Estado.

No entanto, ele disse haver esforços que estão sendo feitos a nível da instituição no sentido de propor à entidade de tutela para fazer uma análise profunda em torno desta situação, pois, a aprovação de uma lei que estabelece a margem de lucro nas empreitadas de construção civil vai reduzir os custos actuais e impulsionar o ritmo de execução de obras públicas e privadas com impacto positivo no seio das populações que lutam continuamente para conseguir uma habitação condigna.

Todavia, Costa fez saber que um projecto financiado pelo Fundo de Fomento de Habitação e que conta com a comparticipação do Conselho Municipal de Nampula vai erguer um total de 100 casas do tipo 2, destinadas a funcionários que trabalham naquela urbe. As obras que iniciam dentro de dias serão executadas na zona de expansão de Muthita no bairro de Mutauanha.

Luís Mondlane deve suspender o exercício da magistratura

Luís Mondlane deve suspender o exercício da magistratura

O Centro de Integridade Pública considera que o Juiz Conselheiro Luís Mondlane, antigo Presidente do Conselho Constitucional, cargo ao qual renunciou após denúncias de gestão danosa apresentadas pela Imprensa, deve suspender imediatamente o exercício da magistratura.

É que, após ter-lhe instaurado um processo de inquérito pelo Conselho Constitucional, ficou concluído que as acusações que foram levantadas contra ele eram procedentes e configuravam ilícito criminal passível de investigação/instrução do respectivo processo pela Procuradoria-Geral da República (PGR), tendo em conta que ele exerce as funções de Juiz Conselheiro no Tribunal Supremo, que é o mais alto órgão na hierarquia dos tribunais judiciais em Moçambique.

O resultado do inquérito indicava a existência de indícios que deviam ser averiguados a fundo pela instância competente, neste caso a PGR, uma vez que o Conselho Constitucional investigou apenas os actos de gestão danosa para verificar se as suspeitas eram de natureza criminal ou se se estava perante actos de improbidade administrativa passíveis de tratamento ao nível do Tribunal Administrativo, cuja função é velar pela conformidade da gestão das contas públicas com o plasmado na lei.

Enquanto este processo decorria ao nível do Conselho Constitucional e após a sua renúncia, Luís Mondlane voltou para o Tribunal Supremo, concretamente para a 2ª Secção Criminal. Entretanto, depois de ter sido formalmente acusado pela Procuradoria-Geral da República, no dia 14 de Outubro de 2011, e notificado da acusação como arguido, Luís Mondlane não deveria ter continuado a exercer funções como magistrado do Tribunal Supremo.

Segundo o CIP, os factos de que é acusado são graves e não é de bom-tom que um cidadão continue a exercer uma função tão nobre e que exige responsabilidade, decoro, e transparência ilibada. É de ressaltar que sobre os operadores do sistema (no caso magistrado – juiz) não devem subsistir quaisquer dúvidas ou suspeitas sobre a sua conduta moral e profissional.

Ademais, continuando a exercer funções no órgão que o poderá julgar, o Tribunal Supremo, levantam-se a hipótese de Luís Mondlane poder vir a manipular os factos a seu favor e influir na decisão final sobre o mérito da causa, pois, para além de vir a ter acesso privilegiado ao processo, o caso em que ele está envolvido é de natureza criminal e vai ser tratado em termos de produção do relatório para o julgamento (se o TS confirmar a acusação do Ministério Público), pela secção de onde ele é um dos titulares, a 2ª Secção Criminal.

Segundo o Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado e o Estatuto dos Magistrados Judicias, citados pelo CIP, “há que resguardar o arguido sujeito à investigação na sua dignidade pessoal e profissional dos efeitos de estar a pender sobre si um processo na instituição onde desenvolve as suas actividades.

Esta situação pode ser transportada para o caso da alegada gestão danosa do Conselheiro Luís Mondlane, sob o qual pende um processo criminal que transitou para a instância judicial onde é magistrado”. Para o CIP, a suspensão de Luís Mondlane do exercício do cargo até ao esclarecimento dos factos é a solução que deve ser a mais sensata, cabendo por isso ao Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), como órgão de gestão e disciplina da magistratura judicial, desencadear todo o processo que conduza a essa finalidade pois tal acto serviria também para trazer clareza ao processo, e isso fará com que a decisão a ser proferida esteja livre de quaisquer suspeições.

“Não faz sentido que um magistrado que concomitantemente seja arguido julgue e continue a julgar processos criminais ou de outra natureza, como o que está a acontecer com o Conselheiro Luís Mondlane, o que pode constituir um caso único conhecido. É preciso ter em atenção que o Conselheiro Luís Mondlane está formalmente acusado e a devolução do processo pelo TS à PGR não significa que a acusação proferida seja nula. Ela mantém-se e apenas será corrigida uma falha processual surgida na sua proveniência. A PGR não vai alterar a sua acusação por uma falha processual passível de ser corrigida, como preconiza a lei”, conclui.

Município arrenda casas do Zimpeto

Município arrenda casas do Zimpeto
O município de Maputo está a arrendar as casas construídas inicialmente com a finalidade de atribuí-las aos seus técnicos no Zimpeto, arredores da cidade. O concurso para este fim está aberto para entidades públicas, privadas e singulares. 

Sanitários escolares atentam à saúde

Sanitários escolares atentam à saúde
O estado higiénico de sanitários de alguns estabelecimentos de ensino das cidades de Maputo e Matola constitui um sério atentado à saúde de milhares de alunos.

Governo poderá introduzir exame único de admissão ao ensino superior

Governo poderá introduzir exame único de admissão ao ensino superior
O Ministério moçambicano da Educação (MINED) está a avaliar a possibilidade de introduzir, no país, um exame único de admissão ao ensino superior, colocando, desta forma, todos os estudantes neste nível de ensino em igualdade de circunstâncias.

Esta decisão saiu do Conselho Coordenador do MINED realizado semana passada em Chidenguele, província meridional de Gaza.

De acordo com o Porta-voz deste ministério, Manuel Rêgo, o problema reside no facto de, actualmente, as condições de acesso ao ensino superior serem diferentes nas instituições públicas e privadas que operam no país.

Enquanto nas instituições públicas há obrigatoriedade de um exame de admissão, colocando milhares de candidatos a concorrer para um número limitado de vagas, o mesmo já não acontece nas privadas, em que o critério para o acesso é, geralmente, a capacidade financeira para sustentar os estudos.

“A recomendação que saiu do Conselho Coordenador é estudar a viabilidade de se introduzir uma prova única de admissão ao ensino superior, tendo em conta que só nas instituições públicas se realiza o exame e nas privadas não. Temos que fazer um estudo muito profundo porque o assunto é complexo e nos leva a verificar a legislação existente no país”, explicou Rego.

O estudo deverá ainda observar as implicações financeiras do exame único para o país, entre outras questões.

“O objectivo é garantir que os alunos estejam nas mesmas condições de ingresso, para além de garantir qualidade mínima de acesso ao ensino superior no país”, disse a fonte.

Apesar do ensino superior em Moçambique ter registado um crescimento assinalável nos últimos anos, o seu acesso continua a ser praticamente exclusivo.

Nas universidades públicas, a procura é maior, o que leva a que milhares de estudantes tenham que concorrer a um número muito limitado de vagas. Alguns cursos das universidades públicas chegam a oferecer apenas 14 vagas.

Nas universidades privadas, os candidatos se inscrevem tendo opções de escolha, bastando ter capacidade para arcar com as mensalidades. Casos há em que sobram vagas.

Devido a estas e outras dificuldades associadas, alunos com potencial para ter êxito nos seus estudos acabam ficando fora do ensino superior.

Segundo Rego, para reverter esta situação, está em estudo, há já algum tempo, a política de financiamento do ensino superior, um processo que poderá estar concluindo ainda este ano.

“Queremos garantir que estudantes brilhantes que não têm capacidade económica para frequentar o ensino superior continuem com os seus estudos. Existem várias bolsas de estudo geridas directamente pelo MINED e outras pelas próprias instituições. Pretende-se instituir um sistema que permita que os alunos com capacidade intelectual de frequentar o ensino superior não sejam impedidos por limitações financeiras”, explicou Manuel Rêgo.

O Ensino Superior em Moçambique data desde o ano de 1962, quando foram criados os Estudos Gerais Universitários de Moçambique (EGUM), como resposta às críticas dos movimentos nacionalistas das colónias portuguesas, acusando-a potência colonizadora de nada fazer pelo desenvolvimento humano e intelectual das suas colónias.

Foi assim que, através de um decreto de Dezembro de 1968, foi criada a Universidade de Lourenço Marques (ULM), mais tarde transformada em Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

Enquanto isso, no ano de 1985, depois da independência nacional, era criado o Instituto Superior Pedagógico (ISP), actual Universidade Pedagógica, estabelecendo-se assim a segunda Universidade Pública. A seguir a UP, surgiu o Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI) vocacionado para a formação de quadros para a área de relações internacionais e diplomacia.

Com o crescimento da população estudantil pretendendo ingressar no Ensino Superior em Moçambique foram instituídos, em 1991, os exames de admissão ao Ensino Superior e, em 1993, foi aprovada a Lei do Ensino Superior, criando – se o quadro legal para a aprovação dos Estatutos Orgânicos de cada instituição, para além da criação do Conselho Nacional do Ensino Superior.

Com a introdução da economia de mercado em 1987, que coloca novos actores no cenário socio-económico e cultural, designadamente o sector privado e a sociedade civil, criou-se espaço para a intervenção do sector privado no Ensino Superior.

Assim, em 1993, iniciou o processo de criação das primeiras Instituições Privadas do Ensino Superior, designadamente, a Universidade Católica de Moçambique (UCM), o Instituto Superior Politécnico e Universitário em (ISPU), hoje “A Politécnica”, e o Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM).

Actualmente, Moçambique conta com 38 instituições do ensino superior, maior parte das quais privadas, albergando pouco mais de 30 mil estudantes.

Desistências escolares motivo de preocupação

Currículo revisto para ensino primário deverá vigorar a partir de 2014

Ressurge, de forma paulatina e preocupante, o fenómeno das desistências escolares no país, facto que tem a ver com as zonas onde ainda os processos de agricultura familiar se fazem distante dos locais de residência dos alunos.

Esta preocupação foi manifestada pelo Ministro da Educação, Zeferino Martins, no decurso do Conselho Coordenador havido semana finda em Gaza, tendo afirmado, porém, que a situação está a ser devidamente gerida pelo sector. Recorde-se que em tempos não muito recuados chegou a registar-se um desperdício na ordem dos 50 por cento, o que era um autêntico desastre para a economia da Educação.
Esta percentagem, conforme explicou, só foi possível baixá-la com a introdução de reformas ligadas à área curricular, aliada à implementação do modelo de passagem por ciclos de aprendizagem e outros incentivos que permitiram reduzir consideravelmente o número de alunos que desistiam de estudar.
“Com alguma preocupação, estamos a ter de volta o fenómeno das desistências. Para além de estar associado com o factor distância entre os locais de residências do alunos e a escola, o fenómeno está ligado aos processos de matrículas que acontecem no período em que as famílias têm que se movimentar das zonas de residência para as produtivas e os filhos têm que as acompanhar. As desistências são um factor que já não depende somente da Educação, mas também de outros intervenientes, como a Agricultura, das próprias famílias e da nossa economia, que esperamos que melhore para que elas possam se concentrar, efectivamente, na educação” – disse o ministro.
Entretanto, com vista a melhorar a componente de leccionação e, consequentemente, a qualidade de ensino, o MINED está a formar professores num modelo experimental em Cabo Delgado, Zambézia e Maputo-província. O curso é de três anos e com um de estágio prático, contrariamente ao modelo anterior, que era de um ano apenas de formação.
Paralelamente, está em curso o processo de revisão de todo currículo do Ensino Primário e que em princípio deverá começar a vigorar em 2014. Este novo currículo vai substituir o actual, introduzido em 2004 e que visava tomar o ensino mais relevante.
Contudo, a decisão de revisão do currículo do Ensino Primário surgiu depois de um estudo ter constatado haver um fraco desempenho dos alunos em literacia e numeracia face às metas previstas. Igualmente, foram constatadas dificuldades na adaptação dos programas às necessidades dos alunos por parte dos professores, bem como a exigência da sociedade para a sua mudança face aos resultados negativos.
Como sugestões para o novo currículo e tendente à melhoria do ensino, destaque vai para o aumento do período de oralidade inicial como pré-requisito e fundamental para a aprendizagem da leitura e escrita, redução das disciplinas capacitando tempo para o desenvolvimento da oralidade, leitura e escrita, assegurando o desenvolvimento integral da crianças.
O Conselho Coordenador do MINED teve lugar semana passada em Chidenguele, província de Gaza, no qual mais de 200 participantes discutiram vários assuntos, com realce para o aumento do acesso à educação básica, melhoria da qualidade de ensino, desenvolvimento da capacidade institucional, preparação do ano lectivo 2013 e dos Jogos Escolares a terem lugar em Tete.

Estado moçambicano vai passar a adquirir parte da produção agrícola familiar

Estado moçambicano vai passar a adquirir parte da produção agrícola familiar
O Estado moçambicano vai passar a adquirir parte da produção agrícola familiar, no quadro de um programa de reforço da segurança alimentar, que está a ser desenvolvido em Moçambique por técnicos brasileiros.

Em Abril, de acordo com o jornal Notícias, representantes dos governos de Moçambique e do Brasil assinaram, em Brasília, um acordo de cooperação técnica para a formação e transferência tecnológica para o programa “Mais Alimentos”, uma iniciativa apoiada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O jornal adianta ser esperado que com a execução deste programa, com duração prevista de dois anos e um custo inicial de 400 mil dólares, a produtividade da agricultura familiar seja aumentada.

Outra componente da iniciativa é a formação técnica, que inclui a formação de pequenos agricultores para a utilização e a manutenção de máquinas e equipamentos agrícolas, com perspectiva de financiamento pelo Brasil.

Este programa irá integrar o Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Sector Agrário (Pedsa) 2011-2020, que tem como objectivo estimular o crescimento do sector agro-pecuário em pelo menos 7% ao ano e o aumento em 25% das áreas cultivadas com produtos alimentares básicos.

A agricultura em Moçambique é basicamente de subsistência, em que cada família ocupa, em média, áreas que variam de meio a 1,1 hectares.

Incêndio devora importante armazém. Proprietário suspeita de acto criminoso

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Um incêndio de grandes proporções deflagrou e destruiu na manhã de hoje no armazém de uma empresa do ramo comercial na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado.

Na sequência diversos bens, entre material de construção, acessórios de viaturas, motorizadas, bicicletas e aparelhos de ar condicionado, foram completamente devorados pelo fogo.

Não são conhecidas as causas do sinistro e os prejuízos causados, mas o proprietário do armazém, disse, em declarações à Rádio Moçambique, aventou a possibilidade de tratar-se de fogo posto, acto praticado por indivíduos desconhecidos.

Uma operação conjunta envolvendo o corpo de bombeiros e carros-cisternas das empresas Aeroportos de Moçambique e Caminhos de Ferro de Moçambique-Norte, não conseguiu, de imediato, debelar as enormes chamas que envolveram o edifício.

A Polícia de Protecção foi chamada para proteger os poucos bens retirados do ármazem por pessoas de boa vontade.

Elefante mata e fere na cidade de Montepuez

Elefante mata e fere na cidade de Montepuez
Uma mulher grávida perdeu a vida na última sexta-feira, no Bairro de Napai, cidade de Montepuez, província de Cabo Delgado, após ser esmagada por um elefante que na circunstância chegou a ferir outras três pessoas, uma das quais em estado grave e neste momento internada no Hospital Distrital local.

A Polícia tentou abater o paquiderme, que antes de voltar ao seu habitat criou pânico aos residentes, que se viram surpreendidos pela presença do animal na urbe.   

Queimadas descontroladas comprometem ecoturismo em Manica

Queimadas descontroladas comprometem ecoturismo em Manica
Queimadas descontroladas em Manica, centro de Moçambique, estão a destruir recursos naturais, ecossistemas e biodiversidade nas áreas protegidas, comprometendo o turismo sustentável, disse ontem à “Lusa” a governadora provincial.

Ana Comoana considerou ser imperativo o combate às queimadas descontroladas, devido ao seu poder destruidor e que impedem iniciativas do Governo em tornar o turismo comunitário sustentável, para o aumento do rendimento das comunidades beneficiárias.

“Lanço um apelo a todos sectores, público, privado e sociedade civil, para o combate às queimadas descontroladas pelos efeitos económicos, sociais e ambientais nefastos que causam à sociedade e que influenciam negativamente o desenvolvimento do turismo”, disse Ana Comoana, durante o terceiro seminário sobre turismo sustentável para o alívio a pobreza, que decorreu ontem, em Gondola.

A governante pediu igualmente para se redobrarem os esforços no combate à desflorestação, erosão e degradação ambiental nas cidades e vilas, sobretudo nas áreas protegidas, como coutadas oficiais, florestas sagradas e fazendas do bravio.

Estatísticas governamentais indicam que, em 2011, 185.665 hectares de terra, quase toda arável, sofreram queimadas descontroladas, quase o triplo da área queimada em 2010 (68.070 hectares).

Currículo revisto para ensino primário deverá vigorar a partir de 2014

Currículo revisto para ensino primário deverá vigorar a partir de 2014
O currículo do ensino primário vigente em Moçambique, desde 2004, está a ser revisto de modo a colmatar lacunas identificadas ao longo da sua implementação e conferir maior qualidade à educação.

Esta revisão pontual está direccionada ao primeiro ciclo (da 1a a 5a classes) e deverá culminar com um novo currículo, a entrar em vigor a partir de 2014, segundo revelou a directora do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), Albertina Moreno.

De acordo com a interlocutora, citada pela “AIM”, o objectivo desta revisão iniciada este ano é tornar o currículo do ensino primário básico mais integrado e focalizado no desenvolvimento das competências de leitura e escrita iniciais.

Por outro lado, pretende-se que durante o primeiro ciclo o professor tenha mais tempo para trabalhar no desenvolvimento de competências da oralidade/leitura e da escrita iniciais dos alunos.

“Ao longo do tempo em que dura a implementação deste currículo, fomos fazendo o seu acompanhamento e avaliação das competências que era suposto os alunos adquirirem. Tendo-se notado aspectos que necessitam ser melhorados, decidiu-se fazer a revisão pontual deste currículo na componente programas de ensino”, explicou.

Ao mesmo tempo que entrar em vigor o novo currículo, serão introduzidos novos materiais e instrumentos de monitoria do progresso dos alunos, através de testes de leitura.

O ministro da Educação, Zeferino Martins, disse, no decurso do Conselho Coordenador do seu ministério que terminou esta sexta-feira em Chidenguele, província meridional de Gaza, que a introdução destes instrumentos de avaliação formativa e sumativa vai permitir a elaboração de planos de recuperação e reorientação do trabalho docente-educativo, da supervisão e apoio pedagógico.

Bebé nasce após a mãe ser trucidada por comboio em Tete

Bebé nasce após a mãe ser trucidada por comboio em Tete
Um mulher grávida e um menor de dois anos de idade perderam a vida, na semana passada, quando um comboio de passageiros os atropelou acidentalmente na vila de Moatize, em Tete. Segundo a Rádio Moçambique, o acidente aconteceu quando as vítimas aguardavam o comboio que os levaria à cidade da Beira e, vendo a composição a movimentar-se, correram para o apanhar, tendo a malograda, com o menor ao colo, segurado numa carruagem e acabando por escorregar.

O comboio que estava em manobras na estação passou por cima e trucidou-os.

A mulher grávida acabou forçando a saída da criança que trazia no seu ventre. A recém-nascida, uma menina que pesa 2,650 quilos, não sofreu qualquer tipo de sequela no acidente, acabando por ser levada para o berçário do Centro de Saúde de Moatize.

Ministro considera uma “vergonha” o atendimento nos hospitais

“A maneira como se faz o atendimento causa-nos uma grande preocupação, uma grande tristeza e desconforto nisso. Sentimo-nos envergonhados quando ouvimos o público a falar daquilo que reconhece”.
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O ministro da Saúde, Alexandre Manguele, reconhece que persiste um mau atendimento aos utentes nas unidades sanitárias em Moçambique.

O governante classifica de vergonhosa a qualidade da assistência que se presta aos cidadãos que procuram pelos serviços públicos de saúde.

“Todos temos acompanhado a preocupação do nosso público, as queixas e a insatisfação em relação à maneira como se é tratado nas nossas unidades sanitárias. A maneira como se faz o atendimento traz a causa-nos uma grande preocupação, uma grande tristeza e desconforto nisso. sentimo-nos envergonhados quando ouvimos o público a falar daquilo que reconhece não estar bem nos serviços de saúde.”

O responsável falava num encontro realizado ontem, no âmbito da implementação das actividades previstas no Plano da Estratégia de Qualidade e Humanização dos Cuidados de Saúde no país.

Estiveram presentes no encontro representantes da sociedade civil, confissões religiosas, líderes tradicionais, parceiros nacionais e internacionais, para partilhar ideias no sentido de implementar a estratégia de melhoria do atendimento nas unidades sanitárias.

A implementação da Estratégia de Qualidade e Humanização dos Cuidados de Saúde em Moçambique pressupõe a criação de comités nacionais, provinciais, distritais e nas diferentes unidades sanitárias. Os comités, as instâncias de mais alta importância, irão actuar no apoio à gestão do processo de implementação dos projectos e, desse modo, poderão contribuir na coordenação da implementação das actividades no sector da saúde,  melhorando a qualidade de atendimento nos hospitais, através do acompanhamento e interacção com os hospitais.

Jovem violentamente espancado em Laulane

Jovem violentamente espancado em Laulane

Mais um caso de espancamento registou-se na cidade de Maputo. Desta vez, no bairro Laulane, um jovem foi espancado na noite do último domingo.

Na manhã de ontem, apercebendo-se de que o mesmo estava ainda em vida, populares tentaram solicitar a ajuda da polícia, mas como esta se encontrasse sem meios, só se fez presente ao local passado o meio dia.

O mesmo foi encontrado inconsciente, esta manhã, estatelado na rua, algures no bairro Laulane, com sinais de pancadaria, sem conseguir fazer nenhum movimento, nem poder falar.

Rosa Laura, residente do bairro Laulane, disse que apercebendo-se de que o jovem estava ainda vivo, os moradores tentaram pedir ajuda à polícia, porém a mesma encontrava-se sem meios, o que ditou a sua permanência no local, tardando a sua ida ao hospital.

Moçambique não cumpre os direitos da criança em África

Moçambique não cumpre os direitos da criança em África

Apesar de ter ratificado, há 13 anos, a Carta Africana dos Direitos e Bem-Estar da Criança, o Governo moçambicano é apontado como sendo dos países africanos que menos honram o compromisso de enviar, regularmente, àquele organismo relatórios sobre o nível de efectivação das convenções.

No geral, a região Austral de África é a zona do continente que menos tem respondido satisfatoriamente ao seu dever de submeter os seus relatórios àquela instituição da família da União Africana, segundo o Comité Africano de Peritos sobre os Direitos da Criança, órgão que avalia o grau de implementação deste instrumento jurídico continental.

“O que se verifica é que os países da região Austral de África são os que menos submetem os seus relatórios sobre a implementação da Carta”, destaca o documento daquela instituição, salientando que aquele dispositivo jurídico “deveria merecer maior atenção por parte de todos os países signatários”.

A Carta Africana dos Direitos e Bem-Estar da Criança foi adoptada pela extinta Organização da Unidade Africana (OUA) em 1990, em Addis-Abeba, na Etiópia, com objectivo de assegurar maior promoção e protecção dos direitos da criança no continente.

Moçambique ratificou aquele documento em Maio de 1998, através de uma resolução do Conselho de Ministros daquela organização continental.

Traficantes de droga continuam a tentar passar por Moçambique

Traficantes de droga continuam a tentar passar por Moçambique

Um vigilante da empresa de segurança SSP, identificado pelo nome de Naimo Domingos, na companhia de um comparsa ainda a monte, roubaram uma viatura da marca Toyota Carrier, com recurso a ameaças com uma arma de fogo do tipo pistola no passado dia 2, no Bairro do Mavalane, na capital de Moçambique.

A informação foi prestada pelo porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM), Arnaldo Chefo, esta segunda-feira, que acrescentou que o vigilante não estava de serviço na altura do assalto.

Ainda no balanço da ocorrências semanais a PRM deteve 79 indivíduos, dos quais 44 indiciados de crimes contra a propriedades, 23 de crimes contra pessoas e 12 de crimes contra ordem, segurança e tranquilidade públicas.

“Correios” de droga continuam a tentar passar por Moçambique

Chefo acrescentou que o índice de detenções de estrangeiros que usam a Cidade de Maputo, como caminho para transportar drogas está a aumentar e relatou a detenção de mais um cidadão tanzaniano, identificado pelo nome de Makame Aly, que acabava de entrar no território moçambicano vindo de Lisboa, por via aérea, por suspeita de transportar no seu estômago estupefacientes.

Após a detenção, no aeroporto internacional de Mavalane, o cidadão foi encaminhado para o Hospital Central de Maputo, onde foram extraídas do seu organismo 18 cápsulas de estupefacientes, ao que tudo indica cocaína.

O porta-voz, mostra-se satisfeito com os resultados operacionais realizados no período em análise, visto que grande parte dos casos tiveram desfecho. Avançou ainda que na segunda esquadra foram neutralizados quatro cidadãos, na altura surpreendidos a forçar a abertura da porta de uma viatura estacionada, onde depois retiraram no seu interior, a carta de condução, livrete, farol e um montante estimado em 1.500 meticais.

Resultaram ainda nas operações policiais a apreensão de duas viaturas e igual número de armas do tipo pistola, celulares, entre outros bens roubados. Foi ainda desmantelada uma quadrilha que se dedicava a clonagem de cartões bancários, trata-se de quatro cidadãos de nacionalidade sul-africana, que foram apanhados em flagrante delito. Graças a denúncia popular a PRM conseguiu deter os criminosos.

Falta de água potável e alimentação condigna preocuapa os reclusos da Cadeia de Malema em Nampula

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A cadeia do distrito de Malema, na província de Nampula, debate-se, desde o passado mês de Abril do presente ano, com problemas de falta de água potável e alimentação condigna para os reclusos que se sentem intimidados pelas autoridades governamentais locais.

A situação da falta de água potável está a tomar proporções alarmantes chegando a atingir a população da vila sede que tem vindo a recorrer aos rios que distam entre 2 a 5 quilómetros da unidade prisional para encontrar o precioso líquido.

Na sequências de várias queixas dos reclusos o administrador distrital de Malema, Daude Mussa, reuniu-se com os reclusos para se inteirar sobre a situação da falta de água e outros problemas. Segundo contam os reclusos, desde que tiveram a conversa com o administrador distrital esperavam a resolução dos assuntos colocados, mas, na verdade os problemas agravaram-se, pois, segundo eles, desde que se encontraram com o administrador, têm vindo a ser ameaçados pelos guardas prisionais de nunca sairem das celas por indisciplina.

De acordo com uma carta enviada pelos reclusos para a nossa redacçao em Nampula, esta situação já se arrasta por muito tempo e várias cartas foram enviadas ao governo distrital e à direcção das Prisões ao nível da província de Nampula, mas nenhuma coisa foi resolvida.

Segundo a carta daqueles reclusos, nos proxímos dias, caso a situação não seja resolvida a curto prazo, poderão promover greves pacíficas dentro das celas até que haja legalidade ou resolução dos vários problemas que enfrentam no dia a dia.

A mesma carta refere que aqueles reclusos têm sofrito ameaças de morte por parte dos funcionários da unidade prisional, e que poderão passar dias ou meses a beneficiar duma única refeição enquanto continuarem a colocar queixas quando tiverem oportunidade de receber visitas.

A carta refere que aqueles prisioneiros não voltarão a falar com niguém mesmo que sejam as pessoas representantes de organizações dos direitos humanos, pois cada vez que eles chegam acabam deixando problemas para os reclusos.

Há ainda secretárias que não usam computadores em Moçambique

Há ainda secretárias que não usam computadores em Moçambique
“Se me transferirem para um outro lugar, certamente, posso ter problemas, porque lá onde trabalho ainda uso máquina de dactilografia, que hoje não é comum noutros escritórios”.

A falta de abrangência dos equipamentos informáticos para o trabalho de secretariado é um problema que deixa algumas secretárias ultrapassadas pelos equipamentos de tecnologia moderna no país, sendo que os principais prejudicados pela falta do acesso são os secretários afectos às zonas mais recônditas do país, como postos administrativos e localidades.

É esta preocupação que juntou, no distrito de Gondola, província de Manica, aproximadamente 500 secretários de todo o país numa conferência que pretende debater estas diferenças, daí que o lema sugerido para o encontro foi “Assemo na era de globalização”.

A presidente da Associação das Secretárias e Secretários de Moçambique (Assemo), Julita Juma, mostrou-se preocupada também com valorização e profissionalização da carreira do secretariado, a qual entende que se deve adequar à imposição da era moderna, porque, segundo explicou, “a secretária de hoje não é como a do passado, que apenas servia café. Hoje, exige-se mais da secretária na acessoria directa da agenda do seu chefe, exigindo maior domínio do uso de meios informáticos e outros trazidos pela globalização”.

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