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Terça-feira, Abril 7, 2026
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Tsangano monta sistema de conservação da batata

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O governo do distrito de Tsangano, no Planalto de Angónia/Marávia, ao norte da província cental mocambicana de Tete, está a construir infra-estruturas para condicionar em melhores condições de comercialização a batata reno no Posto Administrativo de Beira-Mar, com vista a evitar a saída daquele tubérculo para a sua venda ilegal no vizinho Malawi.

A administradora do distrito de Tsangano, Ana Beressone, disse ao “Noticias” que, presentemente, as obras do futuro mercado estão a um bom ritmo, sendo que, para além de ser amplas, contemplam um armazém de grande capacidade para guardar e conservar quantidades enormes de batata reno dos camponeses.

“Já temos potenciais compradores da batata reno ao nível da província e o principal problema era de um mercado convencional onde todos os produtores possam levar e vender a sua produção sem maiores constrangimentos. Foi assim que iniciamos, em finais do ano passado, com fundos próprios, a construção de um mercado convencional e um armazém de grande capacidade em Biri-Biri” – referiu a nossa entrevistada.

Aquela dirigente explicou que, todos os grandes produtores de batata reno naquela região potencial da zona centro do país, estão a contribuir com vários meios, desde financeiros e materiais, para a rapidez na conclusão da obra que vai impulsionar a solução da falta de mercado daquele tubérculo produzido naquela região.

Relativamente à cultura de trigo, que também é muito produzida, em Tsangano, e todo ele comercializado a preços de oferta no vizinho Malawi, o governo está a financiar todos os intervenientes na compra deste cereal para posterior entrega às indústrias moageiras da Beira (cidade central e portuaria) para o seu processamento.

“Conseguimos resolver o problema de comercialização de trigo. Os intervenientes na sua compra estão cadastrados e financiados pelo governo, em coordenação com as moageiras da zona centro do país que, em finais de cada campanha, enviam camiões para o seu escoamento até à cidade da Beira. O nosso trigo já não vai em grandes quantidades ao mercado malawiano” – assegurou Ana Beressone.

A administradora de Tsangano reconheceu, por outro lado, os esforços que estão sendo empreendidos pelo governo provincial na construção de uma estrada de raiz no troço Mphulo/sede do distrito de Tsangano, o grande constrangimento que impede o rápido desenvolvimento sócio-económico daquela região potencial em agro-pecuária da província de Tete.

“Temos obras em curso de reparação da nossa estrada, pois, está um empreiteiro a realizar reparações pontuais em lugares mais críticos para permitir a circulação permanente de viaturas de transporte de pessoas e bens. A solução ideal é a sua asfaltagem porque só assim é que teremos mais vida, em Tsangano, onde hoje para lá se chegar é um caso sério porque ainda não temos operadores de transporte semi-colectivos de passageiros devido ao estado precário das estradas que dão acesso ao nosso distrito” – disse Ana Beressone.

Incêndio `ameaça´ emissor provincial da Rádio Moçambique

Um incêndio de grandes proporções deflagrou ao princípio da tarde de ontem na parte frontal das instalações do emissor provincial da Rádio Moçambique (RM), na cidade da Matola, ameaçando atingir aquela infra-estrutura.
Incêndio `ameaça´ emissor provincial da Rádio Moçambique

Não se sabe o que terá provocado o incêndio, mas alguns funcionários da RM, presentes no local da ocorrência, suspeitam que o fogo tenha sido ateado por indivíduos mal intencionados, tomando em consideração que ninguém vive naquele local.

Não houve vítimas humanas, mas as chamas criaram pânico entre pessoas, cujas residências ou propriedades se localizam no perímetro da área.

Para além de fumo que quase perturbou o tráfego naquela zona, as chamas propagaram-se com facilidade até atingir uma casa desabitada, localizada no mesmo recinto, uma situação que durou cerca de 30 minutos até o fogo ser extinto pelos bombeiros.

De salientar que antes da chegada dos bombeiros, os trabalhadores da RM empenhavam-se em debelar o fogo para evitar que este atingisse as instalações do emissor provincial, onde está instalado diverso equipamento que garante as transmissões radiofónicas…

Homem violentado pela própria esposa

Homem violentado pela própria esposa

Um homem queixa-se sistematicamente de ser espancado pela sua própria esposa, no bairro de São Dâmaso, Município da Matola. A situação de má convivência entre o casal chegou a causar revolta entre os vizinhos, que exigem a separação do casal, acusando a mulher de ter “engarrafado” o seu próprio marido, de nome Zacarias. O casal convive junto a sete meses, mas Zacarias (esposo) diz não estar a aguentar com a forma de convivência entre os dois e com os demais familiares.

Para além das agressões à vítima, relata situações de tratamento desigual entre os filhos do casal, actos protagonizados pela sua mulher, o que causa alguma revolta aos seus familiares directos. Segundo ele, a mulher não aceita a visita dos seus irmãos, o que azeda o relacionamento entre os dois.

Cimeira da SADC inicia hoje em Maputo

Cimeira da SADC inicia hoje em Maputo
Os chefes de Estado e de Governo da África Austral reúnem-se a partir de hoje em Maputo para uma Cimeira de dois dias, com a instabilidade que afecta alguns países no centro da agenda do encontro.

À porta-fechada, como habitualmente acontece nestas cimeiras, os estadistas dos 15 países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) vão reunir-se num momento em que o Malawi e a Tanzânia já vivem uma verdadeira “guerra verbal” em torno da soberania do Lago Niassa e se afirmam prontos para uma confrontação militar.

No início desta semana, a Presidente do Malawi, Joyce Banda, até agora muito elogiada por tentar reparar os danos provocados pelo seu antecessor, Bingu wa Mutharika, na cooperação internacional, afirmou-se “pronta a morrer pelo país” numa eventual guerra com a vizinha Tanzânia.

Joyce Banda juntou-se assim à retórica belicista iniciada pelas autoridades tanzanianas, que já tinham manifestado que o país está pronto para a guerra, caso Lilóngwé não cesse as operações de pesquisa de recursos naturais no Lago Niassa, antes da definição do traçado fronteiriço.

O novo caso de tensão na região junta-se à instabilidade no Zimbabwe, ao impasse político em Madagáscar, ao conflito no norte da RDC e à resistência da única monarquia absoluta em África, a Swazilândia, à introdução de reformas democráticas no reino.

Apesar de o seu país, Madagáscar, estar suspenso da organização desde 2010, na sequência do golpe de Estado que o levou ao poder na ilha, o Presidente malgaxe, Andry Rajoelina, já se encontra em Maputo, mas ainda não está claro se participará no plenário da Cimeira.

Anteriormente, o secretariado-executivo da SADC havia anunciado que Rajoelina não tomaria parte no encontro, enquanto a suspensão do país vigorar.

Outra situação de instabilidade regional que não será ignorada é o Zimbabwe. O Presidente sul-africano, Jacob Zuma, mediador da crise, encontrou-se quarta-feira com os líderes do país, para poder apresentar à Cimeira um relatório sobre a situação no Zimbabwe.

A RDCongo, novamente palco de uma insurreição militar no norte do país, será também objecto da análise da situação política na África Austral durante a Cimeira de Maputo.

A sistemática repressão do movimento pró-democracia pelo único monarca absolutista em África, Msuati III, da Swazilândia, também poderá merecer uma análise dos líderes da região.

Além do Presidente malgaxe, já está em Maputo o vice-presidente de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos, em representação do chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, que não participará na Cimeira.

Em declarações à imprensa, à saída de um encontro com o chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, Fernando da Piedade Dias dos Santos afirmou que o Presidente angolano ficou no seu país para acompanhar o processo eleitoral.

Escassez de gás natural num país com uma das maiores reservas mundiais

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Apesar de ser um dos maiores produtores mundiais de gás natural, Moçambique tem vindo a registar frequentemente escassez daquele combustível. Cerca de 30 autocarros da Empresa Municipal dos Transportes Públicos de Maputo (EMTPM) encontram-se paralisados pelo mesmo motivo de sempre: ruptura de stock resultante da negligência e falta de vontade política.

Pagar a taxa de lixo e não beneficiar da sua recolha

Residentes de alguns bairros periféricos da cidade de Nampula acusam a edilidade de não estar a cumprir os seus compromissos referentes à recolha de lixo, apesar de os supostos beneficiários estarem a pagar mensalmente as taxas para o efeito na altura da compra de energia eléctrica.

Mapara of The Week: Comité Olímpico de Moçambique e Ministério da Juventude e Desportos

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O Mamparra desta semana é dividido entre o Comité Olímpico de Moçambique e o Ministério da Juventude e Desportos que, numa estupidez sem igual, privilegiaram as suas idas aos Jogos Olímpicos de Londres, encerrados domingo passado, em detrimento do investimento na formação de atletas para eventos daquela envergadura.

Explico-me: Moçambique esteve representado por seis (6) atletas na maior festa desportiva à escala planetária e, em contrapartida, levava uma delegação de 24 dirigentes. No total eram 30. Vinte e quatro dirigentes e seis atletas.

@Verdade

O aumento salarial de que a Polícia ainda não beneficiou

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A notícia de reajuste salarial de 6 porcento para as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e a Polícia da República de Moçambique (PRM) deixou os militares e os polícias entusiasmados, até porque, acreditavam, teriam mais dinheiro no fim do mês para comprar mais alguns quilos de arroz para gáudio das suas respectivas famílias. Porém, a situação continua a mesma e os homens da defesa e da lei e ordem sentem-se enganados.

Sofala sob ameaça de crimes hediondos

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A ocorrência de crimes violentos com envolvimento de pessoas com relações familiares entre si está a tomar proporções alarmantes em Sofala, onde se fala de mortes, violações sexuais, extracção de órgãos humanos, entre outras práticas que inquietam a sociedade.

Beira, Quelimane e Nampula observam tolerâncias de ponto

Nampula

As cidades municipais da Beira, Quelimane e Nampula vão observar, próxima semana, tolerâncias de ponto com vista a celebrar os seus aniversários relativos à elevação àquela categoria.

Em nota distribuída à Imprensa, o Ministério do Trabalho concede este direito a todos os trabalhadores e funcionários públicos residentes naquelas cidades, de modo a permiti-los festejar condignamente. Porém, o benefício não abrange aqueles cuja natureza da actividade não permite interrupção no interesse público. A cidade da Beira terá tolerância de ponto pelos seus 105 anos com esta categoria, na próxima segunda-feira, 20 de Agosto. A tolerância de ponto para a cidade de Quelimane será na terça-feira, 21 de Agosto, quando completar 70 anos. Já na quarta-feira, dia 22 de Agosto, será a vez da tolerância de ponto para Nampula, que assinalará o seu 56º aniversário.

Nos últimos dois anos: Aprovados quinhentos projectos de investimento

Nos últimos dois anos: Aprovados quinhentos projectos de investimento
Cerca de 500 projectos de investimento, avaliados em mais de seis biliões de dólares norte-americanos foram aprovados nos últimos dois anos em Moçambique.

O Centro de Promoção de Investimentos (CPI) estima que nos últimos seis anos, o investimento aprovado no país atingiu os 20 biliões de dólares. Os sectores de agricultura e agro-indústria, recursos minerais, energia, transportes e comunicações, pescas e aquacultura, construção civil e turismo figuram na lista das preferências dos investidores que escolhem o território nacional.

Lourenço Sambo, director-geral do CPI indicou que o investimento em diversas áreas empresariais no país tende a aumentar, ano após ano, como resultado da intensificação dos programas de promoção feitos pelas autoridades.

Sambo prevê que a procura por oportunidades de negócio em Moçambique possa ser maior nos próximos anos estimulado pela estabilidade política e macroeconómica aliada a factores atractivos que o país apresenta.

Conforme explicou, Moçambique é um país estável não existindo, por isso, qualquer risco para o investimento privado. Basta dizer que, de acordo com o Índice Global de Paz, Moçambique ocupa a terceira posição a nível de África e o 47º a nível mundial.

“Com vista a dar mais conforto aos investidores, somos signatários de acordos de protecção de investimento e acordos com vista a evitar a dupla tributação e evasão fiscal, com muitos países do mundo, incluindo Portugal”, disse Sambo.

Tendo como meta a captação de maior número de investimento, o CPI tem estado a trabalhar em estreita colaboração com as missões diplomáticas especialmente quando o investidor pretende obter informação preliminar sobre Moçambique e como investir no país.

Com efeito, o CPI está actualmente a consolidar a sua presença em todas as províncias de Moçambique e a abrir delegações no estrangeiro.

Actualmente, o centro está implantado, além da cidade de Maputo, onde se localiza a sede, nas províncias de Sofala, Manica, Zambézia, Tete e Nampula.

“Brevemente estaremos nas restantes províncias. Em termos de delegações no estrangeiro pretendemos abrir a curto prazo delegações na República da África do Sul, Brasil e China”, garantiu o director.

Crise no vólei força demissão da direcção da cidade de Maputo

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O voleibol é um desporto que em Moçambique não conhece avanços devido às crises de estrutura e de liderança que persistem no seio daquela modalidade. Desta vez, a maior agremiação do país, após receber críticas através do correio electrónico, decidiu apresentar a sua demissão entregando o vólei à incerteza da sua própria sorte.

Durante meses foram reportadas desavenças e trocas de acusações de usurpação de funções entre a Federação Moçambicana de Voleibol (FMV) e a Associação de Voleibol da Cidade de Maputo (AVCM).

O caso recente, curiosamente despoletado pelo @Verdade, elevava a incerteza da realização do campeonato nacional por causa do tapete herdado dos Jogos Africanos. Contudo, a recente notícia colheu de surpresa a fina-flor do voleibol da capital: O elenco de Mahomed Afzal Ivala, que desde Julho de 2011 assume as rédeas do voleibol da cidade de Maputo, decidiu demitir-se na última terça-feira.

Em carta enviada à Mesa da Assembleia Geral daquela agremiação e em nossa posse, o demissionário evoca como razões a intromissão de alguns associados em assuntos que competem meramente à direcção bem como o não respeito pelos regulamentos e decisões daquela agremiação, o que terá concorrido para a instalação de um ambiente de anarquia.

Mahomed Ivala adianta ainda que não notou interesse, muito menos o devido apoio moral dos seus associados no sentido de juntos desenvolverem e massificarem a modalidade do voleibol na capital do país.

Os feitos de Mahomed e os projectos interrompidos

Em contacto telefónico, Mahomed Ivala revelou que é com mágoa que cessa as funções de Presidente da AVCM e que tomou a decisão por não estar condições morais para continuar a exercê-las. Todavia, garantiu que continuará no voleibol mas agora apenas como um atleta.

Em jeito de balanço, Mahomed começou por dizer que a AVCM é a única agremiação ao nível do país que leva o voleibol a sério e que organiza competições regulares.

“Foi durante este período (um ano) que tornámos o voleibol uma modalidade competitiva e dinâmica. Organizámos com regularidade o Campeonato da Cidade e a Taça Maputo e ainda introduzimos a Supertaça. Introduzimos também torneios com sistemas a eliminar e ainda conseguimos um acordo com a Direcção da Juventude e Desportos da Cidade e com a Escola Secundária Francisco Manyanga para a utilização dos pavilhões desportivos anexos àquele estabelecimento de ensino”.

No que diz respeito aos projectos que ainda tinha em manga, Mahomed falou da reestruturação da arbitragem visto que até agora é feita pelos próprios jogadores.

Mencionou ainda o plano de entregar a organização dos campeonatos de voleibol da cidade de Maputo a uma agência de marketing bem como o de firmar acordos de parceria com empresas já identificadas para a potenciação do Centro de Mini-vólei do bairro de Hulene.

“Retirámo-nos na esperança de ver aparecer um novo e melhor elenco que seja humilde, responsável e dinamizador. Não deixaremos também de agradecer a todos os associados que directa ou indirectamente contribuíram para o nosso humilde sucesso e, acima de tudo, confiaram em nós. Por outro lado, agradecemos às instituições e pessoas singulares que souberam estar ao lado do nosso elenco” finalizou Mahomed Ivala.

O E-mail da polémica

Ao que se percebe, foi o correio electrónico do Comunicado 18/AVCM/2012 que terá acelerado a renúncia do elen- co de Mahomed Ivala da condução dos destinos da AVCM.

É que no referido correio, também enviado ao @Verdade, alguns associados, na tentativa de contestar decisões regulamentares do referido comunicado, socorreram-se das afrontas de carácter pessoal acusando Mahomed Ivala e o seu elenco de parcialidade, favoritismo, bem como de desonestidade na gestão do voleibol da capital do país.

Vários mortos em confrontos entre mineiros e polícia na África do Sul

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A Polícia sul-africana abriu fogo esta quinta-feira contra mineiros amotinados nas minas de Nort West, situada a 100 quilómetros a noroeste de Johanesburgo, operada pela terceira maior produtora de platina do mundo a Lonmin.

Informações do nosso correspondente indicam que há vários mortos, em número ainda não indicados pelas autoridades oficiais, mas testemunhas descrevem como a mais violenta e sangrenta intervenção policial na África do Sul desde o término no apartheid.

A mina faz parte das operações da Lonmin em Marikana, com uma produção de 1,3 milhão de onças de platina em 2011. Funcionários da companhia não puderam afirmar o quanto da produção se perdeu, mas eles devem atualizar o mercado ainda esta semana.

Os confrontos envolvem uma disputa pelo recrutamento de trabalhadores entre o Sindicato Nacional dos Mineradores (NUM) e o Sindicato da Associação de Mineradores e da Construção Civil (AMCU).

Pelo menos três pessoas morreram num incidente parecido em janeiro, que acabou provocando o encerramento por seis semanas da maior mina de platina do mundo, administrada pela Impala Platinum.

Dois seguranças foram esfaqueados até a morte no domingo. O NUM disse que um de seus integrantes foi assassinado. A Lonmin informou que um quarto funcionário foi encontrado morto com diversos ferimentos de tiro.

“Solicitamos ao Governo que esclareça a sua interpretação da laicidade do Estado”

“Solicitamos ao Governo que esclareça a sua interpretação da laicidade do Estado”

O Movimento Islâmico de Moçambique emitiu uma carta-reacção aos contraditórios comunicados do Ministério da Educação, na qual se mostra indignado com a forma como o Governo interpreta a Constituição da República.

Na carta, o Movimento Islâmico de Moçambique refere que “não faz sentido que o Governo, através do Ministério da Educação, não saiba interpretar artigos da constituição tão básicos”, realçando que “este assunto é recorrente e o próprio ministério já teve posições reconciliatórias no passado, o que significa que esta trapalhada de comunicados é um retrocesso inaceitável e profundamente ilegal.”

Na mesma carta, assinada por Amade Camal, o Movimento Islâmico de Moçambique solicita o Governo a esclarecer o significado de laicidade.

“Solicitamos ao Governo de Moçambique que esclareça a sua interpretação da laicidade do estado, já que este tem sido o argumento para sustentar o seu anti-islamismo”.

Pai viola mortalmente a filha em Sofala para ficar rico

Pai viola mortalmente a filha em Sofala

Um jovem pai, de 22 anos de idade, Baptista Avelino Camisola, violou sexualmente a sua própria filha de um ano, em Nhamatanda, Sofala, em cumprimento de uma suposta recomendação de feiticeiro para obter prosperidade (riqueza) com recurso a supostos poderes mágicos, após ter espancado a esposa e mãe da menor que acabou por perder a vida.

Baptista Camisola está desde Domingo (12) a ver o sol aos quadradinhos, nas celas do comando distrital da PRM de Nhamatanda, em Sofala, em conexão com a violação e morte de Sara Avelino, sua filha de um ano.

Uma fonte do comando provincial da PRM de Sofala revelou que antes de se dirigir à referida criança menor, Baptista Camisola agrediu fisicamente sua esposa, de forma a imobilizá-la.

Sididi Paulo, oficial de imprensa no departamento das relações públicas no comando provincial da PRM em Sofala, deu a conhecer que o crime ocorreu na madrugada do passado domingo, na residência do ora detido, situada no bairro denominado Mutumbo, na vila-sede do distrito de Nhamatanda.

A fonte,  que não deu outros detalhes sobre o assunto, afirmou que Baptista Camisola confessou às autoridades ter violado sua filha, como resultado de instruções dadas por um curandeiro do posto administrativo de Sena, em Caia, para enriquecimento fácil.

“Ele confessa ter violado a sua própria filha até à morte e que fez aquilo por instruções de um curandeiro que terá dito que para enriquecer facilmente ele deveria violar a sua própria filha , mas o cenário acabou com a morte da criança” – disse Sididi Paulo.

Circulam notas falsas de metical em Nampula

Circulam notas falsas de metical em Nampula
A Polícia da República de Moçambique (PRM) a nível da cidade de Nampula tem na sua posse cerca de quatro mil e duzentos meticais em notas falsas que foram usadas em diferentes estabelecimentos comerciais.

Dois mil meticais foram descobertos numa das bombas de combustível a nível da urbe depois de dois cidadãos terem ido ao local para comprar combustível. Os valores restantes foram usados em diferentes estabelecimentos comerciais e barracas.

Neste Momento, segundo o porta-voz da PPM em Nampula, Inácio João Dina, não foram descobertos os cidadãos que têm vindo a usar as referidas notas apenas o que se sabe é que estão a circular a nível da cidade de Nampula notas falsas de mil e cem meticais.

“É preciso que todos comerciantes, compradores e o público em geral estejam atentos ao dinheiro que vierem a receber, quer na compra e devolução de troco e caso detectem algo anormal devem colocar a queixa na esquadra mais próxima”, disse.

Abusos sexuais estão na origem do aumento de casos de suicídios

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O recrudescimento dos casos de suicídios que, maioritariamente, se traduzem em enforcamentos e ingestão de produtos tóxicos para tirar a sua própria vida estão a tirar sono as autoridades governamentais da província de Nampula. E suspeitam que os abusos sexuais contra as mulheres e crianças menores de idade, incluindo a violência doméstica perpetrada por indivíduos adultos podem estar por detrás dos referidos casos que ocorrem frequentemente nesta região do país.

A preocupação foi manifestada esta terça-feira pelo governador da província de Nampula, Felismino Tocoli, durante um comício popular realizado na unidade comunal Mário Nguabi, bairro de Namutequeliua, arredores da cidade.

Tocoli disse, na circunstância, que a violência a todos os níveis constitui crime e uma atitude desumana, pois as principais vítimas são crianças que futuramente garantem o desenvolvimento do nosso país. E a prática desses problemas sociais está a originar a ocorrência de casos de suicídios, onde as pessoas com medo de encarar a situação preferem tirar a sua própria vida. Para pôr cobro estas situações, aquele governante apelou aos indivíduos adultos no sentido de tomarem atitudes de responsabilidade porque, segundo suas palavras, a continuar assim a sociedade corre o risco de estar a caminhar para um abismo.

Recordou, entretanto, o caso mais recente é de um indivíduo que decidiu tirar a vida da sua esposa grávida de seis meses e filho de dois anos de idade tendo atirado os corpos para o fundo do posso e, de seguida, ingerido um produto designado ratex atirou-se, igualmente, para o fundo do mesmo poço.

O caso aconteceu no bairro de Mutava-Rex, posto administrativo de Namicopo, arredores da urbe. Por outro lado, Felismino Tocoli apelou à população presente no sentido de fazer as denúncias junto às autoridades policiais sobre casos de criminalidade que acontecem no bairro com maior incidência na calada da noite, onde os amigos do alheio agridem as suas vítimas com recurso à armas brancas, vulgo catanas, machados, facas, entre outro material contundente.

Num outro desenvolvimento, o chefe do executivo nampulense instou os munícipes de modo a darem o seu contributo para o desenvolvimento da província em vários sectores de trabalho através do empenho de cada um na realização de actividades individuais e colectivas que geram rendimento para garantir o auto-sustento das famílias.

Acrescentou que, desta forma, os munícipes irão acelerar o cumprimento do Programa Quinquenal do Governo através do aumento dos níveis de produção e produtividade, onde para o efeito será necessário assegurar a unidade nacional, assumindo que a província de Nampula pode ser habitada por qualquer moçambicano que pretende realizar acções que facilitam o combate da pobreza.

Queimadas e ventos destroem mais de 20 casas em Matutuine

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Mais de duas dezenas de casas ficaram destruídas, último Domingo (12), no distrito de Matutuine, província de Maputo, devido a queimadas descontroladas, numa situação que foi agravada por fortes ventos que se fizeram sentir durante todo o dia naquela região. No entanto, não foram reportadas vítimas humanas.

Esta situação ocorreu precisamente nas localidades de Mungazine e Catembe Nsine e na zona de Bela Vista. Falando ao jornal Diário de Moçambique, o administrador de Matutuine, Avelino Mutchine, explicou que, devido à seca, o distrito tem registado com frequência casos de incêndios florestais, mas no último domingo, devido a mau tempo, a situação tomou proporções alarmantes.

“Os ventos fortes que registaram-se, Domingo, tornaram a situação incontrolável. O fogo propagava-se a uma grande velocidade, o que inviabilizou qualquer esforço para a sua contenção”, disse, acrescentando que só na localidade de Catembe, pelo menos 11 casas foram consumidas pelas chamas.

Nas outras zonas ainda estão em levantamento os estragos causados pelos incêndios, mas presume-se que o número de casas ultrapasse também a uma dezena.

“Neste momento temos uma equipa a fazer o levantamento dos estragos em todo o distrito e a proceder à identificação das pessoas que necessitam de assistência”, explicou Mutchine.

Entretanto, o delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) na província de Maputo, Rocha Nuvunga, confirmou que os ventos fortes que se registaram no domingo causaram uma série de estragos na província de Maputo, sobretudo na área rural dos distritos de Matutuine e Namaacha.

Disse que as informações de que dispunha indicavam o registo de 11 casas destruídas pelo fogo, devido a queimadas descontroladas.

“Estamos a monitorar a situação em toda a província e a prepararmo-nos para canalizar ajuda às pessoas afectadas. Já temos uma equipa em Matutuine a fazer o levantamento das necessidades”, disse, acrescentando que as informações recebidas dos distritos de Boane, Matola, Magude, Moamba, Manhiça e Marracuene não reportam a ocorrência de danos, apesar de o mau tempo ter atingido também estas áreas da província de Maputo.

Jovem corta pénis na tentativa de ficar rico em Nhamatanda

Jovem corta pénis na tentativa de ficar rico em Nhamatanda
Um jovem de 26 anos, identificado pelo nome de Mbera Ângelo do Rosário, residente em Xiluvo, Nhamatanda, na província central de Sofala, cortou o seu próprio pénis por recomendação de um curandeiro na expectativa de ficar rico.

O jovem ficou gravemente ferido e está internado no Hospital Central da Beira.

Segundo o jornal Diário de Moçambique, a auto flagelação aconteceu no cumprimento de um ritual cuja finalidade era enriquecer rapidamente e que começava com um acto sexual com sua esposa.

“Mas como a esposa se recusou, o jovem preferiu cortar os seus próprios órgãos genitais” – disse o comandante distrital da Polícia de Nhamatanda, Joaquim Magumisse.

“Depois de ter recebido os primeiros socorros no Hospital Rural local, o jovem foi posteriormente evacuado para o Hospital Central da Beira”, explicou Magumisse.

Jovem suicida-se após ter sido expulso da escola

Jovem suicida-se após ter sido expulso da escola
Um jovem que em vida respondia pelo nome de Saíde Mussá, de 23 anos de idade, estudante da Escola Polivalente de São João Baptista, localizada no bairro de Marrere, arredores da cidade de Nampula decidiu tirar a sua própria vida por meio de um produto venenoso depois da direcção da referida escola haver expulso, medida que aconteceu no culminar de várias repreensões por irregularidades cometidas no recinto escolar.

De acordo com o director daquele estabelecimento escolar, Padre Pedro, Saíde não era um aluno bem comportado. O jovem vivia no lar masculino pertencente a Escola São João Baptista há pelo menos dois anos e frequentava a 10ª classe.

Após ingerir o produto venenoso, designado por ratex, os colegas tentaram socorrer o jovem, sem sucesso, que acabou por perder a vida a caminho do Hospital Central de Nampula.

A fonte recordou que no ano passado o mesmo estudante ora morto havia sido transferido para o lar dos sacerdotes por não estar apto de conviver em comum com os colegas, pois acusava-os de estarem apreparar alguma acção contra si. Durante este tempo a esta parte o jovem foi submetido aos cuidados psicológicos no sentido de se verificar a respectiva sanidade mental, facto que não foi concretizado devido à falta de colaboração do estudante.

Entretanto, sabe-se que o finado era órfão de ambos os pais vítimas de uma doença prolongada.

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