O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou a doação de 500 sacos de cimento para a escola de Matola Gare, que actualmente está em processo de construção.
Este gesto ocorreu durante um comício popular realizado na cidade da Matola, inserido na visita de trabalho de três dias à província de Maputo.
A oferta de cimento é fruto de uma contribuição do presidente do Município da Matola, Júlio Parruque. Além da doação de cimento, Chapo aproveitou a ocasião para entregar alimentos a infantários e lares de idosos na região, demonstrando o seu compromisso com o bem-estar da comunidade local.
A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que, se os cortes nos fundos dos Estados Unidos continuarem, até 2030 poderão ocorrer quatro milhões de mortes relacionadas com a sida e seis milhões de novas infecções por HIV.
Num relatório divulgado em Joanesburgo, África do Sul, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Sida (ONUSIDA) revelou que estas projecções são alarmantes, considerando uma “interrupção permanente” do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da Sida (PEPFAR), que previa um apoio bilateral de aproximadamente 4,3 mil milhões de dólares (cerca de 3,67 mil milhões de euros) para este ano.
O relatório sublinha que os programas de combate ao VIH em todo o mundo estão a enfrentar “reduções drásticas e repentinas” no financiamento da resposta global ao VIH, medidas anunciadas pelo Governo dos Estados Unidos no início de 2025.
O Ministério Público da Polónia deu início a uma investigação preliminar após o eurodeputado de extrema-direita Grzegorz Braun ter classificado as câmaras de gás do campo de extermínio nazi de Auschwitz como uma “farsa”. Braun, de 58 anos, já enfrentou acusações de antissemitismo no passado.
Em 2023, o deputado polaco apagou as velas de uma celebração religiosa judaica, o Hanukkah, no Parlamento Europeu, utilizando um extintor de incêndio. Braun, membro do partido Confederação da Coroa Polaca, foi candidato à presidência na Polónia, onde obteve mais de 6% dos votos na primeira volta das eleições realizadas no início do ano.
Na última quinta-feira (10), durante uma entrevista à rádio polaca Wnet, o eurodeputado fez declarações controversas, afirmando que “o assassínio ritual foi um facto e Auschwitz e as câmaras de gás foram, infelizmente, uma farsa”. Após tais declarações, o jornalista que conduzia a emissão encerrou imediatamente a entrevista.
Historicamente, alguns cristãos da Europa medieval alimentaram a crença de que os judeus assassinavam cristãos para a utilização ritual do seu sangue, uma acusação que, segundo historiadores, não tem qualquer fundamento na lei religiosa judaica nem em factos históricos, reflectindo, na verdade, a hostilidade contra os judeus.
Hoje, Piotr Antoni Skiba, porta-voz do Ministério Público polaco, confirmou que os procuradores estão a investigar a potencial negação por Braun dos crimes nazis cometidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O director do museu de Auschwitz, Piotr Cywinski, anunciou que irá apresentar uma queixa separada ao Ministério Público.
Na Polónia, a negação da existência das câmaras de gás nazis não é apenas considerada uma manifestação de antissemitismo, mas é também um crime punível pela lei. Estima-se que as forças nazis alemãs tenham assassinado cerca de 1,1 milhões de pessoas no complexo de extermínio de Auschwitz, localizado no sul da Polónia, sob ocupação alemã durante o conflito.
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, qualificou as palavras de Braun como uma vergonha. “Temos de fazer tudo para que ninguém no mundo associe a Polónia a estas pessoas, a estas caras e a estas ações”, declarou o chefe do Governo polaco.
O Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza e se encontra em conflito com Israel, anunciou a disposição de libertar 10 reféns israelenses em sua posse, como parte de um esforço para estabelecer um acordo de cessar-fogo.
A declaração surgiu após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mencionar que as discussões sobre a proposta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, centraram-se na libertação dos reféns.
No comunicado, o Hamas destacou que as negociações têm se revelado “difíceis”, citando a “intransigência” de Israel como um dos principais obstáculos. O grupo salientou que as conversações, mediadas pelo Catar e pelos Estados Unidos, enfrentam diversos pontos de discordância, que incluem pedidos de ajuda humanitária e a retirada das forças israelenses da Faixa de Gaza. O Hamas também reivindica “garantias genuínas de um cessar-fogo permanente”, conforme reportado pelo canal árabe Al Jazeera.
A declaração foi feita após o segundo encontro entre Netanyahu e Trump, onde discutiram a prioridade de resgatar os israelenses sequestrados. Netanyahu reafirmou o compromisso de libertar os reféns, ressaltando que isso é viável devido à pressão militar exercida pelas forças israelenses.
O presidente dos Estados Unidos também comentou que um cessar-fogo na Faixa de Gaza pode ser alcançado ainda nesta semana ou na próxima.
O Serviço Nacional de Migração (SENAMI) anunciou a deportação de 76 cidadãos em uma única semana. Deste total, 75 indivíduos foram detidos por imigração clandestina no posto de Ressano Garcia, enquanto um foi identificado no Aeroporto Internacional de Maputo (Mavalane).
Este último apresentava um cartão de residência definitivo, emitido em Lisboa, que já se encontrava caducado.
Este número representa uma diminuição significativa em comparação com os 285 casos registados na semana anterior.
Segundo Rosa Lúcio, porta-voz do SENAMI, os deportados provêm de várias nacionalidades. Dentre eles, 42 foram repatriados por permanência irregular no território nacional, incluindo 12 cidadãos da Tanzânia, 11 da Etiópia, quatro do Paquistão, dois da China, um do Ruanda, um do Burundi e um da Nigéria. Estes representam 83% do total de casos de imigração irregular, em contraste com os 23 casos verificados na semana anterior.
Os professores da Escola Secundária de Chinhamapere, no distrito de Manica, decidiram paralisar as actividades escolares durante sete dias, em protesto contra o atraso no pagamento de horas extraordinárias referentes aos anos de 2023, 2024 e 2025.
Em declarações, os docentes afirmaram que até ao momento não receberam nenhuma promessa de pagamento por parte do sector da Educação, enfatizando que esta paralisação representa a única alternativa disponível para expressar a sua insatisfação. As promessas de regularização da situação têm vindo desde Outubro do ano passado, sem que haja uma solução concreta.
Relativamente às aulas que serão perdidas durante este período de paralisação, os professores asseguraram que, caso o Governo resolva a questão, os alunos serão compensados com aulas de reforço. “Assim que resolverem a situação, nós iremos compensar da mesma forma que fizemos durante a época da pandemia de Covid-19”, afirmaram.
Quatro indivíduos foram detidos na cidade de Maputo, no bairro Central, sob a acusação de falsificação de documentos.
Durante a investigação, um dos detidos alegou que a sua actuação consistia apenas em facilitar o processo de concursos públicos e recrutamento de pessoal para prestação de serviços.
João Adriano, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Maputo, informou que os suspeitos são reincidentes, na prática deste crime e possuem várias passagens pela Polícia. As autoridades continuam a investigar o caso, visando desmantelar esta rede de falsificação.
A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) decidiu adiar seis dos sete jogos da sexta jornada do Moçambola, devido à indisponibilidade dos voos necessários para a deslocação das equipas.
Em comunicado, a LMF informou que apenas a partida entre os Ferroviários de Nacala e os Ferroviários de Nampula se realizará conforme o previsto. O adiamento dos outros jogos foi atribuído a problemas logísticos relacionados com a falta de voos disponíveis para as equipas.
A entidade que organiza a principal competição de futebol do país assegurou estar a envidar todos os esforços para que a situação seja rapidamente resolvida. Este não é um problema inédito desde o início da competição em Maio, uma vez que a LMF já se viu obrigada a adiar jogos anteriormente devido ao cancelamento ou à indisponibilidade de voos da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).
A Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) prestou assistência a mais de 32 mil famílias afectadas pela seca nas províncias de Inhambane, Gaza, Tete e Manica, no âmbito das suas acções de assistência humanitária.
O presidente da CVM, Avelino Mondlane, afirmou que o número de famílias vulneráveis assistidas pode ser ainda maior, considerando a extensão do território nacional.
Mondlane fez estas declarações em Cabo Delgado, durante a celebração dos 44 anos da fundação da Cruz Vermelha de Moçambique, efeméride que se assinalou ontem. No evento, foram realizadas actividades de plantio de árvores, como forma de promover a protecção ambiental e aumentar a resiliência às mudanças climáticas.
Cinco agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), destacados no distrito de Mogovolas, na província de Nampula, estão a ser interrogados pelas autoridades judiciais no âmbito de uma investigação sobre o roubo de pedras semi-preciosas e minérios.
A porta-voz do Comando Provincial da Polícia em Nampula, Rosa Chaúque, informou que os agentes foram acusados de tentarem apropriar-se de parte do produto apreendido, levantando sérias questões sobre a sua conduta durante a operação policial.
Além disso, os mesmos agentes estão a ser associados a uma rede criminosa que, desde Setembro do ano passado, tem estado envolvida em actos de instabilidade na região. Os episódios atribuídos a esta rede incluem protestos públicos, assaltos, vandalismo e ataques a empreendimentos de interesse económico locais.
Conforme reportado pela “TV Miramar”, entre os casos em investigação destacam-se o assalto a um agente económico e o roubo de quantias significativas de dinheiro, bem como o ataque a uma empresa mineira, onde foram furtados minérios. Os actos de retaliação social, motivados por desinformação sobre um surto de cólera, também são parte das investigações em curso.
A referida rede é suspeita de facilitar actividades criminosas, proteger operadores de garimpo ilegal e intimidar empresários locais, o que contribui para um ambiente de impunidade e coloca em risco a ordem pública em Mogovolas.
Os fortes ventos intensificaram os incêndios na província de Latakia, no noroeste da Síria. As equipas de bombeiros estão a combater as chamas sem parar há oito dias, tentando conter um fogo que se alastra pela região.
Raed al Saleh, Ministro das Emergências e da Gestão de Catástrofes sírio, destacou que os ventos activos contribuíram significativamente para a propagação do incêndio em áreas íngremes e de difícil acesso, particularmente no vale de Qastal Maaf. Em resposta à situação, as autoridades implementaram um plano específico, que requer o uso de maquinaria pesada para criar corta-fogos e isolar as áreas afectadas, embora tenha sido alertado que a sua execução levará tempo.
Os Capacetes Brancos, uma organização de socorristas integrada no governo sírio, confirmaram através da rede social X que o agravamento dos incêndios se deve não apenas ao vento, mas também à presença de engenhos explosivos deixados pela guerra no país. Alertaram para novos focos de incêndio “em vales e montanhas” entre Qastal Maaf e Jabal al Nisr, apresentando imagens aéreas que evidenciam grandes quantidades de fumo provenientes dessas áreas florestadas.
As autoridades estão a mobilizar esforços para enviar mais de 20 carros de bombeiros, equipamentos de combate a incêndios e pelo menos duas escavadoras de outras províncias do país.
O Iraque também decidiu enviar recursos para auxiliar nas operações, com a chegada prevista de dez camiões iraquianos, reboques-cisterna e pessoal especializado, além do apoio já oferecido pela Jordânia, Turquia e Líbano, que contribuiu com aviões para apoio aéreo.
Uma falha nos interruptores de controlo de combustível poderá ter sido a causa da queda do Boeing 787 Dreamliner da Air India, que ocorreu menos de um minuto após a descolagem, resultando na morte de 260 pessoas, entre as quais 241 passageiros e tripulantes.
O acidente, ocorrido a 12 de Junho, deixou apenas um sobrevivente a bordo. A investigação ainda está em curso, mas, segundo informações do site “The Air Current”, especializado em aviação, um corte de combustível terá sido o principal factor do desastre.
A aeronave, que perdeu altitude repentinamente ao atingir os 650 pés (198 metros) devido à falha dos motores, está a ser objecto de análise minuciosa pelos investigadores. Até o momento, não foi identificada nenhuma falha mecânica nos gravadores de dados de voo e de voz, nem há indícios de que o Boeing 787 apresentasse problemas de segurança conhecidos antes da descolagem.
Os interruptores de controlo de combustível são cruciais para regular a potência dos motores, garantindo que estes recebam a quantidade adequada de combustível. Uma falha neste sistema pode interromper o fornecimento de combustível e, consequentemente, fazer com que o motor deixe de funcionar.
Ainda não se sabe o que poderá ter causado o mau funcionamento dos interruptores, se foi resultado de uma ação não intencional ou imprópria. Contudo, John Cox, um especialista em segurança aérea, sublinhou que os interruptores do Boeing 787 foram projectados para evitar accionamentos acidentais. Ou seja, não é fácil accionar esses interruptores inadvertidamente, seja através do toque de mãos, braços ou outros objectos.
O voo AI 171 partiu do aeroporto de Ahmedabad, na Índia, com destino a Londres e transportava 230 passageiros, entre os quais onze crianças, além de um piloto, um co-piloto e dez tripulantes de cabine. Entre as vítimas encontram-se sete cidadãos com nacionalidade portuguesa. O único sobrevivente, um homem com dupla nacionalidade britânica e indiana, estava sentado no lugar 11A. O avião caiu numa área residencial, provocando a morte de 19 pessoas em terra, além das 241 vítimas a bordo.
O Presidente da República, Daniel Chapo, fez um apelo aos empregadores, instando-os a canalizarem os valores referentes aos descontos para o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).
O objectivo é assegurar uma instituição robusta e promover pensões justas para os cidadãos.
A declaração foi proferida na província de Maputo, após a inauguração da nova Delegação Provincial do INSS na cidade da Matola. Este evento assinalou o início de uma visita de trabalho de três dias à referida província.
Durante o discurso, Chapo sublinhou a importância da canalização dos descontos, destacando que esta medida é fundamental para garantir subsídios de pensão aos trabalhadores na fase de reforma. O Chefe do Estado também incentivou os trabalhadores por conta própria a assegurarem as suas pensões através de contribuições voluntárias para o Sistema de Segurança Social.
O chefe da junta militar do Mali, general Assimi Goïta, promulgou uma nova lei que lhe confere um mandato de cinco anos, com possibilidade de renovação sem a necessidade de eleições.
Esta decisão, anunciada na edição do jornal oficial, posiciona Goïta como Presidente de facto da República.
Na semana anterior, o regime militar já havia atribuído ao general Goïta a presidência por um período de cinco anos, renovável “tantas vezes quantas necessárias”. A promulgação da lei, esperada há vários dias, assegura que o líder militar permanecerá no comando do Estado pelo menos até 2030.
Segundo a legislação, “o Presidente assegura o cumprimento da Constituição e da Carta de Transição. Exerce as funções de chefe de Estado por um período de cinco anos, renovável tantas vezes quantas necessárias, até à pacificação do país”. O texto menciona ainda que o mandato pode ser “encurtado assim que estejam reunidas as condições para a realização de eleições presidenciais transparentes e pacíficas”.
A nova lei também estabelece que o presidente da transição, membros do governo e do órgão legislativo instalado pelos militares poderão concorrer às eleições presidenciais e gerais, conforme estipulado no documento.
Residentes da província de Maputo manifestaram a sua preocupação em relação à lentidão na reconstrução e instalação de infra-estruturas públicas e sociais, um apelo feito durante um comício presidido pelo chefe de Estado, Daniel Chapo, que iniciou uma visita de trabalho de quatro dias à referida província.
O pedido foi proferido por um representante da população da cidade de Matola e incluiu a necessidade urgente de expandir os sistemas de abastecimento de água e a rede eléctrica. Além disso, foi solicitada a melhoria das vias de acesso, a construção de unidades sanitárias, escolas secundárias nos novos bairros, bem como a reabilitação de fábricas paralisadas. A população ainda reivindicou a criação de programas de empreendedorismo e a geração de renda, especialmente para os jovens e mulheres.
Em resposta, Chapo garantiu que as preocupações expostas são parte integrante do seu programa de governação, que iniciou em Janeiro deste ano. O Presidente reafirmou a importância da união e da paz, assim como do combate à criminalidade e à corrupção.
Assegurou que está a trabalhar para todos os moçambicanos, independentemente da sua condição social, política ou religiosa, e prometeu melhorias no atendimento no Hospital Provincial da Matola e na construção de mais salas de aulas.
Chapo também enfatizou a importância de um combate rigoroso à corrupção, reconhecendo que este é um desafio significativo. “A corrupção é uma questão que toca a vida de todos, principalmente quando procuramos serviços básicos como os de saúde”, afirmou.
O Presidente apelou à reconciliação entre os moçambicanos e sublinhou a necessidade de resgatar valores éticos e morais, especialmente entre a juventude, impactada por manifestações violentas que ocorreram após as VII eleições gerais, realizadas a 9 de Outubro de 2024.
A visita do Presidente à província de Maputo visa avaliar a eficácia do governo local na resolução dos problemas da população e verificar a preparação da província para enfrentar os desafios sociais e económicos em coordenação com o governo central.
O Presidente é acompanhado por vários ministros, incluindo os da Administração Estatal e Função Pública, da Educação e Cultura, e da Juventude e Desportos, que têm por finalidade colaborarem na análise dos desafios locais e na implementação de soluções.
O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, defendeu, na abertura da Conferência Internacional de Nutrição e Agro-Negócios, a criação urgente de um banco agrícola robusto e com um quadro legal adequado.
O objectivo é financiar de forma estratégica e sustentável os sectores produtivos, em especial o agro-negócio.
A conferência, que decorre na cidade de Nampula e se estende por dois dias, reúne mais de 300 participantes provenientes dos sectores público, privado, sociedade civil e partidos políticos com representação nas assembleias nacional e provincial. Sob o lema “Sistemas alimentares pela nutrição, impulsionadores do desenvolvimento sustentável e inclusivo de Nampula”, o evento visa abordar a emergência da nutrição e suas implicações económicas.
Massingue alertou que Moçambique possui 36,5 milhões de hectares de terras aráveis, dos quais apenas 15 por cento estão em produção agrícola. Esta realidade representa um desafio significativo e um claro indicativo da necessidade urgente de transformação do sector agrícola, que, segundo o presidente da CTA, é essencial para uma evolução positiva.
Adicionalmente, o líder da CTA destacou a situação de desnutrição crónica que afecta o país, com dados oficiais a revelarem que 37 por cento das crianças moçambicanas menores de cinco anos encontram-se nesta condição. Na província de Nampula, a situação é ainda mais grave, com índices que chegam aos 47,6 por cento.
Massingue sublinhou que este panorama compromete o desenvolvimento cognitivo e a inserção futura das crianças no mercado de trabalho. Assim, a conferência não se resume a um encontro técnico ou económico, mas representa um apelo à consciência nacional para a promoção da produção local de alimentos.
O presidente da CTA enfatizou a necessidade de se romper com o ciclo de importação de alimentos, que acarreta a importação de pobreza. Defendeu que o sector privado deve assumir um papel central na criação de riqueza interna, propondo uma abordagem que reconheça o crédito comercial e a banca de desenvolvimento como motores do progresso nacional.
A visão de Massingue sobre a nutrição vai além da simples saciação da fome, considerando-a como um instrumento de promoção da dignidade, saúde e desenvolvimento humano. Em um contexto de crescimento populacional acelerado, o compromisso com a produção local sustentada e a valorização das cadeias de valor tornou-se fundamental.
O evento culminará na realização da Feira Económica de Nampula, agendada entre 11 e 13 de julho, como parte das iniciativas para impulsionar o desenvolvimento agro-nómico na província.
O ministro da Saúde, Ussene Hilário Isse, concedeu posse, na cidade de Maputo, aos quadros moçambicanos que farão parte da recém-estabelecida Comissão Multi-Institucional de Fiscalização de Investigação em Saúde Humana.
Durante a cerimónia, o ministro salientou que a investigação em saúde humana é um elemento crucial para definir políticas, tomar decisões e planificar intervenções no sector. De acordo com Ussene Isse, é imperativo criar mecanismos que garantam a obtenção de evidências com elevados padrões de qualidade e princípios éticos, tal como estipulado pela Lei 6/2023, datada de 8 de Junho.
Esta legislação regula os princípios e procedimentos necessários para a realização de investigações envolvendo seres humanos em Moçambique. O ministro enfatizou que o sector da saúde promove a investigação, aumentando padrões éticos e de qualidade.
A nova Comissão foi instituída para monitorizar e assegurar o cumprimento das directrizes para a realização de pesquisas em saúde humana em todo o território nacional.
Ussene Isse destacou a importância da investigação para o desenvolvimento de tecnologias de saúde, vacinas e medicamentos, mencionando que soluções tecnológicas são fundamentais para enfrentar problemas de saúde, como é o caso da malária. Para que tais soluções sejam eficazes, é necessário realizar pesquisas operacionais.
Sérgio Chicumbe, director nacional de investigação do Instituto Nacional da Saúde, revelou que o Ministério da Saúde inicia anualmente cerca de 30 projectos de pesquisa na área. Referiu ainda que a existência de uma lei específica para a investigação em saúde humana se justifica pelo facto de ser a única que envolve a participação de indivíduos, tendo sido aprovada pela Assembleia da República.
Em resposta a preocupações sobre a segurança das investigações, Chicumbe assegurou que existem sistemas de garantia de qualidade e minimização de riscos, suportados pela Autoridade Nacional de Medicamentos (ANARME) e pelo Comité Nacional de Bioética.
Na área das doenças infecciosas, o director mencionou o HIV, a tuberculose e doenças diarreicas, além de doenças preveníveis, como o sarampo. Adicionalmente, Moçambique enfrenta doenças não transmissíveis, incluindo hipertensão arterial, diabetes e cancro, que necessitam de investigação aprofundada.
A Comissão Multi-Institucional é composta por vários membros, incluindo representantes da sociedade civil, do Ministério da Saúde, instituições académicas, e organizações não governamentais na área da saúde, entre outros.
O Presidente da República, Daniel Chapo, instou a juventude moçambicana a assumir um papel fundamental na construção da independência económica do país, um parâmetro essencial para assegurar a prosperidade nacional e uma prioridade inegociável do seu governo para o actual ciclo governativo.
O apelo foi proferido durante a abertura da VII Conferência Nacional da Organização da Juventude Moçambicana (OJM), que está a decorrer na Escola Central do partido Frelimo, localizada na Matola, província de Maputo, e que conta com a presença de mais de mil delegados provenientes de todas as províncias do país.
Daniel Chapo recordou que as gerações anteriores lutaram pela libertação do território e pela edificação de um Estado soberano, que, ao longo de cinquenta anos, defendeu com firmeza a independência e integridade territorial de Moçambique. “A nossa geração tem a missão histórica de consolidar o Estado e estabelecer as bases para a independência económica”, declarou o Chefe do Estado.
O Presidente explicou que esta nova missão requer uma juventude bem informada, organizada e engajada, capaz de enfrentar os desafios de uma conjuntura complexa, caracterizada por uma intensa competição política, avanços tecnológicos, redes sociais e inteligência artificial.
Reconhecendo a importância histórica da OJM, Chapo enfatizou que a organização deve tornar-se “forte, inclusiva, sustentável e visionária”, orientando os seus esforços para a capacitação contínua da juventude e a promoção de uma consciência patriótica activa. “A juventude moçambicana tem demonstrado um crescente nível de consciência nacional. Desejamos vê-la cada vez mais equipada para enfrentar os desafios do nosso tempo, com maior envolvimento nas reformas e na construção de uma sociedade próspera e inclusiva”, afirmou.
O Presidente alertou, igualmente, para a necessidade de uma revisão cuidadosa dos Estatutos da OJM, antes das eleições internas marcadas para esta conferência. Para Chapo, é imperativo que a organização evite cometer erros que possam fragilizá-la, como sucedeu na última revisão estatutária, aprovada no II Congresso da OJM, em Abril de 2022. “Precisamos de um Estatuto que garanta a estabilidade dos órgãos durante todo o mandato pelos quais os seus membros foram eleitos e não um Estatuto que sirva para afastar pessoas”, sublinhou.
Devido a lacunas na versão anterior dos estatutos, a OJM enfrentou desafios relacionados com a falta de quórum, uma vez que muitos membros cruzaram o limite de idade de 35 anos estabelecido pelo regulamento interno.
Por sua parte, o Secretário-Geral da OJM e actual Secretário de Estado na Província do Niassa, Silva Livone, elogiou a governação de Daniel Chapo, afirmando que a juventude se identifica com a sua visão económica. “Estamos entusiasmados, pois o Presidente tem uma visão económica muito forte. Temos colaborado com ele para criar condições que permitam um maior envolvimento da juventude no desenvolvimento do país”, declarou.
Livone reafirmou a preocupação com o elevado índice de desemprego juvenil, um tema que estará no centro dos debates da conferência. “Como organização juvenil, estamos profundamente preocupados com a questão do desemprego, e esta será uma das nossas prioridades nesta conferência”, afirmou.
A intervenção de Daniel Chapo reiterou o seu compromisso com um modelo de desenvolvimento centrado na juventude, fundamentado na responsabilidade cívica e no empreendedorismo jovem, reconhecendo, ainda, que a OJM enfrenta o desafio de se reinventar como um motor mobilizador da juventude num contexto social, político e económico em constante transformação.
O Governo moçambicano concedeu autorização à empresa pública de electricidade, EDM, e à Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), responsável pela operação da barragem de Cahora Bassa, para que cada uma possa subscrever até 15% das acções no projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, situado também no rio Zambeze.
A resolução que aprova esta medida foi recentemente tornada pública pelo Conselho de Ministros. O projecto de Mphanda Nkuwa contempla a construção de uma nova barragem aproximadamente 60 quilómetros a jusante da actual barragem de Cahora Bassa, bem como uma central eléctrica capaz de gerar 1.500 megawatts de electricidade. Está prevista uma linha de transmissão de alta tensão com uma extensão de 1.300 quilómetros, ligando o vale do Zambeze a Maputo.
O investimento total na construção da barragem e da central eléctrica é estimado em 5,5 mil milhões de dólares. Durante a fase de construção, o projecto irá criar cerca de 7.000 postos de trabalho, enquanto que, uma vez iniciada a geração de energia, serão gerados 3.000 empregos permanentes, dos quais 95% serão ocupados por cidadãos moçambicanos.
Este ambicioso empreendimento conta com o apoio da União Europeia, do Banco Europeu de Investimento e do Banco Africano de Desenvolvimento, instituições que, em conjunto com a EDM, já se comprometeram a desembolsar mais de 500 milhões de dólares. Outros parceiros que ofereceram suporte incluem a Agência Francesa de Desenvolvimento, o Banco de Desenvolvimento da África Austral e o Banco Islâmico de Desenvolvimento.
A CESAL pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Prestador(a) de Serviços para Facilitação de Workshops Técnicos de Apoio à Formulação e Consolidação de Planos de Negócio. Saiba mais.
O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Prestação de Apoio Técnico ao Governo e OPDS na Redacção do Regulamento. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Educação e Proteção à Criança em Emergências. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Educação em Emergências da Equipe de Resposta Rápida (EiE). Saiba mais.
O Exército da Colômbia conseguiu resgatar 39 pessoas sequestradas pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) na região de Chocó, localizada no oeste do país....
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intensificar a ofensiva militar contra o Irã na próxima semana, caso Teerã não aceite negociar um...