Na sequência de um desvio de 48 milhões de meticais, envolvendo altos quadros das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, revelou que o Governo está a implementar medidas para reverter a má gestão da companhia.
Durante a entrega de viaturas ao Instituto Nacional de Transporte Rodoviário (INATRO), em Sofala, Matlombe foi questionado sobre o estado das investigações relacionadas com o desvio. Em resposta, o ministro enfatizou que, apesar das infracções disciplinares serem comuns em diversas instituições, a prioridade do Governo reside na reestruturação da LAM.
“Infracções disciplinares são situações normais em qualquer instituição e não deveriam alarmar ninguém. Obviamente preocupa-nos o que aconteceu, mas as medidas necessárias já foram tomadas, e o processo seguirá o seu curso”, afirmou Matlombe.
O ministro sublinhou que o Executivo demonstra satisfação com as reformas em andamento na companhia aérea, destacando o papel crucial dos accionistas na recuperação da confiança junto da população. O objectivo é transformar a LAM numa companhia de excelência, permitindo assim que os moçambicanos viajem com segurança e conforto para uma variedade de destinos.
O governante anunciou que os detalhes sobre a reestruturação da empresa serão divulgados em breve, durante um informe na Assembleia da República.
O Ministério Público da África do Sul iniciou uma investigação sobre o perfil de Job Sikhala, antigo deputado da oposição zimbabweana, detido na passada semana em Pretória.
Sikhala, que foi eleito deputado pelo partido Movimento para a Mudança Democrática em 2000, foi encontrado na posse de explosivos na sua viatura.
Durante a mesma operação, um homem de 78 anos também foi detido. Na sua aparição no Tribunal de Pretória, Sikhala indicou a sua intenção de solicitar fiança. Contudo, o Ministério Público sul-africano decidiu não discutir o pedido de fiança, uma vez que pretende analisar as várias detenções que Sikhala enfrentou ao longo dos últimos 30 anos.
No ano passado, o Tribunal de Harare condenou Job Sikhala por incitação à violência pública, relacionada com os distúrbios que ocorreram em Junho de 2022, após o sequestro e homicídio de um activista zimbabweano. Lumka Mahanjana, porta-voz do Ministério Público, afirmou que a investigação servirá para determinar se as condenações anteriores de Sikhala justificam a oposição ao seu pedido de fiança. “Os dois acusados apresentaram-se ao tribunal, e o caso foi adiado para 13 de Novembro, quando o pedido formal de fiança será apresentado”, declarou.
Sikhala está agendado para voltar ao tribunal esta quarta-feira, onde irá defender o seu pedido de fiança. Por sua vez, o partido ZANU PF, que governa o Zimbabwe, negou ter orquestrado a detenção de Job Sikhala na África do Sul, afirmando que figuras da oposição frequentemente tentam transformar casos criminais em alegações de perseguições políticas.
Grupos de direitos humanos e membros da oposição no Zimbabwe consideraram a detenção uma armação contra Sikhala, dado o seu histórico de críticas ao governo presidido por Emmerson Mnangagwa.
Um tribunal da Costa Rica proferiu uma sentença de 30 anos de prisão contra um médico, identificado como Carmona Jaén, pelo feminicídio da sua esposa, Raquel Arroyo Aguilar.
O crime ocorreu a 15 de Julho de 2020, quando o arguido administrou injecções à vítima sob a falsa promessa de um tratamento para a sua saúde.
Segundo o Ministério Público, o médico enganou Raquel ao afirmar que as injecções eram uma medicação intravenosa que a ajudaria na digestão. Contudo, a investigação revelou que os medicamentos administrados consistiam em uma solução de benzodiazepinas e difenidramina, substâncias que causaram a morte da mulher por intoxicação mista, edema e hemorragia pulmonar, enquanto os filhos do casal estavam presentes na casa.
A sentença, proferida pelo Tribunal Criminal da cidade de Libéria, destacou que o arguido tinha planos de beneficiar de uma apólice de seguro em caso de morte da esposa, evidenciando uma clara intenção premeditada. O Ministério Público sublinhou que a relação entre o casal era marcada por abusos emocionais e patrimoniais, e que Raquel considerava uma separação para escapar do ciclo de violência.
Os dados do Observatório da Violência de Género contra a Mulher, do Poder Judicial da Costa Rica, indicam que o país tem enfrentado um alarmante aumento de casos de feminicídio. Desde o início de 2025, já foram contabilizados 32 feminicídios, com números que refletem um crescimento consistente em anos anteriores. A situação é igualmente preocupante em várias nações da América Central, onde numerosas mulheres perderam a vida devido à violência de género.
Os irmãos Siyabonga Gezani Ndimande e Malusi Dave Ndimande foram deportados do Reino do Essuatíni para a cidade de Durban, na África do Sul, onde enfrentarão o tribunal por acusações de duplo homicídio.
Os dois são acusados de terem assassinado o rapper sul-africano Kiernan Forbes, conhecido artisticamente como “AKA”, e seu amigo Tebello Motsoane, popularmente chamado de “Tibz”.
Além do duplo homicídio, os irmãos Ndimande enfrentam um total de 24 acusações adicionais, incluindo homicídio, conspiração, lavagem de dinheiro, e posse ilegal de armas automáticas e munição. As autoridades suspeitam que os suspeitos sejam membros de uma gangue maior envolvida em actividades criminais.
Os assassinatos de AKA e Tibz ocorreram em Durban no dia 10 de Fevereiro de 2023. Os irmãos foram detidos em Mbabane, a capital do Essuatíni, em Fevereiro de 2024, após tentativas de evitar a sua extradição para a África do Sul.
Os acusados devem comparecer a um tribunal em KwaZulu-Natal, juntamente com outros indivíduos que já estão a ser julgados em conexão com o caso.
A presidente da Assembleia da República de Moçambique, Margarida Talapa, informou que o governo angolano decidiu perdoar 50% da dívida de Moçambique. A declaração foi feita após uma audiência com o Presidente de Angola, João Lourenço, em Luanda.
Em contacto com jornalistas, Talapa expressou gratidão pelo gesto do Executivo angolano, enfatizando a importância desta decisão para o relacionamento bilateral entre os dois países. “Agradecemos a decisão do governo angolano de perdoar 50% da dívida moçambicana, e expressamos a expectativa de que o parlamento angolano ratifique a decisão brevemente”, afirmou.
Talapa encontra-se em Angola a representar o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, durante as celebrações do 50º aniversário da independência. Nessa ocasião, a presidente da Assembleia destacou o papel da Angola na promoção da integração e cooperação na região austral de África, ressaltando a importância das Comunidades de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da SADC.
Durante o encontro com Lourenço, Talapa conseguiu transmitir as saudações do Chefe do Estado moçambicano e dos cidadãos moçambicanos na ocasião das festividades do Jubileu da Independência de Angola.
As celebrações contarão com a participação de antigos Presidentes da República de Moçambique, Joaquim Chissano e Filipe Nyusi, assim como a presença de artistas moçambicanos, que se juntarão a mais de 33 artistas angolanos. A Comissão Interministerial para a Organização das Comemorações espera mais de oito mil participantes, incluindo delegações estrangeiras, provenientes de todas as 18 províncias de Angola.
O lema do evento é “Angola 50 Anos: Preservar e Valorizar as Conquistas Alcançadas, Construindo um Futuro Melhor”, destacando a relevância cívica e a participação comunitária no desenvolvimento do país.
Um bombista suicida causou a morte de pelo menos 12 pessoas e deixou 27 feridos ao detonar explosivos à porta de um tribunal distrital em Islamabad, conforme anunciou o ministro do Interior do Paquistão.
O atacante tentou inicialmente “entrar nas instalações do tribunal, mas, não conseguindo, atacou um carro da polícia”, revelou Mohsin Naqvi, em declarações à imprensa. O ataque ocorreu numa altura em que a área estava repleta de visitantes que se dirigiam para assistir a audiências judiciais.
A explosão, que foi ouvida a quilómetros de distância, danificou também vários veículos estacionados nas proximidades. As autoridades estão a investigar todos os aspectos do incidente, e a polícia confirmou que a explosão foi provocada por um bombista suicida.
Até ao momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque. No entanto, o Paquistão tem enfrentado um aumento no número de ataques de militantes, incluindo um ressurgimento dos talibãs paquistaneses.
As vítimas eram na sua maioria pessoas que transitavam pelo local ou que chegavam para compromissos no tribunal.
As forças de segurança paquistanesas conseguiram frustrar uma tentativa de militantes de tomar reféns numa academia militar, onde um bombista suicida e outros cinco talibãs tentaram invadir as instalações em Wana, na província de Khyber Pakhtunkhwa, próxima da fronteira com o Afeganistão.
Durante o ataque, dois dos militantes foram abatidos pelas tropas, enquanto três conseguiram entrar no complexo, mas foram rapidamente encurralados.
O Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), grupo aliado aos talibãs afegãos, negou qualquer envolvimento no ataque à escola militar. Desde que os talibãs assumiram o poder em Cabul em 2021, o TTP tem fortalecido a sua presença, com muitos dos seus líderes e combatentes a procurarem refúgio no Afeganistão.
Nos últimos anos, o Paquistão tem registado um aumento significativo no número de ataques militantes, reflectindo uma escalada da violência na região.
Um episódio que combina emoção e dor ocorreu no Hospital Central de Nampula (HCN), a principal unidade de saúde do norte de Moçambique. Uma menina de apenas 10 anos deu à luz uma bebé, num parto considerado normal, que exigiu uma considerável perícia e sensibilidade da equipa médica.
Segundo informações fornecidas pelo hospital, a menor, oriunda do distrito de Mecuburi, chegou à unidade com complicações de saúde. A pronta intervenção dos profissionais de saúde permitiu que tanto a jovem mãe quanto o recém-nascido se encontrassem fora de perigo.
Este triste episódio causou grande comoção entre os presentes, revelando a preocupante realidade das gravidezes precoces e dos abusos sexuais que afectam meninas em diversas regiões do país. Acácio Januário, irmão mais velho da vítima, explicou que a gravidez resultou de uma violação sexual, sendo que o autor do crime já foi detido pelas autoridades competentes.
“Ela escondeu a situação durante algum tempo, pois o homem a ameaçava. Só soubemos quando já estava no quarto mês de gravidez”, relatou o familiar, visivelmente abalado. Acácio partilhou o sofrimento que a família enfrentou ao longo da gestação, temendo pelas consequências que a idade da irmã poderia acarretar: “Sabíamos do risco que ela corria e temíamos o pior. Contudo, pela graça de Deus e pela dedicação dos médicos, o parto correu bem. Foi um verdadeiro milagre.”
O parto, que inicialmente se previa ser realizado por cesariana, surpreendeu a equipa médica, pois a menina entrou em trabalho de parto espontâneo, demonstrando resistência e força.
“É triste, porque a infância da minha irmã foi interrompida. Ela ainda é uma criança, mas agora tem outra criança para cuidar”, lamentou Acácio.
O caso gerou grande repercussão na cidade de Nampula, reacendendo o debate sobre a protecção de menores, a responsabilização dos agressores e a necessidade de reforço nas políticas públicas de prevenção à violência sexual infantil.
O Hospital Central de Nampula confirmou que a jovem mãe e a bebé permanecem internadas sob observação médica, recebendo acompanhamento psicológico e social.
A situação na fronteira de Machipanda, na província de Manica, tem gerado apreensão entre os automobilistas devido às extensas filas de camiões de longo curso que buscam atravessar para o Zimbabwe.
Muitos motoristas relatam que permanecem na Estrada Nacional número seis (EN6) durante dois a três dias, enfrentando dificuldades significativas.
O panorama é semelhante do lado do Zimbabwe, onde também se registam longas filas de veículos a aguardar a entrada em território moçambicano, com extensões que chegam a atingir cerca de cinco quilómetros. A problemática advém dos procedimentos aduaneiros que ambos os países implementam na travessia.
Ângelo Manhenga, camionista, descreveu o cenário como uma preocupação crescente. “Podemos ficar até quatro dias numa fila de 15 quilómetros até à fronteira de Machipanda. A primeira fila começa em Messica, onde existe um posto de controlo aduaneiro, e é comum ficarmos ali por um ou dois dias”, afirmou, visivelmente agastado.
As condições na estrada agravam-se pela falta de infraestruturas adequadas, deixando os motoristas sem opções para satisfazer necessidades básicas. “Muitas vezes, somos obrigados a fazer as nossas necessidades no mato. Não há sanitários ou lugares para comprar alimentos. A situação é bastante complicada”, lamentou Manhenga.
Benedito Mateus, também automobilista, frisou que a situação deveria ser objecto de atenção dos governos de Moçambique e Zimbabwe. “As filas crescem a cada dia, e as zonas onde permanecemos durante a espera não oferecem segurança. Temos a responsabilidade de vigiar as nossas cargas durante a noite, o que não é seguro”, comentou.
Aristides Fazenda manifestou-se de forma similar, afirmando que as soluções apresentadas pelas autoridades parecem distantes. “Quando questionamos sobre o problema, a resposta é que estão a trabalhar para resolvê-lo. Contudo, somos nós que sofremos na estrada. Apelamos para que os dois governos revejam a situação”, disse.
Em resposta às queixas, a Agência de Informação de Moçambique (AIM) apurou que o governo da província de Manica está a desenvolver alternativas visando melhorar a travessia na fronteira. Uma das possíveis soluções passa pela construção de uma Paragem Única com o intuito de facilitar os procedimentos aduaneiros.
No final do ano passado, os governos de Moçambique e Zimbabwe acordaram em abrir as fronteiras de Machipanda e Fobs 24 horas por dia, uma iniciativa destinada a descongestionar a travessia. Anteriormente, os postos de controlo funcionavam das 06:00 às 22:00.
Está agendada uma reunião bilateral, onde uma equipa do governo provincial de Manica e do Zimbabwe irá discutir, em profundidade, as condições da fronteira de Machipanda.
Machipanda representa a segunda maior fronteira terrestre de Moçambique, logo a seguir a Ressano Garcia, localizada na província de Maputo, no sul do país.
Angola celebra hoje o 50.º aniversário da sua independência, numa cerimónia que terá lugar na emblemática Praça da República.
Este ato central das comemorações conta com a presença de dez mil convidados, incluindo delegações de todas as 18 províncias angolanas e uma representação internacional composta por 45 delegações, entre as quais se destaca a presença do Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.
A cerimónia, que é restrita a convidados, promete reunir uma ampla variedade de segmentos da sociedade angolana, reflectindo a diversidade cultural e social do país. O evento contará também com a presença de representantes de vários Estados, incluindo aqueles que apoiaram Angola na sua luta pela liberdade e que agora colaboram no desenvolvimento do país.
Segundo o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente angolano, Adão de Almeida, cerca de 350 jornalistas estão acreditados para cobrir as festividades. O evento inclui um desfile cívico com aproximadamente seis mil participantes, seguido de um desfile militar que envolverá quatro mil efectivos das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional. Este momento culminará com a apresentação da música oficial alusiva ao cinquentenário.
A cerimónia contempla ainda uma condecoração póstuma ao primeiro chefe de Estado angolano, António Agostinho Neto, proclamador da independência nacional, e será marcada pela mensagem à nação do actual Presidente, João Lourenço, que representa um dos pontos altos das celebrações.
Antes do acto principal, está agendado o hastear da bandeira nacional no Museu de História Militar, seguido de uma homenagem no sarcófago do Memorial Dr. António Agostinho Neto, com a presença de João Lourenço e dos chefes de Estado convidados.
Os organizadores do evento implementaram um plano logístico que inclui o transporte dos convidados através de autocarros a partir dos parques de estacionamento, assegurando assim um fluxo eficiente para a cerimónia.
As autoridades angolanas afirmam que este ato não só celebra a independência do país, mas também a diversidade, cultura e alegria do povo angolano, enfatizando a pluralidade de regiões, etnias e expressões culturais que caracterizam a nação.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista em Infraestructura (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Finanças (Maputo). Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Gestão de Casos e CLHIV. Saiba mais.
A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico. Saiba mais.
O posto de Migração de Vilankulo, em Inhambane, encontra-se a enfrentar interrupções na emissão de passaportes e na prestação de outros serviços, na sequência do roubo de material informático por indivíduos ainda não identificados.
O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Inhambane, Alferes Cuamba, fez um apelo à população local para colaborar nas investigações com o intuito de localizar os responsáveis pelo ocorrido. Cuamba afirmou que “há diligências em curso que poderão levar ao esclarecimento deste caso num futuro próximo.”
O porta-voz sublinhou a importância da colaboração comunitária, referindo que “os criminosos estão integrados nas nossas comunidades, e a troca de informações pode ser fundamental para a resolução deste e de outros casos.”
As autoridades continuam a trabalhar para restabelecer os serviços no posto de Migração, enquanto a investigação avança.
A Empresa Águas da Região de Maputo enfrenta sérias dificuldades na melhoria dos serviços de abastecimento de água, uma vez que a dívida acumulada pelos seus clientes é considerada elevada.
O director do Programa Acelerado Integrado de Redução de Perdas, Joaquim Bié, revelou que as instituições públicas da província de Maputo devem à empresa cerca de setenta milhões de meticais.
“Os números são bastante altos e constituem uma das grandes preocupações da empresa. Embora busquemos eficiência, esta deve ser acompanhada de um investimento que possibilite a melhoria dos nossos serviços. Os valores disponíveis seriam cruciais para enfrentar muitos dos nossos desafios”, afirmou Joaquim Bié.
Neste contexto, a empresa Águas da Região de Maputo está a planear implementar um plano de emergência em vista da época chuvosa e ciclónica. Este plano inclui a reparação de condutas adutoras que se encontram obsoletas e vandalizadas na localidade da Moamba, na província de Maputo, com o intuito de assegurar a provisão de água potável às famílias.
O governo de Moçambique e representações de empresas portuguesas com investimentos no país reuniram-se na capital moçambicana para consolidar a implementação do memorando de entendimento estabelecido entre Moçambique e Portugal, focando na mobilidade laboral.
O acordo visa a salvaguarda da protecção social dos trabalhadores moçambicanos em solo português. Alice Brito, directora nacional do Trabalho Migratório, informou que a reunião tem como esclarecer os procedimentos e fortalecer a colaboração entre as partes, visando uma prestação célere dos serviços relacionados com a protecção dos trabalhadores.
“Pretendemos imprimir maior agilidade na prestação de serviços e encarar com urgência a defesa dos direitos dos trabalhadores moçambicanos em Portugal”, afirmou Brito.
A responsável expressou preocupação relativamente a admissões directas de trabalhadores que fogem aos mecanismos previamente acordados entre os dois países. “Estão a ocorrer admissões directas sem a observância dos protocolos estabelecidos. Com a ajuda do nosso conselheiro de trabalho em Portugal, estamos actualmente a mapear esses trabalhadores”, disse.
Brito alertou que as admissões irregulares podem expor os trabalhadores a graves riscos, incluindo a violação de direitos fundamentais e laborais, bem como a falta de protecção social, que pode até levar a situações de trabalho forçado.
O aumento no número de moçambicanos com admissões directas destaca a urgência do mapeamento em curso, essencial para identificar casos e desenvolver soluções conjuntas.
“A actual situação das admissões directas não é aceitável. Estamos empenhados em reduzir este fenómeno e garantir que os trabalhadores moçambicanos sigam os canais normativos já definidos”, concluiu.
Jorge Monteiro, embaixador de Portugal em Moçambique, reiterou o compromisso de seu país em reforçar o enquadramento legal que regula a mobilidade laboral e os investimentos. “Este encontro destaca a colaboração significativa entre Portugal e Moçambique neste domínio. Continuaremos a aproximar as autoridades dos dois países para discutir e optimizar o quadro legislativo”, afirmou.
A reunião também teve como intuito sensibilizar as empresas portuguesas sobre a importância de cumprir com a legislação vigente na contratação de cidadãos estrangeiros.
O supertufão Fung-wong atingiu as Filipinas, resultando em inundações devastadoras que afectaram várias localidades. Este fenómeno atmosférico surge logo após o tufão Kalmaegi, que já havia causado a morte de pelo menos 224 pessoas no país.
As intensas chuvas e ventos fortes associados ao supertufão provocaram o transbordo de rios e a submersão de ruas, tornando o acesso a diversas áreas, praticamente impossível. As autoridades locais estão a trabalhar para prestar assistência às comunidades afectadas, enquanto as equipas de emergência tentam assegurar a segurança dos residentes.
Em resposta à situação, o governo filipino emitiu alertas e recomendações para que a população evite deslocações desnecessárias, dada a gravidade das condições climáticas. As previsões meteorológicas indicam que o supertufão poderá continuar a causar impactos significativos nas próximas horas.
As autoridades continuam a monitorar a situação, com a esperança de que a situação comece a estabilizar num futuro próximo.
Três distritos da província de Gaza, localizada no sul do país, estão a enfrentar uma seca severa devido à escassez de chuvas, uma situação atribuída ao fenómeno El Niño, que afecta actualmente mais de 19 mil pessoas.
Segundo Bonifácio Cardoso, porta-voz do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD), a gravidade da situação é particularmente notória nos distritos a norte da província de Gaza. Em declarações à RFI, Cardoso informou que o INGD, em colaboração com o Governo, está a providenciar água potável às comunidades através de camiões cisternas.
“Estamos a realizar esta intervenção nos distritos de Chigubo, Mabalane e Mapai. Inicialmente, tínhamos um plano para atender 17 mil pessoas, mas agora já estamos a abastecer pouco mais de 19 mil pessoas em 51 comunidades”, afirmou Bonifácio Cardoso.
No distrito de Mabalane, mais de 3 mil pessoas estão a sofrer com a falta de água. O administrador local, Sérgio Moiane, elogiou os esforços do INGD, afirmando que “esta intervenção que está a ser realizada está a ajudar as comunidades, especialmente nas zonas onde não temos acesso à água.”
A crise de água nos distritos de Chigubo, Mabalane e Mapai é resultado da seca prolongada que se regista na região, com as autoridades a distribuírem água às comunidades três vezes por semana, associando a situação ao fenómeno El Niño.
Este ano, o Estado moçambicano registou perdas superiores a 200 milhões de meticais, aproximadamente 3,1 milhões de dólares, devido à mineração ilegal na província central da Zambézia. Este fenómeno continua a representar uma séria ameaça para a economia local e nacional.
A revelação foi feita pelo director do Serviço Provincial de Infra-estruturas, João Sembane, durante uma entrevista à Rádio Moçambique. O responsável explicou que grupos de garimpeiros têm invadido áreas concessionadas a empresas licenciadas, vandalizando equipamentos e extraindo recursos minerais que são posteriormente comercializados no mercado negro.
A prática de mineração ilegal não apenas prejudica as empresas legalmente constituídas, mas também resulta na diminuição das receitas do Estado. Presentemente, 16 empresas operam de forma legal na exploração de recursos minerais na Zambézia. Sembane alertou que esta actividade criminosa impede o bom funcionamento das instituições envolvidas, enfraquece o ambiente de negócios e compromete a criação de postos de trabalho formais.
O director enfatizou que, quando a exploração é realizada legalmente, as empresas garantem emprego, pagam impostos e contribuem para o desenvolvimento das comunidades locais. Uma parte significativa das receitas geradas pela mineração é revertida directamente para as comunidades; 2,75% são canalizados para as áreas onde ocorre a exploração, enquanto 7,25% destinam-se ao investimento em infra-estruturas e projectos de interesse comunitário.
Sembane alertou ainda que a mineração ilegal coloca os garimpeiros em situações de risco devido à falta de condições de segurança adequadas.
Neste sentido, o responsável apelou às comunidades para abandonarem esta prática, priorizando a colaboração com as instituições governamentais e as empresas devidamente licenciadas, com o intuito de garantir benefícios económicos e sociais sustentáveis para a província.
A Tailândia anunciou a suspensão do acordo de paz com o Camboja, cujo anúncio foi feito por Donald Trump no final de Outubro. A decisão foi comunicada pelo porta-voz do governo tailandês.
A medida ocorre na sequência da explosão de uma mina nas proximidades da fronteira, que resultou em ferimentos em dois soldados tailandeses. O porta-voz, Siripong Angkasakulkiat, indicou que o acompanhamento da declaração conjunta realizada ao longo da última semana chegará ao fim. Esta situação está também relacionada com a libertação de 18 soldados cambojanos.
O futuro das relações entre os dois países permanece incerto, à medida que a tensão na região aumenta.
Na sequência de um dia de confrontos violentos, trinta e uma pessoas perderam a vida na prisão de Machala, situada no sudoeste do Equador.
As autoridades prisionais confirmaram que os eventos começaram na noite de sábado, quando confrontos armados com armas de fogo e explosivos resultaram em quatro mortos. Durante o domingo, foram reportadas mais 27 mortes, muitas delas devido à asfixia.
Os moradores da área circundante da prisão relataram ter ouvido disparos, explosões e gritos de socorro provenientes do centro de detenção, por volta das 03:00 horas locais. A autoridade penitenciária, SNAI, anunciou que além dos mortos, 33 reclusos e um agente da polícia ficaram feridos, sendo que sete indivíduos foram detidos.
Segundo a SNAI, os confrontos ocorreram em virtude da iminente transferência de alguns detidos para uma nova prisão de alta segurança, construída pelo governo do presidente Daniel Noboa na província costeira de Santa Elena, cuja abertura está prevista para este mês.
Horas depois dos primeiros confrontos, as autoridades descobriram mais 27 cadáveres, em um ato de violência separado. A maioria das mortes foi atribuída a asfixia provocada por terceiros, sugerindo casos de enforcamentos ou estrangulamentos.
Este não é um caso isolado, visto que no final de Setembro, confrontos na mesma prisão resultaram em 14 mortes, incluindo a de um guarda. Em 2024, as prisões do Equador foram colocadas sob controlo do exército, após a declaração do presidente Noboa de um estado de conflito armado contra cerca de vinte organizações criminosas ligadas a cartéis internacionais. Recentemente, em Agosto, algumas prisões, incluindo a de Machala, foram transferidas para a responsabilidade da polícia.
Desde 2021, a violência nas prisões equatorianas já causou aproximadamente 500 mortes, com o maior número de vítimas registado em 2021, quando mais de 100 detidos perderam a vida numa prisão em Guayaquil.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) expressou a sua satisfação pela recente aprovação da Estratégia de Gestão da Dívida Pública de Médio Prazo 2025–2029 pelo Governo moçambicano.
Em comunicado divulgado à imprensa, a CTA classificou esta estratégia como um elemento essencial para consolidar a credibilidade macroeconómica e melhorar o ambiente de negócios no país. A organização destacou que a nova abordagem visa uma gestão responsável da dívida pública, assegurando um equilíbrio adequado entre custos e riscos.
Nesta perspectiva, a CTA enfatizou a importância da transparência para restaurar a confiança dos agentes económicos, criando condições propícias para atrair investimento privado e estimular a economia nacional.
A decisão é vista como um passo significativo no contexto de diversas melhorias estruturais, incluindo a recente saída de Moçambique da Lista Cinzenta do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI), considerada uma conquista importante para a reputação do sistema financeiro do país.
A agremiação recordou também as iniciativas direccionadas ao sector do Turismo anunciadas pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que visam fortalecer a diversificação económica. A CTA observou que tais reformas são determinantes para a recuperação do Investimento Directo Estrangeiro (IDE), com um crescimento previsto a partir de 2026, impulsionado pela implementação da nova Lei de Investimentos e da Lei Cambial.
A instituição reconheceu ainda os esforços contínuos do Executivo em modernizar a gestão pública e consolidar as finanças públicas, factores cruciais para garantir segurança e previsibilidade aos investidores. A execução eficaz das reformas em curso é considerada fundamental para transformar o ambiente político-económico e gerar benefícios reais tanto para empresas como para os cidadãos.
O sector privado manifestou o seu compromisso em colaborar com o Governo no âmbito do Diálogo Público-Privado (DPP), com o objectivo de identificar e resolver os obstáculos que afectam o ambiente de negócios, promovendo uma economia mais competitiva e geradora de emprego.
A CTA anunciou também que se encontram em marcha os preparativos para a 20.ª edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que terá como lema “Reformar para Competir: Caminhando para o Relançamento Económico”, prevendo-se a mobilização de cerca de 1,5 mil milhões de dólares em novos projetos de investimento.
Por fim, a Confederação reafirmou a sua determinação em mobilizar o sector privado, promovendo a produtividade, a inovação e a criação de riqueza, com o intuito de construir um Moçambique mais receptivo ao investimento e ao desenvolvimento sustentável.
Um violento acidente ferroviário ocorreu à noite, a aproximadamente 20 quilómetros da capital eslovaca, Bratislava, envolvendo a colisão de dois comboios.
O incidente deixou mais de 130 feridos, dos quais 79 necessitaram de hospitalização. Apesar da gravidade da situação, não foram registadas vítimas mortais.
Cerca de 800 pessoas estavam a bordo dos comboios, muitos dos quais estudantes que regressavam a casa. Testemunhas oculares relataram um “estrondo” ensurdecedor no momento do impacto, que ocorreu quando um dos comboios embateu na traseira do outro.
As primeiras investigações indicam que um comboio poderá não ter respeitado um sinal vermelho, no entanto, a causa exacta do acidente continua a ser analisada pelas autoridades competentes.
Este incidente marca o segundo acidente ferroviário na Eslováquia no último mês, tendo ocorrido um caso similar em Outubro, quando dois comboios colidiram na região leste do país, resultando em 91 feridos. As autoridades estão a trabalhar para garantir a segurança nas linhas ferroviárias e para evitar que tragédias semelhantes voltem a ocorrer.
O Governo de Moçambique aprovou, em Conselho de Ministros, a regulamentação da aposentação obrigatória dos funcionários e agentes do Estado.
Na mesma sessão, foi também...
Os recentes tumultos que eclodiram em Paris resultaram em sérios prejuízos para a comunidade luso-francesa, com muitos a serem temporariamente afastados do trabalho devido...