Está detido em Maputo um indivíduo latino-americano indiciado de integrar uma quadrilha que se dedicava a roubo de bagagens em hotéis e no Aeroporto Internacional de Maputo.
O individuo é originário de Perú, veio a Moçambique para trabalhar. Com o fim do trabalho entrou para o mundo do crime, junto com mais dois cidadãos da mesma origem.
Por três vezes já terá sido detido. Aliás no dia 15 do mês em curso ele foi restituído a liberdade depois de ter estado num dos estabelecimentos penitenciários da capital do país. E em quatro dias retorna as celas.
A polícia procura por outros dois elementos também de origem peruana que estão foragidos.
Meios locais indicam que foi detonado um explosivo à passagem do autocarro pelo Museu de Gizé. Pelo menos 17 pessoas estarão feridas.
Um autocarro turístico foi alvo de um ataque, este domingo, quando passava pelo Grande Museu Egípcio, também conhecido como o Museu de Gizé. Um artefacto explosivo terá sido detonado à passagem do veículo.
De acordo com a agências EHA0 News e Reuters, pelo menos 17 pessoas ficaram feridas, não se conhecendo para já a gravidade dos ferimentos. Não há registo de mortos.
As mesmas agências noticiosas reportam que entre os feridos estão cidadãos egípcios e sul-africanos.
O Grande Museu Egípcio ainda se encontra em obras, com previsão de abertura para 2020, e será o maior museu arqueológico do mundo. Está situado a dois quilómetros das pirâmides de Gizé.
A explosão marca o segundo atentado no Egito contra turistas em apenas seis meses, dado que, em Dezembro passado, quatro turistas vietnamitas e o seu guia foram mortos com recurso a um explosivo, também próximo das pirâmides de Gizé.
No Hospital Geral da Machava há homens, mulheres e até crianças internados a busca de cura para a doença que, anualmente, afecta uma média de 150 mil pessoas em todo o país, das quais 22 mil terminam em morte.
E é a partir daqui que chegam relatos de diminuição do número de refeições que os doentes internados tinham direito, facto que pode comprometer o tratamento.
Às declarações dos doentes, a directora do hospital desmente, reconhecendo apenas que houve corte de refeições para funcionários que não trabalham no turno da noite.
Nesta unidade sanitária, dos doentes com tuberculose tem direito a três refeições diárias, como ilustra o menu. Mas a hora do jantar pacientes tem direito, apenas, a uma sopa.
Nove mineiros morreram e 20 ficaram feridos durante o colapso, na sexta-feira, de uma mina artesanal de coltan na província de Kayanza, no norte do Burundi, indicaram testemunhas e fonte administrativa, citadas pela agência AFP.
As operações de busca foram feitas até sábado por habitantes, homens da segurança civil e da Cruz Vermelha.
As chuvas torrenciais que atingem a região há vários dias poderão ter provocado o desmoronamento, segundo uma testemunha que pediu para não ser identificada com medo de represálias.
A mina está situada na comuna de Kabarore, na província de Kayanza, que tem várias minas artesanais de coltan, volfrâmio e cassiterite.
A EP Management & Consultancy Services está a contratar um (1) Gestor de Terminal de Combustível para o seu cliente que esta no ramo de Combustíveis. Saiba mais.
No âmbito da parceria entre a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e a Fundação dos Parques da Paz (PPF), o Parque Nacional do Limpopo (PNL), pretende recrutar para reforçar o seu quadro de pessoal um (1) Líder da Equipa de Reassentamento. Saiba mais.
A TJ Consultants, é uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, que está a recrutar para um cliente que atua na área de combustível, um (1) Assistente Técnico. Saiba mais.
O Centro de Estudos Inter-disciplinares de Comunicação (CEC) está levando a cabo um concurso de recrutamento para o preenchimento de uma vaga de Assistente de Programas. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende admitir para o quadro de pessoal um (1) Supervisor Administrativo e de Operações. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende admitir para o quadro de pessoal um (1) Supervisor de Aterro e Galpão de Resíduos Perigosos. Saiba mais.
A CBE Southern Africa, está a recrutar para um dos seus clientes, que actua no sector Financeiro para ocupar a posição de Gestor de Recursos Humanos (RH). Saiba mais.
A CBE Southern Africa, está a recrutar para um dos seus clientes, que actua no sector Financeiro para ocupar a posição de Gestor Financeiro. Saiba mais.
A Empresa Moçambicana de Exploração Mineira (EMEM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Marketing e Comercial. Saiba mais.
O Conselho Autárquico da Beira, na província de Sofala, alega irregularidades no processo de distribuição de alimentos às pessoas afectadas pelo ciclone Idai.
A denúncia foi apresentada esta quinta-feira (16) pelo vereador institucional José Manuel, da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), maior partido da oposição, durante uma reunião com os secretários dos bairros daquela urbe.
Os casos terão sido flagrados nos bairros da Munhava e Vaz. Segundo José Manuel, para receber os alimentos, os munícipes são obrigados a apresentar cartões que comprovem que são membros da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), o partido no poder.
Segundo José Manuel, o Programa Mundial de Alimentos (PMA), que lidera o processo de distribuição de alimentos, é conivente com a situação. “O PMA está a ser conivente com o Governo da Frelimo na divisão da comida entre as pessoas no município da Beira”, diz.
“Essa comida está a ser usada para fazer política a favor do Governo. Por isso, queremos dizer que o PMA deve deixar de prestar ajuda neste processo aos munícipes da Beira. Há discriminação. A escolha dos munícipes é feita em função da cor partidária”, acrescenta.
Residentes reclamam
A DW África ouviu duas residentes que lamentam a situação. “Algumas pessoas estão a receber as ajudas enquanto outras não. Muitas pessoas que constam das listas não estão a receber nada. O ciclone, quando chegou, chegou para todos”, afirma Elisa Saize.
Aulina Timbe tem a mesma reclamação. “Quando chegam as listas, os nossos nomes não são chamados e aparecem outros nomes. Não sabemos onde foram inscritas essas pessoas, porque nós que fomos inscritos aqui nunca somos chamados. As pessoas que recebem os alimentos vêm de outras zonas como Manga, Vaz, Inhamuzua e Cerâmica”, afirma.
Maurício Burtet, oficial de planificação do PMA, diz que o fornecimento dos alimentos está conforme as listas com os nomes fornecidos pelo Governo através do Instituto Nacional da Acção Social (INAS).
“A assistência do PMA não leva nenhum requisito partidário ou político. Nós fazemos a identificação dos beneficiários com base na coordenação com órgãos do Governo e as distribuições são feitas com base na identificação dos beneficiários, que podem apresentar uma carteira de identidade ou algum cartão de eleitor, porém sem nenhum vínculo partidário”, explicou.
Por seu turno, a Frelimo refuta as acusações alegando que são uma provocação. “A Frelimo não tem nenhuma ligação com esse problema da distribuição dos alimentos. O que podemos dizer é que talvez se trata de uma provocação, porque nunca saímos à rua para fazer a distribuição de comida”, afirmou à DW África Fernando Razão, primeiro secretário distrital do partido.
Desde a passagem do ciclone Idai, mais de vinte mil habitantes são assistidos com produtos alimentares de primeira necessidade na Beira.
Pelo menos cinco pessoas morreram e outras 14 foram internadas num hospital após o desmoronamento do telhado de um edifício no centro de Xangai, leste da China, noticiou a imprensa local.
Segundo a agência de notícias Xinhua, cinco pessoas que trabalhavam na remodelação do edifício morreram à chegada do hospital.
Às 18h15 locais (11h15 em Lisboa) as equipas de emergência conseguiram resgatar 17 outras pessoas que ficaram presas nos escombros.
O incidente ocorreu por volta das 11h20 locais (4h20 em Lisboa) e deixou um número indeterminado de pessoas soterradas, indicou a Xinhua
O jornal de Hong Kong South China Morning Post explicou que a operação de resgate continua, com uma equipa de mais de 150 pessoas.
O edifício situa-se num bairro do distrito de Changning, no centro da “capital” económica do país asiático.
Em 2010, um incêndio em Xangai destruiu um prédio de 28 andares, causando pelo menos 58 mortos.
As autoridades chinesas atribuíram o incêndio às faíscas provocadas por um soldador durante os trabalhos de recuperação do edifício.
O tribunal são-tomense de primeira instância determinou na quinta-feira prisão preventiva ao comandante, vice-comandante e comercial do navio “Amfitriti” que naufragou em 25 de Abril perto da ilha do Príncipe, provocando oito mortos e nove desaparecidos, disse fonte judicial.
Outros seis arguidos, entre os quais três responsáveis do Instituto Marítimo-Portuário (Imap), incluindo o seu director-geral, saíram em liberdade, mas sujeitos a termo de identidade e residência.
“Esse processo, no que diz respeito aos nossos constituintes, foi baseado num conjunto de pressupostos errados e, graças a Deus, o juiz de instrução teve bom senso e entendeu que esses pressupostos em que o Ministério Publico se baseou para indiciar os nossos constituintes não estão em conformidade com a lei e devolveu-os à liberdade”, disse Nilson da Cruz, advogado dos três responsáveis do Imap.
Na quarta-feira uma juíza do tribunal de primeira instância mandou prender os nove arguidos, suspeitos do crime de homicídio involuntário.
Os arguidos são os cinco membros da tripulação, o proprietário da embarcação e os três responsáveis do Instituto Marítimo-Portuário.
Depois de preso, os arguidos foram ouvidos por um juiz de instrução criminal, que iniciou no mesmo dia o primeiro interrogatório, ouvindo apenas três dos suspeitos.
A audições foram retomadas esta quinta-feira e culminaram com a prisão preventiva de três dos nove arguidos.
O navio “Amfitriti” naufragou quando transportava 212 toneladas de cargas diversas e 72 passageiros, incluindo os cinco membros da tripulação. Oito morreram, nove foram dados como desaparecidos, tendo 55 pessoas sido salvas.
O naufrágio do “Amfitriti” mobilizou uma corrente de solidariedade para com as vítimas e seus familiares, incluindo do Presidente da República, Evaristo Carvalho, e do primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, que se deslocaram também à Região Autónoma do Príncipe.
Horácio Gonçalves, treinador português ao serviço do Costa do Sol, foi castigado com 20 dias de suspensão e uma multa de 75 mil meticais (pouco mais de 1000 euros) por ter se insurgido de forma veementemente contra a equipa de arbitragem durante o jogo com a Liga Desportiva de Maputo a contar para terceira jornada do Moçambola.
A penalização de Horácio Gonçalves foi publicada pela Liga Moçambicana de Futebol.
“Punir, nos termos do nº 1 do artigo 113º do R.D. da LMF, conjugado com a) do nº 1 do artigo 100 da FMF, aplicável por força do artigo 203 do RD, devendo por isso o Treinador principal do Clube de Desportos da Costa do Sol, o Senhor Horácio Gonçalves, cartão licença nº 002582M62 da FMF, pagar a multa de 75.000,00 Mt (Setenta e cinco mil meticais) e suspensão de (20) vinte dias, por adoptar atitude incorrecta, proferindo palavras injuriosas contra à equipa de arbitragem, no jogo n ° 20 realizado em 07.05.19 contra a Liga Desportiva de Maputo, referente a terceira jornada do Moçambola”, diz a nota.
O príncipe e vice-ministro de Defesa da Arábia Saudita, Khaled bin Salman, acusou o Irã de estar por trás do ataque com drones realizado por rebeldes iemenitas contra as estações de bombeamento de um oleoduto na região de Riad, na Arábia Saudita.
“O ataque dos rebeldes houthis contra as estações de bombeamento da Aramco provam que os rebeldes são um simples instrumento utilizado pelo regime do Irã para aplicar sua agenda expansionista na região”, disse Jaled em sua conta do Twitter.
Outras autoridades sauditas dispararam tuítes semelhantes, aumentando a pressão sobre Teerã em meio à tensão crescente com Washington em função das sanções e da presença militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico.
“Os houthis são uma parte integral das forças da Guarda Revolucionária do Irã e obedecem às suas ordens, como provaram visando instalações no reino”, tuitou o ministro para as Relações Exteriores, Adel al-Jubeir.
Os comentários sauditas seguem a escalada das tensões no Oriente Médio, aumentando as preocupações de que os Estados Unidos e o Irã estejam caminhando para um conflito, embora o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, tenha buscado reduzir as preocupações.
“Não haverá guerra. A nação iraniana escolheu o caminho da resistência”, disse Khamenei. Nós não buscamos uma guerra, e eles também não. Eles sabem que isso não é dos interesses deles.
Na quarta-feira, os EUA solicitaram a retirada dos funcionários não essenciais de sua embaixada em Bagdá, devido a preocupações com ameaças iranianas. Os americanos acreditam ainda que milícias xiitas apoiadas por Teerã estejam por trás dos ataques a navios petroleiros no Golfo Pérsico. Até o momento, ninguém assumiu responsabilidade pelas acções.
Donald Trump ordenou ainda o envio de um porta-aviões, bombardeiros B-52 e mísseis para a região, uma resposta ao que a Casa Branca considera um agravamento dos riscos aos soldados e interesses americanos na região.
Mísseis em barcos
Segundo o New York Times, o endurecimento da postura de Trump se deve a fotografias obtidas pela Inteligência americana, que mostram mísseis montados em pequenos barcos no Golfo Pérsico. De acordo com o jornal nova-iorquino, o armamento teria sido colocado nas embarcações por forças paramilitares locais.
O temor em Washington é que os mísseis sejam utilizados pela Guarda Revolucionária do Irã contra navios americanos. Outras informações obtidas pelos americanos apontam para riscos de ataques de grupos rebeldes apoiados pelo Irã contra tropas americanas e navios comerciais na região.
Em reunião com Taro Kono, ministro das Relações Exteriores do Japão, o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, afirmou que seu país está comprometido com as obrigações referentes ao acordo nuclear, apesar da saída americana do tratado, e classificou a renovação das sanções americanas como ‘inaceitável’.
O Irã está exercendo “cautela máxima, apesar de os Estados Unidos terem saído do Plano de Acção Conjunto Global em maio do ano passado”, disse Zarif, no início do encontro, em Tóquio. O chanceler referia-se ao plano assinado em 2015 por EUA, Irã e outras potências, no qual Teerã concordou em restringir suas capacidades de enriquecimento de urânio, em troca do aliviamento das sanções.
O Presidente da República diz não haver qualquer perseguição política aos arguidos detidos em conexão com as dívidas não declaradas.
Numa entrevista a um jornal privado, foi questionado sobre o seu alegado envolvimento, enquanto ministro da Defesa, e disse não ser decente estar a falar de um processo em sede da justiça.
Destacou a recuperação de helicópteros “1008”, avião da força aérea, e barco para a fiscalização do mar, realizações que nunca foram objecto de questionamento.
Solicitado a pronunciar-se sobre a paz, o chefe do estado esclareceu que o processo não está a ter o ritmo desejado porque a Renamo insiste em entregar listas de homens que já estiveram no exército e agora reformados.
Para Filipe Nyusi, interessa ao governo saber o efectivo real dos soldados da Renamo e onde se encontram para o seu desarmamento, desmobilização e reintegração.
Na entrevista, o presidente da república frisou que a União Europeia e outras organizações parceiras do governo já manifestaram publicamente o seu apoio ao processo de pacificação do país.
O Presidente da República dedicou a primeira grande entrevista como chefe de estado, por sinal concedida a um órgão de comunicação social privado, ao Dia mundial da Liberdade de Imprensa que se assinalou no passado dia três.
Cerca de 536 mil famílias de 103 distritos de Moçambique estão em risco de fome devido aos efeitos combinados de estiagem, pragas e inundações, após os ciclones Idai e Kenneth, anunciou esta quinta-feira o ministro da Agricultura.
“Estima-se que mais de 60 por cento das culturas [nas áreas devastadas] foram perdidas, podendo colocar as populações em situação de insegurança alimentar”, precisou Higino de Marrule.
O governante falava na abertura do V Conselho Coordenador do Ministério da Agricultura no distrito de Gondola, província de Manica, centro de Moçambique.
Um total de 873 mil hectares de culturas diversas foram destruídas, das quais 684.171 hectares pelo ciclone Idai nas províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia.
No Sul, a seca provocou a destruição de 125.855 hectares de culturas alimentares.
O total de terra devastada – uma porção já com culturas na fase de colheita – representa 13% da área semeada no país.
O responsável disse ainda que o sector pecuário perdeu 5.400 bovinos, 10.300 pequenos ruminantes, 3.172 bovinos e 123 mil aves, afectando cerca de 15 mil criadores, além da destruição de infraestruturas cruciais nas regiões inundadas pelo ciclone Idai.
“Há necessidade de continuarmos a reflectir sobre como elevar os níveis de produção e produtividade face aos actuais obstáculos que se prendem com as mudanças climáticas que estão cada vez mais acentuadas, com impacto significativo no sector agrário” disse Higino de Marrule.
A reunião de dois dias, que decorre sob o lema “Moçambique no aumento da produção e produtividade rumo à fome zero”, vai adoptar um plano de recuperação, cujas intervenções estão viradas para a melhoria da capacidade produtiva dos camponeses e reabilitação de infraestruturas, além da reposição dos animais perdidos.
O Parlamento ucraniano decidiu marcar para segunda-feira a investidura de Volodymyr Zelensky, eleito Presidente com mais de 73% dos votos, depois de muitas dificuldades para acordar no dia da reunião solene.
A cerimónia no Parlamento começará às 8h00 (horas de Lisboa), de acordo com uma resolução aprovada por 315 deputados.
O comediante Volodymyr Zelensky ganhou a sua volta das eleições presidenciais na Ucrânia em 21 de Abril, face ao actual Presidente, Petro Porochenko, que foi acusado nomeadamente de nada ter feiro contra a corrupção endémica.
Volodymyr Zelensky elegeu como uma das suas prioridades acabar com a guerra com a Rússia, que já matou mais de 15 mil pessoas.
Apesar das promessas de manter um percurso pró-ocidental na Ucrânia, antiga república soviética, o programa do novo Presidente é pouco claro em relação a outros objectivos e a sua equipa é, em grande parte, desconhecida.
Por isso, muitos questionam sua capacidade de liderar um país que enfrenta imensos desafios, incluindo uma guerra com os separatistas pró-russos, uma crise sem precedentes com a Rússia e grandes dificuldades económicas.
As dúvidas subsistem igualmente quanto à sua capacidade de governar sem maioria no parlamento. Vários deputados veem a sua eleição com desconfiança, como demonstram as dificuldades para marcar um dia para a sua investidura.
Zelensky pediu, numa carta oficial enviada aos deputados, para marcar a data da sua investidura para domingo, mas a ideia suscitou uma controvérsia, já que, nesse dia, a Ucrânia presta homenagem aos milhões de vítimas das repressões estalinistas.
A escolha de segunda-feira foi considerada estranha por um dos conselheiros de Zelensky por ser num dia útil e, por isso, perturbar mais a circulação em Kiev do que se fosse no domingo, pondo em causa a chegada de várias delegações estrangeiras para assistir à investidura.
O assunto foi sensível porque a data da tomada de posse pode não permitir que Volodymyr Zelensky convoque eleições antecipadas aproveitando o momento da sua esmagadora vitória, sem esperar pela votação marcada para Outubro.
A sentença do segundo processo-crime relacionado com os ataques armados na província de Cabo Delgado foi adiada alegadamente porque ainda está em produção, confirmou uma fonte do Tribunal Judicial da Província de Cabo Delgado ao jornal O País, sem avançar detalhes sobre o caso.
Com 34 arguidos, o processo-crime em alusão é o segundo relacionado com os ataques armados, julgados pelo Tribunal Judicial da Província de Cabo Delgado.
No primeiro processo, cuja sentença foi lida a 24 de Abril, dos 189 arguidos, 10 foram condenados a 40 anos de prisão, e os restantes absolvidos.
Desde Outubro de 2017, mais de 150 pessoas foram mortas, centenas deslalojadas e mais de 500 casas queimadas devido a ataques de insurgentes que as populações locais ligam a radicais islâmicos.
Uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) sobre Flávio Bolsonaro encontrou indícios de que o político e filho do Presidente do Brasil pode ter participado num esquema de desvio de recursos públicos, noticia a revista Veja.
Na última quarta-feira, a revista brasileira publicou parte de um relatório do MPRJ sobre um suposto esquema ilícito que teria sido criado no gabinete de Flávio Bolsonaro quando era deputado estadual do Rio de Janeiro.
O documento do MP cita indícios da prática de branqueamento de capitais com imóveis, informação que foi usada para justificar à Justiça o pedido de quebra do sigilo bancário e fiscal de 95 pessoas e empresas relacionadas a Flávio Bolsonaro.
De acordo com os investigadores, Flávio Bolsonaro terá investido 9,4 milhões de reais (2 milhões de euros) na compra de 19 salas e apartamentos na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, entre 2010 e 2017, e fez operações suspeitas de venda de imóveis que renderam lucros de 3 milhões de reais (670 mil euros) no período.
O MP suspeita que a suposta fraude pode ter ocorrido para “simular ganhos de capital fictícios” que encobririam “o enriquecimento ilícito decorrente dos desvios de recursos” praticado por Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Se confirmados, os desvios teriam sido efetivados pela prática ilícita do que no Brasil chamam de “rachadinha”, ou seja, o desvio de parte do salário pago pelo Estado a assessores e funcionários de gabinete para os políticos que os contratam.
Investigações sobre o filho do Presidente do Brasil ganharam visibilidade no final do ano passado, quando ele e seu ex-assessor Fabrício Queiroz foram citados em relatórios do Conselho de Controle de Actividades Financeiras (Coaf), que encontrou movimentações atípicas na conta deles.
Segundo o Coaf, Fabrício Queiroz fez movimentações financeiras atípicas no valor de 1,2 milhões de reais (270 mil euros) na sua conta bancária, valor totalmente incompatível com seus ganhos salariais.
O relatório indicou que o ex-assessor também recebeu diversas transferências e depósitos feitos por oito funcionários do gabinete parlamentar de Flávio Bolsonaro na Alerj.
Já Flavio Bolsonaro foi citado inicialmente porque recebeu depósitos na sua conta bancária de uma agência bancária situada dentro da Alerj e pelo ganho de património com imóveis.
Após a publicação da reportagem, Flavio Bolsonaro reafirmou que é inocente.
“Não são verdadeiras as informações vazadas na revista Veja acerca de meu património. Continuo sendo vítima de seguidos e constantes vazamentos de informações contidas em processo que está em segredo de justiça”, escreveu na rede social Twitter.
“Os valores informados são absolutamente falsos e não chegam nem perto dos valores reais. Sempre declarei todo meu património à Receita Federal e tudo é compatível com a minha renda. Tenho meu passado limpo e jamais cometi qualquer irregularidade em minha vida. Tudo será provado em momento oportuno dentro do processo legal”, concluiu.
A Ministra da Saúde, Nazira Abdula, nega a existência de rotura de medicamentos essências em alguns distritos da província de Nampula.
Trata-se dos distritos de Rapale, Mogincual, Nacarôa e Monapo, que, segundo a bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), na oposição, os respectivos centros de saúde ‘até se ressentem da falta de paracetamol’.
Falando na Assembleia da República, o parlamento, na sessão de perguntas ao governo, Nazira Abdula disse que “uma das questões indispensáveis para uma boa provisão dos serviços da saúde é a disponibilização de medicamentos para os serviços de saúde primários que cobrem 80 por cento das patologias existentes a nível do país”.
Segundo a ministra, são medicamentos que têm sido garantidos de forma constante, nos últimos anos. “Podemos afirmar aqui que estes medicamentos essenciais existem”.
“Um kit de unidade sanitária está programado para mil consultas. E para o caso de paracetamol referenciado como rotura nos distritos de Rapale, Mogincual, Nacarôa e Monapo, cada kit de unidade sanitária contêm cinco mil comprimidos de paracetamol”, explicou.
A governante realçou que todos estes distritos e suas respectivas unidades sanitárias têm medicamentos disponíveis, indicando que, graças ao sistema de requisição de medicamentos, através das consultas efectuadas e da verificação das fichas de ‘stock’ electrónico nos depósitos distritais de medicamentos, “podemos comprovar a existência de medicamentos nos locais referidos”.
Sobre anti-maláricos, Nazira Abdula disse que neste momento, a nível dos armazéns centrais, existe um ‘stock’ de 6,5 milhões de tratamentos.
Afirmou que no depósito provincial de Nampula existem 307.705 tratamentos, e nos distritos de Rapale (7.890); Mojincual (8.910); Nacaroa (8.070); e Monapo (15 mil tratamentos para malária).
“Queríamos assegurar que, embora os casos de malária tenham aumentado por causa dos ciclones Idai e Kenneth, existem stocks suficientes para tratamento desta doença e outras comuns, em todo o país”, garantiu.
Salientou, porém, que o combate eficaz de algumas doenças só será possível observando-se medidas preventivas como saneamento do meio.
Sobre a avaria do aparelho de Raio X no hospital de Monapo, a ministra reconheceu a ocorrência mas assegurou que o problema já foi ultrapassado depois da reparação da máquina.
Quanto a morgue do mesmo hospital (Monapo), a ministra disse que das seis camaras frigoríficas existentes três sempre estiveram em pleno funcionamento com a excepção de outras três que estavam avariadas mas que “já foram reparadas”.
Nazira Abdula falou igualmente da situação nas zonas assoladas pelos ciclones Idai e Kenneth, assegurando que graças a prontidão do sector evitou-se o pior.
Além da vacinação contra a cólera, abrangendo cerca de 850 mil pessoas nos distritos afectados pelo Idai e outros locais identificados como sendo de alto risco, foram implementadas outras medidas de higiene individual e colectiva.
Sobre a disponibilidade de pessoal médico no Hospital Central da Beira, na província de Sofala, Nazira Abdula disse que a unidade funciona com 198 médicos, dos quais 55 são especialistas e 143 médicos de clínica geral.
Quanto a província de Cabo Delgado, extremo norte, assolada pelo ciclone Kenneth e uma epidemia de cólera de menor magnitude, com registo de um total cumulativo de 137 casos nos distritos de Metuje, Mecufi e cidade de Pemba, vai, segundo a ministra, ser palco, a partir de quinta-feira, de uma campanha de vacinação contra a doença.
O Concelho Autárquico de Pemba encerrou a lixeira municipal por alegadamente estar localizada no centro da cidade e ser considerada um foco de poluição ambiental.
Com esta medida, que entrou em vigor hoje, os resíduos sólidos passarão a ser depositados no novo aterro sanitário, também a céu aberto, situado a 15 quilómetros do centro urbano, segundo o edil Florete Motarua.
A nova lixeira municipal esta na zona fronteiriça entre os distritos de Pemba e Metuge, numa área de 80 hectares. O espaço considerado suficiente para o depósito de cerca de 14 toneladas de lixo recolhido diariamente na cidade.
A entrada em funcionamento da nova lixeira vai custar, numa primeira fase, cerca de 120 milhões de meticais. O valor a transferência das famílias que vivem ao redor da antiga lixeira, incluindo moradores da unidade residencial de Chibuabuari, por supostamente, terem erguido suas casas em zonas de protecção ambiental e propensas a deslizamento de terras, revelou Florete Motarua.
Ele anunciou também medidas punitivas a todos que continuarem a depositar lixo no local encerrado.
Em situações dessa natureza, a edilidade prevê aplicar uma multa de cinco mil meticais. Se o lixo for depositado no mesmo sítio com recurso a uma viatura a multa será de 25 mil meticais, avisou o edil.
De acordo com ele, pretende-se utilizar o lixo do antigo depósito como adubos e transformar o local em parque infantil.
Entretanto, além de encerrar a lixeira municipal, a edilidade vai transferir as famílias que vivem ao redor, incluindo moradores da unidade residencial de Chibuabuari, por supostamente, terem erguido suas casas em zonas de protecção ambiental e propensas a deslizamento de terras.
Situada no populoso bairro de Cariaco, a lixeira municipal ora encerrada existia há pelo menos 50 anos.
Um avião foi interceptado e apreendido na noite de quarta-feira quando atravessava o Estado de Goiás com um carregamento de cerca de meia tonelada de cocaína, de acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB).
“A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, na noite desta quarta-feira, um avião que entrava no Brasil com uma carga de meia tonelada de pasta base de cocaína (variante da droga cocaína). (…) O avião bimotor foi classificado como tráfego aéreo desconhecido por se deslocar a baixa altitude e não ter apresentado um plano de voo”, informou a FAB na sua página na internet.
A acção faz parte da Operação Ostium, levada a cabo pela FAB, Polícia Federal e Polícia Militar do Estado de Goiás, cujo objetivo é interceptar voos que possam estar ligados a crimes como o narcotráfico.
De acordo com as autoridades brasileiras, a aeronave aprendida chegou a aterrar numa pista clandestina de Quirinópolis, em Goiás, onde tentou descarregar os estupefacientes, mas, ao detectar a presença de polícias militares e federais no local, retomou o voo.
Segundo a FAB, três aeronaves militares interceptaram o avião, que foi forçando a aterrar na cidade de Rio Verde, a cerca de 230 quilómetros de Goiânia, capital do Estado de Goiás.
“Houve uma monitorização, a Polícia Federal compartilhou informações com a Polícia Militar, o que propiciou a apreensão dessa aeronave”, explicou o porta-voz da Polícia Militar, o tenente-coronel Geraldo Pascoal, citado pelo portal de notícias G1.
A imprensa brasileira avançou que em terra houve uma troca de tiros e três suspeitos foram mortos, que o Instituto Médico-Legal ainda não tinha conseguido identificar.
Armas e carros usados na prática do crime foram também apreendidos.
O Governo angolano vai entregar oficialmente à família os restos mortais do líder fundador da UNITA, Jonas Savimbi, no dia 28.
Numa nota distribuída às redacções na terça-feira (14), a Comissão Multissectorial para o Processo de Exumação, Transladação e Inumação dos Restos Mortais de Jonas Savimbi indicou o dia 29 de Maio como data indicativa para a cerimónia de inumação a decorrer na cidade do Luena, capital da província do Moxico.
A Comissão coordenada pelo ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, general Pedro Sebastião, fez saber igualmente que na próxima segunda-feira, 20, vai divulgar os resultados do ADN de Savimbi, realizados pelo Laboratório de Genética da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto, pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses de Portugal e pelo Instituto de Medicina Legal da Argentina.
A UNITA, entretanto, diz estar preocupada com o estado de “acentuada degradação” da via que dá acesso à localidade de Lopitanga, no município do Andulo, na província do Bié, onde serão sepultados os restos mortais de Jonas Savimbi.
O secretário da Presidência para a Comunicação e Marketing da UNITA, Lourenço Bento, disse à VOA que, durante o encontro de ontem, o Governo não se mostrou disponível a colaborar na reparação da estrada.
Bento acrescentou que o líder da UNITA, Isaías Samakuva, esteve na passada semana na região para constatar os trabalhos da construção do túmulo de Jonas Savimbi, onde constatou que a ponte sobre o rio Kuime, assente sobre uma estrutura de madeira antiga e frágil, pode apresentar um risco para a segurança pública, a julgar pelo movimento de veículos que se espera.
Jonas Savimbi morreu em combate a 22 de Fevereiro de 2002, na localidade do Lucusse, província do Moxico, e foi sepultado dias depois no cemitério da cidade do Luena.
No passado dia 31 de Janeiro, e depois de anos de diferendos entre o Governo e a UNITA, os restos mortais do ex-líder da UNITA foram exumados para a recolha de amostras que depois foram encaminhadas para exame de ADN.
O aumento do crédito mal parado no nosso país esconde o drama vivido pelos clientes dos bancos de microfinanças, enquanto os devedores da banca tradicional podem renegociar e arrastar os pagamentos pelos tribunais os moçambicanos mais pobres e do sector informal, na sua maioria mulheres, estão a perder os seus parcos haveres devido a crise económica e financeira.
“Não temos um instrumento capaz de forçar as microfinanças a ter que renegociar com os seus clientes” admitiu o Administrador do Banco de Moçambique, Felisberto Navalha.
Questionado durante o 2º Economic Briefing da Confederação das Associações Económicas (CTA), sobre que medidas o Banco de Moçambique pode tomar para proteger os muitos clientes das instituições financeiras de microfinanças que afectados pela crise económica e financeira ficaram incapazes de amortizar os seus empréstimos e por isso estão a ver confiscados os seus poucos bens duráveis, Navalha afirmou: “A microfinança são muitas instituições financeiras que lidam com pessoas que as vezes é muito difícil saberem onde estão, e o nosso quadro de intervenção infelizmente, neste momento, não temos um instrumento capaz de forçar as microfinanças a ter que renegociar com os seus clientes”.
“(…) O princípio da Política Monetária é que, diferentemente das políticas sectoriais e fiscal que podem permitir o contacto directo com aqueles que são realmente os beneficiários, é como uma nuvem, olha para a economia, para os agentes económicos, para os clientes e mercados como um todo. Felizmente os bancos (comerciais) estão organizados em associação e conseguiram esse tipo de intervenções para ajudar os clientes locais (por exemplo em Sofala)”, esclareceu o Administrador do Banco de Moçambique.
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