Em Declarações aos jornalistas na Zambézia, no domingo (13), Abdul Carimo, presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) em Moçambique, disse que a decisão de não haver eleições em alguns postos de votação foi tomada em plenária, por causa do conflito armado desencadeado por um grupo de insurgentes naquela região do país.
“Em função da plenária que nós realizamos, recebemos declarações de três distritos de Cabo Delgado que revelavam a impossibilidade de realizar se eleições nas mesas de alguns postos administrativos. Em função daquilo que a legislação eleitoral nos ensina, infelizmente não podemos abrir essas mesas de voto. Estamos a falar de dez mesas em três distritos da província de Cabo Delgado,” revelou.
Abdul Carimo deu detalhes sobre os locais onde não haverá votação.
“Uma mesa no distrito de Medumbe, seis no distrito de Macomia e três no distrito de Mocímboa da Praia. As populações que se encontravam nesses locais dispersaram-se sem a sua documentação, o que impossibilita votarem sem essas documentações. Por mais que nós alterássemos o local de votação, infelizmente, as pessoas deslocaram-se para vários sítios e não há possibilidade de junta-las nesse dia. Infelizmente, não há possibilidade de abrir essas mesas no dia 15 de Outubro,″ concluiu.
No total, serão 5.400 eleitores afectados ou que não poderão exercer o seu direito de voto pela falta de documentação. Muitas famílias perderam as suas casas, que foram incendiadas pelos insurgentes.
“Tolerância zero”
Também o comando da Polícia da Republica de Moçambique na Cidade de Quelimane chamou a imprensa, este domingo, para declarar tolerância zero para quem quiser exaltar-se no dia do pleito e a quem permanecer próximo dos postos de votação.
António Paulo, director da Ordem e Segurança Pública na Zambézia, deixou uma alerta.
“Depois de votar, imediatamente o cidadão deve abandonar o posto de votação. A policia não irá tolerar a permanência de pessoas que já exerceram o seu direito de voto perto das assembleias de voto, além dos trabalhadores do processo,″ afirmou.
Na Zambézia, tem sido comum as pessoas voltarem aos postos onde exerceram o direito de voto principalmente no período da tarde.
António Paulo garante, entretanto, que ″qualquer tentativa, a Polícia vai agir”.
“Apelamos para que toda a população aja de acordo com a lei. Quem irá desacatar, irá arcar com as consequências,” alertou, acrescentando que “os que enganam as pessoas para permanecerem nos postos não arcam com as consequências. Isso tem consequências graves para a vida pessoas”.
“Quem resistir a isso, não teremos como senão cumprir a lei. Estamos a alertar a população que evite estar próxima dos postos de votação porque não vamos tolerar,” concluiu.
O EISA lançou a Plataforma de Transparência Eleitoral. A iniciativa vai juntar observadores eleitorais, partidos políticos e órgãos de gestão eleitoral, com vista a acompanhar e discutir as incidências das eleições de 15 de Outubro.
O espaço conta com quatro gabinetes, uma sala de reuniões, uma sala de imprensa e uma sala plenária equipada com elementos de comunicação que vão permitir acompanhar as eleições desta terça-feira, desde a votação, a contagem e o anúncio dos resultados das eleições.
Ericino de Salema, director do EISA-Moçambique, diz que o Espaço “visa promover a cidadania e aprimorar a democracia. É para todos”.
Além do EISA, junta-se à esta Plataforma, a Liga das Organizações não-governamentais, JOINT.
“A JOINT vai ajudar neste projecto cerca de três mil observadores”, garantiu Simão Tila, coordenador da JOINT.
Outro grupo da Sociedade Civil que faz parte do projecto, é o Centro para Democracia e Desenvolvimento, CDD, que desde já apela aos órgãos de gestão eleitoral, à credenciação dos observadores.
“Sem observação eleitoral é impossível ter eleições livres e justas. Portanto, apelamos aos órgãos de gestão eleitoral, que facilitem a credenciação dos nossos observadores”, disse Adriano Nuvunga, director do CDD, que lamentou a não credenciação de parte considerável de seus observadores, numa altura em que faltam menos de dois dias para o processo de votação.
Da iniciativa do Instituto para Democracia Sustentável em África, EISA, na sigla inglesa, a Plataforma de Transparência eleitoral vai funcionar entre os dias 14 e 19 de Outubro corrente. No total, terá o apoio de cerca de 7 mil observadores distribuídos em todo país, incluindo os da CPLP e Commonwealth.
O Centro de Integridade Pública (CIP), ONG moçambicana, estima que 44 pessoas tenham morrido durante 43 dias de campanha eleitoral que terminou no sábado, em Moçambique, a maioria devido a acidentes, mas também por causa de violência.
“Este é o balanço preliminar, segundo registos dos nossos correspondentes”, sendo que sete das mortes são reportadas como assassinatos, escreve a organização num boletim divulgado este domingo.
A violência tem-se repetido no país durante as épocas eleitorais e a deste ano é classificada como “campanha sangrenta” pelo CIP, que dispõe de uma rede de observadores em todo o país.
Segundo o mesmo boletim, 271 pessoas contraíram ferimentos por agressão física e acidentes e pelo menos 59 pessoas foram detidas.
O homicídio de um dirigente de observação eleitoral, Anastácio Matavel, em Xai-Xai, Gaza, no dia 07 de Outubro, baleado por polícias, segundo a própria corporação, foi o momento que gerou mais reacções de repúdio em toda a campanha – do Governo a representações diplomáticas.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a abertura de um inquérito para apurar o envolvimento dos agentes no crime, prevendo a apresentação de conclusões até dia 22.
O acidente com mais vítimas aconteceu em Nampula, norte do país, a 11 de Setembro, quando 10 pessoas morreram devido à saída desordenada do Estádio 25 de Junho, após um comício de Filipe Nyusi, Presidente da República e candidato da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).
Um total de 13,1 milhões de eleitores moçambicanos vão escolher na terça-feira o Presidente da República, 250 deputados do parlamento, dez governadores provinciais e respectivas assembleias.
As sextas eleições gerais de Moçambique contam com quatro candidatos presidenciais e 26 partidos a concorrer às legislativas e provinciais, sendo que só os três partidos com assento parlamentar no país (Frelimo, Renamo e MDM) concorrem em todos os círculos eleitorais.
Médicos mandaram menina para casa acreditando que tinha apenas uma dor de barriga. Brogan, agora com 11 anos, estava com meningite.
Brogan Partridge tem agora 11 anos e aos sete perdeu os dois pés, depois de os médicos lhe terem dado alta erradamente. Perante os sintomas, os clínicos acharam que a menina só tinha “um problema de dor de barriga”. Tinha, afinal, meningite.
A menina britânica estava de férias com os pais na Cornualha em 2016, quando começou a vomitar depois de um dia na praia, revela a imprensa internacional. “Ela não parecia a mesma. Passou a noite sem dormir a vomitar”, explicou a mãe Aimee Partridge. Perante a situação, os pais optaram por levá-la às urgências hospitalares, mas a menina acabou por ter alta porque os médicos acreditavam que se tratava apenas de uma indisposição.
Mais tarde, Brogan começou a desenvolver hematomas nas pernas e os pais a levaram-na de volta ao hospital. “Quando regressámos ao hospital, os médicos confirmaram os nossos piores receios”, acrescentou a mãe, revelando no entanto que a menina teve sorte porque “foi salva”.
Brogan teve inicialmente de amputar o pé esquerdo porque estava com uma septicemia – infeção generalizada que pode levar à morte. Mais tarde, a família foi informada de que a pequena teria de amputar também o pé direito.
Aimee quer que a história da filha possa servir de lição a outros pais porque esta é uma doença de rápida progressão. “Os pais devem tomar consciência dos sintomas desta condição potencialmente mortal”.
A selecção nacional de futebol, os Mambas, venceu na tarde de domingo (13), o Quénia, por 1-0, em partida amigável inserida na data FIFA.
O tento solitário que deu o triunfo aos Mambas, foi apontado na segunda parte por Neymar Canhembe, que entrou aos 60 minutos, e na primeira intervenção marcou um grande golo.
Esta foi a terceira vitória consecutiva de Luís Gonçalves, em igual número de jogos no comando técnico da selecção nacional, depois dos dois triunfos sobre as Maurícias, na eliminatória de acesso a fase de grupos de qualificação para o Mundial-2022.
Por sua vez os Mambas, somaram o seu quarto triunfo consecutivo, algo que acontece pela primeira vez nos últimos 25 anos, e venceram o seu primeiro jogo de sempre no Quénia depois de quatro derrotas.
Os próximos jogos dos Mambas, serão em Novembro, diante do Ruanda e Cabo Verde, partidas referentes a qualificação para o CAN-2021.
O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Abdul Carimo, disse que superou o défice orçamental para as eleições gerais desta terça-feira e assegurou a disponibilidade de 12.1 mil milhões de meticais para todo o processo.
“Não temos mais défice orçamental no que diz respeito ao processo eleitoral. A comunicação já nos foi feita, portanto, a cobertura de todas as despesas para o processo eleitoral. Neste momento posso garantir que o processo está a decorrer normalmente com o financiamento”, disse Carimo.
Abdul Carimo falava a imprensa depois de desembarcar no aeródromo de Quelimane com o Director Geral do STAE, Felisberto Naife, e outros quadros.
O presidente da CNE fez saber ainda que na província de Cabo Delgado devido ao clima de tensão um total de dez mesas não vão abrir. Segundo Abdul Carimo em Cabo Delgado pelo menos 5400 eleitores ficaram afectados e dado a impossibilidade a lei não prevê repetição de eleições.
O professor de Direito Constitucional e candidato independente Kais Saied venceu a segunda volta das eleições presidenciais na Tunísia, com mais de 75% dos votos, de acordo com sondagens à boca das urnas.
O anúncio da previsão de vitória expressiva sobre o rival Nabil Karoui está a animar os apoiantes de Saied, que saíram para as ruas na capital da Tunísia, Tunes, em manifestações de alegria.
Kais Saied é um jurista conhecido pelas suas posições conservadoras no campo social, que já tinha vencido a primeira volta das eleições presidenciais, em 15 de Setembro, com 18,4% dos votos, após uma campanha de baixo custo que se limitou a visitas a várias localidades e com uma forte aposta na rede social Facebook.
Saied é um candidato independente, apoiado pelo partido islâmico Ennahdha, que venceu as eleições parlamentares em 06 de Outubro, ficando à frente do partido Coração da Tunísia, que apoiou o candidato agora derrotado, Nabil Karoui.
A campanha foi dominada pela detenção de Nabil Karoui, em final de Agosto, acusado num processo de fraude fiscal e branqueamento de capitais, que soube do seu resultado na primeira volta (15,6%) a partir da cela da prisão.
Karoui, um magnata dos ‘media’, foi libertado na passada quarta-feira, apenas a alguns dias da segunda volta, sob protestos de várias organizações e partidos, incluindo a missão de observação da União Europeia, que lamentou a “campanha de silêncio”, pela ausência de iniciativas de um dos dois candidatos.
Até Kais Saied chegou a interromper a sua campanha, denunciando a falta de oportunidade para debater com o seu adversário e pedindo a sua libertação, o que foi negado por várias vezes pelos tribunais.
Na sua campanha, Saied insistiu no combate à corrupção, “moral e financeira”, e na necessidade de os detentores de cargos públicos serem responsabilizados pelas suas políticas e iniciativas, apresentando-se como um “homem do povo” e tentando salientar as suas diferenças de carácter com Karoui, a quem acusou de ser “populista”.
Os cerca de sete milhões de eleitores tunisinos foram chamados a eleger o seu novo Presidente de forma democrática apenas pela segunda vez, procurando estabilizar o regime democrático, construído a partir da Primavera Árabe, de 2011.
Os resultados oficiais da segunda volta das eleições presidenciais apenas deverão ser conhecidos no final de segunda-feira.
Em entrevista à ESPN, o ex-Manchester United Tim Howard, que se retirou do futebol no passado dia 6, foi levado a relembrar os seus tempos em Inglaterra e a escolher quem foi o melhor jogador com quem já dividiu o balneário.
“Joguei com muitos grandes jogadores e líderes na minha carreira, mas para mim, nenhum conseguiu superar Roy Keane, durante a minha passagem pelo Manchester. Era o jogador mais duro que já conheci. Nada menos que brilhante. Como treinador ele ensinou-me a ser resiliente e a nunca desistir de mim mesmo. Peguei em muito do que aprendi com ele e apliquei na minha carreira”.
Lembre-se que Howard esteve em Manchester por quatro temporadas, tendo conquistado a Taça de Inglaterra e a Taça da Liga, durante esse período.
Dez mesas de voto dos distritos de Macomia, Mocimboa da Praia e Medumbe, na província de Cabo Delgado, não irão abrir devido à problemas de segurança derivados da insurgência.
Tal irá afectar, pelo menos 5.400 eleitores, conforme dados fornecidos pelo presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Abdul Carimo.
Esta informação confirma os receios colocados por muitos sobre a eventualidade de os ataques de insurgentes inviabilizarem a votação. A CNE inicialmente deu garantias de votação em toda a província.
Logística assegurada
Entretanto, as autoridades eleitorais de Cabo Delgado disseram à VOA, em Pemba, que nas restantes mesas a votação irá decorrer conforme o projectado.
“As condições logísticas para o escoamento e colocação do material e membros de assembleias de voto e homens de segurança” estão asseguradas, disse Cassamo Camal, director provincial do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE).
Camal disse que o STAE fará tudo para “garantir a divulgação de resultados com a maior rapidez possível para que o publico eleitor fique satisfeito” e seja reduzido “o foco de conflito e desconfiança”.
A província havia projectado 1860 mesas para mais de um milhão e cem mil eleitores.
As eleições gerais moçambicanas têm lugar, nesta terça-feira, dia 15.
Aposta na educação
Mais de 12,9 milhões de eleitores irão escolher o presidente da república, governadores de províncias, deputados à assembleia nacional e assembleias provinciais.
A presidente concorrem Filipe Nyusi, da Frelimo; Ossufo Momade, da Renamo; Daviz Simango, do MDM; e Mario Albino, do Amusi.
Os analistas dizem que educação deve ser a prioridade do próximo governo.
A campanha eleitoral, que terminou no último fim-de-semana, foi considerada como uma das mais violentas do país.
Deu-se na madrugada deste domingo, na Estrada Nacional Número Quatro (EN4), próximo à farmácia witbank um acidente do tipo choque.
O acidente fez cinco vítimas, que se faziam transportar nas duas viaturas envolvidas, sendo que uma, morreu a caminho do hospital, três ficaram gravemente feridas e uma, ligeiramente.
O Hospital Provincial da Matola confirma a entrada das vítimas.
Pela gravidade dos ferimentos, as três vítimas, foram transferidas ao Hospital Central de Maputo.
Pelo menos 26 civis morreram durante a ofensiva turca contra as forças curdas no nordeste da Síria, indicou um novo balanço da organização não-governamental Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
Na cidade fronteiriça de Ras al-Ain, pelo menos 10 pessoas morreram num raide aéreo conduzido pelas forças turcas que atingiu uma coluna de veículos composta por civis e jornalistas, precisou a organização não-governamental (ONG).
Num anterior balanço, relativo também às vítimas mortais registadas durante o dia de hoje, o OSDH tinha confirmado 14 civis mortos.
A Turquia lançou na quarta-feira uma operação militar, que inclui alguns rebeldes sírios, contra a milícia curda Unidades de Proteção Popular (YPG), grupo que considera terrorista, mas que é apoiado pelos ocidentais para combater o grupo extremista Estado Islâmico (EI).
“Estávamos a acompanhar a coluna de civis curdos bombardeada pelas forças turcas ou pelos seus aliados em Ras al-Ain. A nossa equipa está bem, mas colegas morreram”, divulgou, por sua vez, uma jornalista de uma estação de televisão francesa, Stéphanie Perez, na rede social Twitter, mas sem dar mais pormenores.
O OSDH relatou a morte de “um jornalista”, mas, até ao momento, não conseguiu confirmar a identidade ou a nacionalidade do profissional.
A agência noticiosa curda Hawar informou, entretanto, que um dos seus jornalistas no local, identificado como Saad Ahmed, morreu no ataque.
A Hawar, citada pela agência espanhola EFE, avançou ainda que outros sete jornalistas ficaram feridos.
Em cinco dias, ou seja, desde o início da ofensiva turca, pelo menos 104 combatentes curdos e cerca de 60 civis morreram na sequência dos confrontos, segundo o mais recente balanço do OSDH.
A ofensiva turca no nordeste da Síria já provocou cerca de 130 mil deslocados, de acordo com a ONU.
O Ministério da Defesa turco tem afirmado, em diversas ocasiões, que todas as medidas necessárias foram tomadas no âmbito desta operação para evitar baixas civis.
Segundo Ancara, a operação militar que arrancou na quarta-feira visa “os terroristas das YPG e do Daesh [acrónimo árabe do grupo extremista Estado Islâmico]” e pretende estabelecer uma “zona de segurança” no nordeste da Síria.
A ofensiva de Ancara abre uma nova frente na guerra da Síria que já causou mais de 370.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados desde que foi desencadeada em 2011.
Pelo quinto dia consecutivo, uma avaria grossa deixou sem água a cidade de Tete, capital da província homónima.
O director do Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG), Área Operacional de Tete, Adolcídio Mabote, garantiu à Reportagem da AIM, que os técnicos estão a trabalhar para o restabelecimento do sistema de abastecimento do precioso líquido às zonas afectadas.
A avaria afectou sobremaneira os bairros Francisco Manyanga, Mateus Sansão Muthemba, Josina Machel, e nas restantes zonas residenciais o fornecimento de água é feito com restrições.
A AIM ouviu alguns consumidores do FIPAG, que criticam a empresa, afirmando que no final do mês só apresenta facturas de água que não jorrou nas suas torneiras.
“Quando o sol desponta, nós não sabemos onde ir buscar a água. Os trabalhos de casa ficam adiados. Temos que andar de um lado para outro. Onde sai água cobra-se, são 20 meticais por um bidão de 20 litros . É muito dinheiro, por isso, pedimos ao FIPAG para que seja mais flexível na reparação da avaria”, disse uma cidadã.
“Estamos a usar fontes alternativas.
Muita gente está a recorrer ao rio Zambeze, apesar do grande risco de vida que correm, devido aos ataques de crocodilos, principalmente nesta altura, em que as temperaturas da cidade de Tete rondam mais de 40 graus centígrados”, afirmou outro cidadão.
Os Estados Unidos avisaram os seus cidadãos a evitarem deslocações a diversas zonas do Norte e Sul de Moçambique devido a crescentes actos de violência nessas áreas.
O aviso engloba as províncias de Cabo Delgado, Nampula e Gaza.
Num “alerta de segurança” emitido em Maputo, a Embaixada dos Estados Unidos disse que a campanha eleitoral “tem sido assinalada por um recente aumento de tensões, incluindo alguma violência política”.
“Embora a embaixada dos Estados Unidos espere que as eleições decorram relativamente calmas através da maior parte do país e reconheça que o Governo da Republica de Moçambique está a trabalhar diligentemente para assegurar que as eleições serão ordeiras e seguras, lembramos aos cidadãos dos Estados Unidos para permanecerem vigilantes e cientes das áreas onde se encontram”, diz a declaração.
“Devido à decorrente violência em distritos ao norte de Pemba na província de Cabo delgado, recente violência contra grupos da sociedade civil no Xai Xai, na província de Gaza e ameaças credíveis na cidade de Nampula, na província de Nampula, a embaixada encoraja os cidadãos americanos a reconsiderarem viagens a essas áreas”, acrescenta a nota.
A embaixada americana disse ainda que os cidadãos americanos devem evitar assembleias de votos e edifícios governamentais no dia das eleições e ainda manifestações ou “multidões inesperadas”
Augusto Pelembe, candidato a governador da província de Maputo pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), escapou ileso na tarde da quinta-feira (10), a um atendado perpetrado por desconhecidos.
“Graças a Deus, ninguém foi atingido”, disse à VOA o porta-voz do partido, Sande Carmona.
As imagens da viatura na qual Pelembe viajava, após uma jornada de campanha eleitoral na zona da Manhiça, mostram que foi atingida por vários tiros, em particular na sua parte frontal.
O incidente ocorre um dia após o funeral do observador eleitoral e defensor de direitos humanos Anastácio Matavel, morto em Xai-Xai, Gaza, por agentes da Polícia de Moçambique.
Analistas dizem que a violência eleitoral é uma manobra que a Frelimo, no poder, usa para intimidar a oposição e defensores de direitos.
“Não há dúvidas que é mesmo um programa da Frelimo para intimidar (a oposição) de modo a continuar no poder,” asseverou Carmona.
De acordo com o porta-voz do MDM, a Polícia diz que não tem ainda pistas dos mentores do ataque de hoje.
Mas, acrescenta, essa é uma afirmação difícil de acreditar, tendo em conta que, esta semana, a corporação viu-se forçada a admitir que seus agentes mataram Anastácio Matavel.
Tudo torna-se complicado “quando quem deveria proteger, mata”, conclui Carmona.
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O tufão Hagibis que deve atingir o Japão causou o cancelamento de centenas de voos domésticos programados para sábado, bem como de ligações ferroviárias de alta velocidade e de outras linhas locais e regionais.
O tufão, considerado um dos mais fortes desta temporada no Pacífico, deverá aproximar-se da metade sudoeste do arquipélago japonês durante o dia de hoje e seguirá em direção ao centro e nordeste do país durante o fim de semana, de acordo com o Agência Meteorológica do Japão (AMJ).
O Hagibis foi classificado como “muito forte”, a segunda categoria de maior intensidade da AMJ e, ao atravessar o território japonês, deverá causar chuvas torrenciais, rajadas de vento até 252 quilómetros por hora e ondas com mais de 10 metros de altura em alguns pontos da costa, de acordo com as previsões das autoridades nipónicas.
O Governo japonês convocou uma reunião de emergência para tomar as medidas preventivas necessárias e recomendou que os cidadãos do centro, sul e oeste do país evitassem deslocar-se durante o fim de semana por razões de segurança.
A Velha Senhora ainda não desistiu do meia francês e quer usar interesse do Manchester no atacante croata para viabilizar a negociação. Pogba não vive bom momento em 2019/20.
A Juventus ainda não desistiu de contratar o meia Paul Pogba. Segundo o jornal italiano ‘Tuttosport’, a Velha Senhora vai oferecer o volante Emre Can e o atacante Mario Mandzukic pelo francês na próxima janela de transferências.
Na última janela, Pogba ficou próximo de deixar o Manchester United, mas isso não aconteceu. O Real Madrid era um dos pretendentes, mas se afastou por conta dos valores pedidos pelos Diabos Vermelhos.
O United chegou a esboçar um interesse em Mandzukic também na última janela e a Juve aposta nisso para tentar convencer o clube inglês. Emre Can perdeu espaço com Sarri e já chegou a criticar o técnico publicamente. O volante conhece o futebol inglês, pois já teve passagem pelo Liverpool.
FASE RUIM
Pogba não faz boa temporada e se recupera de lesão. O jogador chegou a ser proibido de cobrar pênaltis pelo treinador Ole Gunnar Solskjaer, após desperdiçar uma penalidade em uma partida contra o Wolverhampton pelo Inglês. O Manchester United está na 12ª posição da competição e está apenas dois pontos na frente do Everton, primeiro da zona de rebaixamento.
Passam cerca de oito meses após o ciclone Idai ter assolado a região centro do país. Para minimizar os estragos o município de Gondola investiu cerca de um milhão e quinhentos mil meticais na reposição de furos de água danificados pelo ciclone.
Com a reinauguração de quatro furos somam 18 reabilitados dos 25 destruídos em Março último.
“Foram reinaugurados cerca de 18 furos de água que sofreram no âmbito do ciclone Idai. Não estamos satisfeitos, iremos fazer mais nos próximos tempos”, disse Arlindo Ngozo, Edil de Gondola.
A população enalteceu os esforços da edilidade na pronta reparação dos danos, tendo em conta que passavam por um martírio para ter acesso a água desde que o ciclone Idai as assolou.
“Buscava-mos água nos poços e era muito suja. Estamos muito gratos por este novo fontanário”, disseram os residentes de Gondola.
A edilidade assegurou estar a mobilizar fundos com vista a reparação o mais breve possível dos restantes sete fontanários destruídos pelo Idai em Gondola.
O Reino Unido prepara-se para abandonar a União Europeia sem acordo a 31 de Outubro, e esta decisão dos britânicos pode ter consequências também no futebol.
Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e outros craques do futebol mundial podem ficar impedidos de entrar em território britânico.
A situação foi explicada pelo advogado de imigração Andrew Osborne, numa entrevista ao Daily Mail. O causídico salientou que, com o Brexit, cidadãos que tenham sido condenados (mesmo que com pena suspensa) não podem entrar em território britânico.
“Existem vários jogadores famosos que foram condenados e têm pena suspensa por evasão fiscal. Eles, actualmente, não têm problemas porque contam com passaportes europeus, mas, após o Brexit, eles potencialmente podem não entrar no nosso país, porque qualquer pessoa com algum tipo de sentença a partir desse momento não poderá entrar”, afirmou Andrew Osborne.
“Quando nós dizemos que a Frelimo é um grupo de criminosos, muitos não nos entendem: mataram um cidadão que fazia parte da sociedade civil e que podia ajudar Moçambique”, disse Ossufo Momade, num comício em Namapa.
Para o líder do principal partido de oposição em Moçambique, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), no poder desde a independência do país, em 1975, não está interessada na democracia.
“Aqueles [a Frelimo] não querem democracia em Moçambique. Eles mataram o nosso irmão, mas não mataram os moçambicanos. Os moçambicanos querem a democracia”, frisou Ossufo Momade, falando na quarta-feira (09) num comício no posto administrativo de Namapa, na província de Nampula, norte de Moçambique, no decurso da campanha eleitoral.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou na terça-feira (09), numa declaração à imprensa pelo seu porta-voz, em Maputo, que o homicídio de Anastácio Matavel terá sido perpetrado por um grupo de quatro agentes e um civil, referiu, sem adiantar as possíveis motivações.
Segundo o boletim da organização não-governamental Centro de Integridade Pública (CIP), dois dos suspeitos morreram num acidente que envolveu a viatura em que os cinco fugiam do local do homicídio, na cidade de Xai-Xai, capital da província de Gaza.
O comandante-geral da PRM suspendeu os comandantes da subunidade de Intervenção Rápida e da Companhia do Grupo de Operações Especiais, em Gaza, a que pertenciam os suspeitos e foi criada uma comissão de inquérito para, no prazo, de 15 dias “apresentar um relatório pormenorizado sobre o facto”.
Anastácio Matavel foi baleado mortalmente por um grupo que o perseguiu, na segunda-feira, quando conduzia a sua viatura. A ocorrência foi registada pelas 11:00, depois de o activista sair de uma formação de observadores onde fez a abertura da sessão.
Durante as manifestações anti-imigrantes que ocorreram ontem na África do Sul, um total de duzentos e oitenta e três cidadãos moçambicanos foram afectados por...
Jean-Pascal Clémençon, presidente da empresa francesa de petróleo e gás Total Energies em Moçambique, incentivou as empresas a juntarem-se ao Projecto de Gás Natural...