O presidente da comissão da União Africana afirmou estar surpreendido com a campanha dos EUA e frisou que a UA “apoia totalmente” a organização e o seu director-geral.
O presidente da comissão da União Africana (UA) defendeu esta quarta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS) contra os ataques do Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou suspender a contribuição dos Estados Unidos àquela agência das Nações Unidas.
“Surpreendido por saber da campanha do governo dos Estados Unidos contra a liderança da Organização Mundial de Saúde”, escreveu Moussa Faki Mahamat, na sua conta na rede social Twitter, acrescentando que a União Africana “apoia totalmente” a organização e o seu diretor-geral, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, criticou, na terça-feira, a gestão que a OMS está a fazer da pandemia da Covid-19, acusando a organização de ser “muito favorável à China”.
Neste contexto, ameaçou suspender o financiamento àquela agência das Nações Unidas para a Saúde, da qual os Estados Unidos são o principal financiador. “Não digo que o vá fazer, mas vamos analisar essa possibilidade”, disse.
Trump criticou nomeadamente a decisão da OMS de se pronunciar contra o encerramento de fronteiras a pessoas provenientes da China no início da pandemia.
Na sua mensagem no Twitter, o presidente da comissão da União Africana pediu mais cooperação internacional para enfrentar a ameaça do novo coronavírus.
A ministra das Comunicações sul-africana foi suspensa após ter sido apanhada em flagrante desobediência numa foto publicada no Instagram, onde é vista a almoçar com outras cinco pessoas.
O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, anunciou esta quarta-feira (08) a suspensão de uma ministra do seu governo por ter participado numa festa em casa de amigos, violando as medidas de contenção da pandemia decretadas no país.
A África do Sul, o país africano mais afectado pela Covid-19, decretou o confinamento obrigatório até 16 de Abril para os cerca de 57 milhões de habitantes como uma das medidas de luta contra a doença, que soma mais de 1.700 pessoas infectadas e já causou 13 mortes.
Apesar da ordem, a ministra das Comunicações, Stella Ndabeni-Abrahams, foi apanhada em flagrante desobediência numa foto publicada, no domingo, na rede social Instagram, em que aparece a almoçar com outras cinco pessoas na casa de um antigo ministro.
O chefe de Estado sul-africano informou esta quarta-feira, numa declaração pública, ter convocado a ministra e determinado a sua suspensão durante dois meses, incluindo um mês sem vencimento. Disse ter também ordenado que “apresentasse publicamente as suas desculpas à nação”.
“O confinamento é imposto a todos os sul-africanos”, afirmou Cyril Ramaphosa. “Nenhum de nós, muito menos um membro do executivo, deve sabotar o nosso esforço nacional para salvar vidas”, insistiu, sublinhando que “ninguém está acima da lei”.
Ramaphosa afirmou ainda que “a justiça seguirá o seu curso” para determinar se a actuação da ministra é passível de acção penal.
O estado de emergência imposto pelas autoridades sul-africanas no âmbito da luta contra o novo coronavírus prevê penas máximas de seis meses de prisão e multas pesadas para todos os infractores.
O número de mortes provocadas pela Covid-19 em África ultrapassou esta quarta-feira as 500 num universo de mais de 10.500 casos registados em 52 países, de acordo com a mais recente actualização dos dados da pandemia naquele continente. A África do Sul é o país com mais casos confirmados da doença (1.749), registando 13 mortes.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil. Dos casos de infecção, cerca de 260 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
U.S. President Donald Trump looks on during a meeting with Brazilian President Jair Bolsonaro in Oval Office of the White House in Washington, U.S., March 19, 2019. REUTERS/Kevin Lamarque
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou na terça-feira suspender a contribuição à Organização Mundial da Saúde, na base da gestão pandemia de covid-19 e alegando que a instituição tem favorecido demasiado a China.
“Vamos suspender as quantias destinadas à OMS”, começou por dizer Donald Trump, na ronda de imprensa diária com os jornalistas na Casa Branca.
Uns minutos mais tarde, recuou, afirmando que está apenas a estudar essa hipótese: “Não estou a dizer que o vamos fazer [deixar de contribuir para a OMS], mas vamos analisar essa possibilidade”, precisou.
Na opinião de Trump, a OMS “devia ter percebido e provavelmente percebeu” o que ia acontecer com a pandemia de covid-19, que já infetou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil. Os Estados Unidos, com 12.021 mortos, são o que contabiliza mais infetados (382.256).
Além disso, Trump considera que a OMS tem sido “muito favorável à China, o que não é aceitável”.
Antes da conferência de imprensa, Trump escreveu, na rede social Twitter, uma mensagem particularmente agressiva contra a OMS, dizendo que a organização “realmente estragou tudo”.
Recordando que a OMS é “largamente financiada pelos Estados Unidos”, tem-se mostrado, “apesar disso, muito centrada na China”. E questionou: “Felizmente, rejeitei o conselho de manter as fronteiras abertas à China logo de início. Mas por que razão nos deram um conselho tão errado?”.
Recorde-se que Donald Trump tem sido muito criticado pela inacção inicial à propagação do novo coronavírus, que surgiu na China, em Dezembro, e se espalhou por todo o mundo, levando a OMS a declarar uma situação de pandemia.
Viveu a primeira Guerra Mundial, passou pela gripe espanhola e agora, com 103 anos derrotou a Covid-19. Ada Zanussi, italiana, está óptima. e a receita foi muita hidratação e antipiréticos.
“Ela esteve uma semana na cama, hidratámo-la, porque não comia e chegámos a pensar que não ia recuperar porque estava muito ensonada e sem reagir. E um dia reabriu os olhos e recomeçou a fazer o que costumava fazer. Acordou e voltou a comer”, explica a médica, Carla Furno Marchese.
Um jornalista perguntou a Zanussi “o que a ajudou a livrar-se do terrível vírus”? Zanussi, respondeu – “Coragem, força e fé”.
Uma recompensa para quem também arrisca a vida.
“Ver um resultado positivo foi muito muito recompensador, não apenas para mim, mas para todos os que trabalharam arduamente sem parar”, revela Carla Furno Marchese.
Um sorriso, uma vida devolvida. Ada Zanussi tem planos para breve. Revelou que “gostaria de ir dar um passeio. Quero ver os meus netos e bisnetos e brincar com eles”.
Aos poucos Wuhan volta à normalidade. Naquele que até há poucas semanas foi o epicentro da covid-19, cerca de 11 milhões de pessoas regressam à vida de todos os dias.
Depois de restrições sem precedentes, a cidade chinesa começa a respirar de alívio. Os comerciantes voltaram aos mercados locais e as lojas reabrem ao público, na esperança de recuperar o tempo perdido.
Cai Jiangshun reside em Wuhan. Aos 58 anos, nunca tinha vivido nada semelhante, mas acredita ter sido por uma boa causa. “Fechámos a cidade. Fechámos os bairros residenciais. Tínhamos cinco medidas deste tipo. Por causa dessas medidas, conseguimos conter a epidemia rapidamente. Os hospitais provisórios foram encerrados. Existem poucos casos novos”.
Para outros, a suspensão do bloqueio significa sair de Wuhan. As restrições de viagens domésticas foram reduzidas há duas semanas, mas milhares de pessoas na cidade permaneceram impedidas de circular, até as autoridades permitirem o retorno ao tráfego normal.
No entanto, para impedir uma segunda onda de coronavírus, o foco passou para a identificação de portadores assintomáticos. Os leves ou inexistentes sintomas de doença levaram a que fossem considerados indivíduos de baixo risco, mas recentes casos de infeção, detetados por dispositivos de rastreamento, obrigaram a novas observações médicas.
As medidas foram bem recebidas pelos especialistas, mas a comunidade científica garante que o problema só vai poder ser resolvido no âmbito de uma estratégia adequada e global.
De acordo com o virologista e professor na Universidade de Cambridge, Chris Smith, “cerca de cinco milhões de pessoas provavelmente tiveram ou têm esta infeção, no Reino Unido. Isso significa que ainda há um grande número de pessoas, cerca de 60 milhões ou mais, que não têm e não estão imunes. São suscetíveis. Se abandonarmos estas medidas de uma só vez, os casos que ainda continuam a circular vão fazer reaparecer esta pandemia em todos os cantos do mundo. E mesmo que não propaguemos a pandemia no nosso próprio país, há muitos outros países com a doença ativa que o farão. Portanto, este é um problema global, que precisa de uma solução global”.
A China registou zero mortes associadas à covid-19. Como parte do plano de prevenção contínua, novas medidas de rastreamento podem em breve vir a ser impostas no país.
O Conselho Constitucional (CC) moçambicano negou um pedido de declaração de inconstitucionalidade de uma norma da Lei do Segredo do Estado solicitado pelo provedor de Justiça, que considera a determinação contrária ao direito à informação.
O provedor de Justiça moçambicano, IsacChande, pediu ao CC que apreciasse a constitucionalidade por entender que a norma impede o exercício do direito à informação de interesse público na posse de determinadas entidades públicas.
Em acórdão datado de 30 de março, mas divulgado na terça-feira, os sete juízes do CC rejeitaram o pedido, assinalando que a disposição legal em causa está conforme a lei fundamental do país.
“Como se vê, contrariamente ao alegado pelo requerente [provedor de Justiça], por força da lei, o princípio da obrigatoriedade de publicar [matérias de interesse público] também sofre restrições”, lê-se no acórdão.
Os sete juízes-conselheiros daquele órgão de jurisdição constitucional fazem notar no seu acórdão que a própria Lei do Direito à Informação impõe restrições, nomeadamente, decorrentes do segredo do Estado e informação qualificada como secreta, restrita e confidencial.
De acordo com a fundamentação dos juízes, a proteção do segredo estatal resulta de um quadro histórico pós-independência nacional, que impôs a necessidade de medidas de organização de um sistema de proteção e salvaguarda das conquistas nacionais contra as forças hostis ao Estado moçambicano.
“Sempre foi preocupação do estado moçambicano, tanto no sistema político monopartidário que vigorava desde 1975, assim como no sistema político multipartidário, proteger o Estado”, refere o acórdão.
O CC considera que as restrições ao direito à informação não são inconstitucionais, se estiverem previstas na própria Constituição da República e numa lei ordinária que respeita os princípios constitucionais.
“No direito moçambicano, o segredo do Estado constitui uma autorização de restrição legal ao direito à informação e é um dos meios de garantir a contenção de acesso ou divulgação de matérias que não devem ser do domínio público”, lê-se no texto do CC.
Nesse sentido, prossegue o documento, a existência de um regime jurídico sobre o segredo do Estado é claramente admissível num estado de direito democrático como o de Moçambique.???????
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Técnico de Protecção à Criança em Emergências. Saiba mais.
A Kukwira pretende recrutar para o seu cliente, uma empresa ligada ao serviço público um (1) Director de Serviço Central de Administração e Finanças. Saiba mais.
A Belutécnica S.A., Empresa de Engenharia e Manutenção Industrial, sita no Parque Industrial de Beluluane, Lote 25, pretende contratar um (1) Pipe Fitte. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Medicina Preventiva. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Oftalmologia. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal duas (2) Enfermeiras de SMI – Médios. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Administração Hospitalar. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos de Medicina Geral. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Médico de Clínica Geral. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Técnico de Reabilitação Escolar. Saiba mais.
A Bolsa de Mercadorias de Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Superiores de TIC’s N1 ( Programador). Saiba mais.
A Cimento Nacional, pretende no âmbito da sua política de valorização da mão-de-obra em Moçambique, recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Representante de Vendas. Saiba mais.
A Universidade Rovuma pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes – Anatomia Animal. Saiba mais. . Vaga para A Universidade Rovuma pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2). Saiba mais.
A Coreia do Norte continua a ser um dos poucos países do mundo no qual ainda não se registou qualquer caso confirmado de infecção pelo novo coronavírus. Uma informação confirmada pelo representante da Organização Mundial da Saúde no país.
Em declarações prestadas à agência noticiosa Reuters, Edwin Salvador explicou que tem vindo a receber “actualizações semanais” por parte das autoridades sanitárias, sendo que o laboratório de Pyongyang não detectou qualquer pessoa infectada.
“À data de 2 de Abril, 709 pessoas – 11 estrangeiros e 698 cidadãos nacionais – foram testados para Covid-19. Não há registo de qualquer caso de Covid-19″, afirmou.
“Estão colocadas em quarentena 509 pessoas – dois estrangeiros e 507 cidadãos nacionais. Desde 31 de Dezembro, 24.842 pessoas foram libertadas de quarentena, número que incluir 380 estrangeiros”, acrescentou.
A China registou 62 novos casos de infecção pelo novo coronavírus, incluindo três de contágio local, nas últimas 24 horas, um aumento significativo face aos dias anteriores, informou hoje (08) a Comissão Nacional de Saúde chinesa.
O número total de novos casos quase duplicou face ao dia anterior, quando se fixou nos 32. Os três casos de contágio local foram detectados nas províncias de Shandong, no nordeste do país, e Guangdong, que faz fronteira com Macau.
A mesma fonte indicou que, até à última meia-noite local (17:00 em Lisboa), morreram mais duas pessoas devido a infecção pelo novo coronavírus, depois de, na terça-feira, o país ter registado, pela primeira vez desde Janeiro passado, zero óbitos.
Segundo os dados oficiais, o número total de infectados diagnosticados na China, desde o início da pandemia, é de 81.802, entre os quais 3.333 morreram e 77.279 tiveram alta após superarem a doença.
O país asiático soma assim 1.190 casos activos, entre os quais 189 continuam em estado grave.
Muitos chineses radicados no exterior estão a voltar ao país, à medida que a doença se alastra pelo resto do mundo, pelo que a China passou a contar com centenas de casos importados.
Desde o início do surto, em Dezembro passado, 715.854 pessoas em contacto próximo com infectados estiveram sob vigilância médica na China, entre os quais mais de 13.334 permanecem sob observação.
A China revelou ainda que detectou 137 novos casos assintomáticos, elevando o total para 1.095. A Comissão Nacional de Saúde só começou na quarta-feira passada a divulgar o número de pessoas infectadas, mas que não têm sintomas.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil.
Dos casos de infecção, cerca de 260 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
Grupos armados que têm protagonizado ataques na província de Cabo Delgado invadiram na segunda-feira (06) os distritos de Quissanga e Muidumbe, onde incendiaram uma igreja, sem causar vítimas mortais, disseram à Lusa várias fontes locais
O primeiro ataque terá ocorrido na localidade de Meangueleua, posto administrativo de Chitunda, em Muidumbe, onde o grupo terá feito reféns por algum tempo alguns residentes, antes de vandalizar uma igreja local.
“Eles entraram pela manhã [de segunda-feira] e disseram à população que todos deviam aderir ao islamismo. Não mataram ninguém, apenas destruíram uma igreja católica e levaram com eles quatro pessoas”, disse uma fonte local.
Em contacto Lusa, o bispo de Pemba, Luiz Fernando Lisboa, disse que a população local fugiu para o mato e não sabe ao certo quais os danos deste novo ataque.
“A população fugiu para as matas e não tenho como saber o que realmente aconteceu. Tive a mesma informação [de que a igreja foi incendiada], mas não tenho detalhes nem confirmações”, afirmou Luiz Fernando Lisboa.
Outro residente contactado pela Lusa conta que, já no início da tarde de hoje, o grupo se terá deslocado para a aldeia de Muatide, no mesmo distrito, onde terá disparado vários tiros para o ar, sem, no entanto, fazer vítimas mortais.
Além de Muatide, segundo as fontes, os insurgentes terão destruído várias casas em aldeias de Mueda, a 41 quilómetros de Muidumbe.
Diferentes fontes locais disseram à Lusa que a par dos ataques no distrito de Muidumbe, houve também na segunda-feira uma incursão armada contra Bilibiza, mais de 100 quilómetros a sul e a cerca de 50 de Pemba, capital provincial
Bilibiza é uma povoação onde está situada uma escola agrária atacada em janeiro e de onde parte da população fugiu.
A Lusa contactou o porta-voz da Polícia moçambicana em Cabo Delgado, Augusto Guta, que não confirmou nem desmentiu a informação.
A província de Cabo Delgado tem sido alvo de ataques de grupos armados que organizações internacionais classificam como uma ameaça terrorista e que em dois anos e meio já fez, pelo menos, 350 mortos, além de 156.400 pessoas afetadas com perda de bens ou obrigadas a abandonar casa e terras em busca de locais seguros.
No final de março, as vilas de Mocímboa e Quissanga foram invadidas pelo grupo, que destruiu várias infraestruturas e içou a sua bandeira num quartel das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique.
Na ocasião, num vídeo distribuído na internet, um alegado militante ‘jihadista’ justificou os ataques de grupos armados no norte de Moçambique com o objetivo de impor uma lei islâmica na região.
Foi a primeira mensagem divulgada por autores dos ataques que ocorrem há dois anos e meio na província de Cabo Delgado, gravada numa das povoações que invadiram.
A petrolífera norte-americana ExxonMobil anunciou oficialmente o adiamento, sem prazo, da decisão final de investimento para o seu megaprojeto de gás natural na Área 4 no norte do país , onde a portuguesa Galp é parceira.
O adiamento deve-se a um corte em 2020 nas despesas de capital em 30% e nas despesas operacionais em 15% devido à queda dos preços do petróleo e derivados, provocada pelo excesso de oferta e baixa procura com a pandemia de COVID-19.
“Uma decisão final de investimento para o projeto de gás natural liquefeito (GNL) da bacia do Rovuma em Moçambique, prevista para o final deste ano, foi adiada”, lê-se em comunicado acerca do empreendimento avaliado entre 20 a 25 mil milhões de dólares (18,3 a 23 mil milhões de euros), um dos maiores previstos para África.
É um valor semelhante ao do megaprojeto da Área 1 da petrolífera francesa Total – que já disse continuar a avançar como previsto – sobre os quais recaem as esperanças de Moçambique de dar fôlego à sua economia.
A ExxonMobil refere que “continua a trabalhar ativamente com os seus parceiros e o Governo para otimizar os planos de desenvolvimento, melhorando as sinergias e explorando oportunidades relacionadas com o atual ambiente de custos mais baixos”.
Ainda dentro da Área 4, o desenvolvimento da plataforma flutuante Coral Sul prossegue como previsto, acrescenta, com o navio em construção na Coreia do Sul e início de exploração marcado para 2022.
A plataforma em mar alto vai fornecer 3,4 milhões de toneladas por ano (mtpa) de gás liquefeito.
A extração em mar e processamento em terra (pensínsula de Afungi) das jazidas Mamba, cuja decisão de investimento fica agora adiada, deverá fornecer 4,5 vezes mais, ou seja, 15 mtpa.
A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma ‘joint venture’ em co-propriedade da ExxonMobil, Eni e CNPC (China), que detém 70 por cento de interesse participativo no contrato de concessão.
A Galp, KOGAS (Coreia do Sul) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (Moçambique) detém cada uma participações de 10%.
A ExxonMobil vai liderar a construção e operação das unidades de produção de gás natural liquefeito e infraestruturas relacionadas em nome da MRV, e a Eni vai liderar a construção e operação das infraestruturas upstream (a montante).
“Os fundamentos a longo prazo que sustentam os planos de negócios da empresa não mudaram: a população e a procura de energia irão crescer e a economia irá recuperar. As nossas prioridades de alocação de capital também se mantêm inalteradas”, conclui Darren Woods, CEO e presidente da ExxonMobil no comunicado de hoje.
A polícia deteve 25 indivíduos em país por violação das regras do estado de emergência, disse ontem (07) o porta-voz do comando geral da corporação, Orlando Modumane.
“Os indivíduos foram detidos por desobediência e em casos registados nas últimas 48 horas”, disse Orlando Modumane, falando durante uma conferência de imprensa conjunta no Ministério da Saúde em Maputo.
No total, a polícia moçambicana registou um total de seis casos , nas província de Sofala, Niassa, Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e cidade de Maputo.
Das ocorrências, segundo o porta-voz da polícia moçambicana, foram apreendidos três viaturas, 27 motorizadas, 254 bicicletas, além de ter sido encerrados 78 estabelecimentos comerciais.
Moçambique regista 10 casos confirmados oficialmente, sem mortes e com um deles recuperado, após 424 testes desde o início da pandemia, em 11 de Março, anunciaram hoje as autoridades de saúde.
O país vive em estado de emergência, com espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos, de aglomerações superiores a 10 pessoas e limitações na lotação de transportes.
Além do fecho de escolas, suspensão de vistos e desaconselhamento à aglomeração de pessoas, medidas já aplicadas desde 23 de Março, são proibidos todos os eventos públicos e privados, incluindo cultos religiosos.
O estado de emergência vai durar todo o mês de Abril e permite às forças de defesa e segurança intervir em caso de desrespeito pelas medidas aprovadas.
Há relatos crescentes de deserções e falta de condições para os soldados no campo das operações contra os insurgentes na província de Cabo Delgado. O cenário pode ser a machadada final no debilitado Exército moçambicano?
Os ataques armados na província nortenha de Cabo Delgado se repetem, quase sem interregno.
O mais recente relato chega do bispo de Pemba, Dom Luiz Fernando Lisboa: “Hoje, 7 de Abril, recebo notícias da região de Muidumbe de que teria sido atacada uma aldeia de Tinga e depois [os atacantes] foram para Litingina. os soldados foram à procura dos insurgentes. Em duas ou três aldeias, houve um tiroteio muito forte.”
As acções dos insurgentes continuam a pôr a vida da população de pernas para o ar. De acordo com o bispo, os “relatos de missionários que estão lá, mas que também estão a sair, é de que toda a população está a fugir para o mato – o que se vê são pessoas com trouxas na cabeça, fugindo para o mato. Infelizmente, hoje 7 de Abril, está a acontecer outro ataque de grandes proporções.”
Em que condições operam as FDS?
Mas não é apenas a população que tem motivos de queixas, os soldados das Força de Defesa e Segurança (FDS), sem receios de represálias, têm denunciado dificuldades de vária ordem, desde alimentares até logísticas. Na última semana, mais um vídeo dos soldados correu nas redes sociais com denúncias.
Para Dom Luiz Fernando Lisboa, “a reclamação em relação às condições de Cabo Delgado já é recorrente. Os jovens reclamam porque não têm as condições todas reunidas para que possam fazer o seu trabalho de combater”.
Também nas redes sociais se vê internautas a reclamarem a perda de familiares no campo das operações – baixas, entretanto, que não são divulgadas pelas autoridades.
Casos de deserções são também frequentemente reportados nas redes sociais. Sobre esta tendência na província, o bispo de Pemba conta o que sabe: “Ouvimos muita gente entre a população dizer que há deserções, pessoas que narram que encontraram, indo para Nampula no machimbombo, três a quatro jovens vindos de lá, fugidos, dizendo que preferiam morrer fugindo, do que ficar lá e morrer nos ataques sem as condições necessárias. Então, isso se fala muito aqui e não é de hoje.”
Da falta de liderança à brutalidade das FDS
Para as FDS, que têm demonstrado clara dificuldade em controlar a situação, o descontentamento dos jovens soldados poderia contribuir para minar ainda mais o Exército?
Para Fernando Lima, jornalista e diretor do semanário moçambicano Savana, esse “é um fator, mas não o principal – o principal fator é o da falta de liderança”.
“Se o Governo não der uma resposta agressiva, e sobretudo assertiva, vai perder o controlo da situação”.
Lima denuncia ainda que “as FDS usam muita brutalidade contra a população e isso não pode ser”. O jornalista suspeita mesmo que haja uma espécie de discriminação.
FDS em fuga?
Já o bispo de Pemba acredita que “o descontentamento por parte dos jovens pode prejudicar”.
“Penso que, como há muitos relatos de jovens que desertaram, não é porque não querem ajudar o seu país, não é porque não querem ajudar a acabar com essa situação, é justamente pela falta de preparo. Muitos jovens estão ali sem a devida preparação, em condições precárias”, opina Dom Luiz Fernando Lisboa.
“E muitos relatos dizem que, em muitos lugares onde os insurgentes entraram, as FDS fugiram para o mato juntamente com o povo. Há muitos relatos de que os soldados também fogem, porque também eles estão com medo e sentem-se muita vezes impotentes diante da força que o outro grupo tem.”
O cofundador do Twitter Jack Dorsey anunciou que vai doar mil milhões de dólares (920 milhões de euros), 28% da sua riqueza pessoal, para causas solidárias, incluindo a luta contra a pandemia da covid-19.
Numa mensagem na rede social que ajudou a criar, Dorsey explicou que receberá o dinheiro através das suas acções na empresa de pagamentos `online` Square (da qual é também director executivo).
De acordo com a mensagem de Dorsey, o dinheiro não será dedicado exclusivamente à luta contra a covid-19, já que após ter sido ganha a batalha contra a pandemia, a prioridade será para a educação e saúde das jovens.
“O impacto que esse dinheiro terá deve beneficiar as duas empresas (Twitter e Square) a longo prazo, porque ajudará as pessoas que queremos servir. Espero que isso inspire outras pessoas a fazer algo semelhante”, escreveu o director executivo do Twitter.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil.
Dos casos de infecção, cerca de 260 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
A Amnistia Internacional diz que Moçambique viveu, em 2019, momentos turbulentos marcados por instabilidade política, violência armada impune contra a população e repressão da liberdade de expressão e associação.
No seu relatório Direitos Humanos em África – 2019, a AI crítica a resposta das autoridades de Maputo a uma série de atrocidades que perturbam os indefesos e mais vulneráveis, com realce para as que têm lugar no norte e centro, e resultaram na morte de centenas de pessoas.
A província de Cabo Delgado, no norte do país, diz a AI “continuou a ser alvo de ataques de indivíduos que se acreditam serem membros de um grupo extremista, popularmente conhecido por Al Shabaab,” que destruíram aldeias, incendiaram casas e decapitaram centenas de pessoas.
“Embora o Governo tenha aumentado a sua presença militar na região, a resposta foi inadequada,” diz a AI dando como exemplo disso o facto de “civis suspeitos de serem extremistas e jornalistas que reportam sobre os ataques terem sido intimidados, arbitrariamente detidos, torturados, maltratados e mesmo executados sumariamente”.
No global, já foram testados em Moçambique 424 casos suspeitos desde que a pandemia começou. Para já, há 33 amostras recolhidas em Cabo Delgado, dos contactos tidos com um dos 10 infectados que esteve naquele ponto a trabalho. Os resultados serão conhecidos hoje (08). As autoridades da saúde esperam que até sexta-feira seja conhecido o estado de todas as pessoas com o infectado em alusão manteve contacto.
Enquanto isso, no global há 124 pessoas a serem acompanhadas por terem mantido contacto com todos os 10 infectados.
“Dos 139 contactos que estavam em seguimento, 15 já cumpriram os 14 dias de quarentena e não desenvolveram nenhuma sintomatologia. Portanto, actualmente contamos com 124 contactos em acompanhamento”, explica Rosa Marlene, directora Nacional de Saúde Pública.
Enquanto em Moçambique os números são estáticos, África e o mundo continuam a ser palcos de mortes e novas infecções.
“Até as 09horas de ontem (07), foram registados 1 348 404 casos. Deste número, 73 437 casos foram registados nas últimas 24 horas. O total de óbitos é de 74 795”, detalha, para depois explicar que do global de infectados há 286 512 recuperados da COVID-19.
“No nosso continente tinha sido registados um total de 10 075 casos, com 487 óbitos”. Dos casos registados em África há 913 pessoas recuperadas da doença.
E a grande discussão agora em relação ao uso de máscaras, tema que não encontra consenso a nível mundial.
A Direcção Nacional de Saúde Pública diz que em momento oportuno o Governo se vai pronunciar sobre o tema.
Homens armados, supostamente da Renamo, assassinaram na segunda-feira (06) um cidadão de nacionalidade vietnamita e incendiaram sete camiões de uma empresa de exploração de madeiras, no posto administrativo de Dombe, província de Manica.
Os trabalhadores da referida empresa explicaram que os homens armados, em número de cinco e dois munidos de catanas, saquearam os bens e raptaram o cidadão vietnamita, tendo depois o assassinado numa mata próximo ao acampamento.
O chefe do departamento de relações públicas no Comando provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), Mário Arnaça, referiu que a polícia tomou conhecimento do sucedido, estando neste momento no encalço dos malfeitores.
“Incendiaram sete viaturas e duas máquinas, para além de terem saqueado vários bens pertencentes aos trabalhadores daquele estaleiro. A polícia activou todas as linhas operativas ao seu dispor e está a desdobrar-se no terreno com vista a esclarecer este caso”, disse.
Nova Iorque está a viver uma situação de desespero. A epidemia de COVID-19 continua a crescer nos Estados Unidos e a fazer mais de mil mortos todos os dias. No domingo, foram anunciadas mais 1.165 mortes. O total deve atingir as dez mil, na segunda-feira (06).
Bill de Blasio, presidente da Câmara de Nova Iorque, a cidade mais devastada pela epidemia, lançou um apelo. Diz que, se não chegarem novos ventiladores à cidade, os actuais deixam de ser suficientes já a partir desta quarta-feira.
O presidente Donald Trump pede que a cloroquina, um medicamento defendido por um médico francês e alvo de alguns testes, seja administrada aos pacientes americanos.
“Adoraria ir a um laboratório e passar um par de anos a testar alguma coisa, mas não temos tempo. Não temos sequer duas horas, porque há pessoas a morrer neste preciso momento. Se ajudar, óptimo. Se não ajudar, pelo menos tentámos”, disse o presidente.
Adoraria ir a um laboratório e passar um par de anos a testar alguma coisa, mas não temos tempo. Donald Trump presidente dos eua
O maior centro de exposições dos Estados Unidos, o McCormick Place, em Chicago, está a ser transformado em hospital de campanha pela Agência Federal de Gestão de Emergências. Hospitais semelhantes estão também a ser preparados em Nova Iorque e Detroit.
Os Estados Unidos são o país com mais casos de COVID-19 em todo o mundo, com mais de 336 mil doentes.
A Alemanha elaborou uma lista de etapas, incluindo o uso obrigatório de máscaras em público, limites para reuniões e o rápido rastreamento de cadeias de infecção, para ajudar a permitir um retorno gradual à vida normal após o término do bloqueio do coronavírus. em 19 de Abril.
Um projecto de plano de acção compilado pelo Ministério do Interior e visto pela Reuters na segunda-feira diz que as medidas devem ser suficientes para manter o número médio de pessoas infectadas por uma pessoa abaixo de 1, mesmo quando a vida pública for gradualmente retomada.
A Alemanha está fechada, com restaurantes e a maioria das lojas fechadas, desde 22 de Março. Com o impacto do bloqueio praticamente induzir o maior país da Europa à recessão este ano, os formuladores de políticas estão ansiosos para retomar a vida normal.
O documento prevê um retorno gradual à normalidade, apoiado por mecanismos que permitirão rastrear mais de 80% das pessoas com as quais uma pessoa infectada teve contacto nas 24 horas seguintes ao diagnóstico. As pessoas infectadas e as pessoas com quem eles tiveram contacto serão colocadas em quarentena, em casa ou nos hotéis.
Os Estados Unidos não tinham conhecimento de um carregamento de máscaras faciais com destino à Alemanha que autoridades em Berlim o acusaram de desviar de um aeroporto em Bangcoc, disse uma porta-voz da embaixada dos EUA na Tailândia.
O comentário foi feito depois que o secretário do Interior de Berlim, Andreas Geisel, disse na sexta-feira que uma ordem de 200.000 máscaras com destino à Alemanha havia sido “confiscada” em Bangcoc e desviada para os Estados Unidos, chamando-a de “ato de pirataria moderna”.
“O governo dos Estados Unidos não tomou nenhuma ação para desviar os suprimentos da 3M destinados à Alemanha, nem tínhamos conhecimento de tal remessa”, disse à Reuters Jillian Bonnardeaux, porta-voz da embaixada dos EUA em Bangcoc.
“Continuamos preocupados com as tentativas generalizadas de dividir os esforços internacionais por meio de campanhas de desinformação não atribuídas e não atribuídas”
As autoridades tailandesas não estavam acessíveis na segunda-feira, pois o país estava observando um feriado.
A acusação de que as máscaras foram desviadas ocorreu no momento em que os países estão lutando para garantir equipamentos de protecção para combater a pandemia de coronavírus.
Aliados dos Estados Unidos, da Europa à América do Sul, reclamaram das tácticas do “Velho Oeste”, que afirmam que Washington empregou para superar ou bloquear remessas de suprimentos médicos a compradores originais.
Globalmente, houve mais de 1,25 milhão de casos de coronavírus e 68.400 mortes em 211 países e territórios, na manhã de segunda-feira, de acordo com uma contagem da Reuters.
Embora a alemã Geisel tenha dito na sexta-feira que a remessa foi “confiscada” em Bangcoc, seu escritório retrocedeu um dia depois, dizendo que ainda estava tentando esclarecer as circunstâncias de como as máscaras, encomendadas a um atacadista alemão e não aos EUA fabricante 3M [MMM.N], foram desviados
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) apresentou ontem ao Ministério das Finanças uma proposta para a revisão das taxas, encargos e contribuições...