A Amnistia Internacional diz que Moçambique viveu, em 2019, momentos turbulentos marcados por instabilidade política, violência armada impune contra a população e repressão da liberdade de expressão e associação.
No seu relatório Direitos Humanos em África – 2019, a AI crítica a resposta das autoridades de Maputo a uma série de atrocidades que perturbam os indefesos e mais vulneráveis, com realce para as que têm lugar no norte e centro, e resultaram na morte de centenas de pessoas.
A província de Cabo Delgado, no norte do país, diz a AI “continuou a ser alvo de ataques de indivíduos que se acreditam serem membros de um grupo extremista, popularmente conhecido por Al Shabaab,” que destruíram aldeias, incendiaram casas e decapitaram centenas de pessoas.
“Embora o Governo tenha aumentado a sua presença militar na região, a resposta foi inadequada,” diz a AI dando como exemplo disso o facto de “civis suspeitos de serem extremistas e jornalistas que reportam sobre os ataques terem sido intimidados, arbitrariamente detidos, torturados, maltratados e mesmo executados sumariamente”.














