Em Cabo Delgado, dez empresas na sua maioria de prestação de serviços e da indústria hoteleira e similares encerraram as suas portas devido a pandemia do coronavírus.
A situação preocupa a Organização do Trabalhadores Moçambicanos (OTM), em Cabo Delgado, que trabalha para assegurar que nenhum trabalhador seja desvinculado do seu sector devido a pandemia do coronavírus.
O facto foi avançado pelo secretário executivo da OTM provincial, Manuel André.
De entre as acções que estão a ser desenvolvidas, apontou a monitoria das medidas preventivas do COVID-19 e a sensibilização do patronato para a observância das normas em vigor no decreto do Estado de Emergência, relativa aos procedimentos a seguir, em caso de encerramento de instituições
Enquanto vai adiando a criação do Fundo Soberano dos moçambicanos o Presidente Filipe Nyusi continua a gastar as poucas Mais-Valias que tem sido obtidas da exploração dos recursos naturais e no seu Orçamento de Estado de 2020 mais uma porção significativa vai ser gasta para “cobertura do défice”.
Depois de usar 5,2 biliões para a campanha da sua reeleição em 2019 o Presidente Nyusi vai voltar a usar mais uma parte das Mais-Valias de 54,1 biliões de meticais, obtidas do negócio de aquisição da percentagem da petrolífera Anadarko no projecto de gás natural da Área 1 da Bacia do Rovuma pela petrolífera Total.
Com um défice acima dos 100 biliões de meticais o @Verdade apurou na Orçamento de Estado para 2020 que o Governo de Nyusi prevê usar mais 14,3 biliões de meticais para fazer “face a necessidade de garantir a cobertura do défice”.
Recorde-se que o Executivo tem adiado a criação de um Fundo Soberano para gestão transparente das Mais-Valias que o país tem obtido, e poderá ainda obter, da exploração dos recursos naturais com o argumento de estar a fazer auscultações aos vários sectores da sociedade com vista a chegar a consenso sobre o modelo a ser adoptado. A verdade é que entretanto o dinheiro está a ser gasto de forma pouco transparente.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) esperava contratar este ano 11.595 novos professores primários, para pelo menos manter o rácio de 65 alunos por turma, porém o Governo Filipe Nyusi decidiu que só vai contratar cerca de 7 mil.
Em meados de Janeiro o MINEDH anunciou a sua expectativa de contratar 11.595 professores para leccionarem nas 13.116 escolas primárias onde iriam estudar 7.084.489 alunos como forma de reduzir ligeiramente, a nível nacional, o rácio aluno professor para 64,5, dos actuais 65.
Porém o @Verdade apurou na Proposta de Plano Económico e Social que o Governo cortou essa expectativa e só vai admitir 7.639 docentes primários em 2020 o que deverá voltar a aumentar o rácio professor por cada turma.
O @Verdade descortinou que serão contratados 337 professores primários para a Província de Niassa, 528 para a Província de Cabo Delgado, 1.420 para a Província de Nampula, 1.711 para a Província da Zambézia (1.711), 826 para a Província de Tete, 574 para a Província de Manica, 603 para a Província de Sofala, 633 para a Província de Inhambane, 418 para a Província de Gaza, 360 para a Província de Maputo e ainda 189 para a Cidade de Maputo.
Moçambique inicia, no dia 13 deste mês, a libertação de 5202 reclusos, uma medida destinada a descongestionar as prisões face ao risco de propagação da Covid-19.
“Não se trata de perigosos cadastrados. Estamos a falar de arguidos cuja pena máxima, na moldura, é de um ano,” disse à VOA a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos.
Os reclusos que serão soltos correspondem a 38 por cento de 21 mil encarcerados em 139 estabelecimentos penitenciários, que em condições normais deveriam acolher pouca mais de 8400.
Foi exactamente a excessiva lotação que levou o presidente Filipe Nyusi a propor a lei de amnistia e perdão de penas.
Helena Kida diz, com o intuito de descongestionar as prisões, outros reclusos que cumpriram metade das suas penas vão beneficiar da liberdade condicional.
Ela diz que “com aplicação destas medidas vai reduzir em provavelmente mais 3 mil ou 4 mil” o número de reclusos.
O país projecta a construção de, pelo menos, 10 estabelecimentos prisionais provinciais e distritais.
Corpos não reclamados serão enviados para o cemitério em Hart Island, onde no passado se enterraram vítimas da Gripe de 1918. De 25 pessoas por semana, Hart passou a enterrar 25 pessoas por dia.
Há mais de 150 anos que a cidade de Nova Iorque utiliza Hart Island como cemitério, isolado, para enterrar aqueles que não têm ninguém. No caso de um residente da cidade morrer e o seu corpo não ser identificado nem reclamado por nenhum familiar ou amigo, é naquela ilha, ao largo do Bronx, que será enterrado. Agora, o mesmo espaço está a ser usado para enterrar vítimas da Covid-19 que não tenham sido reclamadas para funerais privados. As vítimas estão a ser enterradas em valas comuns, que são depois cobertas.
A informação começou a circular depois de serem divulgadas imagens de equipas a trabalhar no local e a enterrarem caixões nas valas recém-cavadas, com todos os elementos vestidos com fatos de proteção pessoal. Um desses vídeos foi divulgado pelo jornal The Guardian (atenção: o vídeo pode ferir a sensibilidade de alguns leitores).
A secretária de imprensa da Câmara de Nova Iorque, Freddi Goldstein, confirmou entretanto à CNN que é “provável” que algumas vítimas de Covid-19 “sejam enterradas na ilha ao longo dos próximos dias”. Não é possível perceber se os enterros que estão agora a acontecer são referentes a casos antigos, que ainda estavam nas morgues públicas, ou se se tratam já de vítimas do novo coronavírus. Certo é que algumas funerárias consultadas pelo The New York Times confirmaram ao jornal ter recebido indicações de que qualquer vítima por Covid-19 que não seja reclamada pela família deverá ser enterrada em Hart Island, mesmo que temporariamente.
Embora não confirmando se essas vítimas estão já a ser enterradas ou não em Hart Island, Goldstein reforçou que estes são casos em que, “durante duas semanas, não se conseguiu encontrar ninguém que diga ‘eu conheço essa pessoa, eu amo-a, eu tratarei do funeral’”. “São pessoas que mantinham zero contacto com a família”, acrescentou a secretária de imprensa. A pressão nas morgues tem sido intensa desde que a pandemia atingiu Nova Iorque e isso reflete-se em Hart Island: de acordo com Goldstein, a média de enterros na ilha é de 25 pessoas por semana, mas, neste momento é de 25 pessoas por dia.
A ideia de enterrar vítimas de uma pandemia no cemitério isolado naquela ilha não é nova. Hart Island tem sido usada como cemitério para vítimas de várias epidemias, como relembra o New York Times, desde a gripe pneumónica até à SIDA — e também já foi usada como local para isolar pessoas infetadas com febre amarela ou tuberculose. Esse passado, aliado ao facto de ser última morada de muitos sem-abrigo e outros indigentes, criou um estigma em torno daquele cemitério. Ao todo, mais de 1 milhão de pessoas estão ali enterradas.
Na década passada, Hart Island passou a figurar formalmente num plano de contingência para uma eventual pandemia de gripe, criado pelas autoridades de saúde de Nova Iorque. Esse plano prevê que as valas comuns sejam cavadas pelos presos de Rikers Island, como foi noticiado no início do surto na cidade.
O plano foi, contudo, abandonado. Segundo o Times, o facto de haver um surto de Covid-19 na prisão de Rikers Island, com 275 presos a testarem positivo, fez com que a câmara optasse antes por contratar privados para tratar dos enterros em Hart Island.
O número de mortos devido à Covid-19 ultrapassou a simbólica barreira dos 100.000 em todo o mundo, segundo os dados divulgados pela Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos.
Com perto de 18.000 mortes, o território norte-americano aproxima-se do balanço do país mais afectado, a Itália, que regista até ao momento mais de 18.800 vítimas mortais.
No Reino Unido, onde o primeiro-ministro Boris Johson se encontra em convalescença, a epidemia continua em ascenção, com 980 vítimas mortais registadas nas últimas 24 horas, elevando o balanço total para perto de 9000 mortes.
Nunca nos esqueceremos que, por trás de cada número há um nome, uma perda, uma família que nunca mais será a mesma. Todos partilhamos a responsabilidade de lutar contra este vírus, em primeiro lugar, ficando em casa.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde voltou a manifestar-se para manutenção das medidas de confinamento.
Levantar as restrições demasiado rápido poderá conduzir a uma ressurgência mortífera. A descida pode ser tão perigosa como a ascenção, caso não seja gerida adequadamente.
Pelo segundo dia consecutivo, a França registou uma descida no número de pacientes em reanimação, aliviando um pouco a pressão sobre os hospitais. Ainda assim, 7000 pessoas continuam a depender de ventiladores e o país conta já com mais de 13.000 vítimas mortais.
Em Itália, apesar da desaceleração da curva das infecções, o primeiro-ministro Giuseppe Conte anunciou esta sexta-feira o prolongamento das restrições e medidas de confinamento pelo menos até ao dia 3 de Maio. O governo irá, no entanto, permitir a reabertura de algumas empresas e comércios a partir da próxima segunda-feira.
O Burundi decidiu prosseguir com os seus campeonatos de futebol das primeira e segunda divisões, mantendo-se esta nação africana com um dos escassos casos do mundo em actividade apesar da pandemia da covid-19.
O ministro da saúde, Thaddée Ndikumana, que esta semana anunciou os três primeiros casos positivos no país, recomendou a continuação dos campeonatos, a par de “medidas preventivas, como lavar as mãos e medir a temperatura dos espectadores antes da sua entrada nos estádios”.
Juntamente com Bielorrússia, Nicarágua e Tajiquistão, o Burundi é um dos poucos países onde ainda se joga futebol, apesar do avanço da pandemia.
Um dos presidentes de clube na reunião disse à agência France-Presse, sob anonimato, que o presidente da federação garantiu que “qualquer clube que não jogar será penalizado, sofrerá várias sanções”.
“Algumas vozes, muito minoritárias, tentaram explicar os fundamentos de suspender o campeonato como em quase todo o mundo. Uns apoiaram a decisão vinda de cima e outros tiveram medo de expressar o que pensam”, lamentou.
Até esta semana o Burundi não apresentava casos da covid-19, segundo as autoridades “face à vontade de Deus”.
O país, um dos mais pobres do mundo, e que vai ter eleições em maio, adoptou restrições como a suspensão de voos internacionais. Ainda assim, a campanha eleitoral prossegue sem condicionalismos e a vida económica e social persiste imutável.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 65 mil. Dos casos de infecção, mais de 233 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu, com cerca de mais de 642 mil infectados e mais de 47 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos.
Mais três casos de infecção pela Covid-19 foram confirmados, esta sexta-feira, pelas autoridades da Saúde, elevando para 20 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus no nosso país.
Dos 20, dois casos são considerados recuperados e 18 são activos. Nas últimas 24 horas, foram testadas 54 amostras recolhidas dos contactos relacionados com o paciente 10, o trabalhador da petrolífera Total.
O nosso país já testou 537 indivíduos suspeitos. Das 54 amostras, das últimas 24 horas, 51 acusaram resultados negativos e os restantes três são positivos. Os infectados são moçambicanos, um no acampamento da petrolífera Total em Afungi e dois na cidade de Pemba, e estão em quarentena obrigatória e sob vigilância de técnicos da Saúde locais.
Ilesh Jani, director do Instituto Nacional da Saúde, disse que duas equipas de epidemiologistas em saúde deslocam-se este sábado para trabalhar com os contactos estabelecidos na cidade de Pemba e no acampamento de Afungi.
Desde a sua eclosão a Covid-19 já matou 95.812 pessoas, das quais 7.3142 nas últimas 24 horas.
As autoridades da saúde exortam a todos os cidadãos a observar todas as medidas de prevenção desde a lavagem das mãos com água e sabão ou cinza, desinfectantes, uso de máscaras, distanciamento social e observar a etiqueta da tosse e evitar deslocações sem importância.
O estado de isolamento de 21 dias imposto sobre o povo sul-africano vai ser estendido por mais duas semanas, anunciou esta quinta-feira (09), o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.
Ramaphosa acrescentou que as medidas de isolamento têm surtido efeito, entre eles, a redução de casos confirmados diariamente de 42% antes de “lockdown” para 4%. Actualmente, África do Sul conta com cerca de dois mil casos confirmados e 18 óbitos.
Para reavivar a economia, o governo sul-africano compromete-se a doar um terço do seu salário para o Fundo de Solidariedade. Já o Projecto Nacional de Ventiladores vai mobilizar os recursos dos sectores público e privado para fabricar ventiladores mecânicos importantes na recuperação dos pacientes da COVID-19 em estado grave.
Embora a situação na África do Sul tenda a abrandar, o Instituto Nacional de Doenças Comunicáveis receia que o pior esteja por vir devido à aproximação do inverno.
Um agente de segurança afecto a uma empresa privada, de 22 anos de idade, e seus comparsas encontram-se sob custódia policial desde quinta-feira (09), na 4ª. Esquadra, no Bairro Magoanine “CMC”, na cidade da Maputo.
O cidadão é indiciado no furto de 25 mil meticais de um estabelecimento comercial, com ajuda de dois comparsa, contactados para orquestar um assalto ao estabelecimento onde estava afecto.
Para materializar o crime o acusado teria sabotado o sistema eléctrico do estabelecimento, localizada no bairro Magoanine “CMC”, para facilitar a acção do comparsa encarregado de roubar o valor monetário.
Após se apoderam do dinheiro o comparsa amarrou-lhe no interior da loja com recurso a cordas, para não criar suspeitas do seu envolvimento no furto, por parte dos proprietários.
O indiciado assumiu o crime, afirmando que o plano do roubo foi orquestrado pelo mesmo. O agente de segurança foi detido pela Polícia no estabelecimento e o outro foi neutralizado na província de Gaza.
Leonel Muchina, porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, explicou que a neutralização do mesmos ocorreu mercê da denúncia dos proprietários da loja.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Associado de Programas: Juventude, Género e População e Desenvolvimento. Saiba mais.
A Federação Moçambicana de Futebol pretende introduzir um (1) Secretário Técnico Provincial (STP) em cada uma das Associações Provinciais de Futebol. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Técnico de Protecção à Criança em Emergências. Saiba mais.
A Kukwira pretende recrutar para o seu cliente, uma empresa ligada ao serviço público um (1) Director de Serviço Central de Administração e Finanças. Saiba mais.
A Belutécnica S.A., Empresa de Engenharia e Manutenção Industrial, sita no Parque Industrial de Beluluane, Lote 25, pretende contratar um (1) Pipe Fitte. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Medicina Preventiva. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Oftalmologia. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal duas (2) Enfermeiras de SMI – Médios. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Administração Hospitalar. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos de Medicina Geral. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Médico de Clínica Geral. Saiba mais.
A Bolsa de Mercadorias de Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Superiores de TIC’s N1 ( Programador). Saiba mais.
A Cimento Nacional, pretende no âmbito da sua política de valorização da mão-de-obra em Moçambique, recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Representante de Vendas. Saiba mais.
A Universidade Rovuma pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes – Anatomia Animal. Saiba mais. . Vaga para A Universidade Rovuma pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2). Saiba mais.
As medidas estão incluídas num novo decreto que altera alguns artigos de um primeiro documento aprovado pelo executivo moçambicano em 02 de Abril, segundo Filimão Suaze, porta-voz do Conselho de Ministros, que se realizou ontem (08) em Maputo em sessão extraordinária.
“A grande questão com que o Governo se debate é a protecção da vida humana e todas estas medidas visam proteger as pessoas. Entretanto, há que fazer esta combinação sem criar situações de crise económica”, afirmou o porta-voz do Governo moçambicano.
Além do uso de máscaras nos transportes públicos e privados, o decreto suspende a proibição dos serviços de táxi por motos e bicicletas, após várias contestações de operadores, principalmente nas províncias do centro e norte do país.
Nas novas medidas, os serviços de táxi por motos e bicicletas podem funcionar, mas mediante o uso de máscaras pelos ocupantes.
Por outro lado, o Governo moçambicano suspende o artigo que obrigava os operadores de furgões e autocarros a levarem apenas um terço da lotação, abrindo espaço para que levem a lotação máxima do veículo, mas mediante o uso obrigatório de máscaras pelos passageiros.
O número de casos registados oficialmente de infecção pelo novo coronavírus em Moçambique subiu de 10 para 17, mas ainda não há registo de mortes pela doença no país, anunciou hoje o Ministério da Saúde.
O país vive em estado de emergência durante todo o mês de abril, com espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações.
Durante o mesmo período, as escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.
O número de mortes provocadas pela covid-19 em África ultrapassou as 500, com mais de 10.500 casos de infecção registados em 52 países, de acordo com a mais recente actualização dos dados da pandemia no continente.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil.
Dos casos de infecção, cerca de 260 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
Serviços de inteligência médica do Pentágono elaboraram relatório no final de Novembro a alertar para os riscos do novo coronavírus. Casa Branca foi avisada mais cedo do que Trump admitiu publicamente.
Os serviços de inteligência dos EUA alertaram logo no final de Novembro para o facto de um novo coronavírus estar a espalhar-se na região chinesa de Wuhan, avisando também que o vírus estaria a mudar o quotidiano da população e que constituía um risco para a saúde pública. De acordo com a ABC News, a agência de inteligência de Defesa, o Estado-Maior do Pentágono e a Casa Branca foram informados “várias vezes” sobre o conteúdo de um relatório elaborado pelo Centro Nacional de Inteligência Médica (NCMI) que expunha a situação. O relatório concluía que a situação poderia ser “catastrófica”.
De acordo com a ABC News, houve vários briefings em Dezembro com várias entidades do governo norte-americano, incluindo com o Conselho de Segurança Nacional, que culminou com uma descrição detalhada do relatório no briefing diário com o Presidente dos EUA no início de Janeiro. O relatório incluía conversas interceptadas e fotografias tiradas por satélite.
Como lembra a CNN, o Governo de Trump tem sido acusado de ter reagido lentamente à crise do novo coronavírus e este relatório será mais uma prova que a Administração Trump já tinha sido alertada para os perigos do vírus muito antes de o primeiro caso ser confirmado nos EUA, no final de janeiro.
No último domingo, em entrevista ao programa This Week, também da ABC News, o secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, tinha dito que não se lembrava de o Pentágono ter recebido da NCMI qualquer informação sobre o novo coronavírus em novembro. Donald Trump, recorda a CNN, elogiou várias vezes os esforços da sua administração para retardar a propagação do coronavírus nos EUA, lembrando que logo a 31 de janeiro restringiu as viagens oriundas da China.
O presidente dos EUA afirmou a 19 de março que “ninguém sabia que haveria uma pandemia ou uma epidemia com estas proporções“. O The Washington Post já tinha, no entanto, noticiado que Trump e o Congresso tinham ignorado relatórios de agências de inteligência dos EUA que desde janeiro tinham alertado para a dimensão e proporções do surto na China. A CNN também tinha informado que o consultor comercial de Trump, Peter Navarro, tinha alertado num memorando interno do final de janeiro que o coronavírus podia tornar-se numa “pandemia” global que punha em risco a saúde de milhões de pessoas e que podia causar a perda de milhares de milhões de dólares para a economia
O Papa Francisco anunciou ontem (08) a criação de uma comissão de estudo para reflectir sobre a possibilidade de ordenar mulheres diáconas, relançando assim um debate muito controverso dentro da igreja.
Após ter recebido recentemente em audiência o dirigente da Congregação para a Doutrina da Fé (guardiã do dogma), o Papa “decidiu instituir uma nova comissão de estudo sobre o diaconato feminino”, de acordo com um comunicado da Santa Sé.
A nova comissão internacional de 12 elementos inclui cinco mulheres, entre as quais a teóloga francesa Anne-Marie Pelletier e a teóloga suíça Barbara Hallensleben. Dois diáconos americanos fazem igualmente parte do grupo.
Em maio de 2019, o Papa indicou que os elementos de uma primeira comissão de estudo, criada em 2016 para examinar o papel das mulheres diáconas no início do cristianismo, tinham opiniões muito divergentes.
O diaconato é actualmente reservado aos homens na igreja católica.
Os diáconos são ordenados para proferir o sermão na missa, celebrar baptizados, casamentos e funerais.
A ideia foi relançada em Outubro pelos bispos de nove países da Amazónia, reunidos num sínodo regional no Vaticano, destinado a encontrar soluções para a falta de padres itinerantes nesta vasta região.
Após três semanas de debates, os prelados propuseram ao Papa a abertura do sacerdócio a alguns homens autóctones casados e exigiram o relançamento do debate sobre as mulheres diáconas, questões explosivas que dividem conservadores e progressistas.
Em Fevereiro, o Papa não acatou estas sugestões audaciosas na resposta publicada num documento intitulado “Querida Amazónia”, suscitando a satisfação dos conservadores e a desilusão dos progressistas.
Francisco prestou homenagem ao papel essencial das mulheres leigas na transmissão da fé na Amazónia, mas rejeitou a ideia de uma ordenação e de um acesso ao diaconato.
Algumas vozes da igreja asseguraram que o Papa jesuíta deixou, no entanto, a questão em aberto, recomendando a leitura das conclusões votadas pelos bispos da Amazónia.
Organizações católicas feministas que se batem pelo acesso das mulheres ao sacerdócio criticaram vivamente Francisco, na ocasião.
O primeiro grupo apresentado era constituído por três elementos, são os supostos raptores que inclui um militar das forças Armadas de Moçambique que de acordo com o SERNIC fornecia armamento e munições que eram usados em acções de raptos a empresários e seus familiares.
No grupo está mulher que desce do carro celular que tinha a responsabilidade de comprar e confeccionar alimentos para as vítimas e por fim, um homem de 53 anos de idade que também chegou num carro celular é o suposto curandeiro que fazia alegados tratamentos obscuros ao grupo para que não fosse rastreado ou apanhado durante as suas incursões. Aqueles três são os mesmos que de acordo com SERNIC raptaram no ano passado Shelton Lalgy na Matola e Balesh Moulal na Maxixe em Inhambane. O jovem de 28 anos membro das FADM nega ter emprestado armas de fogo, mas confirma contactos com o grupo.
“Eu sou de Xai-Xai trabalho num dos quarteis de Chimoio na Província de Manica, sou militar, andei na Beira onde eu estava a estudar. Conheci o Elias em Xai-xai, também o “Big”, eu não emprestei arma nenhuma a eles tanto que é difícil de tirar arma do quartel.
Eu não participei de nenhum rapto, confirmei ter tido contactos com eles, o Elias que era meu vizinho. Até que um dia vi noticiário em que se falava de raptos e eu vi o carro de Marca Toyota Reggius e ali reconheci a eles. Eu colaborei muito com a policia, chegamos a casa desse curandeiro através de mim, nem sei porque e que estou detido”
O suposto curandeiro diz ter recebido posteriormente 50 mil meticais por conta de um tratamento que fez ao grupo mas nega que tenha feito o referido tratamento para que fossem raptar alguém. Ele contou ainda que na sua ausência veio a senhora que é uma das integrantes da quadrilha buscar em sua residencial munições e armas. O mesmo material bélico foi deixado na casa do curandeiro pelo membro das FADM. “Vieram-me prender no dia 2 de Fevereiro em Xai Xai, na minha casa, dei voltas com a polícia e fui vendado os olhos.
Sou sim curandeiro. Dei-lhes remédios não fiz nenhum tratamento e esse banho era para que andassem sem nenhum problema durante as suas incursões na estrada. Quando eles chegaram aqui disseram-me que iam a Manica ver trabalho. Não os cobrei dinheiro, eles voltaram e deram-me 50 mil meticais e questionei porque dão-me 50 mil meticais porque o remedio que lhes dei nem corresponde a mil meticais, mas como dinheiro é difícil, eu levei, mas 50 mil é muito dinheiro.”.
O curandeiro reconheceu o militar como sendo a pessoa que foi deixar os 50 mil meticais em sua residência na província de Gaza.
No bairro de Tchumene na autarquia da Matola foi arrendada durante três meses num custo mensal de 15 mil meticais uma residência. Na mesma casa ficou encarcerado o sobrinho do empresário do sector de transporte Shelton Lalgy. Um dos quartos com apenas um colchão solteiro, casa de banho privativa e um ar-condicionado esteve Shelton Lalgy que ficou sessenta dias. E quem comprava e preparava comida é uma das mulheres também apresentada esta quarta-feira na Matola que segundo o SERNIC integrava o grupo e foi detida na Cidade da Beira quando orquestra mais um rapto. A mulher de 35 anos de idade é natural de Xai-Xai, foi detida na Cidade Beira. “Eu estava na Beira, estava la com alguém que foi morto. O “Big” pediu-me que ajudasse a eles, comprava e cozinhava para umas pessoas que estavam naquela casa porque eles não podiam sair então eu fazia isso. Não perticipei de nenhum rapto, não conheço Shelton Lagy sou ouvi disso aqui.”
O serviço Nacional de Investigação Criminal, através do seu porta-voz, Leonardo Simbine diz que “decorrem investigações muito avançadas visando localizar e neutralizar os outros membros destes grupos, que ainda se encontram a monte, pois os nomes já foram identificados”.
Simbine deixou igualmente o apelo da instituição que representa para que “ os proprietários de residências destinadas ao arrendamento, para que as registem em imobiliárias com autorização para o efeito, e por conseguinte, tenham em atenção os pedidos de arrendamento por períodos muitos curtos, nomeadamente de três e seis meses. Ainda devem, devem informar as estruturas locais de modo a que conheçam os novos inquilinos, e comunicar as esquadras ou postos policias mais próximos”.
Um dos homens aparentemente doente é Suspeito de integrar uma outra suposta quadrilha que raptou na Cidade de Maputo o proprietário da fábrica riplex localizado na Avenida de Moçambique, o rapto ocorreu em Agosto de 2019.
Em Chifunde, província de Tete um casal de sul-africanos cumpre com a quarentena obrigatória por suspeita de estarem infectados pelo novo coronavírus.
Estes cidadãos estrangeiros, por sinal, funcionários de uma firma que opera naquele distrito, foram rastreados recentemente em Namilamba, na localidade de Nganda, na fronteira com Lilongwe, na vizinha República do Malawi.
Os mesmos entram para Chifunde, vindos do Malawi, um país que já tem casos positivos do COVID-19 e cuja linha de fronteira com o distrito é na sua maioria aberta.
A directora da Saúde, Mulher e Acção Social de Chifunde disse que o casal sul-africano não apresenta sinais positivos do novos coronavírus, mas no entanto deve cumprir com o período de quarentena obrigatória.
O governo moçambicano altera algumas medidas de execução administrativa do decreto sobre o Estado de Emergência, devido a pandemia do novo coronavírus.
De entre as medidas, está na autorização de prestação de serviços de moto e bicicleta-táxis, mediante o uso o uso obrigatório de máscaras e obedecendo o limite máximo de lotação.
Os transportes públicos passam também a ultrapassar o limite de um terço dos passageiros, mediante o uso obrigatório de máscaras de protecção do nariz e boca.
O porta-voz da sexta sessão extraordinária do Conselho de Ministros, Filimão Suázi, referiu que ao alterar algumas medidas do decreto em vigor sobre o Estado de Emergência, o governo pretende criar um equilíbrio nas áreas social e económica, sem prejuízo da saúde pública.
“ A grande questão com que o governo é a protecção da vida humana e todas essas medidas visam proteger em grande medida a vida humana dos moçambicanos. Entretanto há que fazer esta necessária mescla, esta combinação entre a gestão, a questão sanitária a que se debate o mundo agora com o COVID-19, não criando situações de crise social e económica. Pensamos que o racionamento de um terço do número de passageiros pra que passemos a usar o critério da lotação em função, por exemplo, do número de assentos, pensamos que vai trazer uma maior animação para a continuação do funcionamento desses serviços, sem grandes perturbações que temos sentido por agora”, frisou.
Consta ainda das novas medidas enunciadas pelo governo, a obrigatoriedade de uso de máscaras em aglomerados de pessoas.
Presidente do Parlamento Europeu anunciou que as cozinhas da instituição vão confeccionar mais de mil refeições por dia que serão entregues aos mais necessitados e a trabalhadores de saúde em Bruxelas.
O presidente do Parlamento Europeu (PE) anunciou esta quarta-feira (08) que as cozinhas dos edifícios da instituição irão fornecer mais de mil refeições por dia a distribuir pelos mais necessitados e trabalhadores da saúde que combatem a Covid-19 em Bruxelas.
Numa mensagem vídeo esta quarta-feira divulgada, David Sassoli anunciou também que, em coordenação com as autoridades da região Bruxelas-Capital, foi decidido disponibilizar instalações do PE “a pessoas sem-abrigo e aos mais vulneráveis na sociedade, durante esta grave emergência de saúde”.
Queremos estar perto daqueles que sofrem, daqueles que trabalham incansavelmente nos nossos hospitais, da cidade e das pessoas de Bruxelas”, salientou o presidente do PE.
Também esta quarta-feira, as autoridades belgas anunciaram que, pela primeira vez, se registaram mais altas hospitalares (524) do que admissões em hospital (487).
Desde 15 de março, morreram na Bélgica 2.240 pessoas pela Covid-19, registando o país um total de 23.403 casos.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil. Dos casos de infecção, cerca de 260 mil são considerados curados.
Numa mensagem divulgada pelos seus canais de comunicação, o grupo Estado Islâmico diz que os seus elementos “atacaram um posto do exército moçambicano” em Muidumbe com uma variedade de armas.
O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque armado ao distrito de Muidumbe, Norte de Moçambique, relatado por várias fontes locais na terça-feira à Lusa.
Numa mensagem divulgada pelos seus canais de comunicação, o EI diz que os seus elementos “atacaram um posto do exército moçambicano” em Muidumbe, “entraram em confronto usando uma variedade de armas” e o resultado “foi a morte e o ferimento de múltiplos elementos, enquanto os que permaneceram vivos escaparam”. O EI anunciou ainda a apreensão de um veículo, armas e munições.
Residentes na região disseram esta quarta-feira à Lusa que houve uma fuga generalizada dos habitantes após os ataques de segunda e terça-feira.
Eu estou em Mueda e há muita gente que fugiu para aqui, saindo das aldeias de Ntchinga, Xitaxi e Muatide (aldeias de Muidumbe) e Namacande (sede de Muidumbe)”, disse em contacto telefónico um dos residentes em fuga, sob anonimato.
“Mesmo aqui em Mueda, há pessoas a fugir porque circulam informações de que eles estão a caminho daqui”, declarou outro residente. Mueda é uma vila e sede de distrito na zona poente de Cabo Delgado, mais afastada da região costeira, a mais massacrada pelos grupos armados.
Um outro residente de Namacande disse estar na mata desde o ataque de segunda-feira, relatando que o grupo armado “queimou casas, infraestruturas, o banco, bombas [de combustível] e o edifício da administração”. “Não sei se morreram pessoas porque fugi para a mata”, declarou.
Outros relatos ouvidos na terça-feira pela Lusa davam conta de os membros do grupo armado terem dito à população que todos deviam aderir ao islamismo, destruindo uma igreja católica e levando com eles quatro pessoas.
Em contacto com a Lusa, o bispo de Pemba, Luiz Fernando Lisboa, disse ter a mesma informação relativa a uma igreja incendiada e relatos de que a população estava a fugir para o mato.
Segundo as mesmas fontes, o terror ter-se-á espalhado por várias povoações em redor de Muidumbe e ouviram-se confrontos na segunda e terça-feira.
Testes experimentais nos hospitais de Pádua e Verona analisam sangue de médicos recuperados para compreender como se desenvolve a imunidade à Covid-19.
Os hospitais de Pádua e de Verona estão a levar a cabo uma série de testes experimentais sorológicos — ou seja, testes que têm capacidade de detectar se uma pessoa desenvolveu anticorpos contra o novo coronavírus e está, assim, imune à Covid-19.
Mario Plebani, director do Departamento Laboratorial de Medicina do hospital de Pádua relembra, em entrevista ao Corriere della Sera, que “a serologia não faz milagres”, mas que este método experimental pode ajudar, nomeadamente na identificação dos profissionais de saúde infectados e entretanto recuperados — que, caso estejam imunes, já podem regressar à linha da frente.
Os profissionais de saúde das áreas de emergência, doenças infecciosas e cuidados intensivos são aqueles que estão neste momento a serem testados, por serem os mais expostos à doença. O hospital de Pádua está a levar a cabo cerca de 800 testes sorológicos por dia, em que o sangue recolhido é analisado, com o laboratório a ser capaz de processar cerca de 180 amostras por hora.
“Estamos a iniciar o estudo para compreender quando é que os anticorpos protectores se desenvolvem e obter uma base científica que nos diga em que altura devemos recolher amostras de sangue para detectar quando é que a doença tem início e em que casos é que surgiu imunidade”, explicou Plebani. A equipa já conseguiu detectar o momento em que os anticorpos se começam a desenvolver: “Entre o 12.º e o 15.º dia da infecção. Contudo, não sabemos até quando dura”.
O objetivo da equipa é desenvolver estes testes e poder depois aplicá-los a outras pessoas para lá dos profissionais hospitalares.
A investigação tem sido recebida com dúvidas, com a Associação Italiana de Microbiologistas a apontar que não é possível saber até quando duram esses anticorpos e se eles correspondem exactamente a uma imunidade. Plebani responde que não é possível responder ainda a essas perguntas, quando os testes começaram “há apenas 15 dias”. Mas promete continuar a investigar.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) apresentou ontem ao Ministério das Finanças uma proposta para a revisão das taxas, encargos e contribuições...