Impedido de se juntar a manifestantes, polícia despede-se
Um polícia do Oklahoma despediu-se depois de a sua chefia o ter proibido de se ajoelhar durante os protestos em homenagem a George Floyd.
O agente estava a trabalhar numa prisão de Oklahoma City, no sábado, quando os manifestantes se aproximaram do local. Na sequência desta manifestação, um carro da polícia terá sido incendiado e as autoridades dizem que os manifestantes estavam a tentar invadir o edifício
O chefe desta esquadra da polícia conta que o agente em questão era um agente de detenção que preferiu juntar-se aos manifestantes e deixar os reclusos sem proteção. “Isto não faz qualquer sentido”, afirma, referindo que para isso deveria “tirar um dia de folga”.
Segundo o NY Post, o agente decidiu tirar a farda e juntar-se aos protestos.
Líder religioso condenado por realizar cultos em Tete
O Tribunal Judicial Distrital de Macanga, província de Tete, acaba de condenar um líder religioso a uma pena de 45 dias, convertidos em multa, por violação do decreto presidencial que declara o Estado de emergência no país.
No julgamento havido sexta-feira 29, aquela instância judicial provou que o líder religioso convidou e facilitou a entrada de crentes do Malawi para participarem em cultos no distrito de Macanga.
O administrador de Macanga, Assane Ussene, que revelou o facto a jornalistas, explicou que a entrada dos malawianos para a celebração de missas aconteceu na localidade Namadende, que faz limite com Malawi.
Segundo o administrador, os líderes comunitários denunciaram o réu sobre o incumprimento do decreto presidencial e estranha a atitude daquele líder religioso, porquanto as autoridades têm vindo a disseminar mensagens sobre as medidas de prevenção do novo coronavírus em todas as localidades, incluindo na linha de fronteira.
“Com esta condenação, fica o alerta para os outros cidadãos que não cumprirem as medidas de prevenção da Covid-19 no distrito de Macanga”, advertiu Ussene, para quem este é o primeiro caso em que um líder religioso é condenado por desacato às medidas de prevenção do novo coronavírus naquele distrito do norte de Tete.
Canibal é preso após matar e comer a própria avó de 90 anos
Um homem de 37 anos foi preso na última segunda-feira (1º/6) acusado de matar e canibalizar a própria avó de 90 anos. Dwayne Wallick foi encontrado pelos policiais enquanto se alimentava da idosa, Ruby Wallick. O caso aconteceu em Richmond, capital do estado americano da Virginia.
De acordo com a imprensa local, as motivações para o crime ainda são desconhecidas. Na tarde de segunda, a polícia recebeu um chamado alertando sobre um homem visto ao lado de um corpo ensanguentado em uma bairro residencial da cidade.
Ao chegarem no local, acharam Dwayne praticando o ato de canibalismo. Os agentes ordenaram que ele parasse, mas foram ignorados. Com isso, os policiais usaram uma arma de choque; depois, o suspeito foi algemado e preso.
Agora, as investigações tentam entender o que aconteceu. Uma das suspeitas é que drogas tenham sido parte da sequência que culminou no assassinato. A idosa foi decretada morta na segunda, mas ainda não há informações sobre a causa.
Coreia do Norte ameaça romper acordo militar com Seul
A Coreia do Norte ameaçou hoje romper o acordo militar com a Coreia do Sul e fechar o gabinete de ligação transfronteiriça, se Seul não impedir que ativistas continuem a enviar panfletos através da fronteira.
Uma reação que levou já hoje a Coreia do Sul a afirmar que planeia adotar novas leis para proibir os ativistas de lançarem panfletos anti-Pyongyang na fronteira entre os dois países.
Os desertores e ativistas norte-coreanos têm feito voar balões que transportam panfletos através da fronteira, com mensagens a acusar o líder norte-coreano de violar os direitos humanos e a denunciar a sua política nuclear.
“As autoridades sul-coreanas pagarão um preço alto se permitirem que essa situação continue”, disse a irmão de Kim Jong-un num comunicado divulgado pela agência de notícias oficial KCNA.
Na mesma nota apelidou os desertores de “podridão humana” e “cães podres e bastardos” que traíram a sua terra natal, defendendo que era “hora de responsabilizar os seus donos”, referindo-se ao Governo sul-coreano.
Kim Jong-un ameaçou fechar o escritório de ligação transfronteiriça e quebrar o acordo militar, assinado durante a visita de Moon a Pyongyang em 2018, que visava aliviar as tensões na fronteira.
No entanto, a maioria dos acordos alcançados na reunião não foi implementada e a Coreia do Norte continuou a realizar dezenas de testes militares.
Kim Yo-jong também ameaçou pôr um fim definitivo aos projetos económicos entre as duas nações, em particular no que diz respeito ao parque industrial inter-coreano de Kaesong e às visitas ao Monte Kumgang.
Essas duas atividades, que são lucrativas para Pyongyang, foram suspensas após as sanções impostas à Coreia do Norte por causa dos seus programas nucleares e lançamento de mísseis proibidos.
Pyongyang encerrou em grande parte os seus laços com Seul após o fracasso em fevereiro de 2019 da cimeira de Hanói entre Kim e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Desde então, as negociações entre Washington e Pyongyang sobre o programa nuclear norte-coreano foram suspensas também.
Acusações agravadas contra envolvidos na morte de Floyd
Uma multidão mais numerosa do que no dia anterior voltou a encher as ruas de Washington para, em frente à Casa Branca, protestar contra a morte de George Floyd e a violência policial sobre afro-americanos.
Foi o nono dia de manifestações em várias cidades do país. Foi também dia de nova violação do recolher obrigatório, apesar de agravadas as acusações contra os quatro polícias envolvidos na morte em Mineápolis.
O agente que pressionou pescoço de George Floyd foi acusado de homicídio intencional e os três colegas são acusados de cumplicidade. Derek Chauvin pode ser condenado a 40 anos de prisão.
“O que eu não acredito é que uma acusação bem-sucedida pode retificar a dor e o sentimento de perda que tanta gente sente. A solução para essa dor vai ser um lento e difícil trabalho de construção da justiça e igualdade na nossa sociedade”, explicou Keith Ellison, procurador-geral do Estado do Minnesota.
Em conversa com ativistas na internet, o antigo presidente Barack Obama voltou a intervir em público, juntou a sua voz ao apoio aos manifestantes e pediu reforma da polícia.
“Tenho estado a escutar coisas como encobrimento versus protestos, política, e participação versus desobediência civil e ação direta. Não se trata de uma coisa ou outra, mas sim avançar com mudanças reais”, disse Barack Obama.
Se em Washington o número de manifestante foi maior, a presença das forças de segurança também, com alegados elementos suplementares de várias agências federais.
Jovem grávida violentada e assassinada na Cidade de Quelimane
Uma jovem, grávida, foi violentada e assassinada na passada segunda-feira (01) na Cidade de Quelimane, na Província da Zambézia, alegadamente por um cidadão com quem tinha acabado de praticar relações sexuais.
A rapariga, de pouco mais de 30 anos de idade e mãe de três menores, terá encontrado a morte durante a noite do Dia Internacional da Criança numa residência onde manteve relações sexuais com um cidadão ainda desconhecido.
Testemunhas disseram a jornalistas que a rapariga prostituía-se e o crime terá sido protagonizado por um alegado cliente com quem se desentendeu após o acto.
De acordo com a Procuradora-Geral da República na Província da Zambézia registaram-se a maioria dos 3.030 crimes contra a vida registados no ano passado em Moçambique.
É difícil cobrir a insurgência em Cabo Delgado, diz o jornalista
A província de Cabo Delgado, que desde 2017, é alvo de ataques de insurgentes do Estado Islâmico, tal como dizem as autoridades moçambicanas, é uma das áreas onde ser jornalista é uma actividade de alto risco, afirma o jornalista André Baptista.
Baptista, que é dos poucos que cobrem a insurgência, conta que, na sua recente viagem, notou que as pessoas vivem “cheias de medo, incerteza e insegurança” ao ponto de evitar falar publicamente sobre a insurgência ou assuntos relacionados.
Na capital, Pemba, “Há uma ação das forças de segurança” para manter esse clima, diz Baptista.
Os jornalistas locais, depois do recente e misterioso desaparecimento do repórter Ibraimo Mbaruco e da detenção pelas autoridades de Amade Abubacar, “desenvolveram a autocensura” e praticamente não fazem menção à guerra no seu trabalho.
Esses “atentados contra jornalistas contribuíram para silenciar a imprensa”, diz o jornalista que sublinha que “a maior parte da cobertura é de órgãos internacionais ou seus correspondentes nacionais”.
Cidade de Pemba acolhe crianças desamparadas devido aos ataques terroristas
A capital de Cabo Delgado acolheu algumas crianças que ficaram separadas das suas famílias durante os ataques terroristas na vila de Macomia, na zona centro daquela província. Até ao momento foram registadas 35, e uma parte já esta em casa das suas famílias.
Juma Luís é um dos adolescentes que estava no grupo das crianças que fugiram da vila de Macomia durante o último ataque terrorista. É órfão de mãe, e não sabe o paradeiro do seu pai.
“Os soldados disseram para não esperar nossas famílias e mandaram fugir enquanto disparavam contra os atacantes. Caminhamos a pé na mata até à aldeia de Nakate, e dormimos. Dia seguinte, fomos até à aldeia Metambo e voltamos a dormir. No terceiro dia, chegamos à aldeia Umoja, onde dormimos também dormimos. No dia seguinte fomos transportados pelos militares para aqui na cidade de Pemba”, disse.
Quando chegaram a Pemba, Juma e outras crianças foram acolhidos num centro comunitário da Igreja Católica, uma entidade que tem estado a ajudar aos deslocados dos ataques terroristas em Cabo Delgado.
Os terroristas assaltaram a vila de Macomia no dia 28 de Maio último, e o Governo ainda não divulgou os danos caudados durante o ataque que provocou centenas de deslocados.
Analistas apontam para aumento de tensão entre Moçambique e África do Sul
O tom da tensão entre a África do Sul e Moçambique tem estado a subir, não apenas por causa dos últimos desenvolvimentos ligados à detenção do antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, e à recente expulsão de centenas de moçambicanos, mas também de outros factores que distanciam os dois países vizinhos, sobretudo no domínio económico e comercial.
Analistas tentam encontrar explicações para esse aumento de tensão e apontam para pretensões hegemónicas e interesses económicos.
Calton Cadeado, especialista em relações internacionais na Universidade Joaquim Chissano, lembra esta tensão não é de hoje, “é uma tensão que começou a ganhar contornos a partir do momento em que Moçambique já questiona determinados acordos que tem com a África do sul, no domínio energético”.
Cadeado afirmou ainda que a tensão entre os dois países também subiu de tom “porque a África do Sul, como potência regional, não teve uma participação robusta no negócio do gás na bacia do Rovuma e os sul-africanos não se sentem cómodos pela exclusão deste negócio”.
Pretensões hegemónicas
Aquele especialista considera que isso gerou, do lado sul-africano, uma desconfiança de que Moçambique está com ambições de grande potência capaz de desafiar a África do Sul, “e qualquer potência hegemónica na região onde está, como é o caso da África do Sul, não aceita este tipo de desafios”, embora Maputo nunca tenha manifestado tais pretensões.
Calton Cadeado concorda com o ponto de vista de que os últimos desenvolvimentos ligados aos moçambicanos recentemente expulsos da África do Sul e à detenção de Manuel Chang agravaram a tensão entre Maputo e Pretória, mas diz que “se voltarmos para a história, vamos ver a distância entre as duas partes por causa do projeto de Mpandacua”, de geração de eletricidade, na província moçambicana de Tete.
“Há muitas coisas que distanciam os dois países, sobretudo no domínio económico e comercial, mas no domínio político há uma aproximação entre as partes”, destaca Cadeado.
O economista Constantino Marrengula é da mesma opinião e afirma não saber se a África do Sul está interessada em estabelecer parcerias em que não seja ela a ditar as regras do jogo.
Na opinião daquele analista, é por isso que alguns projetos não arrancam em Moçambique, entre os quais o do porto de Dobela, na província de Maputo “porque a África do Sul não tem a certeza de que vai ser ela a ditar as regras de jogo”.
Interesses económicos
Marrengula refere que “não sei, exactamente, qual é a visão sul-africana sobre as potencialidades que Moçambique tem no sector do gás, se é para nós “moçambicanos) funcionarmos como exportadores primários para o mercado sul-africano, pagando-nos aquilo que nos pode pagar e ficando com eles a maior parte do bolo”.
Por seu lado, o arquiteto Tomás Rondinho diz que isso já está a acontecer porque na exploração do gás natural de Temane, em Inhambane, a parte do leão fica com a multinacional sul-africana, Sasol.
“A quantidade do gás explorado e exportado, tudo é controlado pela África do Sul, e, naturalmente, que Moçambique já está a questionar isso”, alerta.
Entretanto, fonte diplomática sul-africana lembra que Pretória quando pretende estabelecer parcerias, primeiro olha para África e só depois para fora de África.
Ciclone Nisarga provoca pelo menos três mortes na Índia
O ciclone Nisarga atingiu, com ventos até 120 quilómetros por hora, a costa ocidental da Índia, onde provocou pelo menos três mortes e danos materiais.
O ciclone Nisarga enfraqueceu de “grave” para “tempestade ciclónica” depois desta quarta-feira ter atingido, com ventos até 120 quilómetros por hora, a costa ocidental da Índia, onde causou pelo menos três mortes e danos materiais.
As árvores e os telhados foram arrancados à passagem do ciclone, que atingiu em particular Maharashtra, o Estado mais afetado na Índia pela pandemia do novo coronavírus.
O Nisarga chegou ao distrito de Raigad, perto da cidade de Alibag, por volta do meio-dia desta quarta-feira, com ventos de quase 100 quilómetros por hora, em vez de atingir diretamente a capital financeira do país, Bombaim, localizada a cerca de 50 quilómetros a norte, como se temia.
De acordo com o Departamento de Meteorologia da Índia (IMD), o ciclone continuou a mover-se para o interior a partir de Maharashtra, “deslocando-se para nordeste e enfraquecendo numa tempestade ciclónica”.
Entre a confusão inicial causada pelos cortes de energia e a interrupção dos serviços telefónicos, as autoridades locais comunicaram a morte de duas pessoas em Raigad.
Trata-se de um rapaz de 10 anos, que morreu na sequência da queda de uma árvore, na cidade de Shrivardan, e de um homem que caminhava pela rua em Alibag, disse o gabinete distrital de Raigad à agência Efe.
A área sofreu danos materiais, nomeadamente a queda de árvores, de postes de eletricidade e telhados arrancados pela força da tempestade.
Ayush Prasad, um oficial da cidade de Pune, a cerca de 100 quilómetros para o interior, relatou a morte de uma mulher de 65 anos quando um muro da sua casa caiu, segundo a agência noticiosa local ANI.
A rápida evolução do ciclone nos últimos dias, duas semanas após a tempestade Amphan ter deixado mais de cem pessoas mortas na Índia e no Bangladesh, ao atravessar a baía de Bengala, tinha criado o receio de inundações nas zonas mais baixas de Bombaim devido às ondas e às fortes chuvas.
Embora a costa indiana seja atingida por ciclones todos os anos, esta é a primeira tempestade ciclónica severa a atingir a cidade de Bombaim em décadas.
A chegada do ciclone obrigou à deslocação de dezenas de milhares de pessoas em Maharashtra e no Estado vizinho de Gujarate, como medida preventiva.
No caso do distrito de Palghar, a norte de Mumbai, mais de 15. 000 pessoas consideradas em risco foram deslocadas para abrigos, embora no final o impacto em Nisarga tenha sido menor do que o que se temia e não se tenham verificado danos materiais importantes, disse à Efe um responsável da autoridade distrital de gestão de catástrofes, Vivekanand Kadam.
O ciclone ocorreu num momento particularmente difícil para as autoridades devido ao surto de casos de coronavírus na Índia, com mais de 200.000 casos positivos em todo o país e 5.815 mortes, e as medidas de contenção ainda em vigor.
Maharashtra é o Estado mais afetado pela pandemia, com mais de 72. 000 casos confirmados e 2. 465 mortes, enquanto Gujarate é o quarto Estado onde a Covid-19 mais se faz sentir, com mais de 17. 000 infetados e 1 092 mortes.
OMS retoma testes com hidroxicloroquina para COVID-19
A Organização Mundial de Saúde (OMS) vai retomar os testes com hidroxicloroquina para Covid-19. O anúncio foi feito esta quarta-feira 03, pela Organização, uma semana e meia depois de anunciar a suspensão dos testes com o medicamento, para que os dados sobre a segurança do remédio fossem avaliados.
A decisão foi tomada depois que um estudo publicado na revista científica The Lancet que alertou sobre os riscos da cloroquina, indicando um aumento da mortalidade nos pacientes que receberam o tratamento.
Segundo a agência, hoje não existem provas ou evidências de que o tratamento reduza a mortalidade em pessoas com o vírus e nem que proteja aqueles que não foram infectados.
Michael Ryan, chefe de operações da OMS, pediu ainda cautela em relação às conclusões sobre o impacto do tratamento. Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS, confirmou que não existem provas de que um tratamento reduza a mortalidade das pessoas contaminadas pela COVID-19.
“Temos de ser cautelosos. Quando suspendemos, era com base em aumento de mortalidade descrito num estudo”, disse.
“Agora, temos confiança de que não vimos diferenças de mortalidade e recomendou-se que os testes podem continuar”, afirmou.
O diretor da organização, Tedros Adhanon, esclarece que foi dada ordem para manter os testes de todos os medicamentos, incluindo a hidroxicloroquina. “Com base nos dados de mortalidade disponíveis, os membros do comitê disseram que não existem razões para modificar o protocolo de testes”, disse o diretor-geral da OMS.
As dúvidas sobre as conclusões de falta de eficácia do medicamento foram levantadas pela revista científica que publicou o artigo da polémica. A The Lancet questiona agora o relatório da Surgisphere, a empresa norte-americana que esteve na origem da análise que suspendeu os testes.
Donald Trump apresentou o medicamento como panaceia para o novo coronavírus; Jair Bolsonaro deu ordens para que fosse utilizado de forma massificada no tratamento da doença no Brasil.
Depois das dúvidas levantadas, o uso passou a ser desaconselhado pela OMS. Várias autoridades nacionais, como a Direcção geral de saúde em Portugal suspenderam a utilização no tratamento para a Covid-19.
Os testes clínicos estão a ser feitos em 3500 pacientes de 35 países.
Casa onde nasceu Adolf Hitler vai ser transformada em esquadra de polícia
A casa onde nasceu Adolf Hitler, na Áustria, vai ser remodelada e transformada numa esquadra de polícia. O objectivo passa por tornar “neutro” o local.
O governo austríaco pretende remodelar a casa onde Adolf Hitler nasceu, a 20 de Abril de 1889, para a transformar numa esquadra de polícia. O projecto tem como objectivo eliminar qualquer referência aos crimes cometidos em nome do nazismo e, ao mesmo tempo, impedir que o prédio se mantenha num local de peregrinação para os neonazis.
“Foi a simplicidade deste projeto que nos convenceu”, explicou Robert Wimmer, o presidente do júri que, entre as 12 propostas apresentadas a concurso, escolheu o futuro design. A habitação, localizada no centro da cidade de Braunau am Inn, junto à fronteira com a Alemanha, foi assumida pelo Governo em 2016. Cabe, agora, aos irmãos austríacos Stefan e Bernhard Marte a remodelação do edifício, que custará ao Estado cerca de 5 milhões de euros e deverá ficar concluído até o final de 2022.
Grande parte da estrutura original da casa vai permanecer intacta. A placa evocativa no exterior do prédio será removida e poderá vir a ser exibida num museu. Embora Hitler tenha passado pouco tempo da sua vida em Braunau, a casa ainda era um ponto de atração para muitos nazis. Como esquadra de polícia, vai conseguir passar uma imagem de “guardião dos direitos de liberdade”, disse o ministro do Interior, Karl Nehammer, em conferência de imprensa. “Um novo capítulo será aberto para o futuro a partir da casa de nascimento de um ditador e assassino em massa”, acrescentou.
Nehammer explicou, ainda, que, após a anexação da Áustria pelo Terceiro Reich, em 1938, o prédio foi adquirido pelo Partido Nazi e renovado “para expressar mais poder”. O projeto vencedor, apresentado esta quarta-feira, mantém a estrutura original do local, mas com “uma aparência muito reduzida, neutra”.
O estado austríaco tenta há décadas – nem sempre com sucesso – impedir que o edifício se torne num santuário para os nostálgicos do nazismo. Por esse motivo, em novembro passado, o governo interino, formado então por especialistas sem filiação política, decidiu instalar uma esquadra lá, com o objetivo explícito de remover qualquer vestígio de nazismo.
Na verdade, o uso a dar ao velho edifício construído no século XVII nunca foi consensual. Muitos defenderam, ao longo dos anos, que devia, pura e simplesmente, ser demolido, tal como aconteceu com outras propriedades que pertenceram ao ditador, sempre com o objetivo de impedir cultos nazis. Outros sugeriram que o prédio fosse aproveitado para obras de cariz social ou mesmo centros de reconciliação entre povos.
A casa mantinha-se vazia desde que o estado, em 2016, conseguiu encerrar a disputa judicial com o anterior proprietário, que chegou até o Supremo Tribunal. A família da proprietária exigia 1,5 milhões de indemnização mas em junho, depois de esgotados todos os recursos, o tribunal fixou o valor final em 811 mil euros.
Bolsonaro veta transferência de 1,5 mil milhões de euros para estados e municípios
O Presidente brasileiro vetou a transferência de 8,6 mil milhões de reais (1,5 mil milhões de euros) do Fundo de Reservas Monetárias para estados e municípios combaterem a Covid-19.
O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, vetou na quarta-feira a transferência de 8,6 mil milhões de reais (1,5 mil milhões de euros) do Fundo de Reservas Monetárias (FRM) para estados e municípios combaterem a Covid-19.
A decisão foi publicada em Diário Oficial da União e veta a transferência da verba para governadores e prefeitos, que tinha sido aprovada em maio pelo Congresso brasileiro.
Bolsonaro também vetou outras partes do texto aprovado pelos parlamentares, como a repartição do dinheiro entre estados e municípios para a compra de materiais de prevenção da pandemia do novo coronavírus.
O chefe de Estado apenas sancionou a extinção do Fundo de Reservas Monetárias, que já se encontrava inativo.
O FRM foi criado em 1966 e era abastecido com reservas do Imposto sobre Operações Financeiras, usadas para intervenção nos mercados de câmbio e na assistência a bancos e instituições financeiras.
Ao justificar o veto à transferência dos recursos, Bolsonaro argumentou que o Congresso, ao alterar o destino final dos recursos oriundos da extinção do fundo, viola o princípio constitucional que proíbe emendas parlamentares de aumentar despesas em projectos de iniciativa exclusiva do Presidente da República do Brasil.
O chefe de Estado advogou ainda que a nova aplicação do fundo desrespeita a política do tecto de gastos, que proíbe a criação de despesa obrigatória ao poder executivo sem a demonstração de impacto orçamentário e financeiro no exercício corrente e nos dois anos seguintes.
Caberá agora ao Congresso analisar o veto presidencial, que poderá ser mantido ou anulado, não havendo previsão de quando a questão será analisada.
O presidente da Câmara dos Deputados brasileira, Rodrigo Maia, mostrou-se surpreendido com a decisão de Bolsonaro.
“A informação que eu tinha dos deputados era que tinha ocorrido um acordo, inclusive para a destinação desses recursos. De facto, surpreendeu o veto do governo em relação a esses 8,6 mil milhões de reais. É um direito do Presidente [vetar]. Cabe ao Parlamento chamar uma sessão do Congresso e decidir pela manutenção ou derrubada [anulação] do veto”, disse Maia aos jornalistas, após ser confrontado com a decisão de Bolsonaro.
Guiné Equatorial anuncia plano para testar toda a população
A Guiné Equatorial vai fazer testes à COVID-19 a toda a população, com um plano que prevê postos fixos e móveis que deverão permitir recolher 700 amostras por dia, foi anunciado.
De acordo com informação divulgada hoje pelo Gabinete de Informação e Imprensa oficial, a decisão foi tomada pelo vice-presidente do país e responsável político máximo do Comité de Luta e Vigilância do Coronavírus, Teodoro Nguema Obiang Mangue, após uma reunião com os técnicos que integram o mesmo comité.
A estratégia dos técnicos de saúde, denominada Stop Lab, é estabelecer 30 lugares fixos de recolha de amostras nas grandes cidades de Malabo e Bata, três pontos nas principais vias de entrada nestas cidades e criação de três equipas móveis “para cobrir outros sítios estratégicos”, adianta o gabinete.
Segundo os especialistas, citados pelo gabinete, está prevista a recolha de 700 amostras por dia, estimando-se em três meses o tempo previsto para a implementação do plano.
O laboratório de Baney foi, entretanto, reforçado com um aparelho com capacidade para processar 500 testes diários, segundo o Governo.
A ideia é, de acordo com a informação oficial, “obter dados mais concretos dos casos de COVID-19” e “definir com certeza” o comportamento da doença em todo o território.
A Guiné Equatorial regista 1.306 casos de COVID-19, 12 mortos e 275 doentes recuperados, segundo a mais recente atualização oficial.
No entanto, os números da doença têm sido motivo de controvérsia, e o Governo pediu a substituição da representante da Organização Mundial de Saúde no país, Triphonie Nkurunziza, acusando-a de manipulação dos dados.
No entanto, a oposição sustenta que a saída de Triphonie Nkurunziza está diretamente ligada à considerada “gestão caótica e desastrosa” da resposta governamental à pandemia de COVID-19, acusando o Governo de estar a falsificar os dados da pandemia.
Em causa estará, segundo fontes locais, o facto de a responsável da OMS continuar a atualizar os dados relativos à pandemia na Guiné Equatorial depois de o Governo ter alegadamente optado por deixar de tornar esses dados públicos diariamente.
Com 1,3 milhões de habitantes, a Guiné Equatorial registou o seu primeiro caso confirmado de COVID-19 em 14 de março, havendo atualmente registos de transmissão comunitária, tanto na região insular como na continental.
O Governo decretou o fecho de fronteiras e os estabelecimentos públicos, nomeadamente escolas, e anunciou uma verba de 5 mil milhões de francos CFA para a compra de material sanitário.
Foi ainda decretado o confinamento obrigatório da população, renovado na semana passada até 15 de junho.
“Apesar dos esforços, os casos continuaram a aumentar de forma gradual nas duas principais cidades equato-guineenses”, admitem as autoridades.
A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mantém há vários dias o registo de 1.306 casos e 12 mortos.
No continente africano há 4.493 mortes por COVID-19 e mais de 157 mil casos em 54 países, segundo os dados mais recentes da pandemia no continente.
Entre os países africanos lusófonos, a Guiné-Bissau é o que tem mais infeções, com 1.339 casos, registando oito mortos.
São Tomé e Príncipe contabiliza 484 casos e 12 mortos e Cabo Verde tem 466 infeções e cinco mortos.
Moçambique conta 307 doentes infetados e dois mortos e Angola tem 86 casos confirmados de COVID-19 e quatro mortos.
A nível global, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 377 mil mortos e infetou mais de 6,3 milhões de pessoas.
Mais de 2,6 milhões de doentes foram considerados curados.
Incêndio em hospital provoca um morto na Rússia
Um paciente morreu durante um incêndio no hospital Botkine, em São Petersburgo, especializado em doenças infecciosas, noticiam as agências de notícias russas, citando os serviços de emergência da cidade.
“Foram os lençóis de um quarto que se incendiaram. O paciente estava sozinho no local. O paciente morreu sufocado pelo fumo. Tentou-se reanimá-lo, mas não foi possível”, disse o porta-voz dos serviços de emergência, Andrei Litovko, à agência de notícias AFP.
Segundo o porta-voz, a vítima “não é um paciente com COVID-19″, já que este hospital recebe muitos pacientes com o novo coronavírus.
As agências russas Interfax, Ria Novosti e Tass, citando uma fonte não identificada nos serviços de emergência, indicaram que o incêndio terá sido iniciado pelo próprio paciente, que fumava na cama e provavelmente adormeceu com o cigarro aceso.
Em maio, seis pessoas morreram em dois incêndios, um em São Petersburgo e outro em Moscovo, causados por mau funcionamento de respiradores artificiais aos quais os pacientes com a COVID-19 estavam ligados.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 377 mil mortos e infetou mais de 6,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.
Mais de 2,6 milhões de doentes foram considerados curados.
China pede a Londres que cesse imediatamente interferência em Hong Kong
A China aconselha “o lado britânico a desistir da mentalidade da Guerra Fria, do estado de espírito colonialista” e a reconhecer e respeitar o facto de Hong Kong ter sido “devolvido à China”.
A China apelou esta quarta-feira ao Reino Unido que “cesse imediatamente toda a interferência” nos assuntos de Hong Kong, depois de Londres ter pedido ao governo chinês que não imponha a lei de segurança nacional na região semiautónoma.
“Aconselhamos o lado britânico (…) a desistir da mentalidade da Guerra Fria, do estado de espírito colonialista, e que reconheça e respeite o facto de que Hong Kong foi devolvido à China”, apontou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhao Lijian. Zhao avisou que, “caso contrário” o Reino Unido “nada fará a não ser dar um tiro no próprio pé”.
Para a Região Especial Administrativa de Hong Kong foi acordado um período de 50 anos, com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário, após a transferência da soberania pelo Reino Unido para a China.
O arranjo permite à antiga colónia britânica beneficiar de liberdades inexistentes na China continental, incluindo um sistema judicial independente e liberdade de expressão.
Face ao agravar de uma crise política no território, devido a meses consecutivos de protestos pró-democracia, a Assembleia Popular Nacional – o órgão máximo legislativo da China, onde mais de 70% dos deputados são membros do Partido Comunista Chinês -, aprovou na semana passada a lei de segurança nacional de Hong Kong.
O Reino Unido, os Estados Unidos, a Austrália e o Canadá manifestaram publicamente as suas preocupações. O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Dominic Raab, pediu na terça-feira a Pequim que abandone a lei.
Jorge Jesus renovou com o Flamengo
Jorge Jesus renovou contrato com o Flamengo, após ambas as partes terem fechado o acordo para um novo vínculo até 21 de Junho de 2021, que prevê cláusulas de uma eventual saída do técnico.
O técnico português Jorge Jesus renovou o contrato com o Flamengo por mais um ano, até Junho de 2021.
O treinador anunciou a renovação na sua página do Instagram, com uma imagem sua onde pode ler-se “Digam à Nação que fico!”. Jesus revela que a relação de amizade “com todos jogadores, estrutura do clube” e com os adeptos foi determinante para tomar esta decisão. “Obrigado a todos pelo carinho, pelo reconhecimento e apoio ao nosso trabalho”, acrescentou o técnico português.
O acordo entre ambas as partes ficou pronto na terça-feira e o contrato foi assinado esta quarta-feira. Jorge Jesus e a sua comissão técnica receberão 4 milhões de euros pelo novo vínculo.
Contudo, este acordo contém também cláusulas de saída do treinador português caso surjam propostas de determinados clubes europeus, que não são ainda revelados.
Ao serviço do Flamengo, Jorge Jesus conquistou o Brasileirão, a Copa Libertadores e a Recopa Sulamericana
Desastre ambiental na Sibéria
A cidade de Norilsk, no extremo norte da Rússia, declarou estado de emergência após o derrame acidental de cerca de 20 mil toneladas de gasóleo.
Várias imagens aéreas mostram o vazamento a alcançar o rio Ambarnaya. As autoridades locais ergueram uma barragem improvisada para tentar travar o avanço da mancha e limitar as consequências do desastre ambiental. Norilsk situa-se acima do Círculo Polar Ártico.
O combustível encontrava-se num reservatório de uma central térmica e destinava-se a garantir o abastecimento de energia em caso de falha no fornecimento de gás.
Ainda não há certezas quanto às causas da fuga massiva. No entanto, a companhia de exploração de níquel que opera no local revela o desabamento de pilares alegadamente devido ao colapso progressivo da camada de permafrost que sustenta a infraestrutura.
Mark Zuckerberg criticado por recusar moderar publicações de Donald Trump
Responsáveis de grupos de defesa de direitos civis norte-americanos criticaram o fundador da plataforma de conteúdos digitais Facebook por não moderar mensagens polémicas do Presidente dos EUA.
Vários responsáveis de grupos de defesa de direitos civis norte-americanos criticaram esta terça-feira o fundador da plataforma de conteúdos digitais Facebook, Mark Zuckerberg, por se recusar a moderar mensagens polémicas do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Estamos desapontados e surpreendidos com as explicações incompreensíveis de Mark pela decisão de manter as publicações de Trump”, afirmaram Vanita Gupta, Sherrilyn Ifill e Rashad Robinson, líderes de três grandes organizações de direitos civis no Estados Unidos.
A reação dos ativistas acontece depois de uma conversa telefónica, na noite de segunda-feira, com Zuckerberg e Sheryl Sandberg, a número dois do Facebook.
“Ele [Mark Zuckerberg] não demonstrou compreensão das restrições históricas e contemporâneas ao direito de voto e recusa-se a reconhecer até que ponto o Facebook facilita os apelos de Trump na violência contra os manifestantes”, disseram os três responsáveis.
“Agradecemos aos líderes dos grupos de direitos cívicos terem partilhado os comentários francos e honestos com Mark e Sheryll. Este é um momento importante para escutar e esperamos poder continuar essas conversas”, respondeu um porta-voz do Facebook, acerca do telefonema de segunda-feira à noite.
A rede social decidiu não mexer nas mensagens do Presidente norte-americano sobre a votação por correspondência e a ameaça do uso de força contra cidadãos norte-americanos que protestam contra a brutalidade policial, o racismo e a desigualdade social.
Já de acordo com o The Wall Street Journal, Zuckerberg terá dito esta terça-feira, durante uma reunião da empresa, que as publicações de Trump são “profundamente ofensivas”, mas que isso não justifica que empresas privadas interfiram no discurso político.
Mark Zuckerberg está em posição delicada depois de se demarcar da posição assumida pelo director-executivo da rede social Twitter, Jack Dorsey, que optou por uma sinalização das publicações de Trump consideradas enganadoras e que mascaram incitamentos à violência.
Internamente, vários funcionários repudiaram a posição do seu chefe, lançando uma greve online na segunda-feira para marcar o seu desacordo com a política que consideram ser muito negligente. Os funcionários pediam ao Facebook o abandono da posição neutral que tem mantido.
Até ao momento, pelo menos dois funcionários, ambos engenheiros de software, demitiram-se.
Timothy J. Aveni anunciou a saída publicamente com uma mensagem publicada no LinkedIn. Já Owen Anderson partilhou no Twitter sentir-se “orgulhoso” por deixar de fazer parte da empresa.























