As autoridades colombianas anunciaram na quinta-feira 11, a expulsão de um militar venezuelano, acusado de se fazer passar por desertor do regime de Nicolás Maduro e suspeito de se ter deslocado à Colômbia para espiar o exército.
Gerardo Rojas Castillo foi detido na quarta-feira na estrada para Valledupar, no departamento norte de César, que faz fronteira com a Venezuela, disse o general Gerardo Melo Barrera, comandante da primeira divisão do exército colombiano, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
O suspeito foi deportado para a Venezuela na noite de quinta-feira, informaram os serviços de imigração colombianos.
O homem, que admitiu ser membro da Força Nacional Bolivariana, foi detido na posse de documentos que o acreditavam como sargento ativo no corpo militar venezuelano, de acordo com a mesma fonte.
“Esta pessoa foi colocada à disposição das autoridades competentes, que tomarão as medidas migratórias e administrativas resultantes das suas atividades, que puseram em perigo a segurança nacional”, acrescentou o general Melo Barrera num vídeo divulgado à imprensa.
Os serviços secretos colombianos vigiavam o cidadão venezuelano há mais de um ano, afirmou.
O venezuelano tinha entrado na Colômbia em fevereiro de 2019, tal como mais de mil militares e agentes da polícias que abandonaram o regime chavista, disse fonte governamental à AFP.
O homem é suspeito de ter espiado uma base militar em Valledupar, fazendo-se passar por um vendedor ambulante de sumos de fruta, sentado do outro lado da rua. Mais tarde, terá observado as “movimentações externas” da base enquanto segurança de uma empresa privada, acrescentou o general Melo Barrera.
As autoridades apuraram ainda que Gerardo Rojas Castillo regressou pelo menos uma vez à Venezuela, apesar de Nicolás Maduro – cuja reeleição a Colômbia não reconhece – ter anunciado que seria implacável com os desertores, de acordo com fonte anónima citada pela AFP.
Caracas e Bogotá romperam as relações diplomáticas, desde que o chefe de Estado colombiano, Iván Duque, declarou o seu apoio aos Estados Unidos, que querem expulsar Maduro do poder.
Nicolás Maduro, que sucedeu ao socialista Hugo Chávez, acusa a Colômbia de apoiar as tentativas de o derrubar, o que Bogotá refuta.
A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se desde janeiro de 2019, quando Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino do país, para afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres. Guaidó conta com o apoio de quase 60 países.
Os Estados Unidos vão continuar a reduzir a sua presença militar no Iraque nos próximos meses, anunciaram na quinta-feira os governos norte-americano e iraquiano, num comunicado conjunto.
“Os dois países tomaram nota do facto de que, à luz dos avanços significativos feitos para a erradicação da ameaça do Estado Islâmico, nos próximos meses, os Estados Unidos vão continuar a reduzir as suas forças no Iraque”, lê-se no comunicado.
Os dois governos não detalharam, contudo, o número dos soldados que vão abandonar o Iraque, nem as datas.
“Os Estados Unidos reiteraram que não procuram ou solicitam bases permanentes ou presença militar permanente no Iraque”, lê-se no comunicado conjunto.
Por outro lado, “o Governo iraquiano está comprometido em proteger o pessoal militar da coligação internacional” contra o Estado Islâmico “e as instalações iraquianas que os acolhem, de acordo com o direito internacional”.
Esse diálogo teve como objetivo retomar a diplomacia entre os dois países aliados após meses de tensões, marcadas por trinta ataques com ‘rockets’ contra posições de interesse norte-americano, atribuídos por Washington às forças pró-iranianas.
O sentimento antiamericano no Iraque aumentou com a morte, em janeiro, do general iraniano QassemSoleimani e do seu tenente iraquiano, mortos em Bagdad numa operação ordenada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Um novo caso de contágio local detetado em Pequim, nas últimas 24 horas, pôs fim a 18 dias seguidos sem registo de transmissões locais na China, informou hoje a Comissão de Saúde daquele país asiático.
Um novo caso de contágio local detetado em Pequim, nas últimas 24 horas, pôs fim a 18 dias seguidos sem registo de transmissões locais na China, informou hoje a Comissão de Saúde daquele país asiático.
Trata-se de um chinês de 52 anos de idade que, segundo a imprensa local, não deixou a capital chinesa nos últimos 15 dias. O caso também pôs fim a uma série de 56 dias consecutivos sem contágios locais em Pequim.
O país asiático diagnosticou ainda seis novos casos em viajantes oriundos do exterior, conhecidos como casos “importados”. Estes foram detetados em Xangai, a “capital” financeira do país, e na província de Fujian, leste da China.
A China proíbe a entrada de estrangeiros, incluindo residentes, desde 28 de março, pelo que a maioria dos casos “importados” são chineses que regressam ao país.
As autoridades de saúde acrescentaram que quatro pacientes receberam alta nas últimas 24 horas. O número de casos ativos fixou-se em 65.
De acordo com os dados oficiais, desde o início da pandemia, a China registou 83.064 infetados e 4.634 mortos, devido à covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Até ao momento, 78.365 pessoas tiveram alta.
As autoridades chinesas referiram que 750.674 pessoas que tiveram contacto próximo com infetados estiveram sob vigilância médica, 3.124 das quais permanecem sob observação.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 417 mil mortos e infetou mais de 7,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírusdetetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.
O governo são-tomense poderá substituir o estado de emergência, que termina segunda-feira, por estado de calamidade, apesar da “tendência crescente de casos de infeção” de Covid-19 no país, disse esta quinta feira 11, fonte governamental
“Concluiu-se que este é o último estado de emergência, que termina no dia 15 deste mês, e a partir daí será decretado, provavelmente, o estado de calamidade que poderá acontecer em várias fases”, disse Adelino Lucas, no final da sexta reunião dos órgãos de soberania, convocada pelo chefe de Estado, Evaristo Carvalho.
O porta-voz sublinhou que o estado de calamidade poderá ser aplicado “em três ou quatro etapas”, durante as quais serão anunciadas “as medidas de restrições que deverão continuar em vigor e outras que deverão ser levantadas”, podendo incluir-se, nesse âmbito, a abertura dos espaços aéreo e marítimo.
Na Constituição são-tomense não está previsto o estado de calamidade, havendo apenas menção ao estado de emergência e ao estado de sítio, cuja declaração é da competência do Presidente da República depois de autorizado pela Assembleia Nacional (parlamento).
Fonte parlamentar, disse, à propósito, hoje a Lusa que “cabe, neste caso, a Assembleia Nacional aprovar uma resolução que abre caminho ao governo para declarar esse estado de calamidade”.
A sexta reunião dos órgãos de soberania, segundo Adelino Lucas, analisou, essencialmente, duas questões, designadamente “o estado atual da pandemia no país e a retoma da vida económica”.
No âmbito sanitário foi “ponto assente” que “há uma tendência crescente de casos de infeção”, por isso será necessário o uso obrigatório das máscaras e outras medidas para evitar a propagação da doença.
No âmbito da retoma da vida económica, “o governo continuará a desenvolver esforços junto das empresas para minimizar os efeitos negativos desta pandemia”, disse o porta-voz do encontro.
Nesse sentido, o executivo foi orientado a “melhorar todo o sistema sanitário nacional para que de facto haja confiança quer do empresariado nacional quer do investidor”, explicou Adelino Lucas, referindo que “um dos aspetos é a melhoria das condições de operacionalidade no aeroporto de São Tomé, uma vez que o turismo estará no centro das atenções”
No encontro, os titulares dos órgãos de soberania “lançaram um desafio para o estabelecimento de um pacto social de estabilidade para fazer arrancar o país economicamente”.
“Se é verdade que o Covid-19 constitui um problema, o período pós coronavírus será pior, porque o país deixou de ter receitas, o turismo deixou de funcionar, os serviços pararam, não há cobrança de impostos.
O governo vai relançar contactos junto dos parceiros “numa perspetivas de angariar receitas para melhoramos o quadro económico e financeiro”.
Nesse âmbito, o ministro das Finanças anunciou a criação de um Banco de Fomento, com vista, segundo o porta-voz, “a mitigar os impactos negativos da covid-19 junto do setor privado”.
O referido banco vai atribuir créditos ao sector privado com juros que rondarão entre três e seis por cento, mas o executivo não avançou com que meios vai financiar a criação deste banco.
A decisão de substituir o estado de emergência por estado de calamidade surge no dia em que o Ministério da Saúde anunciou mais sete novos casos positivos de Covid-19, em 35 testes rápidos realizados nas últimas 24 horas.
Com este anúncio, eleva-se para 639 o número de infeção acumuladas.
Os números foram avançados hoje durante a atualização do Boletim Diário Coronavírus que diminuiu para 463 os pacientes que se encontram em isolamento domiciliar e mentem em 12 a quantidade de óbitos até ao momento registados no país.
Podia ser um cemitério na praia de Copacabana mas não é. Tratou-se de um protesto contra o que ativistas dizem ser o mau desempenhado dos governos, sobretudo o federal, a lidar com a pandemia de coronavirus.
O Brasil passou a liderar no número de novos contágios diários. Tem agora 800 mil casos confirmados e 41 mil mortos. Mesmo assim, cidades como São Paulo estão a levantar restrições e a desconfinar.
O governador, João Dória, anunciou que o Estado de São Paulo vai participar em testes humanos de uma vacina chinesa. “Hoje é um dia histórico para São Paulo e o Brasil, e também para a ciência mundial. O Instituto Butantan assinou um acordo tecnológico com a gigante Sinovac Biotech para a produção de uma vacina contra o coronavírus (…) o acordo prevê a participação de São Paulo em testes clínicos desta vacina com a 9 mil voluntários brasileiros, a começar já em julho”, declarou.
Já nos Estados Unidos, o primeiro ensaio clínico humano de uma vacina vai ser feito dentro de um mês em Nova Iorque. No país, à semelhança do Brasil, o desconfinamento avança nalguns Estados, como na Flórida, que registou um recorde de contágios. Mas as autoridades dizem estar ligado a um aumento de testes e a surtos nas comunidades rurais.
Na Rússia, o alastramento do coronavírus parece ser mais lento mas é o terceiro país do mundo com maior numero de infeções – meio milhão de pessoas.
O baixo número de mortos intriga alguns peritos, há quem advogue tratar-se de manipulação por razões políticas. Algumas regiões começaram a levantar o confinamento, como Moscovo.
Nova Deli na Índia registou um recorde de quase 10 mil novos casos com as unidades de saúde no limite. Estima-se que o pico não será atingido antes do final do próximo mês.
O responsável do Comité para a Pesquisa Médica do país, Balram Bhargava, diz que “a Índia é um país muito grande e a presença da Covid-19 baixa e observámos que a prevalência nos pequenos distritos é inferior a 1 por cento. Nas áreas urbanas, nas áreas confinadas, a incidência pode ser um pouco maior, mas definitivamente a Índia não está em transmissão comunitária”.
O governo está preparado para aliviar as restrições, já que o confinamento por um longo período tem consequências na economia e estrangula o rendimento das famílias.
O ritmo de contágio do novo coronavírus “está a aumentar” em África, apesar do número pouco expressivo de casos no continente, o que obriga a manter uma “vigilância constante”, disse esta quinta-feira 11, a Organização Mundial de Saúde (OMS).
“Por agora, África regista apenas uma pequena fração de casos em todo o mundo. Mas o ritmo de contágio está a aumentar”, realçou o diretor regional para o continente africano da OMS, Matshidiso Moeti, em comunicado.
Para o responsável, “a ação rápida e atempada dos países africanos permitiu manter um número baixo de casos” de covid-19.
Matshidiso Moeti alertou, no entanto, que é necessário manter uma “vigilância constante” para travar a pandemia e evitar “sobrecarregar os sistemas de saúde”.
O diretor regional da OMS sublinhou ainda que as medidas tomadas para a população se manter em casa e o encerramento de comércios resultaram em “enormes custos” particularmente nas comunidades mais vulneráveis e marginalizadas. “É fundamental nesta resposta atingir um equilíbrio entre salvar vidas e proteger os meios de subsistência, particularmente em África”, destacou.
O comunicado da OMS refere que nas últimas semanas os países têm levantado restrições ao confinamento imposto de forma a retomar atividades económicas e sociais. O alívio destas medidas deve ser um processo controlado e precisa de ter assegurado uma capacidade de testagem alargada, acrescenta. “Estes passos precisam de ser constantemente adaptados de acordo com a evolução dos dados e mantidas até que a pandemia esteja contida ou a vacina ou tratamento à covid-19 esteja acessível a todos”, destaca ainda.
A OMS lembra também que, conforme os países aliviam as restrições, as autoridades de saúde vão precisar de assegurar continuadamente serviços de saúde essenciais, enquanto retomam ao mesmo tempo as rotinas habituais nos vários serviços de saúde.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 416 mil mortos e infetou mais de 7,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.
Em África, há 5.678 mortos confirmados e mais de 209 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (1.389 casos e 12 mortos), seguida da Guiné Equatorial (1.306 casos e 12 mortos), Cabo Verde (616 casos e cinco mortes), São Tomé e Príncipe (632 casos e 12 mortos), Moçambique (472 casos e dois mortos) e Angola (113 infetados e quatro mortos).
O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de infetados (mais de 772 mil, atrás dos Estados Unidos) e o terceiro de mortos (39.680, depois de Estados Unidos e Reino Unido).
O Governo vai apresentar até ao final de Julho a auditoria aos apoios para enfrentar os ciclones Idai e Kenneth, em 2019, disse hoje à Lusa fonte estatal, depois de a apresentação ter sido anunciada para este mês.
Francisco Pereira, diretor do Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclone Idai, afirmou à Lusa que a “complexidade” da realização da auditoria ditou que os resultados ainda não tenham sido publicados.
No último mês, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, prometeu no parlamento que a divulgação dos resultados da auditoria deveria acontecer entre maio e Junho.
“Os resultados da auditoria serão divulgados agora no mês de maio e em junho”, afirmou o governante, na Assembleia da República, numa sessão de respostas do Governo a questões colocadas pelos deputados.
Uma segunda auditoria às contas do apoio internacional e nacional vai decorrer entre julho e dezembro, acrescentou o governante.
“Como podem calcular, é também do interesse do Governo que haja mais transparência naquilo que é a utilização destes recursos”, frisou Machatine.
Falando à Lusa, o diretor do Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclone Idai avançou que a necessidade de conciliação e apresentação de suportes documentais de despesas realizadas com os recursos resultantes do apoio às vítimas dos ciclones torna a auditoria mais exigente.
Francisco Pereira adiantou que o trabalho está a cargo de uma firma de auditoria internacional.
Nas respostas aos deputados, em maio, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos disse que apenas foram assinados acordos de desembolso no valor de 706, 5 milhões de dólares (651,4 milhões de euros), dos 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) que foram prometidos em conferência de doadores para a reconstrução das infraestruturas destruídas pelos ciclones, consoante os projetos que fossem apresentados.
O Idai atingiu o cento de Moçambique em março do último ano, provocou 603 mortos e a cidade da Beira, uma das principais do país, foi severamente afetada.
O ciclone Kenneth causou destruição em Cabo Delgado e Nampula no mês de abril de 2019 e fez 45 mortos.
O Sector de transportes no país registou perdas na ordem de sete biliões e meio de meticais nos últimos três meses, na sequência das medidas restritivas decretadas, no âmbito da Covid-19.
O facto obrigou igualmente a suspensão de cerca de mil e duzentos postos de emprego, causado pela redução da actividade neste sector.
Os dados foram apresentados esta quinta-feira, em Maputo, pelo vice-presidente do pelouro de Transportes da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Faruque Assubuje.
A CTA defende um conjunto de medidas para minimizar as perdas que o sector de transporte regista em virtude das medidas restritivas em vigor no país.
Já no sector do transporte aéreo, apela-se para o relaxamento de algumas restrições, visando permitir a realização de alguns voos regionais, conforme explicou o Vice-presidente do pelouro de transporte aéreo da CTA, Brain Holmes.
O facto obrigou igualmente a suspensão de cerca de mil e duzentos postos de emprego, causado pela redução da actividade neste sector.
Os dados foram apresentados esta quinta-feira, em Maputo, pelo vice-presidente do pelouro de Transportes da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Faruque Assubuje.
A CTA defende um conjunto de medidas para minimizar as perdas que o sector de transporte regista em virtude das medidas restritivas em vigor no país.
Já no sector do transporte aéreo, apela-se para o relaxamento de algumas restrições, visando permitir a realização de alguns voos regionais, conforme explicou o Vice-presidente do pelouro de transporte aéreo da CTA, Brain Holmes.
O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Nabiam, disse que o país está a preparar-se para “os piores efeitos da pandemia” e que precisa de apoio no setor da saúde, mas também para as consequências económicas.
Em entrevista à Lusa, Nuno Nabiam afirmou que a pandemia do novo coronavírus vai ter na Guiné-Bissau um custo económico “pesado e duradouro”, que vai ameaçar o “progresso” e ampliar as desigualdades.
“Estamo-nos a preparar para os piores efeitos desta pandemia, mas precisamos de apoio na preparação para a crise de saúde e para as consequências económicas”, sublinhou.
Questionado pela Lusa sobre os laços do seu Governo com os principais parceiros internacionais, o primeiro-ministro guineense disse estar “focado em aprimorar as relações” e que atinjam o “ponto ótimo”.
“Herdei o Governo e deparei-me com a situação dos cofres do Estado depauperados pelo meu antecessor, portanto face a estas emergências latentes era crucial o apoio e amparo dos parceiros internacionais”, disse Nuno Nabian.
Nuno Nabian foi nomeado primeiro-ministro pelo Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, que demitiu o Governo de Aristides Gomes, que saiu das legislativas de março de 2019.
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, que tem mediado a crise política no país, tinha dado até 22 de maio para ser formado um Governo, que respeitasse os resultados das eleições legislativas.
O parlamento da Guiné-Bissau, de onde emana o Governo, está dividido em dois blocos e ambos reclamam ter a maioria para governar.
Contudo, o Presidente guineense decidiu dar um prazo até 18 de junho para que o impasse político seja resolvido no parlamento.
Segundo o primeiro-ministro guineense, no início do seu mandato sentiu um “ligeiro constrangimento da comunidade internacional”, talvez devido à “desconfiança”.
Esse é um “facto que estamos gradualmente a superar graças à nossa forma de dirigir assente numa estratégia muito simples: gestão transparente e prestação de contas”, afirmou.
Nuno Nabian afirmou também que gestão da pandemia do novo coronavírus foi gerida no “início apenas com meios e dinheiros do Estado”.
O que, disse, terá “despertado na comunidade internacional a confiança que necessitavam”.
“Hoje, o quadro que temos tanto a nível bilateral como multilateral é bem diferente de há dois meses, ou seja, efetivamente temos recebido apoio de alguns parceiros como o Banco Mundial por exemplo”, salientou.
O primeiro-ministro guineense disse também que recebeu sem surpresa o relatório do Programa da ONU para o Desenvolvimento sobre o impacto sócioeconómico da pandemia no país e que avisa para a possibilidade de um aumento da pobreza e do colapso do sistema de saúde.
“Era previsível que o impacto da pandemia seria devastador a nível social e económico”, afirmou.
Segundo o chefe do Governo, feito um esforço “incomensurável e apenas com recursos internos” para combater a pandemia e garantir a segurança alimentar.
“Adquirimos e estamos a distribuir a toda a nossa população, mais de 25 mil toneladas de arroz e 10 mil toneladas de açúcar. Esse esforço colossal representa para o Governo a certeza de que nenhum guineense irá passar fome ou deixará de ter uma alimentação adequada por força dos danos colaterais da pandemia”, sublinhou.
Nuno Nabian disse também que estão a ser avaliadas medidas e ações a serem implementadas para “recuperar as finanças públicas, apoios e incentivos as empresas como forma de salvaguardar empregos e rendimentos” e recordou que o Estado já emprestou dinheiro aos bancos para capitalizar os operadores nacionais da campanha de caju.
A Guiné-Bissau regista quase 1.400 casos acumulados de covid-19 e 12 vítimas mortais, sendo o terceiro país da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa com mais casos do novo coronavírus, a seguir ao Brasil e a Portugal.
Em África, há 5.678 mortos confirmados e mais de 209 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a seguir à Guiné-Bissau está a Guiné Equatorial (1.306 casos e 12 mortos), que não atualiza os dados há quase duas semanas, Cabo Verde (616 casos e cinco mortes), São Tomé e Príncipe (632 casos e 12 mortos), Moçambique (472 casos e dois mortos) e Angola (113 infetados e quatro mortos).
O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de infetados (mais de 772 mil, atrás dos Estados Unidos) e o terceiro de mortos (39.680, depois de Estados Unidos e Reino Unido).
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 416 mil mortos e infetou mais de 7,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.
Antigos ministros da Educação reunidos, esta quinta-feira 11, com a actual titular da pasta, Carmelita Namashulua, sugeriram o reajuste do calendário escolar e dos conteúdos de ensino, num horizonte de até 2022.
A sugestão dos antigos ministros da Educação assenta na possibilidade de, os efeitos da pandemia do novo coronavírus, terem implicações, para além do presente ano.
Em análise estiveram também questões sobre a higienização e saneamento das escolas.
Ainda hoje, a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano manteve um encontro com representantes da ONP-organização Nacional dos Professores.
A temática centrou-se no papel do professor em tempo de COVID-19.
O sector da Educação e Desenvolvimento Humano equaciona a possibilidade de uma retoma gradual de aulas em todo o país assim que houver relaxamento das medidas de prevenção da Covid-19
Moçambique regista hoje mais 17 casos de infeção pelo novo coronavírus, elevando o total acumulado para 489, com dois óbitos e 144 recuperados, anunciou Ilesh Jani, diretor do Instituto Nacional de Saúde.
Todos os 17 novos casos (sete mulheres e 10 homens) estão em isolamento domiciliário, sendo duas crianças com menos de 14 anos, sete com idades entre os 15 e os 24 anos e oito na faixa etária dos 25 aos 44 anos.
Oito dos casos foram registados na província de Cabo Delgado, seis em Inhambane, dois em Nampula e um na província de Gaza.
Moçambique conta com 342 casos ativos, dos quais apenas três estão internados, no centro de isolamento de Nampula, e a registar boa evolução do estado de saúde, acrescentou Ilesh Jani.
Dois terços dos casos ativos estão concentrados em duas províncias do norte, Cabo Delgado (83) e Nampula (145).
Em Nampula, as autoridades declararam no último fim de semana que existe transmissão comunitária do novo coronavírus, levando à realização de testes rápidos na capital provincial na próxima semana.
Os testes rápidos (inquérito soroepidemiológico) vão permitir identificar “quais os pontos da cidade com focos mais ativos de transmissão” e assim planificar intervenções adequadas, explicou Ilesh Jani.
Desde que a pandemia foi declarada há três meses, Moçambique testou 16.035 casos suspeitos de infeção.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 416 mil mortos e infetou mais de 7,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 1.504 pessoas das 35.910 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano equaciona a possibilidade de uma retoma gradual de aulas em todo o país, assim que houver relaxamento das medidas de prevenção da Covid-19.
A informação foi dada esta quinta-feira em Maputo durante a reunião com os antigos ministros da Educação.
A ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua, frisou que até ao momento o sector encontra-se a trabalhar afincadamente com diversos intervenientes ligados a área, no sentido de harmonizar opiniões visando garantir o cumprimento do programa de ensino.
“Neste momento estamos a desenvolver acções para garantir o reinício das aulas presenciais, observando as medidas de prevenção da Covid-19. Há reflexões internas que estamos a fazer, por forma a que efectivamente quando se tiver relaxamento dessas medidas de prevenção da Condi-19, o sector não fique surpreso. Então há muitas reflexões aqui internas e nós achamos por bem também partilharmos com os antigos ministros. Por isso emitimos várias instruções no sentido de assegurar o cumprimento dos programas de ensino, ajustamento dos calendários escolares” , disse.
Os atletas de alto rendimento, treinadores e dirigentes das federações desportivas nacionais cujas modalidades estão na corrida aos Jogos Olímpicos serão submetidos a contra-teste de despite da COVID-19, para além de estarem proibidos de usar transporte semi-colectivo de passageiros nas deslocações aos locais de treino.
Estas medidas estão inseridas no protocolo sanitário que define as regras para que os atletas regressem aos treinos, no quadro das medidas de relaxamento anunciadas pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.
Por forma a minimizar o risco decorrente da manutenção da actividade desportiva de alto rendimento, nas suas diferentes envolventes, a Secretaria de Estado do Desporto em coordenação com o Comité Olímpico de Moçambique e as Federações Desportivas Nacionais, ouvido o Ministério da Saúde (MISAU) determinam as seguintes regras que devem ser observadas para o cumprimento destas medidas excepcionais e temporárias.
REGRAS GERAIS
O documento a que tivemos acesso, refere que todos os intervenientes (atletas e oficiais) envolvidos, deverão ser testados, antes do início do processo de treinamento.
Obedecendo o protocolo em uso pelo MISAU, todos os intervenientes (atletas e oficiais) envolvidos, poderão ser testados, quinzenalmente ou logo que alguém apresente sintomalogia da doença durante o período do processo de treinamento.
Todos os materiais e equipamentos de treino deverão ser desinfectados, antes e depois dos treinos;
Dever-se-á evitar a realização de treinos em ambientes fechados, excepto se a modalidade não tiver outra alternativa, estando condicionado ao cumprimento do referido no ponto dois; sempre que os treinos decorrerem dentro de um espaço fechado, sugere-se a abertura de todas as janelas por forma a garantir a ventilação.
1. Antes de cada sessão de treino, deverá ser medida a temperatura de todos os intervenientes;
2. É obrigatória a lavagem/desinfecção de mãos, antes e depois do treino, devendo também ser feito no decurso do mesmo, durante as pausas.
6.1. Nos locais de treino fechados deverão ser montados de dispensadores de álcool e colocados pé de lúvio (tapetes/toalhas embebidos em solução de hipoclorito) em todos os pontos de acesso.
6.2. Em locais de treino abertos deverão ser colocados baldes de água com sabão para a lavagem das mãos, e se possível garantir álcool portátil para cada atleta.
3. É obrigatório o uso de mascara, por parte de todos os agentes desportivos intervenientes no treino;
7.1. Os atletas não deverão utilizar as mascaras durante a realização dos exercícios.
4. Deve-se respeitar, sempre que possível, o distanciamento mínimo de 1.5m entre atletas, para actividades que se realizem lado-a-lado, ou de quatro metros, para actividades em fila;
5. Entre os atletas e entre estes e os oficiais envolvidos no processo de treinamento, deve ser evitado contacto físico;
6. Sempre que as condições no local de treinamento o permitirem, todos os intervenientes deverão fazer um banho, antes do início e no final do treino.
10.1. Deve ser elaborado um plano de desinfecção dos locais/superfícies comuns (balneários, refeitório, áreas de treino, etc) de forma regular.
7. Após o banho, as roupas trazidas de casa, devem ser guardadas em cacifos individuais.
8. As roupas utilizadas no treino, tal como as mascaras usadas, deverão ser acondicionadas em sacos de plástico para serem lavadas em casa, postas a secar ao Sol e passadas a ferro, antes de nova utilização,
9. O percurso de casa para o local de treino e respectivo regresso, deve ser feito com observância das medidas de prevenção, amplamente divulgadas pelas autoridades de Saúde.
10. A deslocação da residência para os treinos e vice-versa deverá ser efectuado através de um transporte disponibilizado pela federação.
14.1. É interdita a utlização de transportes colectivos públicos para quem se desloca para o treinamento.
11. Todo o atleta que tiver resultado positivo deverá ser submetido a isolamento domiciliar/hospitalar dependendo do quadro clínico que apresentar e o mesmo só poderá se juntar aos restantes membros da equipe após a sua recuperação obedecendo o protocolo em uso pelo MISAU.
Regras Específicas por Modalidade
Considerando que cada modalidade tem as suas especificidades, são aconselhadas adaptações específicas, de forma a permitir a realização das actividades de treinamento, no estrito cumprimento das regras de prevenção.
Assim, para cada modalidade desportiva são enunciados os seguintes procedimentos específicos:
Atletismo
1. Todos os envolvidos deverão obrigatoriamente usar mascaras, durante o trajecto casa/treino/casa, e ao longo do treino;
2. Todos os envolvidos deverão obrigatoriamente lavar as mãos com água e sabão ou desinfectar as mãos no local de actividade, na chegada e no final dos treinos e sempre que se mostre oportuno e necessário;
3. Todo o material de treino, nomeadamente implementos e instrumentos de medição, deverão ser desinfectados no início e no final de cada sessão de treinamento;
4. O vestuário dos atletas deverá ficar exposto ao sol durante o período de treinamento, isto é, a roupa usada durante a ida ao treino deve ser trocada antes do início e estendida ao sol, no local;
5. Logo que termine uma sessão de treino, o equipamento (indumentária de treino) deverá ser recolhido para um saco de plástico, selado, lavado e secado ao Sol, logo que o atleta chegue a casa. Antes de nova utilização, deverá ser passado a ferro.
Boxe
1. Observância da etiqueta de higienização das mãos e dos pés;
2. Observância do distanciamento de pelo menos 1,5 a 2 metros entre os intervenientes;
Não é permitido qualquer tipo de actividade que consubstancie um contacto físico.
3. É permitido, exclusivamente ao pessoal médico e paramédico, o contacto físico com os atletas e os demais, desde que observados todos os requisitos no âmbito do combate ao coronavírus.
4. Durante a realização do treino, em ginásio, é permitida a presença de até três (3) elementos da equipa técnica.
Judo
1. Todos os envolvidos deverão obrigatoriamente usar mascaras, durante o trajecto casa/treino/casa;
2. Sempre que as condições no local de treinamento o permitirem, todos os intervenientes deverão fazer um banho, antes do início e no final do treino.
3. Após o banho, as roupas vestidas de casa, devem ser guardadas em cacifos individuais,
4. As roupas utilizadas no treino, tal como as mascaras usadas, deverão ser acondicionadas em sacos de plástico para serem lavadas em casa, postas a secar ao Sol e passadas a ferro, antes de nova utilização
5. São permitidos apenas 6 atletas e dois treinadores, por cada sessão de treino
6. É obrigatório o uso de máscara durante o treino para todos os intervenientes;
7. É compulsiva a desinfecção dos tatamis no início de treino, a cada intervalo de exercícios e no final do treino;
8. É rigorosamente obrigatório o cumprimento do distanciamento de 2m, sendo 8m2, a área reservada por cada atleta;
Karate
1. Colocação permanente de máscara facial;
2. Medição temperatura, antes do início de cada sessão;
3. Sempre que as condições no local de treinamento o permitirem, todos os intervenientes deverão fazer um banho, antes do início e no final do treino.
4. Após o banho, as roupas vestidas de casa, devem ser guardadas em cacifos individuais,.
5. As roupas utilizadas no treino, tal como as mascaras usadas, deverão ser acondicionadas em sacos de plástico para serem lavadas em casa, postas a secar ao Sol e passadas a ferro, antes de nova utilização
6. O espaço, o material e as pessoas serão higienizados antes do treino;
7. As máscaras serão trocadas tantas vezes quanto necessário, para garantir que durante a sessão de treino, estejam sempre em uso máscaras em condições;
8. Após o treino, o local, o material e os intervenientes tornarão a ser higienizados.
9. No decorrer dos treinos haverá uma delimitação clara de áreas, recorrendo para isso, aos tatami (tapetes) de diferentes cores de modo a manter o distanciamento social
10. Para Kumite, os atletas não trabalharão emparelhados e não haverá “sparring” (combates de treino), de modo a manter o distanciamento social.
Natação
Medidas especificas a serem tomadas
1. Segregação do espaço, demarcação e sinalização de áreas secas com uma ou mais áreas de desinfecção. A área de desinfecção deverá ser instalada logo à entrada, de modo a evitar qualquer passagem sem proceder com a devida higienização. Deverá ainda, estar demarcado o fluxo de pessoas com as orientações de entrada e saída, bem definidas, para evitar cruzamento de pessoas.
2. Colocação de um “layout” informativo à entrada do recinto desportivo, com todas áreas claramente ilustradas e identificadas.
i. Para além do “layout” referido neste ponto sugere-se a afixação de panfletos com mensagens-chave de medidas preventivas de COVID19.
3. Um cesto deverá ser atribuído à cada atleta para guardamento de materiais, equipamentos e roupas, e deverá ser desinfectado sempre antes e depois de usado.
4. Atribuição a cada atleta, 4 m2 de área de dryland para aquecimento, respeitando assim a distância recomendada de afastamento de 2 m/pessoa.
5. O número máximo de atletas que poderão permanecer na piscina por período de treino dependerá do número de pistas disponíveis (número de pistas x 1) e do número máximo de atletas que poderão fazer o aquecimento em dryland, considerando o limite de área permitido.
6. Para optimização do espaço, cada período de treino poderá ter simultaneamente atletas na água e em áreas secas (mínimo de duas). Enquanto os atletas de um grupo nadam, os do grupo seguinte aquecem numa das áreas dryland e vice-versa. Tempo para aquecimento na área de dryland = 30 minutos; tempo para treino na água = 60 ou 90 minutos; tempo para desinfecção da área de dryland = 30 minutos.
Distanciamento de Segurança
1. Respeitar o distanciamento de segurança, bem como as medidas de prevenção de contágio da Covid-19, a fim de reforçar a segurança dos nadadores e treinadores.
2. Implementação de recomendações para os atletas quanto ao uso dos equipamentos e higienização imediata após utilização.
3. Evitar ao máximo o contacto físico entre os treinadores e os atletas.
4. Será proibida a permanência prolongada dos atletas em socialização na piscina ou em área seca salvo nos momentos de treino específico, nomeadamente de aquecimento ou treino em dryland.
Medidas de Higiene
Propõe-se também implementar medidas reforçadas de higiene sanitária nas piscinas, das seguintes formas:
1. Fornecimento de produtos desinfectantes para todos os atletas na entrada dos recintos de treinamento.
2. Reforço do serviço de limpeza, em todos os recintos de treinamento
3. Reforço da comunicação com todos os intervenientes, sobre a importância das regras de etiqueta respiratória e sobre o respeito e cumprimento das medidas de higiene em vigor, emanadas pelas autoridades Nacionais de Saúde.
Higienização Sistemática
1. Deve ser feito um controlo diário da qualidade da água pelo clube. O controlo deve ser para manter os valores de pH e cloro residual livre (mg/L ou ppm) dentro dos parâmetros que mantenham a piscina livre de contaminantes. Para isso o pH deve ser entre 7,2 e 7,6 (sempre <8) e o cloro livre residual deve estar entre 1 – 2 ppm ou 1 – 2 mg/L.
2. Obrigatoriedade de passar pelo chuveiro e lava-pés com líquido desinfectante mudado com regularidade.
3. Obrigatoriedade de existência de dispensador de álcool gel na entrada para o cais. Se as pessoas são obrigadas a passar pelo duche e ou lava-pés o dispensador deve estar antes dos duches de acesso ao cais de piscina (zona de balneários e no cais de piscina).
4. Limpeza de cais de piscina pelo menos uma vez por período (manhã, tarde e noite) com produtos.
Proteção Individual
1. Obrigatoriedade de utilização de máscara na entrada e após a utilização da piscina para os nadadores.
2. Obrigatoriedade de higienização das mãos e sapatos na entrada da piscina.
3. Obrigatoriedade de higienização das mãos (nadadores e treinadores) e de passagem pelo chuveiro com sabão (nadadores) na entrada do cais da piscina.
4. Cada utilizador só pode usar o seu material individual de treino, ou material fornecido pelo clube ou Federação, após desinfecção. Todo o material deve ser desinfectado após cada utilização / aula.
5. Os nadadores devem ser orientados para a desinfecção diária do material que foi utilizado durante a sessão de treino.
Vela
1. Chegando ao recinto de treino, todos os integrantes devem passar por um processo de desinfecção (tomar banho e troca de indumentaria, antes de usar as embarcações, que deverão igualmente ser desinfectadas, uso de álcool gel para desinfectar as mãos e colocação da roupa de casa em cacifos individuais, dentro de um saco de plástico. Essa roupa deverá ser lavada, estendida ao sol e passada a ferro, antes de nova utilização);
2. Uso obrigatório de máscaras, por todos os intervenientes, no recinto do treino e durante os treinos;
3. A prática da Vela deverá ocorrer a nível individual, ou seja, um praticante por embarcação, excepto para os atletas que usam a mesma embarcação, em situação de treino, na categoria de 470;
4. Para que os meios de segurança e protecção civil possam manter o estado de prontidão para socorrer emergências, a prática da Vela e Canoagem deverá ser efetuada dentro de parâmetros de segurança acrescidos, pelo que, deverá estar circunscrita a:
a) Condições de vento de intensidade até 20 nós;
b) Sempre que se fizerem ao mar, os atletas devem estar acompanhados por um treinador que usará uma embarcação a motor e também deverá seguir todas as normas rígidas de prevenção, por forma a minimizar os riscos de contaminação.
c) Os praticantes de Modelos à Vela deverão respeitar as normas gerais de 2 metros de distanciamento entre si.
d) Em terra, as embarcações, ao serem aparelhadas, devem distar entre si, no mínimo, 3 metros, e os praticantes, no mínimo, 2 metros, entre si.
e) Não poderá haver partilha de material ou equipamento entre os praticantes, durante o treino.
f) Após a prática desportiva, o equipamento/material que fique parqueado/armazenado na instalação desportiva, deverá ser desinfectado (p.e.: com água a e sabão ou solução de base alcoólica) e, caso haja necessidade de partilha de equipamento entre praticantes, tal só poderá ocorrer após a desinfecção do mesmo.
g) Antes e após a prática, evitar, em absoluto, o convívio.
Treinadores
1. O treinador em barco de apoio a motor, poderá levar consigo, no máximo, 1 acompanhante/ajudante, desde que assegurada uma distância mínima, entre ambos, de 2 metros.
2. Não poderá haver aulas teóricas em espaços fechados. E, em espaços abertos, deverá respeitar-se a distância de 2 metros entre os atletas, e destes com cada treinador.
3. Ao orientar o treino, o treinador deverá sempre usar máscara.
Instalações que acolhem os praticantes
1. Os balneários devem sofrer desinfecção constante e sempre que um atleta saia, ou antes de entrar.
2. Após uma sessão de treino, dever-se-á proceder à desinfecção de todas as embarcações/pranchas, incluindo as do treinador (p.e.: com água a e sabão ou solução de base alcoólica)
3. Em terra, deverão ser definidos circuitos únicos de circulação, incluindo a entrada e saída do mar.
Vólei de praia
1. Todos os envolvidos deverão obrigatoriamente usar mascaras, durante o trajecto casa/treino/casa, e ao longo do treino;
2. Todos os envolvidos deverão obrigatoriamente lavar as mãos com água e sabão ou desinfectar as mãos no local de actividade (Praia) na chegada e no final dos treinos e sempre que se mostre oportuno e necessário;
3. Todo o material de treino, nomeadamente bolas, varetas e marcação do campo deverão ser desinfectados no início e no final de cada sessão de treinamento;
4. As bolas deverão ser desinfectadas, ao longo do treino;
5. O vestuário dos atletas deverá ficar exposto ao sol durante o período de treinamento, isto é, a roupa usada durante a ida ao treino deve ser trocada antes do inicio e estendida ao sol, no local;
6. Logo que termine uma sessão de treino, os equipamentos (indumentaria de treino) deverá ser recolhido para um saco de plástico, selado, lavado e secado ao Sol, logo que o atleta chegue a casa. Antes de nova utilização, deverá ser passado a ferro;
7. Serão usados vários campos no local com vista a permitir o distanciamento mínimo exigido
O Índice Global da Paz 2020, divulgado nesta quarta-feira, 10, revela que mundo ficou menos pacífico neste ano. O relatório do Instituto de Economia e Paz (IEP) indica que a tendência para um aumento nas tensões causadas por crises políticas e económicas manteve-se em quase todos os continentes e há agora uma preocupação de que a situação se deteriore ainda mais no próximo ano devido aos efeitos da pandemia do novo coronavírus.
Entre várias outros assuntos que determinam essa maior instabilidade do mundo, o documento elenca uma maior maior tensão política entre os Estados Unidos e China, descrença em lideranças e instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS), questionada na pandemia, os impactos da profunda crise económica, que deve atingir tanto a cadeia de produção de alimentos quanto a capacidade dos países em desenvolvimento em se recuperar da recessão, o aumento da instabilidade política já observada em anos anteriores e crises na segurança pública e na população carcerária.
A África Subsariana registou o maior aumento de tumultos, em torno de 800 por cento.
A região foi cenário ainda de 42,6% das manifestações violentas em todo o mundo, com a NIgéria a ser apontado como o principal responsável por esse número.
África e Etiópia foram igualmente apontados como palco de muitas manifestações violentas.
No Índice, os países melhor classificados e considerados com “melhor situação de paz” são Islândia, Nova Zelândia, Portugal, Áustria e Dinamarca.
No fim da cauda estão Afeganistão, Síria, Iraque, Sudão do Sul e Iémen.
Na lista dos 163 países analisados, Angola integra o grupo de baixo nível de paz, na posição 91a, enquanto mais abaixo estão Moçambique(99) e Guiné-Bissau(101).
Cabo Verde e São Tomé e Príncipe não foram analisados.
Quanto aos restantes países lusófonos, Portugal está no pódio entre os países com uma melhor situação de paz no mundo (3a), enquanto o Brasil caiu 10 lugares e integra o grupo dos Estados com pior situação de paz no mundo, ao ocupar a 126ª posição.
Timor Leste ocupa o lugar 54, no grupo de elevada situação de paz.
Os três primeiros países africanos citados são as Maurícias (23), Botswana (33) e Gana (43).
Os Estados Unidos ocupam o lugar 121, no grupo de países com baixo nível de paz.
Em relação aos próximos tempos, os investigadores alertam que o impacto económico da Covid-19 vai reforçar, ainda mais, as tensões fundamentais da década passada: polarização, desemprego e falta de apoio aos líderes políticos
Na elaboração do Índice, o IEP Analisa vários indicadores relacionados à sensação de paz, como a criminalidade urbana, grau de estabilidade política, situação económica e mecanismos de combate à corrupção, entre outros fatores.
O Instituto para Economia e Paz (IEP) é uma organização de pesquisa global sem fins lucrativos com sede em Sydney, na Austrália, e filiais em Nova Iorque e em Oxford.
O governo mostra-se cada vez mais preocupado com o crescimento do número de casos da COVID-19.
Porque os transportes são um terreno fértil para a propagação da COVID-19,foi com base nesse pressuposto que a vice-ministra dos transportes e comunicações, Manuela Rebelo, procedeu esta quinta-feira, a entrega de 30 termómetros aos operadores públicos e privados de transporte público urbano.
Passageiros e tripulantes dos transportes públicos de Maputo, Matola, Namaacha e Manhiça passam a ser medidos a temperatura durante o embarque, no âmbito das medidas de prevenção da COVID-19.
“Estas pessoas que vão testar tiveram formação com o pessoal da saúde, se for detectada alguém, também entra em contacto com a saúde que e para dar os devidos seguimentos a esta pessoa que foi detectada com temperatura alta “salienta Manuela Rebelo.
Para A Agência Metropolitana de Transportes de Maputo não e momento para dar atenção aos problemas mas sim, de preocupação com a vida das pessoas e reforçar as medidas de prevenção e combate a COVID-19.
”Queremos manter esta rotina de trabalho diariamente, portanto, a primeira coisa e o motorista e o cobrador logo quando pega no autocarro e medida a temperatura e depois os fiscais vão aleatoriamente medindo a temperatura aos passageiros”.
A federação moçambicana dos transportadores rodoviários quer fazer bom uso dos equipamentos e acredita que vai ajudar ainda mais nas medidas que já estão em curso.
”Vai permitir saber o estado de saúde dos nossos passageiros quando saímos de um ponto e termos certeza de que todos eles forma testados, pelo menos a temperatura”, diz Castigo Nhamane.
O novo comandante das forças americanas no leste de África é um major-general nascido no Vietname e que escapou do país num barco de pesca para fugir ao Governo comunista quando era adolescente.
O major general Lapthe Flora assumiu o comando da Força Combinada Conjunta do Corno de África na segunda feira, 8 .
O general Stephen Townsend, chefe do Comando Africano, (AFRICOM), descreveu Flora como um homem “duro”.
Depois de passar varios meses nas florestas do Vietname, Flora fugiu com vários dos seus irmãos num barco de pesca e foi salvo no altor mar e enviado para um campo de refugiados na Indonésia.
Chegou aos Estados Unidos com apenas a quinta classe e neste país terminou a sua carreira estudantil no Instituto Militar de Virginia, onde se formou tambem em engenharia.
O general registou várias invenções relacionadas com sistemas de visão noturna.
O major general Lapthe é o primeiro refugiado vietnamita a atingir o grao de general nas Forças Armadas e o segundo americano de origem vietnamita com essa patente.
“Estou muito agradecido por tudo aquilo que este país fez por mim”, disse numa entrevista ao jornal das Forças Armadas, Stars and Stripes.
Lapthe estará sediado em Djibouti onde as forças americanas apoiam a luta contra extremistas da rede al-Shabab na Somália e Quénia.
O ministro moçambicano da Defesa Nacional, Jaime Neto, anunciou, há duas semanas, a morte, na vila de Macomia, de 78 membros do grupo armado que há mais de dois anos vem aterrorizando a província de Cabo Delgado.
Neto acrescentou, na altura, que dois dos “terroristas” abatidos eram quadros superiores do grupo.
Ante o aumento da intensidade dos combates e a morte daqueles líderes dos insurgentes, analistas alertam para a possilidade de um grande ataque de vingança por parte dos atacantes, sobretudo se as Forças Armadas Moçambicanas relaxarem na sua ofensiva contra o grupo.
Para o académico Calton Cadeado, quando se está perante uma situação destas, em que morrem muitas pessoas, algumas das quais são figuras destacadas, “você tem dois cenários: ou retalia para mostrar que ainda está vivo e tem força ou fica no silêncio durante um bom tempo a preparar a vingança”.
Ele explica que isso pode acontecer “se as Forças Armadas relaxarem na sua ofensiva, mas se mantiverem a pressão permante, a possibilidade de os insurgentes fazerem um ataque de vingança, tão cedo, é muito pequena porque vão passar mais tempo a fugir no lugar de preparar ataque de vingança”.
Destruição de propriedades
Cadeado referiu que em eventuais ataques de vingança, a estratégia dos insurgentes poderá ser a destruição das propriedades, dado que muitas aldeias e localidades ficaram abandonadas, por causa dos ataques.
“Eles poderão fazer isso se sentirem que há um relaxamento da parte das Forças de Defesa e Segurança”, destaca aquele académico.
Refira-se que o mais recente ataque a uma vila foi no dia 28 de maio, em Macomia.
Na opinião daquele investigador, os insurgentes denotam alguma fraqueza, “porque em situações destas, como aconteceu com Bin Laden, por exemplo, a primeira coisa que os terroristas fizeram foi publicar um vídeo a fazer ameaças de retaliação e até de mobilizar os outros. Em Cabo Delgado morreram dois líderes do grupo e nós não vimos nenhuma acção como esta”.
“Este silêncio pode significar que os insurgentes estão altamente fragilizados e zangados, mas também pode ser um sinal de que eles não têm um plano de mobilização para puderem fazer a vingança como eles gostariam de fazer pela morte desses dois companheiros seus”, conclui Calton Cadeado.
Por seu turno, o presidente do Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), Raú Domngos, considera que o grupo ainda está ativo, pelo que “é preciso que os nossos Serviços de Informação e Segurança do Estado reforcem o seu trabalho, principalmente para garantir a segurança do Estado”.
“A vulnerabilidade que estamos a ver em Cabo Delgado põe a nú a natureza dos nossos Serviços de Informação e Segurança do Estado. Os insurgentes devem ser combatidos por uma força militar, mas mais do que uma força militar é preciso que haja também um trabalho muito forte de inteligência para conhecer a natureza, organização e a logística dos insurgentes”, realça o líder do PDD, .
No mesmo sentido, o analista Manuel Alves entende também ser importante investir na questão da inteligência “porque o conflito começa já a assumir contornos incontroláveis”.
A UNICEF garante estar em coordenação com o Governo na planificação para um retorno seguro às aulas. O organismo das Nações Unidas diz ser necessário que se acautelem medidas que não exponham os alunos aos riscos, face ao coronavírus.
O debate sobre o retorno às aulas no país continua a ser marcante. Hoje, o Fundo das Nações Unidas para a Infância em Moçambique (UNICEF), revelou estar a trabalhar em coordenação com o Governo, de modo a garantir um retorno seguro dos alunos às escolas.
“Estamos a apoiar o Governo em todas as áreas e, o Ministério para o Desenvolvimento Humano, em particular. Esse regresso não deve ser de um dia para outro; tem que ser feito na base de uma boa planificação, de modo a assegurar que os alunos, e até professores, possam ter toda segurança e assim evitarem o coronavírus”, expressou Katarina Johansson, representante interina da UNICEF em Moçambique.
A representante apontou os principais desafios que para, já devem ser tomados em conta, para que os alunos não sejam facilmente expostos ao coronavírus.
“Por exemplo, que tem que ter condições de água e de saneamento, e também assegurar que podemos ter o distanciamento físico e só desta forma entrarem nas salas de aula com toda a segurança como crianças. Temos que, realmente, trabalhar para ver essa nova forma e isso deve ser com todos estes sectores”, disse.
Ainda no âmbito da protecção às crianças face ao novo coronavírus, a representante da UNICEF expressou ser necessário o engajamento de todos, desde os pais e encarregados de educação, às autoridades em geral.
“Temos as medidas como ficar em casa, mas não e fácil por várias razões. Temos que, realmente, fazer todos os esforços como pais e familiares, mas também com os diferentes actores, com vista a assegurar a protecção da criança”, afirmou Johansson.
A representante interina da UNICEF em Moçambique falava ontem, momentos após um encontro com a Presidente da Assembleia da República, Esperança Bias. Encontro no qual foi reafirmado o apoio deste organismo das Nações Unidas à “magna casa”.
“A Presidente da Assembleia da Republica pediu pelo continuo apoio da UNICEF na acções estratégicas que tem feito, sobretudo na capacitação às comissões de trabalho, sobretudo agora que os deputados vão entrar na fiscalização nos seus respectivos círculos”, avançou Oriel Chemane, porta-voz da Presidente da Assembleia da República
Um grupo armado saqueou medicamentos e depois incendiou na quarta-feira, 10, as instalações do posto de saúde da localidade de Chiedeia, distrito de Nhamatanda, na província moçambicana de Sofala, disseram à VOA nesta quinta-feira 11 testemunhas e autoridades.
O grupo de seis homens armados, que chegou ao posto de saúde durante as consultas hospitalares, além de levar medicamentos, roubou dinheiro e telemóveis dos pacientes e profissionais.
“Eles chegaram e juntaram todos na sala de consultas e perguntaram onde ficam os medicamentos, então entraram e levaram tudo, depois tiraram as pessoas do interior e lançaram fogo”, conta Gustava Maienda, que presenciou o incidente.
As casas dos técnicos de saúde foram também vandalizadas.
Relatos dos moradores locais indicam que após o incidente a aldeia entrou em pânico e alguns moradores foram forçados a pernoitar nas matas, por temer a evolução do ataque, contras as palhotas da aldeia.
Em declarações à VOA, o administrador de Nhamatanda, Tome José, disse sem detalhes que as Forças de Defesa e Segurança foram enviadas para o terreno para avaliar o ataque.
Até agora ninguém reivindicou o ataque.
Em janeiro passado, quatro pessoas morreram, incluindo uma mulher que estava em consulta, no centro de saúde de Macorococho, próximo à zona do novo ataque, após um grupo armado ter “metralhado” as instalações e vandalizado as residências do pessoal técnico.
As autoridades atribuíram o ataque, na ocasião, à auto-proclamada Junta Militar da Renamo, um grupo de dissidentes do maior partido da oposição que mantém guerrilheiros entrincheirados na região.
Desde Agosto de 2019, a região centro de Moçambique voltou a ser assolado por ataques armados, que já provocaram pelo menos 23 mortos segundo dados da imprensa e das autoridades.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou nesta quinta-feira 11, uma mensagem de condolências ao povo e Governo da República de Burundi pela morte do Presidente Pierre Nkurinziza.
“Enquanto a República do Burundi chora a morte de um dos seus filhos, em nome do povo, do Governo da República de Moçambique e no meu próprio, gostaria de transmitir as nossas condolências a V.Excia e através de vós ao povo e Governo da República do Burundi, a quem igualmente transmitimos a nossa solidariedade”, lê-se na mensagem do Chefe do Estado, Filipe Nyusi.
“A contribuição impecável do Presidente Nkurinziza, o seu forte talento, inteligência e vigor na luta pela melhoria da vida dos seus compatriotas e prosperidade da República do Burundi, tornaram- no um modelo na arena política do seu país. Que a sua alma descanse em paz”, acrescentou.
O Presidente cessante do Burundi, Pierre Nkurunziza, morreu na segunda-feira de um ataque cardíaco fulminante, aos 55 anos de idade. A notícia foi avançada pelo Governo do país.
Segundo o Governo, Nkurunziza foi hospitalizado no sábado à noite, depois de assistir a uma partida de voleibol.
Em comunicado, o porta-voz do Executivo, Prosper Ntahogwamiy, afirmou que o país perdeu “um filho digno, um Presidente da República, um líder supremo de patriotismo nacional”.
O corpo do pescador desaparecido na sequência do naufrágio da sua embarcação, ocorrido no passado sábado, foi encontrado na tarde de ontem, nas águas...
O Hospital Central de Nampula (HCN) anunciou a realização de uma cirurgia bem-sucedida que resultou na remoção de uma gigantesca massa abdominal de 20...