O sector de saúde na Zambézia declara a eclosão do surto de sarampo em seis distritos da província. O facto foi avançado, esta quinta-feira 19, em Quelimane pelo responsável adjunto do Departamento de vigilância epidemiológica na Direcção provincial de Saúde, na Zambézia.
Benedito Gimo disse que o surto foi diagnosticado em Março no posto administrativo de Nauela, distrito de Alto Molócuè.
“ Está em preparação uma mini- campanha de vacinação, vai ocorrer nos próximos dias. Já estamos agora na fase de mobilização dos recursos necessários para a realização dessa mini-campanha que tem objectivo de limitar a propagação dos casos”, disse.
A fonte afirma que até ao momento há registo de dezassete casos de sarampo em crianças menores de catorze anos nos distritos de Alto Molócuè, Pebane, Mocuba , Luabo Mopeia e Ile.
A gigante farmacêutica sul-africana (ESPIN FAMAKEIA ) Espen Pharmacare afirmou, esta sexta-feira 19, estar pronta para acelerar a produção de DEKSA METAZONA Dexametasona, um poderoso esteróide que se revelou eficaz no tratamento dos doentes mais graves com covid-19.
De acordo com os resultados de um ensaio clínico no Reino Unido, divulgado terça-feira, a Dexametasona reduziu em um terço as mortes em pacientes em ventilação artificial e em um quinto em pacientes não entubados.
O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, congratulou-se igualmente com o facto de a Dexametasona poder melhorar o tratamento da Covid-19.
Mary Elizabeth Taylor diz que “os comentários e as ações do Presidente em torno da injustiça racial e dos negros americanos contrariam drasticamente” os seus “valores e convicções fundamentais”.
A secretária-adjunta do Departamento de Estado para os Assuntos Legislativos demitiu-se na quinta-feira, em protesto contra a forma como o Presidente dos Estados Unidos tem gerido as manifestações antirracismo no país. Estava no Governo de Trump desde o primeiro dia.
“Os comentários e as ações do Presidente em torno da injustiça racial e dos negros americanos contrariam drasticamente os meus valores e convicções fundamentais”, escreveu Mary Elizabeth Taylor na carta de demissão, citada pelo jornal Washington Post. “Devo seguir os ditames da minha consciência e demitir-me do cargo de secretária de Estado Adjunta para os Assuntos Legislativos”, acrescentou.
Mary Elizabeth Taylor, uma afro-americana de 30 anos, estava na administração Trump desde o primeiro dia, tendo trabalhado inicialmente na Casa Branca. Antes de entrar para o Departamento de Estado, Taylor foi diretora-adjunta de nomeações da Casa Branca, tendo ajudado no processo de confirmação no Senado de quase 400 nomeados por Trump.
Entre estes contam-se o juiz do Supremo Tribunal Neil Gorsuch, a diretora da Agência Central de Informações (CIA), Gina Haspel, o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, e o secretário de Estado Mike Pompeo, que a nomeou para o seu departamento.
Segundo o Washington Post, esta é a primeira demissão de funcionários de alto nível na administração Trump, em resultado dos protestos raciais originados pelo homicídio do afro-americano George Floyd às mãos da polícia, no final de maio.
Criticado pela forma como tem gerido os protestos, Donald Trump foi acusado de incitação à violência por vários críticos, incluindo pelo rival na corrida às próximas eleições presidenciais, Joe Biden.
Em 29 de maio, a rede social Twitter também assinalou como apologia da violência uma mensagem difundida pelo Presidente dos Estados Unidos em que este ameaçou disparar contra as pessoas envolvidas nos protestos em Minneapolis. Na mensagem, Donald Trump chamou “bandidos” aos manifestantes, ameaçando: “Quando as pilhagens começam, começam os tiros”.
George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos, numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.
Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.
Mais seis casos do novo Coronavírus foram diagnosticadas nas últimas 24 horas no país. Assim, o número de pessoas infectadas subiu para 668, das quais 486 activas. As vítimas mortais mantêm-se em quatro.
Os recuperados já chegam a 177, com o anúncio de mais dois indivíduos livres da doença.
Das 2.268 pessoas que se encontravam em quarentena domiciliária, cinco estão livres desta obrigação sanitária depois de se contatar que não estavam contaminadas, devendo continuar a seguir as medidas de prevenção da COVID-19.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, lançou, esta sexta-feira 19, a campanha de comercialização agrícola que prevê colocar no mercado quase 15 biliões de toneladas de produtos diversos, um crescimento de 6,5% se comparado com o que foi comercializado ano passado.
A Vila Municipal da Manhiça, na província de Maputo, foi palco do lançamento da campanha de comercialização agrícola. E os produtores fizeram questão de expor um pouco do que foi produzido nas machambas e está disponível para ser comercializado um pouco por todo o país. Filipe Nyusi, que dirigiu a cerimónia na tarde desta Sexta-feira, visitou a feira e no final disse que é preciso que a comercialização dê ganhos aos camponeses do sector familiar que são pouco mais de 3,5 milhões.
Num momento em que os diversos sectores da economia se ressentem da crise causada pelo novo Coronavírus, dados indicam que a agricultura resistiu. Filipe Nyusi reconhece, no entanto, que para além do preço injusto, os camponeses enfrentam dificuldades de escoamento relacionados com a precariedade das estradas, alto custo de transporte entre outras dificuldades.
Na cerimónia foram igualmente entregues cheques de financiamento a agentes de comercialização agrícola para dinamizar a sua actividade.
A Polícia da República de Moçambique convocou a imprensa, na manhã desta sexta-feira 19, para anunciar que em meados de Maio passado, homens armados, apontados como elementos da auto-proclamada Junta Militar da Renamo, liderados na altura por André Matsangaissa Júnior (sobrinho de André Matsangaissa, Fundador e primeiro comandante em chefe da Renamo), raptaram na sua residência o director da Escola Primaria de Marrongamisse-II, localizada na localidade de Grudja, distrito do Búzi, em Sofala.
“As ossadas do director da EPC de Marrongamisse-II, que em vida respondia pelo nome Calisto Zacarias, vieram a ser encontradas no dia 14 deste mês, na zona de Chizizira, na mesma localidade, há menos de 10 quilómetros do local onde o cidadão em causa foi raptado. No mesmo local foi encontrado uma pasta contendo a documentação da vítima”, explicou Daniel Macuácua, porta-voz da PRM em Sofala.
Mas como é que a polícia tem certeza que as ossadas encontradas pertencem ao cidadão em causa? “Não há nenhuma dúvida para nós. Aliás num trabalho multi-sectorial, com a saúde e os peritos da SERNIC, de forma conclusiva iremos ter esta resposta que as ossadas pertence efectivamente ao senhor Calisto Zacarias, raptado pela auto-intitulada Junta Militar da Renamo”.
Na mesma conferência de imprensa a polícia anunciou igualmente que a auto-procamada Junta Militar da Renamo tem estado a atacar pessoas civis e a destruir infra-estruturas do Estado.
“A título de exemplo, no passado dia 10 deste mês, na localidade de Chiadeia, no distrito de Nhamatanda, com recurso a armas de fogo do tipo AKM, os homens armados da Renamo saquearam vários fármacos, ameaçaram aos profissionais de saúde e roubaram os seus pertences e depois incendiaram as infra-estruturas onde funcionavam o referido centro”.
Estes pronunciamentos da polícia surge 24 horas após a Renamo, através do seu Secretário-Geral, André Magibire, ter denunciado a ocorrência de raptos e assassinatos de quadros do seu partido, incluindo combatentes da perdiz que estão a ser desmobilizados, nos distritos de Nhamatanda, Búzi, Gorongosa e Dondo.
A On Time Investment ‘’VIVA TAXI’’, empresa moçambicana de prestação de serviços de táxi por aplicativo, pretende recrutar para quadro de pessoal quatro (4) Agentes de Call Centers. Saiba mais.
A On Time Investment ‘’VIVA TAXI’’, empresa moçambicana de prestação de serviços de táxi por aplicativo, pretende recrutar para quadro de pessoal um (1) Gestor de Call Centers. Saiba mais.
A Belutécnica S.A., Empresa de Engenharia e Manutenção Industrial, sita no Parque Industrial de Beluluane, Lote 25, pretende contratar dez (10) Mecânicos Montadores. Saiba mais.
O Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) – Região Sul, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Projectos. Saiba mais.
O Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) – Região Sul, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Contabilista. Saiba mais.
O Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) – Região Sul, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal seis (6) Operadores de Bombas. Saiba mais.
O Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) – Região Sul, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Operadores de Bombas. Saiba mais.
O Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) – Região Sul, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Sistemas de Informação Geográfica (GIS). Saiba mais.
O Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) – Região Sul, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Médio Hidráulico. Saiba mais.
O Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) – Região Sul, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal seis (6) Canalizadores. Saiba mais.
O Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) – Região Sul, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Canalizadores. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Para Monitoria, Comunicação e Conhecimento. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) Pré-Representante de Vendas (Nampula). Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) Pré-Representante de Vendas (Xai-Xai). Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) Pré-representante de vendas. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) pré-representante de vendas . Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Campo. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Fortalecimento Económico. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cento e treze (113) Activistas. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Prevenção para Adolescentes. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Facilitadores de Ligações. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo e Agente de Serviços. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motorista – Projecto Spotlight, SB-2. Saiba mais.
A Handicap International/Humanity & Inclusion, pretende recrutar para Sofala, um(a) especialista de
saúde no contexto da pandemia da covid-19. Saiba mais.
A Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia (ENPTM), Empresa Pública, torna público que encontra-se aberto um concurso público, para o provimento de uma (1) vaga para Técnico Jurídico. Saiba mais.
A Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia (ENPTM), Empresa Pública, torna público que encontra-se aberto um concurso público, para o provimento de uma (1) vaga para Engenheiro de Software. Saiba mais.
A Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia (ENPTM), Empresa Pública, torna público que encontra-se aberto um concurso público, para o provimento de uma (1) vaga para Engenheiro de Sistemas . Saiba mais.
A Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia (ENPTM), Empresa Pública, torna público que encontra-se aberto um concurso público, para o provimento de uma (1) vaga para Engenheiro de Redes. Saiba mais.
A Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia (ENPTM), Empresa Pública, torna público que encontra-se aberto um concurso público, para o provimento de uma (1) vaga para Gestor Comercial. Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e sessenta e quatro (164) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e oitenta e quatro (184) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e cinquenta e dois (152) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar trezentos e vinte e nove (329) Agentes de Extensão Rural (médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e trinta e dois (132) Agentes de Extensão Rural (médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar duzentos e vinte e cinco (225) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) pretende recrutar cento e sessenta e dois (162) Agentes de Extensão Rural (Médios). Saiba mais.
O Sporting venceu esta quinta-feira 18, na receção ao Tondela por 2-0, em jogo da 27.ª jornada da I Liga de futebol, e isolou-se provisoriamente no terceiro lugar da prova.
O triunfo ‘leonino’ desenhou-se na primeira parte, com os golos de Jovane, aos 13 minutos, e de Sporar, aos 31, este na conversão de uma grande penalidade.
Com esta vitória, o Sporting destacou-se no terceiro lugar do campeonato, com 49 pontos, mais três do que o Sporting de Braga, que apenas joga na sexta-feira em casa do Famalicão, enquanto o Tondela é 14.º, com 29 pontos, mais oito do que o Portimonense, primeira equipa abaixo da linha de despromoção.
O presidente da UEFA, o esloveno Aleksander Ceferin, disse esta quinta-feira 18, que a decisão do Comité Executivo de manter a ‘janela’ internacional de setembro para o regresso dos jogos de seleções evitou que o futebol “sofresse mais prejuízos”.
Ceferin considerou que a decisão de adiar o Euro2020 teve um custo significativo para o futebol das seleções nacionais e para as federações membros do organismo, mas ressalvou que a mesma permitiu que as competições em cada um dos países da Europa prossigam até ao fim, o que foi muito benéfico para os clubes e para o futebol internacional.
“As alterações introduzidas no calendário do futebol europeu por acordo entre a UEFA, a Associação de Clubes Europeus (ECA) e as Ligas europeias também permitiram manter os jogos internacionais num período muito importante para o calendário”, disse Ceferin.
O executivo da UEFA, reunido por vídeo conferência na quarta e quinta-feira para definir o programa das competições internacionais de clubes e seleções, entre outras questões, decidiu que os jogos da fase de grupos da Liga das Nações 2020/21 comecem a disputar-se em setembro, com duas jornadas, uma nos dias 03, 04 e 05 e outra nos dias 06, 07 e 08.
O Comité Executivo da UEFA aprovou esta quinta feira 18, o formato de qualificação europeia para o Mundial2022 de futebol, com o apuramento directo dos vencedores dos 10 grupos, aos quais se vão juntar três selecções provenientes dos ‘play-offs’.
Em comunicado, o organismo que rege o futebol europeu dá conta da aprovação dos procedimentos para o sorteio desta fase, que está dependente da confirmação da FIFA, tendo em vista a organização das selecções em 10 grupos, cinco de seis equipas e cinco de cinco.
O apuramento vai ser disputado em formato de campeonato, com jogos em casa e fora, levando a que os 10 vencedores se qualifiquem directamente para o campeonato do mundo de 2022, que vai ser disputado no Qatar.
As restantes três vagas europeias vão ser disputadas pelos 10 segundos classificados de dos grupos nos ‘play-offs’, que vão contar com duas equipas provenientes da Liga das Nações.
O 22.º campeonato do mundo vai ser o primeiro a ser disputado num país árabe e também o primeiro, desde as edições inaugurais, em 1930 e 1934, que vai ocorrer num país que nunca esteve presente numa fase final.
A Europa é o continente com mais vagas para o Mundial2022, o último antes do alargamento para 48 equipas, seguida das atribuídas às confederações de África (cinco), América do Sul (quatro ou cinco), Ásia (quatro ou cinco), América do Norte e Central e Caraíbas (três ou quatro) e Oceânia (zero ou uma), além do país anfitrião.
O Governo está a fazer o levantamento do universo de moçambicanos em situação de insegurança alimentar, que agravou nos últimos dois anos devido aos choques climáticos, terrorismo em Cabo Delgado e COVID-19.
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, composto pelo Governo, sociedade civil e parceiros, reuniu-se esta quinta-feira em Maputo, para desenhar as linhas de orientação num contexto de choques internos e externos.
Ainda não se sabe ao certo quantos moçambicanos estão em situação de insegurança alimentar. A secretária-executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional, Celmira da Silva, revelou que dentro de dois meses será divulgado um estudo.
A lenta redução da desnutrição crónica desde 2012 tem sido a grande preocupação do Executivo.
Com vista a reduzir os índices de insegurança alimentar no país, o Governo pretende criar uma política nacional de segurança alimentar e nutricional, bem como um fundo comum para a canalização da ajuda financeira dentro de dois anos.
Para que os projectos de hidrocarbonetos da Bacia do Rovuma sejam sustentáveis, o preço do gás natural deve variar entre 45 e 60 dólares no mercado internacional. A informação foi revelada, esta quinta-feira 18, em Pemba pelo PCA do Instituto Nacional do Petróleo, Carlos Zacarias.
De acordo com o regulador do sector de petróleo e gás em Moçambique, essa estimativa de preço base consta no modelo dos projectos, nomeadamente, Coral Sul, liderado pena companhia italiana Eni e Golfinho/Atum liderado pela francesa Total.
“Do ponto de vista de quem vende, seria desejável que o preço estivesse o mais alto possível, mas as coisas não funcionam dessa forma, então o preço que foi definido para cada um dos projectos, salvo o erro, deve estar entre 45 a 60 dólares”, disse Carlos Zacarias.
Entretanto, considera que ao longo dos anos há muitas variáveis que poderão contribuir para a definição do preço. De acordo com Zacarias, a primeira produção de gás do projecto Coral Sul deverá acontecer dentro de três anos e do Golfinho/Atum dentro de cinco anos.
“Naturalmente, os preços deverão manter-se, deverão estar a esse nível para que o projecto seja sustentável e caso isso aconteça, o projecto irá continuar”, considerou Carlos Zacarias, poucas horas antes do arranque de um Fórum entre o Governo e a Total.
O Fórum organizado pelo Governo e pela petrolífera Total, em Pemba, visa dar o ponto de situação do projecto Golfinho/Atum, que devido à COVID-19 teve que reprogramar as suas actividades. Preside o evento o Ministro dos Recursos Minerais e Energia.
“Registamos com apreço os pedidos da Irlanda e da Índia“, afirmou o embaixador de Cabo Verde, país que detém a presidência rotativa da CPLP, após uma reunião do Comité de Concertação Permanente (CCP), que reúne os representantes dos Estados-membros da organização.
Agora, a decisão sobre a entrada dos dois países como observadores associados compete aos chefes de Estado e de Governo, que deverão reunir-se na cimeira da CPLP, prevista para julho do próximo ano em Luanda, Angola.
“O CCP deu o aval para se prosseguir com os processos de candidatura da Índia e da Irlanda a países observadores associados” e “sem nenhuma objeção“, reforçou Eurico Monteiro.
No total, com estes dois países, já serão 11 as candidaturas a observadores associados que irão à próxima cimeira: Estados Unidos da América, Espanha, Índia, Irlanda, Grécia, Costa do Marfim, Peru, Qatar, Roménia, Organização Europeia de Direito Público (EPLO, na sigla em ingês) e Secretaria Geral Ibero-Americana.
A manifestação de interesse da Índia foi apresentada em maio último e a da Irlanda em abril, adiantaram fontes diplomáticas à Lusa.
Em dezembro de 2019, o primeiro-ministro português, António Costa, afirmou à agência Lusa que o seu homólogo indiano, NarendraModi, lhe comunicou a decisão da Índia de requerer o estatuto de país observador associado da CPLP.
“Estamos perante uma excelente notícia. Tenho a certeza que todos os países da CPLP irão acolher como muito positivo esse reconhecimento da parte da Índia sobre a importânciageoestratégica, política e cultural de um espaço que percorre todos os continentes e que reúne cerca de 260 milhões de habitantes”, declarou na altura o primeiro-ministro português.
Já em fevereiro deste ano, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pouco depois de ter aterrado em Nova Deli, também para uma visita de Estado àquele país, disse que a entrada da Índia na CPLP com o estatuto de membro associado iria concretizar-se na próxima cimeira da organizaçãi.
Os Estados que pretendam adquirir o estatuto de observador associado terão de partilhar os princípios orientadores da CPLP, designadamente no que se refere à promoção das práticas democráticas, à boa governação e ao respeito dos direitos humanos, e prosseguir através dos seus programas de governo objetivos idênticos aos da CPLP, mesmo que, à partida, não reúnam as condições necessárias para serem membros de pleno direito daquela organização, segundo o ‘site’ oficial daquela comunidade.
Os observadores associados podem participar, sem direito a voto, nas cimeiras e no conselho de ministros, sendo-lhes facultado o acesso à correspondente documentação não confidencial, podendo ainda apresentar comunicações desde que devidamente autorizados para o efeito. Além disso, podem ser convidados para reuniões de caráter técnico.
Porém, qualquer Estado-membro da CPLP poderá, caso o julgue oportuno, solicitar que uma reunião tenha lugar sem a participação de observadores.
Atualmente, a CPLP conta com 18 países observadores associados e uma organização, que é a OEI — Organização de Estados Ibero-Americanos.
Os Estados-membros da CPLP são Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
O Ministério da Saúde chinês comunicou 158 casos desde a semana passada na capital, que tem uma população de 21 milhões de habitantes, assegurando ao mesmo tempo que a epidemia estava “sob controlo”.
“Gostaria de acreditar que os números” estão “mais próximos da realidade do que aquilo que foi visto em Wuhan e em outras partes da China, mas isso ainda está por ver”, disse aos repórteres o secretário de Estado Adjunto dos Estados Unidos para a Ásia Oriental, David Stilwell.
Washington acusa as autoridades chinesas de mentir sobre o número oficial de mortos, que ascende atualmente a quase 83.300 casos e a mais de 4.600 mortos desde que a covid-19 foi sinalizada pela primeira vez na cidade de Wuhan, no final de 2019.
O Governo de Donald Trump acredita também que Pequim escondeu a amplitude inicial e a gravidade da epidemia, o que facilitou a propagação do vírus que matou mais de 450.000 pessoas em todo o mundo e forçou os governos a confinar as populações e, assim, paralisarem as suas economias.
“Quando se trata de dados, a credibilidade é importante. E quando se perde credibilidade, é muito difícil recuperá-la”, disse Stilwell, citando “avaliações muito credíveis e não politizadas de publicações científicas”, segundo as quais seria simplesmente “impossível” que o balanço oficial da China correspondesse à realidade, podendo ser “10 vezes” superior.
Para David Stilwell, a “única forma” de “restaurar” a credibilidade da China seria “aceitar o destacamento de observadores neutros para ajudar a compreender exatamente o que aconteceu” no início da pandemia.
O diplomata assegurou que o Secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, tinha deixado claro este pedido de “transparência” ao alto funcionário chinês Yang Jiechi na sua reunião de crise no Havai, na quarta-feira.
A controvérsia sobre a gestão do novo coronavírus agravou significativamente as relações já tensas entre as duas principais potências mundiais.
Fugir da guerra e da miséria num número recorde: o planeta conta com perto de 80 milhões de deslocados, mais de 1% da população global.
O número, que constitui uma estimativa relativa ao fim de 2019, é avançado no relatório publicado esta quinta-feira pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).
E a situação de muitos só piorou com o fecho de fronteiras devido à pandemia de coronavírus.
Preocupa-nos que a consequência do fecho das fronteiras seja negar efetivamente o direito ao pedido de asilo. (…) Queremos sublinhar que é possível proteger a saúde pública nas fronteiras de forma humana, permitindo que os que necessitam de santuário e proteção efetuem os seus pedidos em segurança. Procedimentos de quarentena e outros mecanismos podem ser usados para garantir que esses direitos são equilibrados com as necessidades de saúde pública.
Gillian Triggs
Alta-Comissária assistente para a Proteção da ACNUR
A ONU sublinha que é um em cada 97 humanos que “não pode voltar a casa devido a guerras, perseguição, violações dos Direitos Humanos e outras formas de violência”.
Os números têm vindo a aumentar cada ano desde 2012 e o valor de 2019 é praticamente o dobro do registado uma década antes.
A Alemanha acusou as autoridades russas de ordenarem o assassinato de um georgiano de origem chechena, no ano passado, em Berlim.
A Justiça alemã acusou formalmente esta quinta-feira um cidadão russo, identificado como Vadim S. e que tinha entrado no território germânico com documentos falsos, de executar o homicídio a mando do Kremlin. O suspeito tinha sido detido pouco depois do crime.
A vítima, identificada como Zelimkhan Khangoshvili, era conhecida por combater tropas russas na Chechénia e tinha sobrevivido a várias tentativas de assassinato anteriores.
O caso já tinha levado a Alemanha a expulsar em Dezembro de 2019 dois diplomatas russos, citando a falta de cooperação nas investigações do homicídio.
O embaixador russo em Berlim foi convocado esta quinta-feira e, em visita a Viena, o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros ameaçou com sanções contra o Kremlin.
John Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional do Presidente dos Estados Unidos, diz que Donald Trump “não é competente para o cargo”, numa entrevista para apresentar um livro de memórias a ser lançado na próxima semana.
“Não acho que ele seja competente para o cargo. Eu penso que ele não tem as competências necessárias para exercer o seu trabalho”, disse John Bolton, ex-conselheiro da Casa Branca, num extrato divulgado esta quinta-feira de uma entrevista que a estação televisiva ABC vai emitir este fim de semana.
“Eu apenas lhe consigo perceber um único princípio norteador: o que é bom para a reeleição de Trump”, acrescentou o ex-conselheiro nacional do Presidente, que esteve na Casa Branca de abril de 2018 a setembro de 2019, de onde se demitiu após divergências com o líder norte-americano.
John Bolton, que acompanhou Donald Trump na primeira cimeira com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, disse que o Presidente norte-americano estava mais concentrado nas sessões fotográficas do que nas consequências desse encontro histórico.
A Casa Branca já reagiu às palavras do ex-conselheiro de segurança nacional.
“John Bolton desacreditou-se”, disse a porta-voz da presidência dos EUA, Kayleigh McEnany, em depoimentos à cadeia televisiva Fox News.
“Este homem elogiou o Presidente Trump por ser forte na política externa, por não cometer os mesmos erros da administração anterior”, lembrou McEnany.
O livro de John Bolton, intitulado “O quarto onde tudo aconteceu – um livro de memórias da Casa Branca”, vai ser lançado na próxima terça-feira, apesar das tentativas legais dos advogados de Trump para impedirem a sua publicação, alegando que a obra contém informações confidenciais.
No livro, o antigo conselheiro revela que Donald Trump pediu ajuda à China para ser reeleito nas eleições de novembro deste ano, que considera ser a sua única prioridade.
Os líderes europeus iniciam esta sexta-feira 19, as negociações em torno do Fundo de Recuperação e orçamento plurianual da UE propostos pela Comissão Europeia, numa cimeira por videoconferência que, seguramente, não será conclusiva.
Na carta-convite dirigida aos chefes de Estado e de Governo dos 27, entre os quais o primeiro-ministro António Costa, o próprio presidente do Conselho Europeu assume que esta primeira cimeira para discutir as propostas apresentadas em 27 de maio passado pelo executivo comunitário visa apenas desbravar caminho com vista a um acordo numa posterior cimeira, já em julho, se possível presencial.
“Penso que todos estamos conscientes da complexidade das propostas e do tempo necessário para lidar com elas. A nossa reunião de sexta-feira deverá ser um passo decisivo para um acordo numa reunião física posterior”, indica Charles Michel.
Na missiva, o presidente do Conselho Europeu, que tem procedido a consultas com os 27 nas últimas semanas, assume que ainda não há consenso em diversas matérias, que enumera, e que basicamente são todas as questões-chave do pacote: “o tamanho e duração dos diversos elementos do Plano de Recuperação”, “as melhoras formas de alocar a assistência e a questão dos empréstimos e subvenções”, “questões relacionadas com a condicionalidade e a governação” e, por fim, “a dimensão e o conteúdo do Quadro Financeiro Plurianual (2021-2027), incluindo os recursos próprios e os `rebates`”, os descontos de que beneficiam alguns Estados-membros nas suas contribuições para o orçamento comunitário.
O que está em causa
Sobre a mesa, os líderes europeus têm as propostas de um Fundo de Recuperação da economia europeia no pós-pandemia, no montante global de 750 mil milhões de euros – 500 mil milhões em subvenções e 250 mil milhões em empréstimos -, e de um Quadro Financeiro Plurianual revisto para 2021-2027, no valor de 1,1 biliões de euros.
Portugal poderá vir a arrecadar um total de 26,3 mil milhões de euros, 15,5 mil milhões dos quais em subvenções e os restantes 10,8 milhões sob a forma de empréstimos (voluntários) em condições muito favoráveis.
Como sucedeu em fevereiro, numa anterior tentativa de chegar a acordo sobre o orçamento plurianual da União, deverá registar-se um choque entre os chamados países “frugais” (Holanda, Áustria, Dinamarca e Suécia) e um conjunto bem mais vasto de Estados-membros intitulados “amigos da coesão”, embora a crise da covid-19 tenha provocado novas alianças, já que os interesses dos Estados-membros divergem em função dos apoios que lhes podem vir a caber no quadro do Fundo de Recuperação.
Inalterada é a posição dos “frugais”, que, além de não quererem aumentar as contribuições para os cofres comunitários, defendem que os apoios de recuperação aos países mais fragilizados sejam na forma de empréstimos e sob condições estritas, e aqui reside o principal obstáculo a ultrapassar nas negociações.
Fontes diplomáticas congratularam-se por, pelo menos, o “tom” das intervenções dos diversos Estados-membros nas reações às propostas já não ser tão “bélico” como em fevereiro passado.
Pela parte de Portugal, o primeiro-ministro, António Costa, considerando “ambiciosa” a proposta avançada por Bruxelas, já disse esperar “que agora não seja o Conselho a frustrar a esperança que a Comissão Europeia abriu”, numa alusão aos quatro países que se têm oposto à existência de subvenções a Estados-membros, ou ao recurso a mecanismos de mutualização da dívida, os chamados `frugais`.
O Conselho Europeu desta sexta-feira realiza-se ainda por videoconferência devido à pandemia da covid-19, a partir das 9h00 de Lisboa, e não serão adotadas conclusões formais, já que se tratará de um “debate de orientação”, explicaram fontes diplomáticas.
Os ataques de grupos insurgentes no norte de Moçambique devem ser enfrentados a curto prazo por uma força militar regional para evitar que a situação fique fora de controlo, defende um relatório do Instituto Tony Blair.
O estudo do Instituto para a Transformação Global, fundado pelo antigo primeiro-ministro britânico, alerta para a urgência de uma intervenção perante a deterioração da situação na província de Cabo Delgado, que atribui ao grupo terrorista Ansar al-Sunna, afiliado aos extremistas islâmicos do autoproclamado Estado Islâmico.”Desde os primeiros ataques em Mocimboa de Praia, no final de 2017, o grupo lança agora mais de 20 ataques por mês numa insurgência que abrange nove grandes cidades e municípios ao longo da costa de Cabo Delgado. Uma batalha pela cidade de Macomia, no final de maio, demonstrou a capacidade e ambição organizacional do grupo, além de uma escalada nos esforços contra-ofensivos do Governo”, refere o estudo.
A vila de Macomia, a 200 quilómetros da capital provincial (Pemba), foi ocupada durante três dias seguidos por grupos armados, que saquearam vários estabelecimentos comerciais e vandalizaram várias infraestruturas, incluindo o centro de saúde local.
No total, os ataques dos insurgentes em Cabo Delgado, província moçambicana onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural, já causaram pelo menos 600 mortos.
No documento são feitas várias recomendações a curto e longo prazo, com destaque para a necessidade de uma maior coordenação regional e internacional para combater esta ameaça, incluindo a mobilização de uma força militar com soldados africanos.
“Se um grupo usa armas, algumas das quais sofisticadas, e mata civis indiscriminadamente, não podemos dizer que meios militares não devem ser usados. A prioridade deve ser a mobilização de militares com recursos suficientes em termos de comunicação, informação e armas para conter a violência e impedir que o grupo mate civis inocentes e conquiste mais território”, afirmou à agência Lusa Bulama Bukarti, um dos autores do relatório.
Bukarti e o outro autor, Sandun Munasinghe, analisaram a evolução da atividade do grupo Ansar al-Sunna em Cabo Delgado, desde as raízes como um movimento religioso não violento até à conquista de território através de raptos, saques e assassinatos em massa.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta quinta-feira 18, que cortar todos as pontes com a China é “uma opção”, numa altura em que existe um ambiente de tensão entre as duas principais potências mundiais.
“Os Estados Unidos, naturalmente, mantêm uma opção política, sob várias condições, de cortar todas as pontes com a China”, afirmou no Twitter Donald Trump.
Trump pronunciou-se em resposta às observações feitas pelo representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer.
Numa audição na Câmara dos Representantes, na quarta-feira, o responsável afirmou que a China tinha até agora respeitado os termos de um acordo entre os dois países e que cortar as pontes entre Pequim e Washington era agora impossível.
“Era uma opção há anos, mas não me parece que seja uma política razoável nesta fase”, considerou Robert Lighthizer.
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