A China vai fechar gradualmente todos os mercados onde aves vivas são vendidas, visando reduzir os riscos para a saúde pública, informou esta sexta-feira a imprensa oficial.
Chen Xu, alto funcionário da Administração Estatal de Regulação do Mercado, afirmou que “serão impostas restrições ao comércio e ao abate de aves vivas”, embora nenhum detalhe adicional tenha sido divulgado até à data.
Chen também reiterou que Pequim vai reforçar a punição do comércio e consumo ilegais de animais selvagens.
O vice-presidente para a Ásia da organização Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), Jason Baker, saudou a notícia: “Reduzirá o sofrimento de milhões de animais todos os dias. A PETA espera que a medida seja ampliada para que sejam encerrados todos os mercados de animais vivos em todo o país”.
As autoridades chinesas terão aumentado a atenção sobre o monitoramento da segurança alimentar e da saúde nos mercados de produtos frescos após o surto de Covid-19, que foi detetado em Wuhan, no final de dezembro passado, antes de se alastrar pelo mundo.
A doença terá tido origem num mercado que vendia animais selvagens. No mês passado, uma segunda vaga do surto em Pequim teve origem em Xinfadi, o maior mercado abastecedor da capital chinesa de produtos frescos, como carne e legumes.
A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 521 mil mortos e infetou mais de 10,88 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A China possui cerca de 44.000 mercados produtores – nos quais, por exemplo, os agricultores vendem os seus produtos diretamente ao público.
Cerca de 70% dos produtos agrícolas do país são distribuídos neste tipo de instalações.
Quatro mil pessoas residentes da cidade de Pemba, em Cabo Delgado, serão abrangidas pelo inquérito sero-epidemiológico que arranca, próxima semana, para aferir o nível de transmissão comunitária da Covid-19.
Trata-se de um inquérito com a duração de cinco dias projectando abranger pessoas de vários segmentos da sociedade em diversos bairros da cidade de Pemba.
O director de inquéritos no Instituto Nacional de Saúde, Sérgio Chicumbe, que revelou a informação, esta quinta-feira no programa radiofónico O Diálogo, do emissor provincial da Rádio Moçambique, em C, Delgado, disse que durante o inquérito serão usados testes rápidos para se conhecer a extensão da epidemia na cidade de Pemba, onde a transmissão comunitária da doença já é uma realidade.
A Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano em coordenação com as direcções provinciais está a restruturar as turmas para garantir a segurança dos alunos face a propagação do novo coronavírus, no regresso às aulas.
As turmas poderão assim contar com uma média de vinte e vinte e cinco alunos por sala.
A informação foi tornada pública, esta quinta-feira 02, pela representante do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, Arminda Chaquice. Na conferência de imprensa conjunta com o sector da saúde para actualização da situação da pandemia do novo coronavírus, no país.
“ Vamos reorientar as turmas de maneira a que possam-se garantir o distanciamento físico que é preconizado e assumindo que á escola estará apenas a receber alunos da décima-segunda classe, poderemos acolher em todas as salas disponíveis das nossas escolas, mas para além da questão do distanciamento físico, a escolas já se têm a informação de que devemos identificar pontos de lavagem das mãos e também disponibilizarmos materiais para higienização das instalações” disse.
Arminda Chaquice referiu que a primeira etapa do regresso às aulas contempla os alunos da 12ª classe e de formação de professores, nas modalidades décima + um e décima + três. (
São Paulo, o estado brasileiro com mais casos de Covid-19, antecipou a reabertura de ginásios, cinemas e eventos culturais para as regiões que estão na fase amarela do plano de flexibilização da economia, anunciou esta sexta-feira o governado estadual.
O início de atividades em ginásios, atividades culturais, eventos e convenções com público sentado será autorizado após 28 dias consecutivos da região na fase amarela (terceira fase mais restritiva). O município de São Paulo, capital do estado, que está na fase amarela desde o dia 29 de junho, poderá retomar estas atividades no dia 27 de julho.
A secretária de Desenvolvimento Económico de São Paulo, Patrícia Ellen, explicou em conferência de imprensa que a reabertura daquelas atividades está prevista depois de a região apresentar “uma estabilidade de quatro semanas nessa fase amarela”.
“Não é funcionamento imediato a partir de segunda-feira, tem essa previsibilidade de quatro semanas”, frisou Patrícia Ellen.
Em relação ao setor cultural, o governo estadual impôs várias regras, como a ocupação máxima de 40% dos espaços, uso de máscara obrigatório, venda de bilhetes apenas através da internet ou assentos previamente reservados e com distanciamento social assegurado.
Grandes eventos e demais atividades culturais que geram aglomeração serão autorizados apenas após todo o estado de São Paulo estar 28 dias consecutivos na fase verde, quando a doença do novo coronavírus estiver controlada.
Nos ginásios, a capacidade máxima permitida é de 30%, com um funcionamento reduzido de seis horas, uso de máscara obrigatório e apenas aulas individuais, entre outras regras.
quarentenas. Prosseguiremos com uma quarentena não mais homogénea, fundamentada no ‘Plano São Paulo’, e que orienta as pessoas sobre o melhor procedimento para salvarem suas vidas”, disse o governador estadual, João Doria.
Na próxima segunda-feira, a cidade de São Paulo irá reabrir salões de beleza e bares, com os estabelecimentos a poderem funcionar apenas até às 17h (21h em Lisboa), segundo o prefeito, Bruno Covas.
A reabertura gradual da economia em São Paulo acontece num momento em que aquele que é o estado mais rico e populoso do país continua a registar recordes de novos casos diários.
Na quinta-feira, São Paulo contabilizou o seu maior número diário de novos casos de infeção desde o início da pandemia, com 12.244 pessoas diagnosticadas em 24 horas.
Segundo as autoridades de saúde estaduais, esta unidade federativa pode chegar a 470 mil casos de Covid-19 até 15 de julho. São esperados entre 18 mil e 23 mil óbitos nesse período.
No total, São Paulo tem 302.179 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus e 15.351 vítimas mortais, segundo dados de quinta-feira.
A Rússia decidiu reabrir a sua embaixada na Líbia, quase sete anos depois dos funcionários russos terem sido retirados do país devido a um ataque à sede diplomática, disse esta sexta-feira 03, o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo.
“Gostaria (…) de informar que tomámos a decisão de retomar as atividades da embaixada da Rússia na Líbia”, declarou SergeiLavrov, durante uma reunião realizada na capital russa com o presidente do parlamento de Tobruk, AguilaSaleh, aliada do marechal KhalifaHaftar, homem forte no leste da Síria.
Lavrov lembrou que, por enquanto, o encarregado de negócios da embaixada russa na Líbia, JamshedBoltaev, ficara em Tunes, na Tunísia, mas o seu papel será “representar a Rússia em todo o território líbio”.
Um grupo de pessoas enfurecidas invadiu a embaixada russa em Trípoli em outubro de 2013 e queimou a bandeira da missão diplomática, em retaliação pelo assassínio de um oficial da força aérea da Líbia por um cidadão russo, admirador do ex-líder líbio, MuammarKadhafi, que morreu em 2011.
Após esse ataque, a delegação russa retirou-se para a Tunísia e interrompeu as suas atividades porque o Governo de Trípoli não ofereceu garantias de segurança.
Lavrov reiterou ao líder do parlamento de Tobruk que Moscovo considera que o conflito na Líbia “não tem solução militar” e afirmou que “todas as contradições podem e devem ser resolvidas através de canais políticos na mesa de diálogo entre os próprios líbios“.
Nesse sentido, o ministro russo apreciou a iniciativa proposta em 23 de abril por AguilaSaleh, observando que a Rússia apoia “a cessação dos confrontos armados e o início do diálogo político, a fim de formar novos órgãos de poder unido, baseados no representação equitativa das três regiões históricas da Líbia”.
Além disso, Lavrov disse que a iniciativa do Cairo na Líbia poderia “lançar as bases do diálogo” na Líbia.
No início de junho, o Presidente egípcio, Abdelfatah al-Sissi, reuniu-se com Haftar e propôs desarmar as milícias para encerrar o conflito entre o general rebelde e o Governo de Acordo Nacional (GAN), sediado em Tripoli, reconhecido pela ONU.
Após a queda do regime de MuammarKadhafi em 2011, na sequência de uma revolta interna e uma decisiva intervenção aérea de forças da NATO (onde a França se destacou juntamente com Reino Unido e Estados Unidos), a Líbia resvalou para uma situação de caos, com contínuos conflitos e lutas pelo poder.
A guerra civil na Líbia, que se agravou na sequência de uma crescente ingerência externa, em particular do Egito, Emirados Árabes Unidos, França e Rússia em apoio a Haftar e, mais recentemente, da Turquia e Qatar em apoio ao campo oposto — a Itália, antiga potência colonial, também tem privilegiado os contactos com Tripoli –, provocou muitos milhares de mortos e mais de 200.000 deslocados.
Pelo menos 19 pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas esta sexta-feira 03, após um comboio colher um autocarro de passageiros, que transportava peregrinos da minoria sikh, numa passagem de nível na província de Punjab, no leste do Paquistão.
“Dezanove pessoas morreram no acidente e outras 15 ficaram feridas”, disse à agência de notícias EFE o porta-voz das equipas de resgate, Jam Sajjad.
O porta-voz declarou ainda que todas as vítimas do autocarro haviam saído de Nankana Sahib, cidade onde nasceu o fundador do sikhismo, o guru Nanak.
O acidente ocorreu por volta das 13:30 locais (09:30 em Lisboa), quando o comboio colheu o autocarro numa passagem de nível entre as estações Bhalike e Sheikhupura, informou num comunicado o Ministério das Ferrovias.
Os feridos foram transportados para um hospital de Sheikhupura.
O ministro das Ferrovias, SheikhRashid, ordenou que fossem tomadas medidas contra os responsáveis pelo acidente.
O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, expressou o seu “pesar” pelas mortes e pediu que se ofereça toda a ajuda médica necessária aos feridos.
Os acidentes de comboio são comuns no Paquistão, que possui uma antiga rede ferroviária que remonta à época do Império Britânico, do qual o Paquistão se tornou independente em 1947.
Em outubro de 2019, 73 pessoas morreram após a explosão de uma botija de gás que os passageiros usavam para preparar o café da manhã num comboio no sul do país.
O Paquistão também possui uma das maiores taxas de acidentes de trânsito do mundo devido às más condições de suas estradas, às más condições dos veículos e ao facto de o transporte público tender a ser sobrecarregado com os passageiros.
Em setembro passado, pelo menos 26 pessoas morreram e outras 18 ficaram feridas em um acidente de autocarro numa uma passagem de montanha no norte do Paquistão.
Cerca de 100 camponeses no bairro Guava denunciam suposta usurpação de suas terras em Marracuene.
Trata-se de uma parcela de 20 hectares onde há pretensões, segundo o advogado dos camponeses Hilário Sabonete, de se instalar uma universidade, mas inexplicavelmente há outros interesses privados alegadamente inconfessos o que despertou a atenção dos agricultores.
O local foi cercado por um forte contingente policial e houve também a detenção de dois camponeses que foram levados ao comando Distrital de Marracuene.
Seis indivíduos, sendo um pertencente a junta militar da Renamo e outro antigo elemento das Forças de Defesa e Segurança, foram detidos em Sofala na posse de quatro pistolas e são indiciados de assaltos à mão armada.
A suposta quadrilha de assaltantes à mão armada foi neutralizada nesta quarta-feira, pela polícia, na cidade da Beira, na posse de quatro pistolas.
Das quatro armas apreendidas, duas estavam na posse de dois dos integrantes do grupo, por sinal tio e sobrinho. O tio é antigo membro da Renamo e agora apoiante da Junta militar da Renamo, liderada pelo Major General Mariano Nhongo, segundo suas palavras, e o sobrinho é antigo elemento das Forças de Defesa e Segurança.
“Eu sou o coordenador do Movimento Nacional anti-Ossufo Momade. Esta arma recebi-a da Junta Militar, há cerca de duas semanas para a minha protecção. Não vou alongar nesta explicação. Acho que esta claro o que eu disse. É para a minha segurança pessoal. Aliás eu já possuía uma pistola mais pequena desde que era membro da comissão política da Renamo. Com esta que recebi da junta, passei a possuir duas pistolas. Reconheço a ilegalidade desta situação”.
Ele explicou que o sobrinho, levou a arma alegadamente para limpa-la mas este afinal foi protagonizar um assalto com a mesma, na companhia de um grupo de amigos. O sobrinho reconhece o crime. “Foi a primeira tentativa que não deu certo e fui detido. Nunca estive envolvido num outro crime como a polícia tenta dar a entender”.
Um outro integrante do grupo confessou que já esteve envolvido em pelo menos dois assaltos.
“Para mim foram duas tentativas e um deles foi positivo. Assaltamos um estabelecimento comercial onde roubamos vários bens, Na altura usamos três das quatro armas de fogo que foram apreendidas pela polícia. O outro assalto foi próximo da padaria da Munhava. Roubamos dinheiro e vários bens de um indivíduo estrangeiro”.
No âmbito de intensificação das medidas de prevenção da COVID-19, a população do distrito de Chibabava, foi instruída a comunicar imediatamente as autoridades, a chegada de mineiros oriundos da África do Sul, um dos pontos com maior índice de contaminação do novo coronavírus.
Esta acção prende-se com o facto de naquele distrito, alguns mineiros oriundos da África do Sul, não estarem a observar as medidas de prevenção, pois recusam-se a permanecer em quarentena, de livre vontade. Este facto esta a preocupar as autoridades que instruíram as comunidades a comunicar imediatamente a chegada de um mineiro, com objectivo de evitar a propagação da doença.
A medida foi bem acolhida pelos residentes daquele distrito, e particularmente dos que vivem em Muxúngue, onde existem um grande número de mineiros.
“Muxúngue é um grande corredor e muitos mineiros residem e tem famílias aqui, Infelizmente alguns destes nossos compatriotas ignoram as medidas de prevenção. Outros recusam permanecer em quarentena pondo em risco toda a comunidade e o país. Portanto a criação de um grupo de vigilância irá certamente contribuir no controle desta doença”, explicou Orlando Joaquim, um dos líderes comunitário.
E é pelo facto de Muxúngue ser um grande corredor, pois é por aqui por onde passa a estrada nacional número um, a única via que liga o sul, o centro e o norte do país, que se intensificam esforços do governo e seu parceiros na sensibilização da população para a observância permanente das medidas de higiene, nos três distritos da zona sul de Sofala, nomeadamente Búzi, Chibabava e Machanga.
Nesta quinta-feira por exemplo, a OXFAM e a União Europeia, através da Plataforma da sociedade civil para a proteção social, ofereceu à aquelas comunidades, 6400 máscaras, igual número de caixas de sabão, 100 baldes assim como 100 viseiras para protecção dos técnicos de saúde e do Instituto Nacional de Acção Social.
O esquema de desvio de dinheiro público foi executado por seis pessoas, das quais cinco são servidores públicos, incluindo o antigo edil e mais um vereador.
Segundo Katia Mussa, do Gabinete Provincial de Prevenção e Combate à Corrupção em Inhambane, as investigações revelaram um esquema fraudulento, em que foram simulados pagamentos de indemnizações a um cidadão residente em Massinga, que supostamente teria cedido um espaço ao Município de Massinga para construção de uma escola e casas para os membros da Assembleia Municipal.
Outro esquema usado pelo quarteto, foi o pagamento indevido de mais de 200 dias de alojamento a um grupo de formadores, que na verdade ficou 90 dias, menos da metade do que realmente foi pago.
Com o esquema, o grupo lesou o estado em mais de Dois milhões de meticais e desse valor, apenas 15 mil meticais foi recuperado.
Por outro lado, três funcionários da Direcção Provincial de Saúde em Inhambane, estão também a responder na justiça por envolvimento num esquema que lesou o estado em mais de 4 milhões de meticais.
Este grupo permitiu o uso indevido de mais de 106 mil litros de combustível, emitido senhas sem no entanto registar em livro próprio daquela instituição, as requisições feitas. Com esta acção o estado ficou prejudicado em mais de 4 milhões de meticais.
Ainda segundo Katia Mussa, uma funcionária daquela instituição fez-se passar por técnica superior, quando na verdade ela era técnica administrativa de novel médio. A referida funcionaria auferiu indevidamente desde 2016 até o presente ano, salários de um técnico superior.
Todos os processos já foram acusados pelo ministério público e correm trâmites no tribunal
Misteriosamente, pelo menos 275 elefantes mortos no famoso Delta do Okavango, no Botsuana. Um cenário desolador e inexplicável para o organismo estatal que se ocupa da vida selvagem no país até porque têm indicação de que o número é mais elevado.
Para já foram recolhidas amostras enviadas para serem analisadas noutros países e aguardam-se os resultados.
O veterinário do departamento de vida selvagem e parques nacionais do Botsuana, Mmadi Reuben, explica que, para já, não pensam tratar-se de caça furtiva já que todas as carcaças identificadas têm as presas, o que sugere que a morte não ocorreu por causa do marfim.
As primeiras mortes ocorreram em maio. Doze carcaças encontradas numa semana, no noroeste do país. Elefantes de várias idades e sexos que, de acordo com o biólogo do referido organismo, Keith Lindsay pareciam ter caído mortos enquanto caminhavam.
Uma situação que é, para já, alarmante mesmo num país que tem uma sobrepopulação de elefantes. Em fevereiro, o país realizou o primeiro grande leilão de cotas de caça. Mas a temporada acabou suspensa devido à pandemia de Covid-19.
Durante o primeiro semestre deste ano a moeda angolana registou uma desvalorização de pelo menos 30% face ao Euro. Uma situação que o economista Alves da Rocha diretor do Centro de Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, considera preocupante por colocar em risco a capacidade de importação de bens e serviços.
Em entrevista à euronews o economista Alves da Rocha disse ainda que quando não há divisas, quando o Banco Nacional de Angola enquanto banco central não tem capacidade de gerar divisas, e de colocar à disposição da economia, cria-se uma situação que dificulta a atração de investidores estrangeiros.
Beatriz Frank empresária Angolana também ouvida pela nossa redação, classifica a situação atual como sendo “asfixiante”. Para a empresária o BNA deveria, durante os leilões, alocar divisas para o processo de importação dos pequenos e médios empresários, sendo esta a única forma de evitar o que classifica de morosidade no processo de submissão e tratamento das cartas de crédito.
“Evitamos essa morosidade e espera que se tem verificado, aguardar os leilões, e sabemos que o BNA faz leilões semanais. As nossas cartas têm que ficar no Banco, um mês dois meses e nesse tempo todos nós perdemos, porque o Kwanza desvaloriza todos os dias” refere Beatriz Frank em entrevista à Euronews.
Já o presidente da Associação 25 de Abril em Angola Ludgero Escoval, que representa vários empresários portugueses em Angola, considera que o impacto da paralisação das empresas provocada pela pandemia está a ter um efeito catastrófico para os investidores estrangeiros, empregados e respetivas famílias
“E quando estamos a falar de empresários, eu estou a falar dos empregados que estes empresários também têm, das pessoas e das famílias que estão lá e vivem sérias dificuldades. Imagina se não há atividades os ordenados foram reduzidos ou estão a ser atrasados, o envio de remessas para apoio às famílias está a ser extremamente dificultado. E o galopante salto que teve a desvalorização do Kwanza. Por isso penso que neste momento para alguém mandar mil dólares para a família é preciso um milhão de Kwanzas” disse Ludgero Escoval que também é Decano na Universidade Gregório Semedo em Angola.
Consta igualmente das preocupações da União dos pequenos e médios empresários apresentadas ao Executivo angolano, pela empresária Beatriz Frank enquanto presidente da União de Pequenos e Médios empresários, a alegada ausência de regulação no aluguer dos espaços comerciais.
Beatriz Frank considera um problema gravíssimos os preços praticados, quando comparados ao que é cobrado em cidades como Londres, Nova Iorque e Paris.
Desde março mantém as fronteiras fechadas para voos comerciais, para tentar controlar o aumento de casos positivos da Covid-19 importados. Em entrevista à euronews os empresários colocaram a seguinte questão: até quando vão conseguir manter as empresas em funcionamento gerindo-as via aplicativos como o Zoom skype ou Whatsapp
A aparente tentativa de suicídio de seis migrantes, que se lançaram às aguas do mar Mediterrâneo, a par do desespero e angústia diagnosticados entre outros ocupantes do “Ocean Viking” levaram o navio humanitário fretado pela organização não-governamental (ONG) SOS Méditerranée a declarar o estado de emergência a bordo.
O navio resgatou, em cinco dias, 180 pessoas no quadro de operações distintas nas regiões de Malta e Itália. À data de hoje continua a aguardar por um porto europeu seguro para atracar e desembarcar. A bordo, há um elevado nível de ansiedade.
“Não podemos aceitar esta situação. As pessoas não podem saltar. Esta situação cria problemas e não resolve nada. Há cerca de quatro anos e meio que trazemos pessoas para um lugar seguro, mas é a primeira vez nesse espaço de tempo que se passa semelhante coisa”, sublinhou Nicholas Romaniuk, responsável pelas operações de resgate no “Ocean Viking.”
De acordo com a SOS Méditerranée vários migrantes envolveram-se em confrontos e chegaram a ameaçar elementos da tripulação. A ONG deu conta, esta sexta-feira, de uma pessoa que tentou enforcar-se a bordo.
O “Ocean Viking” efetuou seis pedidos às autoridades italianas e maltesas para atracar, mas a SOS Méditerranée diz que as respostas foram negativas e sem apresentação de soluções.
A bordo encontram-se uma mulher grávida de cinco meses e 25 menores.
Moçambique está viver um dos momentos mais graves desde a independência. A actividade dos grupos terroristas islamitas no norte do país aumentou e atingiu novos recordes nos últimos tempos. Particularmente atingida é a província de Cabo Delgado, com novos episódios de violência no último fim de semana.
Os atentados começaram em 2017 na cidade de Mocímboa da Praia, palco também dos ataques mais recentes e alargaram-se depois a várias localidades desta região. Nas últimas semanas, a situação tornou-se alarmante. A vila de Macomia, a 200 quilómetros da capital da província, Pemba, foi ocupada durante três dias por grupos armados.
Os ataques são agora cerca de 20, todos os meses. A violência fez já mais de 600 mortos.
Por detrás dos ataques está um grupo até há pouco tempo desconhecido, o Ansar al-Sunna, com ligações ao Daesh.
A solução para este escalar do terrorismo pode ter de passar por uma intervenção militar regional. Isso mesmo conclui um estudo realizado pelo instituto fundado pelo antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair. A euronews falou com um dos autores do estudo e um dos maiores especialistas mundiais dos grupos armados islamitas em África, Bulama Bukarti, que estuda os jihadistas africanos há 11 anos e prepara uma tese de doutoramento sobre o assunto.
A organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF) revelou ter recorrido a um grupo de trabalho da Comissão dos Direitos do Homem das Nações Unidas a quem pediu uma “investigação independente e imparcial” ao desaparecimento do jornalista moçambicano Ibraimo Mbaruco,a 7 de abril na província de Cabo Delgado.
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 3, o responsável da RSF para África Arnaud Froger disse que”o silêncio das autoridades sobre este caso de um jornalista desaparecido nos últimos três meses tem sido insuportável para a família”, e reiterou que a organização está determinada a “descobrir o que lhe aconteceu”.
Froger lembrou que “não é a primeira vez que jornalistas são agredidos, atacados ou detidos” na província.
“Ibraimo Mbaruco está morto? Quem eram os soldados que o cercavam quando escreveu a sua última mensagem? Está detido, e se sim, por que razões? Há muitas questões a que as autoridades moçambicanas devem responder”, salientou Arnaud Froger.
Autoridades prometeram investigar
Uma semana depois do seu desaparecimento, a 7 de abril, a policia moçambicana disse que haviam informações não confirmadas sobre a morte do jovem jornalista da Rádio Comunitária de Palma.
A 21 de maio, na Assembleia da República, a Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, afirmou que o processo encontrava-se em instrução preparatória.
No passado dia 30 de junho, a VOA contatou, sem sucesso, Augusto Guta, porta-voz do comando provincial de Polícia de Cabo Delgado, através do número que habitualmente usa nas relações com a imprensa.
Apesar do silêncio das autoridades, o escritório moçambicano do Instituto de Comunicação Social da África Austral (Misa-Moçambique), afirma que continua empenhado na busca da verdade sobre o desaparecimento de Ibraimo Mbaruco.
Ernesto Nhanale, diretor-executivo daquela organização de defesa da liberdade de imprensa, diz que está em curso um novo inquérito para o esclarecimento do desaparecimento do jornalista.
Os familiares do jornalista Ibraimo Mbaruco, de Palma, Cabo Delgado, estão irritados com o que consideram silêncio “assustador e desumano” das autoridades na investigação do seu desaparecimento.
“Estamos preocupados, passa muito tempo (do desaparecimento)”, disse à VOA o irmão do jornalista, Juma Mbaruco.
Amnistia Internacional, a Human Rights Watch e a União Europeia também já manifestaram o seu repúdio ao desaparecimento do jornalista e pediram às autoridades o esclarecimento do caso.
As autoridades moçambicanas deverão considerar o pedido de recurso do jornalista Omardine Omar e permitir que ele e todos os profissionais da imprensa trabalhem livremente, diz o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).
Omar foi, a 30 de junho, condenado pelo tribunal Judicial do distrito de Ka Mpfumo, na capital Maputo, alegadamente por desobediência civil. A pena de 15 dias de prisão foi convertida em multa de valor equivalente a, pelo menos, 200 dólares americanos.
A publicação para qual trabalha, Carta de Moçambique, diz que Omar foi “detido em pleno exercício da sua atividade” , a 25 de junho. O jovem jornalista, explica a Carta, investigava um caso de extorsão policial a vendedores num mercado da cidade.
Sem provas conhecidas
Após a sua detenção, diz a publicação, a policia disse que Omar foi encontrado sem máscara e a consumir bebidas alcóolicas, violando as medidas do estado de emergência decretadas para conter a propagação da Covid-19.
Por várias vezes, o jornalista recusou tais acusações e não são conhecidos testes que provam que tenha consumido álcool na noite de detenção.
Para o CPJ, com sede em Nova Iorque, a condenação de Omardine Omar é injusta.
“Omardine Omar foi detido pela própria força policial que ele investigava por suposta corrupção, e é preocupante que o juiz tenha assim procedido, apesar de um procurador ter pedido a anulação das acusações”, diz Angela Quintal, coordenadora do Programa de África do CPJ.
Quintal, que pede a anulação da condenação no recurso, diz ainda que “as autoridades moçambicanas devem enviar uma mensagem inequívoca de que usar uniforme (policial) não é uma licença para abusar de jornalistas e cidadãos sob o pretexto de fazer cumprir os regulamentos da COVID-19”
Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e a Fundação dos Parques da Paz (PPF), o Parque Nacional do Limpopo (PNL), pretende recrutar para reforçar o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Sistemas de Monitoria e Avaliação de Reassentamento. Saiba mais.
A Eco Farm Moçambique, Lda. empresa de do ramo agro industrial, produtor de açúcar pretende recrutar dois (2) Supervisores de Qualidade, Higiene e Segurança no Trabalho (QHSE). Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Especialista para Área de Governação de Recursos Naturais. Saiba mais.
A AMODEFA pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Revisão e Actualização de Manuais de Procedimentos da AMODEFA. Saiba mais.
A Food For The Hungry Association pretende recrutar para o seu quadro de pessoal seis (6) Oficiais de Mobilização de Água, Saneamento e Higiene. Saiba mais.
A Food For The Hungry Association pretende recrutar para o seu quadro de pessoal seis (6) Oficiais de Mobilização de Meios de Subsistência. Saiba mais.
A pandemia do novo coronavírus está também a ameaçar a paz e a segurança no mundo, advertiu o secretário-geral da ONU, António Guterres, num debate no Conselho de Segurança.
Perante vários ministros dos Negócios Estrangeiros, e através de uma videoconferência, Guterres defendeu que as consequências da covid-19 neste contexto podem valorizar-se “mesmo em alguns países tradicionalmente vistos como estáveis”, mas notam-se ainda mais nos que estão envoltos em conflitos ou a sair deles.
“Nalguns países, os processos de paz frágeis podem descarrilar por causa da crise, sobretudo se a comunidade internacional estiver distraída”, frisou o secretário-geral das Nações Unidas, destacando os casos na região sudanesa de Darfur ou da Somália, onde teme que o grupo ‘jihadista’ Al-Shabab possa aumentar o número de ataques enquanto as autoridades de centram na pandemia do novo coronavírus.
Guterres alertou também para o facto de as restrições à circulação impostas para travar a propagação da pandemia “complicam a diplomacia”, dado que as tarefas de mediação costumam ser “muito pessoais” e à distância é “mais difícil gerar confiança”.
O antigo primeiro-ministro português destacou também que a pandemia ilustra o risco de possíveis “ataques bioterroristas”, uma vez que deixou a nu a falta de preparação do mundo face ao hipotético caso de que uma doença possa ser “manipulada deliberadamente para a tornar mais virulenta ou se se a liberta intencionalmente em vários locais ao mesmo tempo”.
“Ao mesmo tempo que devemos saber como melhorar a nossa resposta a futuras doenças, também devemos dedicar muita atenção a prevenir o uso deliberado de doenças como armas”, acrescentou.
Nesse sentido, Guterres urgiu aos 14 países que não assinaram a Convenção sobre Armas Biológicas para que o aprovem quanto antes, apelando ainda ao reforço deste instrumento de fiscalização, a que faltam mecanismos de verificação.
“A melhor resposta às armas biológicas é uma ação efetiva contra as doenças que ocorrem de forma normal. Uns sistemas de saúde pública e de veterinária fortes não só são uma ferramenta essencial contra a covid-19, coimo também uma dissuasão efetiva contra o desenvolvimento de armas biológicas”, defendeu Guterres
O secretário-geral da ONU referiu-se também ao aumento do ódio e dos ataques aos direitos das pessoas, advertindo que a pandemia está a revelar uma “mostra crescente do autoritarismo” e do uso excessivo da força por parte das autoridades, bem como a dar novos pretextos a “populistas, nacionalistas e outros que estavam à procura de limitar os direitos humanos”.
“O estigma e os discursos de ódio estão a aumentar. E a epidemia de desinformação na Internet corre desenfreada”, lamentou Guterres, lembrando as consequências para a estabilidade que a crise económica pode desencadear por causa da covid-19.
No debate participaram os chefes da diplomacia de vários Estados-membros do Conselho de Segurança da ONU, entre eles o da França, Jean-Yves Le Drian, que pediu o reforço da unidade internacional face aos grandes problemas que o mundo está a enfrentar.
O seu homólogo alemão, Heiko Maas, presidiu a reunião e também exigiu “respostas globais para dificuldades globais”.
“Temos de dar uma resposta, no quadro do Conselho de Segurança, às consequências que as pandemias têm em conflitos e em crises humanitárias”, frisou Maas.
O director-geral do Serviço Nacional Penitenciário, Jeremias Cumbe, diz não haver ainda registo de casos da Covid-19 nas cadeias nacionais.
Jeremias Cumbe que falava, esta quinta-feira 02, em entrevista à Rádio Moçambique, sublinhou que uma eventual eclosão da Covid-19 nos estabelecimentos prisionais poderá ter uma resposta atempada das autoridades sanitárias, que já estão a monitorar o cumprimento das medidas preventivas contra o novo coronavírus.
A fonte fez saber que no âmbito do reforço da capacidade de prevenção da Covid-19 ao sector penitenciário, o Escritório das Nações Unidas contra Droga e o Crime, em Moçambique, ofereceu, às cadeias nacionais, diverso material de higienização e limpeza.
Mais de duzentos e trinta violadores de fronteira foram neutralizados semana finda, na província de Tete, no âmbito do trabalho operativo da Polícia de guarda-fronteira.
Deste número, cento e vinte e três, são estrangeiros e os restantes nacionais.
Segundo o porta-voz da Polícia e República de Moçambique(PRM), em Tete, Feliciano da Câmara, os estrangeiros neutralizados são de nacionalidades malawiana, zambiana e zimbabweana.
Feliciano da Câmara explicou que os imigrantes ilegais estavam na província há sensivelmente um mês e tinham como destino a África do sul.
Nos últimos dois anos, as transacções comerciais entre Moçambique e Zimbabwe atingiram a cifra de quatrocentos milhões de dólares, equivalente a aproximadamente trinta mil...
A introdução de quatro novos sistemas de captação, tratamento e abastecimento de água promete uma significativa melhoria nas condições de saúde para cerca de...