A China ameaçou o Reino Unido com represálias caso Londres avance com a promessa de alargar os direitos de imigração aos residentes de Hong Kong, depois da entrada em vigor da nova Lei de Segurança aprovada por Pequim e que os britânicos consideram ser uma violação do acordo de transferência de soberania.
“Consideraria mudar-me, porque agora reúno as condições para trabalhar lá. É uma opção. Se eu reúno as condições, então posso ir à procura de um emprego”, diz uma residente de Hong Kong.
“Como pessoas de Hong Kong, não temos motivos para estar satisfeitos com as notícias. Isso porque depois de quase um ano de combate, devemos ficar aqui a lutar pelo nosso lugar”, explica outra residente.
O Reino Unido considera alargar o acesso à cidadania britânica aos habitantes de Hong Kong. Há quem estime que a China pode tentar impedir os residentes de saírem do território mas alguns analistas não acreditam nessa possibilidade. Andreas Fulda, do Instituto de pesquisa asiática da Universidade de Nottingham, explica que “há cerca de sete milhões de pessoas em Hong Kong que podem ir de férias, fazer viagens de negócios para o sudeste asiático, para a América do Norte e para a Europa. Portanto, a não ser que esteja numa lista negra, não acredito que possam impedir uma população inteira de deixar Hong Kong. Se assim fosse, aquele território tornar-se-ia numa grande prisão ao ar livre”, conclui.
Na quarta-feira, vigésimo terceiro aniversário da transferência da soberania britânica de Hong Kong para Pequim, começou a aplicar a controversa lei
O Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos e as confissões religiosas acordam a criação de uma comissão para a elaboração de propostas visando a retoma de cultos no país.
As celebrações religiosas estão suspensas desde que o governo decretou o estado de emergência por conta do novo coronavírus.
O entendimento para a criação da comissão foi alcançada hoje na Matola, num encontro que juntou a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos e líderes de algumas confissões religiosas.
Helena Kida explicou que as propostas da comissão serão, a breve trecho, apresentadas ao Chefe do Estado.
“ O que nós fizemos aqui foi auscultar e naturalmente vamos compilar tudo aquilo que foram as propostas para fazer chegar ao Presidente da República, o mais tardar até domingo”, disse.
O Irão e os diferentes países envolvidos “assinaram um acordo de princípio” e “não há qualquer dúvida” de que Teerão vai pagar, embora o montante exacto ainda não tenha sido determinado, segundo declarações de Ann Linde à agência sueca TT e confirmadas à agência France Presse pela sua porta-voz.
Teerão aceitou indemnizar as famílias das vítimas estrangeiras do Boeing ucraniano abatido por erro pelo Irão em janeiro, anunciou esta quinta-feira a ministra dos Negócios Estrangeiros sueca.
O Irão e os diferentes países envolvidos “assinaram um acordo de princípio” e “não há qualquer dúvida” de que Teerão vai pagar, embora o montante exato ainda não tenha sido determinado, segundo declarações de Ann Linde à agência sueca TT e confirmadas à agência France Presse pela sua porta-voz.
As 176 vítimas mortais do acidente eram principalmente irano-canadianos, mas também afegãos, britânicos, suecos e ucranianos. “Assinámos um acordo de princípio segundo o qual vamos negociar com o Irão as indemnizações aos familiares das vítimas”, declarou a ministra sueca.
Quanto ao pagamento, Ann Linde disse não haver “dúvida sobre isso”. “Por outro lado, não sabemos o montante, as negociações devem esclarecê-lo”, adiantou.
Dezassete suecos ou residentes na Suécia encontravam-se a bordo do Boeing 737 da companhia aérea privada ucraniana UIA que a 8 de janeiro se despenhou pouco depois de ter descolado do aeroporto internacional de Teerão.
As forças armadas iranianas reconheceram três dias depois ter abatido “por erro” o avião que tinha como destino Kiev.
No dia do acidente com o Boeing ucraniano, as defesas aéreas do Irão estavam em estado de alerta elevado após a República Islâmica ter disparado mísseis contra uma base iraquiana com soldados norte-americanos, em represália pelo assassinato a 3 de janeiro do poderoso general iraniano Qassem Soleimani num ataque de drones norte-americanos em Bagdad.
Na passada sexta-feira, a organização francesa que investiga acidentes de aviação (BEA) anunciou que o Irão ia enviar as “caixas negras” do Boeing ucraniano para serem analisadas.
A análise dos registos de voo originou um contencioso diplomático entre o Canadá, a Ucrânia e o Irão.
Onze dos ex-guerrilheiros da Renamo que faziam parte da auto-proclamada Junta Militar, liderada por Mariano Nhongo, acabam de aderir ao processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração, em curso no país.
A informação foi dada pela secretário-geral da Renamo, André Magibire, durante a cerimónia de desmilitarização de duzentos e cinquenta guerrilheiros no distrito de Chibabava, em Sofala.
O processo de entrega de armas vai decorrer em duas semanas, de forma faseada.
“Recebemos alguns combatentes que tinham desertado para o lado da Junta Militar, isto é um bom sinal e nós como partido Renamo, sob orientação do Presidente Ossufo Momade, no espirito de reconciliação nacional de perdão, achamos que todos devem se beneficiar deste processo de DDR e voltarem para as suas casas”, disse.
O chefe da Comissão de assuntos militares no processo de DDR, Eugénio Mussa, apela aos desmobilizados a trabalharem em prol da pacificação do país.
O primeiro-ministro francês apresentou esta manhã a demissão do governo ao presidente Emmanuel Macron. O anúncio foi feito pelo palácio do Eliseu.
O Conselho de ministro previsto para hoje fica, assim, sem efeito, mas Edouard Philippe e o executivo garantirão a gestão dos assuntos correntes até à nomeação de um novo governo.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, alerta a sociedade a aprender a conviver com a nova realidade imposta pela pandemia global da Covid-19.
O Chefe do Estado falava, esta quinta-feira, no encontro que manteve com os partidos políticos, com vista a colher sensibilidades, face a observância do estado de emergência, prorrogado pela terceira vez.
“ A intenção principal, face ao momento que vivemos, achamos conveniente dar oportunidade mais uma vez de forma colectiva. Temos tido com alguns de forma individual, mas de forma colectiva para podermos ver o que juntos fazermos. Estamos no tempo de emergência, num momento em que a situação do país, a situação económica, de segurança passa por uma fase e em cada fase é diferente, é um processo, mas sempre ouvir é melhor porque nós ficamos a ganhar, mas também o encontro tem uma outra possibilidade de nós informarmos aquilo que nós estamos a fazer “, afirmou.
No encontro Presidente da República, Filipe Nyusi, convidou alguns presentes a pronunciarem – se em torno do tema em debate.
O encontro, em que participaram membros de 16 partidos políticos, ocorreu um dia depois de o Chefe de Estado ter mantido um outro semelhante com líderes religiosos.
O comandante da unidade das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) destacada na vila de Mocímboa da Praia morreu em combate durante o ataque de sábado à vila por um grupo armado rebelde, disseram ontem (02) à Lusa fontes militares.
As mesmas fontes avançaram que o capitão-de-mar-e-guerra Horácio Charles está entre um número não apurado de membros das Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanos mortos durante a incursão. Um número não determinado de atacantes também morreu durante os confrontos com as FDS, acrescentaram.
Os corpos dos militares atingidos nos confrontos foram levados num navio de Mocímboa da Praia para a cidade de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique, de onde seguiram de avião para Maputo.
Antes de ser colocado em Mocímboa da Praia, Horácio Arósio Charles era um dos comandantes da unidade das FADM que garante a proteção das instalações das empresas de gás natural no distrito de Palma, em Cabo Delgado.
Apesar de diversas tentativas, a Lusa não conseguiu obter uma reação do Ministério da Defesa Nacional sobre o ataque a Mocímboa da Praia.
Fontes militares disseram à Lusa que as FDS controlam a vila, mas há focos de presença de atacantes nas redondezas.
Achamos que há malfeitores estão misturados com famílias de fora da vila e por isso as buscas e perseguição continuam”, disse um militar.
Mocímboa da Praia já tinha sido invadida e ocupada por rebeldes, durante um dia, a 23 de março, numa ação depois reivindicada pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico.
O confronto de sábado foi o maior de que há relato em Cabo Delgado desde a ocupação por insurgentes da vila de Macomia, entre 28 e 30 de maio, e consequente confrontação com as FDS moçambicanas.
Mocímboa da Praia é uma das principais vilas da província, situada 70 quilómetros a sul da área de construção do projeto de exploração de gás natural conduzido por várias petrolíferas internacionais e liderado pela Total.
A violência armada dos últimos dois anos e meio já terá provocado a morte de, pelo menos, 700 pessoas e uma crise humanitária que afeta cerca de 211.000 residentes.
As Nações Unidas lançaram, no início de junho, um apelo de 35 milhões de dólares (30 milhões de euros) à comunidade internacional para um Plano de Resposta Rápida para Cabo Delgado para ser aplicado de maio a dezembro.
Cento e oitenta refugiados resgatados do mar pelo navio humanitário “Ocean Viking” estão há uma semana à espera de autorização para desembarcar num porto europeu e ameaçam saltar para o mar, denunciou esta quinta-feira a organização SOS Mediterrâneo.
A falta de solidariedade dos Estados-membros da União Europeia tem implicações diretas nos 180 resgatados a bordo: as tensões aumentaram e alguns ameaçam saltar” para o mar, escreveu a organização humanitária francesa no Twitter.
Frédéric Penard, diretor de operações da SOS Mediterrâneo, que opera o navio “Ocean Viking”, denunciou, na mesma rede social, uma situação “que se assemelha à de há dois anos com o navio ‘Aquarius’”.
O navio de resgate no mar “Aquarius” esteve, em junho de 2018, vários dias à deriva, à espera de autorização para atracar num porto europeu, com 630 migrantes a bordo resgatados perto da costa da Líbia.
Tanto os governos de Itália como de Malta rejeitaram acolher o navio, acabando por ser o então recém-formado governo espanhol a oferecer um porto ao navio.
Poucos dias depois, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, encontrou-se com a chanceler alemã, Angela Merkel, para discutir o tema da imigração e a resposta europeia ao fenómeno, numa tentativa de criar, em conjunto com a França e Portugal, um acordo de redistribuição mais equitativa dos migrantes por toda a Europa.
“Estamos novamente num limbo e sem indicação de porto de desembarque”, referiu.
O navio “Ocean Viking” resgatou 180 pessoas em cinco dias, no âmbito de quatro operações diferentes realizadas nas regiões de Malta e Itália.
Os dois primeiros resgates aconteceram há uma semana e o navio enviou cinco pedidos às autoridades marítimas de Itália e de Malta para a atribuição de um porto de desembarque, mas ficou sempre sem resposta.
A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) anunciou esta quinta-feira que 11 elementos do grupo dissidente do partido acusado de protagonizar ataques no centro do país vão entregar as armas, no âmbito da desmilitarização, desarmamento e reintegração (DDR).
“Estamos em contacto com eles e eles mostram-se bastante arrependidos”, declarou o secretário-geral da Renamo, André Magibire.
O secretário-geral do principal partido de oposição em Moçambique falava em Muxungue, distrito de Chibabava, na província de Sofala, durante a segunda etapa do processo de DDR, no âmbito do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado em agosto do ano passado. Segundo Magibire, do grupo de 11 elementos da autoproclamada Junta Militar, três já entregaram hoje as armas, sendo que os restantes serão abrangidos nas fases subsequentes do DDR.
Para o secretário-geral da Renamo, a decisão deste grupo é “um bom sinal” e o partido está aberto para os apoiar, dentro do “espírito de perdão e solidariedade”. “Achamos que todos devem beneficiar deste processo”, frisou André Magibire, acrescentando que acredita que mais guerrilheiros daquele grupo que permanece entrincheirado na região vão desistir das incursões armadas no centro de Moçambique.
A autoproclamada Junta Militar é liderada por Mariano Nhongo, ex-dirigente da guerrilha, e é acusada de protagonizar ataques visando forças de segurança e civis em aldeias e nalguns troços de estrada da região centro, tendo causado, pelo menos, 24 mortos. Entre várias revindicações, Nhongo exige a demissão do atual presidente da Renamo, Ossufo Momade, acusando-o de ter desviado as negociações de paz dos ideais do seu antecessor, Afonso Dhlakama, líder histórico do partido que morreu em maio de 2018.
O processo de desmilitarização, desarmamento e reintegração, que envolve cerca de cinco mil membros do braço armado do maior partido da oposição, arrancou no dia 4 de junho. Desde então já foram abrangidos 38 ex-guerrilheiros em Savane, 251 ex-guerrilheiros em Chibabava e outros 303 em Dondo, na província de Sofala, centro do país.
A África do Sul registou 8.728 casos de covid-19 na quinta-feira 02, um número recorde de infeções num só dia, segundo o balanço mais recente do departamento de Saúde daquele país.
Joanesburgo é a cidade mais afetada, com 22 mil casos. A província de Gauteng, que inclui a capital, Pretória, é responsável por quase 30% das infeções no país.
Com 168 mil contágios desde o início da pandemia, a África do Sul é o país com mais casos no continente africano.
O país contabilizou um total de 2.844 mortes devido à covid-19, com 95 óbitos só na quinta-feira.
Apesar de ter o sistema de saúde mais bem equipado da África Subsariana, a propagação da doença está a levar alguns hospitais ao limite, sobretudo na província de Gauteng, com mais de dois mil profissionais de saúde infetados em todo o país, segundo a agência de notícias Associated Press (AP).
Em África, há 10.390 mortos confirmados em mais de 420 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné Equatorial lidera em número de infeções e de mortos (2.001 casos e 32 mortos), seguida da Guiné-Bissau (1.654 casos e 24 mortos), Cabo Verde (1.301 casos e 15 mortos), Moçambique (918 casos e seis mortos), São Tomé e Príncipe (717 casos e 13 mortos) e Angola (315 infetados e 17 mortos).
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 517 mil mortos e infetou mais de 10,76 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O Brasil terá pelo menos oito milhões de infectados pelo novo coronavírus, quase seis vezes mais do que o número oficial, segundo um estudo encomendado pelo Ministério da Saúde, que examinou 89.397 brasileiros em 133 cidades.
O estudo, cujos resultados foram divulgados na quinta-feira numa conferência de imprensa do Ministério da Saúde, mostra o alto índice de subnotificação de casos da doença no Brasil, cujos dados oficiais colocam o país como o segundo no mundo com mais vítimas mortais (61.884), e com mais infetados, 1.496.858.
De modo geral, a diferença entre o número de pessoas infetadas é seis vezes maior do que o número de casos notificados. Trata-se de algo esperado, quando a maior parcela dos casos é leve ou assintomática, o que deve ser ainda confrontado com outros estudos disponíveis visto que outras estimativas apontaram um número maior para essa chamada subnotificação”, indicou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco.
De acordo com o estudo realizado por investigadores da Universidade Federal de Pelotas, em Rio Grande do Sul, 3,8% das pessoas examinadas entre 21 e 24 de junho tinham anticorpos para a Covid-19 nas suas amostras de sangue, ou seja, estavam infetadas ou já tinham estado em contacto com o vírus que transmite a doença.
Projetando essa percentagem, os cientistas calculam que se 3,8% dos 211 milhões de brasileiros têm anticorpos para o vírus, pelo menos oito milhões já teriam sido infetados em algum momento nos últimos quatro meses.
O estudo foi realizado em três etapas (segunda quinzena de maio, primeira quinzena de junho e segunda quinzena de junho) e mostrou que o número de pessoas infetadas aumentou 23% entre a segunda e a terceira etapas, bem abaixo do aumento de 53% registado entre a primeira e a segunda.
“É um excelente resultado, porque medimos um aumento de 53% entre a primeira e a segunda fase, que é um salto gigantesco, e esse crescimento já diminuiu. Idealmente, deveria ser menor, mas já se trata de uma vitória”, afirmou o reitor da Universidade Federal de Pelotoas, Pedro Hallal, em conferência de imprensa.
Enquanto que na primeira etapa a percentagem de pessoas com anticorpos foi de 1,9% dos analisados (com os quais o Brasil teria quatro milhões de casos), esse valor duplicou para 3,8% na terceira fase (oito milhões).
Na primeira etapa do estudo, o número de pessoas com anticorpos detetados era sete vezes superior ao número de casos confirmados oficialmente na ocasião. Na segunda, essa proporção diminuiu para seis e, na última etapa, caiu para cinco.
m do alto grau de subnotificação da doença no país, o estudo também mostrou que o contágio está a crescer mais entre os pobres, negros e indígenas, que apresentam taxas de contágio três vezes superiores às de brancos e ricos.
“A tendência é que o número de pessoas com anticorpos aumente conforme diminui o nível socioeconómico. Entre os 20% mais ricos, a percentagem de infetados era de 1,8% e entre os 20% mais pobres, era de 4,1%”, indicou o estudo.
Outro ponto de destaque é que as maiores proporções de pessoas infetadas são encontradas em negros e pardos (termo usado no Brasil para identificar o tom de pele fruto de uma miscigenação), (5,6%) e índios (5,4%), enquanto que a taxa entre brancos é de 1,1%.
“Também foi possível observar que o recente relaxamento das medidas de distanciamento social em vários municípios fez com que a curva de contágio não entrasse em fase descendente, ao contrário do que ocorreu nas cidades que apenas levantaram a quarentena após uma queda consistente no número de novas infeções”, disse Hallal.
O reitor afirmou ainda que chamou a atenção da equipa o facto de que as “cidades que seguiram as recomendações e só relaxaram o isolamento quando a curva já estava a descer, como Manaus (na Amazónia), é possível ver que a curva não voltou a subir. As cidades que decidiram relaxar com a curva em ascensão, cometeram um erro. E várias cidades estão a cometer esse erro”, acrescentou.
O estudo também mostrou que a percentagem de infetados assintomáticos não é tão alta quanto se imaginava, uma vez que apenas 9% das pessoas que contraíram a Covid-19 disseram não terem tido sintomas.
A investigação foi patrocinada pelo Ministério da Saúde, que pagou a contratação dos vários profissionais que trabalharam no estudo e forneceu os testes sorológicos rápidos usados ao longo do trabalho, que foi o maior feito até agora no país sobre a pandemia.
A pandemia de covid-19 deixou as pessoas com deficiência em condições de desigualdade no acesso à educação, sem terapias e apoios sociais, e também aos seus cuidadores, revela um inquérito do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos (ODDH).
“Modalidades de ensino à distância desadequadas às necessidades dos alunos com deficiência, suspensão ou redução de apoios e serviços essenciais como terapias e assistência pessoal, sendo as famílias a assumir a prestação de cuidados, e ausência de informações específicas sobre covid-19 direcionadas às pessoas com deficiência, foram algumas das principais repercussões negativas da pandemia nas vidas das pessoas com deficiência”, refere o ODDH, em comunicado hoje divulgado.
As conclusões resultam do estudo “Deficiência e covid-19”, promovido pelo ODDH, integrado no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade de Lisboa, e “no qual participaram 725 inquiridos, dos quais 53,8% eram pessoas com deficiência e 46,2% familiares ou cuidadores de pessoas com deficiência”.
Sobre educação, no que diz respeito ao ensino pré-escolar, ensino básico e ensino secundário, um total de 217 inquiridos disseram ser estudantes ou pais de crianças inscritas nestes ciclos educativos e, desses, 77,9% “avaliaram as modalidades de ensino à distância de forma negativa”, apontando-as como “nada adequadas” (48,4%) ou “pouco adequadas” (29,5%).
Também o ensino superior não respondeu às necessidades das pessoas com deficiência, de acordo com os resultados do inquérito, com 69,3% dos 75 inquiridos abrangidos por este nível de ensino a avaliarem negativamente “a adequação das modalidades de ensino à distância disponibilizadas pelas instituições de ensino universitário”.
Os resultados mostram que “33,3%dos inquiridos classificaram este acompanhamento como nada adequado e 36% dos inquiridos como pouco adequado”.
Quanto a apoios considerados fundamentais, como terapias importantes para o desenvolvimento cognitivo e motor – como terapia da fala, ocupacional, fisioterapia -, a frequência de atividades nos centros ocupacionais ou formação profissional, e serviços de assistência pessoal foram suspensos para 40,1% dos inquiridos.
Entre os 449 inquiridos que afirmaram precisar da assistência de terceiros para a realização de atividades diárias, 33,2% responderam que a assistência pessoal foi suspensa ou reduzida no número de horas diárias de apoio prestado.
“Os resultados do questionário evidenciam que a suspensão destes apoios e serviços comprometeu não só a autonomia e bem-estar das pessoas com deficiência — ficando sem apoios terapêuticos e pedagógicos específicos assim como auxílio nos cuidados pessoais -, mas também dos seus familiares que, na ausência absoluta de qualquer tipo de apoios, assumiram em exclusivo a prestação de cuidados e apoio aos seus filhos — crianças e adultos com deficiência -, criando situações de absoluta exaustão nestas famílias”, concluiu o ODDH.
O estudo inquiriu ainda sobre as condições de acesso à informação no decurso da pandemia. Ainda que 79,8% dos inquiridos tenha considerado a informação sobre a covid-19 disponibilizada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) como “acessível ou muito acessível”, foi também “evidenciada a necessidade de melhorar alguns aspetos”.
A disponibilização de informação direcionada a pessoas com deficiência que as reconheça como grupo de risco, disponibilizá-la em formatos de leitura fácil e a utilização de legendagem para que a comunidade surda que não domina a língua gestual possa aceder à informação foram alguns dos aspetos apontados.
“O ODDH foi criado em 2013, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP-ULisboa) e visa acompanhar a implementação de políticas para a deficiência em Portugal e nos países de língua oficial portuguesa, assim como promover processos participados de monitorização e de desenvolvimento dos direitos humanos das pessoas com deficiência”, refere o organismo na sua nota de apresentação.
Portugal contabiliza pelo menos 1.587 mortos associados à covid-19 em 42.782 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, em inglês) denunciou o tráfico de bens culturais africanos e pede vigilância, após receber relatos de fraude com apresentação de documentos falsos usando o seu símbolo.
Segundo o meio de comunicação oficial das Nações Unidas, o ONU News, os criminosos dizem que esta agência da ONU autoriza aquele tipo de comércio e até está a certificar o valor monetário das coleções.
De acordo com a UNESCO, os documentos falsos levam, fraudulentamente, o seu nome e logótipo, e os criminosos até usam cartões de visita falsificados e nomes de funcionários da agência.
A UNESCO adianta que a maioria das vítimas deste tipo de fraude vive em França, mas muitas estão associadas a países africanos de língua francesa.
A diretora-geral da agência, Audrey Azoulay, citada pelo ONU News, disse que já foram roubados até ao momento mais de um milhão de euros de bens culturais.
Audrey Azoulay descreveu este tipo de roubo como um “flagelo global lucrativo” que, na maioria dos casos, está ligado a outras formas de crime organizado, incluindo o terrorismo.
Num ano em que se assinala o cinquentenário da adoção da Convenção contra o Tráfico Ilícito de Bens Culturais, a UNESCO lembra que este tipo de comércio fraudulento também cresce na internet, onde é difícil detetar origens e intermediários.
Para o diretor-geral adjunto de cultura da UNESCO, Ernesto Ottone Ramirez, este tipo de transação “não só cresce em África, cuja herança cultural tem sido vítima de saques e destruição, como explodiu, mais recentemente, no Médio Oriente em conexão com os conflitos no Iraque e na Síria”.
A UNESCO sublinha ainda que deu aos Estados conhecimentos essenciais sobre normas legais, dados de referência sobre tráfico, um banco de dados de leis nacionais e ferramentas práticas, e assegura que nunca emitiu certificados ou autorizações para a comercialização de bens culturais.
Nos últimos cinco anos, a UNESCO afirma ter apoiado dezenas de países a incorporar nas suas leis nacionais as disposições para a prevenção contra o tráfico ilícito de bens culturais, da Convenção de 1970.
A agência incentivou ainda a restituição dos objetos retirados ilegalmente.
Alem disso, organizou mais de 80 sessões de formação e capacitação que foram partilhadas por representantes do Estado, ministérios, polícia, serviços alfandegários e profissionais de museus.
Estas iniciativas foram desenvolvidas em parceria com a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), Organização Mundial das Alfândegas e o Conselho Internacional de Museus, entre outras entidades.
Logo à entrada do recinto escolar, há dois pontos para lavagem das mãos, uma das condições para ter acesso às salas e numa situação em que voltarão pouco mais de 800 alunos, Escola Secundária Josina Machel precisa de mais.
“Esses pontos são importantes para que os alunos possam lavar as mãos em tempo útil porque sabemos que eles (os alunos) chegam todos ao mesmo tempo e antes de atrasarem à aula precisam dessa primeira fase que é a lavagem das mãos”, referiu Orlando Dima, director da Escola Secundária Josina Machel.
Outro facto que poderá ser de carácter obrigatório dentro do recinto escolar e nas salas de aula é o uso da máscara. E o distanciamento dos alunos dentro das salas de aula está garantido. “Fizemos divisão de modo a que cada turma tenha 20 alunos e assim ficamos com 44 turmas. Para dizer que, em termos de espaço, temos condições para receber alunos”, assegurou Orlando Dima.
Ainda na cidade de Maputo, a Escola Secundária Francisco Manyanga tem uma média de 50 alunos por turma, mas com a pandemia do novo coronavírus, também, passará a ter 20 alunos em cada sala e as carteiras estão sinalizadas.
“Nas turmas normais, temos no tal 19 turmas e elas foram repartidas em 54. Temos quatro filas de carteiras e em cada uma delas contamos com cinco alunos. Nas extremidades, vai ficar um aluno do lado da parede e nas filas do meio fica um aluno cada carteira”, explicou Lúcia Coana, directora da Escola Secundária Francisco Manyanga.
Controlar os alunos durante o intervalo para que não haja contacto físico é um dos desafios das duas escolas e por isso elas contam com o apoio dos pais na sensibilização dos alunos a cumprirem o distanciamento durante o recreio.
Foi uma briga por causa de um pedaço de terra, envolvendo uma das vítimas e seu vizinho, que terminou da pior maneira possível. Ainda em choque, mesmo sem gravar entrevista, o senhor conta que depois do jantar, todos da casa começarem a espumar pela boca, incluindo o cão da família que também perdeu a vida.
Uma das vítimas é uma criança de 13 anos de idade que morreu em casa, sendo que outra, uma mulher de 33 anos de idade, morreu no Hospital.
Segundo o médico chefe em Homoine, Gildo Roque, a mulher deu entrada no Centro de Saúde de Homoine em estado grave, quase inconsciente e com sinais vitais muito fracos e imediatamente foi atendida. Porém, dada à gravidade da mesma, a paciente perdeu a vida no leito hospitalar, 20 minutos depois de dar entrada na unidade sanitária.
Face à forte suspeita de envenenamento, os cadáveres e os alimentos deverão seguir para análises laboratoriais: “recolhemos as amostras e os cadáveres para dar seguimento, uma vez que deve-se fazer a autópsia na medicina legal para apurar a causa da morte e descobrir que substâncias nocivas estavam nos alimentos”, esclareceu Gildo Roque.
O patriarca da família, o único que sobreviveu à intoxicação alimentar, está fora de perigo, porém deverá continuar sob cuidados médicos em casa.
Os governos locais e institutos médicos da China devem aumentar e reservar a capacidade de testes de coronavírus em preparação para o aumento da demanda em meio a possíveis surtos, disseram autoridades nacionais de saúde nesta quinta-feira 02.
As autoridades locais devem ter planos de resposta a emergências para poder expandir rapidamente a capacidade de testes nucleares, disse a Comissão Nacional de Saúde em uma diretriz em seu site.
Os resultados dos testes de ácido nucléico devem ser entregues dentro de seis horas para pacientes em clínicas de febre e dentro de um dia para aqueles que se voluntariam para o teste, de acordo com as diretrizes.
Competição será realizada entre 4 a 6 se Setembro. O Rali da Estónia é a mais recente prova a entrar para o calendário do Campeonato do Mundo já a partir desta temporada, anunciou o promotor do campeonato.
A prova, que se desenrola de 04 a 06 de setembro, será a próxima jornada, depois da paragem provocada pela pandemia de covid-19, que levou mesmo ao cancelamento dos Ralis de Portugal, Argentina, Quénia, Finlândia, Nova Zelândia e Grã-Bretanha.
No calendário revisto e que hoje foi anunciado constam oito provas, havendo outras duas que estão a ser negociadas, na Bélgica e na Croácia.
Além da entrada da Estónia, disputam-se ainda o rali da Turquia (24 a 27 de setembro), o da Alemanha (15 a 18 de outubro), o de Itália, que tinha sido adiado da data original, em junho, e que passa para 29 de outubro a 01 de novembro, e o Rali do Japão (19 a 22 de novembro).
“Este anúncio é um sinal claro de que estamos de volta à ação”, frisou o diretor do promotor do Campeonato do Mundo (WRC), Oliver Ciesla.
O responsável dos ralis na Federação Internacional do Automóvel (FIA), Yves Matton, referiu que “foi necessária uma grande dose de flexibilidade de todos os parceiros nas negociações que decorreram nos últimos meses”.
“Estamos confiantes que teremos um mínimo de oito provas”, disse ainda Matton.
Recorde-se que já se disputaram três provas da edição deste ano do campeonato do mundo, em Monte Carlo, Suécia e México.
O francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris) é o atual líder da classificação, com 62 pontos.
O ministro da Saúde inaugurou, na quinta-feira, o laboratório de testagem de casos suspeitos da COVID-19, na província de Nampula.
A inauguração do laboratório acontece um dia depois da divulgação dos dados sobre o inquérito sero-epidemiológico que mostram que todos bairros da cidade de Nampula têm transmissão do novo Coronavírus.
Questionado se os números de casos vão ou não disparar com o funcionamento do laboratório, Armindo Tiago disse esperar que haja um aumento, porque haverá mais capacidade de testagem de casos suspeitos de Covid-19.
O inquérito soro-epidemiológico foi realizado em 10 dias e abrangeu um total de 6.272 indivíduos de todas as faixas etárias. Os dados preliminares apresentados esta quarta-feira revelam que em todos os bairros da cidade de Nampula há transmissão do novo coronavírus, sendo que Natikire e Nametequeliua apresentam a maior prevalência, com 12% e 11% dos inquiridos, respectivamente. Entretanto, olhando para a análise por grupos profissionais, os vendedores dos mercados são o mais exposto à COVID-19.
Os dados deste inquérito deverão orientar a actuação concentrada das autoridades municipais, dos governos central e provincial e de Saúde para conter a transmissão comunitária.
O ministro da Saúde de Itália afirmou esta quinta-feira 02, não poder afastar uma segunda vaga da pandemia de covid-19 no país e justificou as limitações aos viajantes de países fora da UE com a prevenção de novos contágios.
“A comunidade científica não descarta [uma segunda vaga] “, disse Roberto Speranza à televisão RAI.
“Esperamos que não aconteça, mas, perante o risco, devemos manter as regras de precaução, ou seja, usar máscara, evitar ajuntamentos e lavar as mãos”, acrescentou, apontando também o reforço do sistema de saúde.
O ministro defendeu a decisão de manter restrições aos viajantes provenientes de países que não integram a União Europeia, apesar da recomendação de abertura de fronteiras a 15 países terceiros aprovada na terça-feira pelo Conselho Europeu.
“Esperamos poder chegar mais longe dentro de algumas semanas, mas por agora temos de ter cautela”, disse, frisando que em Itália e na Europa “a curva mudou consideravelmente, mais isso não aconteceu no resto do mundo”.
“Passámos uns meses difíceis… Não podemos eliminar as restrições. Seria um erro correr riscos que não podemos enfrentar, a comunidade científica está completamente de acordo com a precaução”, acrescentou.
Itália abriu na terça-feira fronteiras aos viajantes de países que não integram o espaço europeu de livre circulação Schengen, mas com restrições.
As viagens estão limitadas a motivos de trabalho, estudo, saúde ou absoluta urgência, e os viajantes serão sujeitos a uma quarentena de duas semanas.
Itália já tinha aberto, a 3 de junho, as fronteiras aos países do espaço Schengen.
Depois de meses de forte propagação do novo coronavírus, Itália, que chegou a ser o país mais afetado do mundo, regista atualmente números que apontam para que a situação epidemiológica esteja sob controlo.
Segundo os dados mais recentes da Proteção Civil, nas últimas 24 horas registaram-se 24 mortes associadas à covid-19 e 182 novos casos de infeção.
Desde o início da pandemia no país, em fevereiro, Itália regista quase 35.000 mortos em mais de 240 mil casos.
O sucesso do TikTok fez com que várias empresas tecnológicas procurassem lançar uma app com capacidades semelhantes. Não querendo ficar para trás, o Facebook lançou a sua própria versão sob forma da Lasso, uma app que permitia criar vídeos de apenas 15 segundos e acompanhá–los com música.
Pois bem, parece que o Facebook decidiu agora encerrar definitivamente a Lasso que, de acordo com o TechCrunch, já estava disponível em países como a Argentina, México, Colômbia, Uruguai, Peru, Chile, entre outros.
Não é claro o que terá acontecido para o Facebook tomar a decisão mas acredita-se que a Lasso não terá atingido as expetativas de popularidade. Em vez de continuar a apostar na Lasso, parece que o Facebook se concentrará no ‘clone’ do TikTok criado pelo Instagram, o Reels.
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