Um governador provincial no extremo oriente russo foi detido esta quinta-feira por suspeitas de envolvimento numa série de homicídios e outros delitos graves, anunciou o comité de investigação do país.
Sergei Furgal, governador da região de Khabarovsk, junto à fronteira com a China, foi detido na região e levado para Moscovo.
Segundo o comité de investigação, a mais alta agência de investigação criminal russa, Furgal é acusado de “organizar a tentativa de homicídio e o assassínio de vários empresários” locais entre 2004 e 2005.
As estações de televisão russas transmitiram imagens da detenção de Furgal, em que os agentes retiram o governador, de 50 anos, do seu carro, revistam-no e levam-no. Quatro alegados cúmplices de Furgal também foram detidos no âmbito do mesmo caso de crime organizado.
Furgal foi eleito para o cargo de governador de Khabarovsk nas eleições de 2018, nas quais se impôs ao candidato do partido Rússia Unida, do Presidente Vladimir Putin. Antes disso exerceu, durante 11 anos, o cargo de deputado no parlamento pelo Partido Liberal Democrata da Rússia (LDPR).
O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês apelou esta quinta-feira a uma “reconciliação” entre China e Estados Unidos e propôs que os dois lados elaborem uma lista para identificar e resolver as disputas que estão a abalar a relação.
Num discurso publicado no portal do ministério, Wang Yi reconheceu que os dois países enfrentam “os desafios mais sérios” desde que estabeleceram relações diplomáticas, em 1979, e defendeu que os laços se desenvolvam “de maneira sincera”.
“A China está pronta para falar se os Estados Unidos quiserem. Somente o diálogo pode evitar mal-entendidos”, apontou. Wang Yi considerou que ambas as potências devem “coexistir pacificamente e enviar energias positivas”.
O chefe da diplomacia chinesa sugeriu a elaboração de vários dossiers para os dois países analisarem. O primeiro trataria de questões “bilaterais e globais”, enquanto o segundo trataria de “questões problemáticas” que, em teoria, ainda podem ser resolvidas por meio de negociação. No terceiro constariam problemas não resolvidos.
Segundo Wang, a política dos EUA em relação à China tem como base “julgamentos errados” e a chave seria que Washington aceitasse que não pode mudar o país asiático. “A China não pode ser como os Estados Unidos. Temos o nosso próprio caminho e as nossas características”, argumentou. “Devemos gerir disputas, minimizar os danos que estas podem causar ao relacionamento. Devemos procurar um terreno comum”, acrescentou.
Nos últimos anos, Washington passou a definir a China como a sua “principal ameaça”, apostando numa estratégia de contenção das ambições chinesas, que resultou já numa guerra comercial e tecnológica e em disputas por influência no leste da Ásia.
As relações deterioram-se ainda mais nos últimos meses, com trocas de acusações sobre a origem da pandemia do novo coronavírus ou a aprovação da nova lei de segurança nacional de Hong Kong.
O administrador de Quissanga, na província de Cabo Delgado, disse na quarta-feira (07) que as instituições do Estado do distrito estão encerradas devido à violência armada no norte de Moçambique.
Tivemos acções de grupos terroristas e por razões óbvias não é possível retomarmos as nossas actividades no distrito”, declarou Bartolomeu Muibo, citado pelo canal televisivo STV.
O distrito de Quissanga, cuja vila sede localiza-se a 115 quilómetros de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, está entre os mais afetados pela violência armada que tem sido protagonizada por insurgentes desde outubro de 2017.
O último ataque em Quissanga foi registado na madrugada do dia 25 de março, quando insurgentes invadiram o distrito, obrigando parte da população daquela região costeira a fugir, a pé ou de barco, para o arquipélago das Quirimbas, a 14 quilómetros, enquanto outras procuraram refúgio em Pemba.
A caminhada a pé é possível na maré baixa, por entre o mangal que separa Ibo de Quissanga, e é no meio do mangal que a população esteve escondida, segundo relatos de fontes locais ouvidas pela Lusa, na ocasião.
Os insurgentes destruíram várias infraestruturas do Estado, incluindo as do governo distrital.
O nosso arquivo ficou todo destruído e agora estamos a tentar recuperar a partir das informações que existem ao nível do governo provincial”, acrescentou Bartolomeu Muibo.
No mesmo dia em que o ataque foi registado, elementos armados com a bandeira do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) distribuíram fotografias na internet em edifícios ocupados da vila de Quissanga e um vídeo em que anunciavam que pretendem impor “a lei islâmica na região”.
Quissanga foi invadida 48 horas após os grupos terem estado na vila de Mocímboa da Praia, onde atacaram um quartel e içaram a sua bandeira, tendo permanecido na vila sede por quase um dia.
A região de Quissanga já tinha sido massacrada por ataques no final de janeiro, levando à destruição de parte do Instituto Agrário de Bilibiza, gerido pela Fundação Aga Khan.
Cabo Delgado, província onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural, está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes, classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como uma ameaça terrorista.
As incursões de grupos armados nos últimos dois anos e meio naquela província já provocaram a morte de, pelo menos, 700 pessoas.
As Nações Unidas estimam que os ataques armados na província provocaram uma crise humanitária que afeta 211.000 pessoas.
Pelo menos seis colaboradores do governo de Jair Bolsonaro foram identificados como parte de uma rede que usava o Facebook e o Instagram para espalhar informação falsa de forma coordenada.
A notícia é avançada pela Folha de São Paulo que teve acesso à lista de contas apagadas pela empresa. Entre os seis colaboradores estão atuais e antigos funcionários do governo de Bolsonaro. Em destaque, Tércio Arnaud Tomaz que trabalhou diretamente com o presidente do Brasil e com o filho, Carlos bolsonaro.
Esta operação insere-se numa nova estratégia do facebook de monitorizar a qualidade da informação divulgada nas redes sociais em parceria com a auditora Atlantic Council. Neste caso, foram usados perfis falsos ou duplicados de páginas de notícias, jornalistas ou comentadores políticos.
O gabinete de Jair Bolsonaro não fez ainda qualquer comentário. A última vez que o presidente brasileiro foi visto, foi quando tomou em direto hidroxicloroquina esta terça-feira – um medicamento sem evidência científica de ter resultados contra a Covid-19.
A Soda Serviços, Lda uma empresa vocacionadas nas Áreas de Serigrafia, Gráfica, fornecimento de Uniformes, Brindes, e EPI’S, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Desenhadora Gráfica. Saiba mais.
O Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul – ProAzul, FP pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Administradores Executivos para Conselho de Administração. Saiba mais.
A Imovisa S.A, Empresa de Gestão de Imóveis, Limpeza e Manutenção de Instalações,pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dezassete (17) Agentes de Limpeza. Saiba mais.
A Save the Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um () Assistentes de Gestão de Casos de Protecção da Criança. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Sul). Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Centro. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Norte). Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Norte). Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Instrutor/ Técnico de Pedagogia N1 (Zona Sul). Saiba mais.
Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e a Fundação dos Parques da Paz (PPF), o Parque Nacional do Limpopo (PNL), pretende recrutar para reforçar o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Sistemas de Monitoria e Avaliação de Reassentamento. Saiba mais.
A AMODEFA pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Revisão e Actualização de Manuais de Procedimentos da AMODEFA. Saiba mais.
A organização não-governamental Oxfam sinalizou o Brasil como “zona emergente” de fome extrema, adiantando que a pandemia de covid-19 veio acelerar o crescimento da pobreza e da fome em todo o país.
O Brasil surge com esta classificação, juntamente com a Índia e a África do Sul, no relatório “O vírus da fome: como a covid-19 está a aumentar a fome num mundo faminto”, da organização não-governamental Oxfam, que analisa os impactos da doença em países onde a situação alimentar e nutricional das populações era já extrema antes da pandemia.
De acordo com a ONG, a situação da pobreza e fome no Brasil começou a deteriorar-se em 2015 devido “à crise económica e a quatro anos de austeridade”.
“Até 2018, o número de pessoas que sofriam de fome no Brasil tinha aumentado em 100 mil para 5,2 milhões graças a um forte aumento da pobreza e do desemprego, e a cortes radicais nos orçamentos para a agricultura e a proteção social”, refere-se no documento, que aponta os cortes no programa Bolsa-Família e, desde 2019, “um desmantelamento gradual” das políticas e instituições destinadas a combater a pobreza.
“A pandemiacovid-19 foi agora acrescentada a esta mistura já tóxica, causando um rápido aumento da pobreza e da fome em todo o país. As medidas de distanciamento social introduzidas para conter a propagação do coronavírus e evitar o colapso do sistema de saúde pública agravaram a crise económica”, acrescenta-se no estudo.
A ONG recorda que milhões dos trabalhadores mais pobres, que têm poucas economias ou benefícios, perderam empregos ou rendimentos, sem que tenham sido beneficiados por apoios governamentais.
“Até final de junho, o Governo federal distribuiu apenas 10% da ajuda financeira prometida aos trabalhadores e empresas, através do Programa de Apoio Emergencial ao Emprego (PESE), com as grandes empresas a obterem mais benefícios do Governo do que os trabalhadores ou micro e pequenas empresas”, aponta a Oxfam.
Da mesma forma, apenas 47,9% dos fundos destinados à ajuda de emergência a pessoas vulneráveis tinham sido distribuídos até ao início de julho.
Por isso, a ONG entende que “o Governo federal está a falhar no apoio às pessoas mais vulneráveis do Brasil”.
De acordo com a Oxfam, a implementação do programa de Renda Básica de Emergência regista longos atrasos na resposta aos pedidos de ajuda, recusas injustificadas de ajuda, falta de telemóveis, ligações à internet e endereço de e-mail para se qualificar para a assistência.
Por outro lado, adianta a organização, “apenas três meses após o início do surto do coronavírus do país, e numa altura em que ainda está largamente fora de controlo, o Governo ameaça reduzir o pagamento dos benefícios”.
A Oxfam Brasil lançou uma campanha para apoiar 1.000 famílias vulneráveis em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife através de transferências monetárias de 60 dólares (53 euros) por mês durante quatro meses, considerado o suficiente para garantir que as famílias possam comprar alimentos e outros bens essenciais.
A meta de arrecadação de fundos para este programa é de 240 mil dólares (211,8 mil euros).
O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo maior número de infetados e de mortos (mais de 1,71 milhões de casos e 67.964 óbitos), depois dos Estados Unidos.
O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês apelou hoje a uma “reconciliação” entre China e Estados Unidos e propôs que os dois lados elaborem uma lista para identificar e resolver as disputas que estão a abalar a relação.
Num discurso publicado no portal do ministério, Wang Yi reconheceu que os dois países enfrentam “os desafios mais sérios” desde que estabeleceram relações diplomáticas, em 1979, e defendeu que os laços se desenvolvam “de maneira sincera”.
“A China está pronta para falar se os Estados Unidos quiserem. Somente o diálogo pode evitar mal-entendidos”, apontou.
Wang Yi considerou que ambas as potências devem “coexistir pacificamente e enviar energias positivas”.
O chefe da diplomacia chinesa sugeriu a elaboração de vários dossiers para os dois países analisarem.
O primeiro trataria de questões “bilaterais e globais”, enquanto o segundo trataria de “questões problemáticas” que, em teoria, ainda podem ser resolvidas por meio de negociação.
No terceiro constariam problemas não resolvidos.
Segundo Wang, a política dos EUA em relação à China tem como base “julgamentos errados” e a chave seria que Washington aceitasse que não pode mudar o país asiático.
“A China não pode ser como os Estados Unidos. Temos o nosso próprio caminho e as nossas características”, argumentou. “Devemos gerir disputas, minimizar os danos que estas podem causar ao relacionamento. Devemos procurar um terreno comum”, acrescentou.
Nos últimos anos, Washington passou a definir a China como a sua “principal ameaça”, apostando numa estratégia de contenção das ambições chinesas, que resultou já numa guerra comercial e tecnológica e em disputas por influência no leste da Ásia.
As relações deterioram-se ainda mais nos últimos meses, com trocas de acusações sobre a origem da pandemia do novo coronavírus ou a aprovação da nova lei de segurança nacional de Hong Kong.
O Ministério da Educação assume que as 171 escolas secundárias que estão em condições de reabrir no dia 27 de Julho estão nas capitais provinciais e distritais. Entretanto o pelouro assegura que até a data pelo menos metade das 677 escolas secundárias já estarão preparadas para reabrir.
As 171 escolas secundárias que estão em condições de reabrir representam menos da metade das 667 instituições de ensino secundário existentes no país. E uma das razões que explica a sua preparação para a reabertura é que estão situadas nas capitais, segundo Gina Guibunda, Porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.
Entretanto, o sector assegura que a criação de condições para a reabertura continua e acredita que até 27 de Julho pelo menos 300 escolas já estarão preparadas para o efeito.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano diz que está consciente do receio que muitos estudantes têm de voltar à escola, contudo garante que está a fazer de tudo para reduzir ao máximo o risco de contaminação da comunidade académica pela COVID-19.
O Banco de Moçambique decidiu prorrogar por três meses as “medidas extraordinárias” no âmbito do Sistema de Pagamentos para a mitigação dos efeitos da covid-19. As medidas entram em vigor no dia 10 de Julho.
Com a decisão de prorrogação, o regulador do sistema financeiro nacional aprova as seguintes medidas:
“As instituições de moeda electrónica (e-Mola, Vodafone M-Pesa e Carteira Móvel/mKesh) passam a não cobrar encargos e comissões nas transferências de cliente para cliente até ao limite máximo diário de mil meticais, o limite por transacção na carteira móvel é ajustado de 25 mil para 50 mil meticais, o limite diário para transacções na carteira móvel é ajustado de 125 mil para 250 mil meticais, o limite anual de transacções para os clientes de Nível I (tier I) na carteira móvel é ajustado para 400 mil meticais, as comissões e os encargos a serem cobrados para os novos limites não devem ser superiores ao máximo do valor da tabela de preçário em vigor”.
De acordo com uma nota da instituição, os bancos comerciais passam a não cobrar encargos e comissões para as transacções efectuadas através de canais digitais até ao limite máximo diário de cinco mil meticais, para clientes singulares, excepto para o levantamento em ATM.
Para os Bancos e Instituições de Moeda Electrónica, “são reduzidas em 50% as comissões e encargos nas transferências entre os bancos e instituições de moeda electrónica, para clientes singulares; os bancos e as instituições de moeda electrónica podem adoptar outras medidas adequadas visando o reforço do uso de meios de pagamentos digitais”.
De acordo com o regulador do sistema financeiro, a adopção das medidas acima indicadas não isenta o cumprimento das normas e procedimentos relativos à prevenção e ao combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.
Os mercados formais e informais são considerados principais focos de contaminação do novo coronavírus, segundo deu a entender, na Beira, o Director-Geral do Instituto Nacional de Saúde, Ilesh Jani. Por conta disso, o sector de saúde sugere a reorganização destes locais.
É um exercício que não se afigura fácil tendo em conta que os mercados acolhem diariamente um elevado número de pessoas de todas as idades, entre elas vendedores e compradores, a busca de sobrevivência, contudo torna-se importante a requalificação dos mesmos por forma a evitarem-se contaminações comunitárias da COVID-19.
“É importante que os mercados sejam reorganizados de modo que haja um distanciamento físico adequado, entre os vendedores, entre estes e os clientes e entre os próprios clientes, para evitarmos as contaminações comunitárias”.
Reagindo aos apelos do Ministério da Saúde, o Conselho Autárquico da Beira convocou a imprensa, hoje, onde, através do seu presidente, Daviz Simango, disse que neste momento está sem capacidade financeira para requalificar os mercados e a solução imediata é descongestionar os principais mercados da urbe e que serão movimentados cerca de cinco mil vendedores para quatro novos mercados que estão a ser identificados nos bairros da Cerâmica, Inhamízua e Manga.
“A requalificação de mercados na Beira custaria cerca de 600 mil dólares e o município não tem dinheiro neste momento. Vamos descongestionar os mercados. Futuramente iremos requalifica-los, o que vai implicar a demolição dos mercados total ou parcialmente e adapta-las a realidade actual”.
Importa referir que apesar da situação epidemiológica na província de Sofala, estar controlada, por apresentar números relativamente baixos, se comparado com outros pontos do país, o sector de saúde está a trabalhar na intensificação da vigilância epidemiológico, e uma das acções previstas é um inquérito sero-epidemiológico a arrancar logo que terminar na província de Cabo-Delgado.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou esta quarta-feira 08, cortar fundos federais caso as escolas no país não reabram no outono, criticando ainda as orientações dos especialistas governamentais de saúde pública sobre a reabertura das instituições de ensino.
Numa mensagem publicada na rede social Twitter, Trump argumentou que vários países, como a Alemanha, Dinamarca e Noruega, reabriram as escolas “sem problemas”.
Também reiterou o argumento que os democratas querem manter as escolas encerradas por motivos políticos e não por causa dos riscos associados ao novo coronavírus.
“Os democratas pensam que poderá ser mau para eles politicamente se as escolas abrirem antes das eleições [presidenciais e gerais] de novembro”, afirmou Trump, acrescentando: “Mas é importante para as crianças e famílias. Pode-se cortar o financiamento se não abrirem!”.
O chefe de Estado norte-americano não pormenorizou quais os fundos federais que poderá eventualmente cortar, nem qual é a legislação lhe atribui tal poder.
Estes comentários surgem um dia depois da administração Trump ter tentado pressionar as autoridades estaduais e locais a avançarem com a reabertura de escolas e de universidade no outono.
Numa mesa-redonda realizada na terça-feira na Casa Branca, em Washington, as autoridades governamentais das áreas da saúde e da educação argumentaram que manter os alunos fora das salas de aula durante o semestre do outono iria trazer maiores riscos à saúde pública do que qualquer outro risco associado ao novo coronavírus.
Um dos especialistas que insistiu na reabertura das instituições de ensino no outono foi o diretor do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla inglesa), agência que faz parte do Departamento de Saúde dos Estados Unidos.
No entanto, o Presidente Trump lançou hoje críticas às orientações emitidas pela agência para a reabertura das escolas, afirmando que as medidas são “muito exigentes” e “dispendiosas”.
O uso de máscara por estudantes e professores sempre que possível, espaçamento entre as carteiras das salas de aula, horários com várias escalas e colocação de barreiras físicas em alguns locais de acesso comum são algumas das recomendações emitidas pelo CDC.
Trump não esclareceu quais são as medidas com as quais discorda.
Entretanto, o presidente da câmara de Nova Iorque, o democrata Bill de Blasio, anunciou hoje que as escolas daquela cidade vão reabrir no outono, adotando um modelo que vai conciliar aulas presenciais e aulas ‘online’.
Bill de Blasio explicou que a maioria dos estudantes de Nova Iorque terão aulas presenciais dois ou três dias por semana e nos restantes dias através da Internet.
Segundo afirmou o autarca nova-iorquino, muitas das escolas não podem acomodar todos os seus estudantes de uma só vez e manter ao mesmo tempo um distanciamento social seguro.
Bill de Blasio esclareceu ainda que os pais terão a opção de querer apenas aulas ‘online’ para os seus filhos, mas adiantou, citando os resultados de um inquérito, que 75% dos pais querem que os filhos regressem à escola em setembro.
O governador do estado de Nova Iorque, o também democrata Andrew Cuomo, já afirmou em diversas ocasiões que a decisão de reabrir ou não as escolas é da sua competência.
Bill de Blasio disse hoje que a autarquia da cidade irá trabalhar de perto “em cada etapa do caminho com o estado de Nova Iorque”.
As escolas de Nova Iorque foram encerradas em março, na mesma altura em que os serviços não essenciais foram fechados para travar a propagação do novo coronavírus.
Os Estados Unidos são o país com mais mortes associadas à doença covid-19 (131.480) e mais casos de infeção pelo novo coronavírus confirmados, mais de três milhões.
O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, garantiu esta quarta-feira 08, que nenhum país do mundo preservou vidas e empregos como o Brasil sem espalhar o pânico na população, durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus.
“Nenhum país do mundo fez como o Brasil. Preservamos vidas e empregos sem espalhar pânico, o que também leva à depressão e à morte”, escreveu Bolsonaro em sua conta na rede social Twitter.
O chefe de Estado acrescentou que “o combate ao vírus não poderia ter um efeito colateral pior do que o próprio vírus”, insistindo nas críticas às medidas de distanciamento social impostas pelos governos regionais para tentar impedir a proliferação da pandemia.
As considerações do Presidente brasileiro ignoram o facto de o país ser o segundo do mundo com o maior número de vítimas e casos confirmados da covid-19, apenas atrás dos Estados Unidos da América, continuando a posicionar-se como um dos focos globais da pandemia na América Latina.
Bolsonaro, de 65 anos, tem negado a gravidade da pandemia e está a trabalhar remotamente no Palácio da Alvorada, sua residência oficial, desde terça-feira, depois de anunciar que foi infetado com o novo coronavírus.
O Presidente brasileiro é um dos poucos líderes mundiais que considera que a covid-19 é uma simples “gripe” que não oferece perigo, exceto para a população com mais de 65 anos ou para quem sofre de doenças crónicas.
Por esse motivo, o líder brasileiro sempre censurou as medidas de isolamento social impostas pelas autoridades regionais desde a chegada da pandemia ao país sul-americano, que impedem que as pessoas saiam para “ganhar a vida” e que “o Brasil avance”.
Na sua mensagem de hoje, Bolsonaro destacou que o Governo central criou meios para preservar empregos e que não se dedica apenas a “retardar o contágio”, como fizeram alguns líderes regionais.
“O nosso Governo atendeu a todos com recursos e meios necessários. Mais ainda, criamos meios para preservar empregos e auxiliamos com cinco parcelas de R$ 600,00 [cerca de 100 euros] um universo de 60 milhões de informais/invisíveis [prestadores de serviço em contrato de trabalho]”.
Na segunda-feira, o Presidente brasileiro passou por outro teste de diagnóstico ao novo coronavírus, o quarto desde o início da crise de saúde, e o resultado foi positivo.
Embora permaneça isolado no Palácio da Alvorada, Bolsonaro continua a governar e disse estar melhor após iniciar tratamento com cloroquina, substância cuja eficácia contra a covid-19 não foi cientificamente comprovada e que tem sérios efeitos colaterais.
“Para aqueles que vão contra a hidroxicloroquina, mas não dão outras alternativas, lamento informar que sou muito bom em usá-la e com a graça de Deus vou viver ainda mais”, garantiu na mesma mensagem divulgada nas redes sociais.
O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de infetados e de mortos (quase 1,67 milhões de casos e 66.741 óbitos), depois dos Estados Unidos.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 544 mil mortos e infetou mais de 11,85 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
O ‘rapper’ norte-americano Kanye West, que anunciou recentemente a candidatura a Presidente dos Estados Unidos, disse hoje que não apoia o chefe de Estado, o republicano Donald Trump, e que já esteve infetado com o novo coronavírus em fevereiro.
Durante uma entrevista à revista Forbes, citada pela agência espanhola Efe, Kanye West também considerou que o sistema de planeamento familiar dos Estados Unidos é uma obra de supremacistas brancos.
“Estou a conversar com especialistas, vou falar com Jared Kushner [genro de Trump], com a Casa Branca, com [o candidato democrata Joe] Biden”, disse o ‘rapper’ norte-americano quando questionado sobre a candidatura às eleições presidenciais de novembro.
O músico disse que está confiante para o sufrágio, apesar de não contar com nenhum tipo de estrutura para apoiar uma campanha eleitoral.
Questionado ainda sobre a razão pela qual retirou o apoio, que era publicamente manifestado, ao Presidente Trump, o ‘rapper’ disse que a atual governação é “um caos”.
O ‘rapper’ também detalhou na entrevista que teve covid-19 em fevereiro e que já tinha recuperado da doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).
Questionado também sobre os assessores da campanha, a mulher e colunável Kim Kardashian e o empresário norte-americano Elon Musk — cofundador da Tesla -, Kanye West respondeu que são duas pessoas que sempre o apoiaram e, no caso de Musk, falou “durante anos” sobre uma possível candidatura à Casa Branca.
O ‘slogan’ da campanha será “Yes!” (Sim!) e a candidata a vice-Presidente é Michelle Tidball, que se descreve como uma ‘life coach’ bíblica.
O nome da formação política que criou, o Birthday Party (Partido do Aniversário) foi escolhido porque o músico considerou que, caso vença as presidenciais, vai ser um “aniversário de todo o mundo”.
“Deus deu-me clareza e disse-me que este é o momento”, explicitou o ‘rapper’ quando questionado sobre a razão pela qual apresentou a candidatura para estas eleições de 2020 e não de 2024.
Considerando que uma das intenções é acabar com a brutalidade policial, West ressalvou que os elementos das forças de segurança “também são pessoas”.
O candidato presidencial disse ainda que planeia basear a gestão dos Estados Unidos na estrutura de Wakanda, um país fictício localizado na África Subsaariana que aparece na banda desenhada Marvel e que é nos quadradinhos a nação mais desenvolvida e tecnologicamente avançada do planeta.
“Vou utilizar a estrutura de Wakanda porque é a que melhor explica o que a nossa equipa vai fazer na Casa Branca […]. A quantidade de inovação que poderá acontecer, a quantidade de inovação na medicina […]. Vamos trabalhar, inovar, juntos”, sublinhou.
O músico norte-americano anunciou no sábado [04 de julho], Dia da Independência dos EUA, a candidatura à Casa Branca.
Não é a primeira vez que West, um afro-americano de 43 anos e de acordo com a revista Forbes a estrela mais bem paga em 2020, especula sobre uma possível incursão na política.
Nos últimos anos, West tem sido um forte defensor da política e da figura de Trump, a quem visitou em 2018 durante uma reunião na Casa Branca para discutir a violência e o sistema prisional nos Estados Unidos.
Com um boné vermelho com o ‘slogan’ “Tornar a América Grande Outra Vez”, o famoso ‘rapper’ chamou herói ao Presidente e agradeceu-lhe por o fazer sentir “como o Super-Homem”.
Mais tarde, em 2019, reiterou o objetivo de se candidatar à presidência durante entrevistas promocionais para o seu álbum religioso “Jesus é rei”, embora tenha situado a candidatura em 2024.
Uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas na sequência da queda de uma grua de 20 metros sobre um bloco de apartamentos e duas casas no leste de Londres, anunciaram as autoridades.
Depois da informação inicial sobre o incidente que reportava quatro pessoas feridas e uma desaparecida, um porta-voz dos serviços de emergência revelou que uma quinta pessoa foi encontrada morta no local.
“Infelizmente, apesar dos esforços dos nossos serviços de emergência, uma quinta pessoa foi encontrada morta no local”, informou.
Os serviços de resgate acrescentaram ainda que dois dos feridos foram transportados para o hospital com ferimentos na cabeça.
Um responsável sindical da Unite Alliance, Jerry Swain, pediu uma investigação, cujas conclusões preliminares devem ser “divulgadas dentro de algumas semanas, em vez de meses ou anos, para que acidentes semelhantes sejam evitados no futuro.
Município de Maputo constitui uma equipa multissectorial que vai esta quinta-feira ao Distrito Municipal de Ka Nhaka para apurar as causas que originaram agitação naquela região insular que culminou com a saída forçada do vereador local. E a edilidade vai dentro de dias designar um vereador substituto.
O último fim-de-semana foi de total agitação no Distrito Municipal Ka Nyaka, na parte insular da autarquia. Os populares gritaram palavras injuriosas e alegadamente ameaçaram a integridade física do administrador Araújo Teodato Armindo.
A origem da agitação em Ka Nhaka segundo a porta-voz do município de Maputo está relacionada com vários problemas que inquietam a aqueles munícipes e com destaque para o processo de requalificação dos mercados em curso na capital do país e naquele ponto da autarquia os vendedores não acataram as ordens das autoridades para remoção de bancas e barracas erguidas em locais impróprios e violaram o decreto presidencial visto que reuniram-se cerca de 300 pessoas na residência do régulo local.
Albertina Tivane esclareceu em conferência de imprensa que os Munícipes não têm competência para expulsar o vereador, se o verderol local abandou a ilha foi mais para salvaguardar a sua integridade física.
“Sua Excelência, o Presidente do Conselho Municipal mandatou suma comitiva para o Distrito para de perto aferir o grau de agitação que estava a acontecer, porque estava por de trás uma agitação. Dado o nível de agitação que se verificava lá a equipa mandatada decidiu que não havia condições para salvaguardada da integridade física do vereador e tiveram que regressar ao continente com o Senhor Vereador. Gostaríamos de marcar a nossa firmeza para continuarmos a fazer trabalho que temos vindo a fazer que e de organização dos mercados a nível da Cidade ”, disse Albertina Tivane.
O município já constitui uma equipa multe-sectorial que segue para o distrito municipal para estabelecer contactos e soluções dos problemas que inquietam os residentes da ilha.
“Temos conhecimento que na reunião havida na casa do régulo foi lida uma mensagem os assuntos que preocupam a população, portanto nos vamos la, vamos aprofundar estas preocupações. Vamos la também porque a autoridade ela existe e o Município e a autoridade no Distrito Municipal Ka Nyaka. Vamos uma vez que o administrador incumbente este cá na Cidade vamos apresentar um vereador substituo para assegurar que haja este vazio do poder”.
O Município de Maputo repudia a atitude desencadeada pelos residentes do Distrito municipal de Ka Nyaka e apela ao diálogo.
As instituições de ensino superior privadas no país necessitam de uma injecção do Governo em 50 milhões de meticais. A informação foi avançada pela CTA, que disse que a constatação resulta de uma sondagem feita, no quadro dos impactos do coronavírus.
O coronavírus está a impactar em diversos sectores no país e o ensino superior privado não está alheio. Uma sondagem feita pela Associação das Instituições Privadas do Ensino Superior, filiada à Confederação das Associações Económicas (CTA), revelou que a pandemia reduziu níveis de receitas que resultam do pagamento das propinas para menos de 50%.
De acordo com a sondagem, 25% dos devedores não pagam as dívidas por questões de vulnerabilidade. E, com tudo isso, as instituições de ensino superior privadas necessitam de apoio.
“A soma total das receitas em risco devido aos estudantes vulneráveis subscreve-se em cerca de 50 milhões de meticais, distribuídos de maneira desigual no país, pelas instituições de ensino superior de ensino privadas”, disse Agostinho Vuma, que falou da sondagem.
Para Vuma, a injecção do valor por parte do Governo seria ideal para assegurar o bom funcionamento das instituições.
“As instituições necessitam dessa soma, actualmente, e isso ajudaria elas a se manterem, assim como as famílias dos estudantes”, sustentou o Presidente da agremiação que congrega o sector privado.
Em meios aos impactos negativos do coronavírus nas instituições de ensino superior privadas, o ministério que tutela a área fala também de diversos pontos positivos.
“Como ministério, conseguimos mapear em geral todas as plataformas electrónicas existentes em todas as instituições do país”, declarou o ministro do Ensino Superior, Técnico e Profissional, como um ganho alcançado com a COVID-19.
Estes pontos foram avançados num webinar sobre o impacto da COVID-19 no Ensino Superior em Moçambique e Perspectivas da retoma, evento que decorreu ontem, tendo juntado no mesmo espaço virtual, diversos actores do sector público e privado.
Depois do Governo Sul-africano ter declarado Estado de desastre nacional para mitigar o impacto do coronavírus, há muitos moçambicanos abrigados a subornar dois mil meticais para atravessar a fronteira de Ressano Garcia.
Uma vez as fronteiras estarem fechadas para cidadãos comuns e que permitem apenas a entrada de camiões de carga, muitos moçambicanos para regressarem à casa são obrigados a entrar em esquemas de subornos através de camionistas ou pagar os “guarda fronteiras” para atravessar para Mocambique através da fronteira de Ressano Garcia.
A nossa Redação constatou no local que pagando um valor de 2000 Mt qualquer pessoa consegue atravessar sem ser controlado de nenhuma forma, o que coloca em questão a segurança da nossa fronteira e todos os esforços que estão sendo feitos para controlar a COVID-19.
Segundo alguns cidadãos entrevistados pela Folha de Maputo, são da opinião de que para evitar esta situação, o governo moçambicano devia procurar “caravanas de autocarros solidários” para retirar os moçambicanos que estão a precisar de regressar ao território nacional em segurança.
De referir que a África do Sul continua sendo o país da SADC com o índice de contaminação muito alto na região.
É o reconhecimento das qualidades de um jogador que há muito deu provas de estar a um grande nível. De resto, merece outros voos.
Zainadine Júnior, internacional moçambicano que evolui no Marítimo, foi considerado terça-feira o segundo melhor defesa do mês de Junho da Liga NOS com dez por cento de votos, numa votação efectuada pelos treinadores da liga portuguesa de futebol.
O valoroso defesa moçambicano foi superado pelo futebolista brasileiro René Santos, também do Marítimo, que obteve 11,10 por cento dos votos.
O jogador foi titular em todos os cinco jogos disputados neste mês, e foi fundamental para os “verde-rubros” nos sete pontos conquistados neste período. Zainadine Júnior evidenciou-se, com notas positivas por parte da imprensa desportiva portuguesa, no empate com o Setúbal (1-1) realizado a 4 de Junho, derrota com FC Porto (1-0) quatro dias depois.
Mas não se ficou por aí. A 15 de Junho, na Madeira, brilhou no encontro em que os insulares venceram o Gil Vicente por duas bolas a uma.
A 29 de Junho, “Finho” arrancou uma grande exibição que contribuiu para a vitória do Marítimo, por 2-0, diante do Benfica, campeão português em título.
Mas sete dias antes, ou seja, a 22 de Junho, arrancara uma grande exibição mesmo na derrota da sua equipa frente ao Portimonense, por 3-2.
No passado dia 3 de Julho, esteve em bom plano em mais uma vitória do Marítimo, desta feita diante do Santa Clara, por 1-0.
A Renamo minimiza o patenteamento, pelo Governo, de alguns dos seus ex-guerrilheiros, que passam a ocupar altos cargos na polícia moçambicana, visto por analistas como um marco histórico no processo de pacificação e democratização do país.
Para a Renamo, as forças de defesa e segurança não devem submeter-se, politicamente, à Frelimo.
Dez ex-guerrilheiros da Renamo foram promovidos, na semana passada, a várias patentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), no âmbito dos entendimentos entre o Governo e aquele partido da oposição, sobre a despartidarização do Estado moçambicano.
“Este é um sinal de que o processo de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração (DDR), está bem encaminhado”, considerou o analista Egídio Vaz, acrescentando que o patenteamento “é também um sinal de compromisso da nova liderança da Renamo para com o DDR”.
“Eu vejo com bons olhos este processo de promoção de antigos guerrilheiros da Renamo a altas patentes da polícia”, afirmou por seu turno, o analista Laurindos Macuácua, avançando que o acto “constitui um marco histórico no processo de pacificação e democratização do país”.
Contudo, para Alberto Ferreira, deputado da Assembleia da República pela bancada da Renamo, o patenteamento “não acrescenta valor ao crescimento institucional em direcção à construção de um estado de direito.”
“Não é pelo facto de alguns ex-guerrilheiros serem promovidos que as forças de defesa e segurança vão deixar de se submeter, politicamente, à Frelimo. O que nós pretendemos é fazer com que Moçambique tenha as suas instituições fortes,” frisou.
Entretanto, o analista Calton Cadeado diz concordar com esta observação de Alberto Ferreira mas, sublinha, no acordo assinado entre o Governo e a Renamo “esse não era o principal assunto de discussão, a questão fundamental era a despartidarização do Estado”.
Refira-se que na cerimónia de patenteamento, o Comandante-Geral da Polícia, Bernardino Rafael, disse aos ex-guerrileiros que “a partir de agora devem obedecer apenas à lei e às regras fundamentais que regulam a actuação da polícia. Não têm outro comando”, realçou.
Alguns dos promovidos vão ocupar cargos de direcção e chefia na polícia moçambicana, satisfazendo algumas das exigências do falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama.
A Renamo critica, no entanto, o facto de nenhum ex-guerrilheiro ocupar cargo de chefia no Comando Geral da PRM.
As principais estradas de asfalto na vila de Mocimboa da Praia, na província moçambicana de Cabo Delgado, foram grafitadas com palavras de ordem por insurgentes, que sugerem a intenção de impor um estado islâmico.
A vila transformada numa cidade fantasma desde a invasão a 27 de Junho – o terceiro ataque e ocupação da vila – tem as ruas grafitadas com palavras de ordens em inglês, defronte dos edifícios do Governo, disse à VOA os moradores que sobreviveram aos ataques.
Palavras como “Al-shaabab tomorrow again” e “Islamic State” estão escritas na rua onde está implantado o Governo distrital e o quartel das forças governamentais, com letras pretas, vermelhas e azuis, características das bandeiras içadas pelo grupo durante a invasão da vila.
“A vila está irreconhecível. Nos bairros 30 e Muengue onde houve bombardeios e o maior confronto entre os al-Shaabab e esses do Governo (Forças de Defesa e Segurança) continuam de luto e corpos a serem encontrados até hoje”, disse um morador local à VOA.
Quase duas semanas após a terceira invasão e ocupação dos insurgentes a Mocímboa da Praia, desde o início da insurgência em outubro de 2017, a vila está com todo o governo encerado e com o comércio formal e informal paralisado devido a fuga massiva da população.
“Todos os mercados, lojas, hospital, escola secundária, igreja católica e residências de empresários foram vandalizados por insurgentes”, disse outro morador de Mocímboa da Praia, que descreve um cenário de “total destruição”.
“Esta foi a guerra (o combate) mais renhida”, acrescentou, sustentando que várias raparigas estão desaparecidas, supostamente raptadas por insurgentes.
Relatos dos moradores dizem que os insurgentes, que ainda controlavam as principais entradas e saídas de Mocímboa da Praia, continuavam nas cercanias da vila até sexta-feira, 3, tendo mudado de táticas de ataques ao centro urbano, que passaram a ser à noite e de madrugada.
Em bairros como Milamba, Nandota e Nacala, contaram os moradores, ainda haviam pessoas por enterrar até na segunda-feira, 6, quando também era possível ver mais população a deixar a vila para Awasse, e depois para Mueda.
Vídeos postos a circular nas redes dois dias após o ataque mostravam pelo menos oito insurgentes mortos, amontoados numa tenda militar, com várias perfurações de balas.
Uma fonte militar disse nesta quarta-feira, 8, que, no ataque do dia 27, pelo menos 12 membros das Forças de Defesa e Segurança sofreram ferimentos graves, sendo oito da Marinha, cujo comandante foi morto, e quatro da Unidade de Intervenção Rápida (UIR).
Ontem, em entrevista à cadeia televisiva STV, o edil de Mocímboa da Praia, Calors Momba, disse que as infraestruturas estão todas destruídas.
“Durante três dias os homens ocuparam Mocímboa da Praia e a população está a sair em massa, até agora, nenhum serviço está a funcionar, tudo parou, nenhuma infraestrutura do Governo está a funcionar, todas foram vandalizadas”, avançou o edil, que, no entanto, afirmou que a “situação está controlada” agora e pediu às pessoas para regressarem às suas casas.
Desde outubro de 2017, insurgentes têm atacado várias aldeias e vilas na província de Cabo Delgado, deixando mais de 500 mortos e mais de mil e 500 deslocados.
Nos últimos meses, as Forças de Defesa e Segurança têm ripostado os ataques.
Dados atualizados do Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED na sigla inglesa) indicam que a insurgência em Cabo Delegado já matou 1.100 pessoas e forçou 211 mil deslocados.
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