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Domingo, Julho 12, 2026
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Erdogan anuncia primeira oração muçulmana em Santa Sofia

O Presidente turco, Recep Erdogan, anunciou esta sexta-feira 11, que as primeiras orações coletivas muçulmanas serão realizadas em 24 de julho em Santa Sofia, convertida em mesquita, acrescentando que o edifício permanecerá aberto a visitantes de todos os credos.

“Vamos fazer juntos as orações de sexta-feira em Santa Sofia (Hagia Sophia) em 24 de julho e assim abri-la ao culto (muçulmano)”, declarou Erdogan durante um discurso, acrescentando que a ex-basílica, uma atração turística em Istambul, “permanecerá aberta a todos, turcos e estrangeiros, muçulmanos e não-muçulmanos”.

Erdogan anunciou a abertura da antiga catedral Hagia Sophia, em Istambul, às orações muçulmanas, após o Conselho de Estado, a mais alta instância judicial turca, ter anulado o estatuto de museu deste património, dando ?luz verde’ para a transformação em mesquita.

“Foi decidido que Santa Sofia será colocada sob a administração da Diyanet (a autoridade para os assuntos religiosos) e será reaberta às orações”, afirmou Recep Tayyip Erdogan, num comunicado divulgado na rede social Twitter.

O anúncio do chefe de Estado turco foi feito depois da decisão do Conselho de Estado, que reverteu uma decisão governamental que remonta a 1934, que então converteu Santa Sofia num museu.

A decisão de hoje, avançada pela agência noticiosa estatal Anadolu, abriu assim o caminho para que Erdogan possa transformar, de novo, Santa Sofia, edifício classificado como Património Mundial pela UNESCO, numa mesquita.

Construída no século VI, à entrada do estreito de Bósforo, esta antiga basílica onde os imperadores bizantinos foram coroados foi convertida em mesquita no século XV, após a captura de Constantinopla pelos otomanos em 1453.

A decisão agora anulada remota a uma medida adotada num Conselho de Ministros de 1934, então liderado pelo fundador da Turquia secular, Mustafa Kemal Ataturk, que transformou o monumento, uma das principais atrações turísticas de Istambul, num museu.

A intenção de Erdogan instalou o debate na Turquia entre grupos nacionalistas, conservadores e religiosos, que defendem que o monumento deve ser reconvertido numa mesquita, e os grupos dos que acreditam que este edifício deve permanecer um museu, destacando o estatuto de Istambul como uma ponte entre continentes.

Erdogan, que lidera um partido islâmico, tem usado esta questão como uma bandeira política.

Vários países, nomeadamente a Rússia e a Grécia, que seguem com atenção o destino da herança bizantina na Turquia, bem como os Estados Unidos e a França, têm alertado Ancara para os efeitos da transformação de Hagia Sophia num local de culto muçulmano.

Também hoje, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) disse, em comunicado, “lamentar profundamente” a decisão das autoridades turcas, que considerou ter sido adotada “sem diálogo prévio” de “alterar o estatuto” da ex-basílica.

Rússia e China vetam ajuda humanitária na Síria

A Federação Russa e a China vetaram uma resolução germano-belga que prentendia manter a situação relativa à ajuda humanitária transfronteiriça na Síria, por a quererem reduzir, contra todos os outros membros do Conselho de Segurança da ONU.

Segundo fontes dos meios diplomáticos, o projeto de texto apresentado por Alemanha e Bélgica obteve 13 votos a favor e os vetos russo e chinês, o segundo que estes Estados fazem em três dias.

O dispositivo transfronteiriço da ONU, que permite encaminhar ajuda para a população síria sem intervenção de Damasco, existe desde 2014. O seu prazo expira hoje à noite.

Hoje, a Federação Russa fez o seu 16.º veto e a China o 10.º de um texto ligado à situação na Síria, desde o desencadeamento da guerra, em 2011.

Na terça-feira, a Federação Russa e a China tinham colocado um primeiro veto ao texto da Alemanha e Bélgica, que renovava por um ano a autorização da ONU, mantendo no noroeste os atuais dois pontos de passagem na fronteira com a Turquia, em Bab al-Salam, que conduz à região de Alepo, e em Bab al-Hawa, que serve a região de Idlib, onde vivem cerca de quatro milhões de pessoas.

Moscovo, que argumenta que o texto compromete a soberania do seu aliado sírio, já tinha conseguido em janeiro impor a redução do programa, de quatro para dois pontos de entrada, e da autorização, de um ano, que vigorava desde a sua criação em 2014, para seis meses.

Os russos avançam que mais de 85% da ajuda passa atualmente por Bab al-Hawa, pelo que o ponto de entrada em Bab al-Salam pode ser fechado.

Um texto apresentado pela Federação Russa neste sentido, na quarta-feira, foi rejeitado, ao recolher apenas quatro votos favoráveis.

Alemães e belgas, atuais membros não permanentes do Conselho de Segurança e encarregados da componente humanitária do dossiê sírio na ONU, insistiram com o texto submetido hoje a votação, em que propunham, em cedência à Federação Russa, a redução da autorização para seis meses, mas mantendo os dois pontos de entrada na Síria.

Na quarta-feira, em entrevista à AFP, a embaixadora dos EUA na ONU, Kelly Craft, afirmara que a manutenção destes dois pontos representava uma “linha vermelha” para o seu país.

Segundo esta diplomata, suprimir o ponto de entrada em Bab al-Salam significaria cortar a ajuda a 1,3 milhões de sírios a norte de Alepo.

Depois do duplo veto sino-russo, ainda é possível um compromisso entre belgas, alemães e russos, mesmo que a autorização de passagem fronteiriça expire hoje à noite, estimaram alguns diplomatas.

“Se a autorização for renovada com alguns dias de atraso, não é o fim do mundo. Isso suspende as colunas (de abastecimento) durante alguns dias, mas não as coloca em risco”, salientou um diplomata, sob anonimato.

Para a ONU, manter os dois pontos é crucial, em particular perante o avanço da pandemia do novo coronavírus na região.

Em relatório de junho, o secretário-geral da ONU, António Guterres, tinha reclamado o prolongamento do dispositivo por um ano e a manutenção dos dois pontos de acesso.

Várias organizações não-governamentais (ONG) alertaram nos últimos dias para os efeitos de uma paragem definitiva da ajuda externa.

Isso significaria “um golpe devastador para os milhões de famílias sírias que dela dependem para água potável, alimentação, cuidados de saúde e habitação”, estimou uma delas, a Oxfam.

O presidente da ONG International Rescue Committee, David Miliband, denunciou, em comunicado, “um dia negro” para os sírios, considerando este duplo veto no espaço de uma semana “uma vergonha”.

Pouco mais de dois milhões de moçambicanos estão infectados pelo HIV

Estima-se que 2.3 milhões de pessoas estejam infectadas pelo HIV em Moçambique, colocando o país entre os 8 mais afectados pela epidemia no Mundo.

Em 2016, o país iniciou com a abordagem do “Testar e Iniciar”, respondendo as metas 90-90-90, onde até 2020, 90% de pessoas vivendo com HIV devem conhecer o seu seroestado, 90% de pessoas diagnosticadas sejam tratadas e permaneçam em tratamento com antiretroviral e 90% de pacientes em tratamento com antiretroviral alcancem a supressão viral.

Ainda em 2016 foi lançada, pela ONUSIDA, a nível global, a campanha Indetectável igual a Intransmíssivel (I=I), após evidência em quatro grandes estudos realizados de 2007 a 2016, entre milhares de casais sero-discordantes que comprovam que uma pessoa que vive com o HIV cumprindo com o tratamento antiretroviral, ou seja, tomando os seus medicamentos todos os dias,  tem a sua carga viral indetectável e o vírus deixa de ser transmitido para outra pessoa através de relações sexuais.

Estes dados foram apresentados esta sexta-feira 10, em Maputo, pelo Ministro da Saúde, Armindo Tiago, durante o lançamento da campanha indetectável é igual à intransmissível(I=I)

Entretanto, no âmbito das metas globais propostas pela ONUSIDA e com as quais o Moçambique está comprometido, dados do Spectrum, modelo de estimativas relacionadas ao HIV/SIDA indicam que até Março de 2020, de 2,3 milhões pessoas que vivem com o HIV em Moçambique, 74% conhecem o seu seroestado, das que conhecem o seu seroestado 52% beneficiam gratuitamente do tratamento antiretroviral nas nossas unidades sanitárias e somente 40% alcançam a supressão viral.

Segundo Armindo Tiago, estes resultados devem chamar a atenção de cada um de nós, pois mostram que devemos continuar a trabalhar, de forma acelerada, para que todas as pessoas que vivem com o HIV sejam diagnosticadas, iniciem e mantenham-se em tratamento, de modo a a alcançarmos o controlo desta epidemia.

O conceito de que alguém vivendo com HIV que está em tratamento e com supressão viral, não pode transmitir o vírus para um parceiro sexual é um avanço extraordinário na resposta global a epidemia do HIV.

Este avanço só pode produzir benefícios individuais e colectivos se todos e em particular as pessoas vivendo com HIV tiverem a consciência disso e fizerem a sua parte.

A Campanha Indetectável=Intransmissível será acompanhada por programas e spots televisivos e de rádio, abordagens de educação e literacia dos pacientes nas unidades sanitárias e nas comunidades e divulgação de materiais para a literacia das pessoas vivendo com HIV incluindo as lideranças comunitárias, como autocolantes nos autocarros, panfletos, e posters nas comunidades  em todas as províncias deste País.

“O contributo de cada um de nós é fundamental para que mensagens correctas sejam passadas para a melhoria do acesso, retenção aos cuidados de saúde e adesão dos pacientes ao tratamento antiretroviral, tendo como objectivo final o controle da epidemia do HIV no nosso País“- disse o Ministro da Saúde, Armindo Tiago.

Washington congratula-se com investigação da OMS sobre origens do vírus

Os Estados Unidos saudaram, esta sexta-feira 10, a investigação iniciada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre as origens da covid-19 na China, onde dois peritos da organização são esperados nas próximas horas para uma missão exploratória.

“Vemos esta investigação científica como um passo necessário para uma compreensão completa e transparente de como este vírus se propagou pelo mundo”, disse aos jornalistas o embaixador dos EUA na sede da ONU em Genebra, Andrew Bremberg.
Os Estados Unidos, que na terça-feira iniciaram oficialmente o procedimento de retirada da OMS, têm criticado a organização desde o início da crise, acusando-a de ter sido lenta a reagir e, sobretudo, de ter sido demasiado complacente com a China, onde o vírus apareceu no final de 2019.
O Presidente dos EUS, Donald Trump, tinha anunciado no final de maio que iria “pôr fim à relação” entre o seu país e a OMS, descrita como “a marioneta da China”.
Os dois peritos da OMS, um epidemiologista e um especialista em saúde animal, são esperados este fim-de-semana em Pequim.
Espera-se que preparem o terreno para uma missão mais ampla para determinar a origem do novo coronavírus, responsável por mais de 556.000 mortes desde o final de Dezembro.
O embaixador dos EUA disse esperar que as autoridades chinesas dêem aos cientistas “pleno acesso aos dados, amostras e locais”.
Uma porta-voz da OMS, Margaret Harris, disse esta sexta-feira à imprensa que “uma das grandes questões é se o vírus foi transmitido ao homem por um animal, e que animal é”.
A grande maioria dos investigadores concorda que o novo coronavírus SARS-CoV-2, a causa da pandemia, pode ter tido origem em morcegos, mas os cientistas acreditam que passou por outra espécie antes de ser transmitido aos humanos.
É esta peça do puzzle que a comunidade científica internacional e a OMS esperam desvendar para perceber o que aconteceu, detectar práticas de risco e evitar outra pandemia.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 556 mil mortos e infectou mais de 12,36 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

País regista 19 novos casos de covid-19 e eleva cumulativo para 1111

O país registou, nas últimas 24 horas, dezanove novos casos positivos de covid-19, elevando para mil, cento e onze o número cumulativo de pessoas infectadas pela pandemia.

 Um comunicado do Ministério da Saúde indica que os novos casos diagonsticados esta sexta-feira, mil e vinte e cinco são de transmissão local e oitenta e seis casos importados.

Os novos casos hoje reportados são todos de nacionalidade moçambicana e resultam da vigilância nas Unidades Sanitárias e do rastreio de contactos de casos positivos.

De acordo com o documento, o país tem, neste momento, um cumulativo de 27 indivíduos internados devido a covid-19, cinco dos quais sob cuidados hospitalares.

Moçambique conta, actualmente, com trezentos e quarenta e quatro pacientes totalmente recuperados, nove óbitos devido a covid-19 e dois óbitos por outras causas.

Três pessoas detidas por tráfico de pedras preciosas em Inhambane

Tudo aconteceu no Posto de Fiscalização do Rio Save, em Govuro. Três pessoas que se faziam transportar nos camiões levavam ilegalmente pedras preciosas da província de Sofala para Maputo.

Para ludibriar as autoridades, os mesmos usaram documentos falsos, e precisamente esse facto que chamou atenção das autoridades no Save que logo trataram de reter os camiões para investigar.

Segundo José Manuel, da Procuradoria de Inhambane, as investigações revelaram de cara que os quartzo teria sido extraído ilegalmente no distrito de Nhamatanda, na província de Sofala, imediatamente os camiões com a pedras foram retidos e os condutores detidos “os motoristas dos camiões vão responder o processo em liberdade condicional, uma vez que eles foram soltos mediante pagamento de caução, mas o processo continua, uma vez que ainda há muitas coisas por esclarecer em torno do assunto”, acrescentou José Manuel.

Não obstante a soltura das pessoas que tinham sido detidas, o Ministério Público diz que trabalha para rastrear toda rede envolvida no caso.

O processo está na fase de instrução, para esclarecer de facto o que aconteceu, bem como quem são os envolvidos e responsabiliza-los, uma vez que os camiões são de uma empresa pertencente a um cidadão de origem chinesa, porém a mercadoria é de um cidadão nacional.

Além de responsabilizar os infratores, o Ministério Público também quer saber, afinal quem seria o comprador destas pedras preciosas.

MISAU lança campanha que visa sensibilizar pessoas com HIV

O Ministério da Saúde quer que os moçambicanos com HIV respeitem o tratamento antirretroviral para que cheguem a um nível em que o vírus não seja detectado e até mesmo não ser transmitido em relações sexuais desprotegidas. Para o efeito, o MISAU lançou nesta sexta-feira 10, a campanha “Indetectável, igual Intransmissível”.

Uma pessoa com HIV positivo pode chegar a um nível em que o vírus não é detectável em testes. Pode até manter relações sexuais sem protecção e não transmitir a doença ao seu parceiro. Mas isso só acontece quando se respeita o tratamento antirretroviral.

Por isso o Ministério da Saúde quer que as pessoas que têm HIV no país tomem de forma regular os antirretrovirais para que os níveis indetectáveis e intransmissíveis aconteçam. Para o efeito, uma campanha já foi desenhada e esta sexta-feira foi dia do seu lançamento.

Com todos estes avanços, Armindo Tiago, Ministro da Saúde, diz ser injustificável que o HIV continue a dizimar vidas.

Em Moçambique, há 2.3 milhões de pessoas vivendo com HIV. Do número, apenas 53%, ou seja, metade das pessoas, é que estão em tratamento antirretroviral.

Primeiro-ministro admite prolongar estado de emergência em Itália

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, admitiu ontem (10) prolongar para além de 31 de Julho o estado de emergência decretado devido à pandemia da covid-19, para facilitar o controlo do vírus.

O estado de emergência permite facilitar e acelerar a tomada de decisões e medidas quando ocorrem sismos, inundações ou outras catástrofes, neste caso a epidemia do novo coronavírus.

O estado de emergência serve para manter o vírus sob controlo. Ainda não decidimos, mas caminhamos nessa direção“, adiantou.

O chefe de governo assinalou tratar-se de “uma decisão coletiva” a ser tomada “em conselho de ministros”.

“Um eventual prolongamento significa que estaremos em condições de continuar a tomar as medidas necessárias, mesmo de pequeno alcance”, precisou.

Um dos países mais afetados na Europa, a Itália pagou um preço alto pela epidemia, com perto de 35.000 mortos e mais de 240.000 de infetados.

A doença parece atualmente sob controlo, com 12 mortos nas últimas 24 horas, 15 na quarta-feira e 30 na terça-feira, apesar do número de casos ter aumentado pelo segundo dia consecutivo (229).

pandemia de covid-19, transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro em Wuhan (China), já provocou 555 mil mortos e infetou mais de 12,2 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com um balanço da agência France-Presse.

África do Sul debate-se com falta de camas e oxigénio

Guy Richards, director dos cuidados clínicos no Hospital Charlotte Maxeke, em Joanesburgo, disse à Associated Press que estão extremamente preocupados com a potencial escassez de oxigénio nos próximos dias.

“Um grande hospital como o nosso tem dificuldade em fornecer quantidades suficientes de oxigenação aos nossos doentes. O mesmo está a acontecer no hospital Helen Joseph e isto é um grande problema”, disse.

O ministro da Saúde, Zweli Mkhize, que hoje visitou o Hospital Distrital de Tshwane, assegurou que as autoridades estão a trabalhar com a indústria para resolver o problema de fornecimento de oxigénio aos hospitais.

Atualmente estamos sobrecarregados, mas ainda estamos a conseguir” disse Veronica Ueckermann, chefe da equipa de resposta à covid-19 no Hospital Académico Steve Biko, que inclui o Hospital Distrital de Tshwane.

Em pleno inverno no hemisfério sul, com a previsão de uma frente fria que poderá fazer baixar as temperaturas abaixo de zero durante o fim de semana, vários doentes são mantidos em tendas aquecidas no parque de estacionamento do hospital.

“A tempestade de que temos constantemente avisado os sul-africanos está agora a chegar”, disse Mkhize.

As autoridades estimam que as camas dos hospitais em todas as províncias possam estar cheias dentro de um mês.

O ministro da Saúde disse estar a procurar 2.000 camas adicionais para montar hospitais de campanha em Gauteng.

África do Sul registou hoje um novo recorde diário de casos confirmados, 13.674, elevando para 238.339 o número acumulado de infeções no país, mais de um terço das quais na província de Gauteng, onde se localizam as cidades Joanesburgo e Pretória.

Uma enfermeira no Hospital Chris Hani Baragwanath, o terceiro maior hospital do mundo com mais de 3.000 camas, adiantou que os pacientes com o novo coronavírus estão agora a ser admitidos em enfermarias normais, uma vez que as destinadas a doentes com covid-19 estão cheias.

“O nosso hospital já está sobrecarregado. Houve um afluxo de pacientes nas últimas duas semanas”, disse a enfermeira, citada pela Associated Press sob condição de anonimato, por não ter autorização para dar entrevistas.

“Cada vez mais colegas no hospital testam positivo diariamente”, disse, acrescentando que isso acontece “mesmo com pessoas que não estão a trabalhar nas enfermarias da covid-19″.

No continente africano há mais de 8.000 trabalhadores da saúde infetados com o novo coronavírus, metade dos quais na África do Sul.

O aumento do número de casos na África do Sul surge à medida que o país está a afrouxar as medidas de confinamento, com os restaurantes a funcionar em pleno e as concentrações religiosas a serem retomadas.

“A economia estava a sofrer e precisava de ser reaberta”, defendem as autoridades, mas os funcionários da província de Gauteng apelam para medidas mais rigorosas de proteção para regressarem ao trabalho.

O presidente do governo de Gauteng, David Makhura, anunciou hoje que testou positivo para o novo coronavírus e que tem sintomas ligeiros da doença.

“Devemos duplicar os nossos esforços”, disse, exortando as pessoas a usarem máscaras, a lavarem as mãos e a manterem o distanciamento.

Em África, há 12.443 mortos confirmados em mais quase 541 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

pandemia de covid-19 já provocou 555 mil mortos e infetou mais de 12,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Vagas de emprego do dia 10 de Julho de 2020

Foram publicadas hoje, dia 10 de Julho de 2020 no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Lista de oportunidades de emprego para hoje

1. Vaga para Oficial de Finanças do Projecto STAR- G

A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Finanças do Projecto STAR- G. Saiba mais.

2. Vaga para Encarregado de Obra

A Kingman Construtora pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Encarregado de Obra. Saiba mais.

3. Vaga para Motorista Mecânico

A CARE Internacional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motorista Mecânico. Saiba mais.

4. Vaga para Assistente Administrativo

A CARE Internacional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.

5. Vaga para Técnico PCD Para Projecto de Acção Humanitária

A Arquitecturas Sem Fronteiras (ASF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico PCD Para Projecto de Acção Humanitária. Saiba mais.

6. Vaga para Técnico VBG Para Projecto de Acção Humanitária

A Arquitecturas Sem Fronteiras (ASF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico VBG Para Projecto de Acção Humanitária. Saiba mais. Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Desenhadora Gráfica

A Soda Serviços, Lda uma empresa vocacionadas nas Áreas de Serigrafia, Gráfica, fornecimento de Uniformes, Brindes, e EPI’S, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Desenhadora Gráfica. Saiba mais.

2. Vaga para Serventes da Unidade Sanitária

O Serviço Distrital de Saúde Mulher e Acção Social (SDSMAS) pretende recrutar dez (12) Serventes da Unidade Sanitária. Saiba mais.

3. Vaga para Médicos de Clínica Geral da 2ª

O Serviço Distrital de Saúde Mulher e Acção Social (SDSMAS) pretende recrutar três (3) Médicos de Clínica Geral da 2ª. Saiba mais.

4. Vagas para Administradores de Suporte

O Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul – ProAzul, FP pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Administradores Executivos para Conselho de Administração. Saiba mais.

5. Agentes de Limpeza

A Imovisa S.A, Empresa de Gestão de Imóveis, Limpeza e Manutenção de Instalações,pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dezassete (17) Agentes de Limpeza. Saiba mais.

6. Senior Contract Administrator

A Heading Moz está a recrutar para o seu cliente, uma empresa do ramo petrolífero, um (1) Senior Contract Administrator. Saiba mais.

7. Vaga para Oficial de Monitoria & Avaliação

A ONG que opera na área de Saúde, pretende admitir para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoria & Avaliação. Saiba mais.

8. Vagas para Vulcanizadores

Uma Empresa multinacional localizada no norte do país pretende contratar para o seu quadro quatro (4) vulcanizadores. Saiba mais.

9. Vagas para Assistentes de Torneiro

Uma Empresa multinacional localizada no norte do país pretende contratar para o seu quadro quatro (4) Assistentes de Torneiro . Saiba mais.

10. Vagas para Estagiários

A ProConsumers pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Estagiários. Saiba mais.

12. Vaga para Assistentes de Gestão de Casos de Protecção da Criança

A Save the Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um () Assistentes de Gestão de Casos de Protecção da Criança. Saiba mais.

13. Vaga para Coordenador de Protecção da Criança

A Save the Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um () Coordenador de Protecção da Criança. Saiba mais.

14. Vagas para Oficiais de Projecto

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro dois (2) Oficiais de Projecto. Saiba mais.

15. Vagas para Formadores de Pedreiros (Zona Sul)

O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Sul). Saiba mais.

16. Vaga para Formadores de Pedreiros (Zona Centro)

O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Centro. Saiba mais.

17. Vagas para Formadores de Pedreiros (Zona Norte)

O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Norte). Saiba mais.

18. Vagas para Formadores de Pedreiros (Zona Norte)

O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Norte). Saiba mais.

19. Vaga para Instrutor/ Técnico de Pedagogia N1 (Zona Sul)

O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Instrutor/ Técnico de Pedagogia N1 (Zona Sul). Saiba mais.

20. Designer de Comunicação (Multimédia & Web Designer)

A EDUdigital, pretende recrutar para o quadro de pessoal um (1) Designer de Comunicação (Multimédia & Web Designer). Saiba mais.

21. Vaga para Técnico de Procurement

A Haps Soluções, Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Procurement. Saiba mais.

22. Vaga para Coordenador Local de Projecto

A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Local de Projecto. Saiba mais.

23. Vaga para Tesoureiro Júnior

A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Tesoureiro Júnior. Saiba mais.

24. Vaga para Gestor de Actividades Médicas

A organização Médicos Sem Fronteiras em Moçambique pretende recrutar para o quadro de pessoal um (1) Gestor de Actividades Médicas. Saiba mais.

25. Oficiais de Vendas de Qualidade

A Fenix International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Oficiais de Vendas de Qualidade. Saiba mais.

26. Inspectores de Óleo, Gases e Químicos (OGC)

A Emog Africa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Inspectores de Óleo, Gases e Químicos. Saiba mais.

27. Vaga para Supervisor de Sistemas de Monitoria e Avaliação de Reassentamento

Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e a Fundação dos Parques da Paz (PPF), o Parque Nacional do Limpopo (PNL), pretende recrutar para reforçar o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Sistemas de Monitoria e Avaliação de Reassentamento. Saiba mais.

28. Estagiários de Supply Chain

A Save the Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Estagiários de Supply Chain. Saiba mais.

29. Consultor para Revisão e Actualização de Manuais

A AMODEFA pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Revisão e Actualização de Manuais de Procedimentos da AMODEFA. Saiba mais.

30. Vaga para Especialista em Testes e Qualidade de Software

A Tablu Tecnologias, Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista em Testes e Qualidade de Software. Saiba mais.

31. Vaga para Desenvolvedor de Software – Backend

A Tablu Tecnologias, Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Desenvolvedor de Software – Backend. Saiba mais.

32. Vaga para Consultor de Análise de Base Epidemiológica

A ADPP Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor de Análise de Base Epidemiológica. Saiba mais.

33. Vaga para Gestor de Projecto OFDA

A Save the Children International (SCI), pretende recrutar um (1) Gestor de Projecto OFDA. Saiba mais.

34. Vaga para Assistentes de Logística

A Food For The Hungry Association pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quinze (15) Assistentes de Logística. Saiba mais.

35. Vaga para Assistentes Administrativos

A Food For The Hungry Association pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quinze (15) Assistentes de Logística . Saiba mais.

36. Vaga para Oficial Distrital de Ensino e Aprendizagem

A Save the Children International (SCI), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Distrital de Ensino e Aprendizagem. Saiba mais.

37. Vagas para Técnicos Profissionais de Obras Públicas

O Conselho Municipal da Cidade de Nacala pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Profissionais de Obras Públicas. Saiba mais.

38. Vaga para Técnico Superior N1 de Ambiente

O Conselho Municipal da Cidade de Nacala pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior N1 de Ambiente. Saiba mais.

39. Vaga para Técnico Superior N1 – Economia

O Conselho Municipal da Cidade de Nacala pretende recrutar para o seu quadro de pessoal (1) Técnico Superior N1 – Licenciado em Economia. Saiba mais.

40. Vaga para Técnico Superior N1

O Conselho Municipal da Cidade de Nacala pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) vaga de Técnico Superior N1. Saiba mais.

41. Vagas para Técnicos Profissionais de Mecânica Auto

O Conselho Municipal da Cidade de Nacala pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Técnicos Profissionais de Mecânica Auto. Saiba mais.

42. Vagas para Técnicos Superiores N1 de Obras Públicas

O Conselho Municipal da Cidade de Nacala pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Superiores N1 de Obras Públicas. Saiba mais.

43. Vaga para Docente Universitário

O Instituto Politécnico de Tete pretende recrutar um (1) Docente Universitário. Saiba mais.

Desmobilizados da RENAMO vivem com medo

Em Sofala, centro de Moçambique, homens da RENAMO recém-desmobilizados regressam a casa, mas vivem com medo. Dizem que as forças de segurança que combatem a Junta Militar de Mariano Nhongo estão a raptar e assassinar qualquer membro da RENAMO.

Conflito em Cabo Delgado: Estado Islâmico ameaça África do Sul

Grupo terrorista ameaça a África do Sul, caso o país decida envolver-se no conflito na província de Cabo Delgado. Analistas falam em propaganda, mas alertam autoridades para eventual propagação dos confrontos na SADC.

A província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, é palco de violência armada desde 2017. No início do ano, as autoridades moçambicanas e internacionais classificaram os insurgentes como ameaça terrorista. E vários ataques têm sido reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI).

O grupo radical alega que a Europa e os Estados Unidos estão a tentar convencer a África do Sul a liderar a guerra em Moçambique. Numa recente newsletter citada pelo jornal sul-africano The Citizen, os extremistas lembram que Pretória tem em mãos vários problemas, e uma guerra colocaria o país num dilema militar e financeiro.

O EI avisa que o grupo está pronto para “abrir a frente de combate” ao território sul-africano. A ameaça foi publicada em árabe numa recente publicação dos insurgentes, a Al-Naba.

O alemão André Thomashausen, professor de Direito Internacional na África do Sul, lembra que estas ameaças fazem parte da propaganda dos insurgentes e que vários países já foram visados. Mas faz uma chamada de atenção: “É realmente interessante e merece ser analisado como é que existe uma escalada, uma força crescente da parte desse Estado Islâmico ou das pessoas que se associam a ele ou à ideia desse Estado Islâmico em Cabo Delgado”, afirmou.

Recentemente, a ministra sul-africana dos Negócios Estrangeiros, Naledi Pandor, confirmou que estavam em curso negociações entre os dois países sobre a forma como a África do Sul pode apoiar Moçambique com a violência armada em Cabo Delgado.

Esta semana, diz o jornal The Citizen, o principal partido da oposição sul-africana, a Aliança Democrática, questionou o secretário de Defesa da África do Sul, Sam Gulube, sobre uma unidade especial das Forças Armadas que estaria alegadamente a treinar para o efeito em Durban.

Em resposta, o secretário sul-africano diz que as operações são classificadas. Mas Thomashausen diz que os rumores são verdadeiros. “É verdade que existem batalhões das forças especiais da África do Sul e concretamente existe uma unidade que tem discutido e que se tem preparado para uma eventual intervenção no norte de Moçambique”, sublinhou.

Ameaças à SADC

Respondendo a perguntas dos deputados sul-africanos, a ministra da Defesa, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, admitiu recentemente que os serviços de inteligência militar apontam para o potencial alastramento dos ataques dos insurgentes em Cabo Delgado a outras províncias moçambicanas e aos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Egna Sidumo, investigadora da Universidade Joaquim Chissano em Maputo, está atualmente a conduzir pesquisas no terreno em torno dos fatores de resiliência das comunidades no norte de Moçambique contra o extremismo violento. Segundo testemunhos que recolheu junto da população local, os terroristas ameaçam alargar as operações às províncias de Nampula e da Zambézia.

“Declarações temos muitas. Penso que há condições agora para chegar-se à ação. Os países podem juntar-se, não sei qual será a melhor opção. Moçambique também deve repensar e ver qual é a melhor opção que tem para resolver este problema ou pelo menos mitigar a probabilidade de propagação”, afirmou a investigadora.

Na última semana, o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, manteve uma conversa telefónica com o seu homólogo da Tanzânia e Presidente em exercício da SADC, John Magufuli. A insurgência em Cabo Delgado mereceu a atenção dos dirigentes dos dois países que partilham a fronteira naquela região.

Conselho Cristão de Moçambique exorta fiéis a evitarem curandeiros e supostos profetas

O Conselho Cristão de Moçambique (CCM), coligação de igrejas cristãs, apelou hoje aos moçambicanos para evitarem curandeiros e supostos profetas, em caso de sintomas do novo coronavírus, optando pelas unidades de saúde e combatendo crenças tradicionais enraizadas na população.

“Sabemos que a nossa tradição é primeiro ir ao curandeiro ou ao profeta. Neste caso, o nosso apelo é: vão à unidade de saúde”, afirmou Felicidade Cherindza, secretária-geral do CCM, em declarações à emissora pública Rádio Moçambique.

Cherindza assinalou que não há solução para a pandemia da covid-19 fora dos hospitais, recordando que não existe vacina contra a doença.

“Ir ao curandeiro ou ao profeta não vai ajudar”, enfatizou.

A secretária-geral do CCM avançou que as confissões religiosas moçambicanas estão a preparar-se para que as celebrações juntando fieis regressem em condições de assegurar a prevenção da covid-19.

“Cada uma das confissões religiosas terá de criar condições para que os cultos decorram com o necessário distanciamento social, desinfeção e higienização dos seus membros”, destacou Felicidade Cherindza.

Aquela responsável disse que as confissões religiosas vão indicar equipas entre os seus membros que vão monitorizar o cumprimento das medidas de prevenção do novo coronavírus.

Os líderes religiosos moçambicanos encontraram-se recentemente com o Presidente da República, Filipe Nyusi, e com responsáveis do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, para discutirem a retoma de cultos coletivos no âmbito da suavização das medidas do estado de emergência para prevenção do novo coronavírus,

Europa regista novos surtos de Covid-19

A cidade de Bérgamo celebra, depois de ter registado um dos piores focos do novo coronavírus, em Itália. A unidade de cuidados intensivos do Hospital local diz que está livre da Covid-19 pela primeira vez desde o início da crise.

Durante o pico, o hospital de Bérgamo chegou a ter uma centena de pacientes entubados.

No entanto, Itália não quer cometer erros sendo demasiado confiante.

O Governo proibiu a entrada de pessoas provenientes de 14 países, incluindo o Brasil, a Bósnia, ou o Peru.

Qualquer pessoa que tenha ficado ou passado por alguns desses países, nos últimos 14 dias, não poderá entrar ou transitar em Itália, exceto os italianos que devem ficar de quarentena pelo menos duas semanas.

A Roménia está, também, preocupada com o aumento de novos casos após a pandemia parecer estar sob controlo.

O país tem registado a sua maior taxa diária, com o aparecimento de surtos em várias cidades, incluindo a capital, Bucareste.

As autoridades pedem aos romenos que cumpram as regras de distanciamento social e de higiene, mas não há planos para o restabelecimento das restrições.

Entretanto, em Espanha, a contagem diária de infeções duplicou em 24 horas com o surgimento de vários surtos no país.

As autoridades das Ilhas Baleares planeiam tornar obrigatório o uso de máscaras ao ar livre a partir deste fim de semana, depois de terem detetado, esta semana, três novos surtos em Maiorca.

Em Portugal, o país continua a três velocidades com a região de Lisboa e vale do Tejo a preocupar as autoridades.

Em França e na Grécia, as autoridades advertiram que as pessoas ignoravam com demasiada frequência as orientações de segurança.

De acordo com os últimos dados, registaram-se novos casos importados de países vizinhos.

Atenas disse que pode anunciar novas restrições na segunda-feira.

Coreia do Norte diz que não está interessada noutra cimeira Trump-Kim

A Coreia do Norte diz que as chances de uma nova cimeira com os Estados Unidos são poucas, após o presidente Donald Trump ter afirmado, nesta semana, que está aberto a reunir novamente com o líder norte-coreano Kim Jong Un.

Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong Un, disse que outra cimeira “não seria útil para nós”, a menos que os EUA mudem a sua abordagem para as negociações nucleares paralisadas, informou a Agência Central de Notícias da Coréia (KCNA), propriedade do Estado.

“É minha opinião pessoal, mas uma cimeira entre os EUA e a Coreia do Norte não ocorrerá este ano”, disse ela.

No entanto, ela disse que o relacionamento entre Trump e Kim Jong Un permanece forte e provavelmente evitou “provocações extremas”.

No início desta semana, Trump disse que estava aberto a reunir novamente com Kim Jong Un.

Potencial candidato à presidência da Coreia do Sul encontrado morto

Park Won-soon, presidente camarário de Seul, a capital da Coreia do Sul, crítico feroz da desigualdade económica e potencial candidato à presidência em 2022, foi encontrado morto no início da sexta-feira (na Coreia do Sul). Ele tinha 64 anos.

A polícia disse que o corpo de Park foi encontrado após uma busca de mais de sete horas envolvendo centenas de policias, bombeiros, drones e cães.

Não havia sinais de homicídio, mas a polícia não forneceu mais detalhes sobre a causa da morte.

A filha dele reportou o seu desaparecimento na quinta-feira à tarde. Não ficou claro imediatamente o que causou o desaparecimento e a morte de Park.

Quando perguntado sobre as notícias da mídia local de que um de seus secretários tinha apresentado acusações contra ele por suposto assédio sexual, a polícia confirmou que fora apresentada uma queixa contra Park na quarta-feira, mas não especificou o tipo de acusação.

Park, um advogado liberal de direitos humanos que já liderou dois dos grupos cívicos mais influentes da Coreia do Sul, fora eleito presidente camarário de Seul em 2011, como candidato independente apoiado por liberais da oposição. Em 2018 tornara-se no primeiro edil da cidade eleito para um terceiro mandato.

Era considerado um potencial candidato à presidência nas próximas eleições em 2022. Park manteve seu ativismo principalmente como edil, lamentando o crescente fosso no país entre ricos e pobres, desigualdade de género e laços corruptos entre grandes empresas e políticos.

Apesar de se posicionar como defensor dos pobres e impotentes, Park fora criticado por avançar com projetos de reconstrução agressivos que arrasaram antigos distritos comerciais e habitacionais e expulsaram inquilinos que não podiam pagar o aumento nas rendas.

Nos últimos meses, Park Won-soon liderou uma campanha ativa contra o coronavírus, que se espalhava pela cidade, fechando milhares de casas noturnas e emitindo uma ordem administrativa proibindo comícios nas principais ruas do centro da cidade.

Nyusi sugere punição, analistas dizem que o mais importante é prevenir as atrocidades

O presidente de Moçambique apelou ontem, em Maputo, ao judiciário para julgar os envolvidos na insurgência em Cabo Delgado, mas juristas dizem que mais importante é prevenir.

“A nossa expectativa é que para a responsabilização dos que protagonizam tais atos, o judiciário deve ser célere e exemplar na sua atuação para que não prevaleça o sentimento de impunidade”, disse Nyusi na tomada de posse Henrique Cossa, Juiz Conselheiro do Tribunal Supremo.

Nyusi disse que “queremos que prevaleça o sentimento de que em Moçambique os criminosos são exemplarmente punidos”.

Os advogados e analistas políticos Rodrigo Rocha e Custódio Duma dizem que exigências de Nyusi têm enquadramento no código penal moçambicano e podem ser entendidas no sentido de desencorajar os que protagonizam tais atos, porém mais deve ser feito para prevenir.

Rodrigo Rocha diz que “não se pode entender essa referência do Presidente da República como sendo um recado ou interferência a ser dada ao judiciário”, mas como um sinal de que as penas possam ser traduzidas em elementos dissuasores de futuros crimes.

Justiça pelas próprias mãos

“O problema maior não é necessariamente a punição desses agentes, porque o tipo de terrorismo que se assiste em Moçambique está um pouco ligado ao fundamentalismo,” diz o jurista Custódio Duma, ex-chefe da Comissão Nacional de Direitos Humanos.

Duma mostra-se também preocupado com a violação de direitos humanos, nos distritos atacados pelos insurgentes, que desde 2017 mataram mais de 1.100 pessoas e provocaram uma crise humanitária.

“Nos últimos dias, há uma tendência, tanto das forças de defesa e segurança, assim como desse desses jovens terroristas, de divulgarem vídeos a fazerem justiça pelas próprias mãos”, diz Duma.

“Se as forças de segurança fizerem justiça, sobra muito pouco para o judiciário fazer alguma coisa”, conclui o jurista.

Sindicato de professores moçambicanos reticente quanto ao retorno às aulas em Nampula

A Organização Nacional dos Professores (ONP), em Nampula, norte de Moçambique, teme que as escolas estejam mal preparadas para o reinício da aulas, a 27 deste mês.

As aulas de todos os níveis foram interrompidas em março em todo o país para travar a propagação do novo coronavirus, mas as autoridades decidiram a reabertura faseada, medida que é contestada em vários círculos.

André Jana, secretário da ONP, diz que apesar do Governo ter marcado o reinício das aulas para o dia 27 deste mês, em termos reais as escolas ainda não estão em condições.

O sindicalista diz que para o reinicio das aulas é preciso reduzir a exposição dos professores e alunos ao vírus causador da Covid-19, nomeadamente garantindo a higienização e controlo da temperatura.

Ele recorda que o acesso à água, fundamental para a higienização, é uma das grandes dificuldades nas escolas de Nampula, quem têm por turma uma média de 74 alunos. A província é a mais populosa do país com, pelo menos, de seis milhões de habitantes.

Prevê-se que no reinício de aulas, as turmas acolham 20 alunos cada, o que para Jana vai exigir o aumento do número de professores e auxiliares e subsídio de risco.

Os pais e encarregados de Educação ouvidos pela VOA dizem que não irão mandar os seus filhos para escola, porque as salas de aula podem ser locais de alto risco de contaminação, e sugerem o cancelamento do ano letivo.

Mesmo reconhecendo os desafios, Jana diz “os professores estão preparados para continuar a trabalhar, até porque anular o ano letivo terá muitas implicações, principalmente para os alunos do último ano”.

Moçambique registou até hoje, 9 de julho, 1092 casos de Covid-19. Nampula é a província mais infectada com 247 casos. No país, a doença matou nove pessoas.

Mia Couto escreve sobre a Covid-19 para o New York Times

O moçambicano Mia Couto representa a África lusófona no projeto Decameron, um conjunto de contos sobre a pandemia da Covid-19, publicado pelo jornal New York Times.

O texto de Mia é sobre um idoso que recebe a vista de um trabalhador de saúde portador de uma pistola para medir a sua temperatura, e tido como assaltante.

Mia disse à rádio portuguesa TSF que “é uma história sobre estes tempos de solidão, é uma história sobre uma pessoa velha, isolada que recebe uma visita – coisa que não acontecia há muito tempo”.

O idoso finge acreditar que o visitante é trabalhador de saúde, mas de seguida lança várias questões (nossa tradução): Eu quase morri de varíola. Alguém me visitou? A minha esposa morreu de tuberculose, alguém veio nos visitar? A malária levou o meu único filho, e fui eu quem o enterrou. Os meus vizinhos morreram de Sida, e ninguém quis saber disso.

O idoso recorda-se que a falecida esposa terá afirmado que eles eram culpados por essa situação por ter a casa longe de um hospital, quando na verdade os hospitais é que são construídos longe dos pobres.

O texto de Mia Couto, com ilustração de Sophy Hollington, da Grä-Bretanha, tem o titulo “An obliging robber” e foi traduzido do português por David Brookshaw.

Julián Fuks, do Brasil, é o segundo lusófono entre os 29 escritores de varias partes do mundo escolhidos para publicar um texto na série daquele prestigiado jornal americano.

Entre outros autores, estão presentes: Margaret Atwood, do Canadá; Karen Russell e Tommy Orange, dos Estados Unidos; Paolo Giordano, da Itália; Dinaw Mengestu, americano de origem etíope; e Uzodinma Iweala, americano de origem nigeriana. Os 29 textos estão disponíveis na página da internet do New York Times.

Pandemia está a atingir a velocidade máxima em África, diz o CDC da União Africana

O director do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), John Nkengasong, disse esta quinta-feira que a pandemia está a atingir velocidade máxima em África, apelando para o uso generalizado de máscaras.

“Cruzamos o número crítico de 500 mil casos. A pandemia está a atingir a velocidade máxima e, por isso, gostaria de fazer um apelo ao continente: temos de ser corajosos, arrojados e deliberados na implementação de medidas se saúde publica de forma generalizada”, disse John Nkengasong.

O diretor do África CDC, que falava esta quinta-feira, a partir de Adis Abeba, no encontro semanal com jornalistas, apelou para o uso generalizado de máscaras. “Temos de aumentar o uso de máscaras em todos os países. Máscara, máscara, máscara”, disse numa analogia com a recomendação da Organização Mundial de Saúde de “testar, testar, testar”.

O responsável africano sublinhou igualmente a importância de os países continuarem a alargar a sua capacidade de testagem da população e a necessidade de envolver as populações na luta contra o coronavírus.

Sobre a progressão da doença no continente africano, John Nkengasong adiantou que, segundo dados de hoje da manhã desta quinta-feira, o continente registava 522.104 casos acumulados de infeção pelo novo coronavírus, dos quais resultaram 12.206 mortes, o que representa uma taxa de letalidade de 2,3%.

“Desde a semana passada, houve um aumento de 24% de novos casos, o que significa cerca de 100 mil novos casos e uma média de 14 mil casos por dia comparando com a média diária de 11 mil casos na semana passada”, adiantou.

África do Sul (42%), Egito (15%), Nigéria (6%), Gana (4%) e Argélia (3%) são responsáveis por 71% de todos os casos registados em África.

De acordo com o África CDC, foram feitos no continente 5,7 milhões de testes, 8,6% dos quais deram positivo. Cerca de 80% dos testes foram realizados em apenas 11 países: África do Sul, Marrocos, Egito, Gana, Etiópia, Uganda, Quénia, Maurícias, Ruanda, Nigéria e Senegal.

O diretor do África CDC adiantou que, através da plataforma de compras ‘online’ da União Africana, foram comprados 1,4 milhões de testes, a que se deverão juntar 1,3 milhões doados pelo Governo alemão.

“Serão 2,7 milhões de testes e com a sua distribuição chegaremos muito perto da meta de alargar a testagem para 10 milhões que estabelecemos em abril”, disse.

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