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Quarta-feira, Julho 15, 2026
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Desconhecidos incendeiam redação do Canal de Moçambique

A redação do semanário Canal de Moçambique, localizada no centro de Maputo, ficou completamente destruída na sequência de um fogo posto por desconhecidos, na noite de domingo 23, disse hoje à agência Lusa o editor da publicação, André Mulungo.

André Mulungo avançou que foram encontrados bidões no interior da redação, um dos quais ainda tinha um pouco de combustível.

“Os sinais que encontrámos no interior da redação não deixam dúvidas de que se trata de um ato criminoso e não de um acidente”, frisou.

O jornalista adiantou que o incêndio foi dominado por uma equipa de bombeiros, mas o equipamento da redação foi totalmente consumido pelas chamas.

O caso foi remetido à 6ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) da Cidade de Maputo, aguardando-se que as autoridades apurem as circunstâncias e os autores do fogo posto.

O editor do Canal de Moçambique assegurou que o jornal não vai parar o seu trabalho, estando os jornalistas a trabalhar para a próxima edição, que sai às quartas-feiras, no pátio do prédio onde funciona a publicação.

“Este incêndio não nos vai parar, seria uma vitória para os que deitaram fogo na redação e uma derrota para a liberdade de imprensa. O mal nunca pode vencer”, sublinhou André Mulungo.

redação do Canal de Moçambique localiza-se no rés-do-chão de um prédio de dois andares.

André Mulungo assinalou que o incêndio não se propagou aos outros andares do edifício.

O Canal de Moçambique é um dos principais semanários do país e tem-se destacado por trabalhar em matérias como corrupção e governação.

O jornal já foi várias vezes alvo de processos judiciais por alegada calúnia e o seu diretor-executivo, Matias Guente, foi recentemente intimado pela Procuradoria-Geral da República para responder a perguntas sobre textos publicados sobre contratos na área de segurança entre o Governo e as multinacionais petrolíferas que operam na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.

Argentina reforça isolamento enquanto sofre com recessão

Além da crise econômica, com previsão de 12% de retração do PIB, a Argentina também atravessa uma crise política acentuada por manifestações.

Na semana passada, o presidente argentino Alberto Fernandéz anunciou a prorrogação da quarentena no país em uma tentativa de controlar novamente a propagação do novo coronavírus, mesmo com as manifestações contra a medida que ocorreram na última segunda-feira (17).

A Argentina caminha agora para o sexto mês de isolamento, com uma recessão gravíssima batendo à porta, ilustrada pelas previsões do Produto Interno Bruto (PIB) — variando entre um recuo de 8% e 12%.

Segundo o economista e professor de Relações Internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, o país vizinho já vivia uma situação financeira “mais complicada que a do Brasil”, mas que mesmo assim “tomou uma opção formal pela vida, atitude mais eficiente do ponto de vista da saúde pública, mas que parou a economia completamente”.

Dívida externa e dívida pública

Segundo o economista, a situação se iniciou no governo anterior de Maurício Macri, que tomou “a maior ajuda da história do FMI”, assustadores US$ 56,3 bilhões (cerca de R$ 314 bi), levando o país quase à falência. Fernandez, então, assumiu a negociação da dívida como uma de suas promessas de campanha, a qual ele cumpriu, conseguindo um desconto de 54% no valor total.

Porém, com as regras de controle sobre as importações mais rígidas, impostas no começo do ano e agravadas nessa semana, a redução na produção, natural do período de quarentena, mas intensificada pela longevidade do isolamento, e as medidas governamentais de auxílio emergencial, como a proibição de demissões, a Argentina estagnou e provocou o aumento de sua dívida pública.

Resultados

Trevisan explica que essas decisões implicam em dois resultados: uma inflação mais robusta e redução do investimento estrangeiro.  “A Argentina vive uma situação cambial problemática. O peso argentino está em uma equivalência de 73 pesos para 1 dólar e a previsão otimista de inflação para esse ano é de 45%”, alerta.

“Mas o maior risco é que, nessa situação, o investidor externo não vai querer colocar o dinheiro no país, pelo medo de não receber seu dinheiro de volta, e quanto menos investimento, menos dinheiro pra saldar a dívida externa”, aprofunda Trevisan.

Esse problema é indicado pelo índice risco-país argentino, que é de 2000 pontos — o brasileiro é de 150 pontos. “A Argentina só está atrás da Venezuela, na América do Sul, quanto ao perigo de retorno de investimento”, conclui.

Crise política

Por outro lado, a popularidade decrescente de Fernandéz e a possível reforma judicial que dá mais influência para o Executivo nas decisões do Judiciário, que é vista como uma tentativa de manter Cristina Kirchner impune, são uma ameaça a estabilidade, já frágil, do país.

Fernández viu a aprovação de seu governo cair de 60% em maio para 49% em junho, e a avaliação ruim ou péssima estacionar nos mesmos 49%, após o país alcançar a marca de 100 dias em quarentena.

A reforma judiciária pode prejudicar mais ainda a visão da população em relação a Fernández. Ao anunciá-la, o presidente afirmou: “Procuramos superar que o poder de decisão se concentre em um pequeno número de magistrados”. A proposta, que inclui a criação de uma nova Justiça Criminal Federal, poderia colocar os processos em que a vice-presidente, Cristina Kirchner, é ré em outras mãos.

“Existe um equilíbrio sensível dentro do peronismo. A postura de de Kirchner pode atingir esse equilíbrio e agravar a crise”, conclui Trevisan.

Confrontos entre adeptos do PSG e polícia francesa em Paris

Cinco mil adeptos do Paris Saint-Germain assistiram à final da Liga dos Campeões de futebol com o Bayern Munique (derrota por 1-0) junto ao Parque dos Príncipes, numa ‘festa’ que cedo se transformou em confrontos com a polícia.

De acordo com a agência AFP, na capital, ainda estava o jogo na primeira parte e a polícia francesa foi obrigada a intervir com gás lacrimogéneo para impedir a utilização de fogo de artifício por parte de alguns adeptos.

Segundo a página oficial do ministro do Interior francês, Gerard Darmanin, na rede social Twitter, mais de 100 pessoas tiveram que ser dispersadas, depois de “estrondos inaceitáveis” com material de pirotecnia.

Tempestade Laura causa pelo menos 12 mortos no Haiti e República Dominicana

A tempestade tropical Laura causou no domingo (23) pelo menos 12 mortos e um rasto de destruição na Ilha de São Domingos, território partilhado pela República Dominicana e Haiti.

Na primeira avaliação do impacto, o Centro de Operações de Emergência da República Dominicana informou que pelo menos três pessoas morreram devido às chuvas torrenciais, que obrigaram à retirada de mil pessoas e causaram estragos em mais de duas centenas de casas.

Mais de um milhão de residências e empresas estão sem energia elétrica nas regiões sul e leste do país, onde, além disso, muitos setores não dispõem de água potável porque diversos aquedutos deixaram de funcionar devido à tempestade.

No Haiti, pelo menos nove pessoas morreram em resultado das fortes chuvas e deslizamentos de terra.

Uma das vítimas morreu quando uma árvore caiu sobre uma casa no centro de Anse-à-Pitres, uma cidade na fronteira com a República Dominicana.

As outras mortes ocorreram na capital haitiana, Porto Príncipe, e nas regiões oeste e sudeste.

Muitas estradas estão completamente bloqueadas ao tráfego e várias cidades foram inundadas, assim como vários bairros de Porto Príncipe.

Inundações no norte da Turquia deixam 5 mortos e 11 desaparecidos

Inundações repentinas na região do Mar Negro no norte da Turquiamataram cinco pessoas, disse o presidente Tayyip Erdogan neste domingo (23). Autoridades procuram por 11 pessoas desaparecidas. 

As enchentes causadas por chuvas excepcionalmente fortes arrastaram destroços e veículos ao longo de uma estrada, deixando-os soterrados na lama, mostraram imagens da província de Giresun. Moradores foram vistos limpando ruas, enquanto máquinas de construção levantavam os destroços e desobstruíam as vias.

Em declaração feita em Istambul, Erdogan disse que as enchentes também se espalharam para as províncias vizinhas, causando ferimentos em Rize e Trabzon.

“Pelos relatos iniciais que recebemos, tínhamos cinco mortos e cerca de 12 feridos como resultado de fortes enchentes”, afirmou Erdogan. “Se Deus quiser, superaremos os danos e a destruição aqui rapidamente.”

A Fundação de Ajuda Humanitária da Turquia (IHH) disse que enviou uma equipe para operações de busca e resgate e que equipes de outras províncias também aguardavam em alerta. Em um comunicado, a entidade informou que não havia acesso ao distrito de Dereli, em Giresun, pela estrada principal depois que riachos transbordaram.

O ministro do Interior, Suleyman Soylu, disse que 153 pessoas tinham sido resgatadas e que quase 1.000 funcionários estavam procurando os desaparecidos. Ele acrescentou que a energia foi restaurada em algumas áreas, mas houve grandes danos à infraestrutura.

“Não esperávamos uma cena tão grave na região”, disse ele a repórteres em Giresun, junto com o ministro do Meio Ambiente, Murat Kurum, que afirmou que 17 prédios desabaram e outros 361 ficaram danificados.

Morreu um dos homens mais velhos do mundo com 116 anos

Morreu Fredie Blom, um dos mais velhos homens do mundo. O sul-africano morreu no sábado (22), com 116 anos, num hospital da Cidade do Cabo. Não se suspeita de qualquer ligação à Covid-19, apesar de aquele ser o país africano com mais casos e mortes registadas.

“Morreu esta manhã de causas naturais. Pensamos que terá sido devido à idade e não há suspeitas de qualquer relação com a Covid-19”, confirmou ao jornal “TimesLive” um funcionário da província do Cabo Ocidental, onde está instalado o hospital.

O funcionário adiantou que “este é um momento muito triste para todos”.

“Disse esta manhã a Ouma [mulher de Blom] que ele agora está em boas mãos. Devemos agradecer a Deus a vida que viveu”, acrescentou.

Andre Naidoo, um amigo da família, contou que Blom ainda “cortava lenha há algumas semanas”.

“O seu corpo não suportava mais. Vimos o seu declínio. Estava no hospital e tinha uma dor muito forte no estômago”, explicou Naidoo, citado por meios de comunicação locais.

“Oupa” (avô), como era popularmente conhecido Fredie Blom, vivia há mais de 30 anos com a mulher em Delf, um bairro nos arredores da Cidade do Cabo.

Fredie Blom nasceu em 1904 na província do Cabo Oriental e sobreviveu à “gripe espanhola” de 1918, que afetou um terço da população mundial e matou entre 50 a 100 milhões de pessoas, a duas guerras mundiais e ao ‘apartheid’ a que foi submetido a maioria negra da África do Sul, entre 1948 e 1999.

Afro-americano morto a tiro pela polícia norte-americana

Os advogados da família de um afro-americano morto pela policia na sexta-feira em Lafayette, no estado do Lousiana, pretendem processar as autoridades pela morte do homem, segundo a agência de notícias AP.

Os advogados disseram que vão processar as autoridades pela morte de Trayford Pellerin, que ocorreu sexta-feira à noite e que foi captada em vídeo. A polícia local disse que o homem tinha uma faca e estava a tentar entrar numa loja de conveniência.

A União das Liberdade Civis Norte-Americana (ACLU, sigla em inglês) do Louisiana condenou o que descreveu como um “incidente horrível e mortal de violência policial contra uma pessoa negra”. Tanto a ACLU como o Southern Poverty Law Center rapidamente pediram uma investigação sobre o caso.

A mãe de Trayford Pellerin disse que o seu filho era inteligente, tímido e tinha procurado terapia para a ansiedade social. A morte de Pellerin, que foi atingido com vários tiros, levou uma multidão de manifestantes a reunir-se no sábado e protestar contra o último tiroteio fatal da polícia.

Agentes com equipamento antimotim dispararam bombas de fumaça na noite de sábado para dispersar a multidão, disse o policia Derek Senegal, referindo que não foi disparado gás lacrimogéneo sobre a multidão.

Numa conferência de imprensa no final do sábado, as autoridades locais disseram que o protesto começou pacificamente, mas a violência explodiu mais tarde com fogos de artifício disparados contra prédios e incêndios no meio da estrada.

Mike Pompeo visita Isarel

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, desloca-se a Israel na segunda-feira, para discutir o estabelecimento dos laços diplomáticos com os Emiratos Árabes Unidos (EAU) e os esforços para voltar a impor sanções ao Irão, foi anunciado este domingo.

Mike Pompeo deverá encontrar-se com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, com quem abordará a normalização das relações com os EAU, com a mediação de Washington e ainda pendente da assinatura de um acordo, avançou a agência de notícias espanhola EFE.

Na agenda está também o processo aberto pelos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU) para restabelecer as sanções internacionais contra Teerão, que Israel apoia, uma iniciativa que alguns peritos consideram ter “uma base jurídica questionável” e que tem a oposição dentro do Conselho de Segurança da ONU.

Segundo a emissora pública Khan citada pela EFE, outro ponto da agenda de Pompeo será a influência da China em Israel, onde tem presença através de empresas que trabalham na gestão de infraestruturas e projetos de construção, “uma questão que preocupa Washington, que pretende minimizar o peso crescente do seu principal rival comercial”.

Depois da passagem por Israel, o Secretário de Estado norte-americano seguirá para os Emirados Árabes Unidos para abordar o progresso das negociações com Israel.

Desde 13 de agosto, altura em que os Estados Unidos anunciaram a reaproximação oficial entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, os dois países têm dado passos importantes para um acordo. Há oito dias foi aberta uma linha de comunicação direta, e empresas de ambos os países chegaram a um acordo comercial para investigar em conjunto a pandemia da covid-19.

O chefe da Mossad (serviços secretos israelitas), Yosi Cohen, deslocou-se a Abu Dhabi para um encontro com o conselheiro de segurança dos Emirados Árabes Unidos. Além da normalização das relações políticas, os dois países pretendem um entendimento de relações ao nível económico e de turismo e já começaram a negociar o estabelecimento de voos diretos entre Tel Aviv , Dubai e Abu Dhabi.

A Casa Branca tem insistido para que outros países do Golfo Pérsico, como o Bahrain, Omã ou a Arábia Saudita, sigam os passos dos Emirados Árabes Unidos. O passo dado por Abu Dhabi é uma mudança no consenso histórico no seio da Liga Árabe, que rejeita o estabelecimento de relações com Israel até que haja um acordo de paz com os palestinianos.

Embarcação Sea-Watch 4 resgata 104 migrantes no Mediterrâneo

A embarcação Sea-Watch 4 resgatou este domingo 104 pessoas em duas operações levadas a cabo no mar Mediterrâneo, informou a organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF), que fretou o navio em conjunto com a Sea Watch.

Nas primeiras horas da manhã, as equipas de salvamento do navio resgataram 97 pessoas a bordo de uma lancha pneumática sobrelotada, horas depois de salvarem outras sete pessoas noutra lancha.

“Estes homens, mulheres e crianças foram avistados em águas internacionais, a cerca de 30 milhas náuticas da costa da Líbia. Todos os sobreviventes estão agora a salvo a bordo da Sea-Watch 4”, escreveu a MSF no Twitter.

Esta foi a primeira missão de resgate da Sea-Watch 4 desde que zarpou em 16 de agosto do porto de Burriana, em Espanha, rumo ao Mediterrâneo Central para socorrer migrantes que tentam atravessar aquele mar desde a Líbia com destino à Europa.

O barco partiu com cerca de 30 pessoas a bordo, entre tripulação, equipa de resgate e profissionais de saúde, de forma a adaptar-se às necessidades de segurança impostas pela pandemia de Covid-19.

O antigo barco de investigação oceanográfica, agora reconvertido, navega sob a bandeira da Alemanha numa zona onde não opera qualquer embarcação de resgate desde há vários meses.

Republicanos começam a formalizar candidatura de Trump

O processo de formalização da candidatura de Donald Trump à reeleição nas eleições presidenciais de 3 de novembro nos Estados Unidos começa esta segunda-feira 24, em Charlotte, no Estado da Carolina do Norte.

No evento, que se prolonga por quatro dias sob o lema ”Honrar a Grande História Americana”, participam importantes apoiantes de Donald Trump e membros da sua família bem como representantes do que o Comité Organizador, liderado por Marcia Lee Kelly, designa como “maioria silenciosa”.

O Comité Organizador da convenção espera a presença de cerca de 50 mil visitantes ao longo dos quatro dias, incluindo naquele número delegados, convidados especiais e imprensa, para qual foram registados 15 mil profissionais da comunicação social.

África precisa de esforço massivo para recuperar

O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) disse,  domingo (23), que os países africanos vão precisar de um “esforço massivo” para recuperar dos efeitos da pandemia da Covid-19, que anulou décadas de desenvolvimento económico.

“Nenhuma nação foi poupada, a nossa humanidade coletiva está em risco, os efeitos serão profundos e prolongados, e será preciso um esforço massivo de ajuda aos países, em particular os africanos, para recuperarem da pandemia”, disse Akinwumi Adesina no discurso de boas-vindas aos Encontros Anuais do banco.

“Nunca a necessidade de construir resiliência foi tão crítica para garantir o desenvolvimento económico, financeiro e ambiental” dos países africanos, disse o banqueiro, justificando a decisão de realizar pela primeira vez os Encontros em formato virtual com as medidas de contenção da propagação da Covid-19.

“A decisão de reunir de forma virtual foi motivada pela necessidade de garantir a segurança de todos nestes tempos extraordinários, em que os limites ciência foram testados, o âmbito da capacidade orçamental foi esticado até limites inimagináveis e os ganhos económicos de décadas foram perdidos para a pandemia, que abalou economias, povos e instituições em todo o mundo”, disse o banqueiro.

No discurso de boas vindas aos Encontros, que decorrem de terça a quinta-feira, Adesina lembrou os 10 mil milhões de dólares disponibilizados através de um instrumento financeiro específico de ajuda aos países africanos para combaterem os efeitos da pandemia e vincou que este apoio é financeiramente sustentável para o banco.

“Fomos rápidos a implementar o papel contracíclico de ajuda às economias, dentro dos nossos limites prudenciais, e o nosso apoio está a dar um alívio orçamental muito necessário, já que todos os países estão a lidar com um aumento da dívida, dos défices e com necessidade urgente de mais recursos”, concluiu.

A comissão nomeou um grupo de trabalho, do qual fazia parte a antiga Presidente da Irlanda, para validar as conclusões da investigação, tendo o grupo concluído que Adesina devia ser absolvido de todas as acusações feitas pelo grupo anónimo de funcionários e que o comité de ética analisou de forma isenta o caso.

Adesina deverá, por isso, ser eleito, para um novo mandato de cinco anos.

Em África, há 27.592 mortos confirmados em mais de 1,1 milhões de infetados em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A pandemia de Covid-19 já provocou pelo menos 805 mil mortos e infetou mais de 23 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Candidatura de Donald Trump começa a formalizar-se

O processo de formalização da candidatura de Donald Trump à reeleição nas eleições presidenciais de 3 de Novembro nos Estados Unidos começa esta segunda-feira em Charlotte, no Estado da Carolina do Norte.

No evento, que se prolonga por quatro dias sob o lema “Honrar a Grande História Americana”, participam importantes apoiantes de Donald Trump e membros da sua família bem como representantes do que o Comité Organizador, liderado por Marcia Lee Kelly, designa como “maioria silenciosa”.

O Comité Organizador da convenção espera a presença de cerca de 50 mil visitantes ao longo dos quatro dias, incluindo naquele número delegados, convidados especiais e imprensa, para qual foram registados 15 mil profissionais da comunicação social.

O primeiro mandato de Donald Trump foi marcado por ruturas com as políticas do seu antecessor na Casa branca, o democrata Barack Obama, e seguindo, no plano externo, uma política isolacionista e conflituosa com aliados, rasgando acordos internacionais e procurando impor a visão da “pax americana” num mundo em contínua convulsão social e política.

Sem qualquer experiência política anterior, Trump beneficiou na eleição de 2016 do amplo protesto do eleitorado contra o tradicional sistema bipartidário norte-americano em Washington, que caracterizou como um “pântano que precisava de ser drenado”

O empresário e estrela de televisão Donald Trump ganhou as eleições presidenciais aos 70 anos, sem ter exercido nenhum cargo político, o que demonstrou uma certa aversão dos eleitores ao sistema político, mas também a adesão a uma campanha com características populistas, que os especialistas acreditam que favorece ditaduras e dirigentes autoritários.

Em 2020, os muito participados protestos nas ruas durante dezenas de dias consecutivos depois da morte do cidadão negro George Floyd em custódia policial provaram a revolta contra o racismo institucionalizado nos EUA e contra a violência policial, mas as suas intervenções mereceram a condenação, tanto interna como externamente.

Durante os últimos anos, Trump defendeu-se de retratos negativos nos media com acusação de “fake news” (notícias falsas) ou “hoax’ (farsa) que fizeram uma grande parte dos órgãos de comunicação social enfatizarem as falhas da Presidência.

Israel anuncia bombardeamentos a posições do Hamas na Faixa de Gaza

Israel anunciou novos bombardeamentos a posições do movimento islâmico Hamas na Faixa de Gaza, em retaliação ao lançamento de granadas de morteiro e balões incendiários do enclave palestiniano para Israel.

“Caças, aviões militares e tanques têm como alvo posições militares do Hamas no sul da Faixa de Gaza”, incluindo “infraestruturas subterrâneas”, indicaram as autoridades israelitas em comunicado.

Israel tem bombardeado Gaza quase diariamente desde 6 de agosto, depois de granadas de morteiro e balões incendiários terem sido lançados do território palestiniano através da fronteira, o que gerou dezenas de incêndios em Israel, reduzindo a cinzas colheitas e mato.

Apesar de uma trégua no ano passado, sob mediação da ONU, Egito e Catar, Hamas (que controla o governo na Faixa de Gaza) e Israel, que já travaram três guerras (2008, 2012, 2014), confrontam-se esporadicamente.

Segundo analistas palestinianos, as ações realizadas a partir de Gaza visam pressionar o Estado judeu a permitir a entrada da ajuda financeira do Catar no enclave, prevista no acordo de trégua.

As novas hostilidades surgem antes da visita do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, a Jerusalém, para uma viagem de cinco dias no Médio Oriente, com foco no acordo de normalização entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, ao qual os palestinianos se opõem.

Procurador-geral dos EUA contra perdão a Snowden

O procurador-geral dos Estados Unidos disse na sexta-feira (21) que se oporá “com veemência” a qualquer tentativa de perdoar Edward Snowden, antigo funcionário da Agência de Segurança Nacional, depois de o Presidente norte-americano ter sugerido que ele o considerasse.

As declarações do procurador-geral, William Barr, numa entrevista à agência Associated Press, foram feitas dias depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que iria olhar para a situação e “ver” se perdoaria Snowden, acusado ao abrigo da Lei de Espionagem, em 2013, de revelar pormenores altamente confidenciais de programas de vigilância governamental.

“Parece existir uma opinião dividida de muitas pessoas que pensam que ele deveria ser tratado de alguma forma diferente e outras que pensam que ele fez coisas muito más”, sublinhou Trump sobre Snowden, no sábado. “Vou começar a olhar para isso”, frisou na ocasião o Presidente norte-americano.

A queixa criminal do Departamento de Justiça contra Snowden foi feita poucos dias após o seu nome ter surgido pela primeira vez como o autor da fuga de informação para os meios de comunicação social de que a Agência de Segurança Nacional, em programas de vigilância classificados, recolheu registos telefónicos e da Internet para identificar potenciais conspirações terroristas.

“Ele foi um traidor e as informações que forneceu aos nossos adversários prejudicaram muito a segurança do povo americano”, disse Barr. “Ele andava a vendê-las como um comerciante. Não podemos tolerar isso”, acrescentou.

Snowden continua exilado na Rússia para evitar uma condenação, estando as acusações federais contra si pendentes.

Não ficou claro até que ponto Donald Trump estava a falar a sério, dado que há alguns anos tinha denunciado Snowden como espião merecedor de execução, mas a desconfiança do Presidente em relação aos serviços secretos tem sido uma constante ao longo do seu mandato, nomeadamente devido à conclusão de que a Rússia interveio nas eleições presidenciais de 2016 em seu benefício. Por vezes, lamentou os amplos poderes de vigilância que os serviços secretos têm à sua disposição.

Febre aftosa reduz stock de carne de vaca em Maputo

O surto da febre aftosa, que está a assolar a província e cidade de Maputo, já está a causar impactos no abastecimento de carne, sobretudo a de vaca, na capital do país. Vendedores queixam-se de poucas reservas.

Uma semana após ser restringida a circulação de animais como bois, cabritos e suínos, na região Sul do país, devido ao surgimento da febre aftosa, na província de Maputo, a escassez de carne de vaca já começa a fazer-se sentir em alguns mercados da cidade.

Ouvidos pelo “O país”, alguns dos vendedores de carne, no mercado Xipamanine, dizem não saber ao certo a situação futura da oferta devido à falta de reservas para abastecer o mercado.

“Só tenho uma cabeça de reserva. Assim, na próxima semana poderei ter problemas no negócio, porque já não tenho mais carne para venda. Os matadouros estão fechados”, disse uma vendedeira do Xipamanine.

“Não sei qual é a principal razão. Falam da febre. Dizem que estão a vacinar o gado. Isto está a afectar-nos bastante”, disse outro vendedor.

No entanto, não é só no Xipamanine onde a aftosa está a causar impactos negativos. No mercado central da cidade de Maputo, os vendedores dizem ter carne de reserva, mas que não poderá durar por muito tempo.

“Temos um bom ‘stock’, que poderá durar por, praticamente, umas três semanas”, disse ao “O País” o responsável de um dos talhos.

Apesar de já se fazer sentir a escassez de carne nos mercados, os consumidores afirmam que os preços praticados continuam acessíveis e esperam que assim continue nos próximos dias.

“Ainda não houve alteração dos preços. Isso é bom. Esperamos que assim continue”, afirmou um cliente, que disse ter ouvido sobre o surto e espera que “se resolva a situação”.

Até ao momento, o distrito de Magude é o epicentro da doença, com quatro animais identificados. As autoridades dizem ser necessários pelo menos 21 dias para controlar o surto.

Fundo de apoio às escolas para prevenção do Coronavírus já foi canalizado

Todas as províncias já receberam o Apoio Directo às Escolas para a compra do material de higiene e prevenção do novo Coronavírus, garante o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH).

O MINEDH anunciou, em princípios deste ano, que em todas as escolas do país iriam receber fundos para a aquisição de material de higiene e limpeza, de modo a enfrentar a pandemia do novo Coronavírus. O fundo em alusão chama-se Apoio Directo às Escolas e varia de 25 mil a 250 mil meticais. O critério de alocação do montante baseia-se no número de alunos por cada escola. Ou seja, o estabelecimento de ensino que tiver mais alunos terá mais fundo.

“Na quinta-feira recebemos a confirmação de todas províncias de que já receberam o dinheiro”, disse Gina Guibunda, porta-voz do MINEDH, sem entanto esclarecer que o montante acima referido foi ou não canalizado nos moldes anteriormente anunciados.

Entretanto, o MINEDH reconhece que o valor não será suficiente para suprir todas as necessidades, daí que continua a angariar mais apoios.

“Temos recebido de parceiros diversas doações. Já recebemos de um parceiro 10 mil máscaras, sabão, equipamento de medição de temperatura e tantos outros”, avançou Gina Guibunda, para quem “os apoios devem continuar a chegar”, no sentido de permitir que as instituições de ensino possam levar a cabo as actividades lectivas sem sobressaltos, logo que reabrirem.

A porta-voz do MINEDH falava última sexta-feira 21, em Maputo, no âmbito de uma visita que a ministra do pelouro, Carmelita Namashulua, fez ao Instituto de Formação de Professores da Manhuana.

Na ocasião, Gina Guibunda revelou à imprensa que, dos 38 institutos de formação de professores no país, 25 é que retomaram às aulas por condições.

De lembrar que, no seguimento do relaxamento das medidas de prevenção face à COVID-19, em Outubro próximo as aulas presenciais poderão retomar na 12ª classe.

Mali: Delegação da África Ocidental otimista após negociações com junta militar

O chefe de uma delegação da África Ocidental liderada pelo ex-Presidente nigeriano Goodluck Jonathan manifestou-se “muito otimista” quanto às negociações iniciadas no sábado 22, com a junta militar que tomou o poder no Mali.

“Vimos o presidente Keita, ele está muito bem”, disse Goodluck Jonathan, mediador nomeado pela Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), com mandato para “garantir o retorno imediato de ordem constitucional” ao país.

“As entrevistas estão a correr bem”, acrescentou.

Antes, os enviados da CEDEAO foram recebidos durante cerca de trinta minutos por membros do Comité Nacional para a Salvação do Povo, incluindo o novo homem forte do país, coronel Assimi Goita.

“As discussões decorreram numa atmosfera muito aberta e sentimos o desejo de realmente avançar”, disse o presidente da Comissão da CEDEAO, Jean-Claude Kassi Brou.

“O papel da CEDEAO é essencialmente apoiar o Mali. A solução que temos de encontrar, e creio que todos concordam, é uma solução que satisfaça primeiro os malianos e que também seja benéfica para todos os países da sub-região”, acrescentou.

As discussões com a junta, que “começaram bem”, vão continuar no domingo e “esperamos poder finalizar tudo até segunda-feira”, disse Jean-Claude Kassi Brou.

Segundo o porta-voz dos militares, Ismaël Wagué, “os intercâmbios com a CEDEAO estão a correr muito bem”.

Ibrahim Boubacar Keita, Presidente do Mali, no poder desde 2013, anunciou na quarta-feira a sua demissão, bem como a de todo o Governo.

O anúncio da demissão foi transmitido pela televisão nacional, após Keita ter sido deposto por um golpe militar, horas antes.

O golpe de Estado na terça-feira começou com a detenção de Boubacar Keita e do seu primeiro-ministro, Boubou Cissé pelos militares golpistas, que detiveram também altos funcionários civis e militares, que foram levados para o campo militar de Kati, nos subúrbios da capital maliana.

Este golpe de Estado é o quarto na história do Mali, que se tornou independente da França em 1960. Os militares tomaram o poder em 1968, 1991 e 2012, tendo o último golpe de estado aberto as portas do país a grupos ‘jihadistas’.

“Perder faz parte do desporto. Parabéns ao Bayern”

Internacional brasileiro recorreu às redes sociais para agradecer todo o apoio recebido após a derrota por 0-1 frente ao Bayern.

Após a derrota do Paris Saint-Germain na final da Champions, Neymar Jr  caiu em lágrimas, frustrado por um resultado que não desejava e por não ter conseguido ajudar a sua equipa a conseguir outro resultado.

“Perder faz parte do desporto, tentámos de tudo, lutamos até o final. Obrigado pelo apoio e carinho de cada um de vocês. Parabéns ao Bayern“, escreveu o canarinho.

Tribunal de Londres arrola dono do Grupo Prinvivest como arguido das dívidas ocultas

O proprietário e PCA do Grupo Prinvivest e cercas entidades do mesma companhia alegavam que o Tribunal de Londres não era competente para julgar as ilegalidades cometidas na contratação do financiamento as dívidas ocultas porque o caso já corre seus termos na arbitragem.

O Tribunal Superior de Justiça de Londres chumbou os recursos do Grupo Prinvivest e do seu proprietário Iskandar Safa nos processos em curso no Reino Unido sobre o financiamento às dívidas ocultas. Safa e a Prinvivest defendiam que o caso não pode ser levado a tribunal porque já está na arbitragem internacional.

Em causa estão três processos movidos pelo Estado moçambicano, através da Procuradoria-geral da República, e que têm como réus certas entidades do Banco Credit Suisse, os membros da equipa negocial do financiamento às dívidas, nomeadamente, Surjan Singh, Aderew Pearse e Detelina Subeva, assim como certas empresas do Grupo Prinvinvest e o seu proprietário e PCA, Iskandar Safa.
Como estratégia para não serem levados à justiça, a Prinvivest e Iskandar Safa interpuseram recursos alegando que o assunto devia ser tratado nos tribunais arbitrais suíços.

A decisão sobre os recursos consta de um despacho do Tribunal Superior de Justiça de Londres, ao qual, o jornal O País teve acesso, onde lê-se: “o pedido s.9 dos Requerentes Corporativos que consiste na solicitação de suspensão do processo contra eles, com base na sessão 9 da Lei de Arbitragem de 1996 é indeferido. O pedido das entidades logísticas é indeferido. É igualmente indeferido o requerimento do Senhor Iskandar Safa.”

A decisão da justiça do Reino Unido abre espaço para o avanço dos três processos. Para já, o juiz marcou uma nova audiência para Janeiro próximo. “A nova audiência dos requerimentos s.9 listados nos termos do parágrafo 13 da Ordem do Juiz Justice Waskman que tinha sido agendada para 8 de Abril de 2020 será realizada em Janeiro de 2021”, diz o documento da Secção Comercial do Tribunal Superior de Justiça.

Com estes processos, a expectativa do Estado moçambicano é afastar qualquer responsabilidade sua pelas dívidas, assim como pela Garantia do Crédito a Proíndicus e ser compensado pelos prejuízos na emissão da mesma. Moçambique quer ainda eximir-se da responsabilidade pela emissão da Garantia da dívida da EMATUM, a respetiva conversão e restruturação, bem como na emissão da garantia da dívida da MAM.

Despachantes aduaneiros denunciam escritórios ilegais em Nampula

A poucos meses das eleições na Câmara dos Despachantes Aduaneiros de Moçambique (Dezembro próximo), o ambiente é de cortar a faca na classe. A proliferação de escritórios ilegais em Nacala, província de Nampula, está a criar crispação.

Carta-denúncia dos despachantes aduaneiros da região norte, na posse do “O País”, aponta para pelo menos 10 escritórios ilegais em Nacala, que operam a margem das normas.

Consta que os referidos escritórios usam a “capa” de consultores, auditores e logísticos.

O assunto foi discutido na Assembleia Geral da Câmara dos Despachantes Aduaneiros de Moçambique, na passada sexta-feira em Maputo.

O presidente desta agremiação, Dixon Chongo, disse à imprensa que trata-se de um “caso de polícia”.

“Tomei conhecimento da existência de escritórios ilegais em Nacala, vamos trabalhar no sentido de desmantelar essa rede. Isso não acontece só nos despachantes, pois assistimos casos similares nos médicos ou professores, por exemplo”, apontou Dixon Chongo.

Já o director-geral das Alfândegas exigiu esclarecimento e prometeu investir o assunto.

“A ser verdade, nós vamos sentar com a Câmara dos Despachantes Aduaneiros de Moçambique para apurar os factos e tomar medidas”, disse o director-geral das Alfândegas.

Estes posicionamentos foram feitos aquando da 19ª Assembleia Geral Ordinária da Câmara dos Despachantes Aduaneiros de Moçambique.

Na referida sessão, foram homenageados aos primeiros despachantes aduaneiros moçambicanos no pós-independência, como reconhecimento do seu contributo para a valorização da classe profissional

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