A poucos meses das eleições na Câmara dos Despachantes Aduaneiros de Moçambique (Dezembro próximo), o ambiente é de cortar a faca na classe. A proliferação de escritórios ilegais em Nacala, província de Nampula, está a criar crispação.

Carta-denúncia dos despachantes aduaneiros da região norte, na posse do “O País”, aponta para pelo menos 10 escritórios ilegais em Nacala, que operam a margem das normas.

Consta que os referidos escritórios usam a “capa” de consultores, auditores e logísticos.

O assunto foi discutido na Assembleia Geral da Câmara dos Despachantes Aduaneiros de Moçambique, na passada sexta-feira em Maputo.

O presidente desta agremiação, Dixon Chongo, disse à imprensa que trata-se de um “caso de polícia”.

“Tomei conhecimento da existência de escritórios ilegais em Nacala, vamos trabalhar no sentido de desmantelar essa rede. Isso não acontece só nos despachantes, pois assistimos casos similares nos médicos ou professores, por exemplo”, apontou Dixon Chongo.

Já o director-geral das Alfândegas exigiu esclarecimento e prometeu investir o assunto.

“A ser verdade, nós vamos sentar com a Câmara dos Despachantes Aduaneiros de Moçambique para apurar os factos e tomar medidas”, disse o director-geral das Alfândegas.

Estes posicionamentos foram feitos aquando da 19ª Assembleia Geral Ordinária da Câmara dos Despachantes Aduaneiros de Moçambique.

Na referida sessão, foram homenageados aos primeiros despachantes aduaneiros moçambicanos no pós-independência, como reconhecimento do seu contributo para a valorização da classe profissional