Dezassete pessoas feridas, 1.300 casas devastadas, maior parte das quais de construção precária, e 20 salas de aula de escolas primárias destruídas é o balanço preliminar após um vendaval que na noite de domingo sacudiu o distrito de Gurúè, na Zambézia.

Por conta do fenómeno, muitas famílias passaram a noite de domingo para segunda-feira (12) ao relento. “O País” apurou no terreno que o vendaval ocorreu por volta das 15h00 de domingo e não durou 15 minutos.

A força do vento foi de tal sorte que, além de habitações, postes de transporte de corrente eléctrica não escaparam. “Vimos fios eléctricos no chão, o que obrigou a empresa Electricidade de Moçambique a desligar energia para evitar” electrocussão, contou Arlindo Marquês, um dos munícipes cuja casa foi completamente reduzida a destroços.

À margem de uma reunião que visava avaliar o impacto do vendaval, o presidente do Conselho Municipal de Gurúè, José Aniceto, disse que não houve morte em consequência da situação.

De acordo com o edil, dos cerca de 184 mil habitantes da vila de Gurúè, 60% passou a noite às escuras por causa do vendaval.

Os 17 feridos socorridos para o hospital já estão na sua respectivas casas, de acordo com a directora distrital de saúde no Gurúè.

O governador da Zambézia, Pio Matos, deslocou-se ao distrito ao Gurúè para se inteirar do impacto causado pela intempérie. Interagiu as famílias, visitou infra-estruturas escolares danificadas e prometeu intervenção do governo assim o levantamento de estragos estiver concluído.

“Queremos chamar atenção para a solidariedade entre vizinhos. Aqueles que não perderam as suas casas devem apoiar os outros. Se possível na construção para que juntos possam continuar a viver e desenvolver as suas vidas”, disse o governante.