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Sexta-feira, Julho 17, 2026
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Desrespeito pelas medidas de prevenção da Covid-19 preocupa Governo

O governo diz estar a constatar, com elevada preocupação, um constante desrespeito por parte de alguns cidadãos, das medidas de prevenção da covid-19.

A preocupação foi manifestada pelo Porta-Voz do governo, no final da 39ª sessão ordinária do Conselho de ministros.

Filimão Suázi indicou que há um desrespeito em relação ao distanciamento social nos eventos públicos e familiares, a falta de promoção de lavagem das mãos com álcool ou sabão, entre outras infracções.

“Aqueles que já vêem cumprindo com as medidas, assim continuem a fazê-lo e também alertar para aqueles que não estão a cumprir para que, por favor passem a cumprir, de modo a que Moçambique continue a conseguir retardar o pico, em ternos de infecções “ , frisou.

Filimão Suazi sublinhou que o governo tem estado a acompanhar com preocupação a retoma de partidas de futebol nos bairros, numa flagrante violação das medidas de prevenção da Covid-19.

Sputnik V: Rússia pede autorização de emergência à OMS para lançar vacina

Sputnik V foi a primeira vacina contra a Covid-19 no mundo a ser registada. Rússia anunciou, na terça-feira (27), que pediu à Organização Mundial de Saúde (OMS) uma autorização de emergência para o uso da vacina contra a Covid-19, Sputnik V.

Segundo a imprensa internacional, o fundo estatal russo que coordena a produção da vacina apresentou pedidos à organização para o registo urgente da Sputnik V na Lista de Uso de Emergência (EUL, sigla em inglês) e para pré-qualificação do tratamento, indicado para pacientes entre os 18 e os 60 anos.

A vacina russa – a primeira a ser registada em 11 de Agosto deste ano – tem sido vista com desconfiança pela comunidade científica, tanto pela celeridade da sua criação, bem como pelo facto do instituto responsável pelo seu desenvolvimento não ter produzido nenhuma vacina nos últimos 30 anos. Ainda assim, cerca de 50 países já realizaram encomendas de doses da Sputnik V.

É de recordar que, a 25 de Setembro, a OMS divulgou os critérios para avaliar as vacinas contra a Covid-19 candidatas para potencial uso de emergência.

Abate de 270 terroristas em Cabo Delgado liderado por homem de 80 anos

Velho Naveta, como é conhecido, foi determinante na operação da semana passada em Mocímboa da Praia.

No passado dia 16 de outubro, uma operação conjunta entre as Forças de Defesa e Segurança (FDS) e os antigos combatentes levou ao abate de 270 terroristas, em Mocímboa da Praia, distrito de Cabo Delgado. Agora, de acordo com a informação de A Carta, ficou a saber-se que um homem de 80 anos, também ele ex-combatente, foi fundamental nesta operação, tendo mesmo liderado o ataque.

O Velho Naveta é um profundo conhecedor destas zonas de guerrilha, onde atuou durante o período da Luta de Libertação Nacional em Moçambique, e foi fundamental ao encurralar os terroristas.

A sua intervenção, além de determinante no que ao ataque aos terroristas diz respeito, foi importante ao ponto de nenhum militar ter morrido, segundo revelam as pessoas envolvidas nesta operação conjunta, que elogiam também o homem de 80 anos.

Covid-19: ONU cancela todas as reuniões presenciais após casos de infeção

As Nações Unidas decidiram cancelar todas as reuniões presenciais após um Estado-membro da organização ter reportado cinco casos de infeção pelo novo coronavírus entre os funcionários da sua missão de representação, foi hoje divulgado.

O presidente da Assembleia-Geral das Nações Unidas, Volkan Bozkir, enviou hoje uma carta a informar os 193 Estados-membros da organização sobre esta decisão, que foi tomada após uma recomendação da unidade médica da ONU.

Na missiva, Volkan Bozkir não identificou o Estado-membro que relatou os cinco casos da doença covid-19.

No entanto, fontes diplomáticas, citadas pela agência Associated Press (AP) e que falaram sob condição de anonimato, indicaram que o país em questão é o Níger.

O embaixador do Níger junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Abdou Abarry, conta com uma equipa de 17 pessoas, de acordo com o último diretório da organização liderada pelo secretário-geral, António Guterres.

O porta-voz da Assembleia-geral das Nações Unidas, Brenden Varma, indicou, entretanto, que o rastreamento de contactos deverá “ser feito de forma rápida e eficiente”.

Recentemente, o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, precisou que entre 1.300 e 1.400 pessoas entram diariamente no edifício da sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

A pandemia da doença covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 43,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus (SARS-Cov-2) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

FC Porto vence Olympiacos e soma os primeiros três pontos na competição

O FC Porto venceu os gregos do Olympiacos, treinados pelo português Pedro Martins, por 2-0, em jogo da segunda jornada do grupo C da Liga dos Campeões de futebol, garantindo os primeiros três pontos na competição.

O jovem Fábio Vieira marcou o primeiro golo da partida, aos 11 minutos, com Sérgio Oliveira, aos 85, a ampliar a vantagem do FC Porto sobre o Olympiacos, que contou com os portugueses José Sá, Rúben Semedo, Rúben Vinagre, Bruma e Pêpê Rodrigues.

Com esta vitória, o FC Porto está em segundo lugar no grupo, com três pontos, os mesmos do Olympiacos, com o Manchester City, de Rúben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva, a liderar com seis, depois da vitória de hoje frente ao Marselha, de André Villas-Boas, por 3-0, com os franceses ainda sem pontuar.

Taxa de letalidade em Moçambique é das mais baixas da África Austral

A taxa de letalidade do novo coronavírus em Moçambique é das mais baixas entre os países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), segundo a análise epidemiológica do Instituto Nacional de Saúde (INS).

Com os dados divulgados até segunda-feira, o país lusófono apresenta uma taxa de letalidade de 0,7% (88 mortos de um total de 12.161 casos), nota o documento atualizado pelas autoridades moçambicanas.

As taxas de letalidade dos países com que Moçambique faz fronteira situam-se entre 2% de Eswatini (antiga Suazilândia) e 3% do Maláui, refere-se na análise.

Da mesma forma, o país está entre os que têm menos óbitos por covid-19 por milhão de habitantes na SADC, com uma taxa de 3,4, ou seja, 100 vezes menos que a África do Sul, que lidera a tabela.

Moçambique já realizou 181.772 testes à covid-19 desde que a pandemia foi declarada e a taxa de resultados positivos é de 6,7%, uma das mais baixas da sub-região, depois do Botsuana e Zimbábue.

Segundo o INS, o número de testes tem aumentado todos os meses, chegando aos 46.894 em setembro – outubro ainda não terminou, mas, até domingo, tinham sido feitos 42.171.

A maior parte dos casos são registados em homens e, no momento do diagnóstico, só 5% tem sintomatologia moderada e 1% apresenta sintomas graves – sendo que metade das vítimas mortais tem mais de 60 anos.

Desde o início da pandemia, o total acumulado de casos hospitalizados em Moçambique manteve-se abaixo dos 2.000 até agosto, subindo no mês seguinte para 4.812.

O mês de outubro registava até domingo um acumulado de 3.258 hospitalizações.

Prédio de cinco andares “caminha” mais de 60 metros na China

Uma equipa de engenheiros implementaram, com sucesso, uma nova técnica que permitiu movimentar um edifício histórico por mais de 61,7 metros em cima de pernas robóticas, na cidade de Xangai, na China.

Trata-se de um prédio de cinco andares, onde funciona a escola primária Lagena, que pesa 7,6 mil toneladas,  construído em 1935,  que foi movimentado do seu lugar habitual para ser realojada noutro, de modo a dar lugar à construção de um novo projecto.

Em vez de demolir o edifício de valor histórico, os engenheiros optaram por levantar totalmente a construção e colocá-la sobre 198 pernas robóticas especialmente projectadas para o acto, informou a imprensa estatal.

Não é a primeira vez que um imóvel deste tipo é movido de lugar em Xangai, segundo a emissora CFTV, acrescentando que o transporte foi concluído em 18 dias e terminou a 15 de Outubro. Agora o prédio está a ser reformado para a sua preservação histórica.

Existem vários métodos de movimentação de edifícios, mas normalmente são usadas plataformas colocadas sobre carris ou guindastes de enorme capacidade. Mas o uso de pernas robóticas com rodas, como as usadas na escola Lagena, foi uma nova estratégia aplicada pela engenharia chinesa.

Em 2017, um templo budista de 135 anos e 2 mil toneladas foi movido cerca de 30 metros para evitar incêndios decorrentes da queima de incenso colocados por visitantes. Após 15 dias de pequenas movimentações, o imóvel histórico chegou ao seu destino final.

Neste ano, a China também atraiu os holofotes mundiais com outro projecto de infraestrutura: a construção de um hospital com capacidade para mil pacientes em apenas 10 dias. O centro médico foi instalado em Wuhan, cidade onde surgiu o primeiro surto de coronavírus, que acabou levando a uma pandemia global.

Ministro do Interior diz que se está perante “um crime contra a humanidade”

O ministro do Interior de Moçambique, Amade Miquidade, classificou os ataques armados protagonizados por grupos considerados terroristas em distritos da província de Cabo Delgado (norte) como um “crime contra humanidade”

“Estamos a assistir a uma situação lamentável, estamos a assistir os nossos concidadãos, velhos, mulheres e crianças, a saírem do seu habitat normal a procura de maior segurança. É um crime contra a humanidade”, declarou o governante.

O responsável falava à comunicação social após um encontro com deputados da primeira comissão da Assembleia da República, que visitaram recentemente Cabo Delgado e que estão a produzir um relatório sobre a crise humanitária provocada pela violência armada na província.

Segundo Amade Miquidade, as Forças de Defesa e Segurança no terreno continuam com operações para garantir a segurança das populações afetadas pela violência.

“As Forças de Defesa e Segurança tudo fazem, tudo fizeram e tudo farão para garantir a segurança dos cidadãos”, frisou o governante.

A província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, é palco há três anos de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas.

Há diferentes estimativas para o número de mortos, que vão de mil a 2.000 vítimas.

Dos cerca de 300.000 deslocados que o conflito de Cabo Delgado já terá provocado, 86.000 estão a ser acolhidos na capital provincial por famílias já de si com fracos recursos, enquanto outros 51.000 estão nos campos de deslocados de Metuge.

COVID-19: Moçambique com mais uma morte e 112 infecções

O Ministério da Saúde moçambicano anunciou na terça-feira (27), a morte de mais um paciente infetado pelo novo coronavírus, elevando o total de óbitos para 89, havendo ainda 112 novos casos positivos.

O paciente é um moçambicano de 56 anos que esteve internado numa unidade hospitalar da cidade de Maputo, onde morreu, na segunda-feira, após o agravamento do seu estado clínico, é referido no comunicado de atualização de dados sobre a pandemia.

Nas últimas 24 horas, registaram-se mais 112 casos positivos de infeção pelo novo coronavírus, que sobem o total para 12.273, dos quais 11.969 são de transmissão local e 304 são importados.

O país registou um cumulativo de 412 pessoas internadas, havendo ainda um total de 9.282 (76%) casos dados como recuperados.

A cidade de Maputo continua a registar o maior número de casos ativos, com 2.042, seguida da província de Maputo, com 505, e as restantes nove províncias do país têm menos de 120 casos.

Moçambique testou, desde o anúncio do primeiro caso, em 22 de março, um cumulativo de 183.031 casos suspeitos de covid-19, sendo o que regista o maior número de casos positivos entre os países lusófonos em África.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 43,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Médico chinês que mudou de cor devido à Covid-19 já recuperou tom de pele

O médico chinês Yi Fan, de 42 anos, que foi notícia por todo o mundo, em abril, por ter ficado com um tom de pele totalmente diferente durante o tratamento contra a Covid-19, recuperou da doença e a sua cor original.

Além de Fan, que é cardiologista, também o médico Hu Weifeng, desenvolveu, ao mesmo tempo, este efeito colateral. Contudo, acabou por não sobreviver e morreu, em junho, aos 42 anos, após cinco meses de luta contra a doença.

Na altura, vários especialistas explicaram que a coloração de Fan e Weifeng, naturais de Wuhan, o epicentro da pandemia, devia-se a uma resposta do fígado a um desequilíbrio hormonal, causado pela medicação administrada e pela doença.

Tanto Fan como Weifeng foram infetados no Hospital Central de Wuhan, onde trabalhavam, no mês de janeiro, antes do novo coronavírus se espalhar pelo mundo e matar mais de um milhão de pessoas. Poucos dias depois de saberem que estavam infetados, ambos tiveram de ser internados numa Unidade de Cuidados Intensivos devido à gravidade dos sintomas.

Weifeng perdeu a batalha em junho, mas Fan acabou por sobreviver e, esta segunda-feira, dia 26 de outubro apareceu pela primeira em público, numa reportagem feita a partir do Hospital Central de Wuhan, onde continua a trabalhar.

O cardiologista aproveitou o momento para agradecer a Wang Chen, um médico especialista em doenças respiratórias que, segundo Fan, é o responsável por lhe ter salvo a vida.

“O Wang salvou-me. Preciso mesmo de lhe agradecer”, disse.

Comboio-bala no Japão atinge 382 quilómetros por hora em teste

Um novo modelo de comboios-bala do Japão foi hoje apresentado publicamente, durante um teste em que atingiu 382 quilómetros por hora, pouco menos de metade da velocidade de um avião comercial de tamanho médio.

A velocidade máxima atual dos comboios-bala do Japão, chamados ‘shinkansen‘, é de 320 quilómetros por hora (km/h), com o modelo E5, que entrou em serviço em março de 2011 e está a operar no Japão e em França.

No entanto, o modelo ALFA-X pode atingir a velocidade recorde de 400 km/h em linhas ferroviárias tradicionais.

A empresa responsável, a JR East, uma das empresas ferroviárias do Japão, está a planear utilizar o ALFA-X para cobrir a rota entre Tóquio e o norte do país.

De acordo com a agência de notícias local Jiji Press, quando o ALFA-X atingiu 320 km/h, o ruído dentro das carruagens e a vibração foram mínimas, aumentaram ligeiramente aos 360 km/h, até que num determinado ponto o comboio atingiu a velocidade máxima de 382 km/h.

“Após um ano e meio de testes, o ALFA-X pode agora avançar com um certo nível de estabilidade”, disse um dos gestores de projeto da JR East Koji Asano, citado pela Jiji Press.

O ALFA-X não é o comboio mais rápido, mas é o mais rápido nas linhas ferroviárias tradicionais.

O Japão está a desenvolver outro projeto, um comboio de levitação magnética (maglev) que vai entrar em funcionamento até 2027 e poderá viajar a cerca de 500 km/h.

Economia de Angola caiu 8,8% no segundo trimestre

A pandemia da COVID-19 provocou uma derrapagem na economia angolana. No segundo trimestre de 2020, a queda foi de 8,8% relativamente a igual período do ano passado, anunciou o Instituto Nacional de Estatística de Angola.

“A desaceleração acentuada da actividade económica reflectiu o impacto da pandemia da COVID-19, que se fez sentir no referido trimestre”, lê-se no comunicado sobre as contas de Abril a Junho, citado pelo Observador.

Esta variação negativa é atribuída, fundamentalmente, às actividades de pesca (-27,8%), petróleo (-8,2%), extração de diamantes (-15,6%), construção (-41%), Comércio (-0,1%), transporte (-78,9%), imobiliária (-17,6%), impostos (-53,6%), outros serviços (-2,1%), indústria transformadora (-4%) e subsídios (-71,7%).

A divulgação das estatísticas relativamente ao segundo trimestre, surge depois da demissão do presidente do Instituto Nacional Estatística, Camilo Ceita, que a comunicação social local atribui ao facto de ter sido apresentado uma versão preliminar do documento, no qual a queda do PIB no segundo trimestre era de 12,7%, que terá merecido a discordância do Governo, tal como terá também acontecido em Janeiro relativamente aos números da inflação.

Num correio electrónico de despedida aos trabalhadores, citado por vários jornais angolanos, o agora ex-presidente salientou que “a autonomia é um dos pilares. Nossa casa grande de equilíbrio da democracia, não deve nunca descurar dela”.

China promete retaliação contra os EUA por venda de armamento a Taiwan

A China prometeu uma retaliação para “proteger a sua soberania e interesses de segurança”, depois de Washington ter anunciado a venda de 100 sistemas de defesa marítima Harpoon e 400 mísseis a Taiwan.

A China prometeu hoje uma retaliação “legítima e necessária” para “proteger a sua soberania e interesses de segurança”, depois de Washington ter anunciado a venda de 100 sistemas de defesa marítima Harpoon e 400 mísseis a Taiwan.

“A China insta os Estados Unidos a cessarem todas as suas vendas de armas a Taiwan. Reservamo-nos o direito de adotar retaliações legítimas e necessárias, para proteger a nossa soberania e interesses de segurança”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Wang Wenbin, em conferência de imprensa.

O Governo de Donald Trump notificou na segunda-feira o Congresso dos Estados Unidos sobre esta venda – que inclui 400 mísseis de superfície RGM-84L-4 Harpoon Block II – para aprovação.

O negócio está avaliado em 2,37 mil milhões dólares (2 mil milhões de euros).

Além dos sistemas de defesa costeira Harpoon e 400 mísseis RGM-84L-4 Harpoon Block II adicionais, a nova venda inclui quatro mísseis RTM-84L-4 Harpoon Block II e 25 camiões de radar.

A esta venda junta-se uma outra no valor de 1.800 milhões de dólares (1.519 milhões de euros), anunciada na semana passada, para três lotes de armas que incluem mísseis SLAM-ER e unidades HIMARS, um sistema ligeiro de lançamento de mísseis múltiplos, segundo avançou a agência EFE, que cita fontes do Ministério da Defesa de Taiwan.

Na segunda-feira, a China anunciou já sanções contra os fabricantes norte-americanos Lockheed Martin, Boeing Defense e Raytheon.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan expressou o seu “mais profundo pesar” pelas “ameaças de Pequim”.

“Taiwan está a trabalhar para manter a paz e a estabilidade na região”, apontou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, Joanne Ou, na segunda-feira, em comunicado.

A porta-voz disse que o negócio é uma “resposta à pressão da China”.

O nosso governo tem a responsabilidade de proteger a sua população”.

De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, a venda inclui material “necessário para permitir que (Taiwan) mantenha capacidade de autodefesa suficiente”.

Taipé garante que, em outubro, “pelo menos 19 aeronaves militares chinesas entraram na Zona de Identificação de Defesa Aérea de Taiwan (ADIZ)” e que, “em setembro, caças J-16 chineses cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan ou entraram no ADIZ de Taiwan”.

O jornal South China Morning Post de Hong Kong assegurou recentemente que “Pequim está a avançar com a militarização da sua costa sudeste para se preparar para uma possível invasão de Taiwan”.

O jornal citou fontes não identificadas do Exército de Libertação Popular, as forças armadas do país, que afirmaram terem já sido instalados mísseis hipersónicos de meio alcance DF-17 na região.

China e Taiwan separaram-se em 1949, depois de as forças nacionalistas terem fugido para a ilha, após a derrota na guerra civil chinesa contra os comunistas.

Presidente do Barcelona decidiu demitir-se

Josep Maria Bartomeu decidiu demitir-se do cargo de presidente do Barcelona. Era alvo de uma moção de censura assinada por mais de 20 mil sócios e há muito contestado no interior do clube.

Depois de marcar uma reunião de emergência para esta terça-feira, na sequência de uma moção de censura subscrita por mais de 20 mil sócios, Josep Maria Bartomeu apresentou a demissão do cargo de presidente do Barcelona. Segundo o Sport, para além do já ex-presidente, também se demitiram todos os restantes elementos da Junta Diretiva do clube.

Mas é preciso puxar o filme atrás para perceber toda a história. Em agosto, quando Leo Messi anunciou intenções de deixar o clube principalmente por estar descontente com a forma como este está a ser conduzido, Jordi Farré — desde já pré-candidato às eleições presidenciais do próximo ano — declarou que iria apresentar uma moção de censura a Josep Maria Bartomeu e à restante Direção dos catalães. A 7 de outubro, no início deste mês, o mesmo Farré revelou que a moção tinha reunido 20.731 assinaturas, um valor superior ao mínimo obrigatório de 16.521 de que precisava para ser admitida.

Governo aprova plano de contingência para época chuvosa 2020-2021

O Governo aprovou na terça-feira (27), o plano de contingência para a época chuvosa 2020-2021, que orienta as intervenções para assistência social às vítimas dos fenómenos naturais, tais como cheias, inundações e seca.

A proposta do plano de contingência foi submetida semana passada pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) e visa o desencadeamento de acções preventivas e de protecção da população na presente época chuvosa, que iniciou em Outubro prestes a findar e termina em Março próximo.

O porta-voz do Conselho de Ministros (39ª sessão), Filmão Suazi, não apresentou detalhes sobre o documento.

Contudo, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê chuvas normais, com tendência para acima do normal, nas regiões sul e centro, de Outubro a Março. A instituição prevê ainda, para o norte do país, chuvas normais com tendência para abaixo do normal.

As chuvas serão consequência do fenómeno “La Ninã”, caracterizado por chuvas regulares. O mesmo fenómeno será fraco, de curta duração e sem muito impacto na zona norte, enquanto no sul do país as temperaturas serão frescas. A informação foi apresentada em Setembro passado, durante o sétimo Fórum Nacional de Antevisão Climática.

O Conselho de Ministros apreciou igualmente a proposta de lei que prorroga o prazo de isenção do IVA para óleos, sabões e açucares.

“A prorrogação do prazo visa incentivar a produção nacional do açúcar, óleo alimentar e dos sabões, através da não aplicação do IVA na sua venda pelas respectivas fábricas, bem como expurgar o IVA ao longo de toda a cadeia de sua comercialização, como impacto significativo sobre o preço do consumidor”, explicou o porta-voz do Governo, Filmão Suazi.

O documento sobre a matéria será submetido à Assembleia da República para apreciação e aprovação.

Advogado de Manuel Chang diz ser “chocante” a falta de decisão do Governo sul-africano

O advogado do antigo ministro das Finanças de Moçambique Manuel Chang disse à VOA que quase dois anos depois da prisão do seu cliente na África do Sul continua a não saber o que as autoridades tencionam fazer quanto aos pedidos de extradição apresentados pelos Estados Unidos e Moçambique.

Questionado sobre qual a situação de Manuel Chang, o advogado sul-africano respondeu estar na “mesma posição que você”.

“É chocante que o ministro da Justiça e Serviços correcionais ainda não tenha tomado uma decisão sobre o sr. Chang”, disse o advogado

Manuel Chang foi preso na África do Sul em dezembro de 2018 a pedido das autoridades americanas que o querem julgar pelo seu envolvimento no chamado caso das “dívidas ocultas” em que o Estado moçambicano perdeu cerca de dois mil milhões de dólares num negócio no qual alegadamente Chang teria sido subornado.

Os pagamentos teriam sido feitos através de bancos americanos em violação das leis dos Estados Unidos, o que levou a justiça americana a sair no encalce do antigo ministro e seus colaboradores.

O Estado mocambicano e o próprio Chang opuseram-se à extradição para os Estados Unidos e, segundo o Centro de Interidade Pública (CIP), o Governo de Maputo gastou mais de milhão e 500 mil dólares em advogados para tentar impedir a extradição de Chang para os Estados Unidos.

No ano passado, após uma longa batalha legal, o tribunal distrital de Kempton Park sentenciou que Manuel Chang era extraditável e o então ministro da Justiça e Serviços Correcionais da África do Sul, Michael Masutha, decidiu pela sua extradição para Moçambique, dias antes de deixar o Governo.

Após a posse de um novo Executivo, em julho o nóvel ministro da pasta, Ronald Lamola, revogou a decisão do seu antecessor e pediu ao Tribunal Supremo de Joanesburgo a revisão da decisão.

O tribunal devolveu o caso ao ministro Lamola para decisão final, o que até agora ainda não aconteceu.

Médicos moçambicanos zangados com o sistema por não se sentirem protegidos

A Ordem dos Médicos e a Associação Médica de Moçambique emitiram um comunicado denunciando a falta de condições adequadas para a proteção individual dos profissionais na primeira linha de luta contra a Covid-19.

A morte, após ser contaminado por Covid-19, do médico António Mujovo, que era assessor do ministro da Saúde, foi um dos motivos que irritaram a classe.

Consta que Mujovo, profissional bastante respeitado, não teve a protecção e tratamento adequados no Hospital Central de Maputo.

“Tivemos e continuamos a ter a percepção de que poderia ter sido feito muito mais do que se fez para salvar um quadro tão precioso do nosso país”, diz o comunicado.

As duas organizações recordam que a falta de equipamento de proteção “coloca em risco os profissionais de saúde, seus familiares e os utentes das suas unidades sanitárias (…) não se pode combater a COVID-19 sem a devida protecção dos profissionais de saúde”.

Lockdown?

Ussene Issa, Director Nacional de Assistência Medica reconhece o dilema de proteção e justifica que “onde nós compramos medicamentos também fecharam e deram ordens estritas de que nenhum medicamento sai para fora do país, e nós com as encomendas todas já organizadas e tudo pago sofremos”.

Um inquérito feito a 136 médicos constatou que mais de metade não recebeu material de proteção, o que para o Governo tem dias contados.

“Devo dizer com alguma satisfação estamos a receber os equipamentos de protecção individual e os medicamentos estão a chegar”, disse Issa.

A queixa dos profissionais de saúde surge numa altura em que Moçambique regista um crescente número de casos, particularmente na cidade de Maputo, o que leva as autoridades sanitárias a pensarem num “lockdown”.

A diretora nacional adjunta de saúde, Benigna Matsinhe, disse que “se acharmos que há necessidade de fazermos o ‘lockdown’, vai ser o Ministério da Saúde a determinar”.

Nas últimas 24 horas, Moçambique registou mais um óbito passando a ter 89; 112 casos positivos e 28 recuperados.

Análise: Pode o gás ajudar a desenvolver Moçambique?

O Presidente Executivo da Câmara de Petróleo e Gás de Moçambique, Florival Mucave, considera que o país está a entrar numa nova era de crescimento económico generalizado e de estabilidade, mercê da gestão estratégica dos seus recursos de gás natural.

Analistas ouvidos pela VOA discordam e dizem que esta figura que Mucave está a descrever não é de Moçambique.

Mucave, em artigo “Como Moçambique pode garantir todos os benefícios do petróleo e gás”, distribuido pela Câmara Africana de Energia, diz que “ao gerir estrategicamente os seus vastos recursos de gás natural, monetizando-os e aproveitando-os para industrializar a nação e desenvolver o sector privado em todo o país, Moçambique está a entrar numa nova era de crescimento económico generalizado e de estabilidade”.

“Não sabemos de que país ele está a falar, porque essa figura que ele está a descrever não é de Moçambique”, afirmou, em reação, o director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga.

Segundo Nuvunga, “Moçambique continua no fundo do poço com uma dívida insustentável, sem perspectivas nem de crescimento, nem de receitas para poder sair da situação em que se encontra”

Referiu que “aquilo que nos parece é que Moçambique vai continuar a endividar-se, digamos, numa dívida sem qualidade do ponto de vista de governação, uma dívida muito problemática para aquilo que são as contas públicas e o futuro do país”.

O director do CDD diz não conhecer um documento que clarifique a gestão estratégica defendida por Mucave, acrescentando que existia o Plano Director do Gás, um documento já desactualizado”.

Explosão social violenta.

Entretanto, para o economista Constantino Marrengula, Moçambique pode mudar, sendo que o desafio é conseguir crescer o máximo através do produto que resultar da exploração do petróleo e gás.

Por seu turno, o economista João Mosca considera haver uma certa etnização das empresas já constituidas para a distribuição de petróleo e gás e fazer a manutenção e recuperação de portos e outras infraestruturas, que pode não ser benéfica em termos daquilo que se espera da exploração destes recursos.

Outros analistas defendem que tem que haver reformas que não permitam apenas a acumulação do grande capital em desfavor da maioria dos moçambicanos carenciados, porque isso pode resultar numa explosão social violenta.

INGC precisa de 64 milhões de meticais para mitigar desastres naturais

Com a previsão de chuvas normais com tendência para acima do normal no litoral de Inhambane, há também previsão de inundações, sobretudo na bacia do rio Save, em Govuro.

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) diz que não obstante a chuva, a seca continuará a assolar milhares de famílias nos distritos do interior de Inhambane.

O INGC estima que perto de 19.513 famílias, correspondentes a mais de 90 mil pessoas, serão assoladas pela seca. Para mitigar a situação, a instituição diz que conseguiu, junto de parceiros, prestar assistência a pelo menos 16.500 famílias. Trabalhos neste sentido deverão começar na segunda quinzena de Novembro até finais de Março.

No litoral, os fenómenos naturais também podem fazer das suas, com a previsão de ocorrência de ciclones. Caso ocorram, os ciclones poderão afectar pouco mais de 7.500 famílias, correspondentes a 36 mil pessoas.

Para minimizar os impactos dos ventos fortes, o INGC está a trabalhar com os Comités Locais de Gestão de Risco e Calamidade, ao mesmo tempo que faz a distribuição de kits de prontidão que incluem material de assistência e equipamentos de comunicação.

Face a esses cenários, o INGC precisa de 64.9 milhões de meticais para assistir as possíveis vítimas de desastres naturais, um valor quem, segundo Cândido Mapute, delegado do INGC em Inhambane está a ser mobilizado pela direcção geral da instituição para o Fundo de Gestão de Calamidades.

Para garantir a prontidão, foram activados os 153 Comités Locais de Gestão de Riscos em todos os distritos.

Explosão mata sete crianças e deixa 70 feridos no Paquistão

Sete crianças morreram e 70 pessoas ficaram feridas na sequência da explosão de uma bomba numa madraça em Peshawar, capital do noroeste do Paquistão, anunciaram autoridades policiais, citadas pela agência noticiosa Associated Press.

O atentado aconteceu durante uma palestra sobre os ensinamentos do Islão no salão principal da ma-draça Jamia Zubairia, escreve o Observador, citando o agente da polícia Waqar Azim.

As investigações iniciais sugerem que a bomba explodiu minutos depois de alguém ter deixado um saco na escola religiosa.

Vários dos feridos estão em estado crítico e as autoridades hospitalares temem que o número de mortos possa aumentar.

Peshawar é a capital da província de Khyber Pakhtunkhwa, no Paquistão, que faz fronteira com o Afeganistão. Segundo o Observador, a província tem sido palco de ataques militantes nos últimos anos.

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