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Quinta-feira, Julho 23, 2026
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Rússia nega envolvimento em ataque informático contra departamentos dos EUA

O Kremlin negou esta segunda-feira o envolvimento da Rússia numa operação de pirataria informática contra várias agências governamentais dos Estados Unidos, incluindo os departamentos do Tesouro e do Comércio.

“Uma vez mais posso negar essas declarações, essas acusações”, afirmou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, em conferência de imprensa em Moscovo.

O porta-voz mantém que “não há necessidade de culpar os russos de tudo e de forma infundada”.

“Não temos nada a ver com isto”, sublinhou o responsável, recordando que o Presidente russo, Vladimir Putin, ofereceu aos Estados Unidos a possibilidade de negociar e assinar um acordo de cooperação nas áreas da cibersegurança e segurança de informações.

Segundo Moscovo, o tratado poderia vir a permitir a ambos os países “lutarem contra crimes cibernéticos e a espionagem”.

“Os Estados Unidos não aceitaram o convite de Putin”, disse o porta-voz do Kremlin.

De acordo com o jornal “New York Times”, piratas informáticos que atuaram a soldo de um governo estrangeiros, provavelmente russo, conseguiram introduzir-se nos sistemas informáticos de várias agências governamentais dos Estados Unidos, incluindo os departamentos do Comércio e do Tesouro.

O jornal refere que “com quase toda a segurança”, os piratas informáticos, que também acederam às mensagens de correio eletrónico, atuaram “em nome de uma agência de informações russa”.

O “New York Times” escreve que se tratou de um dos maiores e mais sofisticados ataques contra os sistemas federais norte-americanos nos últimos cinco anos.

A notícia é publicada menos de uma semana depois da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, responsável pela defesa dos sistemas de segurança norte-americanos, ter emitido um aviso indicando que “atores patrocinados pelo Estado russo” estavam a aproveitar as falhas informáticas do Governo federal.

Um funcionário do Governo norte-americano disse que é demasiado cedo para avaliar os danos provocados pelos ataques informáticos ou quanto material se perdeu, mas segundo outros elementos, os ataques que começaram na última primavera e não foram detetados durante os meses marcados pela pandemia, incluindo durante o processo eleitoral dos Estados Unidos.

O departamento do Comércio reconheceu que uma das agências foi afetada, mas não especificou, apesar de o jornal referir em concreto ataques informáticos contra a Administração Nacional de Telecomunicações e Informação, que é responsável pelas decisões que determinam o bloqueio ou não de exportações e importações de tecnologia consideradas de risco para a segurança nacional.

Recolher obrigatório retoma a partir de sexta-feira na República Checa

Bares e restaurantes reabertos em Novembro deverão fechar, a partir desta sexta-feira, em consequência de um grande aumento de contágios pela COVID-19. A movimentação de pessoas será restringida e passará a vigorar um recolher obrigatório noturno entre as 23h00 e 07h00.

Contudo, as lojas e os serviços vão continuar abertos, pese embora devam obedecer a estritas medidas de higiene, e os familiares podem continuar a visitar residentes de lares de idosos, apesar de os visitantes terem de se submeter a testes rápidos de antígenos.

De acordo com o Notícias ao Minuto, desde que as restrições foram relaxadas há um mês, com a reabertura de escolas, lojas, bares, restaurantes e ginásios, o aumento de infecções registado forçou o Governo checo a impor novas limitações, que entram em vigor na sexta-feira.

Desde o relaxamento de restrições, a taxa de reprodução (número de pessoas infectadas por caso positivo) subiu para 1,2, nível semelhante desde meados de Outubro, quando os checos lideravam o “ranking” de contágios da União Europeia.

“Os números estão a aumentar e temos de agir. Lamentamos imenso”, afirmou o primeiro-ministro, Andrej Babis, depois de uma reunião governamental, refere o Notícias ao Minuto.

Porém, afirmou Babis, “há estabilidade no número de pacientes internados”, atualmente 4.203, mas ao mesmo tempo a incidência do novo coronavírus tem aumentado “também na população idosa”.

O país da Europa central, no qual 9.609 pessoas morreram devido ao vírus, desde o início da pandemia, tem uma taxa de contágio cumulativa de 576 por cada 100.000 habitantes, diz a fonte que citamos.

Procurador-geral dos Estados Unidos abandona o cargo

O procurador-geral dos Estados vai abandonar o cargo na próxima semana, segundo foi anunciado pelo Presidente dos Estados Unidos através de um post publicado esta segunda-feira na rede social Twitter. Jeff Rosen, que é procurador adjunto, vai substituir Barr.

William Barr foi um importante apoiante de Trump, mas enquanto principal responsável do departamento de Justiça afirmou, no início de dezembro, não ter encontrado provas de ter havido fraude generalizada nas eleições presidenciais de novembro passado, conforme continua a ser defendido pelo candidato que foi derrotado por Joe Biden. Barr, subscrevendo a tese de Donald Trump, chegou a considerar, antes do ato eleitoral, que os votos por correio apresentavam o risco de dar origem a fraudes.

A demissão de William Barr produz efeitos a partir de 23 de dezembro. O ‘tweet’ de Trump é acompanhado por duas digitalizações de uma missiva na qual Bill Barr agradece o tempo em que esteve a servir o país e apresenta a demissão.

“Como discutido, vou passar a próxima semana a finalizar uns quantos assuntos restantes importantes para a Administração e partirei em 23 de dezembro”, escreveu o Procurador-Geral demissionário.

O anúncio da renúncia de Barr ao cargo, através da publicação de Trump, aconteceu poucos minutos depois de a Califórnia ter atribuído os 55 votos daquele estado ao Presidente eleito, o democrata Joe Biden, que, com 302 votos até agora, viu a vitória nas presidenciais ratificada pelo Colégio Eleitoral dos EUA, ultrapassando o mínimo exigido de 270 votos em 538 para ser declarado oficialmente o Presidente.

A relação de Trump com Barr esfriou na última semana, depois de em 1 de dezembro o Procurador-Geral ter declarado que o Departamento da Justiça não tinha encontrado quaisquer evidências de fraude eleitoral que pudessem alterar o resultado das eleições.

Donald Trump, assim como a sua família, a candidatura e também os seus apoiantes, estão a fazer eco destas alegações infundadas desde que as primeiras projeções apontavam a vitória de Biden. Os comentários de Barr contradisseram os esforços de Trump de subverter os resultados eleitorais e de bloquear a transição de administrações na Casa Branca.

Filipe Nyusi endereça condolências ao Rei Mswati III

O Presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou uma mensagem de condolências ao Rei Mswati III, do Reino de Eswatini, pelo falecimento do Primeiro-Ministro daquele país, Ambrose Mandvulo Dlamini, ocorrido a 13 de Dezembro, vítima de doença.

Na mensagem, o Chefe do Estado refere que “o Primeiro-Ministro Dlamini será recordado pela impecável contribuição ao seu país e para todos os swatis, como um distinto funcionário público e um executivo de negócios brilhante de profissionalismo irrepreensível que certamente irá inspirar as novas gerações e futuros líderes da Administração Pública e não só”.

“Ao chorarmos a morte desta grande figura no Governo de Sua Majestade (…), gostaria de transmitir as nossas sentidas condolências a Vossa Majestade e através de vós, a todo o povo de Eswatini e à família enlutada dos Dlamini, esperando que a Nação de Eswatini encontre alento para lidar com este infortúnio”, lê-se na mensagem do Presidente Nyusi, enviada ao “O País”.

Espiões russos que envenenaram o principal opositor de Putin

O ativista Alexei Navalny, que foi envenenado em agosto deste ano com o agente químico Novichok, já vinha a ser perseguido desde 2017 em múltiplas viagens, pelo menos em 17 cidades.

Foram identificados os agentes russos que tentaram assassinar Alexei Navalny, ativista que é um dos principais opositores do Governo de Vladimir Putin, e que entrou em coma ao ser envenenado com o agente químico Novichok, segundo uma investigação conduzida pela CNN e a Bellingcat, agência de investigadores independentes.

Alexei Navalny já vinha a ser seguido desde 2017 por espiões do Serviço Federal de Segurança da Federação Russa (FSB) em cerca de três dezenas de viagens que realizou até Moscovo, à semelhança de todos os membros da sua equipa, revela a investigação da CNN e da Bellingcat.

A investigação indica que um dos operacionais envolvidos na perseguição a Alexei Navalny era Oleg Tayakin, agente associado a uma equipa especializada em agentes tóxicos da federação russa que mantinha o opositor de Putin debaixo de olho. A 13 de agosto, elementos deste departamento viajaram de Moscovo para a cidade de Novosibirsk, na Sibéria, onde o ativista iria chegar no dia seguinte.

A investigação da Bellingcat e da CNN, que vasculhou numerosos dados de telecomunicações e de registos de viagens, apurou que uma mulher de 33 anos, chamada Maria Pevchikh, ligada a esse departamento da federação russa que perseguia Alexei Navalny, embarcou no voo de Moscovo para a cidade siberiana, juntamente com outros elementos da equipa especializada em tóxicos – o que esteve diretamente ligado ao facto de o principal opositor do governo russo ter sido envenenado e ficar gravemente doente, ao ponto de entrar em coma.

Segundo a CNN, a equipa especializada e que alegadamente foi responsável pelo envenenamento de Alexei Navalny era composta por médicos e especialistas em tóxicos, que geralmente viajavam em grupos de três na perseguição a Alexei Navalny, e usavam telemóveis descartáveis. O departamento é liderado por Stanislav Makshakov, que esteve à frente do Instituto Shikhany, onde nos anos 1970 foi desenvolvido o composto Novichok, utilizado no envenenamento do opositor de Putin.

Em julho, quando Alexei Navalny fez férias num hotel de Kalininegrado, também a sua mulher, Yulia, ficou doente, com sintomas de exaustão e desorientação, o que a atual investigação revela terem sido sintomas de “envenenamento ligeiro”, uma vez que três elementos da equipa da federação russa tinham viajado para a mesma cidade na mesma altura, indiciando uma perseguição planeada ao ativista.

Alexei Navalny, que se encontra a recuperar num local na Alemanha mantido sob sigilo, considerou ser “assustador” perceber que tinha sido perseguido ao longo de tantos anos pelos espiões da federação russa, na sequência do que foi revelado pela investigação da CNN e da agência independente Bellingcat.

O ativista tinha anunciado em finais de outubro, em entrevista ao canal de televisão russo Dozhd TV, que queria ver uma “investigação conduzida em território russo” sobre a sua tentativa de envenenamento. Mas, confrontado com a questão, Vladimir Putin, presidente da Rússia, limitou-se a declarar, numa reunião do Conselho Consultivo para os Direitos Humanos do Kremlin, não ver nenhum fundamento para a abertura de uma investigação sobre o envenenamento de Alexei Navalny, alegando que “não é preciso abrir uma investigação criminal de toda a vez que uma pessoa esteve prestes a morrer”.

Biden ultrapassa os 270 votos do Colégio Eleitoral necessários para ser oficialmente Presidente

O Colégio Eleitoral dos Estados Unidos da América (EUA) validou ontem, a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais, que com 302 votos ultrapassou o mínimo de 270 necessários para poder ser o 46.º Presidente norte-americano.

A vitória de Joe Biden foi ratificada depois de os delegados do Colégio Eleitoral pela Califórnia atribuírem os 55 votos daquele estado ao democrata, que já tinha 347 votos e agora tem 302, de um total de 538.

A decisão foi anunciada em Sacramento, na Califórnia, às 17:29 de Washington, capital dos EUA (22:29 em Lisboa).

Contudo, o Presidente eleito apenas vai ser declarado oficialmente o sucessor do republicano Donald Trump na Casa Branca quando o estado do Havai depositar os seus votos, finalizando o processo de atribuição de votos nos 50 estados norte-americanos.

Os quatro votos do Havai também deverão ser atribuídos a Joe Biden, que, de acordo com as projeções de vários órgãos de comunicação social norte-americanos, entre os quais a CNN, o The New York Times e o The Washington Post, vai terminar este processo com 306 votos do Colégio Eleitoral. Donald Trump arrecadou apenas 232.

Nos Estados Unidos, o Presidente não é escolhido por voto popular, mas por sistema indireto, através do voto dos grandes eleitores, escolhidos em função dos resultados eleitorais e em função da população de cada estado (com os mais populosos a ter direito a mais votos).

Biden venceu em vários estados que lhe atribuíram 306 delegados, superando o mínimo de 270 necessários para ser Presidente.

A cerimónia de tomada de posse de Biden enquanto o 46.º Presidente dos Estados Unidos vai ser realizada em 20 de janeiro.

Procurador-Geral dos EUA apresenta demissão a Donald Trump

O Procurador-Geral dos Estados Unidos da América (EUA), William Barr, comunicou ao Presidente cessante, o republicano Donald Trump, que vai abandonar o cargo em 23 de dezembro, e será substituído por Jeff Rosen.

A demissão de Bill Barr foi anunciada através de uma publicação do ainda chefe de Estado norte-americano na rede social Twitter: “O Bill vai sair [do cargo de Procurador-Geral dos EUA] pouco antes do Natal para passar os feriados com a família.”

Donald Trump acrescentou que Barr vai ser substituído por Jeff Rosen, “uma pessoa excecional” que era até agora procurador-geral adjunto.

O ‘tweet’ de Trump é acompanhado por duas digitalizações de uma missiva na qual Bill Barr agradece o tempo em que esteve a servir o país e apresenta a demissão.

“Como discutido, vou passar a próxima semana a finalizar uns quantos assuntos restantes importantes para a Administração e partirei em 23 de dezembro”, escreveu o Procurador-Geral demissionário.

O anúncio da renúncia de Barr ao cargo, através da publicação de Trump, aconteceu poucos minutos depois de a Califórnia ter atribuído os 55 votos daquele estado ao Presidente eleito, o democrata Joe Biden, que, com 302 votos até agora, viu a vitória nas presidenciais ratificada pelo Colégio Eleitoral dos EUA, ultrapassando o mínimo exigido de 270 votos em 538 para ser declarado oficialmente o Presidente.

A relação de Trump com Barr esfriou na última semana, depois de em 01 de dezembro o Procurador-Geral ter declarado que o Departamento da Justiça não tinha encontrado quaisquer evidências de fraude eleitoral que pudessem alterar o resultado das eleições.

Donald Trump, assim como a sua família, a candidatura e também os seus apoiantes, estão a fazer eco destas alegações infundadas desde que as primeiras projeções apontavam a vitória de Biden.

Mais de 17 mil novos alunos serão matriculados em 2021

Matricular dezassete mil e trezentos novos ingressos da primeira classe é a meta da cidade da Beira para o próximo ano lectivo.

De acordo com o director distrital da Educação, Juventude e Tecnologia, Nacer de Sousa, em declarações ao “Notícias”, embora o processo tenha arrancado a 30 de Novembro, regista-se ainda fraca adesão dos pais e encarregados de educação para matricularem os seus filhos que completam seis anos até Dezembro de 2020.

“No entanto, estamos habituados a superar metas e acredito que desta vez não será diferente, mesmo com o ‘novo normal’que se vive por causa da Covid-19”,disse.

Acrescentou que as 57 escolas primárias existentes na cidade da Beira estão a trabalhar para que o objectivodefinido seja alcançado,principalmente nas zonas com maior densidade populacional,como Ndunda, Munhava, Matacuane, Esturro, entre outras.

Nacer de Sousaafirmou ainda que vários funcionários do sector da Educaçãoforam mobilizados para que, no terreno, “recordem aos pais e encarregados de educação que a matrícula é gratuita,bastando, para tal, dirigir-se à escola mais próxima com algum documento da criança”.

Com o mesmo propósito, decorre um trabalho entre os conselhos de escola e as comunidades locais.

As matrículas, queiniciaram no dia 30 de Novembro do ano corrente, terminamno dia 26 de Fevereiro de 2021, devendo o ano lectivo de 2021 arrancarem Março.

Na penitenciária provincial: Reclusos produzem para auto-suficiência alimentar

Os Reclusos da Cadeia Provincial de Gaza estão envolvidos em actividades agrícolas com vista a produzir alimentos para a auto-suficiência e melhoria da sua dieta alimentar.

Para além daquele facto, o seu envolvimento em actividades de produção visa, igualmente, dotá-los de conhecimentos e habilidades que lhes permitam, uma vez cumpridas as suas penas, umareinserção condigna na sociedade.

José Chicava, chefe da Repartição Provincial das Actividades Económicas naquele centro reclusório, disse que as autoridades não estão apenas para punir quem esteja em conflito com a lei, mas também para contribuir na sua formação comoum novo homem, daí a necessidade de envolver os reclusos em actividades agrícolas, assim como em outras áreas.

Antigo deputado e delegado provincial de Renamo raptado no centro de Moçambique

O antigo deputado e delegado provincial da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) em Manica Sofrimento Matequenha foi raptado na sua residência no início da noite de domingo, denunciou na segunda-feira (14) a família, mas a Polícia desconhece o incidente.

Um grupo armado e vestido com fardas policiais invadiu a casa da vítima, ao cair do sol, no bairro Nhamaonha, um subúrbio de ChimoioManica, no centro de Moçambique, tendo levado-o numa viatura de cor preta e com vidros fumados, contou à Lusa Lurdes Inácio, mulher do político.

“Começaram por bater o portão e de repente vi polícias armados com AKM a saltar o muro para o quintal, e o meu marido estava na varanda, quando deram ordem para irem juntos e vedaram seus olhos com um pano, voltaram a saltar o muro e o lançaram no carro”, explicou Lurdes Inácio, que suspeita que o caso possa motivações políticas.

“Eram cerca de 10 polícias armados e tinham cercado a casa. Eu perguntei ‘vocês são da Polícia, do SISE (secreta) ou do SERNIC‘, mas eles negaram responder” acrescentou, adiantando que o marido vinha sofrendo perseguição política.

Por sua vez, Silva Matequenha, irmão da vítima, que não descarta motivações políticas no rapto, disse que após o incidente contactou as duas esquadras mais próximas da residência da vítima, mas não obteve resposta do paradeiro do irmão.

“Fui à primeira esquadra e depois à segunda esquadra e diziam que não estava lá e que devia se dirigir à terceira e quarta esquadra, mas estas ficam fora da jurisdição do local do rapto, então percebi que é um jogo” frisou Silva Matequenha, adiantando que desde o rapto “ninguém ainda encontrou em contacto”.

Entretanto, a Polícia da República de Moçambique (PRM), em Manica nega a autoria do rapto e aconselhou a família a apresentar queixa na esquadra mais próxima da residência.

“Até este momento a PRM em toda a província de Manica não recebeu nenhuma denúncia, dando conta do rapto de um quadro sénior da Renamo, e aconselhamos a família a apresentar queixa numa subunidade policial para se encetar diligências a fim de restituir a liberdade deste cidadão”, disse Mário Arnaça, porta-voz da Polícia de Manica.

Contudo, negou a participação de agentes, sustentando que os raptos não são “missão da Policia” porque a instituição existe para “garantir a ordem e tranquilidade publica de todo o cidadão independentemente da sua filiação política”.

Na semana passada, o líder dissidente da Renamo, Mariano Nhongo, denunciou o rapto do filho, nora e netos em Nhamatanda (Sofala) e Chimoio (Manica) por pessoas que usavam a farda da Polícia moçambicana, mas a corporação negou a igualmente a autoria.

No domínio da Defesa: Moçambique e Portugal reforçam cooperação

Os ministros da Defesa de Moçambique e de Portugal, Jaime Neto e João Gomes Cravinho, respectivamente, reuniram-se semana passada, na cidade de Maputo, para reforçar a cooperação bilateral neste domínio, que contempla o aprofundamento do novo Programa-Quadro, tendo em consideração os desafios da actualidade.

Um comunicado da Embaixada portuguesa em Moçambique indica que a reunião bilateral teve lugar a convite do ministro moçambicano ao seu homólogo luso.

Do lado moçambicano, para além do ministro Jaime Neto, faziam parte da delegação o secretário permanente do Ministério da Defesa Nacional, Casimiro Augusto Mueio; o tenente-general Raul Luís Dique, vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), e outros quadros seniores do sector.

A delegação portuguesa integrava a embaixadora em Moçambique, Maria Amélia Paiva, e outros quadros seniores do sector da defesa daquele país europeu.

O ministro português deu nota da importância da actuação das Forças Armadas do seu país no combate à pandemia da Covid-19, incluindo o seu papel no plano de vacinação.

Informou que Portugal está disponível para apoiar Moçambique no seu plano nacional, no seguimento da troca de impressões entre o Presidente Filipe Nyusi e o Primeiro-ministro da República Portuguesa, António Costa.

Por seu turno, Jaime Neto deu a conhecer ao seu homólogo luso a situação económica e de segurança em Moçambique, tendo enfatizado a resposta que o Governo tem dado aos desafios de segurança nalguns distritos da província de Cabo Delgado.

Os dois ministros reconheceram que o terrorismo constitui, hoje, uma ameaça transnacional que requer esforços concertados da comunidade internacional, constituindo o novo ciclo de cooperação bilateral e uma oportunidade para corresponder, de forma mais eficaz, às necessidades de Moçambique no combate a este mal.

Passaram em revista a proposta do Programa-Quadro de Cooperação no Domínio da Defesa para o período 2021-2025, concordando com a oportunidade de nele integrar novas áreas, de modo a acompanhar a alteração do ambiente de segurançae a potenciar reciprocamente as suas mais-valias para as Forças Armadas dos dois países, nomeadamente em matéria de formação de forças especiais.

Neste contexto, João Gomes Cravinho manifestou total disponibilidade do seu país para apoiar os esforços de Moçambique no combate aos grupos terroristas que têm realizado ataques em alguns distritos de Cabo Delgado.

Através da formação de forças de intervenção rápida (forças especiais, fuzileiros, operações especiais e controlo aéreo táctico) e da sua capacitação, a iniciativa será materializada no início de 2021.

Foram ainda assinaladas áreas de interesse específico como ciberdefesa, cartografia, hidrografia e cooperação industrial de defesa, tendo os ministros mandatado as equipas técnicas para aprofundarem as respectivas modalidades de implementação.

No quadro do relacionamento com a União Europeia, foi referido o pedido de apoio apresentado por Moçambique e a prioridade que a presidência portuguesa do grupo atribui ao reforço da parceria de segurança e defesa UE-África.

O comunicado refere ainda que a reunião bilateral alcançou os objectivos propostos e decorreu num ambiente de irmandade, cordialidade e abertura, tendo o ministro moçambicano aceitado o convite formulado pelo seu homólogo para realizar uma visita oficial a Portugal no primeiro trimestre de 2021.

Covid-19: Moçambique regista mais um óbito e ultrapassa as 17.000 infeções

Moçambique registou, nas últimas 24 horas, a morte de mais um paciente infetado pelo novo coronavírus, elevando o número de óbitos para 143, havendo ainda 48 novos casos.

Uma moçambicana de 69 anos, que morreu no domingo (14), esteve internada numa unidade hospitalar da cidade de Maputo, disse Benigna Matsinhe, diretora adjunta de Saúde Pública, na atualização de dados sobre a pandemia no Ministério da Saúde, em Maputo.

Com os 48 novos infetados registados nas últimas 24 horas, Moçambique contabiliza 17.002 casos, dos quais 16.689 são de transmissão local e 313 são importados.

O país tem um total de 15.006 (88%) pessoas dadas como recuperadas da covid-19, das quais 188 anunciadas hoje.

Dos 1.849 casos ativos no país, Maputo, capital moçambicana, tem o maior número de infeções, com 1.458, seguida da província de Maputo, com 139 pessoas ainda infetadas.

Moçambique testou cumulativamente 249.302 pessoas suspeitas de infeção, desde o anúncio do primeiro caso, em 22 de março.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.612.297 mortos resultantes de mais de 72,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Explosão “do exterior” atinge petroleiro ao largo da Arábia Saudita

Uma explosão, causada “do exterior”, atingiu um petroleiro, ao largo da cidade portuária saudita de Jeddah, disse esta segunda-feira o armador do navio.

O petroleiro “‘BW Rhine’ foi atingido a partir do exterior quando se dirigia para Jeddah… provocando uma explosão e um incêndio a bordo”, indicou o armador de Singapura Hafnia, em comunicado e sem adiantar pormenores.

Os 22 tripulantes, com bandeira de Singapura, saíram ilesos do navio, indicou o grupo BW numa declaração, na qual alertou para a possibilidade de uma pequena fuga de combustível devido à explosão.

A Arábia Saudita ainda não confirmou a explosão, que, de acordo com o Gabinete britânico das Operações Comerciais Marítimas (UKMTO), ocorreu no domingo ao largo de Jeddah, porto-chave no mar Vermelho e centro de distribuição para o gigante petrolífero saudita Aramco.

No mês passado, uma explosão danificou um petroleiro grego, no porto saudita de Al-Shuqaiq, no sul da Arábia Saudita.

A coligação militar, liderada por Riade, que intervêm no Iémen em guerra contra os rebeldes Huthis, atribuiu o ataque a este grupo.

A Dryad Global, uma sociedade de informações marítimas, baseada em Londres, indicou que a explosão de domingo atingiu um petroleiro no porto da Aramco, em Jeddah.

Esta explosão ocorreu quando os rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão, estão a intensificar os ataques contra a Arábia Saudita vizinha, numa represália pela campanha militar em curso no Iémen.

Em novembro, os rebeldes declararam ter atingido com um míssil uma fábrica da Aramco em Jeddah. A empresa pública saudita, primeira exportadora de bruto do mundo, indicou que este ataque tinha atingido um reservatório de petróleo, causando uma explosão e um incêndio.

Estes ataques destacam a vulnerabilidade das infraestruturas petrolíferas sauditas, de vários milhões de dólares.

Por outro lado, Riade tem acusado, em várias ocasiões, Teerão de fornecer armas sofisticadas aos Huthis, acusação que o Irão nega.

Desde 2014, dezenas de milhares de pessoas morreram no conflito no Iémen. De acordo com a ONU, o conflito causou a pior crise humanitárias em curso no mundo.

Via marítima essencial para mercadorias e abastecimento energético, o mar Vermelho já foi minado anteriormente. Em 1984, cerca de 19 navios foram atingidos por minas no local, apenas tendo sido recuperada e desarmada um daqueles engenhos, de acordo com um painel de peritos da ONU.

Cresce preocupação entre petrolíferas em Cabo Delgado após ataque a 20 kms de distância

Rebeldes atacaram localidade perto do projecto de liquefacção de gás com dois dias de combates. As companhias petroliferas que operam na exploração de gás na província moçambicana de Cabo Delgado estão agora profundamente preocupadas com o alastramento da rebelião islâmica nessa província, disseram fontes ligadas a esse sector.

Isto na sequência de um ataque dos rebeldes contra a localidade de Mute situada a apenas 20 quilómetros da península de Afungi, o centro de um programa de investimentos de vários milhares de milhões de dólares para a construção de um programa de liquefação de gás das companhias francesa Total e americana Exxon Mobil.

Segundo notícias na impensa sul-africana o ataque levou a companhia francesa Total a suspender temporariamente trabalho de construção de infraestruturas desse complexo, algo que contudo não foi confirmado pela Total

A agência de notícias francesa AFP citou um porta-voz como tendo dito que a companhia “està a monitorizar de perto a situação em Cabo Delgado”.

“A segurança da força de trabalho e das actividades do projecto são a nossa prioridade absoluta”, disse o porta voz.

“A Total permanece em contacto permanente com as autoridades Moçambicanas sobre esta questão”, disse à AFP o porta voz da Total que recentemente assinou um acordo de segurança com Moçambique para a protecção do projecto através de uma força conjunta para a proteção do projecto mas cujos pormenores concretos nunca foram revelados.

A mesma agência de notícias citou uma fonte militar moçambicana na cidade de Palma como tendo dito que forças governamentais retomaram o controlo de Mute “após dois dias de intensos combates” embora fontes da indústria petrolífera tenham dido que que o ataque foi “uma ameaça de pequenas proporções”.

Contudo fontes sul-africanas disseram que a companhia privada militar sul africana ‘Dick Advisory Group” enviou helicópteros para apoiar as forças governamentais nos combates em Mute.

Alguns peritos militares dizem que a estratégia dos rebeldes parece ser agora de isolar totalmente a zona de exploração do gás, operando agora em 10 dos 17 distritos da província e segundo algumas notícias o conflicto já custou a vida a mais de 2.400 pessoas. Dezenas de milhar de pessoas já fugiram das zonas onde os rebeldes actuam com actos de particular violência que têm merecido condenação internacional

Os rebeldes controlam agora várias zonas costeiras, destruiram estâncias turisticas de luxo em ilhas da região e levaram a cabo operações no mar atacando barcos de transporte de mercadorias.

Os insurgentes controlam ainda o porto de Mocímboa da Praia e na semana finda continuavam a controlar a única via terrestre que ainda dá acesso a Palma, o distrito do megavprojecto de gás natural, depois de incendiarem duas viaturas durante um ataque, disseram à VOA nesta quinta-feira, 10, fontes locais.

Os ataques estão também a causar preocupação nos Estados Unidos que estão já envolvidos em combater rebeliões islâmicas na Somália e norte do Quénia.

Na semana passada o diplomata americano que coordena a luta contra o terrorismo, Nathan Sales, esteve no Maputo e depois deslocou-se à Arica do Sul para discutir a questão.

Sales disse posteriormente que a África do Sul tem “um papel especial a jogar” no combate à rebelião em Cabo Delgado.

Sales manifestou esperança que se possa encontrar uma “parceria” com Pretoria “para degradar e derrotar ameaças nesta parte do continente” mas não deu outros pormenores.

Covid-19: Patronato moçambicano quer reforçar parcerias com Índia para acelerar retoma

A CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique disse na segunda-feira (14), que quer reforçar as parcerias e laços económicos com a Índia, visando a “retoma acelerada” da economia dos dois países, face aos impactos do novo coronavírus.

“Ansiamos, pois, pelo reforço de parcerias de negócios, quer reforçando os laços económicos já existentes, quer explorando novas oportunidades que possam contribuir para relançar projetos de desenvolvimento que ajudem para uma retoma acelerada da economia dos nossos países”, disse o presidente da CTA, Agostinho Vuma.

O presidente da principal confederação patronal moçambicana falava durante o Fórum de Negócios e Investimentos Moçambique-Índia, realizado hoje em Maputo.

Para Agostinho Vuma, a Índia “pode jogar um papel muito importante” para o desenvolvimento da economia do país face aos desafios impostos pela covid-19, bem como na promoção e dinamização do setor privado na resposta aos problemas que a economia enfrenta.

“Estamos certos de que este fórum poderá ser um passo importante e produtivo na resposta aos desafios para uma economia resiliente aos fatores negativos da pandemia da covid-19”, referiu.

Destacando os ganhos das trocas comerciais entre Moçambique e Índia, o patronato moçambicano sugeriu ainda a expansão de investimentos para a indústria de produtos químicos básicos, cosméticos e corantes, considerando que tem conhecido um crescente mercado no país.

“Uma forte implantação da indústria química em Moçambique, especificamente voltada para a produção de adubos e fertilizantes, pode resultar em consideráveis benefícios para a nossa agricultura”, afirmou Agostinho Vuma, sugerindo a diversificação do leque de produtos que constituem a base das trocas comerciais entre os dois países.

“Juntos poderemos chegar longe e seremos mais fortes do que todos os desafios”, concluiu.

Os últimos dados sobre as relações económicas indicam que Moçambique e Índia atingiram em 2018 cerca de 1,7 milhões de euros em trocas comerciais, uma subida face aos 1,5 milhões no ano anterior.

O carvão, a castanha de caju e o feijão estão entre os principais produtos que a Índia compra a Moçambique.

Desde o anúncio do primeiro caso em 22 de março, Moçambique regista um total de 17.002 casos positivos de covid-19, 143 mortes e 15.006 (88%) pessoas dadas como recuperadas.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.612.297 mortos resultantes de mais de 72,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Mão dura para os “car washes”

A Falta de emprego formal no país obriga muitos jovens a reinventar-se para obterem sustento. A abertura dos chamados “carwashes” (estações de lavagem de viaturas) tem sido a opção de muitos, principalmente nos bairros das cidades de Maputo e Matola.

Estes locais foram surgindo como cogumelos em vários bairros, grande parte em locais impróprios, que não reúnem as condições mínimas de drenagem das águas. Outros ainda foram instalados em passeios e/ou nas proximidades das rodovias e logo que iniciam a sua actividade as águas são drenadas nas estradas, contribuindo para a sua degradação precoce.

Geralmente, a abertura de um “car wash” não observa nenhuma formalidade, bastando apenas construir uma rampa, canalizar água, adquirir os equipamentos e os produtos de lavagem.Os proprietários destes empreendimentos não eram obrigados a tramitar qualquer documento para a legalização.

Estas estações de lavagem e, noutros casos, de troca de óleos em viaturas ganharam espaço devido ao aumento do parque automóvel e por causa dos baixos preços que são praticados pelos serviços de lavagem,que variam de 150 a 400 meticais por viatura.

A situação é completamente contrária para os médios e grandes operadores, cujos empreendimentos estão localizados no centro da cidade e são obrigados a ter uma licença, pagando as respectivas taxas e impostos.

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo está, por isso, a exigir a regularização de todos os “car washes”Mas antes será feita uma inspecção para avaliar as condições existentes nos locais onde estão implantados.Se não estiverem instalados em locais apropriados, os estabelecimentos poderão ser encerrados.

O que se pretende, tal como apurou o “Notícias” de fontes da autarquia, é que os “car washes” estejam bem localizados, de modo a não ferirem a postura camarária

Coreia do Norte com material suficiente para produzir 45 armas nucleares, afirma perito

A Coreia do Norte possui material suficiente para produzir cerca de 45 armas nucleares, mas não tem “ainda a capacidade de atingir o território continental dos EUA”, segundo Siegfried Hecker, perito que examinou instalações norte-coreanas.

Siegfried Hecker é perito em armas e professor da Universidade de Stanford que inspeccionou o Centro de Pesquisa Científica e Nuclear de Yongbyon, localizado a cerca de 90 quilmetros a norte de Pyongyang, a fim de verificar o programa norte-coreano de plutônio.

De acordo com estimativas do perito, Kim Jong-un tem entre 25 e 48 quilos de plutônio e entre 650 e 900 quilos de urânio altamente enriquecido, escreve tabloide britânico Express´.

O cientista, que foi director do Laboratório Nacional de Los Alamos dos EUA e actualmente ensina na Universidade de Stanford, acredita na possibilidade de a Coreia do Norte “alcançar toda a Coreia do Sul e a maior parte do Japão com mísseis nucleares”.

No entanto, Hecker opina que os mísseis balísticos intercontinentais (ICBM) do país asiático precisam passar por testes adicionais para ser “militarmente úteis”.

“Em outras palavras, a Coreia do Norte ainda não tem capacidade de alcançar [o território] continental dos EUA com um ICBM com capacidade nuclear, mas continua a trabalhar nessa direcção”, disse o especialista.

No início de Outubro, a Coreia do Norte revelou o que pareceu ser um dos maiores mísseis balísticos intercontinentais do mundo durante um desfile militar em Pyongyang.

A Coreia do Norte continua a mandar mensagens ao mundo, em particular aos EUA, de que o seu poder não deve ser subestimado.

SADC vai realizar cimeira extraordinária por causa de Cabo Delgado

Chefes de Estado e de Governo da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) vão realizar uma cimeira extraordinária em janeiro para discutir a violência armada em Cabo Delgado, informou a chefe da diplomacia moçambicana, Verónica Macamo.

A decisão foi tomada durante a reunião de consultas de alto nível da SADC realizada hoje em Maputo, um encontro que, além do chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, contou com a presença dos presidentes Cyril Ramaphosa, da África do Sul, Mokgweetsi Masisi, do Botswana, e Emmerson Mnangagwa, do Zimbabué, bem como a vice-Presidente da Tanzânia, Samia Sulihu.

“A reunião de consultas de alto nível acordou que a cimeira vai abordar a questão da segurança em Moçambique”, frisou Verónica Macamo, momentos após o fim do encontro na Presidência da Republica, em Maputo, sem avançar mais detalhes sobre a cimeira.

A província de Cabo Delgado está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.

A violência está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

Além da insegurança em Cabo Delgado, a reunião de consultas de alto nível debateu a cooperação regional e a vacina contra covid-19, tendo destacado a necessidade de um plano conjunto para fazer face à pandemia.

A reunião “abordou formas de coordenação regional para fazer face à pandemia da covid-19, tendo acordado na convocação de uma cimeira extraordinária, a ter lugar na África do Sul, para definir uma estratégia regional de aquisição e distribuição de vacinas”, acrescentou Verónica Macamo.

Moçambique assumiu em agosto a presidência em exercício da SADC na cimeira anual da organização, que este ano decorreu em formato virtual por causa da pandemia da covid-19.

Em África, há 56.338 mortos confirmados em mais de 2,3 milhões de infetados em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

Banco de Moçambique e Euronet anunciam “nova solução” para pagamentos eletrónicos

O Banco de Moçambique e a Euronet anunciaram a entrada em funcionamento da “nova solução” para o processamento de pagamentos eletrónicos interbancários no país, alterações no sistema que pretendem melhorar o serviço.

“Anova solução de processamento da Sociedade Interbancária de Moçambique (Simo), cuja entrada em produção hoje testemunhamos, responde às exigências das diferentes plataformas de pagamentos internacionais”, declarou a presidente da Simo, Benedita Guimino.

Segundo a responsável, a nova solução apresenta avanços tecnológicos que garantem uma maior comodidade e segurança na realização de operações eletrónicas, além da unificação de todas as plataformas de pagamento eletrónico no país.

“É com muita satisfação que anunciamos que se inicia uma nova caminhada rumo à unificação de todas as plataformas de pagamentos eletrónicos em Moçambique, incluindo a implementação da interoperabilidade entre as instituições de moeda eletrónica”, destacou.

A Simo avançou que o passo seguinte será a migração de todas as instituições de crédito e sociedades financeiras para a nova solução, apelando à colaboração das entidades no processo.

O Banco de Moçambique assinou o contrato com a Euronet em 2018, depois de um apagão de cinco dias da rede da Sociedade Interbancária de Moçambique, detida maioritariamente pelo banco central, entre 16 e 21 de novembro do mesmo ano.

A empresa portuguesa Bizfirst cortou o serviço, alegando falta de pagamento, e as caixas automáticas e cartões bancários só voltaram a funcionar depois de os bancos comerciais negociarem o pagamento com a firma provedora do serviço.

Na altura, o governador do Bando de Moçambique, Rogério Zandamela, criticou a opção da Bizfirst e referiu que a Simo não voltaria a trabalhar com a empresa.

A Euronet apresenta-se como uma empresa com 5.600 funcionários, presente em 55 países, tendo em 2015 processado transações avaliadas em 74 mil milhões de dólares.

Caso positivo da COVID-19 forçou encerramento temporário de Ressano Garcia

A fronteira de Ressano Garcia esteve, temporariamente, encerrada na manhã da segunda-feira (14), depois que um dos funcionários, do lado sul-africano, testou positivo para a COVID-19. O posto fronteiriço só reabriu por volta das 10 horas após trabalhos de desinfecção.

Os carros carregados de produtos diversos assim como os de transporte de passageiros fizeram longas filas e nenhum deles se mexia. As pessoas, dentro ou fora dos carros, perdiam a paciência…ninguém podia carimbar o seu passaporte e entrar no país porque a fronteira de Ressano Garcia está encerrada após detectado um caso positivo da COVID-19 em um dos funcionários do lado sul-africano.

“Aquelas áreas todas, suspeitas de estarem infectadas, devem ser descontaminadas. Portanto, é este o trabalho que tivemos de fazer por lá e por conta disso houve uma suspensão temporária das actividades que era para dar lugar à descontaminação”, confirmou Pedro Pene, chefe do posto fronteiriço de Ressano Garcia.

A suspensão temporária das actividades na fronteira de Ressano Garcia para a descontaminação do local causou, ainda que por algum momento, constrangimento para parte dos cerca de quatro mil utentes que, diariamente, atravessam aquele posto fronteiriço.

“As pessoas vieram por motivos diversos. Algumas tem consultas mercadas e outras têm agendas inadiáveis, mas sendo esta a realidade, nada melhor do que preservar a saúde da maioria do que deixar ir se infectar em locais onde não reúnam condições para o atendimento dos utentes”, referiu Pedro Pene.
Entre os que ficaram retidos na fronteira de Ressano Garcia está Anilda Manjate que, juntamente com a sua família saíram de Joanesburgo de noite e contava que até às 07h já estariam no solo pátrio.

“Chegámos na fronteira por volta das 05h nas proximidades da fronteira e ficamos na fila a contar que seria uma fila normal, tratando-se de uma época da quadra festiva, mas por volta das 07h é que tivemos a informação de que a fronteira, do lado sul-africano está encerrada porque alguém testou positivo para COVID-19”, descreveu Anilda Manjate, uma das viajantes que esteve retida por algumas horas em Ressano Garcia.

O silêncio das autoridades, a fome e o medo de que os produtos alimentares apodreçam nas longas filas de espera causam um desespero aos utentes de Ressano Garcia.

“Nesta época, quando os moçambicanos voltam para Moçambique trazem consigo comida e há quem está a temer que apodreça alguma coisa. É diferente de alguns, como nós, que só foi para lá a passeio. Então, estamos todos desesperados”, contou Anilda Manjate.

Entretanto, as autoridades moçambicanas revelaram que só a partir das 10 horas é a fronteira de Ressano Garcia voltou a funcionar com normalidade.

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