A Rússia declarou na sexta-feira ‘persona non grata’ os diplomatas da Alemanha, Polónia e Suécia, acusando-os de participar numa manifestação de apoio ao opositor Alexei Navalny, anúncio que surge no dia da visita do chefe da diplomacia europeia a Moscovo.
Os diplomatas, cujo número não foi especificado, são acusados de terem participado em encontros “ilegais”, em 23 de Janeiro, em São Petersburgo e Moscovo, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, num comunicado.
O Governo russo considera estas ações “inaceitáveis e incompatíveis com o seu estatuto diplomático”, dando ordem de expulsão aos diplomatas.
O Governo do distrito da Beira aconselha as famílias vítimas de inundações a permanecerem nos centros de acomodação até que as autoridades que monitoram a situação autorizem o regresso.
O facto foi defendido pelo secretário permanente do distrito da Beira, Frederico Meque, acrescentando que as pessoas vão continuar nos centros de acomodação até que “esta situação esteja resolvida”.
O secretário permanente explicou que a diminuição de água nos bairros afectados pelos alagamentos está a ser muito lenta, daí que o regresso das famílias não seja prudente, ainda mais quando a época chuvosa continua.
Meque avançou que existem equipas no terreno a avaliar as condições das zonas afectadas, nomeadamente o grau de destruição, perdas e o nível das águas.
Apontou que só depois desta avaliação é que as autoridades poderão tomar qualquer decisão em relação ao regresso ou não destas famílias às suas zonas de origem ou ainda o seu reassentamento no distrito de Dondo.
A posição do executivo surge depois de algumas vítimas que se encontram nos centros de acomodação de Samora Machel e Sansão Mutemba terem manifestado o desejo de voltar às suas casas.
Para o regresso das pessoas necessita-se de apoio em chapas de coberturas, lonas e kits alimentares, de modo a retomarem as suas vidas, uma vez que ventos e as chuvas afectaram seriamente as suas casas e outros bens.
Por exemplo, Ivone Jorge disse que com os alagamentos e o ciclone Eloise a sua casa ficou sem tecto e todos os víveres que tinha ficaram molhados.
Ivone manifestou-se disposta a regressar à sua residência, desde que tenha ajuda do Governo ou outras entidades.
Alda Lourenço também afirmou que gostaria de receber ajuda para voltar à sua casa, que igualmente ficou sem cobertura.
Mas, diferentemente de outras pessoas, Alda Francisco, acomodada no centro de Samora Machel, aceita a proposta do Governo de recomeçar a vida no centro de reassentamento de Dondo.
Segundo o delegado do Instituto Nacional de Gestão Redução do Risco de Desastres (INGD) de Sofala, Teixeira Almeida, estão disponíveis no Dondo cerca de 90 talhões para acomodar as famílias que pretendam recomeçar as suas vidas neste distrito.
Teixeira disse que o INGD estuda a hipótese de desactivar os centros de acomodação da cidade da Beira.
Nos próximos dias, deverá ser feito o alistamento de famílias dispostas a instalar-se em definitivo nos distritos de Dondo ou Nhamatanda, ambos na província de Sofala.
O Incumprimento das medidas de prevenção da Covid-19, com maior expressão durante a quadra festiva, ditou o aumento do número de novas contaminações e óbitos, segundo o Presidente da República, Filipe Nyusi, na sua comunicação à nação feita na quinta-feira (04) sobre a actual situação desta pandemia.
O Chefe do Estado disse que a subida de casos começou na segunda metade de Dezembro de 2020 e se acentuou a partir da primeira semana de Janeiro do presente ano.
“Hoje estamos cientes de que foram as enchentes nas praias, encontros sociais, festas, e abraços infindáveis que fizeram crescer assustadoramente o número de pessoas infectadas e de mortos”, lamentou o estadista.
Em termos numéricos, só no mês de Janeiro foram registados 20.012 casos, contra a média mensal de 1.864 casos do período compreendido entre Março e Dezembro de 2020.
No mês de Janeiro, foram registados 887 internamentos, contra a média de 80 por mês, enquanto em termos de mortes por Covid-19 foram 200 indivíduos, superando a cifra de 17 óbitos por mês que se registou em 2020. Os dados acumulados até quinta-feira indicavam a existência de 42.172casos notificados, 25.673 recuperados e 427 óbitos.
“Este aumento de casos indica que o país enfrenta desde Novembro do ano passado uma segunda vaga da pandemia, com as análises genéticas a revelarem a existência de uma variante do vírus mais contagiosa, identificada na vizinha África do Sul”, disse o Presidente.
Acrescentou que esta situação é preocupante para o Sistema Nacional de Saúde em termos de capacidade de leitos hospitalares para atender os doentes infectados pela Covid-19 e os que padecem de outras doenças, com grave impacto para a situação económica e social do país.
De acordo com Filipe Nyusi, a maioria dos casos de internamento e mortes pela Covid-19 está concentrada na chamada zona metropolitana do Grande Maputo, que cobre as cidades de Maputo e Matola, o município da vila de Boane e o distrito de Marracuene.
A situação fez com que fosse atingido o limite máximo da capacidade de acompanhamento de contactos e de internamento de doentes que padecem da doença.
A cidade e a província de Maputo registaram, de Março a Dezembro de 2020, 12.852 casos, que representam 70 por cento do total nacional; 707 internados, correspondentes a 84 por cento do total nacional; e 139 óbitos, o equivalente a 88 por cento.
Só em Janeiro deste ano, a cidade e a província de Maputo registaram 11.685 casos, que representam 58 por cento do total nacional. Este dado mostra uma redução em termos percentuais, significando que as outras províncias também já estão a aumentar casos de contaminações. A cidade de Maputo registou só no mês de Janeiro 176 óbitos.
Segundo o estadista, a cidade e a província de Maputo continuam epicentro da pandemia em Moçambique, mas com uma aceleração da transmissão em outras partes do país.
O Presidente descreveu a situação como preocupante, daí o agravamento e o reforço das medidas de prevenção da doença a nível nacional, com especial ênfase para as zonas onde se apresenta com maior gravidade.
Fez saber que, no âmbito do cumprimento do Decreto número 1, de 13 de Janeiro de 2021, foram fiscalizadas em todo o país, até 31 de Janeiro, 5243 unidades económicas formais e informais, que revelaram um incumprimento generalizado das medidas decretadas.
Pelo incumprimento das medidas foram encerradas no mesmo período cinco discotecas e 12 salas de jogos e casinos, oito ginásios clandestinamente abertos e 431 bares de venda de bebidas alcoólicas. Foram também encerradas 2.805 barracas, incluindo quiosques móveis e fixos de venda de bebidas alcoólicas.
A Índia tem atualmente o número mais baixo de casos ativos de covid-19 dos últimos oito meses, menos de 150 mil, tendo registado nas últimas 24 horas 11.713 infeções e 95 mortes, segundo as autoridades indianas.
O país, atualmente com 148.590 casos ativos da doença, não registava um número inferior a 150 mil casos ativos desde meados de junho, segundo a imprensa local.
A Índia tem vindo a reduzir a progressão da doença nos últimos meses, depois de atingir o valor mais alto de infeções em meados de setembro de 2020, com 97.894 contágios num só dia.
Na terça-feira, o país registou 94 mortes por covid-19, o total diário mais baixo desde maio, e 8.635 casos, o valor mais baixo desde junho.
Desde o início da pandemia, o país acumulou mais de 10,8 milhões de casos do novo coronavírus (10.814.304), mantendo-se como o segundo com mais infeções, atrás dos Estados Unidos, que no último balanço contavam com mais de 26,7 milhões.
Com um total de 154.918 mortes, a Índia é o quarto país do mundo com mais óbitos, a seguir aos Estados Unidos, Brasil e México, de acordo com a contagem independente da Universidade norte-americana Johns Hopkins.
A Índia começou uma gigantesca campanha de vacinação em 16 de janeiro, tendo até agora vacinado mais de cinco milhões de pessoas (5.416.849), informou hoje o Ministério da Saúde indiano.
Cerca de 300 milhões de pessoas (o equivalente à população dos Estados Unidos) deverão ser inoculadas até julho, na primeira fase da campanha de vacinação, num país com 1,3 mil milhões de habitantes.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.285.334 mortos resultantes de mais de 104,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira (04) o decreto que estabelece as medidas para a contenção da propagação da pandemia da Covid-19 enquanto vigorar a situação de calamidade pública.
Reunido nos dias 2 e 4 de Fevereiro corrente, na sua 3.ª Sessão Ordinária, o Governo apreciou e ratificou, igualmente, o acordo de donativo na ordem de sete milhões de dólares americanos destinados ao financiamento do programa de fortalecimento de cuidados de saúde primários.
Foi também apreciada a informação sobre o balanço e perspectivas de aplicação das medidas para a contenção da propagação da pandemia da Covid-19, o quinto relatório da situação dos compromissos com os parceiros no âmbito da Covid-19: posição de Dezembro, bem como o ponto de situação da iniciativa presidencial “Um Distrito, Um Hospital”.
A situação de emergência na época chuvosa e ciclónica 2020/2021, com destaque para a passagem do ciclone tropical Eloise, bem como as medidas e acções tomadas, realizadas e em curso, foram outros pontos apreciados neste encontro.
Na ocasião, o Executivo reconduziu Ângelo António Macuácua para o cargo de presidente do Conselho de Administração do Fundo de Estradas e Zauria Amisse Agy Amisse Abdula como membro do Governo na Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Após tomarem o poder na segunda, militares vêm cortando acesso da população às redes sociais.
Os novos governantes militares de Mianmar ordenaram na sexta-feira (5) que operadoras móveis e provedores de serviços de internet bloqueiem o acesso ao Twitter e ao Instagram no país até “novo aviso”, disse a operadora de telecomunicações norueguesa Telenor.
O governo já havia ordenado aos provedores de internet na véspera que bloqueassem o Facebook, que conta com metade da população de 54 milhões como usuários, até 7 de fevereiro.
O Ministério das Comunicações e Tecnologia da Informação não respondeu de imediato a um pedido de comentário, mas disse anteriormente que bloqueou o Facebook por uma questão de “estabilidade”. O Twitter, que também enfrenta pressão de autoridades indianas, não respondeu de imediato aos pedidos de comentários.
Um porta-voz do Facebook confirmou o bloqueio no Instagram.
“Instamos as autoridades a restaurar a conectividade para que as pessoas em Mianmar possam se comunicar com familiares e amigos e acessar informações importantes”, disse a empresa.
Em comunicado, a Telenor expressou “grande preocupação” sobre a diretriz e disse que questionou sua necessidade junto às autoridades.
Organização via redes sociais
Desde a proibição do Facebook, milhares de pessoas em Mianmar se reuniram no Twitter e no Instagram para expressar sua oposição à ação do Exército e à destituição e prisão da líder eleita Aung San Suu Kyi.
Muitas pessoas têm usado as mídias sociais e hashtags pró-democracia para criticar a ação do Exército e convocar protestos pacíficos até que o resultado da eleição de novembro, vencida de forma esmagadora pelo partido de Suu Kyi, seja respeitado.
Os militares fizeram afirmações infundadas de que a eleição de Suu Kyi e sua Liga Nacional para a Democracia foi fraudulenta. A comissão eleitoral disse que a votação foi justa.
Ex-presidente dos EUA é acusado de incitamento à insurreição pela invasão do Capitólio por seus apoiadores no dia 6 de janeiro.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou na quinta-feira que não deporá no julgamento político que enfrenta sob a acusação de incitamento à insurreição pela invasão do Capitólio por parte de seus apoiadores no dia 6 de janeiro.
“O presidente não irá depor num procedimento inconstitucional”, declarou o porta-voz do republicano, Jason Miller, em um comunicado divulgado pelo jornal “The Washington Post” depois de a defesa do ex-mandatário ter chamado o processo de “manobra de relações públicas” do Partido Democrata.
Trump, que deixou a Casa Branca no dia 20 de janeiro, respondeu a um pedido formal feito pelo legislador democrata Jamie Raskin, líder do grupo que entrou com o processo de julgamento político, para prestar depoimento sob juramento antes ou durante o processo do Senado.
Raskin fez o pedido através de uma carta que foi publicada em seu site e enviada aos advogados do ex-presidente dois dias depois de a equipe jurídica de Trump ter apresentado uma série de documentos à Câmara Alta refutando algumas das alegações feitas pelos nove legisladores democratas que servirão como relatores no julgamento.
Na carta, Raskin destacou que os ex-presidentes Gerald Ford (1974-1977) e Bill Clinton (1993-2001) depor uma vez no Congresso enquanto estavam à frente da Casa Branca e apontou que já que Trump não é mais chefe de Estado, ele estará disponível para se apresentar aos juízes.
Dado que o julgamento terá início na próxima terça-feira, Raskin recomendou ao ex-chefe de Estado que deponha a partir da segunda-feira e ao mais tardar a partir da próxima quinta.
“Se recusar este convite, nos reservaremos todos os direitos, incluindo o de estabelecer em julgamento que a sua recusa em falar apoia uma forte inferência adversa relativa às suas ações em 6 de janeiro de 2021”, avisa a carta enviada pelo legislador, que havia dado a Trump um prazo para responder que vai até 17h (19h de Brasília) desta sexta-feira. Apesar deste aviso, os relatores não têm autoridade para convocar o republicano para prestar depoimento se ele se recusar a fazê-lo.
Itália registou 14.218 casos de covid-19 e 377 mortes nas últimas 24 horas, indicou o Ministério da Saúde italiano, números em linha com os registados ao longo da semana.
Desde os primeiros casos detetados no país, em Fevereiro de 2020, Itália já acumulou 2.611.659 casos de infeção pelo novo coronavírus e 90.618 óbitos atribuídos a covid-19.
Nas últimas 24 horas, o total de novos casos foi superior em 559 em comparação com o dia anterior, tendo sido feito sensivelmente o mesmo número de testes de diagnóstico, cerca de 250.000.
Em relação a quinta-feira, quando as autoridades italianas reportaram 422 mortes, houve nas últimas 24 horas uma redução de 45 óbitos.
Atualmente, Itália tem 429.118 casos ativos, estando 19.575 pessoas hospitalizadas (menos 168 do que na véspera) e 2.142 (menos nove) internadas em unidades de cuidados intensivos.
O presidente do Instituto Superior de Saúde (ISS) italiano, Sílvio Brusaferro, confirmou a tendência de redução no número de camas ocupadas nos hospitais e nas unidades de cuidados intensivos.
As pessoas infetadas têm uma média de idade em torno dos 50 anos, em que quase 70% dos casos são assintomáticos, acrescentou.
Segundo Brusaferro, a progressão do novo coronavírus em Itália continua “estável”, se comparado a outros países europeus, e tem registado uma “lentíssima” diminuição no número de casos.
A campanha de vacinação continua, apesar dos atrasos na entrega das vacinas por parte das farmacêuticas, tendo, segundo as autoridades sanitárias italianas, sido já inoculadas com a primeira dose 2.377.520 pessoas em todo o país.
Itália está quase a atingir um milhão de pessoas imunizadas (987.995), sobretudo profissionais de saúde.
Em relação ao país no seu todo, a maioria das regiões permanecem com qualificação na escala de risco de “amarelas” ou de “leve risco” e apenas se mantêm restrições de grau intermédio em Apúlia, Cerdena e Sicília (todas no sul), Úmbria (centro) e na província autónoma de Bolzano (norte).
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.285.334 mortos resultantes de mais de 104,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A farmacêutica chinesa Sinovac pediu na sexta-feira (05) às autoridades mexicanas autorização para uso da vacina contra a covid-19 produzida pela empresa, tal como a CanSino Biologics, mas neste caso apenas para uso de emergência.
“Temos uma nova vacina no horizonte, da firma Sinovac, que se chama Coronavac”, anunciou o subsecretário da Saúde e estratega do Governo mexicano para combater a pandemia, Hugo López-Gatell, precisando que o pedido já foi apresentado na Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris).
No mesmo dia, o secretário dos Negócios Estrangeiros do México, Marcelo Ebrard, anunciou que a também chinesa CanSino vai pedir autorização para uso de emergência da vacina produzida pela empresa.
A vacina, que requer uma única dose e “será embalada [no estado mexicano de] Querétaro”, já foi “aplicada com êxito em 14.425 voluntários no México desde outubro de 2020”, escreveu o governante nas redes sociais, sem no entanto divulgar os resultados dos ensaios clínicos.
O México foi um dos primeiros países do mundo a iniciar a campanha de vacinação, logo em 24 de dezembro, mas o atraso na entrega de vacinas está a preocupar o Governo.
O país recebeu apenas cerca de 760 mil doses da vacina da Pfizer, que não chegam para vacinar todo o pessoal de saúde.
Para imunizar a população, de 130 milhões de habitantes, o país conta com acordos para 34,4 milhões de doses da vacina da Pfizer, 77,4 milhões da britânica AstraZeneca, 35 milhões da CanSino e 51,5 milhões da plataforma Covax da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Na terça-feira, a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris) aprovou também o uso de emergência da vacina russa Sputnik V, tendo o Ministério da Saúde mexicano assinado igualmente o contrato para o fornecimento de 24 milhões de doses.
O México registou 1.368 mortes provocadas pelo novo coronavírus e 13.051 infeções nas últimas 24 horas, segundo as autoridades mexicanas.
Desde o início da pandemia, o país contabilizou 164.290 óbitos e 1.912.871 casos confirmados de covid-19.
Na semana passada, o país registou vários recordes, quer em número de óbitos (1.803), quer em casos confirmados num só dia (22.339), depois de em janeiro ter somado o maior número de vítimas fatais desde o início da pandemia (32.729).
A cidade do México, epicentro da pandemia no país, continua em alerta máximo, com 80% das camas nos hospitais ocupadas.
Com a agravamento da situação, o México passou esta semana a ser o terceiro país no mundo com mais mortes por covid-19, depois dos Estados Unidos e Brasil, ultrapassando a Índia.
O país é o 13.º em número de infetados, de acordo com a contagem independente da Universidade norte-americana Johns Hopkins.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.285.334 mortos resultantes de mais de 104,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
As vacinas e a luta contra a covid-19 deverão marcar a cimeira anual da União Africana, que arranca hoje e da qual deverá sair a nova liderança executiva para os próximos quatro anos.
A África tem sido até agora relativamente poupada pelo novo coronavírus, com 3,5% dos casos e 4% das mortes registadas oficialmente em todo o mundo, de acordo com o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (África CDC).
No entanto, nesta segunda vaga, a mortalidade está a crescer, tendo já ultrapassado a média mundial, e a generalidade dos países do continente está a ter dificuldades em aceder às vacinas.
Durante a cimeira, que decorre hoje e domingo excecionalmente em formato virtual, os chefes de Estado e de Governo dos 55 Estados-membros da organização deverão ainda abordar os vários conflitos no continente, embora as questões de paz e segurança, que habitualmente ocupam grande parte das cimeiras, tenham este ano menos tempo na agenda.
A cimeira começa hoje com um discurso do Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, sobre os atuais esforços do continente para lidar com a pandemia e com a passagem da presidência rotativa da organização para a República Democrática do Congo.
No final de janeiro, em Davos, na Suíça, o presidente cessante da UA criticou os países ricos que “monopolizam” as vacinas contra o coronavírus.
A África do Sul é o principal foco da pandemia no continente e representa 40% (1,5 milhões) dos casos detetados em África, mas enquanto Joanesburgo recebeu na segunda-feira o seu primeiro carregamento de vacinas da AstraZeneca e espera vacinar pelo menos 67% dos sul-africanos até ao final do ano, as perspetivas para o continente como um todo são muito mais modestas.
A África precisará de 1,5 mil milhões de doses para vacinar 60% dos seus cerca de 1,3 mil milhões de habitantes para conseguir a imunidade de grupo.
Numa entrevista recente, o presidente da Comissão da UA, Moussa Faki Mahamat, denunciou o “nacionalismo das vacinas” e os “países ricos que se arrogam prioridade a si próprios, alguns até comprando mais do que precisam”.
À epidemia juntam-se as preocupações de segurança do continente: os conflitos em Tigray, na Etiópia, sede da UA, e no Sahel são apenas dois exemplos das crises que continuam a assolar África.
“Esperamos que a cimeira seja uma oportunidade para os líderes africanos se reorientarem para uma série de conflitos e crises que foram negligenciados devido à prioridade lógica dada à covid-19 no ano passado”, defendeu a investigadora do International Crisis Group (ICG), Imogen Hooper.
Face a este duplo desafio de saúde e segurança, as eleições internas da UA prometem ser decisivas.
Moussa Faki Mahamat, antigo primeiro-ministro e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Chade, é o único candidato à sua própria sucessão à frente da Comissão, o órgão executivo da União Africana.
Contudo, terá de conseguir dois terços dos votos e ultrapassar as acusações, que rejeita, de “uma cultura de assédio sexual, corrupção e intimidação dentro da comissão”, apontou o ICG num recente relatório.
Caso não obtenha os apoios necessários, permitirá à UA abrir o lugar a outros candidatos.
Faki Mahamat destacou recentemente os esforços de prevenção de conflitos durante o seu primeiro mandato de quatro anos, afirmando estar “satisfeito por ver que hoje em dia não há guerra entre países africanos”.
No entanto, o Conselho de Paz e Segurança da organização, por exemplo, nunca se pronunciou sobre o conflito entre o governo camaronês e os separatistas das zonas de língua inglesa, ou a ascensão de radicais islâmicos no norte de Moçambique.
Na Etiópia, Faki tinha apelado à cessação das hostilidades entre o governo de Adis Abeba e as autoridades dissidentes na região norte de Tigray pouco depois do início dos combates em novembro.
Mas o primeiro-ministro etíope e Prémio Nobel da Paz de 2019, Abiy Ahmed, recusou qualquer mediação da UA numa operação classificada de “aplicação da lei” abrangida pela soberania do país.
“Isto ilustra como é difícil para a UA influenciar o curso de certas crises. Cada vez que um Estado membro insiste que um conflito é interno, a UA tem tido grande dificuldade em se envolver”, acrescentou Imogen Hooper.
A União Africana foi criada a 11 de julho de 2000 para substituir a Organização da Unidade Africana (OUA), fundada a 25 de maio de 1963, e reúne atualmente 55 estados-membros, incluindo os lusófonos Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
O procurador-geral da República (PGR) brasileiro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter aberto nove investigações preliminares à conduta do Presidente, Jair Bolsonaro, na pandemia de covid-19, noticiou a imprensa local na sexta-feira (05).
O PGR, Augusto Aras, indicou, no parecer enviado ao STF, que tem sido “zeloso na apuração de supostos ilícitos atribuídos ao chefe do Executivo”, ressaltando que já instaurou nove procedimentos contra o chefe de Estado, sendo que a maioria foi iniciada no ano passado.
A mais recente investigação preliminar foi instaurada na quinta-feira, a pedido do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), para analisar o comportamento de Bolsonaro face à grave crise de saúde que afeta as unidades federativas do Pará e do Amazonas.
Apesar disso, o chefe de Estado não é formalmente investigado sobre o tema.
Aquando da abertura de um procedimento preliminar, a Procuradoria-Geral da República avalia se há elementos para a abertura de um inquérito judicial.
Augusto Aras enviou a manifestação ao STF após um advogado ter acusado Bolsonaro de genocídio, acrescentando que a PGR tem deixado de apurar a responsabilidade do Presidente por condutas alegadamente omissivas e delituosas, que teriam colocado em risco a vida de brasileiros.
Desde o início da pandemia que Bolsonaro se tem mostrado cético em relação à gravidade da doença, criticando o uso de máscara, o isolamento social e até mesmo as vacinas produzidas contra a doença.
Vários partidos e figuras políticas têm acusado o chefe de Estado, e o seu ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de “genocídio”, “inércia” e “omissão” na gestão da pandemia.
Na quinta-feira, 30 parlamentares entregaram ao Senado um pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, para investigar alegadas ações e omissões do Governo Federal no combate à pandemia.
“Com o recrudescimento da covid-19 em dezembro de 2020 e janeiro de 2021, as omissões e ações erráticas do Governo Federal não podem mais passar incólumes ao devido controlo do Poder Legislativo”, justificou o senador Randolfe Rodrigues, autor do pedido.
O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo maior número de mortos (230.034, em mais de 9,4 milhões de casos), depois dos Estados Unidos.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.285.334 mortos resultantes de mais de 104,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
No primeiro dia da vigência do recolher obrigatório nas cidades de Maputo e Matola, assim como nos distritos de Marracuene e Boane, o Presidente da República, Filipe Nyusi, reuniu-se, ontem (05), com a Polícia da República de Moçambique (PRM) para dizer que não quer moçambicanos sujeitos a maus-tratos e apelou para uma actuação de acordo com a lei.
No evento que decorreu no quartel da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), em Maputo, Filipe Nyusi orientou aos agentes da lei e ordem sobre a postura que devem tomar diante do anúncio das novas medidas restritivas para travar a propagação da COVID-19.
“Não viemos aqui para dizer que devem bater nos moçambicanos. Nem viemos aqui para dizer que devem ameaçar o cidadão”, disse Filipe Nyusi.
“Viemos para dizer: façam cumprir o decreto [sobre a Situação de Calamidade Pública]”, enfatizou o Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, tendo afirmado que a Polícia é “chamada para mais um teatro” de operações, “que é de salvar a vida dos moçambicanos”.
Nyusi apelou à PRM para evitar a corrupção: “a Polícia não precisa de resolver os seus problemas extorquindo a este ou aquele. É preciso disciplinar as pessoas”.
O Chefe do Estado realçou que em caso de desacatos ou desobediência por parte dos cidadãos, é preciso agir de forma a reprimir o problema sem recorrer a cassetete, nem a tiros. Aliás, estes “quase que não devem existir”.
“Leiam e dominem o decreto para não haver interpretações arbitrárias, ou aqueles que sempre se aproveitam duma posição para resolver suas preocupações”, apelou o Presidente Nyusi, recomendando aos moçambicanos a cooperar com a Polícia.
A quarta jornada do Moçambola 2021 terá três jogos de destaque, com Black Bulls vs Ferroviário de Maputo a ser o mais importante e de teste de liderança para os “touros”, enquanto o embate entre Costa do Sol e ENH de Vilankulo será de fogo, com as duas equipas empatadas em pontos. Outro jogo de destaque será entre Desportivo Maputo e Liga Desportiva de Maputo.
É já hoje que começa a ser disputada a quarta jornada do Moçambola 2021, com dois jogos de destaque e de grande importância.
Em Tchumene joga-se pela liderança da prova, com os donos da casa, a Black Bulls, a ir para prova de fogo, aliás, de liderança. Era a oportunidade que a turma de Hélder Duarte precisava para provar que, efectivamente, não está no Moçambola para passear, mas também para disputar a prova, um dos objectivos da colectividade quando conquistou a região sul da divisão de honra.
Aliás, a liderança da Black Bulls é prova disso, já que em três jogos disputados somou igual número de vitórias e conta com nove pontos.
Mas o Ferroviário de Maputo parece estar a se dar bem fora de portas do que em sua própria casa, tendo em conta que no Estádio da Machava somou dois empates e quando jogou fora venceu. A resposta à questão: como será desta vez (?) será dada ao final dos 90 minutos deste sábado, no campo número dois do Matola Stadium, onde Black Bulls e Ferroviário de Maputo defrontam-se.
No que aos confrontos entre as duas colectividades, o destaque vai para o embate ocorrido numa das eliminatórias da Taça de Moçambique de 2019, quando os “locomotivas” da capital atropelaram os “touros”, com vitória a tangente no conjunto das duas mãos, uma vez que empataram sem abertura de contagem, no Campo da Afrin, onde a Black bulls realizava seus jogos, e vitória por 2-1, no jogo de volta, no Estádio da Machava.
Num campo neutro e com um tapete relvado de luxo, o resultado será incógnito até ao seu final.
Na outra partida de destaque neste sábado vai envolver o Desportivo Maputo e a Liga desportiva de Maputo. Apesar do jogo ser dos “alvi-negros”, o palco será o campo de Hanhane, onde realiza seus jogos. Ou seja, a Liga Desportiva de Maputo será visitante em seu próprio campo.
Nos 14 jogos disputados entre as duas equipas a Liga Desportiva leva vantagem, já que venceu outo jogos e perdeu apenas dois, empatando outros quatro jogos. Mas esta vantagem é apenas virtual, se olharmos para o desempenho das duas equipas nesta edição. Os “alvi-negros” até pareciam estar num bom caminho, empatando nas duas partidas realizadas fora de portas, a última delas diante da União Desportiva de Songo.
Mas a vitória da Liga Desportiva na última jornada dá um alento muito importante para Aly Hassane, que assim quer voltar a vencer, num campo que bem conhece, já que é lá onde treina.
Até porque em 2019, os dois conjuntos defrontaram-se no mesmo palco, o campo da Liga Desportiva de Maputo, onde primeiro foram os “alvi-negros” a vencerem, na primeira volta, por 3-2, tendo os donos da casa dado o troco na segunda volta, num jogo de loucos que terminou com 5-4 e que salvou a Liga Desportiva de Maputo de descer de divisão.
“CANARINHOS” E “HIDROCARBONETOS” EM CHOQUE
No domingo, o ninho do canário será palco de um embate entre equipas que tem sido rivais nos seus jogos. Costa do Sol e ENH de Vilankulo tem estado a protagonizar jogos escaldantes quando se encontram. Prova disso são os resultados que se registaram em 2019, com os “hidrocarbonetos” a vencerem em casa e os “canarinhos” a darem o troco em Maputo.
O equilíbrio é a nota dominante entre os embates realizados, mas desta vez com a o destaque para o regresso de Victor Mayamba ao ninho, onde foi treinador adjunto.
Cento e quinze (115) agricultores seleccionados para beneficiarem do programa “Sustenta” ainda não receberam tractores e outros insumos agrícolas em Nampula, três meses depois de terem assinado contratos para o efeito. A situação pode pôr em causa as expectativas do Governo nesta época agrícola.
Delfim Bonifácio é o agricultor de referência no distrito de Larde, parte costeira da província de Nampula. Explora 165 hectares, onde produz gergelim, milho, amendoim e outras culturas de rendimento. O agricultor considerado emergente faz parte de um total de 115 que em Outubro passado assinaram contratos com o Governo para beneficiarem de tractores, sementes, insecticidas, e outros produtos, assim como um fundo de maneio para aumentarem a sua capacidade de produção, através do programa Sustenta, mas até aqui só receberam insecticidas e sementes.
“Cem hectares era para gergelim, já fiz 70, faltam 30 hectares para completar, mas por falta de fundos já estou paralisado. Para além disso, tenho uma parte também que ainda não fiz sacha porque ainda não tenho fundos para complementar esta parte. Sendo assim, estou muito preocupado”.
São inquietações apresentadas ontem ao director provincial de Agricultura e Pescas em Nampula, numa altura em que praticamente restam três meses para o fim do segundo ciclo da época agrícola. “Atraso de recepção de equipamentos agrícolas e valores monetários para o fundo de maneio destinado à alocação de mão-de-obra para a sementeira, sacha, entre outras”, descreveu António Ernesto, um dos agricultores.
Os beneficiários denunciam ainda a baixa qualidade da semente fornecida e o custo exorbitante dos insecticidas e conservantes de sementes. “Claro, está escrito semente, mas estamos duvidosos, se é semente ou é grão”, avançou outro agricultor.
O responsável de Agricultura e Pescas em Nampula, Ernesto Pacule, reconheceu legitimidade das preocupações, tendo explicado que os 115 tractores para Nampula ainda não chegaram, pelas seguintes razões: ao nível do mercado (local) não havia tractores. Esta é a informação que tivemos, mas dentro deste ou próximo mês todos os produtores terão os tractores, segundo o contrato.
Sobre o fundo de maneio que deveria servir para a sacha, assim como a qualidade de sementes, Ernesto Pacule preferiu analisar com outras entidades do governo e só depois disso haverá resposta para os agricultores.
Quase toda a logística necessária para a exploração de gás natural liquefeito na Área 1 da Bacia do Rovuma, será feita a partir da baia de Pemba, a capital da província de Cabo Delgado. O facto foi confirmado pelo director geral da Total, multinacional francesa que lidera o projecto Mozambique LNG.
“Com certeza que o projecto Mozambique LNG também está a analisar todas opções para optimizar parte da sua cadeia logística, e poderá haver alguns serviços a serem efectuados em Mayotte, como uma base de apoio, mas o fundamental das operações offshore estarão baseadas aqui em Pemba, em Muxara e nas instalações dos CFM/PESCHAUD,” confirmou o director geral da Total Moçambique, Ronan Bescond.
Actualmente, de acordo com a fonte, decorrem obras para a construção da base logística da Total, em Muxara, um dos bairros da capital da província, ao mesmo tempo que os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), em parceria com a empresa PESCHAUD, remodelam o Porto de Pemba.
“Visitamos a base logística de Muxara que vai apoiar toda operação offshore, que prevê a perfuração de 18 poços segundo o plano de desenvolvimento. E também as operações offshore que vão ser desenvolvidas pela Technip FMC, a nossa contratada, para as operações offshore em águas profundas. Agora estamos no porto de Pemba onde a CFM e PESCHAUD vão providenciar apoio logísticos para carregar e descarregar navios e todos equipamentos que vão ser necessários para todas operações na área 1,” explicou Ronan Bescond, que também é vice-presidente do projecto Mozambique LNG.
Além de confirmar a instalação da base logística da Total na baia de Pemba, Ronan Bescond reafirmou o compromisso da multinacional em continuar com o processo do conteúdo local, que era uma das maiores preocupações levantadas pelos empresários da província, quando aperceberam-se da possibilidade de alguns serviços serem feitos a partir de Mayotte, um arquipélago francês do oceano índico situado a cerca de 500 km da costa de Cabo Delgado.
“Nós comprometemo-nos com as autoridades o gastar cerca de 2.5 biliões de dólares e ter cerca de 5 mil moçambicanos empregados nos nossos projectos. E estamos a pensar na formação desse pessoal, por isso, estamos a construir um centro de treinamento em Afungi, e estamos a preparar a construção do centro em Maputo, além de termos as empresas moçambicanas ou registadas em Moçambique, inclusive em parceria com a embaixada francesa oferecemos 40 bolsas de estudos para formação na área, e tudo isso demonstra o nosso compromisso com o conteúdo local”, tranquilizou Bescond.
Entretanto, nesta visita à província de Cabo Delgado, o director geral da Total Moçambique, escusou-se a falar sobre a situação de insegurança na província de Cabo Delgado, mas garantiu que não há mudança de planos para início de exploração de gás previsto para o ano 2024.
“O plano inicial continua para inicio da exploração em 2024 e estamos a trabalhar com o Governo para que esse objectivo seja alcançado,” concluiu Ronan Bescond.
“Os EUA estão de volta” foi essa a mensagem do Presidente norte-americano, Joe Biden, para o mundo no seu primeiro discurso sobre política externa.
“A América está de volta. A diplomacia está de regresso ao centro da nossa política externa. Como disse no meu discurso inaugural, repararemos as nossas alianças e voltaremos a envolver-nos com o mundo, não para enfrentar os desafios de ontem, mas os de hoje e os de a manhã”, afirmou Biden.
Biden diz querer ir ao encontro “das ambições crescentes da China, da determinação da Rússia, dos desafios globais do clima e da pandemia de COVID-19”.
O Presidente dos Estados Unidos diz ainda que irá aumentar o esforço diplomático em relação à guerra no Iémen.
Estima-se, que mais de cem mil pessoas tenham morrido durante os seis anos de conflito que já fez milhões de deslocados.
“Esta guerra tem de acabar, e para sublinhar o nosso compromisso estamos a acabar com todo o apoio americano a operações ofensivas na guerra no Iémen, incluindo a relevante venda de armas”, afirmou Joe Biden.
Biden anunciou ainda o fim dos planos de retirada das tropas das várias bases militares americanas na Alemanha. Há mais de trinta mil efetivos estacionados no país e havia planos para redistribuir cerca de 9.500.
Morreu ontem (05) em Maputo, vítima de doença, o político Francisco Pateguana.
Francisco João Pateguana foi vice-ministro da Agricultura, Governador da Província de Gaza, Governador da Província de Inhambane e deputado da Assembleia da República.
Pateguana fez parte da Comissão Ad-Hoc que reviu o regime do parlamento, estatuto de deputado e restruturou o Secretariado Geral da Assembleia da República.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) aprendeu, na cidade de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, 180 quilogramas de efedrina, uma substância química usada para o fabrico de drogas, como anfetamina e metanfetamina.
O material para drogas foi apreendido numa das bombas de combustíveis localizada na avenida Marginal, no bairro de Cariacó, e em conexão com o caso, foi detido um empresário local.
O suspeito nega tratar-se de uma substância usada como matéria-prima para a produção de droga, afirmando servir para o fabrico de bolos.
Oitenta e um estrangeiros foram repatriados, durante a semana passada, por permanência ilegal no país. Este número representa um aumento em 70%, comparativamente à semana anterior, em que foram expatriadas 24 pessoas.
O repatriamento dos ilegais ocorreu mercê da fiscalização dos agentes do Serviço Nacional de Migração (SENAMI).
Segundo um comunicado da instituição, os estrangeiros, de nacionalidades malawiana, tanzaniana, paquistanesa e zimbabweana foram repatriados através dos postos de travessia de Zóbuè, na província de Tete, Melosa, na Zambézia e Machipanda, em Manica.
No mesmo período, o SENAMI impediu 18 pessoas de entrar em Moçambique, no âmbito das medidas restritivas para conter a propagação do novo Coronavírus.
A nota aponta que houve um decréscimo em 30%, no número de recusas, se comparado a igual período do ano passado em que 30 estrangeiros foram impedidos de entrar no país.
O SENAMI indica que a maioria das pessoas foi impedida de entrar em Moçambique no país por portar vistos não correspondentes ao motivo da viagem.
“O maior destaque foi de seis sul-africanos que não portavam o visto correspondente ao motivo da entrada em Moçambique, invocado no acto do procedimento migratório”, refere-se.
Dois (2) indivíduos encontram-se detidos, um na 7.a Esquadra e outro no Comando da PRM na Beira, indiciados de ligação ao desvio de um camião que saía do porto desta cidade carregado de trinta toneladas de fertilizantes tendo como destino o Malawi.
Trata-se de J. Maguide, de 40 anos, motorista que conduzia o camião de carga da marca Freightliner com placa de matrícula ABH 029 MC, e um antigo motorista da mesma empresa que se identificou como C. João, de 38 anos.
De acordo com o chefe das Relações Públicas, Comunicação e Imagem do Serviço Nacional de Investigação Criminal em Sofala (SERNIC) em Sofala, Alfeu Sitoe, o camião foi localizado numa zona no distrito do Dondo, onde os dois comparsas pretendiam comercializar o produto e depois abandonar o veículo.
Sitoe explicou que C. João tinha como prática aliciar os motoristas para desviarem os produtos, o que já aconteceu por duas vezes.
“Informações em nosso poder dão conta que o antigo condutor saiu da empresa a seu contragosto e não sabemos se por vingança tem vindo a desencaminhar outros motoristas, levando-os a venderem as mercadorias de forma ilícita. Quando tomámos conhecimento de que isso estava acontecer, deslocámo-nos ao local e abortámos a acção que constitui crime de furto qualificado”, relatou Alfeu Sitoe.
Recordou ainda que a primeira vez que o SERNIC tomou conhecimento do comportamento do antigo condutor foi em Dezembro e envolvia um nacional que até ao momento está detido na Cadeia Central.
Por sua vez, J. Maguide aceitou o seu envolvimento no desvio da carga, mas defendeu que tomou aquela atitude junto de C. João porque ambos precisavam de dinheiro.
Acrescentou que o colega sabia onde e a quem vender a mercadoria para ganhar 300 mil meticais.
Por sua vez, C. João negou o seu envolvimento e contou que quando desviaram o camião o objectivo era vender o combustível de reserva porque o seu colega tinha gasto o valor para pagar a portagem. Se desse certo, poderiam ganhar 15 mil meticais.
Segundo ele, trabalhou na empresa por oito meses e o patronato rescindiu contrato e desde Outubro do ano passado que está sem emprego.
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