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Domingo, Julho 26, 2026
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Devastados pela pandemia, Estados Unidos superam o meio milhão de mortes

É o país com o maior número de óbitos do mundo, o dobro do Brasil.

As consequências trágicas da pandemia de coronavírus continuam a abater-se nos Estados Unidos. O país ultrapassou na segunda-feira (22) uma marca terrível. De acordo com os dados compilados pela Universidade Johns Hopkins, os Estados Unidos superaram a segunda-feira os 500 mil mortos causados pela Covid-19.

Os Estados Unidos ultrapassaram esta ‘barreira’ cerca de um ano depois de ter sido reportada a primeira morte provocada pela Covid-19.

É o país mais afetado pela pandemia no mundo, e registam os números mais elevados de casos (28,1 milhões) e de óbitos.

No que diz respeito às mortes, os Estados Unidos têm cerca do dobro das vítimas do segundo país do mundo com mais óbitos devido à Covid-19: o Brasil, com 247 mil mortos, e que este semana deve chegar aos 250 mil.

Apple está a desenvolver ‘powerbank’ capaz de se ‘colar’ ao iPhone 12

O acessório tirará partido da tecnologia MagSafe nos mais recentes dispositivos da Apple. Além de se tratar do primeiro telemóvel 5G da Apple, o iPhone 12 tem como uma das suas grandes novidades o carregamento MagSafe criado para otimizar o recarregamento de bateria sem recurso a fios. 

A introdução desta tecnologia, que se baseia em integrar ímanes na face traseira do dispositivo, foi acompanhada pela criação de uma série de novos acessórios para iPhone. Aparentemente, a Apple quer continuar a criar este tipo de acessórios e a Bloomberg está pronta para avançar com a notícia de que a ‘Empresa da Maçã’ está prestes a lançar um tipo de ‘powerbank’ capaz de ficar presa na traseira do iphone.

A informação que circula indica que este acessório está neste momento em fase de prototipagem, com a Apple a tentar corrigir todos os problemas antes de o anunciar oficialmente.

Mulher de ‘El Chapo’ detida. Acusada de ajudá-lo a gerir império de droga

As autoridades norte-americanas investigavam Emma Coronel Aispuro há pelo menos dois anos. Também foi acusada de conspirar para ajudar ‘El Chapo’ a fugir da prisão.

A mulher de Joaquín Guzmán Loera, mais conhecido como ‘El Chapo’, foi detida na segunda-feira (22) nos Estados Unidos, avança o The New York Times. Emma Coronel Aispuro foi acusada pelas autoridades norte-americanas de ajudar o marido a gerir o seu império de droga, avaliado em milhares de milhões de dólares, e de conspirar para o ajudar a fugir da prisão após a sua captura em 2014.

Emma Coronel Aispuro, que tem nacionalidade mexicana e norte-americana, foi detida no aeroporto internacional Dulles, perto de Washington.

Já estava a ser investigada pelas autoridades federais há pelo menos dois anos por ser cúmplice de ‘El Chapo’.

Os documentos apresentados no tribunal referem que Emma Coronel Aispuro transmitia mensagens a ‘El Chapo’ que o ajudaram a fazer carregamentos de droga entre 2012 e 2014 e a evitar ser capturado pelas autoridades mexicanas e norte-americanas.

A mulher de ‘El Chapo’ fará o seu primeiro interrogatório judicial por videoconferência hoje no tribunal do District of Columbia.

Duas girafas morreram eletrocutadas na região ocidental do Quénia

A agência de vida selvagem do Quénia anunciou hoje que duas girafas morreram eletrocutadas no domingo (21), ao embaterem em cabos elétricos na região ocidental do país.

Trizer Mwakinya, do departamento de comunicação da agência de vida selvagem do país, citado pela Associated Press, anunciou que os trabalhadores da companhia elétrica estatal “estiveram no local” para corrigir o problema.

A conservacionista Paula Kahumbu alertou a agência e a elétrica estatal para as mortes que os cabos elétricos provocaram recentemente, incluindo girafas, abutres e flamingos.

“O conselho dos especialistas foi ignorado. As avaliações de impacto regulamentar são notoriamente pobres em muitos projetos de desenvolvimento. É triste que seja preciso este tipo de mortes para sensibilizar algumas pessoas”, escreveu a conservacionista na plataforma social Twitter.

Num ‘tweet’ anterior, em que partilhou uma imagem de duas girafas sob um poste de eletricidade, Kahumbu assinalou que são animais da subespécie Rothschild, a mais alta do mundo.

A agência de vida selvagem do Quénia afirmou que há apenas 609 girafas Rothschild no país.

Estima-se que haja 1.400 espécimes em ‘habitat’ natural, sendo que, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, a subespécie já não é considerada “em perigo”, embora se mantenha na categoria “quase ameaçada”.

Senado do Estado do Arkansas junta-se a vaga de proibição do aborto

O Senado do Estado norte-americano do Arkansas proibiu no Domingo (21) quase todos os tipos de aborto, incluindo em caso de violação ou incesto, pretendendo que o Supremo Tribunal atue no mesmo sentido em todo o país.

“O Arkansas está a pedir e apelar ao Supremo Tribunal para que veja esta situação e tome uma decisão que permita de novo aos Estados proteger a vida humana”, afirmou antes da votação o senador estadual republicano Jason, proponente da medida no Domingo aprovada.

A medida, aprovada pela maioria republicana com 27 votos a favor em 34, apenas o exclui o aborto para salvar a vida da mãe em caso de emergência médica, e mesmo para que fossem incluídas para os casos de violação ou incesto foram rejeitadas.

A medida será agora votada na Câmara de Representantes estadual, também controlada pelo partido republicano.

Segundo o Instituto, que defende o direito ao aborto, são já 13 os Estados onde foram propostas proibições de aborto este ano.

Com legislativa em diversos Estados, os movimentos conservadores vêm aumentando a pressão no sentido da revisão, e anulação, pelo Supremo Tribunal da decisão histórica de 22 de janeiro de 1973, (Roe v. Wade), que protege o direito ao aborto.

Estados Unidos decretam novas sanções contra junta militar em Myanmar

Os Estados Unidos impuseram na segunda-feira (22) sanções contra dois membros da junta militar de Myanmar (antiga Birmânia), que se juntam a dez militares anteriormente sancionados por Washington.

O objeto das novas sanções são o general Maung Maung Kyaw e o tenente-general Moe Myint Tun, de acordo com um comunicado do Departamento do Tesouro norte-americano.

Ao abrigo da medida, os bens que os dois militares possam ter nos Estados Unidos são bloqueados, sendo proibidas quaisquer transações com estes.

Na nota, os Estados Unidos afirmaram que vão continuar a trabalhar com os aliados na região e em todo o mundo “para exercer pressão sobre os militares e a polícia birmaneses”.

“Os militares devem inverter as suas ações e restaurar urgentemente o governo democraticamente eleito na Birmânia [Myanmar], ou o Departamento do Tesouro não hesitará em tomar novas medidas”, indicaram, no mesmo comunicado, as autoridades norte-americanas.

Estas sanções seguem-se às impostas em 11 de fevereiro contra dez oficiais birmaneses, incluindo o comandante das Forças Armadas, general Min Aung Hlaing, que liderou o golpe militar que levou à deposição do governo eleito de Aung San Suu Kyi.

Hlaing tem presidido à junta militar que governa o país desde o golpe de Estado.

Em 01 de fevereiro, o exército prendeu a chefe do governo civil birmanês, Aung San Suu Kyi, o Presidente Win Myint e vários ministros e dirigentes do partido governamental, proclamou o estado de emergência e colocou no poder um grupo de generais.

Os militares tomaram o poder alegando irregularidades durante o processo eleitoral do ano passado, apesar de as autoridades eleitorais terem negado a existência de fraudes.

A Junta Militar disse que vai manter-se no poder durante um ano, antes da realização de um novo ato eleitoral.

Desde o golpe militar, os protestos contra os militares têm-se multiplicado em várias cidades de Myanmar, com as forças de segurança a reprimirem os manifestantes com violência.

Spotify vai passar a estar presente em mais 80 países

A plataforma de música Spotify vai estar presente em mais 80 países, incluindo dezenas de países de África, quase duplicando o número de mercados em que está presente, anunciou hoje a empresa em comunicado.

Entre os países africanos com maior população que vão ser incluídos destacam-se a Nigéria, a Tanzânia, o Uganda e Moçambique, mas o Spotify também vai chegar, por exemplo, ao Bangladesh e ao Paquistão.

Assim como acontece nos países em que a plataforma está atualmente presente, entre os quais Portugal, haverá duas modalidades: uma subscrição gratuita e outra paga.

O repositório musical a nível mundial vai ser disponibilizado aos países mais recentes, mas a empresa anunciou também a intenção de expandir o reportório através da colaboração com artistas locais.

Assim como também acontece em Portugal, as recomendações serão adaptadas aos utilizadores de cada país.

A inclusão dos novos mercados vai permitir à plataforma aceder a mais de mil milhões de pessoas, já que quase duplica o número de países e territórios onde está presente, que ultrapassará os 170.

Pangolim continua mamífero mais traficado no mundo

Trinta e três pangolins foram apreendidos, entre 2019 e 2020, em Moçambique, e várias pessoas detidas em conexão com o tráfico, nas províncias de Sofala, Tete, Manica e Maputo. O grupo incluiu indivíduos do Zimbabwe, da Zâmbia e do Malawi.

A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) diz que na região da África Austral estima-se que cerca de 50 mil pangolins são abatidos por ano para efeitos de comercialização ilegal. De 2009 a 2019, cerca de um milhão de animais foram traficados para o mercado negro asiático.

“O pangolim é considerado o mamífero mais traficado no mundo, que chega a superar, o marfim e o corno do rinoceronte”, refere a instituição.

O comércio ilegal da fauna bravia é considerado, actualmente, o quarto maior negócio ilegal transnacional, depois do das drogas, armas e do tráfico humano, lê-se na nota da ANAC.

O pangolim é responsável pelo controlo de algumas pragas, tais como formigas e térmites, garantindo um solo arejado e fértil. Estima-se que um animal adulto desta espécie pode consumir mais de 70 milhões de insectos por ano.

“Na tradição moçambicana o pangolim é visto como um animal enviado por Deus, trazendo benefícios como a prosperidade e a chuva”, explica o ANAC.

O tema é uma forma de “persuadir os cidadãos para uma reflexão sobre a necessidade proteger e conservar estes mamíferos, que se encontram em perigo de extinção, devido ao recrudescimento do comércio ilegal das partes do seu corpo e derivados por redes internacionais de tráfico e crime organizado”.

“A África está acelerando para lançar as vacinas COVID-19″

O continente africano vai sair da teoria para a prática no lançamento das vacinas COVID-19. Esta garantia saiu da reunião dos Ministros da Saúde da África patrocinada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os planos nacionais de implantação e vacinação para vacinas COVID-19 de 35 países africanos de baixa renda, incluindo Moçambique, elegíveis para vacinas gratuitas do COVAX tiveram resposta positiva do comité de revisão regional independente.

Os planos são necessários para que os países recebam vacinas da COVAX, a iniciativa global para garantir o acesso justo às vacinas COVID-19 liderada pela OMS.

O Director Regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, disse: “A África está acelerando para lançar as vacinas COVID-19. Esses planos completos de preparação de vacinas ajudarão a garantir que os países africanos possam começar a imunizar rapidamente as pessoas mais vulneráveis”.

Moçambique espera receber as vacinas este mês e início de Março.

Erosão tira sono a munícipes de Nampula

Muitos bairros da cidade de Nampula registam de forma progressiva o problema de erosão que condiciona a circulação de viaturas, sobretudo de baixa suspensão. Há casos de casas e muros de vedação em risco de desabar.

O relevo de maior parte do território da cidade de Nampula é bastante acidentado, o que propicia a erosão que é visível em todos os quadrantes da urbe e agrava-se a cada vez que chove, atendendo que não existem valas de drenagem para o escoamento das águas pluviais.

Os munícipes que têm carros de baixa suspensão ressentem-se do rápido desgaste dos acessórios, tal como constatamos nalguns pontos que escalados. “Estamos a viver na cidade, mas não parece, porque não é possível transitar da forma como estão as estradas. Daqui até ao régulo Marere não perfaz 1km, mas fazemos em 30 minutos; nem todas as viaturas conseguem”, desabafa Valdemira Safrão abordo na sua viatura em mais uma gincana de estrada que contém pedregulhos, lixo e ramos de árvores, colocados na tentativa de minimizar o problema da via que dá acesso à sua casa, por isso, inevitável.

Na mesma tónica, junta-se Lina Alberto, também automobilista e munícipe da cidade de Nampula. “Nossos carros sofrem muito e temos que fazer manutenção constante, no caso de amortecedores”.

Alguns bairros ainda tentam organizar-se para fazerem contribuição de valores monetários para a intervenção na via, mas o investimento para solucionar ou minimizar o problema é avultado. Para além dos carros, há casas e muros de vedação em risco de desabar.

“Constituímos uma comissão de moradores e fizemos carta para o Conselho Municipal, estamos à espera”, avança Melo Luís, munícipe de Nampula e residente num dos bairros críticos.

No bairro de Muthita há um mercado municipal construído há anos, no interior do bairro, só que tem poucos vendedores porque a rua que dá acesso não está transitável, o que impossibilita a entrada de viaturas com mercadoria assim como o acesso dos clientes.

Reacções em torno da morte do presidente do MDM, Daviz Simango

A família moçambicana perdeu um líder com o desaparecimento físico do Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango.

Esta é a reacção do partido Frelimo, por conta da morte do também Edil da Beira, vítima de doença, na vizinha República da África do Sul.

O Secretário-Geral do partido no poder, Roque Silva, anota que este constitui um momento de dor e consternação de toda a sociedade moçambicana. “É motivo bastante para dizermos que não perdeu apenas a família Simango, a família MDM; perdeu a família moçambicana por ter deixado de existir um dos dirigentes políticos que vinha dado a sua contribuição na consolidação do processo democrático deste país, condição fundamental para a consolidação da paz”, disse.

Por sua vez o porta-voz da Renamo, José Manteigas, descreveu o papel preponderante que Daviz Simango desempenhou na consolidação da democracia moçambicana.

Já o presidente da Associação Nacional dos Municípios de Moçambique, Calisto Cossa, realça que foi com grande pesar que os membros da ANAMM receberam a noticia da morte de Daviz Simango, quase que logo depois de ter perecido a Edil de Chókwè, num passado recente.

Calisto Cossa sublinhou que tudo será feito para dar continuidade ao legado deixado por Daviz Simango.

O Conselho Municipal da Beira considera que a visão e o legado de Daviz Simango, permanecerão para sempre na história da cidade.

A Edilidade frisa que Daviz Simango projectou Beira em diversas dimensões e por isso, o maior desafio agora é manter o segundo maior centro do país, na rota de desenvolvimento.

Em conferência de imprensa, o vereador municipal de Infra-estruturas e Construção, Albano Carige, pede calma e união dos munícipes, ao mesmo tempo que apela à valorização dos feitos do Edil e Presidente do MDM.

Nas ruas da cidade da Beira, a notícia sobre a morte de Daviz Simango vai fazendo eco entre um sentimento de incredulidade e choque. Os populares referem que o Autarca deixa um grande vazio.

Malawi: 16 funcionários detidos por desvio de dinheiro destinados ao combate da covid-19

A polícia malawiana deteve no último fim-de-semana, dezasseis funcionários seniores do departamento de assuntos de Gestão de Desastres, por alegado envolvimento no desvio de 6.2 biliões de kwachas, destinados ao combate da covid-19.

Na lista dos detidos, consta o comissário malawiano do departamento de Assuntos de Gestão de Desastres, ora demitido pelo Presidente da República, Lazarus Chakwera, pelo seu alegado envolvimento no desvio dos fundos em causa.

A detenção destas individualidades, resulta das graves irregularidades detectadas na aplicação dos 6.2 biliões de kwachas, destinados ao combate à covid-19.

O relatório de contas solicitado pelo Chefe de Estado, e apresentado em 48 horas, denunciou o descaminho de fundos, o que custou os cargos de co-presidente da força tarefa presidencial, John Phuka e de Comissário do departamento de assuntos de Gestão de Desastres, James Chiusuwa.

Aliás, na semana passada, o presidente Lazarus Chakwera, veio a público anunciar a demissão doze chefes das sub-comissões multissectoriais e prometeu responsabilizar criminalmente todo àquele que tiver se apoderado de parte dos 6.2 biliões de kwachas, destinados ao combate à covid-19.

O porta-voz da polícia nacional malawiana, James Kadadzera, disse a jornalistas, que de acordo com as investigações em curso, mais elementos poderão recolher aos calabouços, nos próximos dias.

O governo de coligação liderado por Lazarus Chakwera, tem o combate à corrupção, como bico-de-obra, num país que por nove vezes consecutivas, constou na lista das nações mais corruptas do mundo, de acordo com a classificação da transparência internacional.

Os mandatos de Bakili Muluzi, Bingu wa Mutharika, Joice Banda e Peter Mutharika, foram marcados por sucessivos escândalos financeiros,  que levaram os doadores a cortarem o financiamento directo ao orçamento do estado.

Os processos contra antigos líderes e seus colaboradores, acusados de desvio de fundos do estado correm trâmites legais em tribunais.

Detido um indiciado de assaltar esquadra e matar polícia em Nampula

Um homem está detido em Nampula acusado de ser parte da dupla que há três anos assaltou uma unidade policial no distrito de Mogovolas, assassinou um agente da polícia e apoderou-se de armas e munições.

O assalto a uma unidade policial no distrito de Mogovolas, em Nampula, aconteceu antes do início dos ataques terroristas na vizinha província de Cabo Delgado e o modo de operação assemelhou-se à forma de actuação que os terroristas passaram a adoptar em Cabo Delgado.

Três anos depois, a Polícia deteve este homem na cidade de Nampula quando supostamente tentaram assaltar uma residência com recurso a estes instrumentos contundentes. Feitas as diligências, apurou-se que terá sido um dos participantes do crime de Mogovolas.

“Foi o mesmo indivíduo que invadiu um comando distrital em Mogovolas e tirou a vida de um agente da PRM, mas graças à intervenção policial já está sob nossa custódia e serão feitos todos os trâmites legais para a sua responsabilização”, disse Zacarias Nacute, porta-voz do comando da PRM em Nampula e questionado sobre o armamento e munições que na altura foi roubado na sequência desse assalto, Nacute esclareceu: foi subtraído algum armamento, mas acabou sendo recuperado e restava a neutralização deste que é o cabeça da acção.

Mas falta encontrar outro homem que esteve no mesmo assalto. O indiciado reconhece que já esteve preso em duas ocasiões anteriores, mas nega o seu envolvimento no crime de assalto e homicídio de que é acusado.

Gonçalo Mabunda expõe na cidade de Milão

O escultor Gonçalo Mabunda expõe 18 peças de escultura em metal na cidade de Milão, em Itália. As obras podem ser visitas de forma virtual até 3 de Abril.

Milão não é uma cidade desconhecida para Gonçalo Mabunda. Em 2010, o artista foi distinguido com o Prémio Especial da Cultura de Milão. Em Itália, a sua obra também mereceu outra consideração: o privilegio de estar patente no Museu de Vaticano, o que, para o escultor, é especial, afinal demonstra o interesse do povo italiano pelo seu trabalho.

Assim sendo, mesmo em tempos de pandemia, o artista moçambicano foi convidado a apresentar 18 peças na Galeria Lis10, numa colaboração com a Galeria Giovanni Bonelli.

Intitulada “Gonçalo Mabunda – Massimo Kaufmann”, a exposição inaugurada no passado dia 18, na rua L. P. Lambertenghi 6 de Milão, estará aberta para visitas presenciais (limitadas) e virtuais. À mostra, o escultor levou um conjunto de obras que retratam o quotidiano moçambicano e o que se passa um pouco por todo mundo neste tempo que considera estranho. Com esse retrato, explicou, Gonçalo Mabunda procura ser um mensageiro. “Sei que não sou um mensageiro, mas procuro ser”.

Na Galeria Lis10, as obras de Mabunda estão expostas com as do italiano Massimo Kaufmann, pois o curador, Giorgio Verzotti, quis combinar as perspectivas criativas dos dois artistas, unindo, assim, escultura em ferro com a exuberância da cor em telas de pintura enormes.

Ora, ao contrário do que tem acontecido, desta vez, em Itália nem todos os cidadãos poderão apreciar presencialmente as obras do moçambicano. Segundo disse Gonçalo Mabunda, na segunda-feira, apenas os residentes na cidade terão essa possibilidade. Os outros, com efeito, podem garantir a presença na galeria de forma virtual.

Maria Lucas nomeada embaixadora de Moçambique junto do Reino da Espanha

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou Maria Manuela dos Santos Lucas, para o cargo de Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária da República de Moçambique junto do Reino da Espanha.

Em outro despacho presidencial, o Chefe do Estado exonerou José António Alberto Matsinha do cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto do Reino da Espanha.

Deputados submetidos ao despiste da COVID-19 para arranque dos trabalhos na quinta-feira

A Assembleia da República já efectuou o despiste da COVID-19 a cerca de 70 deputados para o arranque, no dia 25 deste mês, da III sessão ordinária da IX Legislatura. Caso muitos deputados testem positivo, caberá à Comissão Permanente decidir pela continuidade ou não dos trabalhos.

Convocada a III sessão ordinária da presente legislatura, a direcção da Assembleia da República montou uma tenda no pátio das suas instalações para a testagem dos deputados de modo a que não haja casos de contaminação pela COVID-19.

“Este procedimento tem um grande significado porque saberei o meu estado de saúde, e assim, além de continuar a me proteger poderei proteger os meus colegas durante os trabalhos que estão prestes a iniciar”, disse Ana Dimitri, deputada e membro da Comissão Permanente da Assembleia da República para depois de passar pela testagem para em seguida avançar “que nós como representantes do povo temos que ser os primeiros a dar o exemplo seguindo com todo o protocolo sanitário”, terminou.

“Até hoje (ontem) (22) já testamos setenta deputados do círculo eleitoral de Maputo e outros deputados que representam outras províncias, mas que vivem cá em Maputo. Em relação aos restantes que estavam nas províncias, houve orientações às direcções provinciais de saúde para que possam ser testados antes da sua partida para cá. Aqueles que não conseguirem fazer os testes nos seus círculos eleitorais serão testados aqui. De igual modo, serão testados todos os funcionários que têm ligação com os deputados, falo do pessoal do secretariado, protoloco, seguranças e outros”, esclareceu Oriel Chemane, porta-voz parlamentar.

Portugal quer alargar cooperação com Moçambique na Saúde

Portugal manifesta a disponibilidade de alargar o âmbito da assistência à cooperação bilateral com Moçambique no domínio da saúde, com um esforço da disponibilização de equipamento de protecção individual para os profissionais da saúde.

A garantia foi dada, na segunda-feira em Maputo, pela embaixadora cessante de Portugal, Maria Amélia Paiva, momentos após apresentar os cumprimentos de despedida ao Chefe do Estado moçambicano, Filipe Nyusi, findos 4 anos do seu mandato no país

“ Espero que ainda mais proximamente, com os programas de cooperação na área de segurança e defesa, onde quer a título bilateral, quer obviamente no contexto da União Europeia, na sequência da visita do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal com o chapéu e o mandato da União Europeia, neste caso do alto representante, Josep Borrel, podemos continuar certamente com Moçambique a construir condições cada vez mais adequadas para uma resposta firme contra o terrorismo”, disse.

Ainda na segunda-feira, o Presidente da República recebeu os cumprimentos de despedida da embaixadora extraordinária e plenipotenciária da República da Turquia, com quem Moçambique detém a cooperação bilateral no domínio do comércio, com uma carteira de investimentos de 150 milhões de dólares.

Coronavírus já matou 228 pessoas no país, contra 201 em Janeiro

Em Janeiro passado, a pandemia tirou a vida a 201 pessoas. Este mês já matou pelo menos 228 indivíduos, de acordo com os dados da análise epidemiológica apresentada na segunda-feira (22), pelo Instituto Nacional de Saúde (INS).

Aliás, na segunda-feira, a directora nacional adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe, iniciou o seu discurso, para a actualização da informação atinente à propagação da COVID-19 no país e no mundo, dizendo que “nos últimos tempos” verifica-se um aumento de infecções e mortes. Por isso, “ficamos mais alertas em relação ao desempenho do sistema imunológico na saúde em geral”.

“Um sistema imunológico adequado é factor importante para proteger contra infecções virais, incluindo a COVID-19. Para o fortalecimento do sistema imunológico deve-se começar por fazer uma alimentação equilibrada e variada, baseada em alimentos naturais e frescos”, aconselhou a dirigente.

Sobre os números, disse que mais quatro pacientes infectados pelo novo Coronavírus morreram, no último domingo. Trata-se de três moçambicanos e um estrangeiro, cujas idades variam entre 48 e 84 anos.

Neste momento, o país tem 599 óbitos devido à COVID-19 e um total de 19.333 casos activos.

Mais 517 indivíduos testaram positivo para o novo Coronavírus (maior número na cidade de província de Maputo), elevando o cumulativo para 56.160.

Portugal reafirma interesse no combate ao terrorismo em Moçambique

Portugal reitera que a agenda contra o terrorismo em Moçambique vai continuar a ser um dos principais tópicos, nas relações entre os dois países. Uma outra área na qual fica a garantia do apoio português é a experiência sobre o plano de vacinação contra a COVID-19, garantia dada pela embaixadora, Maria Amélia Paiva.

Quatro anos depois Maria Amélia Paiva termina a sua missão em Moçambique, como embaixadora de Portugal. Mas terminou apenas a missão de Paiva, porque as relações diplomáticas entre os dois países continuam e, na lista dos tópicos de cooperação, a luta contra o terrorismo é um dos principais aspectos.

“Podemos continuar com Moçambique, certamente, a construir condições cada vez mais adequadas para uma resposta firme contra o terrorismo”, afirmou na segunda-feira (22) a diplomata, momentos após ter deixado os cumprimentos de despedida ao Presidente da República, Filipe Nyusi.

Entretanto, “uma resposta firme contra o terrorismo” é o que Maria Amélia Paiva espera que se realize e a diplomata não tem dúvidas que o novo representante de Portugal em Moçambique terá essa como a principal aposta.

Moçambique vai receber o 1º lote de vacinas contra a covid-19

Moçambique vai receber até ao fim deste mês de Fevereiro, o seu primeiro lote de vacinas contra a covid-19, destinado preferencialmente aos profissionais de Saúde, por ser o grupo mais exposto à doença.

As vacinas chegam ao país através da plataforma Covax, de que Moçambique faz parte.

Segundo a directora nacional-adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe, as vacinas irão gradualmente chegar a toda a população, entretanto, a prioridade é dada aos grupos que estão na linha da frente, relativamente aos níveis de exposição à covid-19.

“Primeiro é o grupo dos trabalhadores da Saúde, depois vamos criando outros grupos, militares, polícias e por aí em diante, até conseguirmos vacinar toda a população ilegível para a vacina “, frisou.

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