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Domingo, Julho 26, 2026
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Os números da “desgraça colectiva”

Cinco derrotas e uma vitória nas duas janelas de qualificação para o “Afrobasket”-2021 traçaram um destino previsível, sobretudo, depois da pálida imagem deixada ficar em Novembro do ano passado, em Kigali, no Ruanda.

As três derrotas sofridas com o Angola, Senegal e Quénia, na era Milagre “Mila” Macome ditaram, e não hajam dúvidas, ditaram desde logo o descalabro da selecção nacional de basquetebol que somente em 2025, se tiver competência na quadra, poderá voltar a jogar o “Afrobasket”.

Condicionada fisicamente, face à falta de competições internas e ritmo competitivo dos jogadores, pouco ou nada havia a fazer para se manter na elite da modalidade da bola ao cesto no continente.

Mas há mais que se diga: na primeira janela, houve claramente uma distracção de quem dirige a modalidade para que os trabalhos de preparação iniciassem mais cedo. Alias, no capítulo da organização, deixamos muito a desejar até porque há claramente indicativos de falta de motivação de alguns atletas devido as condições que lhes são oferecidas, sobretudo, nas suas deslocações ao estrangeiro.

Os dados estatísticos são o fiel revelador da necessidade de se melhorar a abordagem ofensiva defensiva da equipa.

Sem lançadores natos, e num cenário em que o jogo exterior é cada vez mais decisivo em todas equipas, Moçambique teve um registo muito fraco nas duas janelas de qualificação. Senão vejamos: 30 tiros exteriores concretizados em 130 tentados, uns fraquinhos média de 23.1% em seis jogos.

O regresso do Hirak na Argélia

Milhares de argelinos manifestaram-se na segunda-feira (22), nas ruas da capital (Argel) e vários pontos do país, reeditando, dois anos depois, as primeiras manifestações contra a candidatura do antigo presidente Abdelaziz Bouteflika, ao quinto mandato, e ao controle do país e da sua economia, por via das armas.

Catorze meses depois da chegada do novo presidente Abdelmadjid Tebboune, os argelinos mantêm as revindicações do Hirak, para uma verdadeira mudança do sistema e um Estado de Direito.

“Tebboune é uma fraude”, “Generais ao lixo”, “O povo exige a independência” eram as palavras de ordem que gritavam os manifestantes.

Pela manhã, as forças de segurança, procederam com dezenas de interpelações, controle de identificação e de bagagens, sem o devido rigor, defronte às baragens, em vários quarteirões e locais onde os protestantes tinham o hábito de se reunir durante cinquenta e seis manifestações semanais entre Fevereiro de 2019 e Março de 2020, data da suspensão do movimento em razão da epidemia da Covid-19.

Segundo um comunicado do Comité Nacional para a Libertação de Prisioneiros (CNLP), o opositor Rachid Nekoposito e tinha sido liberto da prisão três dias antes, foi preso ontem a tarde em Mostaganem. E vários manifestantes foram presos em Argel e em outras províncias, nomeadamente em Tiaret em Tebessa em Msila e também em Oran, segundo CNLP.

Para além disto a Amnistia internacional denunciou, o segundo aniversário do Hirak, num comunicado publicado segunda-feira, por ocasião do segundo aniversário do Hirak, as detenções arbitrárias na Argélia. A ONG critica “uma estratégia deliberada das autoridades argelinas visando quebrar a dissidências ”  nesses dois últimos anos, apesar do carácter pacífico das marchas.

Albano Carige é o provável sucessor de Daviz Simango na presidência da autarquia da Beira

O número três da lista do Movimento Democrático de Moçambique escolhida pelos eleitores do “Chiveve” nos pleitos de Outubro de 2018 é o possível sucessor de Daviz Simango na liderança do Conselho Municipal da Cidade da Beira. O número dois já não faz parte da lista pois suspendeu o mandato há mais de um ano.

A Lei que estabelece o quadro jurídico das autarquias locais determina, no número 4 do artigo 59, que em caso de morte ou impedimento definitivo, o presidente do Conselho Municipal “é substituído pelo membro da Assembleia Municipal que se segue ao cabeça de lista do partido, coligação de partidos políticos ou grupo de cidadãos eleitores que obteve a maioria de votos”.

Na lista submetida pelo MDM, em 2018, para a autarquia da Beira, o número dois é José Domingos, o actual secretário-geral do partido.

Entretanto, José Domingos suspendeu o mandato de membro da Assembleia Municipal da Beira para exercer a função de deputado da Assembleia da República. O número 4 do artigo 103 da lei que determina o quadro jurídico das autarquias locais estabelece que “a suspensão não pode ultrapassar 365 dias, seguidos ou interpolados, no decurso do mandato, sob pena de perda do mesmo”.

José Domingos é deputado da Assembleia da República desde Janeiro do ano passado. Há mais de 365 dias e, portanto, perdeu o mandato de membro da Assembleia Municipal da Beira.

Albano Carige é o número três da lista. Mas Carige também suspendeu o mandato e ocupa actualmente o cargo de vereador para área de Construção e Urbanização no Conselho Municipal da Cidade da Beira. Contudo, no seu caso, por estar directamente ligado ao Conselho Muncipal, não perde mandato.

Número de migrantes cubanos resgatados em alto mar nos EUA disparou

A Guarda Costeira norte-americana anunciou que resgatou em alto mar 90 migrantes cubanos desde outubro de 2020 na costa do Estado da Flórida (sul), quase tantos quanto entre esse mês e outubro de 2019.

O mais recente de uma sequência de resgates deu-se no domingo, quando seis homens e duas mulheres grávidas, há 16 dias no mar, foram resgatados próximo de West Palm Beach, depois de a jangada em que seguiam ter virado.

Os migrantes foram recolhidos por helicóptero quando se agarravam à embarcação feita de plástico e tubos de metal, a que estava acoplado um motor de automóvel.

O aumento de cubanos a tentar a arriscada travessia entre a ilha comunista e os Estados Unidos é expressivo, tendo em conta que no ano até setembro de 2020 um total de 114 foram resgatados, quase tanto como nos últimos 4 meses.

As autoridades admitem que a subida possa estar relacionada com a agudização das dificuldades económicas em Cuba, numa altura em que a actividade turística se encontra afetada pela pandemia, por expetativas de uma flexibilização da política de imigração norte-americana com o novo presidente, Joe Biden, ou por uma conjugação destes dois fatores.

A reação de Tuchel à vitória do Chelsea diante do Atlético de Madrid

Thomas Tuchel não escondeu a satisfação pela vitória do Chelsea arrancada, na terça-feira (23), na visita ao Atlético de Madrid (1-0), em jogo da 1.ª mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Em declarações aos jornalistas, o treinador alemão deixou muitos elogios à exibição da equipa.

“Fantástico resultado. Merecemos esta vitória. Queríamos dominar no meio campo contrário, para nunca perdermos a concentração, não cometermos erros e estarmos preparados para qualquer contra-ataque do nosso adversário, pela qualidade do mesmo”, começou por dizer Tuchel, prosseguindo.

“Mostrámos grande disciplina e merecemos este desfecho. Um desfecho que é resultado de muito trabalho e do esforço de toda a equipa”, concluiu o treinador do Chelsea.

Mulheres distinguidas por estudos sobre visão, cancro, cádmio e carbono

Quatro investigadoras foram distinguidas com as Medalhas de Honra para as Mulheres na Ciência 2020 por estudos sobre visão, cancro hereditário da mama e do ovário, toxicidade do cádmio e captura de dióxido de carbono, anunciou hoje a organização.

Joana Carvalho, Margarida Abrantes, Inês Fragata e Liliana Tomé foram as premiadas na 17.ª edição das Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência. Cada uma vai receber 15 mil euros.

As bolsas são copromovidas pela filial portuguesa da multinacional de cosmética L’Oréal, que financia; pela comissão nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, que designa o júri que avalia as candidaturas.

Joana Carvalho (investigadora da Fundação Champalimaud) vai estudar a relação entre o cérebro e a perda de visão, enquanto Margarida Abrantes (Universidade de Coimbra) irá analisar a sensibilidade à radiação em pessoas portadoras de uma mutação genética na origem do cancro hereditário da mama e do ovário.

O trabalho de Inês Fragata (Universidade de Lisboa) pretende avaliar como a acumulação de cádmio, um metal pesado, em tomateiros afeta o ecossistema agrícola e o de Liliana Tomé (Universidade Nova de Lisboa) propõe-se desenvolver materiais mais eficientes para a captura de dióxido de carbono, por exemplo em gases de exaustão libertados em centrais de energia, e impedir que escape para a atmosfera.

Estados Unidos contam 2.306 mortos e 70.691 casos em 24 horas

Os Estados Unidos registaram 2.306 mortos causados pela covid-19 nas últimas 24 horas, e 70.691 casos, indicou na terça-feira (23) a contagem independente da Universidade norte-americana Johns Hopkins.

Desde o início da pandemia, o país acumulou 502.482 óbitos e 28.256.160 casos da doença.

Os Estados Unidos são o país com mais mortes devido à covid-19 e também com mais casos de infecção.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, estimou que a doença venha a causar mais de 600 mil mortos ao todo, no país.

Por seu lado, o Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde da Universidade de Washington, em cujos modelos de projeção a Casa Branca se baseia com frequência, previu cerca de 615 mil mortos até junho.

Banidos das redes, fãs de Trump mudam-se para Gab, MeWe ou Telegram

Os movimentos de supremacia branca, conspiradores e apoiantes de Donald Trump, banidos das plataformas convencionais, mudam-se para redes sociais mais confidenciais e difíceis de regular: Gab em vez do Twitter, MeWe para substituir o Facebook e Telegram para mensagens.

“Os apoiantes mais radicais de Trump já estavam bem estabelecidos em plataformas alternativas”, disse Nick Backovic, investigador da Logically.Al, uma sociedade especializada em desinformação digital, acrescentando que “o Facebook e o Twitter têm sido muito lentos para responder, permitindo que os influenciadores reconstruam o seu público quase sem interrupção”.

Depois dos distúrbios de 6 de janeiro em Washington, com a invasão do Capitólio, as principais redes sociais reprimiram as organizações envolvidas, como os Oath Keepers, os Three Percenters e os Proud Boys.

O Facebook intensificou, assim, as expulsões contra os movimentos armados, enquanto o Twitter, por sua vez, baniu permanentemente o ex-presidente e apagou 70.000 contas afiliadas a QAnon, uma rede cujos fiéis estavam convencidos, ou ainda estão, de que Trump salvará o mundo de elites corruptas e pedófilas.

“É uma estratégia que funciona”, disse Jim Steyer, presidente da Common Sense Media, sublinhando que Trump sem Twitter “perdeu o seu megafone, as suas mensagens não são mais amplificadas.”

Mas milhões de extremistas e conspiradores recusam-se a resignar, segundo especialistas, que temem que a censura reúna e una indivíduos que, a priori, são muito diferentes.

“Na QAnon, existem militantes armados, republicanos tradicionais, mães que ficam em casa, professores de ioga … Pessoas que ainda tinham certa distância dos grupos nazistas ou supremacistas. Mas ali, eles começam a se misturar em comunidades. Eles não têm para onde ir”, observou Alex Goldenberg, do Network Contagion Research Institute (NCRI), um centro de pesquisa também especializado em desinformação digital.

Equador: Rebeliões deixam mais de 50 mortos em três presídios

Mais de 50 presos morreram na terça-feira (23) em uma série de rebeliões ocorridas em três prisões de diferentes províncias no Equador, segundo confirmou a Polícia Nacional em redes sociais.

“Diante dos acontecimentos ocorridos hoje nos Centros de Reabilitação Social de Guayas, Azuay e Cotopaxi, a Polícia do Equador está gerindo o controle dos mesmos. Neste momento, a Criminalística relata mais de 50 pessoas privadas de liberdade mortas”, informou a corporação.

Anteriormente, uma fonte do Serviço de Assistência a Pessoas Privadas de Liberdade (SNAI) tinha comunicado a morte de oito reclusos na província de Guayas e oito na província de Cotopaxi.

Entretanto, disse que o número poderia aumentar porque também houve um motim em uma prisão na província de Azuay, onde poderia haver “o maior número de mortes”. A fonte também informou que vários ficaram levemente feridos e que alguns prisioneiros foram levados para hospitais e “estão estáveis”.

Briga entre facções

Durante a disputa entre facções, vários guardas penitenciários foram detidos por reclusos em quatro enfermarias, mas foram libertos depois, “sem quaisquer ferimentos”, segundo Francisco Silva, chefe da polícia responsável pela operação.

Por enquanto, nenhuma fonte ofereceu uma explicação para a coincidência dos três motins, que aparentam estar parcialmente sob controle.

“Antes da ação orquestrada de organizações criminosas para gerar violência nas prisões do país, a partir do Posto de Comando Unificado juntamente com o comando policial, gerimos ações para recuperar o controle”, anunciou o ministro do Governo, Patricio Pazmiño, em redes sociais.

Durante o programa “De frente com o Presidente”, o mandatário equatoriano, Lenín Moreno, disse ter autorizado “que a força seja utilizada progressivamente para garantir a segurança dos cidadãos que se encontram na prisão”, a fim de controlar os motins que ocorrem simultaneamente em três prisões do país.

“Em um complexo prisional, esta atividade sincronizada desta luta de máfias organizadas já foi controlada, o que ocorre pouco frequentemente, mas sempre causa agitação social e a preocupação do governo e da polícia”, acrescentou Moreno.

Donald Trump regressa ao palco político

O antigo Presidente Donald Trump regressa ao palco político no próximo fim-de-semana quando falar na Conferência de Acção Política Conservadora, na Flórida, no domingo, 28.

Afastado do seu meio de comunicação favorito, o Twitter, Trump tem mantido o silêncio total desde que deixou a Casa Branca no passado dia 20 de Janeiro, no meio de controvérsia generalizada, e o começo de mais um julgamento para impugnação devido ao seu papel na invasão do edifício do Congresso a 6 de Janeiro.

O que se passou nesse dia dividiu profundamente o Partido Republicano, com o líder republicano no Senado, Mitch McConnell e outras conhecidas figuras políticas do partido a condenarem Trump que, contudo, continua a gozar do apoio da esmagadora maioria dos mais de 70 milhões de eleitores que nele votaram.

A grande questão a saber é como Trump vai usar esse discurso, se para “um ajuste de contas” com aqueles republicanos que o criticaram ou se vai usar essa plataforma para reunificar o Partido Republicano.

Kristen Welker, correspondente da cadeia de televisão NBC na Casa Branca, disse que na sua opinião “vai ser um pouco de ambas as coisas”.

“Trump deverá falar sobre a impugnação e portanto ai poderá haver um ajuste de contas”, afirmou.

“Mas disseram-me também que ele vai falar sobre o futuro do Partido Republicano, como é que ele vê isso, como é que vê o futuro do movimento conservador”, acrescentou Welker, que disse ter sido informada que Trump “vai afirmar que esta é a altura para se começar a expor as diferenças com o Presidente Biden”.

“Vai concentrar-se na imigração pois o Presidente Biden está a anular todas as políticas de imigração do Presidente Trump, e ele vai portanto concentrar-se nessas questões sem se amarrar a ajustes de contas”, afirmou a correspondente da NBC que contudo esclareceu que a divisão dentro do Partido Republicano e a possível reconciliação “é a grande questão daqui por diante”.

Pat McCrory, governador republicano do Estado da Carolina do Norte disse que a força de Donald Trump dentro do Partido Republicano não pode ser ignorada mas afirmou estar confiante que as divisões serão ultrapassadas.

“Eu penso que o Presidente Trump deve permanecer relevante, mas acho também que vão emergir outros dirigentes e vamos atravessar este período de debater questões, de debater estilos de lideranças, mas o facto é que são as questões políticas que vão ganhar porque os democratas vão exagerar nas suas políticas”, acrescentou.

Uma das grandes cisões que o ataque ao edifício do Congresso criou foi aquela entre Trump e o seu vice-presidente Mike Pence, que se recusou a seguir Trump durante as alegações de fraude eleitoral, cumprindo assim a sua missão de aceitar os votos do Colégio Eleitoral algo que o então Presidente queria que ele não fizesse.

Sabe-se que os organizadores da reunião do fim de semana em que Trump deverá falar estão a tentar convencer Pence a estar presente, o que, até agora, recusou..

Mas Marc Short que foi chefe de gabinete de Mike Pence disse que os problemas que surgiram entre Pence e Trump são águas passadas.

Short afirmou não poder ignorar-se que “o Presidente Trump trouxe milhões de eleitores para o Partido Republicano”.

“A sua agenda foi incrivelmente benéfica para o nosso país e penso que essa agenda é algo que devemos seguir (porque) isso são as políticas que permitem aos republicanos ter uma coligação governamental e devemos concentrarmo-nos nos democratas e como a sua agenda irá destruir tudo isso”, disse Short .

“É sobre isso que nos devemos concentrar e não em lutas internas do partido”, acrescentou em declarações que reflectem como aos mais diversos níveis os republicanos estão agora a tentar sublinhar a necessidade de unidade e de os apoiantes se concentrarem nas diferenças com a agenda dos democratas de Joe Biden.

Agora, resta saber se no próximo domingo, Trump irá cingir-se a esse guião de reconciliação no seu discurso ou se irá afastar-se dele, o que aconteceu inúmeras vezes noutras ocasiões.

Se Donald Trump vai ou não continuar a ser nos próximos quatro anos uma força dentro do Partido Republicano é algo que só o tempo o dirá.

De um modo ou de outro, uma coisa é certa: Donald Trump está de volta mesmo que por curto tempo.

Covid-19: Moçambique promete vacinar profissionais de saúde

Os profissionais de saúde moçambicanos na linha da frente serão em breve vacinados contra a Covid-19, anunciaram as autoridades.

A vacina proveniente da China será administrada aos que trabalham na prevenção, diagnóstico e assistência médica a pacientes com Covid-19, escreve o diário Notícias, de Maputo, citando a directora-nacional adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe.

Do mesmo lote, poderão ser vacinados polícias e militares.

Entretanto, as 2.4 milhões de doses de vacinas do mecanismo global COVAX só chegarão à Moçambique em Maio.

Matsinhe disse ao Notícias que o Ministério da Saúde está a avaliar a aprovação e aquisição das vacinas da Sinovac, Johnson e Johnson, Oxford e Astrazeneca.

Até agora foram registados neste país mais de 56 mil casos positivos de Covid-19, que resultaram em 599 mortes.

Conflito: Cabo Delgado mais de um milhão de pessoas são dependentes

O conflito armado em Cabo Delgado coloca, pelo menos, 1,3 milhões de pessoas dependentes de assistência humanitária e proteção urgente ,no norte de Moçambique, indica uma análise das Nações Unidas.

O Escritório da Organização das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), que fez a análise, diz que, até final de 2020, cerca de 670 mil pessoas estão na condição de deslocadas internas nas províncias Cabo Delgado, Niassa e Nampula.

Tal é resultado directo de ataques de insurgentes aliados ao Estado Islâmico, iniciados, em 2017, que aumentaram substancialmente, tendo mais de 570 sido registados ao longo de 2020.

Os violentos incidentes provocaram a morte de mais de mais de 2.000 indivíduos, na maioria indefesos. Muitos foram decapitados.

O OCHA, na sua análise, diz que cerca de 950 mil pessoas das três províncias enfrentam fome severa, por o conflito ter contribuído para a queda de produção para a subsistência.

Riscos de saúde

Segundo o informe do OCHA, nos seus ataques, os insurgentes danificaram ou provocaram a paralisação de 36 por cento das unidades de saúde em Cabo Delgado.

Por exemplo, nos distritos de Mocímboa da Praia, Macomia, Muidumbe e Quissanga não há unidades de saúde em funcionamento.

Nesse cenário, o OCHA alerta que os deslocados internos podem enfrentar mais dificuldades de saúde, havendo, na região, já o registo de mais de 4.916 casos de cólera e 55 mortes provocadas por esta doença, a maioria no distrito de Metuge.

Além da detecção e tratamento de cólera, nos distritos mais afectados há dificuldades de responder à questões relacionadas com saúde sexual e reprodutiva, atendimento a pessoas pessoas vivendo com HIV ou tratamento da tuberculose.

Nos vários acampamentos de deslocados há igualmente uma crescente preocupação com a Covid-19.

Senado confirma Linda Thomas-Greenfield como nova embaixadora dos EUA na ONU

O Senado dos Estados Unidos da América confirmou a escolha de Linda Thomas Greenfield, para liderar a diplomacia norte-americana nas Nações Unidas.

A escolha de Linda Thomas-Greenfield reflecte a intenção da administração Biden de retomar a participação activa na diplomacia internacional, contrastando com os diplomatas do anterior executivo, liderado pelo republicano Donald Trump, que em várias ocasiões optaram pelo isolamento do país.

A futura representante da diplomacia norte-americana na ONU foi eleita com 78 votos a favor e 20 contra no Senado.

Linda Thomas-Greenfield já é considerada uma veterana ao nível dos negócios estrangeiros e demitiu-se durante a administração Trump. A diplomata vai ser a segunda mulher afro-americana a ocupar este cargo.

Dois mortos e sete feridos em emboscada no Mali

Por volta das 14:00 locais, “uma missão da 53.ª Companhia de Intervenção Rápida que saia de Sévaré para Konna foi emboscada por Grupos Terroristas Armados (GAT)”, disse o Exercito nas redes sociais, confirmando informações obtidas pela France Press junto de fontes de segurança e de um eleito local.

O ataque ocorreu a meio dos 60 quilómetros que separam Sévaré, onde o exercito tem uma grande base, de Konna, revela o comunicado.

O “número provisório é de dois mortos e sete feridos”, disse o Exército, acrescentando que “os reforços terrestres e aéreos foram imediatamente encaminhados para o local da emboscada”.

Desde 2012 e a eclosão de rebeliões, separatistas e depois jihadistas, no norte, o Mali está mergulhado numa turbulência multifacetada que deixou milhares de mortos, civis e combatentes e centenas de milhares de deslocados, apesar do apoio da comunidade internacional e a intervenção das forças das Nações Unidas, ONU, africanas e francesas.

A violência espalhou-se para o centro do país, que se tornou um dos principais centros, e para os vizinhos Burkina Faso e Níger.

Os grupos armados que surgiram em 2015 no centro de Mali prosperaram em antigos antagonismos ligados à terra, entre pastores e agricultores e entre os grupos étnicos Fulani, Bambara e Dogon. Atacam o que resta da representação do Estado e fomentam ou agitam essas tensões.

Tiger Woods hospitalizado após sofrer acidente de automóvel

Tiger Woods foi, desde ontem (23), hospitalizado depois de sofrer um aparatoso acidente de automóvel em Los Angeles, no estado norte-americano da Califórnia. Uma informação que já foi confirmada pelas autoridades, através de nota publicada nas redes sociais.

O acidente em causa teve lugar pelas 7h12 locais, “na fronteira entre Rolling Hills Estates e Rancho Palos Verdes”.

“O veículo seguia na direção norte, para Hawthorne Boulevard, na Blackhorse Road, quando colidiu. O veículo sofreu graves danos”, acrescentam as autoridades, que informam que o acidente em causa não envolveu qualquer outro automóvel.

“O condutor e único ocupante foi identificado como o golfista da PGA, Eldrick ‘Tiger’ Woods. O sr. Woods foi retirado dos destroços com um desencarcerador pelos bombeiros e paramédicos de Los Angeles County, e depois transportado de ambulância para um hospital local para observação das lesões”, completa.

Tiger Woods competiu pela primeira vez enquanto profissional no PNC Championship, em Orlando, na Flórida, que decorreu até ao passado dia 20 de dezembro, tendo competido juntamente com o filho, Charlie Woods, de apenas 11 anos, com quem terminou na sétima posição da tabela.

Presos por desobediência na cidade de Maputo

Sessenta e um cidadãos foram detidos, recentemente, em diferentes bairros da cidade Maputo, indiciados de incumprimento do recolher obrigatório, venda e consumo de bebidas alcoólicas e poluição sonora em desobediência das medidas de prevenção da Covid-19.

A maioria dos detidos é dos distritos municipais de KaMpfumu, KaMubukwane e KaMavota.

Segundo Mateus Cuna, porta-voz da Polícia Municipal da cidade de Maputo, as detenções ocorreram durante operações de fiscalização de rotina.

Acrescentou que a maioria das pessoas foi encontrada nas barracas, na via pública e em aglomerados. A Polícia também encerrou duas barracas no Mercado do Povo, por incumprimento do horário de fecho.

Cuna explicou que, em muitos casos, a corporação optou pela sensibilização, sendo que as detenções ocorreram em casos flagrantes de violação, dada a gravidade.

Serviços de inteligência desvalorizaram ameaça de invasão ao Capitólio

Os serviços de inteligência dos Estados Unidos subestimaram o perigo de invasão ao Capitólio, que acabou por acontecer em 06 de janeiro, e rejeitaram o reforço do dispositivo de segurança para conter “criminosos prontos para a guerra”.

A revelação foi feita por vários responsáveis dos serviços de inteligência, durante uma audiência que decorreu ontem (23) no Senado norte-americano.

Depois da absolvição do antigo Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), o republicano Donald Trump, que estava acusado de incitar a tentativa de insurreição no início do ano, o Congresso começou agora uma investigação para perceber como algo considerado impensável acabou por acontecer, de modo a evitar mais um “dia negro”.

Vários responsáveis destas agências de inteligência acabaram por cessar funções na sequência da invasão ao Capitólio e apenas hoje falaram sobre o assunto, perante os congressistas, durante uma audiência em que os invasores ao Capitólio foram descritos como “criminosos prontos para a guerra”, de acordo com a France-Presse (AFP).

Apesar de declarações dissonantes, quase todos concordaram na lentidão do Pentágono a enviar reforços e da falta de seriedade dos serviços de inteligência em relação a esta ameaça.

“Sem as informações para que se possa preparar adequadamente, a polícia do Capitólio não tinha pessoal suficiente para lidar com uma multidão extremamente violenta”, disse o antigo dirigente desta força de segurança, Steven Sund.

Já o antigo sargento de armas Paul Irving considerou, com “base nas informações” de que dispunha, que a polícia estava “erroneamente” preparada.

“Agora sabemos que o plano era fraco”, prosseguiu, completando que ficou “profundamente abalado” com a invasão.

Em 06 de janeiro, dia em que o Congresso confirmava a vitória do democrata Joe Biden nas presidenciais de 03 de novembro de 2020, uma multidão, maioritariamente constituída por apoiantes de Trump, invasão o Capitólio, na tentativa de impedir a validação do resultado das eleições.

A sessão foi interrompida e os congressistas abandonaram o edifício, enquanto a multidão invadiu o Capitólio, confrontou a polícia, vandalizou gabinetes, o plenário, e roubou documentos e outros objetos.

Donald Trump, que discursou momentos antes da invasão perante os apoiantes que rumaram ao Capitólio, foi acusado de ser o autor moral da tentativa de insurreição, por ter apelado à multidão para que continuasse a “lutar”.

O discurso que proferiu, assim como a tentativa descredibilização das eleições e as acusações infundadas de fraude eleitoral perpetrada pelos democratas, estiveram na base para o segundo processo de destituição de Trump, que acabou, tal como o primeiro, com absolvição do antigo chefe de Estado norte-americano.

Pelo menos cinco pessoas morreram durante a invasão ao Capitólio. As autoridades detiveram, entretanto, várias pessoas acusadas de participar neste ataque, algumas das quais tinham publicado nas redes sociais vídeos e fotografias enquanto a invasão decorria.

Covid-19: Dinamarca aprova confinamentos e hospitalizações forçadas

O parlamento da Dinamarca aprovou na terça-feira (23) uma nova lei de gestão de epidemias que prevê confinamentos e hospitalizações forçadas, mas não a vacinação obrigatória para a covid-19, ao contrário do projeto-lei.

Aprovada ao fim de cerca de 4 meses de discussão parlamentar acesa, a nova legislação substitui um pacote legislativo temporário aprovado em março do ano passado, no início da pandemia de covid-19.

Indivíduos que estejam infetados com uma doença infecciosa poderão agora ser obrigados a confinamento ou hospitalização pelas autoridades.

A nova lei dá ainda às autoridades o poder de exigir a empresas ou associações que entreguem dados pessoais, caso isso contribua para o rastreio de casos de contágio.

Outras medidas previstas são a obrigatoriedade de uso de máscara respiratória, a proibição de ajuntamentos de pessoas em lugares públicos e o encerramento de lares ou hospitais.

A nova lei foi aprovada com os votos de 81 deputados, de oito dos dez grupos parlamentares do parlamento dinamarquês.

Os votos contra, 15, vieram dos 2 grupos parlamentares mais à direita.

Em relação à lei provisória até agora em vigor, que expirava no início do próximo mês, o Governo perde o poder de impor restrições ou encerrar a atividade económica sem apoio prévio do Parlamento.

Também excluída da legislação hoje aprovada foi a vacinação obrigatória, que constava do projeto-lei que deu entrada no Parlamento em outubro de 2020, mas foi fortemente contestada pela sociedade civil.

A Dinamarca é um de seis Estados-membros da União Europeia (UE) a que a Comissão Europeia pediu na segunda-feira  explicações sobre as restrições na liberdade de circulação, em particular na proibição de entradas e saídas do país.

Numa carta enviada a Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Hungria e Suécia, a Comissão destaca a “necessidade” de garantir que as “restrições à liberdade de movimento” são “proporcionais” e não “discriminatórias”, e insta os países a “alinharem as suas disposições mais de perto com as recomendações do Conselho”, acordadas entre o conjunto dos Estados-membros da UE, e, mais genericamente, “com as regras da UE no que se refere à liberdade de movimentos”.

O executivo dá dez dias aos Estados-membros para responderem à carta e “a Comissão está a seguir de perto os passos dados pelos Estados-membros de maneira contínua”, apontou o porta-voz.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Mais cinco funcionários indiciados no desvio de fundos das escolas

Mais cinco funcionários das escolas primárias completas do Matadouro e Josina Machel, na cidade da Beira, estão desde semana passada a contas com o Gabinete Provincial de Combate à Corrupção (GPCC) em Sofala, indiciados no desvio de quase 15 milhões de meticais do erário público.

O porta-voz do GPCC em Sofala, Anastácio Matsinhe, revelou, recentemente, que os funcionários estão indiciados do crime de peculato previsto e punido pelo artigo 434 do Código Penal e podem incorrer a penas até 12 anos de prisão.

“Para lograrem os seus intentos os indiciados atribuíram-se abonos indevidos nos respectivos vencimentos entre os meses de Setembro a Dezembro do ano passado que variavam entre 50 e 330 mil meticais através do e-SISTAFE”.

De recordar que em Janeiro 20 professores e funcionários das mesmas escolas foram detidos, indiciados no mesmo tipo de crime, dos quais 12 estão em prisão preventiva e oito vão responder em liberdade.

Sobre o assunto, a chefe da Repartição de Administração e Planificação do Serviço Distrital de Educação Juventude e Tecnologia da Beira, Rosa Lourenço, contou que o caso foi descoberto quando a instituição fazia o balanço anual tendo notado que havia valores muito elevados a serem recebidos por alguns funcionários.

Covid-19: Israel anuncia recolher obrigatório durante de 3 dias

O Governo israelita anunciou ontem (23) um recolher obrigatório de 3 dias durante as festividades do Purim, para evitar o contágio de covid-19, apesar de cerca de metade da população do país estar já vacinada com pelo menos uma dose. 

Em comunicado conjunto, o gabinete do primeiro-ministro e o Ministério da Saúde israelitas informam ontem que o recolher obrigatório entre as 18:30 e 5:00 estará em vigor de quinta-feira até este sábado.

“Isto é para evitar o que aconteceu no último Purim, que não queremos que se repita” disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, durante uma visita a um centro de vacinação no norte do país, em referência às grandes festividades de 2020, consideradas por cientistas como tendo contribuído para a primeira vaga de covid-19 no país.

O Purim envolve celebrações não apenas nas sinagogas, mas também nas ruas.

Durante o recolher obrigatório a partir de quinta-feira, ficarão proibidas visitas a residências de pessoas terceiras e os transportes públicos funcionarão de forma reduzida.

De acordo com o Governo, as deslocações ficarão também limitadas a um quilómetro da residência.

Esta semana, Israel deu mais um passo rumo ao desconfinamento com a reabertura de grande parte dos negócios e o uso do certificado verde, que permite aos vacinados e recuperados da covid-19 o acesso a alguns espaços.

Comércio de rua que estava encerrado, mercados ao ar livre, centros comerciais, bibliotecas e museus podem reabrir com regras restritas para a prevenção da propagação do novo coronavírus.

Por seu lado, os alunos do quinto e sexto anos do ensino básico e os dos últimos anos do ensino secundário podem regressar às aulas em áreas com baixa taxa de mortalidade, após os mais pequenos, do pré-escolar e primeiros anos do ensino básico, o terem feito há mais de uma semana.

Foi também autorizada a abertura de ginásios, piscinas, hotéis e espaços para eventos desportivos e culturais, como teatros, mas com acesso restrito apenas a quem já tenha recebido as duas doses da vacina ou superado o coronavírus.

O levantamento das restrições integra a segunda fase do desconfinamento que Israel iniciou a 07 de fevereiro, depois de um terceiro confinamento nacional de seis semanas.

O início da terceira fase está previsto acontecer em 07 de março, com a reabertura dos cafés ou restaurantes e o retorno às escolas dos alunos dos cursos que por enquanto continuam com aulas virtuais.

Israel prossegue com a sua campanha de vacinação, a mais rápida do mundo: quase 50% da população recebeu, pelo menos, uma dose da vacina Pfizer e mais de um terço já recebeu ambas.

Para além disso, a taxa de contágios diminuiu nas últimas semanas e, segundo dados do Ministério da Saúde publicados no sábado, a mortalidade por covid-19 reduziu 98,9% entre aqueles que receberam a segunda dose da vacina há, pelo menos, 14 dias.

Desde o início da pandemia, Israel, com 9,2 milhões de habitantes, regista quase 750 mil contágios e 5.526 mortes.

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